Negócios inovadores: conheça mais sobre o mercado das ‘techs’

negócios inovadores conheçam as techs

O crescimento da tecnologia tem contribuído cada vez mais para o desenvolvimento de negócios inovadores em diversos segmentos da sociedade. Essas aplicações têm facilitado a nossa vida, em especial nestes tempos de pandemia da Covid 19. Todas essas mudanças têm impulsionado a criação de startups inovadoras que utilizam a tecnologia, as chamadas techs. Essas empresas atuam em nichos específicos, como finanças, saúde, educação, energia, alimentação, agronegócio, sustentabilidade, dentre outros. 

O crescimento dessas startups tecnológicas se deu, principalmente em função das segmentação de mercado. Esses negócios surgiram com o objetivo de facilitar o acesso das pessoas a produtos e serviços, e ganharam ainda mais força durante a pandemia. Com as medidas restritivas de circulação para tentar conter a disseminação do vírus, a mudança nos padrões de comportamento – e de consumo – abriu novas oportunidades para os empreendedores. 

Dentro desse contexto, as novas tecnologias se tornaram aliadas dos empreendedores, que desenvolveram novas soluções para atenderem seus clientes. Além de atrair empreendedores, a pandemia também levou empresários ‘tradicionais’ a migrarem para o setor tecnologia, adotando o sufixo tech. Um destes setores, o financeiro, consolidou o Brasil com um dos grandes ecossistemas de fintechs, segundo relatório da consultoria Findexable.em parceria com a finteh alemã Mambu. O país alcançou a primeira posição da América Latina. 

São tantas techs, que por isso preparamos abaixo uma lista com os principais segmentos que adotaram esse sufixo. Porém ainda existem outros em franca expansão, como também falaremos um pouco mais sobre essas áreas ainda neste artigo. 

Fintechs

Um dos primeiros segmentos a despontar no País, as fintechs são aquelas negócios inovadores de tecnologia que atuam no setor financeiro. Com foco principal em agilizar a resolução dos problemas do cliente, entre as principais empresas do setor, destaque para os chamados ‘unicórnios’ (startups avaliadas em mais de US$ 1 bilhão), como Nubank e Conta Azul. Ainda sobre este segmento, com o advento do open banking, as fintechs devem ter novas oportunidades de crescimento, em especial nas áreas de desenvolvimento de soluções e vendas. Em um ano, o número de fintechs no Brasil saltou de 61 para 108. 

Agtechs

Com foco em soluções para o agronegócio, as agtechs estão cada vez mais presentes no País. Com o uso de tecnologia de ponta, essas empresas levam inovação aos diversos setores do agro, o que inclui gado leiteiro, pecuária de corte e grãos. No ano passado, em meio a pandemia, empresas do setor tiveram valorização de até 56%, e levaram a transformação digital ao campo. Dados do Radar Agtech Brasil indicam que Porto Alegre é a sexta cidade brasileira com mais agtechs  – no Brasil existem atualmente 1,6 mil deste segmento. 

Healthtechs

As chamadas healthtechs (tecnologia para saúde, do inglês) são aquelas startups que desenvolvem soluções tecnológicas para o setor da saúde. Este é um dos segmentos que mais cresce em todo o mundo, e também registrou alta durante a pandemia de Covid 19. Em função das medidas restritivas de circulação, áreas como a telemedicina ganharam força, facilitando o acesso da população aos serviços médicos por meio do uso de tecnologias digitais. E a tendência é de que os serviços médicos online se mantenham em alta mesmo após o término do confinamento. Estimativa da Associação Nacional dos Hospitais Privados aponta que esse número deve chegar ao patamar de 15% ao ano. 

Energytechs 

Essas startups trabalham no segmento de energia – um dos setores mais estratégicos e carentes de infraestrutura tecnológica do País. Empresas desse setor trabalham tanto na geração, quanto no controle e na gestão de energias comuns e renováveis. Atualmente o Brasil tem mais de 150 startups do setor de energia, as quais buscam solucionar o problema da crise energética. Estes negócios inovadores atuam nas áreas de energia renovável, gestão energética, eficiência energética, internet das coisas (IoT), mercado de energia e baterias, e estão concentradas nas regiões Sul e Sudeste do País.

Edtechs

Também conhecidas como edutechs, essas empresas desenvolvem soluções inovadoras para a área de educação. Por meio de plataformas virtuais de ensino, aplicativos para dispositivos móveis, objetos de aprendizagem, cursos online, dentre outras ferramentas, estas startups também ganharam destaque durante a pandemia. Isso deve, em especial, à migração das aulas presenciais para ambiente virtual – um dos principais entraves para a educação em tempos de Covid foi justamente a comunicação. Para facilitar o processo de ensino, estas plataformas reúnem realidade virtual, inteligência artificial e gamificação. Atualmente existem no País 566 edtechs ativas – número 26% superior ao registrado em 2019.

