Saiba o que é o Corporate Venture Capital (CVC), como funciona na prática e conheça o cenário atual dessa inovação estratégica

Em tempos de rápidas mudanças no mercado, a inovação aberta vem atraindo cada vez mais empresas. Nesse modelo, que consiste na inovação promovida por pessoas e organizações externas à companhia, até o tradicional empresário da velha economia se permite abrir patentes ou fazer parcerias. Um bom exemplo de estratégia de inovação aberta é o Corporate Venture Capital (CVC).

Com prosperidade nas alturas, foi preciso apenas o primeiro semestre de 2021 para superar o recorde do ano de 2020 inteiro, com valores de investimento no Brasil na casa dos US$ 622 milhões, de acordo com um report divulgado pelo Distrito. Por isso, não é exagero dizer que CVC é um assunto atual e que anda despertando bastante interesse em diversos segmentos.

Assim, pensando em manter você informado, reunimos neste material tudo o que você precisa saber sobre Corporate VC, explicando como ele funciona e como pode colaborar com os seus negócios, na prática. Além disso, também investigamos alguns dados do mercado para te atualizar sobre o assunto. Vem conosco!

Afinal, o que significa Corporate Venture Capital (CVC)?

Corporate Venture Capital (“CVC”, ou em português, “Capital de Risco Corporativo”) é um modelo de inovação que consiste no investimento em novos negócios de base tecnológica (startups) que desenvolvem alguma solução para o corporate ou cliente do corporate. Nesse tipo de investimento, a corporação aporta seus recursos financeiros e expertise de mercado em soluções disruptivas visando obter benefícios estratégicos e financeiros com essas soluções.

O CVC é uma estratégia para as corporações expandirem suas fronteiras, buscando maior impacto, agilidade e efetividade. Nesse sentido, muitas companhias têm enxergado, sobretudo nas startups em fases early stage – etapa inicial em que a startup está finalizando suas validações e se preparando para tracionar – a motivação para os seus investimentos.

No entanto, cabe dizer que também existem Corporate Venture Capitals que atuam com investimentos em empresas em fases mais avançadas.

Confia também: O que é Corporate Venture Capital e como impacta o setor de investimentos.

O Corporate Venture Capital na prática

Na prática, o engajamento no modelo Corporate Venture Capital pode acontecer com participação minoritária, com os empreendedores se mantendo no controle, e com aquisição de controle parcial ou total da companhia. Porém, vale dizer que, em qualquer um dos casos, o investimento não se encerra no aporte financeiro.

Além dele, o investidor também oferece iniciativas estruturadas de marketing, business development, matchmaking e, em alguns casos, mentoria e conexões com o ecossistema. Trata-se do chamado “smart money” (dinheiro inteligente), afinal, dinheiro sozinho não é capaz de fazer milagre, certo?

Com o chamado smart money, o investidor oferece insights e complementa o time da startup com sua expertise, oferecendo apoio a quem vive o dia a dia do negócio. Na prática, ele não fica presente na rotina diária, mas contribui constantemente como boa fonte de conhecimento.

Vale destacar: empresas que apostam no Corporate Venture Capital para investir em inovações disruptivas não contam com o curto ou médio prazo, mas com o longo prazo. Inclusive, especialistas estimam que, após os primeiros investimentos, os resultados tendem a aparecer somente em alguns anos.

As motivações por trás da busca pelo Corporate Venture Capital

Sabe aquele mercado tradicional, onde o crescimento das empresas se baseava exclusivamente na confiança de suas capacidades internas? Quando os departamentos de P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) se deram conta da necessidade de melhorar suas soluções a partir de novos modelos de negócio, surgiram novas formas de promover o crescimento.

Para permanecerem inovadoras e competitivas, as empresas precisam manter um olhar atento para o futuro. Essa atenção se baseia em uma visão mais descentralizada, que permite às companhias se apoiarem em colaborações externas, visando agregar valor ao mercado e ao próprio negócio.

Uma dor que move muitos desses investidores é o da disrupção. Só para ilustrar, vamos pensar no caso da Kodak. Essa empresa do setor de fotografias criou as primeiras câmeras digitais, mas não foi capaz de inovar e avançar no momento certo e, com medo do produto ameaçar o comércio de filmes – mercado em que esta também atuava com força –, acabou ficando para trás e se tornou obsoleta.

Não é muito difícil concluir que ninguém deseja ser a próxima Kodak ou Blockbuster (antiga maior rede de locadoras de filmes e videogames), certo? Então, sabendo que inovar por conta própria demanda muito mais tempo e recursos, as empresas vêm sendo motivadas a buscar tendências de inovação de forma externa.

O cenário atual do mercado na indústria de Corporate Venture Capital 

Os investimentos em CVC no mercado atual vêm acontecendo com mais cautela. Entre janeiro a junho de 2022, foram US$ 2,92 bilhões investidos em 327 deals – volume -44% menor do que o ano anterior, de acordo com números trazidos pelo Bexs Banco.

O cenário atual ainda traz desafios, principalmente em razão das taxas de juros e da insegurança trazida pelas eleições, que forçam um perfil mais conservador na tomada de decisão dos investidores. Apesar disso, um estudo da Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (Abvcap) mostrou que 13 empresas do Ibovespa fundaram CVCs apenas no primeiro semestre de 2022. Em todo 2021, foram apenas 8 empresas.

Embora haja certa instabilidade, muitas startups ainda são capazes de se mostrar sustentáveis e geradoras de caixa. Enquanto se mantêm sem captação de aportes, elas seguem no propósito de se manterem na construção de soluções inovadoras.

Por que lançar um programa de CVC?

Elencamos algumas vantagens que uma companhia tem ao lançar um programa de Corporate Venture Capital (CVC) e expandir seu mercado de atuação. Confira!

1. Retorno estratégico

Com mais previsão, a companhia tem a capacidade de liderar grandes mudanças do seu mercado e, assim, evitar a disrupção da indústria. Ao tomar a inovação para si, ela corre na frente dos players concorrentes.

2. Retorno financeiro

A companhia obtém retorno financeiro na medida em que, através do Corporate Venture Capital,  acessa novos canais e novas fontes de receita.

3. Posicionamento

Ao promover sua cultura de inovação e empreendedorismo, a empresa ganha reconhecimento como player inovador no mercado diante de acionistas e colaboradores.

4. Inteligência de mercado

Com acesso a modelos de negócio disruptivos e tecnologias, trazendo colaboração externa para a empresa, o Corporate Venture Capital guia a estratégia de inovação.

5. Estratégia para M&A

Visão antecipada das oportunidades, com teste do produto e fit cultural da companhia, podendo agregar a ótica da tecnologia nas análises.

A VENTIUR coleciona parcerias com grandes players: Grupo Panvel, Sicredi e +A Educação

Em parceria com a VENTIUR, recentemente o Grupo Panvel lançou o Panvel Ventures e anunciou a primeira startup investida. O Grupo, que atua no setor farmacêutico, apostou suas primeiras fichas na startup Lincon, uma healthcare que promove terapia digital humanizada, solução que prevê o monitoramento de indicadores de saúde.

A companhia deu início ao movimento estreitando o seu relacionamento com uma startup diretamente conectada ao seu propósito. Além dela, nos últimos meses a VENTIUR anunciou o lançamento de mais outros dois CVCs, com o Sicredi e o Grupo +A Educação.

Como uma das maiores aceleradoras de startups do Brasil, atuamos como uma intermediária entre empresas que buscam inovação e startups que visam o crescimento. Em nosso leque, já contamos com aportes de recursos financeiros e smart money em mais de 70 negócios inovadores, contabilizando um total de sete exits.

Para entender melhor como a VENTIUR atua em seus programas de aceleração e investimentos, entre em contato com a nossa equipe especializada!

VENTIUR anuncia seu segundo Grupo de Investidores em AgTechs na Expointer 2022

Agtechs

Na 42ª edição da Expointer em 2019 a VENTIUR aceleradora de startups, anunciou seu primeiro Grupo de Investidores focado em Agtechs (startups com soluções para o agronegócio). Foram R$ 5 Milhões levantados e investidos entre 2019 e 2021. Hoje a VENTIUR já conta com 16 Agtechs em seu portfólio, de segmentos variados, mas sempre dentro do agro. Desde sistemas de gestão (lavoura, gado, hortifruticultura, dentre outros), além de crédito agrícola, comercialização de commodities, defensivos biológicos, sensoriamento remoto, logística, manejo fitossanitário, pagamentos, predição de doenças e reaproveitamento de resíduos agrícolas.

