Tecnologia criada pela Biosens agiliza resultados de exames clínicos

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Aceleração da VENTIUR permitirá que startup possa consolidar seu modelo de negócio

 

Agilizar a tomada de decisão com base no resultado de exames laboratoriais altamente tecnológicos que integram bionanotecnologia, inteligência artificial e internet das coisas (IOT) – esse é o objetivo da Biosens Tecnologia em Saúde, startup da área da saúde, que atua na pesquisa, desenvolvimento, produção e comercialização de biossensores. A solução desenvolvida pela empresa, a qual está em processo de aceleração pela VENTIUR, permite maior rapidez no diagnóstico laboratorial e como consequência maior agilidade na tomada de decisão e intervenção médica, destaca a COO da Biosens, Priscila Lora.

A startup surgiu da necessidade de ampliar o acesso ao diagnóstico laboratorial e simplificar, reduzir o tempo e o custo da realização de testes, por meio da funcionalidade dos biossensores, os quais tem como objetivo melhorar a qualidade de vida das pessoas. A COO observa que atualmente 70% das decisões médicas são baseadas em exames laboratoriais, os quais amostras de sangue precisam ser coletadas do paciente e encaminhadas para análise em algum laboratório, seja na unidade hospitalar em que está ocorrendo o tratamento, ou em um laboratório parceiro. 

Esse movimento, muitas vezes, demanda um tempo maior para obtenção dos resultados – os laudos demoraram, em situações de urgência/emergência, levando em média duas horas para ficarem prontos e serem disponibilizados à equipe responsável por aquele paciente. “A ideia do teste rápido é realizar a análise no momento do cuidado com o paciente, por isso são chamados de point-of-care (ponto de cuidado). Esses testes são formas de descentralizar o diagnóstico laboratorial com rapidez e segurança. e por acelerar os diagnósticos laboratoriais, conseguimos agilizar a tomada de decisão do médico”, enfatizou a COO. 

Ela destaca que a tecnologia desenvolvida pela Biosens permite que os laudos sejam conhecidos em poucos minutos, agilizando o diagnóstico. Na prática, o primeiro produto com maior maturidade tecnológica que está em fase final de desenvolvimento é o POC Check Care 60, que é um teste rápido de coagulação semelhante a que existe hoje para detecção dos níveis de glicose no organismo utilizada pelos pacientes diabéticos. Por meio de uma gota de sangue extraída do paciente, o teste é realizado de forma portátil e o resultado é obtido segundos depois.

Para desenvolver, validar e comercializar os produtos, a empresa aposta na expertise de pesquisa, inovação e gestão dos sócios fundadores. Além disso, a startup também possui uma estreita relação com o Instituto de inovação em semicondutores (itt chip) da Unisinos, o que facilita o desenvolvimento de novas tecnologias, contribuindo ainda para a formação integrada dos alunos, com a sua participação em projetos de pesquisa aplicada orientados a mercado.

 

Protótipo inicial já está em fase de validação na rede hospitalar

 

O POC Check Care 60 protótipo inicial da solução já está em fase de validação através do projeto PPSUS que visa a validação de tecnologias de interesse para o SUS.  Os próximos passos são a finalização do protótipo, manufatura e processos de certificação, o que inclui a tramitação do registro junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“Queremos agregar o funcionamento do teste com a integração de modernas tecnologias como bionanotecnologia, Inteligência Artificial e IoT. Além disso, nossa intenção é simplificar o dispositivo que faz a leitura, tornando seu custo mais acessível”, revelou a COO. Ela destacou que já existe no mercado grandes empresas do segmento de saúde que já atuam no diagnóstico central. A Biosens é a única empresa brasileira a desenvolver e trazer para o mercado testes rápidos de coagulação, tipo POC na área de biossensores.

 

Dentro desse contexto, a startup também pretende reforçar as parcerias estratégicas para inovação e comercialização dos produtos já desenvolvidos e também de outros que estão sendo estruturados. A empresa, que possui uma patente internacional, também mira a internacionalização e já começa a estruturar parcerias com a Suíça e Alemanha. Ela une a área da biomedicina e de semicondutores, com foco no uso de tecnologias avançadas, como grafeno e crispr, na construção conjunta de tecnologias que solucionam problemas reais do setor

 

Pandemia trouxe novos desafios para a empresa

 

Com a disseminação da Covid-19 em 2020 surgiu também o desafio de dar continuidade ao trabalho da empresa. Era preciso definir as estratégias norteadoras das ações dali para frente a partir de um cenário de tantas incertezas. ‘Foi bem complicado no início, pois nosso processo de experimentação desacelerou bastante”, lembra a COO.  

No entanto, ela salienta que a pandemia também popularizou os testes rápidos para detecção do coronavírus em farmácias, e impulsionou a necessidade de uma descentralização do diagnóstico laboratorial. Esse novo cenário permitiu a abertura de mais espaço no mercado para os produtos que são desenvolvidos pela empresa. Segundo dados da Associação Brasileira de Redes de Farmácia e Drogarias (Abrafarma), a demanda por testes no Brasil superou em apenas dois meses de 2021, todo o ano de 2020.

 

E como surgiu a Biosens?

 

A Biosens surgiu há pouco mais de um ano, em abril de 2020, após três anos do desenvolvimento de pesquisas e estruturação de testes rápidos para saúde. Naquela oportunidade, Priscila Lora, juntamente com os sócios Willyan Hasenkamp (CEO) e Susana Kakuta (CFO), identificaram uma carência de empresas que atuassem na translação da inovação de pesquisa para o mercado nacional nesse segmento. Os três já atuavam em ambientes de pesquisa, inovação e ensino na Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), em São Leopoldo.

A partir da leitura desse cenário, os três tiveram a ideia de colocar no mercado de saúde brasileiro e global novas tecnologias que impactem de forma efetiva os cuidados em saúde. Reunindo um conjunto de competências diferenciadas nas áreas técnico e administrativa nos campos da biologia molecular, diagnóstico laboratorial, engenharia de microfabricação e negócios, a empresa estruturou seu produto e participou de editais para programas de aceleração de novos negócios. 

Neste ano também a Biosens está passando  pelo processo de aceleração dos programas InovAtiva Brasilprograma criado em 2013 pelo Ministério da Economia que realiza aceleração, conexão, visibilidade e mentoria para startups em todo o País. Atualmente a empresa está incubada no Parque Tecnológico São Leopoldo (Tecnosinos).

 

Aceleração deve consolidar modelo de negócio

 

Durante o período de aceleração da VENTIUR, a Biosens terá uma agenda intensa de atividades, a qual inclui uma série de bootcamps, reuniões de acompanhamento e eventos de capacitação com foco no desenvolvimento dos empreendedores e seu time. Tais atividades envolvem palestras para transferência de conhecimento e workshops com exercícios práticos.

Nestas oportunidades, serão trabalhadas temáticas como liderança, aspectos jurídicos, customer success, governança para startups, contabilidade, vendas, marketing digital, gestão, finanças, recursos humanos, canais de aquisição de clientes, desenvolvimento de produto, captação de recursos, dentre outros. Esse processo será acompanhado pela aceleradora e seus mentores, e também do gestor de aceleração, agregando conhecimento e experiência de mercado.

A VENTIUR é uma das principais aceleradoras de startups do Brasil e está sediada no polo tecnológico da Unisinos, o Tecnosinos, em São Leopoldo/RS. Quem tiver interesse em obter mais informações sobre os programas de aceleração e investimento em startups da VENTIUR, pode entrar em contato pelo email contato@ventiur.net

 

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