LIVRO DO MÊS: A Estratégia do Oceano Azul

Por: George Gallas

Como criar novos mercados e tornar a concorrência irrelevante!

  Está difícil se tornar referência em seu mercado? Há muita competição entre concorrentes? As possibilidades para o seu negócio parecem poucas? Se a resposta para essas perguntas forem sim, você precisa ler A Estratégia do Oceano Azul.

  Para entender sobre o oceano azul, primeiro é necessário entender o que é um oceano vermelho. Oceano vermelho é o lugar onde a grande maioria das empresas se encontra. Disputa seu espaço em meio a tubarões, onde o apetite de todos os predadores muitas vezes supera a disponibilidade de prezas, assim muitos players disputam fatias pequenas no mercado. Nesse oceano, os concorrentes são utilizados como referência para o desenvolvimento de novos produtos, serviços e campanhas. As ações são muito limitadas e imitadas com facilidade por todos os competidores.

   Por outro lado, um oceano azul é um mar de possibilidades. Nesse cenário a oferta de peixes frescos é grande e os tubarões não estão presentes para atrapalhar o seu trabalho. São espaços no mercado que as empresas não estão olhando e que oferecem muitas vantagens para quem sabe como ocupar esse espaço. Esse é o objetivo de qualquer empresa que queira se posicionar como líder em um mercado novo e garantir seu crescimento para os próximos anos.

   O livro Estratégia do Oceano Azul foi escrito por W. Chan Kim e Reneé Mauborgne e é baseado em 150 movimentos estratégicos realizados em mais de 30 setores da economia. O objetivo do livro é derrubar o pensamento tradicional sobre estratégia, revelando um caminho novo e ousado para ganhar o futuro. É considerado um guia para a criação de espaços de mercado inexplorados e para tornar a concorrência irrelevante.

   Sem muitos spoilers, uma das formas descritas no livro para desenvolver uma estratégia do oceano azul é olhar para o seu mercado e mapear todas as suas características padrões. Seja na forma de monetização, comunicação aos clientes, ciclo de vendas, consumo dos produtos e ações de marketing. A partir desse momento, é desenvolvido um quadro (conforme imagem abaixo) para pensar nas possibilidade de mudar a regra do mercado. Coloque dentro dos campos “Eliminar, Reduzir, Elevar e Criar” ações que você acredita que sejam necessárias para elaborar estratégias, que criem um novo oceano azul.

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   Com esse mapa visual em mãos, são criados objetivos de execução a curto prazo para testar se as possibilidades são ou não válidas. O exercício recorrente é uma das maneiras de estimular a criatividade da equipe e criar novas maneiras de diferenciar sua empresa dos outros tubarões. E aí, vai continuar dividindo seu peixe com os seus concorrentes?

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Ventiur realiza mais um DEMODAY

Por Carolina Elma Cassel I Fotos: Carolina Elma Cassel

  Na semana passada, foram realizados diversos eventos envolvendo os participantes da competição SAP Innomarathon e do WARMUP da Ventiur. Na terça-feira (16), as startups reuniram-se com a equipe da Ventiur na SAP Labs Latin American, para receberem dicas de como elaborar um pitch matador. No dia seguinte, quarta-feira (17), o encontro aconteceu no TECNOSINOS, e teve como finalidade o treinamento dos pitches.

  Essas atividades foram realizadas visando a apresentação das startups no DEMODAY, que aconteceu na quinta-feira (18). Na ocasião, as startups fizeram seu pitch, de até quatro minutos, e posteriormente a banca avaliadora, composta por investidores da Ventiur, questionou alguns aspectos apresentados pelos empreendedores, por mais quatro minutos.

  Diego Veronese, Sócio-Diretor da Alpha Venture Capital, empresa em que a Ventiur tem participação para investimento em startups, comenta que é “interessante ver projetos com alto valor agregado saindo do ponto zero e chegando a um estágio de viabilidade quase concreta em tão pouco tempo”.