Foodtech

A junção da palavra inglesa food (alimento) com a tecnologia, deu origem ao termo foodtech. Ainda que seja mais consolidada em outros países do que no Brasil, a categoria atrai cada vez mais empreendedores e investidores atentos a este tipo de negócio. Capaz de reinventar a forma como criamos, compramos, cozinhamos e pensamos a comida, o setor atende as demandas de vários públicos, permitindo que por meio de um app possa receber em sua casa alimentos e bebidas. Um dos exemplos mais emblemáticos desse setor é o do Ifood – unicórnio brasileiro que praticamente abriu caminho para as demais plataformas do segmento. 

Imobtech ou Proptech

Este segmento também já é um velho conhecido do consumidor e realiza a conexão entre corretores, imobiliárias e pessoas que estão procurando alugar ou vender imóveis. As chamadas imobtechs ou proptechs têm como objetivo desburocratizar e agilizar os processos de locação, compra e venda de imóveis. De acordo com a Terracotta Ventures, somente em 2020, houve crescimento de 23% no número de startups do setor. Um dos nomes mais conhecidos nesse segmento é o unicórnio brasileiro Quinto Andar. 

ESGtechs

Esse segmento é relativamente novo, mas tem chamado a atenção dos investidores ao redor do mundo, em especial por sua conduta pautada pelo social, ambiental e de governança. As ESGTechs são negócios inovadores da área de tecnologia que cultivam as boas práticas de Environmental, Social and Governance (ESG), da sigla em inglês. Sua proposta tem atraído a atenção dos investidores, como é o caso da Trashin – startup acelerada pela VENTIUR e que atua na gestão e logística reversa de resíduos em empresas e condomínios. Em maio a startup gaúcha captou, em apenas quatro horas, a R$ 1 milhão via CapTable – tempo recorde para a modalidade de equity crowdfunding no Brasil.


Negócios inovadores: Techs de outros segmentos também registram crescimento

Como já falamos a transformação digital impulsionou o surgimento de negócios inovadores, em especial de startups, em diversos setores da economia. Além dos nichos de atuação que falamos acima, empresas de outros segmentos também têm ganhado destaque nos últimos anos utilizando o ‘sobrenome’ tech. Dados da Associação Brasileira de Startups indicam que entre 2015 e 2019, o número de startups no Brasil saltou de 4,151 para 12.727. Isso resultou em um aumento de 207%. Muitas destas organizações também entregam propostas inovadoras para o seu público, revolucionando atividades tidas como tradicionais. 

Entre elas estão: salestechs (soluções vendas), logtechs (logística), touristechs (turismo), mobilitytechs (mobilidade), indtech (soluções industriais), HRtechs (recursos humanos), fashiontechs (moda e beleza), lawtechs (ligadas ao direito), insurtechs (seguradoras tecnológicas) pettechs (mercado pet), regtechs (regulamentação e compliance), govtechs (soluções governamentais), construtechs (construção civil), e sportechs (esporte).

Mais recentemente acompanhamos o surgimento de um novo unicórnio brasileiro, a chamada “idtech” Unico. Trata-se de uma empresa que trabalha com identificação pessoal, e é pioneira em autenticar e proteger identidades no ambiente digital. Se você também tem um negócio inovador e gostaria de impulsioná-lo, nós da VENTIUR podemos te ajudar.

Para mais informações sobre nossos programas de aceleração e investimento em negócios inovadores, como as startups, entre em contato com nossa equipe. Para ficar atualizado sobre as notícias e tendências sobre empreendedorismo e inovação, siga a Ventiur no Linkedin.

Startup AUDO facilita trabalho de radiologistas

startup audo

A Audo, startup do segmento de healthtech, têm se destacado nos últimos anos ao disponibilizar no mercado ferramentas importantes para a área de telemedicina. Com foco em Telerradiologia (transmissão eletrônica de imagens), a empresa, a qual é acelerada pela VENTIUR desde 2018, criou um sistema inovador de comunicação e arquivamento de imagens, o qual tem como objetivo proporcionar maior autonomia e agilidade ao trabalho do radiologista. 

Diferente de soluções similares disponíveis no mercado, a ferramenta da Audo conta com tecnologia baseada em Computação Gráfica (CG) e Inteligência Artificial (IA). Tendo como público alvo o radiologista, a plataforma unifica o trabalho deste profissional, dispensando a logística habitual que envolve o transporte físico de imagens e laudos de exames entre consultórios médicos, clínicas e hospitais. Dentro desse contexto, os radiologistas credenciados podem emitir laudos diretamente para essas instituições por meio da plataforma. 

 “Logo que o paciente realiza o exame, já ficam disponíveis para ele as imagens, instantaneamente. A Audo também pensou nos pacientes e na nova forma de lidar com a saúde. Dando mais produtividade ao médico, evitamos eventuais erros, e a IA ajuda a termos resultados com uma segunda opinião por meio do acesso ao portal exames. Afinal, todos nós somos pacientes”, comentou a CEO Milena Rosado. A ferramenta dispõe ainda de um visualizador de imagens médicas online – recurso exclusivo da Aldo tanto no País, quanto no exterior. 

Foco em agilidade e na experiência do usuário

Esse diferencial prioriza a experiência do usuário, tornando a tecnologia mais acessível. “Nossa tecnologia centraliza várias clínicas em uma só fila de trabalho e permite que sejam baixadas imagens até cinco vezes mais rápido”, destacou a CEO. O sistema ainda permite integração com diversos softwares de uso médico e conta com atributos como acesso mobile e imagens hospedadas na Amazon Web Services (AWS).

