Pela criação de um futuro customizável e de novas tecnologias

Por: Luiz Henrique Rauber Rodrigues

  Como identificação de uma pedra angular, o mundo data o 2005 e o evento Maker Faire (e a revista Make Magazine), que estimulou com que vários nerds da cultura do “Do It Yourself – DIY/ Faça você mesmo”, saíssem de seus quartos e garagens e fossem lá expor o que produziam e aprender mais. Sobre a cultura DIY, e também este evento, se leva a pensar não é nada novo um movimento para reunir estes nerds, afinal o Apple I foi mostrado para a imprensa pela primeira vez em 1975 por Steve Wozniak e Steve Jobs numa feira de computadores caseiros, a Homebrew Computer Clube, mas hoje é diferente, não é só o nerd que está sendo emponderado a vir à luz.

  Este empoderamento que vem desde 2005 é fruto de um dos grandes movimentos recentes e certamente disruptivo, levando em conta uma evolução histórica e por vezes centralizada, o denominado “maker movemmnet / movimento maker”. Este movimento traz uma mentalidade para que qualquer pessoa possa criar, prototipar, produzir, vender e distribuir qualquer coisa que ela fizer.

  O movimento cultural maker dá uma dinamicidade de “dar o poder” da construção para qualquer pessoa. Isso tem até sido considerado uma nova revolução industrial, pois esta mudando toda uma lógica de produção e venda, de conhecimento e informação, pois o que era centralizado em indústrias, pode ser feito em casa. A abrangência cultural esta atingindo a todas pessoas que tenham interesse nesta cadeia mercantil. Para uma exemplificação simples em 2 tipos de pessoas, consideraremos os nerds e os desingers:

  Um nerd de tecnologia, criou um microcontrolador porque ele queria ou precisava, o arduino (mas poderia ser citado outros muitos);
  Este arduino foi divulgado como hardware livre o que possibilitou que, com baixo custo, outros nerds o copiassem e o utilizando, prototiparam uma impressora 3D;
  Esta impressora num conceito RepRap, foi otimizada por outros nerds e ficou com uma qualidade similar a que é vendida pela indústria, custando bem menos;
  Sabendo disso, um designer que dependia de criar escala e da indústria para produzir seus produtos, comprou uma destas impressoras, e agora a usa para produzir em casa chaveiros que como em pequena escala, são até personalizados;
  Já um outro grupo de nerds que gostam de produção em madeira e não em plástico, otimizaram processos parecidos e desenvolveram uma CNC;
  Agora um outro designer cria e produz cadeiras, quadros, letras e afins em casa, e não mais numa grande madereira que ficava com parte de seu lucro;
  E de nerd pra nerd, de um conceito parecido a CNC, outros nerds queriam mais profissionalismo em suas placas eletrônicas caseiras. Com isso, produziram uma fresadora que é quase auto-replicante como a RepRap. Esta fresadora é utilizada agora até na Universidade para prototipar placas eletrônicas em casa, sem a necessidade de pedir, até para outros países, que façam isso.

  E a cultura maker é totalmente descentralizadora. Outro exemplo dentro deste movimento, e destacado recentemente pela Maker Faire, é de alguém que produziu, sem tecnologia eletrônica, um tipo de horta vertical que facilitou o cultivo de hortaliças e tá mudando o cenário municipal.

  As criações, estimuladas por necessidades ou apenas por curiosidade, tem proliferado esta revolução em todas as dimensões. Ao mercado consumidor a atenção maior está no impacto industrial no presente, mas tem tido até mais impacto no espectro educacional, e por isso, o impacto industrial será futuramente maior, e a indústria precisa aprender sobre esta cultura. Antigamente a criança que desmontava seus brinquedos era até punida por seus pais e afins, mas hoje, é estimulada a fazer isso por eles, e aprende ainda mais a desmontar em sua escola ou em cursos extras. Estas crianças estão aprendendo eletrônica, robótica, programação (…), a cultura de que elas podem criar e fazer. Na educação é preconizado para que a atenção seja muita maior no “processo” do que no “produto”. Esta mudança de foco fará com que estes futuros consumidores, não tenham desejo em comprar um chaveiro pronto, talvez se personalizado… mas sim muito em uma impressora 3D.