  Na próxima semana, acontecerá a semi final e a final da SAP Innomarathon, e os vencedores serão anunciados durante o SAP Techniversity.

Conheça as startups que participaram do DEMODAY:

– Aldiwa

– Alientronics

– Brain

– Doador Online

– Ergon

– Procurando Patas

– SAP4ALL

– Sossegue

– Busque aí

– Cena Zero

– AveFlex

– Plantágio

– QR-Cowde

– Xenio

Confira a galeria de imagens:

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Ciclano é a nova startup investida pelo grupo Alpha One da Ventiur

Fundo de investimentos confirma seleção de nova startup

  A Ciclano é uma startup que criou um ecossistema de soluções em streaming para atender qualquer nicho ou segmento de negócio. Através de sua plataforma é possível fazer qualquer tipo transmissão via streaming, ao vivo ou on-demand, além de contar com recursos de marketing em vídeo.

  A startup participou da campanha Procuramos sua startup para investir! da Ventiur, e foi escolhida para compor o portfólio da aceleradora. Durante o processo de aceleração, a Ciclano receberá investimento do grupo Alpha One, e mentoria de Luciano Weber, CEO da empresa Device, além do apoio de toda equipe da Ventiur.

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Sobre a startup:

  A proposta da startup é disponibilizar aos clientes em um único serviço todos os recursos até então direcionados apenas para grandes players, como proteção de vídeos contra pirataria, captura de leads para marketing e interação entre espectador e o vídeo gravado, sistema integrado de anúncios, gravação, conversão e edição automática de vídeos, além de diversos outros recursos utilizados por grandes redes.

 Com centenas de clientes pelo mundo, e atendendo grandes marcas como Mormaii, Rabusch, Uatt e outras, a plataforma reúne recursos inovadores e possui um algoritmo avançado que é um facilitador para seus usuários, reduzindo o tempo com manutenção, gestão e distribuição de áudio e vídeo.

  O CEO da Ciclano, Maurício Castro, resume a plataforma da seguinte maneira, “somos o Vimeo Brasileiro, com recursos adicionais de Wistia, UStream e nossa expertise de 15 anos transformada em aplicações. Então, você terá a base dos recursos disponíveis na plataforma da Ciclano com alguns diferenciais que irão gerar valor ao seu negócio. Queremos nos tornar a maior referência Global em soluções de Streaming”.

  No ano de 2015, aos três meses de existência, visando o mercado global a Startup firmou contrato com um dos maiores players da indústria do streaming, a Wowza Media System. E em novembro do mesmo ano foi destaque no Web Summit, um dos maiores eventos de Tecnologia do Mundo, realizado em Dublin na Irlanda, onde foi considerada o “Unicórnio do Streaming” pela imprensa europeia, indicando o seu grande potencial de crescimento.

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O Amor é Simples passa a compor o portfólio da Ventiur

Startup é acelerada e investida pelo grupo de investidores Alpha One

  Com a missão de vender vestidos de noiva a preços justos, O Amor é Simples é pioneira no mercado de casamentos do país. Após operar por dois anos e ver seu crescimento dobrar no primeiro semestre de 2016, a marca passa a compor o portfólio da Ventiur.

  O Amor é Simples foi uma das mais de 50 startups inscritas na campanha Procuramos sua startup para investir! da Ventiur, e após se apresentar no PITCH #1 e se reapresentar no PITCH #4 foi selecionada (para ser acelerada e investida) pelo grupo de investidores da aceleradora. Neste processo, a startup receberá a mentoria da presidente do BADESUL, Susasa Kakuta. Na semana passada, o grupo Alpha One anunciou o investimento em sua primeira startup, confira aqui.