Na prática, os desenvolvedores da Audo criaram um software no qual toda a visualização e marcação de imagens é realizada em um navegador, dentro de um sistema integrado para elaboração e submissão de laudos. “Entregamos aos radiologistas uma ferramenta especializada que oferece ao profissional a possibilidade de montar seu próprio serviço de Telerradiologia, sem precisar do intermédio de empresas terceirizadas”, salientou Milena. 

Segundo ela, a proposta da Audo é trazer a Inteligência Artificial (IA) como um assistente dos profissionais de radiologia, que garante uma segunda opinião e pode aumentar a produtividade. “Diferente dos outros fabricantes, estamos preocupados com o armazenamento pelo tempo determinado pelo Conselho Federal de Medicina. Dispomos de especialista em UX e UI Design para acompanhar a rotina de vários radiologistas, e a partir daí, aprimorarmos nossa plataforma”, comentou Milena. 

Portfólio de serviços da startup AUDO está em fase de ampliação

De olho em um mercado que cada vez cresce mais em todo o mundo, a healthtech já desenvolve dois novos softwares médicos com base no sistema PACS – Sistema de Comunicação e Arquivamento de Imagens, da sigla em inglês. O primeiro tem como foco a criação de uma rede interligada de radiologistas, e o segundo, por sua vez, utiliza IA para auxiliar radiologistas a identificar e rastrear eventuais anomalias em exames de mamografia. 

Segundo a empresa, ambos devem ser lançados ainda este ano e contam com apoio de instituições como a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII) e o Banco do Nordeste. A equipe de desenvolvedores tem, ainda, um projeto de IA voltado para o diagnóstico de nódulos no pulmão, o qual ainda está em fase de elaboração.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), indicam que os gastos no setor de saúde já representam 10% do PIB do mundo. No Brasil, as despesas representaram 9,2% do PIB do país somando R$ 608,3 bilhões em 2017, segundo dados mais recentes publicados pelo IBGE. 

Mesmo com o fim da pandemia, telemedicina deve se manter em alta

Mesmo após o fim da pandemia de Covid 19, a demanda por atendimentos via telemedicina deve se manter em alta. Segundo estimativa da Associação Nacional dos Hospitais Privados esse número deve chegar ao patamar de 15% ao ano. A modalidade ganhou força em 2020 por conta das medidas restritivas de circulação de pessoas, facilitando o acesso da população aos serviços médicos por meio do uso de tecnologias digitais. 

Dados da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSáude) indicam que a telemedicina atingiu 2,6 milhões dos atendimentos a beneficiários de planos de saúde entre fevereiro de 2020 e janeiro deste ano. Entre os atendimentos online, 60% foram de casos de urgência e 40% para casos eletivos. Um dos fatores que também contribui para esse cenário é a autorização da telemedicina, a qual foi autorizada por meio da aprovação do Projeto de Lei (PL) 696/2020, pelo Senado em março deste ano e sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro no mês seguinte. A nova legislação permite o uso da tecnologia para atendimento médico sem necessidade de proximidade física com o paciente. 

O projeto prevê ainda a ampliação do serviço de telemedicina após o fim da pandemia, com a regulamentação dessa modalidade de atendimento pelo Conselho Federal de Medicina. O objetivo da proposta é desafogar hospitais e centros de saúde com o atendimento de pacientes a distância, por meio de recursos tecnológicos, como as videoconferências.

Startup AUDO foi acelerada pela VENTIUR em 2018

A Audo foi fundada em 2017, no Ceará, por Milena Rosado juntamente com os sócios Leonardo Pires e Yvens Serpa. Os três uniram mais de 10 anos de experiência nas áreas de saúde e tecnologia para criar uma ferramenta que pudesse solucionar gargalos da área de diagnóstico com tecnologia e inovação. No ano seguinte, a empresa foi uma das 50 selecionadas a receberem recursos financeiros do programa Startup Brasil – iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). 

Ainda naquele ano a startup foi acelerada no ano seguinte pela VENTIUR, com o apoio do Grupo de Investidores Feevale Techpark. “A VENTIUR foi um divisor de águas pra Audo. Aprendemos que antes de qualquer coisa é necessário ter um bom produto, consistente. Eles nos ensinaram como faríamos um bom processo de validação e desenvolvimento de produto. O processo de aceleração foi muito importante para a Audo, pois tivemos muito suporte tanto na parte de desenvolvimento de produto e no comercial. A experiência de mercado do nosso mentor nos ajudou mudar nosso mindset e entender as necessidades no nosso mercado”, destacou a CEO. Além do aporte financeiro, que permitiu ampliar sua atuação, a empresa recebeu o chamado smartmoney da Aceleradora, o qual contribuiu para a modelagem e ampliação do seu negócio.

A VENTIUR é uma das principais aceleradoras de startups do Brasil e está sediada no polo tecnológico da Unisinos, o Tecnosinos, em São Leopoldo/RS – seu processo de aceleração potencializa a atitude empreendedora, estimulando a capacidade de execução, experimentação e co-criação. Se tiver interesse em obter mais informações sobre os programas de aceleração e investimento em startups da VENTIUR, pode entrar em contato pelo email contato@ventiur.net. Se quiser ficar por dentro das notícias relacionadas ao ecossistema siga a VENTIUR nas redes sociais pelo @ventiur.