Algumas dessas startups a Feira nesta 45ª edição com soluções já validadas no mercado e prontas para expandir suas vendas, a exemplo a Raks, que utiliza sensores para medir a umidade do solo de uma forma precisa e dispõe uma plataforma para auxiliar a tomada de decisão do produtor sobre o manejo da irrigação. A Raks foi investida em 2019 e depois deste investimento recebeu o reconhecimento com um dos 5 melhores sensores de umidade do mundo, além de recém captar nova rodada de investimento com valores acima de R$ 1 Milhão. Outra startup é a Leigado, também investida em 2019, que traz um sistema de gestão para propriedades de gado leiteiro. Hoje já atua em 6 países com mais de 293 mil animais gerenciados. Das 16 Agtechs investidas, 9 já captaram novos investimentos e todas apresentaram crescimento relevante nesse período.

Para esta edição da Expointer a VENTIUR retornou com mais uma novidade, anunciando um novo Grupo de Investimento de R$ 10 Milhões, também para startups exclusivamente com soluções para o agro, mas com segmentos de atuação mais nichados. A iniciativa se dá a partir da estratégia de expansão da VENTIUR, que abriu operação em São Paulo em 2021 e mais recentemente em Recife/PE e Curitiba/PR. Este novo Grupo de Investidores será baseado em Lucas do Rio Verde no Mato Grosso, mas terá como principal objetivo, atrair startups para atuarem na maior fronteira agrícola do País para culturas como soja, milho, algodão e pecuária de corte.

 “O Mato Grosso é um celeiro de oportunidades, pois o agronegócio opera de forma extensiva, mas com muitas dificuldades e gargalos. Dentre os 50 municípios com os maiores valores de produção agrícola no Brasil, 20 estão no MT, mas o número de startups e empresas de base tecnológica são pouquíssimas. Desta forma a VENTIUR expande atuação para o coração do Mato Grosso para estudar mercado e estabelecer conexões para lançar seu segundo veículo de investimento focado em AgTechs” afirma Guilherme Kudiess, Sócio e Head AgTech da VENTIUR. 

Segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura), o mundo terá de produzir 70% a mais de alimentos até 2050 e o Brasil é o país que tem maior potencial de crescimento para suprir esta demanda. Atualmente o país possui a maior disponibilidade global de terra e água, além de um grande potencial no aumento de produtividade através da tecnologia.

Kudiess explica: “O mundo hoje vive um momento macroeconômico complexo, porém mesmo passando por eventos como pandemia, guerra Rússia-Ucrânia, alta de juros, o agronegócio brasileiro segue apresentando crescimento. O setor segue saudável e apresenta alta perspectiva de crescimento a médio/longo prazo, com uma inelasticidade da demanda e é muito inserido e competitivo na cadeia global. A inovação e tecnologia são fatores essenciais para esse crescimento e serão propulsores para que o Brasil seja o principal celeiro da alimentação mundial”.

Entre os dias 16 e 19 de agosto, o sócio da VENTIUR participou de reuniões com empresários e executivos de Sorriso, Lucas do Rio Verde e Cuiabá, e também de uma banca de avaliação para auxiliar empreendedores através do programa StartupLabs, promovido pela Unilasalle em Lucas do Rio Verde.

“Esta região tem muito potencial e está muito carente quanto a soluções inovadoras desenvolvidas localmente. O StartupLabs tem justamente o intuito de promover a criação de tecnologias para as dores e problemas do município e estado”, afirma Vitor Righi, Head de Inovação do Inova La Salle.

Kudiess complementa: “Buscamos, não somente estimular e incentivar a criação de novos negócios na região, mas também trazer novas startups para solucionar as dores do mercado local, gerar mais empregos, pesquisa e tecnologia”. Guilherme e três gerações de sua família também são produtores rurais e complementa: “Me criei na fazenda e entendo muito as dores e problemas no campo. E o Mato Grosso é uma das melhores fronteiras agrícolas para adoção de tecnologias, pois muitos produtores aqui tem mente aberta e buscam recorrentemente formas de incrementar sua produtividade”.

Com este novo grupo de investidores, anunciado na Expointer e que posteriormente será lançado no Mato Grosso, a VENTIUR pretende dobrar o número de AgTechs investidas nos próximos dois anos e além dos R$ 10 Milhões para investimento, contará com a parceria da Unilasalle de Lucas do Rio Verde, onde além de gerar e compartilhar conhecimento, também visa estreitar o relacionamento com produtores, executivos atuantes no setor e empresários mato-grossenses. 

Startups menores resistem às turbulências do mercado e mantém crescimento

startup

Diferente de outras startups de maior porte que foram severamente impactadas no primeiro semestre do ano pelas incertezas do mercado global (guerra da Ucrânia, juros altos e pandemia), as startups de estágio inicial (early stage), estão garantindo um bom desempenho. Além de evitar demissões, as startups ‘pequenas’, resistem à crise e seguem atraindo a atenção de investidores, inclusive participando de novas rodadas de captação de recursos. Preparamos um artigo especial aqui no blog da VENTIUR para que você fique por dentro desse tema. 

Antes de falarmos do cenário, vamos te contar um pouco mais sobre as características dessas startups de estágio inicial (anjo, pré-seed e seed). Ainda que, como o próprio nome indique, essas empresas early stage na maioria das vezes quando recebem seu primeiro aporte financeiro já possuem validação de mercado e estão gerando receita com clientes. Nesse contexto, além de sua performance no mercado, critérios como inovação, equipe, estágio e modelo de negócio, dentre outros aspectos, são analisados pelos investidores antes de realizarem os aportes. 

Esses diferenciais são justamente fatores que têm atraído a atenção de grupos de investidores em startups como é o caso dos Corporate Venture Capitals (CVCs) – falaremos um pouco mais abaixo sobre o tema. Especialistas do setor avaliam que o fato de poderem aportar, além de recursos financeiros, o chamado smart money nesses empreendimentos, é um dos principais atrativos dessas startups (além dos investimentos também serem menores). Entre as 236 captações que tiveram valores divulgados nos primeiros cinco meses do ano de 2022, somente 6% foram superiores a 50 milhões de dólares.

Em se tratando de CVC, essa modalidade de inovação aberta tem crescido consideravelmente nos últimos anos, e têm possibilitado a criação de novos modelos de negócio. Somente este ano, a VENTIUR, juntamente com parceiros estratégicos (Sicredi, Panvel e Grupo + A Educação), criou três novos CVCs. O engajamento por meio de CVC pode ser feito de duas maneiras: investimento em troca de uma participação minoritária da empresa (controle permanece com os empreendedores), ou através da aquisição de controle parcial/total da organização. 

Desempenho dessas startups em número no primeiro semestre

Segundo levantamento da plataforma de inovação Distrito, startups em estágio inicial levantaram o montante de US$ 1,7 bilhão em investimentos no primeiro semestre do ano – alta de 22% em relação ao mesmo período de 2021. No entanto, o cenário é bastante diferente com relação ao setor no resto do mundo, que registrou uma queda de 44% em comparação ao mesmo período do ano passado em investimentos em empreendimentos desse tipo.

E a tendência é que o bom desempenho dessas startups se mantenha em alta também neste segundo semestre do ano. Pesquisa realizada pela Anjos do Brasil, organização que reúne investidores de startups iniciantes, indica que deve haver alta de 10% no volume de aportes nessa etapa inicial, mantendo o crescimento do ano passado, quando o setor registrou mais de R$ 1 bilhão no País.

Do outro lado da mesa, os chamados unicórnios (startups avaliadas em mais de US$ 1 bilhão), não conseguiram manter neste primeiro semestre de 2022 o mesmo desempenho de anos anteriores.  Após a performance recorde do ano passado, quando o setor somou quase US$ 10 bilhões apenas no Brasil, essas companhias de estágio final – fase que antecede a abertura de capital na Bolsa (IPO) – amargaram queda de 68% nos investimentos na comparação semestral. 

Novo cenário requer adaptação dos empreendedores

Em um cenário de incertezas os fundos globais já sentem os primeiros efeitos dessa escassez no mercado de investimentos de risco. O Tiger Global, que se dedica a empresas nativas tecnológicas, já contabiliza perda de boa parte de seu capital acumulado ao longo dos últimos 20 anos.

