Open banking consolida transformação digital

open banking

Em vigor desde o dia 13 de agosto, a segunda e mais importante etapa do chamado open banking – ou sistema financeiro aberto, em livre tradução do inglês – deve contribuir ainda mais para a transformação digital no País. Mais inovador que o sistema de pagamentos instantâneos, o já conhecido Pix, esse modelo permite que os clientes possam compartilhar seus dados cadastrais entre diferentes financeiras autorizadas pelo Banco Central.

A possibilidade de compartilhamento de dados até então não existia, ficando as informações restritas ao banco ou fintech de origem do cliente. No entanto, a nova medida permite que todo o histórico financeiro de um consumidor, seja ele pessoa física ou jurídica, construído ao longo de anos, esteja disponível a todas as instituições financeiras.

Dentro desse contexto, ao permitir que outros bancos acessem seus dados cadastrais, o que inclui nome completo, CPF/CNPJ, telefone, endereço e informações de transações relativas aos produtos e serviços de suas contas, o cliente poderá ter acesso a ofertas mais atrativas de crédito. A iniciativa irá acirrar ainda mais a concorrência entre as instituições financeiras, e deve contribuir, consequentemente, para a redução de custos bancários, segundo estimativa da FecomércioSP.

Empresas poderão ter acesso a crédito mais barato com o open banking

Na prática o open banking irá possibilitará que o empreendedor tenha maior controle sobre as finanças de seu negócio, tendo em vista que ele poderá conhecer novas soluções de crédito, investimentos e outros produtos, ele terá mais assertividade na hora da decisão. Ao comparar as opções e condições disponíveis no mercado, ele poderá melhorar o fluxo de recursos, e manter um relacionamento diversificado com instituições que oferecerem as condições mais adequadas ao seu empreendimento.

Além disso, a expectativa é de que o empreendedor tenha menos burocracia e taxas de juros menores para a antecipação de recebíveis, levando em conta que o mercado passa a dispor de mais ofertas de crédito. Esse é um dos pontos mais relevantes para os empreendedores que precisam de recursos imediatos para o fluxo de caixa. Com o open banking, o empresário poderá evitar a contratação de outras modalidades de crédito ou, até mesmo, utilizar o cheque especial – modalidade de empréstimo bancário mais cara do mercado, com juros de 124,9% ao ano.

Na fase 1, a qual teve início em fevereiro deste ano, quando ocorreu a abertura dos dados das instituições participantes, seus canais de atendimento e os produtos e serviços que oferecem, o que inclui contas de depósito à vista, poupança, pagamento e operações de crédito. No entanto, essa etapa ainda não envolvia o compartilhamento de dados de clientes, o que está ocorrendo a partir de agora.

Menos burocracia e mais agilidade para os negócios

Ainda sobre a redução de burocracia, com o open banking a etapa de análise do tempo de abertura de conta para liberação de determinados produtos e serviços, deve ser eliminada – o que passa a contar mesmo é o histórico financeiro do cliente, o qual estará disponível para as demais instituições autorizadas. Com o compartilhamento de dados, as instituições poderão realizar uma análise mais criteriosa, o que deve contribuir para a diminuição do spread bancário – diferença entre o custo que o banco paga para captar recursos e o quanto ele cobra nas operações de crédito feitas pelas empresas.

A medida, que tem regulação do Banco Central, trabalha por meio de APIs (interfaces de programação de aplicações), as quais fazem a conexão entre as instituições participantes e permitem a troca de informações entre elas de uma maneira padronizada. Cabe salientar que é obrigatória a participação dos grandes e médios bancos brasileiros classificados no segmento S1 – porte igual ou superior a 10% do Produto Interno Bruto, ou que exerçam atividade internacional, e do segmento S2 (porte inferior a 10% e igual ou superior a 1% do PIB. Para as demais instituições, a participação é facultativa. 

Escopo do open banking prevê ainda outras duas fases

A próxima  fase, a terceira de um total de 4, passa a vigorar em 30 de agosto, com o início dos pagamentos e propostas de crédito. A partir desta data, por meio de um aplicativo único, os clientes poderão realizar transações de pagamento e encaminhamento de proposta de operação de crédito em diferentes instituições. Nesta etapa o cliente poderá realizar uma transação de pagamento em sua conta sem a necessidade de acessar o ambiente da instituição financeira – home banking ou aplicativo. Essa fase ainda prevê o envio e contratação de propostas de crédito de outras instituições.