Ecossistemas de Inovação: O que são, quais seus benefícios e como criá-los?

ecossistema de inovação

O que são ecossistemas de inovação?

 

            Ecossistemas de inovação são ambientes que promovem articulações entre diferentes atores que enxergam a inovação como força motriz para o desenvolvimento social e econômico.

            Observando analogamente, da mesma forma que ambientes colaborativos dentro de organizações (com equipes de múltiplas habilidades e capacidade de cooperação entre si) estimulam melhores resultados, obtêm-se também melhores resultados da interação de diferentes empresas entre si, respaldadas por todos os atores que compõe a sua rede.

            A palavra ecossistema dentro da biologia significa um conjunto de comunidades que colaboram entre si para a sobrevivência e desenvolvimento de todas. O mesmo ocorre quando empresas de tecnologia e sociedade se unem para fortalecer um ao outro. Embora possa ocorrer de maneira natural, é comum que essa sinergia seja inicialmente promovida por um ou mais agentes que trabalham com esse propósito até atingir-se o ponto em que o ecossistema irá se auto-gerenciar horizontalmente, da forma que vemos em grandes expoentes como Estados Unidos e Israel.

            Em suma, ecossistemas de inovação são polos que reúnem infraestrutura à capital humano e financeiro para favorecer ambientes de pesquisa e desenvolvimento que buscam solucionar dores latentes de mercado, criando novos produtos, serviços e projetos que atendam à tais necessidades.

 

Quem é responsável pelos ecossistemas de inovação?

 

            Um ecossistema de inovação é formado pela colaboração de diversos agentes como aceleradoras, startups, fundos de venture capital, parques tecnológicos, grandes empresas de tecnologia, associações, governo e universidades que trabalham com o mesmo propósito.

            Analisando as grandes inovações das últimas décadas, nos mais diversos setores, evidencia-se que as startups são agentes fundamentais dentro desse ecossistema.

            Conforme Brad Feld detalha no seu livro Startup Communities: Building an Entrepreneurial Ecosystem in Your City (em português, Comunidades de Startups: Construindo um Ecossistema Empreendedor na sua Cidade), para o sucesso de um ecossistema de inovação é importante que o mesmo seja liderado por empreendedores. O autor cunhou seu estudo como a Teoria de Boulder (Boulder Thesis).

            Todavia, segundo o autor, haverá pouco resultado dos empreendedores (leaders) sem a colaboração dos feeders (fomentadores), que dentro desse sistema são todas as outras instituições citadas anteriormentes que precisam apoiar essa liderança empreendedora para que haja desenvolvimento de todo o ecossistema.

 

Quais os benefícios de um ecossistema de inovação?

 

            Empresas que cooperam entre si crescem mais rapidamente e adquirem vantagens competitivas frente àquelas que precisam passar por toda curva de aprendizado sozinhas. A palavra chave do sucesso é colaboração.

            Podemos citar diversos exemplos de dores comuns, porém a captação de talentos, que é um desafio de todas as empresas que precisam escalar seus negócios, se destaca. Um ecossistema de inovação sólido atrai talentos que buscam impulsionar suas carreiras em ambientes que estão em constante desenvolvimento.

            Aqui entra uma conexão importante entre universidades com parques tecnológicos que podem trabalhar juntos em programas de estágio e início de carreira para que os melhores acadêmicos saiam dessas instituições de ensino encaminhados para dentro desse ecossistema.

            Todavia, mesmo colaboradores maduros valorizam o aprendizado, reconhecimento de seus pares e até o status de trabalhar dentro de grandes empresas de base tecnológica ou de startups com inovações disruptivas.

 

Modelos de Ecossistema de Inovação

 

            Para um compreendimento mais completo sobre o tópico, podemos somar a Teoria de Boulder a outro modelo de ecossistema de inovação chamado de Rainforest e aos 9 Pontos de Isenberg.

            Em um artigo publicado pela Harvard Business Review, o autor propõe alguns comportamentos importantes para o desenvolvimento de um ecossistema de inovação. Esses comportamentos foram chamados de 9 Pontos de Isenberg e incluem posturas como:

  • Parar de emular o Vale do Silício;
  • Focar em mudanças culturais locais;
  • Apoiar o crescimento orgânico;
  • Basear a construção do ecossistema nas potencialidades da região;
  • Engajar o setor privado a participar colaborativamente;
  • Reformar marcos legais, burocráticos e regulatórios.

            O estudo na íntegra pode ser acessado aqui: How to Start an Entrepreneurial Revolution.

             Trazendo à pauta outra referência muito importante no conceito de ecossistemas de inovação, temos a abordagem Rainforest, de Victor Hwang. O estudo publicado em 2012 faz uma analogia dos ambientes de inovação com flores tropicais: ecossistemas vivos, não-uniformes, altamente colaborativos, flexíveis, em constante transformação e evolução, sem controle absoluto. Dentro dessa ecologia, todos os agentes citados anteriormente co-existem, fertilizando e nutrindo-se do mesmo ambiente.  Na visão do autor, esse contexto é premissa para a inovação.