Para especialistas do setor esse movimento representa que as startups gigantes precisaram se adaptar ao novo momento de escassez de recursos para investimentos no mercado. Por outro lado, como vimos acima, as pequenas estão conseguindo atrair investidores que optam por apostas a longo prazo, e estão mais alinhadas à lógica de conexões e mentoria oferecidas pelos investidores.

A mudança no perfil dos investidores abre espaço para outros tipos de aporte em startup, como é o caso do chamado equity crowdfunding, ou investimento coletivo. Relatório da Comissão de Valores Monetários (CVM), do Banco Central, no ano passado foram captados R$ 188 milhões via crowdfunding de investimentos – 123% a mais do que em 2020.

VENTIUR investe em negócios inovadores desde 2013

Criada em 2013 a VENTIUR é uma das principais aceleradoras de startups do Brasil e está sediada no Tecnosinos, em São Leopoldo/RS. Por meio de uma rede de parceiros e investidores já aportaram recursos financeiros e smartmoney em mais de 75 negócios inovadores, avaliados em mais de R$ 700 milhões. 

Esses empreendimentos pertencem aos segmentos de tecnologia, serviços, saúde, agronegócio, dentre outros. Além dos negócios que receberam aporte, outros seis mil foram avaliados pela aceleradora ao longo destes nove anos de atuação. A VENTIUR ainda contabiliza um total de oito exits – expressão que se refere ao desinvestimento de sucesso da participação nas startups. Isso acontece quando o novo negócio é adquirido por outra empresa/organização de maior porte. Para saber mais sobre os programas de aceleração e investimento em startups da VENTIUR, entre em contato com nossa equipe. Para ficar atualizado sobre as notícias e tendências sobre empreendedorismo e inovação, siga a Ventiur nas redes sociais.

Crowdfunding ganha destaque entre os investimentos em startups

equity crowdfunding

Como já falamos em outros textos aqui no blog, o aporte financeiro em startups é uma alternativa para os investimentos tradicionais, ainda mais nestes tempos de tantas incertezas no cenário econômico. Nesse contexto, uma modalidade que vem se destacando é o chamado equity crowdfunding, ou investimento coletivo, como veremos abaixo. 

As plataformas digitais dessa modalidade estão sob regulamentação desde 2017 pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), sob a Instrução CVM 588. Ela é resultado de dois anos de alinhamento entre a CVM e as principais plataformas de equity crowdfunding do mercado, com o objetivo de estruturar uma norma para esse tipo de investimento. Essa modalidade de investimento consiste na troca de participação societária por aporte de recursos, onde o capital mínimo acaba sendo menor que os valores tradicionais. Um dos diferenciais desse modelo (falaremos um pouco mais abaixo), é que este permite que mais pessoas possam investir naquela empresa a partir de cotas financeiras com valores menores – o investimento individual anual nesse tipo de oferta é de R$ 20 mil. 

Além disso, uma  nova resolução, a CVM 88, deve beneficiar as chamadas open startups – empresas que estão dispostas a interagirem com corporações em movimentos de open innovation. A partir do aumento do limite de captação para R$ 15 milhões por oferta, (antes era R$ 5 milhões),  a mesma startup poderá fazer novas rodadas subsequentes de crowdfunding, permitindo que as plataformas e os investidores possam acompanhá-la de maneira mais próxima – e por  um período maior. 

De acordo com relatório da CVM no ano passado foram captados R$ 188 milhões via equity crowdfunding de investimentos – 123% a mais do que em 2020. Nesse cenário, o crescimento no número de investidores na modalidade em 2021 foi de 139% com relação ao anterior – abaixo vamos detalhar um pouco mais como funciona  essa modalidade de investimento.

E como funciona o engajamento por meio de equity rowdfunding?

Quando uma startup abre uma nova rodada de crowdfunding, deve ser definido um valor-alvo de captação. Por sua vez, o valor mínimo de captação é calculado em dois terços do valor-alvo estabelecido naquela rodada. Quando o índice mínimo de aportes não é atingido, a operação é cancelada e os investidores recebem seu dinheiro de volta. 

Assim como em outros tipos de aporte financeiro, o investidor também espera ter lucro vendendo a sua participação no negócio. No caso desse modelo de financiamento coletivo de startups, em específico, os exits (expressão que se refere ao ponto de saída de uma startup), poderão ocorrer de três maneiras. 

A primeira forma é quando a empresa investida é adquirida por uma outra organização, sendo que a segunda pode ocorrer caso o investidor venda sua participação naquela startup. Por último, o exit pode se dar ainda por meio de uma oferta pública inicial (IPO) daquela startup na bolsa de valores. 

E quais as diferenças com relação aos outros tipos de investimento? 

Os investidores são estratégicos para a consolidação de uma startup, pois eles são a base de apoio do empreendedor. Por isso a escolha correta dos parceiros é tão importante para que sua empresa alcance o crescimento desejado. No entanto, existem diferenças entre os tipos de investimentos com relação ao equity crowdfunding, como veremos abaixo: 

Corporate Venture Capital (CVC)

Essa modalidade de inovação aberta tem crescido consideravelmente nos últimos anos, e têm possibilitado a criação de novos modelos de negócio. O engajamento por meio de CVC pode se dar através da aquisição de participação minoritária, onde o controle permanece com os empreendedores, ou ainda por meio da aquisição de controle parcial/total da organização.

Investidores-anjo

Investem seu capital em startups em estágio inicial, atuando de maneira ativa para agregar valor estratégico para esses negócios. Seu foco principal é nos empreendedores e quais são as chances daquela startup ter sucesso. 

Venture Capitals (VCs)

Investem em startups que já aprovaram seu modelo de receita. Também com foco nos fundadores, de forma geral, os VCs analisam de maneira mais criteriosa o desempenho daquela empresa e optam por negócios em estágios mais avançados.

Private Equity

Essa modalidade diz respeito aos fundos que investem diretamente nas empresas. Nesse modelo, além da de receita, são consideradas principais métricas financeiras, incluindo o EBITDA, que são os lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização, fluxo de caixa, e a taxa de retorno que aquele negócio pode alcançar.

E porque investir com a VENTIUR?

A VENTIUR é uma das principais aceleradoras de startups do Brasil e está sediada no polo tecnológico da Unisinos, o Tecnosinos, em São Leopoldo/RS – nosso processo de aceleração potencializa a atitude empreendedora, estimulando a capacidade de execução, experimentação e co-criação. A Aceleradora aposta em startups multimercado, com foco em empreendedores diferenciados, alta capacidade de execução e resiliência, e com brilho nos olhos.

Em mais de nove anos de atuação, a VENTIUR contabiliza até o momento um total de oito exits – expressão que se refere ao ponto de saída de uma startup. Isso acontece quando o empreendimento é adquirido por outra empresa/organização de maior porte. Além disso, a aceleradora já investiu em mais de 75 negócios inovadores, avaliados em mais de R $300 milhões. Oferecemos diferentes níveis de serviço, sendo que alguns destes têm focos de atuação e condições de investimento específicas. 

Se você quer conhecer mais sobre investimentos em startups, aqui mesmo no blog preparamos um pequeno guia prático, onde você poderá esclarecer eventuais dúvidas e conhecer os modelos de aporte financeiro disponíveis no mercado Quer conhecer mais sobre os programas de investimento e aceleração de novos negócios da VENTIUR? Entre em contato com nossa equipe.

Startup focada em automação de marketing e vendas recebe investimento da VENTIUR

startup

Automatizar o processo de marketing e vendas das empresas – esse é objetivo da LeadFindner, startup paranaense selecionada pela VENTIUR durante o processo #Gohard 15. Esse é o primeiro processo de atração de novos negócios liderado pela VENTIUR este ano, sendo que outros também estão previstos para este segundo semestre. 

A LeadFinder é a primeira plataforma brasileira que desenvolve jornadas de prospecção, conversão e retenção de clientes unindo CRM, automação de marketing, Big Data B2B e até um time de vendas freelancer. Sobre essa última questão, esses profissionais podem ser contratados conforme a necessidade da empresa.  O foco principal da LeadFinder é oferecer o acesso a pequenas e médias empresas a um modelo completo de máquina de vendas em uma única plataforma – ainda nesse texto falaremos um pouco mais sobre a trajetória e os diferenciais da empresa.