A etapa seguinte (4), marcada para 15 de dezembro, envolve informações relativas a seguros, previdência, investimentos e câmbio. Depois dessa data, dados sobre estes outros serviços financeiros passam a compor a estrutura do open banking. Dessa forma, os clientes que autorizarem podem compartilhar informações desses produtos/serviços, o que inclui ainda conta-salário e previdência complementar. Também está previsto um cronograma para o próximo, quando outras funcionalidades deverão ser liberadas gradualmente. 

Estas, por sua vez, incluem compartilhamento de serviços financeiros, como transferências, pagamentos por boleto, previdência, investimentos e câmbio. A conclusão deve ocorrer apenas no final de setembro de 2022 com o compartilhamento de serviços de débito em conta. Por último cabe ressaltar que não será cobrado nenhum valor do cliente pelo compartilhamento dos dados, e ao cliente é permitido cancelar a autorização quando desejar. 

Open banking: oportunidades para fintechs 

Essa inovação no setor financeiro pode ser uma ótima oportunidade de crescimento para as fintechs – startups ou empresas que desenvolvem produtos financeiros totalmente digitais. Segundo a consultoria KPMG, três segmentos de tecnologia, em especial, podem ser aproveitados por estas empresas. 

O primeiro deles se refere à soluções de front-end – nesse ramos as fintechs poderão desenvolver experiências diferenciadas e facilitadas de navegação para que os clientes acessem os serviços e soluções dos bancos. Outra tendência de negócios pode ser a segmentação de produtos. Nesse caso, empresas que desenvolvam produtos e serviços focados em entender as necessidades do cliente, deverão ter sucesso. Por fim, serviços de infraestrutura também poderão gerar ótimas oportunidades, conforme estudo da KPMG. Nesse contexto, as fintechs poderão auxiliar as empresas a escalarem seus produtos e eficientizar a gestão de seus dados e produtos, prestando serviços de infraestrutura e back-end de todo o sistema.


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Ecossistemas de Inovação: O que são, quais seus benefícios e como criá-los?

ecossistema de inovação

O que são ecossistemas de inovação?

 

            Ecossistemas de inovação são ambientes que promovem articulações entre diferentes atores que enxergam a inovação como força motriz para o desenvolvimento social e econômico.

            Observando analogamente, da mesma forma que ambientes colaborativos dentro de organizações (com equipes de múltiplas habilidades e capacidade de cooperação entre si) estimulam melhores resultados, obtêm-se também melhores resultados da interação de diferentes empresas entre si, respaldadas por todos os atores que compõe a sua rede.

            A palavra ecossistema dentro da biologia significa um conjunto de comunidades que colaboram entre si para a sobrevivência e desenvolvimento de todas. O mesmo ocorre quando empresas de tecnologia e sociedade se unem para fortalecer um ao outro. Embora possa ocorrer de maneira natural, é comum que essa sinergia seja inicialmente promovida por um ou mais agentes que trabalham com esse propósito até atingir-se o ponto em que o ecossistema irá se auto-gerenciar horizontalmente, da forma que vemos em grandes expoentes como Estados Unidos e Israel.

            Em suma, ecossistemas de inovação são polos que reúnem infraestrutura à capital humano e financeiro para favorecer ambientes de pesquisa e desenvolvimento que buscam solucionar dores latentes de mercado, criando novos produtos, serviços e projetos que atendam à tais necessidades.

 

Quem é responsável pelos ecossistemas de inovação?

 

            Um ecossistema de inovação é formado pela colaboração de diversos agentes como aceleradoras, startups, fundos de venture capital, parques tecnológicos, grandes empresas de tecnologia, associações, governo e universidades que trabalham com o mesmo propósito.

            Analisando as grandes inovações das últimas décadas, nos mais diversos setores, evidencia-se que as startups são agentes fundamentais dentro desse ecossistema.

            Conforme Brad Feld detalha no seu livro Startup Communities: Building an Entrepreneurial Ecosystem in Your City (em português, Comunidades de Startups: Construindo um Ecossistema Empreendedor na sua Cidade), para o sucesso de um ecossistema de inovação é importante que o mesmo seja liderado por empreendedores. O autor cunhou seu estudo como a Teoria de Boulder (Boulder Thesis).