            Dentre diferentes tópicos que o livro aborda, observa-se que para o sucesso de um ecossistema é importante que grandes ideias sejam distribuídas em pequenas etapas – o processo de execução é que faz a diferença – e que esse ambiente seja rico em pessoas com i) talento; ii) novas ideias, iii) capital (aceleradoras e fundos).

            Outra análise importante que o autor discorre é sobre a importância de espaços físicos, tendo em vista que a proximidade das pessoas gera colisões e essas colisões geram inovações. Levando essa abordagem em consideração, as próprias premissas de ecossistema de inovação estão sendo re-discutidas em tempos de isolamento social e já podemos visualizar sinais de novos modelos de ambientes muito mais descentralizados.

            Para uma leitura mais detalhada, o livro pode ser adquirido aqui: The Rainforest Blueprint: How to Design Your Own Silicon Valley.

 

Conclusão

 

            Ecossistemas de inovação são ambientes que promovem articulações entre diferentes atores que enxergam a inovação como força motriz para o desenvolvimento social e econômico.

 

            Assim como florestas, diferem entre si quanto sua fauna e flora, ecossistemas de inovação também devem. Embora haja muita similaridade entre elas, cada ambiente possui suas premissas locais que precisam ser entendidas e usadas a favor do seu desenvolvimento.

 

“No fim do dia, tudo é sobre pessoas. Ecossistemas que atraem pessoas com talento, que colaboram entre si e se sentem orgulhosas de fazer parte desse ambiente, resolverão quaisquer problemas a que se aventurarem.” – Leonardo Mezzomo

 

 

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LIVRO DO MÊS: A Estratégia do Oceano Azul

Por: George Gallas

Como criar novos mercados e tornar a concorrência irrelevante!

  Está difícil se tornar referência em seu mercado? Há muita competição entre concorrentes? As possibilidades para o seu negócio parecem poucas? Se a resposta para essas perguntas forem sim, você precisa ler A Estratégia do Oceano Azul.

  Para entender sobre o oceano azul, primeiro é necessário entender o que é um oceano vermelho. Oceano vermelho é o lugar onde a grande maioria das empresas se encontra. Disputa seu espaço em meio a tubarões, onde o apetite de todos os predadores muitas vezes supera a disponibilidade de prezas, assim muitos players disputam fatias pequenas no mercado. Nesse oceano, os concorrentes são utilizados como referência para o desenvolvimento de novos produtos, serviços e campanhas. As ações são muito limitadas e imitadas com facilidade por todos os competidores.

   Por outro lado, um oceano azul é um mar de possibilidades. Nesse cenário a oferta de peixes frescos é grande e os tubarões não estão presentes para atrapalhar o seu trabalho. São espaços no mercado que as empresas não estão olhando e que oferecem muitas vantagens para quem sabe como ocupar esse espaço. Esse é o objetivo de qualquer empresa que queira se posicionar como líder em um mercado novo e garantir seu crescimento para os próximos anos.

   O livro Estratégia do Oceano Azul foi escrito por W. Chan Kim e Reneé Mauborgne e é baseado em 150 movimentos estratégicos realizados em mais de 30 setores da economia. O objetivo do livro é derrubar o pensamento tradicional sobre estratégia, revelando um caminho novo e ousado para ganhar o futuro. É considerado um guia para a criação de espaços de mercado inexplorados e para tornar a concorrência irrelevante.

   Sem muitos spoilers, uma das formas descritas no livro para desenvolver uma estratégia do oceano azul é olhar para o seu mercado e mapear todas as suas características padrões. Seja na forma de monetização, comunicação aos clientes, ciclo de vendas, consumo dos produtos e ações de marketing. A partir desse momento, é desenvolvido um quadro (conforme imagem abaixo) para pensar nas possibilidade de mudar a regra do mercado. Coloque dentro dos campos “Eliminar, Reduzir, Elevar e Criar” ações que você acredita que sejam necessárias para elaborar estratégias, que criem um novo oceano azul.

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   Com esse mapa visual em mãos, são criados objetivos de execução a curto prazo para testar se as possibilidades são ou não válidas. O exercício recorrente é uma das maneiras de estimular a criatividade da equipe e criar novas maneiras de diferenciar sua empresa dos outros tubarões. E aí, vai continuar dividindo seu peixe com os seus concorrentes?

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Por: Luiz Henrique Rauber Rodrigues

  Como identificação de uma pedra angular, o mundo data o 2005 e o evento Maker Faire (e a revista Make Magazine), que estimulou com que vários nerds da cultura do “Do It Yourself – DIY/ Faça você mesmo”, saíssem de seus quartos e garagens e fossem lá expor o que produziam e aprender mais. Sobre a cultura DIY, e também este evento, se leva a pensar não é nada novo um movimento para reunir estes nerds, afinal o Apple I foi mostrado para a imprensa pela primeira vez em 1975 por Steve Wozniak e Steve Jobs numa feira de computadores caseiros, a Homebrew Computer Clube, mas hoje é diferente, não é só o nerd que está sendo emponderado a vir à luz.

