Wow e Ventiur, duas aceleradoras de empresas de tecnologias sediadas no Rio Grande do Sul, dominaram a quinta turma do Startup Brasil, programa de inovação do governo federal.

Empreendedores durante o lançamento da nova turma do Startup Brasil.

As duas vão investir em nove empresas cada uma, o que as deixa empatadas no topo das aceleradoras que mais investirão em mais participantes da quinta edição do programa, totalizando juntas 40% das 46 participantes.

Pelas regras do Startup Brasil, o governo coloca R$ 200 mil a fundo perdido em startups por meio de bolsas do CNPq, desde que elas recebam um aporte de pelo menos R$ 20 mil de uma das 13 aceleradoras pré-qualificadas pelo programa.

Ao se inscrever, às candidatas nomeiam três aceleradoras por ordem de preferência para negociar os aportes dos investidores privados nas selecionadas.

Outras duas aceleradoras com boa captação foram a paulista Baita, com oito startups, e a carioca Outsource Brasil, com oito.

“Estamos investindo de R$ 40 a R$ 400 mil em cada uma destas startups e oferecendo a oportunidade para investidores que já estão ou querem ingressar na nossa rede”, explica o CEO da Ventiur, Sandro Cortezia. “Nós validamos a seleção feita pelo CNPq, comprometendo-nos a investir naquelas startups que acreditamos que têm potencial”, resume Cortezia.

Ao todo, as 46 empresas receberão um investimento de R$ 9,7 milhões do orçamento do Ministério de Ciência e Tecnologia.

“Além de permitir ampliar o deal flow das aceleradoras, o recurso aportado pelo programa dá fôlego para projetos que tenham maior base tecnológica”, avalia André Ghignatti, CEO da Wow.

A fórmula tem funcionado. Lançado em 2012, o Start-Up Brasil já executou dois ciclos de aceleração entre 2013 e 2015 (o programa passou um tempo parado por falta de recursos), atingindo 183 startups.

O governo colocou R$ 34,7 milhões nas companhias e os investidores privados atraídos pelas aceleradoras R$ 103 milhões, quase três vezes mais. Ao todo, as companhias empregam 1,2 mil pessoas.

As aceleradas da Ventiur no Startup Brasil incluem nomes como a Meerkat, especializada em visão computacional; AgroInteli, dona de uma solução IoT para agronegócio; Husky, de otimização de rotas de delivery e a Eureka Lab, uma plataforma de inovação aberta, entre outras.

Já a Wow tem companhias como a Zeeng, uma plataforma de big data para o setor de marketing; o Reduza Custo , um software de gestão de custos e desperdícios para indústrias; a Agriconnected, uma plataforma de otimização de uso de maquinário agrícola e a Real Networking, focada em networking/benchmarking entre diversas empresas, entre outras.

Tanto a Ventiur quanto a Wow fazem parte da primeira onda de aceleradoras a serem criadas no Brasil, em 2012, e participaram de todas as edições do Startup Brasil, o que pode ajudar a explicar a sua predominância nessa última edição.

A Wow tem sede em Porto Alegre e concluiu em março a captação de cotas do seu terceiro fundo para aceleração de empresas, com o qual passará a contar com um total de 165 investidores individuais. De acordo com a WOW, a cifra é a maior entre as aceleradoras do país.

Já a Ventiur é sediada em São Leopoldo, cidade na região metropolitana de Porto Alegre que abriga o Tecnosinos, um dos maiores parques tecnológicos do estado.

A aceleradora tem feito programas em conjunto com a Unisinos, dona do parque, assim como com a Feevale, universidade na vizinha Novo Hamburgo que também tem um parque tecnológico de destaque.

Fonte: Baguete

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