Antes de selecionar a LeadFinder, a VENTIUR avaliou startups de diversas regiões do País. Durante o período de quase dois meses, critérios como diferenciais competitivos e entrega de soluções reais para o mercado, foram analisados pela equipe da aceleradora. Também foram realizadas entrevistas com estes empreendedores, com o objetivo de conhecer de maneira mais detalhada os negócios apresentados e o perfil de cada um deles, e também para esclarecer dúvidas. 

Segundo o Head de Seleção de startups da VENTIUR, Rodrigo Pimenta, a LeadFinder possui características muito relevantes, as quais foram determinantes para sua escolha.

“Entre os pontos que mais chamaram a atenção dos investidores foi o perfil dos empreendedores, pois eles conhecem muito bem o mercado em que estão atuando”, observou Pimenta. 

Além desses fatores, o Head de Seleção comentou também que durante o período de seleção, a equipe da VENTIUR recebeu feedbacks muito positivos dos clientes que já utilizam a solução da LeadFinder em suas atividades. “Outro ponto que nos chamou a atenção foi o fato de que eles conhecem a dor do cliente e entendem bastante do processo de vendas”, destacou Pimenta.

E como surgiu a LeadFinder?

O CEO da LeadFinder, Fernando Osmarini, comentou que o projeto inicio em 2016 na cidade de Pato Branco-PR. Na oportunidade, Osmarini e André Datsch (CTO) resolveram unir suas experiências nas áreas de vendas e tecnologia para criar uma plataforma para automação de marketing e vendas. Em 2019 Fernando M Santos entra no time onde se tornou sócio e assumiu a gestão operacional da empresa como COO.

Para formatarem a solução, eles fizeram uma escuta junto a pequenos e médios empresários e perceberam as dificuldades que estes possuíam em criar uma estratégia comercial. Fatores como a falta de recursos – e muitas vezes até de conhecimento por parte dos pequenos empresários – estão entre os principais motivos para este entrave. Com isso, em abril de 2018 a empresa lançou seu primeiro MVP, identificando os principais segmentos de atuação junto ao mercado. Ainda naquele ano a empresa fechou a primeira parceria com uma cooperativa agrícola da cidade de Cascavel (PR).

Dessa maneira, a LeadFinder passou a atuar na criação de um modelo comercial escalável unindo pessoas, processos, dados e tecnologia em um propósito de conquistar e reter mais clientes. Um dos diferenciais da solução da LeadFinder é a possibilidade que o empresário tem de contratar profissionais de vendas conforme sua demanda.

 CEO Fernando Osmarini e CTO André Datsch juntamente com o CEO Sandro Cortesia e Rochester Costa.

“Entendemos a dor do pequeno empreendedor, principalmente pela falta de recursos para investir no planejamento de marketing e vendas de seu negócio”, ressaltou Osmarini. 

Ele revelou também que a LeadFinder registrou um considerável crescimento durante a pandemia, atraindo principalmente empresas que precisaram ‘migrar’ para o mercado online – dados do Sebrae indicam que cerca de 70% dos empreendedores passaram a oferecer produtos e serviços pela internet em função das medidas restritivas impostas pela Covid 19. 

O CEO revelou ainda que os recursos financeiros que a empresa irá receber da VENTIUR durante o processo de aceleração permitirão que a startup consiga implementar seu plano de expansão. Entre as ações previstas está a inclusão de novas funcionalidades para a plataforma, estas destinadas a pequenos negócios. “Nossa projeção é crescer dez vezes nos próximos 18 meses”, destacou Osmarini. 

E como será o processo de aceleração?

Durante o processo de aceleração, a LeadFinder receberá o acompanhamento dos mentores, e do gestor de aceleração da VENTIUR, agregando conhecimento e experiência de mercado. Nessa etapa os empreendedores participarão de workshops temáticos e bootcamps, onde serão abordadas questões como liderança, inovação, aspectos jurídicos, customer success, governança para startups, contabilidade, vendas, dentre outros. 

Esta fase é também uma oportunidade para que os empreendedores possam apresentar os resultados do trabalho desenvolvido, possibilitando ainda a troca de experiências e o networking com demais atores do ecossistemas. Além do aporte financeiro, os empreendedores recebem mentorias com foco em resultados práticos – o chamado smart money

A metodologia de propulsão de negócios inovadores da VENTIUR, chamada de #GoHard, é fruto de mais de quase dez anos de experiência na aceleração de novos negócios. Seu objetivo é fortalecer processos internos das empresas, com foco no desenvolvimento de estratégias eficazes de vendas e crescimento exponencial desses novos empreendimentos. Para saber mais sobre nossa metodologia acesse aqui.  

Venha empreender e inovar com a gente!

Se você também tem um negócio inovador, uma alternativa é inscrevê-lo para participar de processos seletivos para aceleração de novos negócios da VENTIUR. Além do investimento financeiro, os empreendedores selecionados para fazerem parte do portfólio da aceleradora, recebem mentoria com foco em resultados práticos, a qual permite a modelagem e ampliação do negócio. 

A VENTIUR já investiu em mais de 75 negócios inovadores, avaliados em mais de R$ 400 milhões. Esses empreendimentos pertencem aos segmentos de tecnologia, serviços, saúde, agronegócio, dentre outros. Além dos negócios que receberam aporte, outros cinco mil foram avaliados pela aceleradora ao longo destes nove anos de atuação. Para saber mais sobre nossos programas de aceleração e investimento em startups, entre em contato com nossa equipe. E então, gostou do tema? Quer saber mais sobre o mercado de tecnologia, startups e novos investimentos? Para ficar atualizado sobre as notícias e tendências sobre empreendedorismo e inovação siga a Ventiur nas redes sociais. A VENTIUR é uma das principais aceleradoras de startups do Brasil e está sediada no polo tecnológico da Unisinos, o Tecnosinos, em São Leopoldo/RS.

VENTIUR promove evento voltado ao empreendedorismo feminino

Empreendedorismo Feminino

A VENTIUR em parceria com o SEBRAE X e o LAB Fecomércio-RS, promove no próximo dia 11 de agosto um evento voltado ao empreendedorismo feminino. O evento ‘Empreender é Coisa de Mulher’ marca o primeiro ano de vida do Instituto Ladies In Tech – iniciativa que tem como objetivo fomentar e fortalecer o cenário do empreendedorismo feminino na tecnologia.

O evento acontece entre 15h e 18h, no Lab da Fecomércio, em Porto Alegre, e também será transmitido ao vivo pelo YouTube. A atividade será composta por painéis como ‘Saindo da Ideação até os primeiros Clientes’, ‘Se preparando para receber os primeiros investimentos’ e ‘Mulheres CEO’. Empreendedoras, principalmente ligadas aos setores de inovação e tecnologia, estarão conduzindo as discussões. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no link.

A Head de Pessoas da VENTIUR, Cris Pellegrin, comentou que a aceleradora criou o evento com o objetivo de fomentar o protagonismo feminino no ecossistema de inovação. 

Para ela, apesar de ser um ambiente (ecossistema) bastante diverso, a presença de mulheres a frente de startups, por exemplo, ainda é muito restrita.

Cris Pellegrin com o time Ventiur

“Sabemos que no Brasil, historicamente, ainda temos poucas mulheres empreendendo e quando falamos do ecossistema de inovação, percebemos que esse número de empreendedoras de startups é ainda menor”, observou Cris. 

Nesse contexto, segundo ela, o evento ‘Empreender é Coisa de Mulher’, nasce como um ambiente onde a mulher possa se sentir confortável em fazer parte de um espaço, que hoje ainda é majoritariamente masculino. “Queremos, com o nosso evento, criar esse espaço para que nós mulheres possamos falar sobre empreendedorismo e negócios, e mostrar para outras mulheres que há espaço no ecossistema para nós mulheres empreendermos, investirmos e co-criarmos juntas e de maneira colaborativa”, enfatizou Cris.

VENTIUR fechou parcerias importantes para realização do evento

Para desenvolver esse projeto a VENTIUR procurou parceiros estratégicos dentro do ecossistema – LAB Fecomércio, Ladies In Tech e Sebrae X abraçaram o desafio. Para a gestora de comunidade do LAB Fecomércio-RS, Camila Tubin, é fundamental a voz da mulher em ambientes de negócios. “Estamos muito felizes em contribuir com o evento, pois ele é de grande importância para nós, uma vez que estamos em busca do fomento destes movimentos que permeiam as temáticas de inovação, empreendedorismo e transformação digital dos negócios”, observou Camila. 