 

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Sobre O Amor é Simples

 A partir de um problema em comum, as amigas Janaína Pasin, Laís Ribeiro e Natalia Pegoraro perceberam que havia um grande público feminino que buscava, assim como elas, vestidos de noiva não tradicionais. Foi então que o projeto o Amor é Simples nasceu como uma solução, com o propósito de atender a esse nicho de consumidoras.

  Desde 2014, o e-commerce tem se destacado por oferecer vestidos bonitos, elegantes, com modelagens simples a preços justos. A iniciativa tem foco na simplicidade, além de incentivar a mão de obra brasileira e a produção artesanal.

  Os modelos são pensados para atender às mais variadas cerimônias de casamento: do campo à praia, passando pelo cartório até celebrações convencionais. No site, os valores vão de R$ 309,90 a R$ 1.229,90 e a produção é sob demanda.

Shoptutor é a primeira startup investida pelo novo fundo de investimentos da Ventiur

Aceleradora confirma o nome da primeira acelerada investida pelo seu grupo de investidores Alpha One

  O Shoptutor é uma plataforma que conecta pessoas e produtos, ajudando-as a comprar melhor e de forma mais prática. Isso significa escolher melhor, utilizando informações precisas em experiências personalizadas. A solução proposta pela startup é com esse objetivo. Por meio de um algoritmo próprio, o assistente Shoptutor recomenda o produto que tem a maior afinidade com o consumidor. A empresa fez seu kick-off no início de junho e segue em processo de aceleração nos próximo seis (6) meses.

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Conheça melhor a startup:

 A experiência do Shoptutor está centralizada em um assistente virtual para escolher e comprar eletrônicos. Esta proposta cria uma mudança importante no processo de compra de produtos, pois oferece facilidade para que qualquer consumidor possa fazer uma boa escolha. O consumidor que procura um notebook, por exemplo, informa seus interesses e desejos e o assistente Shoptutor sugere o modelo exato que tem a maior afinidade com a sua demanda. Assim, o consumidor consegue entender como a sua necessidade se relaciona com os produtos disponíveis, comparando modelos e ofertas dos principais e-commerces brasileiros. “O mais difícil para o consumidor é sentir segurança de que o produto escolhido vai atender a sua necessidade”, explica o Founder e CEO Marcos Beghahn a respeito do desenvolvimento da solução.

  Ver cada um satisfeito com suas escolhas e seus produtos é o que move a empresa. A ideia da startup veio após semanas de exaustão, do fundador da Shoptutor Marcos, na hora de comprar uma TV. Acreditando que o processo de escolha poderia ser mais prático, inteligente e eficiente, iniciou a criação do algoritmo de recomendação: “Geralmente, escolher um eletrônico novo gera muita confusão: são muitas as opções disponíveis no mercado e as características técnicas são difíceis de entender e comparar.” Idealizada no final de 2014 e implementada no final de 2015, a Shoptutor foi umas das startups destaques do programa Startup RS/2015, do Sebrae-RS, e do programa de pré-aceleração Warmup/2015, da Ventiur.

A empresa do futuro pensa sozinha

Por: Rodrigo Koetz de Castro

  Imagine uma criança recém-nascida que aprenda a falar na primeira semana, ler e escrever em trinta dias, domine quatro idiomas em um mês, construa pontes e prédios em um ano. Certamente essa criança terá instalado a primeira colônia espacial habitável na lua antes dos sete anos de idade. Agora imagine a hipotética capacidade de tomar decisões empresariais acertadas sendo acelerada nessa mesma progressão de velocidade. Pode parecer exagero, mas essa comparação denota um pouco do potencial da computação cognitiva no ambiente empresarial para os próximos anos.

  Apesar de sexagenários, conceitos como computação cognitiva, aprendizado de máquina e inteligência artificial tornaram-se recentemente termos da moda. Sem muito preciosismo, basicamente, referem-se à capacidade de processar informações e de aprender com elas de forma muito semelhante ao cérebro humano, sem que precisem ser programados para isso. De arcaicos experimentos científicos e tecnológicos que visavam reproduzir partes do pensamento e faculdades humanas como criatividade, auto-aprendizado e uso da linguagem, apenas recentemente a inteligência artificial venceu barreiras mínimas para receber atenção no ambiente empresarial. Como nunca, diga-se de passagem.