Novas ideias para artigos? Criticas e opiniões, envie um e-mail para carolina@ventiur.net.     

 

luiz-rauber-01

 

 LUIZ HENRIQUE RAUBER RORIGUES | Consultor e professor

Empreendedor, professor, palestrante, pesquisador e afins; Professor no Senac Santa Cruz do Su; Mentor Startupies Weekend; Mestre em Nanociências; Especialista em Gerenciamento de Projetos; Bacharel em Ciência da Computação. Palestrou Campus Party/Latinoware/ Fisl. Interesse principal em software e hardware livre, hackerspaces, startups, DIY, TI Verde, biohacking.

LEIA TAMBÉM ESSES ASSUNTOS RELACIONADOS…

O AMOR É SIMPLES PASSA A COMPOR PORTFÓLIO DA VENTIUR

SHOPTUTOR É A PRIMEIRA STARTUP INVESTIDA PELO NOVO FUNDO DE INVESTIMENTOS DA VENTIUR

A EMPRESA DO FUTURO PENSA SOZINHA

LIVRO DO MÊS: ORGANIZAÇÕES EXPONENCIAIS

COLABORAÇÃO QUE GERA INOVAÇÃO

LIVRO DO MÊS: Organizações exponenciais

Por: George Gallas

O que são organizações exponenciais? O que isso quer dizer? O publicitário Valter Longo defende que o cérebro humano tem a tendência a pensar de forma linear, enquanto o mercado muda de forma exponencial. Outra citação que modela nosso modo de pensar é “A mente humana superestima o que podemos fazer em um ano, mas subestima o que podemos fazer em dez”. Ou seja, sempre queremos causar uma revolução em um ano, mas não acreditamos que podemos estar tão à frente em dez.

O livro Organizações Exponenciais foi escrito por Salim Ismail, Michael S. Malone e Yuri Van Geest. Todos os autores possuem experiência na Singularity University, universidade que atua junto a NASA para estudar as tendências da tecnologia e o impacto que elas irão causar no planeta (ou até fora dele). A abordagem é muito importante para avaliarmos como as políticas empresariais que aprendemos no século XX não se encaixam mais na maneira como as novas empresas criam e gerenciam seus negócios.

A capa do livro já questiona “Por que elas são 10 vezes melhores, mais rápidas e mais baratas?” Sem muitos spoilers, é importante citar 5 fatores que já podem ser trabalhados em qualquer organização que visa se diferenciar através da inovação:

Tenha um Propósito Massivo Transformador: Defina o que move a empresa? Qual o objetivo por trás de toda a operação realizada diariamente? O Google quer “Organizar as Informações do Mundo” e o Ted valoriza as “Ideias que merecem ser espalhadas”. O que a sua empresa faria se tivesse 1 bilhão de dólares e todo o poder necessário?

Entenda sua comunidade e multidão. Sua empresa não existe apenas para sustentar os empresários e seus funcionários. Qual o impacto que a empresa causa nas demais partes envolvidas? Clientes, usuários, comunidade próxima e fornecedores? O que todos estão aprendendo? Como está a sua comunicação com eles?

Utilize dados para tomar decisões. Empreendedores tendem a ser orgulhosos e muitas vezes esse orgulho pode atrapalhar na hora de tomar decisões importantes. Usar dados de forma racional é fundamental para que as decisões sejam melhores e beneficiem a empresa. Coletar, mensurar e compartilhar dados é essencial para qualquer empresa que deseja inovar e crescer.

Valide suas ideias. Todos os projetos, independentemente do tamanho da empresa, precisam ser validados. Faça protótipos funcionais e coloque na mão dos clientes. Avalie o seu desempenho e registre o feedback dos consumidores. Como diria Peter Drucker, “Não há nada tão inútil quanto fazer com grande eficiência algo que não deveria ser feito”. Antes de lançar um produto com altos investimentos em desenvolvimento e marketing, valide para ter certeza se resolve os problemas dos clientes e se eles percebem valor no que está sendo oferecido.