Já para Danielle Cosme, que juntamente com as empreendedoras Aline Busch, Aline Poulsen e Marceli Brandenburg, fundou o Instituto Ladies In Tech, em 2021, eventos como o dessa semana servem para fortalecer a presença feminina no mercado de tecnologia.

Empreendedorismo Feminino – Danielle Cosme

“O evento vem para celebrar este um ano do Instituto e dar visibilidade ao empreendedorismo feminino na tecnologia e que sim, a mulher pode comandar startups de qualquer segmento e, sim, sentar na cadeira de CEO e fazer um trabalho excelente”, destacou Danielle.

Sobre o Instituto, ela ressaltou que a iniciativa surgiu da necessidade que ela e as demais fundadoras tinham de falar com outras mulheres sobre negócios e tecnologia. 

O Ladies In Tech conta hoje com mais de 70 empreendedoras, cerca de 55 startups fundadas ou comandadas por mulheres em 15 segmentos da tecnologia. O Instituto se constitui com uma rede de apoio, participação e fortalecimento do ecossistema feminino no mercado de startups.

Em Curitiba, VENTIUR promoveu “Investir é Coisa de Mulher”

Dentro do processo de expansão da VENTIUR em nível nacional, no começo da semana foi realizado em Curitiba, o evento “Investir é Coisa de Mulher”. 

O evento teve como objetivo abordar os tipos de investimento em startups disponíveis no mercado. Destinado ao público feminino, sua intenção é dar maior visibilidade e multiplicar as mulheres que investem, empreendem, mentoram e lideram no ecossistema de startups.

Segundo a  Venture Partner da VENTIUR, Andrea Bigaiski, que foi a  mediadora do evento, o debate contou com a participação de empreendedoras, mentoras e investidoras de startups, dentre elas a executiva Kika Ricciardi. Kika possui vasta trajetória executiva no mercado financeiro, com passagens pelo Citi Bank e Deutsche Bank. Ela também é investidora anjo e conselheira em diversos boards, sendo que recentemente assumiu também uma posição no conselho da VENTIUR. Além da larga experiência no setor financeiro, Kika é investidora em diversas startups. 

Empreendedorismo feminino cresceu durante a pandemia

Dados do Linkedin indicam que houve crescimento no número de mulheres que começou a empreender ao redor do mundo durante a pandemia. O aumento pode estar relacionado aos desafios que as mulheres enfrentam em suas trajetórias profissionais – a pandemia fez com que muitas tivessem que assumir a dupla responsabilidade de trabalhar e cuidar de casa ou da família, e precisassem buscar atividades laborais mais flexíveis.

No Brasil o percentual de novas empreendedoras aumentou 41% em 2020, em comparação com crescimento de 22% em relação aos homens que começaram a empreender no período. O levantamento aponta que a representação da liderança feminina no país é de 27%, coloca o Brasil na 27ª posição dos países mencionados na pesquisa. No entanto, a representação da liderança feminina ainda está abaixo da média global,  que  é de 31%.

E então, gostou do tema? Quer ficar atualizado sobre as notícias e tendências sobre empreendedorismo e inovação? Siga a Ventiur nas redes sociais. Criada em 2013, a VENTIUR é uma das principais aceleradoras de startups do Brasil e está sediada no polo tecnológico Tecnosinos, em São Leopoldo/RS. Nosso processo de aceleração potencializa a atitude empreendedora, estimulando a capacidade de execução, experimentação e co-criação. 

VENTIUR promove curso para investidores em startups

Curso de Investidores - Ventiur Investors Experience

A Aceleradora VENTIUR está promovendo um curso voltado ao mercado de investimentos em startups. A segunda edição do ‘VENTIUR Investors Experience’, inicia no próximo dia 03 de agosto e se estende até o dia 31, e será ministrado por mentores experientes em processos de investimentos em startups no país. 

Quem tiver interesse em saber mais sobre esse promissor mercado, pode conferir algumas informações sobre o curso acessando o site do Investors Experience: https://ventiur.net/academy/curso_de_investidores/

Segundo o diretor de operações da VENTIUR, Guilherme Kudiess, que também será o facilitador do VENTIUR Investors Experience, os conteúdos são destinados tanto para quem já investe em startups (e quer potencializar seu método de análise e fazer a gestão do portfólio), quanto para quem está interessado em começar a investir em empresas inovadoras. 

Ele explica que durante a capacitação o investidor, dentre outras questões, irá aprender como atrair oportunidades, fazer a análise de startups, negociar com empreendedores, e multiplicar seu capital. A capacitação também deverá abordar os tipos de investimento em startups disponíveis no mercado, bem como questões práticas que envolvem esse processo, o que inclui os aspectos jurídicos desse mercado.

“O curso foi preparado tanto para o investidor iniciante, que ainda não conhece esse universo das startups, quanto para aquele que já conhece e para ele o curso poderá lhe auxiliar em seu aperfeiçoamento”, destacou Kudiess.  

Ele revelou também que a capacitação foi criada a partir das experiências que a aceleradora tem ao receber novos investidores. Guilherme ainda observou que muitos investidores chegam até a VENTIUR com pouco conhecimento sobre como investir em startups e de que forma poderiam agregar valor a essas empresas por meio de sua mentoria. 

Aulas ao vivo e cases práticos

A Aceleradora VENTIUR está promovendo um curso voltado ao mercado de investimentos em startups. A segunda edição do ‘VENTIUR Investors Experience’, inicia no próximo dia 03 de agosto e se estende até o dia 31, e será ministrado por mentores experientes em processos de investimentos em startups no país. 

As aulas serão transmitidas ao vivo e terão como característica principal a abordagem de cases práticos relacionados ao setor. Além disso, serão oferecidas rodadas de networking entre os investidores, facilitando o aprendizado colaborativo e a identificação de padrões e particularidades.

Sobre os conteúdos abordados, são quatro módulos: ‘Porque, quando e como investir em startups’, ‘Criando sua tese e começando na prática’, ‘Do primeiro contato ao Fechamento’, e ‘Acompanhamento e gestão de portfólio’

Ao final da capacitação será realizado ainda um Pitch Day teste para avaliação de três startups. Nessa oportunidade o investidor pode questionar e interagir com as startups e demais investidores, tendo a possibilidade de colocar em prática alguns dos aprendizados e temas abordados durante o curso. 

Como bônus, os investidores ainda acompanham ao vivo um pitch day oficial da VENTIUR. Nessa ocasião 10 ou mais startups apresentam e concorrem para receber aportes financeiros que podem variar entre R$ 200 mil e R$ 1 milhão com os atuais investidores da aceleradora. 

Curso é ministrado por investidores experientes do mercado

A capacitação desta segunda edição, contará com investidores experientes do ecossistema de inovação, dentre eles a executiva Kika Ricciardi. Ela possui uma vasta trajetória executiva no mercado financeiro, com passagens pelo Citi Bank e Deutsche Bank. Ela também é investidora anjo e conselheira em diversos boards, sendo que recentemente assumiu também uma posição no conselho da VENTIUR. 

Além dela, a capacitação contará com outros nomes como o de Anderson Diehl – investidor anjo que acumula em seu portfólio 73 startups e cinco exits. Diehl também foi finalista por quatro anos seguidos (2018 a 2021) na categoria investidor anjo do prêmio Top 10 Startups Awards da Associação Brasileira de Startups (ABStartups). Os alunos também terão aulas com o Head de Corporate Venture Capital (CVC) da Meta Ventures, Márcio Flores. Ele possui longa trajetória em empresas de Software como Meta, HP, Nextcode e Zup, e é conselheiro de startups. 

O aumento dos investimentos em startups nos últimos anos pode estar relacionado a diversos fatores, dentre eles a volatilidade do mercado e a queda da taxa de juros. Esse último ponto leva muitos investidores a buscarem ativos mais arriscados, porém mais rentáveis, como é o caso dos aportes financeiros em negócios inovadores. 

Sobre a VENTIUR

Criada em 2013, a VENTIUR é uma das principais aceleradoras de startups do Brasil e está sediada no polo tecnológico Tecnosinos, em São Leopoldo/RS. Seu processo de aceleração potencializa a atitude empreendedora, estimulando a capacidade de execução, experimentação e co-criação. 