 Não é para menos, pois as previsões de consultorias especializadas preveem gastos globais com sistemas cognitivos ultrapassando US$30 bi até 2020 e a computação cognitiva é hoje um dos grandes aceleradores de inovação que vão conduzir a transformação digital, criando novos fluxos de receita, novas organizações e – principalmente –  novas formas de trabalho. Na prática, qualquer problema pode ser resolvido por computação cognitiva, de acordo com a qualidade e disponibilidade de dados para análise. Trata-se de ter informações variadas e fazer perguntas, aprender com as respostas, criar novas informações a partir disso e fazer novas perguntas, repetindo o processo indefinidamente e construindo novas ondas de riqueza a cada ciclo.

  A computação cognitiva captura sinais sobre o que o usuário está tentando fazer e fornece uma resposta apropriada. De acordo com a reação do usuário à proposição, a tecnologia confirma ou não sua sugestão e “aprende” com a resposta. Depois, armazena esse aprendizado e passa a usá-lo como base para outras sugestões. Parece simples, mas não é. Para que essa mágica ocorra são necessárias tecnologias e técnicas rebuscadas e específicas para cada contexto de aprendizado. Algo como aprender idiomas com professores de idiomas e a cozinhar com chefs de cuisine.

  Mas não se engane ao pensar que somente grandes companhias têm acesso a essas tecnologias, pois o seu poder está justamente na sua difusão e variabilidade. O sucesso da computação cognitiva passa por necessidades de infraestrutura em grande escala mas torna-se mais eficiente a medida em que mais canais de interação estejam disponíveis. Trata-se de tornar computadores, smartphones e outros dispositivos mais amigáveis para o usuário, com uma interface que entenda mais sobre o que deseja. Ferramentas que oferecem assistência inteligente, conselhos e recomendações e disseminam o conhecimento em todo o mundo são alimentadas por dados não estruturados e amplamente variados.

  De uma cafeteira que sugere a torra do grão a partir do humor do usuário nas redes sociais a sistemas de recomendação de investimentos ou de tratamento de doenças severas com base em inferências de saúde pública, do carro autodirigido ao assistente virtual de viagens, todos os principais sistemas cognitivos disponíveis hoje são relativamente baratos de se consumir. Há também excelentes e crescentes ofertas estruturadas para rápido consumo a baixo custo em curto espaço de tempo e muitas empresas já tem dedicado tempo a descobrir seu potencial. Portanto, não há motivos para não considerar imediatamente inserir essa disciplina em suas áreas de marketing, vendas, produção e gestão.

Tem interesse em um tema e quer saber mais sobre ele? Sugira novos artigos, mande um e-mail para carolina@ventiur.net.

118e2d3 RODRIGO KOETZ DE CASTRO  |  DIRETOR EXECUTIVO NA TEEVO SA 

 Empresário com formação em Eletrônica, Administração e Planejamento Estratégico, conselheiro e mentor de empresas, associações empresariais e startups, atua há 20 anos no segmento de tecnologia e inovação. Atuou paralelamente em carreira docente por 10 anos e atualmente dedica-se a iniciativas de transformação digital,  empoderamento econômico e difusão tecnológica.

Startups à KM por hora!

 

Por Vagner Lahude

 

Não se engane.

KM, sigla que aparece no título deste artigo, não significa kilometro. Na verdade, se refere a Knowledge Management, ou seja, Gestão do Conhecimento.