Desenvolva a Inovação de quatro maneiras: Desenvolva startups periféricas, alocando funcionários estratégicos para criarem soluções novas para a empresa. Contrate pessoas externamente que tenham a missão de encontrar maneiras melhores de resolver os problemas que a empresa (ou o mercado) possui. Crie um ambiente de inovação onde sejam testados experimentos (muito importante para esse laboratório é dar a liberdade para que funcionários sejam criativos e não limitem o seu potencial em função de seu cargo na empresa). A última maneira de desenvolver a inovação é fazer parcerias estratégicas com aceleradoras e incubadoras, para estar próximo das startups que potencialmente podem afetar o seu mercado e a sua empresa.

Gostou das dicas? O livro apresenta muito mais. Tudo para que empresários, diretores e executivos possam transformar sua maneira de trabalhar a inovação e não ter medo de desafiar o novo. Transforme sua empresa tradicional em uma organização exponencial, ou mais cedo ou mais tarde alguém o fará no seu lugar!

LEIA TAMBÉM ESSES ASSUNTOS RELACIONADOS…

O AMOR É SIMPLES PASSA A COMPOR PORTFÓLIO DA VENTIUR

SHOPTUTOR É A PRIMEIRA STARTUP INVESTIDA PELO NOVO FUNDO DE INVESTIMENTOS DA VENTIUR

A EMPRESA DO FUTURO PENSA SOZINHA

Ciclano é a nova startup investida pelo grupo Alpha One da Ventiur

Fundo de investimentos confirma seleção de nova startup

  A Ciclano é uma startup que criou um ecossistema de soluções em streaming para atender qualquer nicho ou segmento de negócio. Através de sua plataforma é possível fazer qualquer tipo transmissão via streaming, ao vivo ou on-demand, além de contar com recursos de marketing em vídeo.

  A startup participou da campanha Procuramos sua startup para investir! da Ventiur, e foi escolhida para compor o portfólio da aceleradora. Durante o processo de aceleração, a Ciclano receberá investimento do grupo Alpha One, e mentoria de Luciano Weber, CEO da empresa Device, além do apoio de toda equipe da Ventiur.

ciclano

Sobre a startup:

  A proposta da startup é disponibilizar aos clientes em um único serviço todos os recursos até então direcionados apenas para grandes players, como proteção de vídeos contra pirataria, captura de leads para marketing e interação entre espectador e o vídeo gravado, sistema integrado de anúncios, gravação, conversão e edição automática de vídeos, além de diversos outros recursos utilizados por grandes redes.

 Com centenas de clientes pelo mundo, e atendendo grandes marcas como Mormaii, Rabusch, Uatt e outras, a plataforma reúne recursos inovadores e possui um algoritmo avançado que é um facilitador para seus usuários, reduzindo o tempo com manutenção, gestão e distribuição de áudio e vídeo.

  O CEO da Ciclano, Maurício Castro, resume a plataforma da seguinte maneira, “somos o Vimeo Brasileiro, com recursos adicionais de Wistia, UStream e nossa expertise de 15 anos transformada em aplicações. Então, você terá a base dos recursos disponíveis na plataforma da Ciclano com alguns diferenciais que irão gerar valor ao seu negócio. Queremos nos tornar a maior referência Global em soluções de Streaming”.

  No ano de 2015, aos três meses de existência, visando o mercado global a Startup firmou contrato com um dos maiores players da indústria do streaming, a Wowza Media System. E em novembro do mesmo ano foi destaque no Web Summit, um dos maiores eventos de Tecnologia do Mundo, realizado em Dublin na Irlanda, onde foi considerada o “Unicórnio do Streaming” pela imprensa europeia, indicando o seu grande potencial de crescimento.