            Todavia, segundo o autor, haverá pouco resultado dos empreendedores (leaders) sem a colaboração dos feeders (fomentadores), que dentro desse sistema são todas as outras instituições citadas anteriormentes que precisam apoiar essa liderança empreendedora para que haja desenvolvimento de todo o ecossistema.

 

Quais os benefícios de um ecossistema de inovação?

 

            Empresas que cooperam entre si crescem mais rapidamente e adquirem vantagens competitivas frente àquelas que precisam passar por toda curva de aprendizado sozinhas. A palavra chave do sucesso é colaboração.

            Podemos citar diversos exemplos de dores comuns, porém a captação de talentos, que é um desafio de todas as empresas que precisam escalar seus negócios, se destaca. Um ecossistema de inovação sólido atrai talentos que buscam impulsionar suas carreiras em ambientes que estão em constante desenvolvimento.

            Aqui entra uma conexão importante entre universidades com parques tecnológicos que podem trabalhar juntos em programas de estágio e início de carreira para que os melhores acadêmicos saiam dessas instituições de ensino encaminhados para dentro desse ecossistema.

            Todavia, mesmo colaboradores maduros valorizam o aprendizado, reconhecimento de seus pares e até o status de trabalhar dentro de grandes empresas de base tecnológica ou de startups com inovações disruptivas.

 

Modelos de Ecossistema de Inovação

 

            Para um compreendimento mais completo sobre o tópico, podemos somar a Teoria de Boulder a outro modelo de ecossistema de inovação chamado de Rainforest e aos 9 Pontos de Isenberg.

            Em um artigo publicado pela Harvard Business Review, o autor propõe alguns comportamentos importantes para o desenvolvimento de um ecossistema de inovação. Esses comportamentos foram chamados de 9 Pontos de Isenberg e incluem posturas como:

  • Parar de emular o Vale do Silício;
  • Focar em mudanças culturais locais;
  • Apoiar o crescimento orgânico;
  • Basear a construção do ecossistema nas potencialidades da região;
  • Engajar o setor privado a participar colaborativamente;
  • Reformar marcos legais, burocráticos e regulatórios.

            O estudo na íntegra pode ser acessado aqui: How to Start an Entrepreneurial Revolution.

             Trazendo à pauta outra referência muito importante no conceito de ecossistemas de inovação, temos a abordagem Rainforest, de Victor Hwang. O estudo publicado em 2012 faz uma analogia dos ambientes de inovação com flores tropicais: ecossistemas vivos, não-uniformes, altamente colaborativos, flexíveis, em constante transformação e evolução, sem controle absoluto. Dentro dessa ecologia, todos os agentes citados anteriormente co-existem, fertilizando e nutrindo-se do mesmo ambiente.  Na visão do autor, esse contexto é premissa para a inovação.

            Dentre diferentes tópicos que o livro aborda, observa-se que para o sucesso de um ecossistema é importante que grandes ideias sejam distribuídas em pequenas etapas – o processo de execução é que faz a diferença – e que esse ambiente seja rico em pessoas com i) talento; ii) novas ideias, iii) capital (aceleradoras e fundos).

            Outra análise importante que o autor discorre é sobre a importância de espaços físicos, tendo em vista que a proximidade das pessoas gera colisões e essas colisões geram inovações. Levando essa abordagem em consideração, as próprias premissas de ecossistema de inovação estão sendo re-discutidas em tempos de isolamento social e já podemos visualizar sinais de novos modelos de ambientes muito mais descentralizados.

            Para uma leitura mais detalhada, o livro pode ser adquirido aqui: The Rainforest Blueprint: How to Design Your Own Silicon Valley.

 

Conclusão

 

            Ecossistemas de inovação são ambientes que promovem articulações entre diferentes atores que enxergam a inovação como força motriz para o desenvolvimento social e econômico.

 

            Assim como florestas, diferem entre si quanto sua fauna e flora, ecossistemas de inovação também devem. Embora haja muita similaridade entre elas, cada ambiente possui suas premissas locais que precisam ser entendidas e usadas a favor do seu desenvolvimento.