Nos últimos meses tenho estado mais perto do mundo das startups. Confesso que o tempo não tem sido generoso para que eu possa me aprofundar mais no tema da Gestão do Conhecimento aplicado a esta categoria de empresas, porém, a literatura sobre Gestão do Conhecimento, por si só, já nos oferece muitos subsídios para tratarmos do tema.

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Em minhas observações nestes meses tenho percebido que a (co)existência da Gestão do Conhecimento em startups se dá de maneira mais espontânea, nativa, não estruturada, quase tribal. Diferentemente da maioria das empresas, nas quais, por vezes, precisamos fazer grandes esforços para aplicar os processos que permitem reter conhecimentos em prol da organização.

E isto é o fascinante de uma pequena organização. Ideias têm potencial para germinar e se transformar em grandes negócios. Pelo menos é para isso que os empreendedores se dedicam diariamente.

O que quero dizer (e reafirmar) é que, em pequenas empresas, a maior parte das startups a comunicação ocorre naturalmente, haja visto que as equipes são, geralmente, pequenas e se conectam bem.

Por isso, muito longe de querer esgotar o assunto, meu objetivo neste artigo é apenas de relembrar alguns aspectos da Gestão do Conhecimento que, até de forma intuitiva, muitos empresários já aplicam no seu “fazer” cotidiano. Porém, se meus apontamentos servirem para a formação continuada, tanto melhor.

 

 

#1. Lembre-se que os ativos de conhecimento são o valor da sua organização

Nunca se esqueça que as pessoas (e seus conhecimentos particulares), os recursos ou o próprio dinheiro podem ir e vir, mas o conhecimento que sua empresa gerar e, principalmente, reter, permanecerá na sua organização e poderá sempre fomentar novas ideias.

 

#2. Centralize ativos do conhecimento

Centralize o conhecimento da organização identificando e comunicando os espaços formais ou repositórios para que todos possam saber onde buscar e deixar conhecimento. Atualmente, temos “a nuvem”, o que torna tudo mais fácil. Além disso, existem milhares de ferramentas on-lines (e gratuitas) que lhe permitirão manter uma base sempre disponível. Evite que seus colaboradores (e você mesmo) mantenham o conhecimento APENAS em seus repositórios pessoais, ou seja, computadores, e-mails pessoais, telefones, etc. Obviamente que, em determinadas situações, documentos confidenciais, restritos e jurídicos, se definidos como tais, devem ser mantidos em áreas restritas.

 

#3. Comunique sua estratégia de KM Organizacional e suas práticas

Se você olha para a sua empresa e percebe que o ambiente está fragmentado, pouco propício para a Gestão do Conhecimento, marque uma reunião com sua equipe para discutir os possíveis problemas (E SOLUÇÕES) com os “donos” dos repositórios particulares. Traga as pessoas para o seu lado e lhes mostre a importância de compartilhar conhecimentos para a continuidade do negócio. Isso faz parte da maturidade de uma organização. Recomenda-se que a equipe se reúna, pelo menos, uma vez por semana.

 


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#4. Incentive a equipe a encontrar respostas, mais do que culpados

Estudos recentes mostram que os colaboradores gastam até 20% (ou mais) do seu tempo à procura de respostas aos problemas que decorrem da execução de suas funções. Centralizar seus ativos de conhecimento certamente reduzirá algumas dessas ineficiências organizacionais, além de reduzir a dependência e o re-trabalhado.

 

#5. Estabeleça uma estrutura de conhecimento para além de papéis funcionais

Provavelmente você possui, em seu quadro de colaboradores, diferentes indivíduos encarregados das mais diferentes áreas: Marketing, Vendas, TI, etc. Você os contratou porque eles eram especialistas em seu campo e podem trabalhar de forma autônoma, individual. Porém, tome cuidado para que eles não sejam tão autônomos que seus conhecimentos fiquem restritos unicamente a si próprios. Crie momentos em que eles possam compartilhar esses conhecimentos com seus colegas, mesmo os de outras áreas. Por vezes, os conhecimentos de alguns, complementam os conhecimentos de outros e aquilo que eles trazem era, exatamente, o que faltava para completar a resposta ao problema do outro. Esses momentos podem ser, desde palestras rápidas, até o estabelecimento de um tempo para um “cafezinho” orientado.