LEIA TAMBÉM ESSES ASSUNTOS RELACIONADOS…

O AMOR É SIMPLES PASSA A COMPOR PORTFÓLIO DA VENTIUR

SHOPTUTOR É A PRIMEIRA STARTUP INVESTIDA PELO NOVO FUNDO DE INVESTIMENTOS DA VENTIUR

A EMPRESA DO FUTURO PENSA SOZINHA

Shoptutor é a primeira startup investida pelo novo fundo de investimentos da Ventiur

Aceleradora confirma o nome da primeira acelerada investida pelo seu grupo de investidores Alpha One

  O Shoptutor é uma plataforma que conecta pessoas e produtos, ajudando-as a comprar melhor e de forma mais prática. Isso significa escolher melhor, utilizando informações precisas em experiências personalizadas. A solução proposta pela startup é com esse objetivo. Por meio de um algoritmo próprio, o assistente Shoptutor recomenda o produto que tem a maior afinidade com o consumidor. A empresa fez seu kick-off no início de junho e segue em processo de aceleração nos próximo seis (6) meses.

shoptutor-mobile

Conheça melhor a startup:

 A experiência do Shoptutor está centralizada em um assistente virtual para escolher e comprar eletrônicos. Esta proposta cria uma mudança importante no processo de compra de produtos, pois oferece facilidade para que qualquer consumidor possa fazer uma boa escolha. O consumidor que procura um notebook, por exemplo, informa seus interesses e desejos e o assistente Shoptutor sugere o modelo exato que tem a maior afinidade com a sua demanda. Assim, o consumidor consegue entender como a sua necessidade se relaciona com os produtos disponíveis, comparando modelos e ofertas dos principais e-commerces brasileiros. “O mais difícil para o consumidor é sentir segurança de que o produto escolhido vai atender a sua necessidade”, explica o Founder e CEO Marcos Beghahn a respeito do desenvolvimento da solução.

  Ver cada um satisfeito com suas escolhas e seus produtos é o que move a empresa. A ideia da startup veio após semanas de exaustão, do fundador da Shoptutor Marcos, na hora de comprar uma TV. Acreditando que o processo de escolha poderia ser mais prático, inteligente e eficiente, iniciou a criação do algoritmo de recomendação: “Geralmente, escolher um eletrônico novo gera muita confusão: são muitas as opções disponíveis no mercado e as características técnicas são difíceis de entender e comparar.” Idealizada no final de 2014 e implementada no final de 2015, a Shoptutor foi umas das startups destaques do programa Startup RS/2015, do Sebrae-RS, e do programa de pré-aceleração Warmup/2015, da Ventiur.

Christian Tudesco palestra sobre mercado de trabalho

Por: Tiago Silva e Elise Bozzetto I Foto: Divulgação

Durante o evento será lançada a programação do CRIExp

Lajeado – O Núcleo de Criatividade, Inovação e Empreendedorismo (Crie) promove, no dia 18 de agosto, o Warm Up – CRIExp. A atividade ocorre no Teatro Univates e tem início previsto para as 19h10min. O Warm Up tem como objetivo abordar assuntos como o mercado de trabalho e os impactos da competitividade na atuação e no perfil profissional.

  O palestrante será o professor Christian Tudesco, mestre em Marketing e consultor empresarial nas áreas de marketing, estratégia e vendas. Com o tema “Empreendendo para uma carreira vencedora”, Tudesco irá abordar os aspectos do cenário mercadológico, cada vez mais competitivo, e seus impactos na vida pessoal e profissional.

  Com abordagens criativas e entusiásticas, Tudesco trabalha a necessidade de desenvolver um novo perfil de atuação profissional para os desafios do século XXI e destaca a importância do empreendedorismo e da gestão na carreira.

   As inscrições para a palestra são gratuitas e podem ser feitas pelo site.

1686_nucleos

Palestra lança CRIExp

   Durante o Warm Up – CRIExp, será lançada a programação do CRIExp. O evento ocorre nos dias 6, 7 e 8 de outubro e é um dos mais importantes sobre criatividade, inovação e empreendedorismo do Sul do país. O CRIExp contará com palestras, workshops especiais, rodadas de negócios e outras atividades de tecnologia e inovação.

   A participação de grandes nomes do Vale do Silício, celeiro de grandes talentos do empreendedorismo, também está confirmada para o evento. Justin Wilcox, fundador da Customer Dev Labs e da Focus Framework, voltadas a praticar os princípios do customer development e lean startup em startups e comunidades ao redor do mundo, é um dos principais palestrantes do evento. O CRIExp também trará Henrik Scheel, fundador da Startup Experience, que realiza programas para o desenvolvimento do empreendedorismo.