 

“No fim do dia, tudo é sobre pessoas. Ecossistemas que atraem pessoas com talento, que colaboram entre si e se sentem orgulhosas de fazer parte desse ambiente, resolverão quaisquer problemas a que se aventurarem.” – Leonardo Mezzomo

 

 

Quer fazer de um ecossistema de inovação, se conectar com startups e outros investidores?!

Entre em contato conosco!

contato@ventiur.net

Quais os benefícios para as startups a aproximação com grandes empresas?

Por: Carolina Elma Cassel

  Destacou-se no artigo Como criar o espírito de startup em sua corporação?, que muitas grandes empresas já foram precursoras, startups quando esse conceito ainda nem existia. Entretanto, ao longo da caminhada, com o crescimento da corporação, a inovação acaba perdendo espaço para outras preocupações.

  Criar o espírito de startup ou aproximar-se de empresas nascentes é a escolha dessas organizações para recuperar sua essência e disseminar a cultura da inovação. Mas quais os benefícios para as startups a aproximação com grandes empresas? Existem inúmeros, elencados a seguir aqueles que fazem mais sentido no início da criação de uma ideia!

Conhecer as reais dores dos clientes

  Você atende ou pretende atender corporações? Ou clientes dessas empresas? Realmente sabe o que eles necessitam? E de que maneira necessitam? Inverter a lógica de mercado ainda utilizada atualmente pode gerar vantagem competitiva às startups! Em vez de entregar uma solução já pronta ao consumidor, sem saber o que ele realmente sente, busca-se compreender junto com o usuário quais suas dores e necessidades. Então, identifica-se como solucioná-las e posteriormente desenvolve-se os produtos ou serviços, adequados ao seu cliente final. Uma simples inversão de processos pode resultar em um diferencial perante o mercado, já que você será surpreendido por ideias que não teria caso trabalhasse isolado em seu escritório!

Troca de experiências

  Enquanto a startup oferece a empresa o espírito jovem e inovador, as organizações podem apresentar a sua caminhada, elas também já foram pequenas e conhecem os atalhos e armadilhas da trajetória para se chegar ao topo. Contar com a mentoria de diretores, que são experts no assunto, além do suporte de outras áreas da empresa, pode acelerar o processo de inserção no mercado e crescimento. Você será incentivado a pensar sempre além – pensar grande!

Criar um case

  A aproximação de um player com destaque pode servir para apresentar sua ideia ao mercado. Você aceita indicações de amigos? Certamente as empresas também! Dispor de um portfólio com clientes que sejam grandes empresas dá credibilidade a startup, sem contar que o empreendimento já estará sendo visto pelos stakeholders da corporação.

Tenha acesso à investimento

  Caso a startup se aproxime de uma grande empresa, tendo essa sinergia com o seu negócio ou que ela vá solucionar as dores da mesma, há a possibilidade de conseguir investimento com a própria empresa. Em países em que ainda é complexo conseguir investimento para empresas nascentes, como no Brasil, essa pode ser uma boa estratégia! Esse assunto será abordado aqui no blog mais adiante.

  A aproximação pode agregar valor para o negócio de ambas as partes, basta cada um compartilhar o que tem de melhor e selecionar aquilo que lhe serve e será colocado em prática! Tem interesse no assunto? Entre em contato e/ou fique ligado nas novidades divulgadas pela Ventiur, que realiza programas de aceleração corporativa, aproximando startups e grandes empresas!

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Encerramento e premiação da SAP Innomarathon

Por: Carolina Elma Cassel

  No dia 31 de agosto, aconteceu a avaliação das startups participantes da competição SAP Innomarathon, o desafio social promovido pela SAP Labs Latin America e pelo TECNOSINOS. Os competidores tiveram sete minutos para apresentar o seu pitch, já os avaliadores dispunham de três minutos para esclarecer dúvidas, especialmente, sobre o impacto social, progresso, IoT & big data e modelo de negócio, principais quesitos de avaliação. O processo de escolha foi criterioso e demorado, já que startups de alto nível participaram da semi-final, e somente quatro projetos foram selecionados para a final da competição, que aconteceu no dia seguinte.

  Na final da competição o tempo de apresentação foi estendido para dez minutos e o de questionamentos para o mesmo tempo, totalizando vinte minutos. Funcionários da SAP Labs Latin America foram convidados para o evento e escolheram a startup vencedora. O vencedor, que foi anunciado durante o maior evento da SAP para o público universitário, o SAP Techniversity, recebeu um cheque de vinte mil reais e seis meses de incubação, o segundo, terceiro e quarto colocado receberam três meses de incubação na UNITEC, a incubadora tecnológica do TECNOSINOS.