A VENTIUR já investiu em mais de 75 negócios inovadores, avaliados em mais de R$ 400 milhões. Esses empreendimentos pertencem aos segmentos de tecnologia, serviços, saúde, agronegócio, dentre outros. Além dos negócios que receberam aporte, outros cinco mil foram avaliados pela aceleradora ao longo destes nove anos de atuação.
A VENTIUR ainda contabiliza um total de oito exits – expressão que se refere ao desinvestimento de sucesso da participação nas startups. Isso acontece quando o novo negócio é adquirido por outra empresa/organização de maior porte. Para saber mais sobre os programas de aceleração e investimento em startups da VENTIUR, acesse o site www.ventiur.net.

VENTIUR irá acelerar startups através do Grupo de Investidores Biopark

Biopark + Ventiur

Incentivar o empreendedorismo por meio da aceleração de novos negócios no oeste Paranaense – esse é o objetivo do Grupo de Investidores Biopark, iniciativa liderada pela VENTIUR em parceria com a Fiasul e a Beagle Participações (veículo que viabiliza o investimento dos sócios da empresa Prati Donaduzzi). Os aportes financeiros do Grupo, que terá como foco investimentos em startups dos segmentos de saúde, TI e agronegócio e o volume financeiro total do Grupo soma um montante de R$ 5 milhões.

O chamado kickoff do projeto (o pontapé inicial) ocorreu no dia 19 de maio em um café da manhã realizado no Biopark, e que reuniu mais de 20 investidores que participam do grupo. Na oportunidade ocorreu o lançamento oficial do Grupo de Investidores e do processo de seleção das startups. Inicialmente os recursos deverão ser aportados em empresas que já estejam no mercado com seu modelo de negócio validado e pelo menos já com alguns clientes. Segundo o diretor de operações da VENTIUR, Guilherme Kudiess, cada nova startup receberá em média um aporte na faixa de R$ 500 mil, podendo chegar até R$ 1 Milhão com co-investimento da rede. 

Os novos empreendimentos passarão por um processo seletivo, o qual já está acontecendo nestes meses de junho e julho, sendo que as principais empresas passarão para a etapa de aceleração. Paralelamente ao processo de escolha dessas startups, a equipe da Aceleradora conduzirá um curso voltado aos investidores. 

“Além de aportar recursos nas startups da região oeste paranaense, a intenção é atrair negócios de outras regiões para desenvolver o ecossistema local”, observou Kudiess. 

Dando continuidade ao cronograma de trabalho, em agosto está previsto o início da primeira turma de aceleração e o aporte inicial de investimentos. Já para setembro, está prevista nova seleção de negócios e a continuidade do processo de aceleração com as startups já selecionadas nas etapas anteriores. 

Biopark: Novas startups receberão aporte financeiro e smartmoney 

Além do aporte financeiro, o modelo de aceleração conduzido pela VENTIUR entrega à startup o chamado smartmoney, que são seus conhecimentos especializados em gestão, os quais incluem administração, marketing, vendas, finanças, dentre outros temas relacionados à inteligência estratégica de um negócio. Em muitos casos, o ‘dinheiro inteligente’ é fundamental para consolidar o modelo de negócio dessa nova organização, pois o investidor agrega mentoria e experiência de mercado.

Para Guilherme Kudiess apenas o recurso financeiro muitas vezes não é suficiente para auxiliar o empreendedor – é preciso agregar à gestão de sua startup conhecimentos técnicos de mercado, o que é justamente o papel da VENTIUR por meio de sua rede de conexões. O investimento em startups é de longo prazo e pode demorar para gerar liquidez aos investidores, mas a estimativa é um retorno de dez vezes o valor do investimento entre cinco e sete anos. 

“Além dos investidores principais, temos outros 20 empresários da região que se uniram para investir em startups”, revelou Kudiess. Ao aportar recursos em um negócio inovador, o investidor também se conecta diretamente ao propósito dos empreendedores. Esse movimento auxilia os novos empresários a estruturar melhor seus processos, conectando com potenciais clientes, e se transformar em negócios de crescimento exponencial. 

Parceria com o Biopark vinha sendo estruturada desde 2020

Guilherme Kudiess, lembrou que antes mesmo do lançamento do Grupo de Investidores, desde 2020 a parceria entre VENTIUR e Biopark já vinha sendo estruturada. Em outubro do ano passado foi aprovado pelo conselho do parque tecnológico a criação do grupo de investidores. 

“Esse grupo é um marco para àquela região, que até então não possuía muitas iniciativas locais para investimentos em startups. O apoio da Fiasul, Prati Donaduzzi e Biopark e reforçam a credibilidade para atrair boas startups e assim termos sucesso nos negócios investidos”, enfatizou o diretor de operações da VENTIUR. 

Biopark-Luiz-Donaduzzi
Fundador do Biopark, Luiz Donaduzzi.

Criado em 2016 o Biopark está localizado em uma área de mais de 5 milhões de metros quadrados na cidade paranaense de Toledo. Além do parque tecnológico, a iniciativa abriga setores planejados para áreas residenciais, comerciais e industriais. 

“O Biopark, desde o início, tem um objetivo que eu diria que é maternal, abraçando o empreendedor e dando o suporte para que ele cresça. Empreender no Brasil é muito difícil, é quase impossível, as empresas quebram por uma série de problemas e a gestão é o maior deles”, comentou o fundador do Biopark, Luiz Donaduzzi.

O Grupo Biopark se soma a outros veículos de investimento ativos da Aceleradora – VENTIUR Hélice (iniciativas inovadoras da serra gaúcha; VENTIUR Fundo 20 (tecnologia global no Vale dos Sinos), VENTIUR AgTech (soluções para o agronegócio), Comunitá e PradoTech. Se quiser conhecer melhor cada um deles acesse nosso site

VENTIUR está ampliando sua operação em nível nacional

Movimentos com este fazem parte do processo de expansão da VENTIUR em nível nacional. Recentemente foram selecionadas posições para comporem os times de seleção de startups e marketing nos estados do Paraná, Tocantins, Maranhão e Amapá. Além disso, também chegamos recentemente a São Paulo, onde nosso escritório na capital paulista começou a funcionar em abril junto à sede de nossa parceira de investimento, a Stefanini.

Até então nossa presença ficava mais restrita ao Rio Grande do Sul, estado que concentra 62% das startups de nosso portfólio – e as principais parcerias com universidades e grupos de investimento. Além das iniciativas das quais falamos acima, a VENTIUR, também está liderando outros importantes projetos na área de inovação e aceleração de novos negócios em diversos segmentos da economia nacional. 

Um exemplo disto é a parceria com o Sebrae, que tem como objetivo incentivar o empreendedorismo na Amazônia. O processo de aceleração está sendo conduzido pela VENTIUR no âmbito do programa InovaAmazônia – iniciativa do Sebrae que visa a fomentar a bioeconomia. O projeto contempla empreendedores dos estados do Tocantins, Amapá e Maranhão, que receberão aportes financeiros do Sebrae, por meio de uma bolsa de estimulo à inovação. 

Essas ações têm como foco colocar o Brasil em posição de fomentador de negócios sustentáveis. A iniciativa deverá impulsionar a bioeconomia local da região amazônica, incentivando um total de 350 negócios regionais a colocarem em prática ações voltadas ao progresso econômico aliada à inovação e sustentabilidade. 

Investimos no empreendedorismo brasileiro desde 2013

Se você também tem um negócio inovador e gostaria de impulsioná-lo, nós da VENTIUR podemos te ajudar. Oferecemos diferentes níveis de serviço, sendo que alguns destes têm focos de atuação e condições de investimento específicos. O suporte qualificado da VENTIUR poderá fazer toda a diferença entre o sucesso e o fracasso de sua startup.

Além do investimento financeiro, os empreendedores recebem mentoria com foco em resultados práticos, o chamado smartmoney, a qual permite a modelagem e ampliação do negócio. Com foco em resultados práticos, contamos com uma equipe de mentores qualificados, os quais transmitem conhecimento valiosos nas mais diferentes áreas de mercado.

Desde 2013 já investimos em mais de 70 negócios inovadores, somando aportes na casa dos R$ 25 milhões. Para mais informações sobre nossos programas de aceleração e investimento em startups, entre em contato com nossa equipe.