  A programação será composta ainda por palestras de Martha Gabriel, Clemente Nóbrega, Carlos Hilsdorf, Tiago Mattos, Fábio Nunes, João Kepler e Marcos Piangers, entre outros. Também haverá oficinas e dois eventos paralelos já confirmados: o Dash Games  e o Desafio Hospital Bruno Born/Sebrae. O CRIExp terá ainda show, espaço para food trucks e alojamento.

Inscrições serão abertas ainda em agosto

   A partir do dia 18 de agosto serão divulgados as inscrições e mais detalhes da programação. Por enquanto, os apaixonados pela criatividade, inovação e empreendedorismo podem acompanhar as novidades do evento pela fanpage ou se cadastrar na newsletter do evento, acesse aqui.

   O CRIExp é voltado a todos os estudantes da Univates e de outras instituições de ensino, alunos da educação básica, startups, empreendedores e interessados no assunto.

LEIA TAMBÉM…

COLABORAÇÃO QUE GERA INOVAÇÃO

A EMPRESA DO FUTURO PENSA SOZINHA

EVOLUÇÃO DA COMPETIÇÃO SAP INNOMARATHON – METODOLOGIA WARMUP BY VENTIUR

COMO CRIAR O ESPÍRITO DE STARTUP EM SUA CORPORAÇÃO?

Colaboração que gera inovação

Empresas e startups se unem em projetos de aceleração de ideias em que todas as partes ganham. Conheça dois cases envolvendo o Tecnosinos 

Fonte: Zero Hora

  No Brasil, onde empresas são, em geral, avessas ao risco, a parceria com startups vem ganhando espaço como alternativa para manter o negócio atual e relevante. Inovação aberta é expressão-chave para empresas do amanhã: organizações que buscam inovar podem beneficiar-se de processos e profissionais externos.

— As empresas não possuem todas as competências, e as startups são pura inovação, agilidade e flexibilidade. Uma das formas mais naturais de parceria é a empresa se utilizar dessa capacidade para diferenciar seu negócio — avalia Sandro Cortezia, fundador e diretor-executivo da aceleradora Ventiur e coordenador do Pós-MBA em Gestão da Inovação da Unisinos.

Dois cases recentes da Ventiur evidenciam que este é um caminho tanto para grupos tradicionais como para empresas jovens. A multinacional thyssenkrupp, uma das líderes de mercado de tecnologia e soluções para o transporte de pessoas, e a Taura, empresa especializada em arames fundada em 2008, buscaram aproximar-se de startups em programas que contaram com a consultoria da aceleradora e a estrutura da Unisinos.

O processo segue a metodologia do design thinking e começa com uma imersão da equipe da Ventiur para entender as demandas e anseios das empresas. São selecionadas startups com projetos alinhados à estratégia de inovação corporativa. Elas recebem mentoria que envolve workshops e encontros com equipes da aceleradora e da “empresa-mãe”.

A thyssenkrupp focou em projetos de eficiência energética, elevadores inteligentes e inovação e logística. Das mais de 40 startups cadastradas, duas foram premiadas. Para Evelin Bicca, analista de inovação da área de negócios Elevator Technology da thyssenkrupp para o Brasil, a experiência foi um passo em direção à cultura da inovação aberta.

— Em um mês, elas apresentaram protótipos que costumam levar meses. Isto ocorre porque os empreendedores vivem o processo e são apaixonados pelo que fazem, fator que contribui com os bons resultados alcançados — avalia.

 

20428836

Startups do Open Taura apresentaram projetos no Demo Day, no auditório da incubadora Unitec, no Tecnosinos

Inovação na pecuária

  A Taura importa e exporta arames para cercamento, mercado em que a concorrência é formada por siderúrgicas. Em um setor carente de avanços tecnológicos significativos, a empresa buscava soluções disruptivas em energias renováveis, divisão de pastagem e ferramentas para cercamento. Dos cerca de 20 inscritos no Open Taura, três foram selecionados.

— O mercado começou a olhar para a Taura como uma empresa atenta à inovação. Inclusive, estamos recebendo o prêmio Destaque Gaúcho Empresarial, na categoria Agronegócio — comemora Fabiano Siqueira, gerente de produtos da Taura.