 

#6. Permita a sua equipe compreender o sentido de conhecimento tácito e conhecimento explícito

Reforce com sua equipe os conceitos de conhecimento tácito e explícito. Conhecimento tácito é aquele que você tem em sua cabeça e pode expor à vontade. Em outras palavras, você não sabe o que você sabe, até que alguém pede que você fale sobre. Já o conhecimento explícito é o conhecimento tácito que foi registrado, estruturado e transformado em um ativo do conhecimento organizacional. O conhecimento explícito pode ser encontrado por todos, que poderão reutilizá-lo, e colaborar com ele (e formar novos conhecimentos).

 

 

Lembre-se, esta é apenas a pontinha do iceberg. Talvez você esteja pensando: mas não temos tempo para isso; fazer isso toma tempo. É verdade. Mas basta lembrar que conhecimento é o valor máximo da sua organização; é o seu diferencial competitivo.

 

Se você não tem uma estratégia de KM (ou GC) provavelmente seu negócio já esteja caminhando para o abismo da morte. 

 

Gostou do artigo? Sugira novos conteúdos, mande um e-mail para priscilla@ventiur.net.

 

eu   VAGNER LAHUDE

Graduado em Licenciatura em Computação pela Universidade Feevale, é pós-graduado em Gestão do Conhecimento e Tecnologias da Informação pela Universidade Luterana do Brasil. Atualmente é professor dos Cursos Técnicos em Informática e Comunicação Visual do Instituto de Educação Ivoti, consultor de GCTI em diversas empresas do Vale do Sinos e atua na startup Devorando como responsável pelo setor administrativo-financeiro.

 

 

LIVRO DO MÊS: Empreendedorismo Criativo

O livro de Mariana Castro traz histórias de negócios bacanas que surgiram a partir da última década. A proposta é bastante inspiradora, pois rapidamente conta a história de empresas, seus modelos de negócio e quem são os empreenderes por trás de cada um deles.

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A primeira empresa citada por Castro desenvolve pesquisas sobre temáticas específicas, encomendadas por um cliente, e a entrega final do trabalho é em espécie de caixa de surpresas que pode conter diversos formatos, desde revistas, documentários, filmes até números sobre a temática escolhida. Tudo como meio de trazer inspiração para quem lê os conteúdos. A empresa realmente acredita na inspiração, tanto que tem um trato todo especial com os funcionários que viajam anualmente pela empresa, mantendo-os inspirados e transformando a vida de seus clientes. Já sabe que empresa é essa? Você pode conhecer melhor ela e seu modelo de negócio através da obra.

 

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Empreendedorismo Criativo é uma leitura leve e agradável. É recomendado este livro para as pessoas que querem descobrir o modelo de negócio das empresas da economia criativa mais disruptivas do Brasil. Você vai descobrir uma nova leva de empreendedores e de empresas que tem reinventado o modo de pensar, seus mercados e tem conseguido levar junto à inovação uma legião de fãs e de clientes.

 

Gostou da sugestão? Se você leu algum livro interessante e quiser compartilhar conosco basta mandar um e-mail para priscilla@ventiur.net e abrimos este espaço para você também!

Veja também os filmes nacionais que todo empreendedor deve assistir que separamos para você…

 

 

Google cria centro de promoção de startups

Fonte: Valor Econômico

O Google inaugurará, depois do Carnaval, o seu espaço de promoção de startups no Brasil. Batizada de Campus, a estrutura consiste de um prédio de sete andares há dois quarteirões da Avenida Paulista, onde empreendedores poderão instalar suas empresas, trocar experiências e conversar com possíveis parceiros e investidores.