Você sabe como investir em uma startup? Nós podemos te ajudar!

Você sabe como investir em uma startup?

Se perguntar hoje, você saberia como investir em uma startup? Saiba que, apesar de todas as incertezas causadas pela pandemia da Covid-19, estes negócios inovadores estão entre os investimentos preferidos pelos brasileiros. Essa tendência pode ser explicada por fatores como a volatilidade do mercado e a queda da taxa de juros, o que levou investidores a buscarem ativos mais rentáveis, ainda que estes mais arriscados que os tradicionais para aportarem suas reservas financeiras. Mas afinal: você sabe quais são as vantagens de investir em uma startup? E, especialmente, como investir em uma startup? Vamos detalhar um pouco mais sobre essa tendência de mercado nesse artigo e quais suas vantagens.

Como já falamos aqui mesmo no blog, os investidores iniciais são estratégicos para a consolidação de um novo negócio, pois eles são a base de apoio do empreendedor. Além do aporte financeiro, eles entregam à startup o chamado smart money, que são seus conhecimentos especializados em gestão de negócios. Essa expertise é fundamental para capacitar os empreendedores em áreas como administração, marketing, finanças, dentre outras relacionadas à inteligência estratégica de um negócio. 

Em muitos casos, o ‘dinheiro inteligente’ é fundamental para consolidar o modelo de negócio dessa nova organização, pois o investidor agrega mentoria e experiência de mercado, além de networking qualificado. No entanto, quem for investir em uma startup precisa ter em mente que a principal característica desse modelo é a rentabilidade de futuro, a médio/longo prazo – essa é a principal diferença com relação aos investimentos tradicionais como é o caso da renda fixa. 

Especialistas do setor estimam que os primeiros resultados em investimentos de risco como como é o caso do aporte em startups possa surgir somente após um período entre seis e oito ano depois dos aportes iniciais. Abaixo vamos falar um pouco mais sobre as formas de investimento existentes no mercado para este segmento.

E quais são as formas de investir em uma startup?

Como falamos acima os aportes em negócios inovadores estão em alta. No entanto para que você possa investir em startups, é preciso conhecer primeiramente cada um dos modelos disponíveis no mercado, e verificar qual está mais aderente ao seu perfil de investidor. Inclusive nós da VENTIUR podemos te auxiliar nessa questão. Isso porque existem diferenças entre os tipos de aportes financeiros que você poderá fazer como veremos a seguir: 

Corporate Venture Capital (CVC)

Esse modelo pode ocorrer por meio da aquisição de participação minoritária, onde o controle permanece com os empreendedores (falaremos um pouco mais desse modelo ainda nesse texto).

Venture Capitals (VCs)

Investem em startups que já aprovaram seu modelo de receita e optam por negócios em estágios mais avançados.

Private Equity

Essa modalidade diz respeito aos fundos que investem diretamente nas empresas, considerando métricas financeiras, como o EBITDA (sigla em inglês para Earnings before interest, taxes, depreciation and amortization) – indicador que mede a geração de recursos brutos de uma empresa, sem contar o desconto de eventuais impostos e lucros de investimentos.

Crowdfunding (investimento coletivo)

Consiste na troca de participação societária por aporte de recursos, onde o capital mínimo acaba sendo menor que os valores tradicionais, e permite que mais pessoas possam investir. Inclusive a Raks, startup acelerada pela VENTIUR, está em nova rodada de captação por meio deste tipo de investimento.  

Investidores-anjo 

Investem seu próprio capital em startups em estágio inicial, atuando de maneira ativa para agregar valor estratégico para esses negócios.

CVC aposta na inovação corporativa para incentivar a investir em startups

O Corporate Venture Capital pode ser feito ainda por meio da aquisição de controle parcial/total da organização. Cabe salientar que existem CVCs especializados em investimento para startups de estágio inicial e aqueles destinados a empresas mais avançadas.

Outra particularidade deste modelo de investimento em capital de risco, é que este é passível de falhas no processo. Nesse contexto é preciso mitigar o risco e definir estratégias para contornar eventuais problemas durante a trajetória. Porém, é preciso ter clareza que apenas algumas das apostas poderão trazer resultados relevantes – e são justamente essas que irão compensar o desempenho não tão satisfatório das demais que estão sendo investidas.

Como investir em uma startup?
Relação entre investidores e startups são mais próximas, estabelecendo conexões que geram impacto financeiro e intelectual nos negócios.

Ainda quando falamos de estratégia para as empresas, quando estas realizam um aporte financeiro deste tipo, buscam identificar sinergia com o seu novo investimento. Essa conexão permite que a organização estabelecida busque na startup alternativas para eficientizar seu processo e, dessa maneira, ampliar seu volume de negócios e/ou ramo de atuação.

Projeções da Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (ABVCAP), indicam que a indústria de CVC deve crescer ainda mais no País nos próximos anos. “Isso acontecerá porque as iniciativas de CVC irão equilibrar o desejo de grandes empresas por resultados imediatos e estratégias de longo prazo”, comentou Rosario Cannata, coordenador do Comitê de CVC da ABVCAP.

Startups devem seguir na preferência dos investidores 

Em 2021 os investimentos em startups atingiram recorde histórico – US$ 9,4 bilhões foram investidos em startups do País, segundo relatório Inside Venture Capital, da plataforma Distrito. Esse montante é mais do que o total recebido nos cinco anos anteriores somados. O levantamento indica que grande parte desse montante se deve ao aumento do interesse de grandes gestoras globais de capital de risco pela América Latina, em especial pelo Brasil. 

Por aqui o setor de fintechs foi o que recebeu o maior volume de investimentos de Venture Capital (VC) no ano passado – US$ 3,7 bilhões foram aplicados em startups de serviços financeiros. Nesse contexto, ocorreram os chamados mega rounds  (investimentos acima de US$ 100 milhões em startups), tendo o Nubank recebido a cifra de US$ 1,15 bilhão em aportes financeiros.

No ano passado se destacaram os chamados ‘unicórnios’ – startups avaliadas em mais de US$ 1 bilhão. Hoje o Brasil tem 20 unicórnios, sendo que entre os mais conhecidos estão, além do próprio Nubank, IFood, 99 Pop, Loggi, Gympass e PagSeguro. E as projeções para os próximos anos seguem bastante otimistas. 

Expectativa da Associação Brasileira de Startups (ABStartups) é que o Brasil possa alcançar o número de 100 unicórnios (startups avaliadas em mais de US$ 1 bilhão) até 2026. Em todo o mundo, o volume de aportes financeiros em startups em 2021 chegou a US$ 621 bilhões – aumento de de 111% em relação ao ano anterior. 

VENTIUR já investiu em mais de 70 startups!

A VENTIUR é uma das principais aceleradoras de startups do Brasil e está sediada no polo tecnológico da Unisinos, o Tecnosinos, em São Leopoldo/RS – nosso processo de aceleração potencializa a atitude empreendedora, estimulando a capacidade de execução, experimentação e co-criação. Carregamos a inovação em nosso DNA e buscamos mais do que bons negócios, ótimos empreendedores dispostos a impactar o mercado. 

Desde 2013 já investimos em mais de 70 negócios inovadores, avaliados em mais de R$ 300 milhões, e avaliamos mais de 3,5 mil startups de diversas regiões brasileiras – também contabilizamos um total de quatro exits até o momento (processo que ocorre quando uma startup é vendida a outra empresa). Atualmente estamos com processo de seleção em curso, o #GoHard15, onde iremos selecionar novas startups para receberem aportes financeiros.

Ainda falando em números, já captamos e investimos R$ 25 milhões, e contamos com mais de 200 investidores e 80 mentores. Para obter mais informações sobre os programas de aceleração e investimento em startups da VENTIUR, pode entrar em contato com nossa equipe. Para ficar atualizado sobre as notícias e tendências sobre empreendedorismo e inovação, siga a Ventiur nas redes sociais.

VENTIUR e Sebrae desenvolvem programa de acesso a capital

VENTIUR e Sebrae desenvolvem programa para aceleração de startups

Através de programa de acesso a capital, parceria inovadora entre a VENTIUR e o Sebrae-SP está auxiliando startups a atraírem recursos financeiros para os seus empreendimentos por meio de Venture Capital (VC). O chamado programa Delta Capital deve capacitar de forma gratuita, por um período de dois anos, ao menos mil empresas para receberem aportes dos principais fundos de investimento brasileiros.