  Este empoderamento que vem desde 2005 é fruto de um dos grandes movimentos recentes e certamente disruptivo, levando em conta uma evolução histórica e por vezes centralizada, o denominado “maker movemmnet / movimento maker”. Este movimento traz uma mentalidade para que qualquer pessoa possa criar, prototipar, produzir, vender e distribuir qualquer coisa que ela fizer.

  O movimento cultural maker dá uma dinamicidade de “dar o poder” da construção para qualquer pessoa. Isso tem até sido considerado uma nova revolução industrial, pois esta mudando toda uma lógica de produção e venda, de conhecimento e informação, pois o que era centralizado em indústrias, pode ser feito em casa. A abrangência cultural esta atingindo a todas pessoas que tenham interesse nesta cadeia mercantil. Para uma exemplificação simples em 2 tipos de pessoas, consideraremos os nerds e os desingers:

  Um nerd de tecnologia, criou um microcontrolador porque ele queria ou precisava, o arduino (mas poderia ser citado outros muitos);
  Este arduino foi divulgado como hardware livre o que possibilitou que, com baixo custo, outros nerds o copiassem e o utilizando, prototiparam uma impressora 3D;
  Esta impressora num conceito RepRap, foi otimizada por outros nerds e ficou com uma qualidade similar a que é vendida pela indústria, custando bem menos;
  Sabendo disso, um designer que dependia de criar escala e da indústria para produzir seus produtos, comprou uma destas impressoras, e agora a usa para produzir em casa chaveiros que como em pequena escala, são até personalizados;
  Já um outro grupo de nerds que gostam de produção em madeira e não em plástico, otimizaram processos parecidos e desenvolveram uma CNC;
  Agora um outro designer cria e produz cadeiras, quadros, letras e afins em casa, e não mais numa grande madereira que ficava com parte de seu lucro;
  E de nerd pra nerd, de um conceito parecido a CNC, outros nerds queriam mais profissionalismo em suas placas eletrônicas caseiras. Com isso, produziram uma fresadora que é quase auto-replicante como a RepRap. Esta fresadora é utilizada agora até na Universidade para prototipar placas eletrônicas em casa, sem a necessidade de pedir, até para outros países, que façam isso.

  E a cultura maker é totalmente descentralizadora. Outro exemplo dentro deste movimento, e destacado recentemente pela Maker Faire, é de alguém que produziu, sem tecnologia eletrônica, um tipo de horta vertical que facilitou o cultivo de hortaliças e tá mudando o cenário municipal.

  As criações, estimuladas por necessidades ou apenas por curiosidade, tem proliferado esta revolução em todas as dimensões. Ao mercado consumidor a atenção maior está no impacto industrial no presente, mas tem tido até mais impacto no espectro educacional, e por isso, o impacto industrial será futuramente maior, e a indústria precisa aprender sobre esta cultura. Antigamente a criança que desmontava seus brinquedos era até punida por seus pais e afins, mas hoje, é estimulada a fazer isso por eles, e aprende ainda mais a desmontar em sua escola ou em cursos extras. Estas crianças estão aprendendo eletrônica, robótica, programação (…), a cultura de que elas podem criar e fazer. Na educação é preconizado para que a atenção seja muita maior no “processo” do que no “produto”. Esta mudança de foco fará com que estes futuros consumidores, não tenham desejo em comprar um chaveiro pronto, talvez se personalizado… mas sim muito em uma impressora 3D.

Novas ideias para artigos? Criticas e opiniões, envie um e-mail para carolina@ventiur.net.     

 

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 LUIZ HENRIQUE RAUBER RORIGUES | Consultor e professor

Empreendedor, professor, palestrante, pesquisador e afins; Professor no Senac Santa Cruz do Su; Mentor Startupies Weekend; Mestre em Nanociências; Especialista em Gerenciamento de Projetos; Bacharel em Ciência da Computação. Palestrou Campus Party/Latinoware/ Fisl. Interesse principal em software e hardware livre, hackerspaces, startups, DIY, TI Verde, biohacking.

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  A Ciclano é uma startup que criou um ecossistema de soluções em streaming para atender qualquer nicho ou segmento de negócio. Através de sua plataforma é possível fazer qualquer tipo transmissão via streaming, ao vivo ou on-demand, além de contar com recursos de marketing em vídeo.

  A startup participou da campanha Procuramos sua startup para investir! da Ventiur, e foi escolhida para compor o portfólio da aceleradora. Durante o processo de aceleração, a Ciclano receberá investimento do grupo Alpha One, e mentoria de Luciano Weber, CEO da empresa Device, além do apoio de toda equipe da Ventiur.

ciclano

Sobre a startup:

  A proposta da startup é disponibilizar aos clientes em um único serviço todos os recursos até então direcionados apenas para grandes players, como proteção de vídeos contra pirataria, captura de leads para marketing e interação entre espectador e o vídeo gravado, sistema integrado de anúncios, gravação, conversão e edição automática de vídeos, além de diversos outros recursos utilizados por grandes redes.

 Com centenas de clientes pelo mundo, e atendendo grandes marcas como Mormaii, Rabusch, Uatt e outras, a plataforma reúne recursos inovadores e possui um algoritmo avançado que é um facilitador para seus usuários, reduzindo o tempo com manutenção, gestão e distribuição de áudio e vídeo.