  Durante todo o processo as startups receberam o apoio de negócios da Ventiur, por meio da metodologia WARMUP. Saiba mais sobre a evolução do desafio aqui e sobre o workshop jurídico do qual os empreendedores participaram aqui.

Startups premiadas:

1º lugar: EJR Robótica Educacional

2º lugar: Aldiwa

3º lugar: Doador Online – Banco de Sangue Virtual

4º lugar: Alientronics

Galeria de imagens do evento:

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Pela criação de um futuro customizável e de novas tecnologias

Por: Luiz Henrique Rauber Rodrigues

  Como identificação de uma pedra angular, o mundo data o 2005 e o evento Maker Faire (e a revista Make Magazine), que estimulou com que vários nerds da cultura do “Do It Yourself – DIY/ Faça você mesmo”, saíssem de seus quartos e garagens e fossem lá expor o que produziam e aprender mais. Sobre a cultura DIY, e também este evento, se leva a pensar não é nada novo um movimento para reunir estes nerds, afinal o Apple I foi mostrado para a imprensa pela primeira vez em 1975 por Steve Wozniak e Steve Jobs numa feira de computadores caseiros, a Homebrew Computer Clube, mas hoje é diferente, não é só o nerd que está sendo emponderado a vir à luz.

  Este empoderamento que vem desde 2005 é fruto de um dos grandes movimentos recentes e certamente disruptivo, levando em conta uma evolução histórica e por vezes centralizada, o denominado “maker movemmnet / movimento maker”. Este movimento traz uma mentalidade para que qualquer pessoa possa criar, prototipar, produzir, vender e distribuir qualquer coisa que ela fizer.

  O movimento cultural maker dá uma dinamicidade de “dar o poder” da construção para qualquer pessoa. Isso tem até sido considerado uma nova revolução industrial, pois esta mudando toda uma lógica de produção e venda, de conhecimento e informação, pois o que era centralizado em indústrias, pode ser feito em casa. A abrangência cultural esta atingindo a todas pessoas que tenham interesse nesta cadeia mercantil. Para uma exemplificação simples em 2 tipos de pessoas, consideraremos os nerds e os desingers:

  Um nerd de tecnologia, criou um microcontrolador porque ele queria ou precisava, o arduino (mas poderia ser citado outros muitos);
  Este arduino foi divulgado como hardware livre o que possibilitou que, com baixo custo, outros nerds o copiassem e o utilizando, prototiparam uma impressora 3D;
  Esta impressora num conceito RepRap, foi otimizada por outros nerds e ficou com uma qualidade similar a que é vendida pela indústria, custando bem menos;
  Sabendo disso, um designer que dependia de criar escala e da indústria para produzir seus produtos, comprou uma destas impressoras, e agora a usa para produzir em casa chaveiros que como em pequena escala, são até personalizados;
  Já um outro grupo de nerds que gostam de produção em madeira e não em plástico, otimizaram processos parecidos e desenvolveram uma CNC;
  Agora um outro designer cria e produz cadeiras, quadros, letras e afins em casa, e não mais numa grande madereira que ficava com parte de seu lucro;
  E de nerd pra nerd, de um conceito parecido a CNC, outros nerds queriam mais profissionalismo em suas placas eletrônicas caseiras. Com isso, produziram uma fresadora que é quase auto-replicante como a RepRap. Esta fresadora é utilizada agora até na Universidade para prototipar placas eletrônicas em casa, sem a necessidade de pedir, até para outros países, que façam isso.

  E a cultura maker é totalmente descentralizadora. Outro exemplo dentro deste movimento, e destacado recentemente pela Maker Faire, é de alguém que produziu, sem tecnologia eletrônica, um tipo de horta vertical que facilitou o cultivo de hortaliças e tá mudando o cenário municipal.