Para Alexandre Bolzan, sócio-fundador da selecionada Weevee, o know how das empresas é um direcionamento valioso.

— O mais importante é a aproximação com quem está há anos trabalhando o mercado em questão. Assim, sabemos se o esforço é válido naquele momento — avalia Bolzan.

 

Quer saber mais sobre o Open (programa de inovação aberta) da Ventiur? Acesse aqui.

 

LEIA TAMBÉM…

OPEN THYSSENKRUPP MOVIMENTA O ECOSSISTEMA DE STARTUPS 

THYSSENKRUPP ELEVADORES INVESTE EM CORPORATE VENTURE

OPEN TAURA ENCERRA COM PRODUTOS INCRÍVEIS

SOPRANO DESENVOLVE PROJETO INOVADOR ATRAVÉS DE PARCERIA

INOVAÇÃO: ENTENDA O TERMO

A empresa do futuro pensa sozinha

Por: Rodrigo Koetz de Castro

  Imagine uma criança recém-nascida que aprenda a falar na primeira semana, ler e escrever em trinta dias, domine quatro idiomas em um mês, construa pontes e prédios em um ano. Certamente essa criança terá instalado a primeira colônia espacial habitável na lua antes dos sete anos de idade. Agora imagine a hipotética capacidade de tomar decisões empresariais acertadas sendo acelerada nessa mesma progressão de velocidade. Pode parecer exagero, mas essa comparação denota um pouco do potencial da computação cognitiva no ambiente empresarial para os próximos anos.

  Apesar de sexagenários, conceitos como computação cognitiva, aprendizado de máquina e inteligência artificial tornaram-se recentemente termos da moda. Sem muito preciosismo, basicamente, referem-se à capacidade de processar informações e de aprender com elas de forma muito semelhante ao cérebro humano, sem que precisem ser programados para isso. De arcaicos experimentos científicos e tecnológicos que visavam reproduzir partes do pensamento e faculdades humanas como criatividade, auto-aprendizado e uso da linguagem, apenas recentemente a inteligência artificial venceu barreiras mínimas para receber atenção no ambiente empresarial. Como nunca, diga-se de passagem.

 Não é para menos, pois as previsões de consultorias especializadas preveem gastos globais com sistemas cognitivos ultrapassando US$30 bi até 2020 e a computação cognitiva é hoje um dos grandes aceleradores de inovação que vão conduzir a transformação digital, criando novos fluxos de receita, novas organizações e – principalmente –  novas formas de trabalho. Na prática, qualquer problema pode ser resolvido por computação cognitiva, de acordo com a qualidade e disponibilidade de dados para análise. Trata-se de ter informações variadas e fazer perguntas, aprender com as respostas, criar novas informações a partir disso e fazer novas perguntas, repetindo o processo indefinidamente e construindo novas ondas de riqueza a cada ciclo.

  A computação cognitiva captura sinais sobre o que o usuário está tentando fazer e fornece uma resposta apropriada. De acordo com a reação do usuário à proposição, a tecnologia confirma ou não sua sugestão e “aprende” com a resposta. Depois, armazena esse aprendizado e passa a usá-lo como base para outras sugestões. Parece simples, mas não é. Para que essa mágica ocorra são necessárias tecnologias e técnicas rebuscadas e específicas para cada contexto de aprendizado. Algo como aprender idiomas com professores de idiomas e a cozinhar com chefs de cuisine.

  Mas não se engane ao pensar que somente grandes companhias têm acesso a essas tecnologias, pois o seu poder está justamente na sua difusão e variabilidade. O sucesso da computação cognitiva passa por necessidades de infraestrutura em grande escala mas torna-se mais eficiente a medida em que mais canais de interação estejam disponíveis. Trata-se de tornar computadores, smartphones e outros dispositivos mais amigáveis para o usuário, com uma interface que entenda mais sobre o que deseja. Ferramentas que oferecem assistência inteligente, conselhos e recomendações e disseminam o conhecimento em todo o mundo são alimentadas por dados não estruturados e amplamente variados.