  O CEO da Ciclano, Maurício Castro, resume a plataforma da seguinte maneira, “somos o Vimeo Brasileiro, com recursos adicionais de Wistia, UStream e nossa expertise de 15 anos transformada em aplicações. Então, você terá a base dos recursos disponíveis na plataforma da Ciclano com alguns diferenciais que irão gerar valor ao seu negócio. Queremos nos tornar a maior referência Global em soluções de Streaming”.

  No ano de 2015, aos três meses de existência, visando o mercado global a Startup firmou contrato com um dos maiores players da indústria do streaming, a Wowza Media System. E em novembro do mesmo ano foi destaque no Web Summit, um dos maiores eventos de Tecnologia do Mundo, realizado em Dublin na Irlanda, onde foi considerada o “Unicórnio do Streaming” pela imprensa europeia, indicando o seu grande potencial de crescimento.

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Por: Rodrigo Koetz de Castro

  Imagine uma criança recém-nascida que aprenda a falar na primeira semana, ler e escrever em trinta dias, domine quatro idiomas em um mês, construa pontes e prédios em um ano. Certamente essa criança terá instalado a primeira colônia espacial habitável na lua antes dos sete anos de idade. Agora imagine a hipotética capacidade de tomar decisões empresariais acertadas sendo acelerada nessa mesma progressão de velocidade. Pode parecer exagero, mas essa comparação denota um pouco do potencial da computação cognitiva no ambiente empresarial para os próximos anos.

  Apesar de sexagenários, conceitos como computação cognitiva, aprendizado de máquina e inteligência artificial tornaram-se recentemente termos da moda. Sem muito preciosismo, basicamente, referem-se à capacidade de processar informações e de aprender com elas de forma muito semelhante ao cérebro humano, sem que precisem ser programados para isso. De arcaicos experimentos científicos e tecnológicos que visavam reproduzir partes do pensamento e faculdades humanas como criatividade, auto-aprendizado e uso da linguagem, apenas recentemente a inteligência artificial venceu barreiras mínimas para receber atenção no ambiente empresarial. Como nunca, diga-se de passagem.

 Não é para menos, pois as previsões de consultorias especializadas preveem gastos globais com sistemas cognitivos ultrapassando US$30 bi até 2020 e a computação cognitiva é hoje um dos grandes aceleradores de inovação que vão conduzir a transformação digital, criando novos fluxos de receita, novas organizações e – principalmente –  novas formas de trabalho. Na prática, qualquer problema pode ser resolvido por computação cognitiva, de acordo com a qualidade e disponibilidade de dados para análise. Trata-se de ter informações variadas e fazer perguntas, aprender com as respostas, criar novas informações a partir disso e fazer novas perguntas, repetindo o processo indefinidamente e construindo novas ondas de riqueza a cada ciclo.

  A computação cognitiva captura sinais sobre o que o usuário está tentando fazer e fornece uma resposta apropriada. De acordo com a reação do usuário à proposição, a tecnologia confirma ou não sua sugestão e “aprende” com a resposta. Depois, armazena esse aprendizado e passa a usá-lo como base para outras sugestões. Parece simples, mas não é. Para que essa mágica ocorra são necessárias tecnologias e técnicas rebuscadas e específicas para cada contexto de aprendizado. Algo como aprender idiomas com professores de idiomas e a cozinhar com chefs de cuisine.

  Mas não se engane ao pensar que somente grandes companhias têm acesso a essas tecnologias, pois o seu poder está justamente na sua difusão e variabilidade. O sucesso da computação cognitiva passa por necessidades de infraestrutura em grande escala mas torna-se mais eficiente a medida em que mais canais de interação estejam disponíveis. Trata-se de tornar computadores, smartphones e outros dispositivos mais amigáveis para o usuário, com uma interface que entenda mais sobre o que deseja. Ferramentas que oferecem assistência inteligente, conselhos e recomendações e disseminam o conhecimento em todo o mundo são alimentadas por dados não estruturados e amplamente variados.

  De uma cafeteira que sugere a torra do grão a partir do humor do usuário nas redes sociais a sistemas de recomendação de investimentos ou de tratamento de doenças severas com base em inferências de saúde pública, do carro autodirigido ao assistente virtual de viagens, todos os principais sistemas cognitivos disponíveis hoje são relativamente baratos de se consumir. Há também excelentes e crescentes ofertas estruturadas para rápido consumo a baixo custo em curto espaço de tempo e muitas empresas já tem dedicado tempo a descobrir seu potencial. Portanto, não há motivos para não considerar imediatamente inserir essa disciplina em suas áreas de marketing, vendas, produção e gestão.

Tem interesse em um tema e quer saber mais sobre ele? Sugira novos artigos, mande um e-mail para carolina@ventiur.net.

118e2d3 RODRIGO KOETZ DE CASTRO  |  DIRETOR EXECUTIVO NA TEEVO SA 

 Empresário com formação em Eletrônica, Administração e Planejamento Estratégico, conselheiro e mentor de empresas, associações empresariais e startups, atua há 20 anos no segmento de tecnologia e inovação. Atuou paralelamente em carreira docente por 10 anos e atualmente dedica-se a iniciativas de transformação digital,  empoderamento econômico e difusão tecnológica.