  As criações, estimuladas por necessidades ou apenas por curiosidade, tem proliferado esta revolução em todas as dimensões. Ao mercado consumidor a atenção maior está no impacto industrial no presente, mas tem tido até mais impacto no espectro educacional, e por isso, o impacto industrial será futuramente maior, e a indústria precisa aprender sobre esta cultura. Antigamente a criança que desmontava seus brinquedos era até punida por seus pais e afins, mas hoje, é estimulada a fazer isso por eles, e aprende ainda mais a desmontar em sua escola ou em cursos extras. Estas crianças estão aprendendo eletrônica, robótica, programação (…), a cultura de que elas podem criar e fazer. Na educação é preconizado para que a atenção seja muita maior no “processo” do que no “produto”. Esta mudança de foco fará com que estes futuros consumidores, não tenham desejo em comprar um chaveiro pronto, talvez se personalizado… mas sim muito em uma impressora 3D.

Novas ideias para artigos? Criticas e opiniões, envie um e-mail para carolina@ventiur.net.     

 

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 LUIZ HENRIQUE RAUBER RORIGUES | Consultor e professor

Empreendedor, professor, palestrante, pesquisador e afins; Professor no Senac Santa Cruz do Su; Mentor Startupies Weekend; Mestre em Nanociências; Especialista em Gerenciamento de Projetos; Bacharel em Ciência da Computação. Palestrou Campus Party/Latinoware/ Fisl. Interesse principal em software e hardware livre, hackerspaces, startups, DIY, TI Verde, biohacking.

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LIVRO DO MÊS: ORGANIZAÇÕES EXPONENCIAIS

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LIVRO DO MÊS: Organizações exponenciais

Por: George Gallas

O que são organizações exponenciais? O que isso quer dizer? O publicitário Valter Longo defende que o cérebro humano tem a tendência a pensar de forma linear, enquanto o mercado muda de forma exponencial. Outra citação que modela nosso modo de pensar é “A mente humana superestima o que podemos fazer em um ano, mas subestima o que podemos fazer em dez”. Ou seja, sempre queremos causar uma revolução em um ano, mas não acreditamos que podemos estar tão à frente em dez.

O livro Organizações Exponenciais foi escrito por Salim Ismail, Michael S. Malone e Yuri Van Geest. Todos os autores possuem experiência na Singularity University, universidade que atua junto a NASA para estudar as tendências da tecnologia e o impacto que elas irão causar no planeta (ou até fora dele). A abordagem é muito importante para avaliarmos como as políticas empresariais que aprendemos no século XX não se encaixam mais na maneira como as novas empresas criam e gerenciam seus negócios.

A capa do livro já questiona “Por que elas são 10 vezes melhores, mais rápidas e mais baratas?” Sem muitos spoilers, é importante citar 5 fatores que já podem ser trabalhados em qualquer organização que visa se diferenciar através da inovação:

Tenha um Propósito Massivo Transformador: Defina o que move a empresa? Qual o objetivo por trás de toda a operação realizada diariamente? O Google quer “Organizar as Informações do Mundo” e o Ted valoriza as “Ideias que merecem ser espalhadas”. O que a sua empresa faria se tivesse 1 bilhão de dólares e todo o poder necessário?

Entenda sua comunidade e multidão. Sua empresa não existe apenas para sustentar os empresários e seus funcionários. Qual o impacto que a empresa causa nas demais partes envolvidas? Clientes, usuários, comunidade próxima e fornecedores? O que todos estão aprendendo? Como está a sua comunicação com eles?

Utilize dados para tomar decisões. Empreendedores tendem a ser orgulhosos e muitas vezes esse orgulho pode atrapalhar na hora de tomar decisões importantes. Usar dados de forma racional é fundamental para que as decisões sejam melhores e beneficiem a empresa. Coletar, mensurar e compartilhar dados é essencial para qualquer empresa que deseja inovar e crescer.

Valide suas ideias. Todos os projetos, independentemente do tamanho da empresa, precisam ser validados. Faça protótipos funcionais e coloque na mão dos clientes. Avalie o seu desempenho e registre o feedback dos consumidores. Como diria Peter Drucker, “Não há nada tão inútil quanto fazer com grande eficiência algo que não deveria ser feito”. Antes de lançar um produto com altos investimentos em desenvolvimento e marketing, valide para ter certeza se resolve os problemas dos clientes e se eles percebem valor no que está sendo oferecido.