  De uma cafeteira que sugere a torra do grão a partir do humor do usuário nas redes sociais a sistemas de recomendação de investimentos ou de tratamento de doenças severas com base em inferências de saúde pública, do carro autodirigido ao assistente virtual de viagens, todos os principais sistemas cognitivos disponíveis hoje são relativamente baratos de se consumir. Há também excelentes e crescentes ofertas estruturadas para rápido consumo a baixo custo em curto espaço de tempo e muitas empresas já tem dedicado tempo a descobrir seu potencial. Portanto, não há motivos para não considerar imediatamente inserir essa disciplina em suas áreas de marketing, vendas, produção e gestão.

Tem interesse em um tema e quer saber mais sobre ele? Sugira novos artigos, mande um e-mail para carolina@ventiur.net.

118e2d3 RODRIGO KOETZ DE CASTRO  |  DIRETOR EXECUTIVO NA TEEVO SA 

 Empresário com formação em Eletrônica, Administração e Planejamento Estratégico, conselheiro e mentor de empresas, associações empresariais e startups, atua há 20 anos no segmento de tecnologia e inovação. Atuou paralelamente em carreira docente por 10 anos e atualmente dedica-se a iniciativas de transformação digital,  empoderamento econômico e difusão tecnológica.

Startups participam de workshop jurídico no SAP Innomarathon

Por: Carolina Elma CasselGiulliano Tozzi Coelho I Fotos: Carolina Elma Cassel e Caroline Goulart Stein

  Nesta terça-feira (26), aconteceu o workshop jurídico do SAP Innomarathom, a competição social promovida pela pela SAP Labs Latin America e pelo TECNOSINOS. Os advogados Luiz Gustavo Garrido e Giulliano Tozzi Coelho, responsáveis pelo escritório Garrido & Tozzi Advogados, alertaram sobre as principais questões jurídicas que impactam a vida dos empreendedores, tanto no início de suas atividades, quanto no decorrer destas. O primeiro ponto abordado foi a estruturação societária da empresa e como pensar a elaboração do contrato social para se fugir dos modelos padrões. Ainda foi explorada a questão do acordo de sócios e quais as principais cláusulas para que este instrumento deve ter.

   Posteriomente foi explorada a questão contratual e a importância de se discutir, pensar e elaborar um contrato claro, lógico e coeso. Também foi abordada a questão dos contratos eletrônicos e termos de uso e sua interface com o direito do consumidor. Por fim, se tratou sobre as operações de investimento em startups, suas formas e principais pontos a serem debatidos entre investidor e empresa e como a governança corporativa vai passar a ser extremamente importante no pós-investimento. O workshop aconteceu na SAP Labs Latin America em São Leopoldo e foi transmitido por webconferência, já que há startups selecionadas de diversos estados brasileiros.

  Durante toda a competição social SAP Innomarathom, as startups recebem apoio de negócios promovida pela aceleradora Ventiur, com uso da metodologia WARMUP (que tem como principal objetivo aprimorar, validar e testar os modelos de negócios inseridos no programa).

Confira a galeria do evento:

DSC_0049 DSC_0047

DSC_0038 DSC_0035

DSC_0028 DSC_0032

IMG-20160728-WA0038 IMG-20160728-WA0018

IMG-20160728-WA0021 IMG-20160728-WA0007

Quer levar o WARMUP para para sua cidade? Entre em contato conosco!

Cadaste-se no site, assine grátis nossas notícias e atualize-se sobre o ecossistema startup!

Programa seleciona 10 startups brasileiras para evento na Alemanha

Fonte: IGNOW

Missão de uma semana acontecerá durante a Berlin Web Week. Interessadas têm até o dia 29 de janeiro para se inscreverem

O projeto berlim.co abriu seleção para startups brasileiras que queiram participar de missão durante a Berlin Web Week, festival de tendências da indústria digital que acontece em junho na capital alemã.

A missão de uma semana levará as selecionadas para conhecer empresas de destaque no cenário mundial, como a Soundcloud, espaços de coworking e centros de inovação.

stalemanha

Segundo a organização, a Berlin Web Week também contará com um evento oficial para discutir o mercado de internet brasileiro e apresentar os empreendedores participantes.