Evolução da competição SAP Innomarathon – metodologia Warmup by Ventiur

 

Por Carolina Elma Cassel e Isadora Longo Makariewicz I Fotos: Carolina Elma Cassel

  Nesta semana, a Ventiur ministrou os workshops de modelagem de negócios, teste de hipóteses e financeiro para as startups participantes do SAP Innomarathon. O evento aconteceu na UNITEC – Incubadora Tecnológica do TECNOSINOS, e contou com a participação de startups de diversos estados brasileiros. Relembre as selecionadas neste post.

  Na terça-feira (19), as startups buscaram aprofundar o entendimento sobre seus clientes, criando o mapa da proposta de valor para depois construírem o modelo de negócios que sustentasse o valor pretendido para seus futuros usuários. Já na quarta-feira (20), aconteceram os workshops de teste de hipóteses e financeiro, na parte da manhã os participantes entenderam a importância do planejamento e controle financeiro. Além de abordar a teoria, o profissional convidado Marcell Ferreira também auxiliou as startups a desenvolverem o fluxo de caixa e capital de giro, para que participantes possam projetar e organizar suas finanças, a fim de alcançar seus objetivos. Durante a tarde, todos apresentaram o seu modelo de negócios e receberam mais um feedback do corpo de aceleração da Ventiur e demais participantes.

  O primeiro evento deste programa também rendeu uma matéria no blog, acesse aqui. Além desses workshops, as startups também tiveram uma hard experience durante uma sessão de Design Thinking, ministrada pelo Prof. Dr. Alessandro Faria, no início deste mês. Se você quer saber mais sobre essa ferramenta e as vantagens de utilizá-la acesse aqui.

  Durante toda a competição de inovação social promovida pela SAP Labs Latin America e pelo TECNOSINOS, as startups recebem apoio de negócios promovida pela aceleradora Ventiur, com uso da metodologia WARMUP (que tem como principal objetivo aprimorar, validar e testar os modelos de negócios inseridos no programa).

Confira a galeria do evento:

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Lista oficial das selecionadas para RE-APRESENTAÇÃO aos investidores e seleção final para investimento do quarto ciclo!

 

Por Priscilla Mella.

A ÚLTIMA etapa para escolha das startups que integrarão o time de aceleradas pelo fundo de investimentos Alpha One, da Ventiur, está chegando. Ao longo de dois meses, entre processo de inscrições e chamadas para apresentações, os investidores tiveram a oportunidade de conhecer 23 novos negócios, entre inúmeros inscritos, para completar a grade de investidas deste ciclo. A campanha Procuramos sua startup para investir! (relembre-aqui) buscava, via inscrições no fundacity da aceleradora, 4 startups para se juntar a já selecionada para investimento do grupo, antes da abertura aos empreendedores, Shoptutor.

pitch#4

 

O evento iniciará às 13h30, dentro do Auditório Central da Unitec – Tecnosinos, nesta sexta-feira (1º/07), é aberto ao público geral e terá a re-apresentação das startups que tiveram destaque aos olhos dos investidores presentes nas sessões de avaliação. Monetização, modelo de negócio, inovação e equipe são alguns dos tópicos que serviram de norte para decisão final e que foram considerados pelos investidores presentes na hora de selecionar as startups abaixo.

Conheça as DOZE SELECIONADAS para o PITCH #4, evento de re-apresentação do pitch de cinco minutos e que terá dez minutos de inquisição do grupo ALPHA ONE de investidores da Ventiur – para fechar o grupo de starups aceleradas deste quarto ciclo.  Por ordem alfabética:

PARABÉNS STARTUPS!

   Agora, mais do que nunca, suas apresentações serão vistas sob olhares críticos. Vocês já mostraram que tem ótimos negócios e que são inovadores em seu segmentos e por isso estão perto de obter um aporte financeiro com suporte de uma das principais aceleradoras do país. Boa sorte e #GOHARD!

 

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Oficina de Design Thinking – Projeto Encadeamento Produtivo

 

Por Priscilla Mella.

Na última quarta-feira (22), a Ventiur ministrou uma oficina de Design Thinking para o programa em que é apoiadora, o Projeto Encadeamento Produtivo, realizado pelo Sebrae/RS e IBM e que também conta com o apoio da Teevo e do Tecnosinos. Na ocisão, foi apresentada a abordagem para a turma que integra o programa e, além de compreender a importância que a ferramenta tem como conceito, tiveram a oportunidade de colocar em prática todos os conceitos com uma atividade.

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Se você quer entender mais porque essa prática está se tornando cada vez mais utilizada e quais as vantagens de implementá-la em seu ambiente de trabalho, basta você acessar aqui e ler mais sobre este assunto que já foi abordado pela Ventiur neste canal.

Para conhecer melhor esse projeto, acesse aqui e conheça mais ações que o envolvem. Para você ter uma ideia mais aprofundada do que foram as oito horas de aprendizado, montamos um teaser dessa oficina .

https://youtu.be/XqkrLn6W3sk

 

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