Esse é o segundo centro do tipo em São Paulo. Em setembro do ano passado, o banco Itaú abriu na cidade um prédio de cinco andares batizado Cubo, onde estão instaladas 50 empresas, como a consultoria Accenture.

O modelo de escritórios colaborativos para startups é comum no Vale do Silício e é considerado uma ferramenta importante no amadurecimento do ambiente de negócios. A ideia é que um ponto de encontro ajude na criação de novas empresas. Um dos casos de sucesso é o aplicativo israelense Waze. Depois de frequentar o Campus e inciativas semelhantes da Microsoft e do Facebook, a companhia foi comprada pelo Google em 2013 por cerca de US$ 1 bilhão.

O comando do Campus no Brasil ficará a cargo do mineiro André Barrence, que até o ano passado estava à frente do Seed, uma iniciativa do governo de Minas para incentivar startups. “Em um momento econômico como o atual, o empreendedorismo virou uma opção. E o que queremos é fomentar iniciativas com alcance global, que gerem empregos de alta qualificação”, disse.

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O Brasil é o sexto país a receber uma unidade do Campus. A inciativa foi criada em Londres, em 2012 e, de lá pra cá, desembarcou em Tel-Aviv, Madri, Seoul e Varsóvia. Segundo Bridgette Beam, responsável pelas operações do Campus, no ano passado, as empresas que passaram pelo programa criaram cinco mil empregos.

Ela conta que o alvo do Campus são empresas em estágio inicial de desenvolvimento. “Normalmente, elas chegam com uma ou duas pessoas e quando atingem 10 a 12 começa a fazer sentido sair e procurar um espaço maior”, diz. O tempo médio de permanência é de cerca de seis meses.

As startups não tem gastos para se instalar no Campus. O Google é responsável por toda a estrutura – em São Paulo, uma área de 2,6 mil m2, com dois espaços para eventos, mesas para 150 pessoas, estacionamento para bicicletas e vestiário.

As startups interessadas em ter espaço no Campus podem se inscrever em um site especial criado pelo Google. O Google não cuida diretamente da seleção e da gestão das empresas instaladas. Isso é feito por parceiros. No Brasil, o responsável ainda não foi escolhido.

Inovação

O termo é frequente, mas você sabe por que precisa entendê-lo?

 

Usado com diversas significações, inovação é um termo que abrange territórios e domina, atualmente, o mundo dos negócios. Mas para entender o emprego e importância que ele trás, é necessário expandir e situar seus usos.

 

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O marketing abusa da palavra com o sentido trazido por dicionários, fazendo referência à mudança, alteração, novidade. Pode até ser condizente com as normas, mas a inovação que tanto citam é muito maior que uma nova propaganda ou produto. Quando ligada novidade, melhoria e fazer diferente é possível apontar vários conceitos aplicáveis que focam soluções.

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Para o economista austríaco Joseph Schumpeter inovação é tudo que diferencia e cria valor a um negócio. Seu conterrâneo Peter Drucker, considerado pai da administração moderna, acredita que inovação está voltada ao ato de atribuir novas capacidades aos recursos existentes na empresa para gerar riqueza. Em uma lógica matemática, uma ideia somada à implementação e ao resultado teria como resultado a inovação.

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Pensar inovação como meio estratégico é a linha de raciocínio empreendedora. Gary Hamel, que nos últimos 20 anos escreveu inúmeros artigos para a Harvard Business Review, traz uma simplificação do que o termo significa para o business world. Em que inovação é “um processo estratégico de reinvenção contínua do próprio negócio e de criação de novos conceitos de negócios”.

VIDA

 

Inovar é uma zona de incertezas, seu projeto pode despontar e liderar mercado como pode não validar. Entre a certeza da estagnação e a possibilidade de ser referência em sua área, inovação é o norte mais propício para seu sucesso.

Quer inovar na sua empresa? Entre em contato conosco!