A primeira missão foi realizada em novembro de 2015 e levou as startups Dujour, Reminds, Izie e Astro Solar para Berlim.
Para esta segunda edição, dez empresas serão selecionadas em um processo com duas etapas: após uma inscrição inicial, será feita uma pré-seleção e a equipe da berlim.co entrará em contato com as empresas para mais informações. Interessadas têm até o dia 29 de janeiro para se inscreverem para a primeira rodada de seleção.

O ecossistema de startups de Berlim tem proporcionado a criação e amadurecimento de empresas como Jamba, Number26 e Soundcloud. Em 2015, a Microsoft adquiriu a 6Wunderkinder, criadora do aplicativo Wunderlist e só no primeiro semestre do ano passado, as startups da capital levantaram mais de 1,5 bilhão de dólares em investimentos.
A missão conta com apoio da Berlin Partner, empresa público-privada que auxilia companhias estrangeiras a se estabelecerem na capital alemã.

Sancionado Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação

*Fonte: Finep.

A presidentae Dilma Rousseff sancionou na segunda (11) o Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação em cerimônia no Palácio do Planalto. O evento contou com a presença do ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Celso Pansera, e o presidente da Finep, Wanderley de Souza. O Projeto de Lei da Câmara (PLC) 77/2015, que promove uma série de ações para o incentivo à pesquisa e ao desenvolvimento científico e tecnológico, foi aprovado pelo plenário do Senado Federal no dia 9 de dezembro.

A ideia é aproximar as universidades das empresas, tornando mais dinâmicos a pesquisa, o desenvolvimento científico e tecnológico e a inovação no país, além de diminuir a burocracia nos investimentos para a área.

Segundo Dilma, o novo marco regulatório promove uma reforma na legislação que regula a integração entre agentes públicos e privados que compõem o sistema de ciência, tecnologia e inovação. “Estamos dando transparência, simplicidade e segurança jurídica a uma cooperação fundamental para o crescimento econômico, a geração de renda e emprego e que promova o desenvolvimento de forma sustentável”.

dilmasanciona

Após assinar o texto, Dilma afirmou ainda que as mudanças vão acelerar o desenvolvimento do país:

“Celeridade, regras simples e ações tempestivas são imprescindíveis para que o ciclo de transformação da ciência, tecnologia, inovação e competitividade em desenvolvimento seja bem sucedido. Afinal, de nada adianta uma tecnologia revolucionária se permanecer na estante de um laboratório ou de um centro de pesquisa”

Na cerimônia, também foi lançada a Chamada Universal CNPq/MCTI nº1/2016, edital promovido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) que vai disponibilizar recursos para projetos de pesquisa científica e tecnológica nos próximos dois anos, em qualquer área do conhecimento, no valor de R$ 200 milhões.

dilmamarcolegal

Para o presidente da Finep, Wanderley de Souza, os pesquisadores terão mais possibilidades de desenvolver seus projetos. “Um professor que tem um projeto bom na universidade que já gera um produto, hoje, pela legislação, se for um professor de dedicação exclusiva, não poderia ir trabalhar em uma empresa. Ele teria que pedir demissão ou licença sem vencimentos. Agora ele pode continuar com sua atividade na universidade e ir também trabalhar na empresa, inclusive ocupando uma posição de comando”.

Assista abaixo o vídeo em que autoridades falam sobre a importância do Marco Legal CTI.

 

Legislação

Segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o marco legal atualiza a legislação brasileira para facilitar o exercício das atividades de pesquisa científica. O texto prevê a isenção e a redução de impostos para as importações de insumos feitas por empresas na execução de projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação. O marco também amplia o tempo máximo que os professores das universidades federais poderão trabalhar em projetos institucionais de ensino, pesquisa e extensão, ou exercer atividades de natureza científica e tecnológica.

A legislação também permite a participação da União, estados e municípios no capital social de empresas para o desenvolvimento de produtos e processos inovadores que estejam de acordo com as políticas de desenvolvimento científico, além de simplificar a emissão do processo de visto de trabalho para pesquisadores estrangeiros que vierem ao Brasil para participar de projetos de pesquisa.