O que é Corporate Venture Capital e como impacta o setor de investimentos

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Como forma de identificar novas oportunidades empreendedoras, empresas tradicionais têm aportado recursos financeiros em negócios inovadores. Conhecida como Corporate Venture Capital (CVC), essa modalidade de inovação aberta tem crescido consideravelmente nos últimos anos, e têm possibilitado a criação de novos modelos de negócio. 

O estudo Corporate Venture Capital Report 2021, da plataforma de inovação aberta Distrito, indica que apenas entre janeiro e julho de 2021, o volume de aportes de fundos de CVC no País alcançou a cifra de US$ 622 milhões – número três vezes maior que o valor investido em todo o ano passado. Esse número acompanha uma tendência global de investimentos de capital de risco corporativos, o qual já soma US$ 80 bilhões em 2021.

Além de diversificar seus investimentos e aumentar sua fonte de renda, ela permite que as organizações já estabelecidas possam ter acesso às tendências de inovação presentes no mercado. Nessa modalidade de investimento, a empresa pode optar por realizar um aporte diretamente na startup, ou investir em fundos de investimentos que tenham esse objetivo. 

Relatório Inside Venture Capital, também organizado pela Distrito, aponta que organizações investidas por Venture Capital chegaram à uma avaliação acima de US$ 10 bilhões em sua estreia na Bolsa de Valores no primeiro semestre do ano, superando todo o ano de 2020. Em média, o investimento por empresa também cresceu, passando de R$ 58 milhões para R$ 139,8 milhões, considerando a modalidade de Venture Capital.

E como o Corporate Venture Capital funciona na prática? 

O engajamento por meio de CVC pode se dar através da aquisição de participação minoritária, onde o controle permanece com os empreendedores, ou ainda por meio da aquisição de controle parcial/total da organização. Cabe salientar que existem Corporate Venture Capitals especializados em investimento para startups de estágio inicial e aqueles destinados a empresas mais avançadas.

Nesse contexto, o investidor, além do aporte financeiro, entrega à startup o chamado smart money, que são seus conhecimentos especializados em gestão, os quais incluem administração, marketing, finanças, dentre outros temas relacionados à inteligência estratégica de um negócio. Em muitos casos, o ‘dinheiro inteligente’ é fundamental para consolidar o modelo de negócio dessa nova organização, pois o investidor agrega mentoria e experiência de mercado.

Além disso, o investidor que optar por esse tipo de investimento precisa ter em mente que a principal característica desse modelo é a rentabilidade de futuro, a médio/longo prazo. Especialistas do setor estimam que os resultados podem surgir somente após um período entre seis e oito ano depois dos primeiros investimentos.

Ainda sobre as particularidades desse investimento em capital de risco, é que este é passível de falhas no processo. Diante dessa situação, é preciso mitigar o risco e definir estratégias para contornar eventuais problemas durante a trajetória. Porém, é preciso ter clareza que apenas algumas das apostas poderão trazer resultados relevantes – e são justamente essas que irão compensar o desempenho não tão satisfatório das demais. 

Investimento pode estar atrelado à estratégia das empresas

Além de focar nos objetivos financeiros, o CVC, pode estar estrelado aos objetivos estratégicos da organização investidora, tendo em vista que ao estreitar o relacionamento com iniciativas inovadoras, esta se coloca em posição de vantagem no mercado. Quando está alinhado estrategicamente, esse investimento poderá impactar de forma direta ou indireta na performance da empresa, aumentando suas vendas e lucros. A combinação desses resultados gera maior retorno aos investidores. 

Ainda falando de estratégia, quando realiza um aporte financeiro deste tipo, a empresa busca identificar sinergia com o seu novo investimento. Essa conexão permite que a organização estabelecida busque na startup, alternativas para eficientizar seu processo e, dessa maneira, ampliar seu volume de negócios e/ou ramo de atuação. 

Um exemplo disso é a aquisição da Suiteshare, startup acelerada pela VENTIUR, pela plataforma global de comércio digital VTEX, em junho deste ano. A VTEX revelou que com a aquisição da Suiteshare, a empresa projeta proporcionar uma plataforma que permitirá que seus clientes alcancem e vendam para os usuários do whatsapp em todo o mundo.

E quais as diferenças entre corporate venture capital e outros investimentos de risco? 

Como já falamos aqui, o aumento dos investimentos em capital de risco tem se tornado uma tendência no País. Porém, existem diferenças entre os tipos de investimentos com relação ao CVC, como veremos abaixo: 

Investidores-anjo – investem seu próprio capital em startups em estágio inicial, atuando de maneira ativa para agregar valor estratégico para esses negócios. Seu foco principal é nos empreendedores e quais as chances daquela startup ter sucesso.

Venture Capitals (VCs) – investem em startups que já aprovaram seu modelo de receita. Também com foco nos fundadores, de forma geral, os VCs analisam de maneira mais criteriosa o desempenho daquela empresa e optam por negócios em estágios mais avançados.

Private Equity – essa modalidade diz respeito aos fundos que investem diretamente nas empresas. Nesse modelo, além da de receita, são consideradas principais métricas financeiras, incluindo o EBITDA, que são os lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização, fluxo de caixa, e a taxa de retorno que aquele negócio pode alcançar. 

Startups devem seguir atraindo novos investidores em 2022 para o corporate venture capital

Apesar das tantas incertezas que rondam o mercado financeiro brasileiro, os investimentos em startups devem se manter em alta para 2022. A tendência é reforçada pelo retrospecto atingido pelo setor no primeiro semestre do ano, quando US$ 5,2 bilhões foram investidos em startups do País brasileiras. 

O índice trata-se ainda de um recorde histórico, pois superou em 45% os aportes financeiros feitos em startups durante todo o ano de 2020. As startups que receberam os maiores investimentos são fintechs (finanças), proptechs (imobiliário) e retailtechs (varejo). 

Se considerarmos startups de todos os segmentos, entre 2015 e 2019, o número de negócios inovadores no País pulou de 4.151 para 12.727 – aumento de 207%. Ainda falando de empreendedorismo, o número de novos negócios abertos em 2020, em plena crise sanitária desencadeada pela pandemia da Covid 19, confirmam o DNA empreendedor do brasileiro. Um total de 3,3 milhões de novas empresas foram abertas no ano passado – aumento de 8,7% em comparação com o ano anterior e o melhor resultado dos últimos 10 anos.

E porque investir com a VENTIUR?

A VENTIUR é uma das principais aceleradoras de startups do Brasil e está sediada no polo tecnológico da Unisinos, o Tecnosinos, em São Leopoldo/RS – nosso processo de aceleração potencializa a atitude empreendedora, estimulando a capacidade de execução, experimentação e co-criação. A Aceleradora aposta em startups multimercado, com foco em empreendedores diferenciados, alta capacidade de execução e resiliência, e com brilho nos olhos.

Em oito anos de atuação, a VENTIUR contabiliza até o momento um total de quatro exits – expressão que se refere ao ponto de saída de uma startup. Isso acontece quando o empreendimento é adquirido por outra empresa/organização de maior porte. Além disso, a Aceleradora já investiu em mais de 70 negócios inovadores, avaliados em mais de R$ 300 milhões.

Quer conhecer mais sobre os programas de investimento e aceleração de novos negócios da VENTIUR? Então entre em contato pelo email [email protected]. Para ficar por dentro das notícias relacionadas ao ecossistema siga a VENTIUR nas redes sociais pelo @ventiur

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