Desenvolva a Inovação de quatro maneiras: Desenvolva startups periféricas, alocando funcionários estratégicos para criarem soluções novas para a empresa. Contrate pessoas externamente que tenham a missão de encontrar maneiras melhores de resolver os problemas que a empresa (ou o mercado) possui. Crie um ambiente de inovação onde sejam testados experimentos (muito importante para esse laboratório é dar a liberdade para que funcionários sejam criativos e não limitem o seu potencial em função de seu cargo na empresa). A última maneira de desenvolver a inovação é fazer parcerias estratégicas com aceleradoras e incubadoras, para estar próximo das startups que potencialmente podem afetar o seu mercado e a sua empresa.

Gostou das dicas? O livro apresenta muito mais. Tudo para que empresários, diretores e executivos possam transformar sua maneira de trabalhar a inovação e não ter medo de desafiar o novo. Transforme sua empresa tradicional em uma organização exponencial, ou mais cedo ou mais tarde alguém o fará no seu lugar!

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Ventiur realiza mais um DEMODAY

Por Carolina Elma Cassel I Fotos: Carolina Elma Cassel

  Na semana passada, foram realizados diversos eventos envolvendo os participantes da competição SAP Innomarathon e do WARMUP da Ventiur. Na terça-feira (16), as startups reuniram-se com a equipe da Ventiur na SAP Labs Latin American, para receberem dicas de como elaborar um pitch matador. No dia seguinte, quarta-feira (17), o encontro aconteceu no TECNOSINOS, e teve como finalidade o treinamento dos pitches.

  Essas atividades foram realizadas visando a apresentação das startups no DEMODAY, que aconteceu na quinta-feira (18). Na ocasião, as startups fizeram seu pitch, de até quatro minutos, e posteriormente a banca avaliadora, composta por investidores da Ventiur, questionou alguns aspectos apresentados pelos empreendedores, por mais quatro minutos.

  Diego Veronese, Sócio-Diretor da Alpha Venture Capital, empresa em que a Ventiur tem participação para investimento em startups, comenta que é “interessante ver projetos com alto valor agregado saindo do ponto zero e chegando a um estágio de viabilidade quase concreta em tão pouco tempo”.

  Na próxima semana, acontecerá a semi final e a final da SAP Innomarathon, e os vencedores serão anunciados durante o SAP Techniversity.

Conheça as startups que participaram do DEMODAY:

– Aldiwa

– Alientronics

– Brain

– Doador Online

– Ergon

– Procurando Patas

– SAP4ALL

– Sossegue

– Busque aí

– Cena Zero

– AveFlex

– Plantágio

– QR-Cowde

– Xenio

Confira a galeria de imagens:

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Ciclano é a nova startup investida pelo grupo Alpha One da Ventiur

Fundo de investimentos confirma seleção de nova startup

  A Ciclano é uma startup que criou um ecossistema de soluções em streaming para atender qualquer nicho ou segmento de negócio. Através de sua plataforma é possível fazer qualquer tipo transmissão via streaming, ao vivo ou on-demand, além de contar com recursos de marketing em vídeo.

  A startup participou da campanha Procuramos sua startup para investir! da Ventiur, e foi escolhida para compor o portfólio da aceleradora. Durante o processo de aceleração, a Ciclano receberá investimento do grupo Alpha One, e mentoria de Luciano Weber, CEO da empresa Device, além do apoio de toda equipe da Ventiur.

ciclano

Sobre a startup:

  A proposta da startup é disponibilizar aos clientes em um único serviço todos os recursos até então direcionados apenas para grandes players, como proteção de vídeos contra pirataria, captura de leads para marketing e interação entre espectador e o vídeo gravado, sistema integrado de anúncios, gravação, conversão e edição automática de vídeos, além de diversos outros recursos utilizados por grandes redes.

 Com centenas de clientes pelo mundo, e atendendo grandes marcas como Mormaii, Rabusch, Uatt e outras, a plataforma reúne recursos inovadores e possui um algoritmo avançado que é um facilitador para seus usuários, reduzindo o tempo com manutenção, gestão e distribuição de áudio e vídeo.

  O CEO da Ciclano, Maurício Castro, resume a plataforma da seguinte maneira, “somos o Vimeo Brasileiro, com recursos adicionais de Wistia, UStream e nossa expertise de 15 anos transformada em aplicações. Então, você terá a base dos recursos disponíveis na plataforma da Ciclano com alguns diferenciais que irão gerar valor ao seu negócio. Queremos nos tornar a maior referência Global em soluções de Streaming”.