Pesquisa do Sebrae em parceria com a Finep apontou que 58% das startups não sabem quais são as formas de captação de recursos para seus empreendimentos, como investidor-anjo, capital semente, venture capital, investimento coletivo (crowdfunding), subvenções e editais de fomento. No entanto, foi apurado que 55% delas necessitavam de crédito na pandemia de Covid 19 para o desenvolvimento de produto, serviço ou processo novo, e acabaram não sabendo como captar tais recursos.

Além dos aportes financeiros, o Delta Capital deverá oferecer ferramentas importantes para que os empreendedores possam criar a cultura de inovação em seus negócios. Nessa primeira fase do programa de acesso capital, que iniciou em setembro, um total de 132 startups se inscreveram. Destas, 90 foram selecionadas para receberem um diagnóstico por parte das equipes do Sebrae-SP e da VENTIUR, com o objetivo de identificar o seu grau de maturidade.

Esse mapeamento foi realizado com base nos principais critérios analisados pelos fundos de investimento, com objetivo de entender melhor as fragilidades da empresa e ajudá-la de maneira assertiva a buscar os aportes financeiros. Após a primeira seleção, 67 negócios considerados em fase inicial foram encaminhados para outros programas de mentoria do Sebrae, para que possam estruturar melhor seu modelo de negócio. O restante das startups (23) foi escolhida para receber a assessoria individual e permanecer no programa em parceria com a VENTIUR.

Empreendedores recebem capacitação completa nos programas de acesso a capital

Os empreendedores selecionados para esta segunda etapa recebem uma capacitação completa, que inclui desde a estruturação de processos internos até a formatação do processo de vendas. Esse trabalho passa ainda pelo desenvolvimento de estratégias eficazes de marketing e a criação das chamadas redes de parceria.

Durante essa fase, devem ser identificados – e propostos pontos de melhoria – para que as startups estejam prontas para se conectarem com investidores dos principais fundos de investimento do país. O trabalho está sendo conduzido pela equipe de mentores da VENTIUR, os quais deverão agregar conhecimento e experiência de mercado aos empreendedores. As startups também estão participando de meetups com empreendedores e investidores, além de workshops, eventos com temáticas relacionadas a Venture Capital, Corporate Venture Capital (CVC), empreendedorismo e inovação.

Além de terem contato direto com os fundos de investimento, o programa proporciona ainda visibilidade e troca de conhecimento entre os empreendedores. Ao final da trilha de mentorias e capacitações, algumas startups podem ter a oportunidade de reuniões individuais com os gestores dos Venture Capital – falaremos melhor dessa modalidade de investimento de risco logo abaixo no texto – e poderão até mesmo receber aportes financeiros.

Para capacitar as startups, a VENTIUR está aplicando sua metodologia de aceleração de novos negócios, o qual potencializa a atitude empreendedora, e estimula a capacidade de execução, experimentação e co-criação. Desde 2013, a VENTIUR já investiu em mais de 70 negócios inovadores, avaliados em mais de R$ 300 milhões. Além disso, mais de três mil startups de diversas regiões brasileiras foram avaliadas, e a Aceleradora contabiliza um total de quatro exits – expressão que se refere ao ponto de saída de uma startup. Isso acontece quando o empreendimento é adquirido por outra empresa/organização de maior porte.

Programa de acesso a capital fomenta à inovação

O Delta Capital é a primeira ação de uma série de iniciativas voltadas para o fomento da inovação financeira e para o acesso a capital promovidas pelo Sebrae-SP. Ele é um braço de outro programa de fomento à inovação do Sebrae-SP, o Delta Fintech. Durante a execução do trabalho, os participantes estão sendo capacitados em três categorias distintas: eventos, conteúdo e mentorias.

O lançamento oficial do programa ocorreu em setembro deste ano, e contou com um painel de debates entre investidores e as equipes do Sebrae e da VENTIUR. Na pauta, diversos temas relacionados ao ecossistema de inovação, o que inclui as expectativas dos fundos de venture capital com relação aos empreendedores brasileiros, qual é o momento certo para atrair investidores e quais teses de investimento são mais frequentes. O programa também entrega conteúdos qualificados aos participantes, o que inclui e-books educacionais, panoramas sobre investimentos e mapeamento de fundos.

Ainda está prevista a elaboração de um livro, o qual deverá reunir os cases e as experiências coletadas ao longo do programa. Em janeiro, o Delta Capital deverá selecionar novas startups dos segmentos Deep Tech e AgTech para comporem o programa. O primeiro tipo atua no desenvolvimento e soluções disruptivas para áreas como biotecnologia, engenharia, arquitetura de dados, genética, dentre outras, enquanto que as AgTechs entregam soluções tecnológicas para o agronegócio.

Investimentos em startups bateu recorde em 2021

Como já falamos em outro texto aqui no blog, apenas no primeiro semestre do ano, US$ 5,2 bilhões foram investidos em startup, conforme o relatório Inside Venture Capital, da Distrito. Este é um recorde histórico, pois superou em 45% os aportes financeiros feitos em startups durante todo o ano de 2020.

Grande parte destes aportes foi realizado por meio do chamado Corporate Venture Capital (CVC). Essa modalidade de inovação aberta tem crescido consideravelmente nos últimos anos, e têm possibilitado a criação de novos modelos de negócio. Estudo Corporate Venture Capital Report 2021 indica que apenas entre janeiro e julho de 2021, o volume de aportes de fundos de CVC no país alcançou a cifra de US$ 622 milhões – número três vezes maior que o valor investido em todo o ano passado.

Um dos objetivos do Delta Capital é justamente aproximar as startups dos fundos de investimentos. Além de diversificar seus investimentos e aumentar sua fonte de renda, ela permite que as organizações já estabelecidas possam ter acesso às tendências de inovação presentes no mercado. Nessa modalidade de investimento, a empresa pode optar por realizar um aporte diretamente na startup ou investir em fundos de investimentos que tenham esse objetivo.

Entenda como é o financiamento por Venture Capital

Os chamados Venture Capitals (VCs) investem em startups que já aprovaram seu modelo de receita. Com foco nos fundadores dessas empresas, de forma geral, os VCs analisam de maneira mais criteriosa o desempenho daqueles negócios e optam por aportar naqueles que se encontram em estágios mais avançados.

Mesmo assim, de uma forma geral, os fundos de Venture Capital investem em empresas de médio porte, as quais já possuem um faturamento expressivo, mas que ainda necessitam alavancar seu crescimento. Com o aporte financeiro, o objetivo é ajudar essas empresas a expandir e alcançar o seu potencial máximo, atingindo a escalabilidade de produto.

Dados da Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (ABVCAP) e da consultoria KPMG, indicam que os investimentos de VCs saltaram de R$ 58 milhões em 2020 para R$ 139,8 milhões, apenas no primeiro semestre deste ano – em plena crise sanitária causada pela Covid 19. Os setores que mais receberam aportes foram serviços financeiros, TI, comunicação, saúde e varejo.

Quer saber mais sobre os programas de aceleração e investimento em startups da VENTIUR? Então entre em contato com nossa equipe. A VENTIUR é uma das principais aceleradoras de startups do Brasil e está sediada no polo tecnológico da Unisinos, o Tecnosinos, em São Leopoldo/RS.

Aclamadas pela comunidade científica, as Deep Techs estão sob o mesmo guarda-chuva de empresas criadas a partir de disrupções em áreas como biotecnologia, engenharia e arquitetura de dados, genética, matemática, ciência da computação, robótica, química, física e tecnologias mais sofisticadas e profundas. São startups que propõem inovações significativas para enfrentar grandes problemas que afetam o mundo.

 

Por mais que tentar chegar a uma definição possa parecer um exercício bastante ousado, quando falamos de uma área de tamanho conhecimento e aplicação, negócios que se enquadram dentro deste conceito, tratamos de soluções com alto valor agregado, que irão impactar positivamente não só um grupo determinado específico de pessoas, mas que podem mudar o mundo.

 

Para fomentar ainda mais o setor e auxiliar nesse crescimento, o Delta Capital abriu inscrições para selecionar Deep Techs. A chamada inicia dia 22/11 e vai até 10/12, não perca tempo e inscreva-se aqui!

 

 Em breve conheceremos as iniciativas selecionadas.