  No ano de 2015, aos três meses de existência, visando o mercado global a Startup firmou contrato com um dos maiores players da indústria do streaming, a Wowza Media System. E em novembro do mesmo ano foi destaque no Web Summit, um dos maiores eventos de Tecnologia do Mundo, realizado em Dublin na Irlanda, onde foi considerada o “Unicórnio do Streaming” pela imprensa europeia, indicando o seu grande potencial de crescimento.

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O Amor é Simples passa a compor o portfólio da Ventiur

Startup é acelerada e investida pelo grupo de investidores Alpha One

  Com a missão de vender vestidos de noiva a preços justos, O Amor é Simples é pioneira no mercado de casamentos do país. Após operar por dois anos e ver seu crescimento dobrar no primeiro semestre de 2016, a marca passa a compor o portfólio da Ventiur.

  O Amor é Simples foi uma das mais de 50 startups inscritas na campanha Procuramos sua startup para investir! da Ventiur, e após se apresentar no PITCH #1 e se reapresentar no PITCH #4 foi selecionada (para ser acelerada e investida) pelo grupo de investidores da aceleradora. Neste processo, a startup receberá a mentoria da presidente do BADESUL, Susasa Kakuta. Na semana passada, o grupo Alpha One anunciou o investimento em sua primeira startup, confira aqui.

 

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Sobre O Amor é Simples

 A partir de um problema em comum, as amigas Janaína Pasin, Laís Ribeiro e Natalia Pegoraro perceberam que havia um grande público feminino que buscava, assim como elas, vestidos de noiva não tradicionais. Foi então que o projeto o Amor é Simples nasceu como uma solução, com o propósito de atender a esse nicho de consumidoras.

  Desde 2014, o e-commerce tem se destacado por oferecer vestidos bonitos, elegantes, com modelagens simples a preços justos. A iniciativa tem foco na simplicidade, além de incentivar a mão de obra brasileira e a produção artesanal.

  Os modelos são pensados para atender às mais variadas cerimônias de casamento: do campo à praia, passando pelo cartório até celebrações convencionais. No site, os valores vão de R$ 309,90 a R$ 1.229,90 e a produção é sob demanda.

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  O Shoptutor é uma plataforma que conecta pessoas e produtos, ajudando-as a comprar melhor e de forma mais prática. Isso significa escolher melhor, utilizando informações precisas em experiências personalizadas. A solução proposta pela startup é com esse objetivo. Por meio de um algoritmo próprio, o assistente Shoptutor recomenda o produto que tem a maior afinidade com o consumidor. A empresa fez seu kick-off no início de junho e segue em processo de aceleração nos próximo seis (6) meses.

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Conheça melhor a startup:

 A experiência do Shoptutor está centralizada em um assistente virtual para escolher e comprar eletrônicos. Esta proposta cria uma mudança importante no processo de compra de produtos, pois oferece facilidade para que qualquer consumidor possa fazer uma boa escolha. O consumidor que procura um notebook, por exemplo, informa seus interesses e desejos e o assistente Shoptutor sugere o modelo exato que tem a maior afinidade com a sua demanda. Assim, o consumidor consegue entender como a sua necessidade se relaciona com os produtos disponíveis, comparando modelos e ofertas dos principais e-commerces brasileiros. “O mais difícil para o consumidor é sentir segurança de que o produto escolhido vai atender a sua necessidade”, explica o Founder e CEO Marcos Beghahn a respeito do desenvolvimento da solução.

  Ver cada um satisfeito com suas escolhas e seus produtos é o que move a empresa. A ideia da startup veio após semanas de exaustão, do fundador da Shoptutor Marcos, na hora de comprar uma TV. Acreditando que o processo de escolha poderia ser mais prático, inteligente e eficiente, iniciou a criação do algoritmo de recomendação: “Geralmente, escolher um eletrônico novo gera muita confusão: são muitas as opções disponíveis no mercado e as características técnicas são difíceis de entender e comparar.” Idealizada no final de 2014 e implementada no final de 2015, a Shoptutor foi umas das startups destaques do programa Startup RS/2015, do Sebrae-RS, e do programa de pré-aceleração Warmup/2015, da Ventiur.