O 13º bootcamp da etapa de aceleração do Programa BRDE Labs foi realizado na última quinta-feira, 12. O bate-papo online teve como temática Governança Corporativa para Startups, com o palestrante Marcelo Hoffmann,  formado em direito,  partner da ABSeed Ventures, Sócio do Baptista Luz Advogados e Mentor Endeavor.

Hoffmann iniciou o bootcamp explicando que, quando se fala de governanças em startups, existe uma noção adequada de proposta de valor e das dores que os negócios resolvem. Ele recuperou um dado de uma pesquisa realizada no IBGC, numa base de 250 startups: quando perguntadas sobre a importância do tema na jornada, de um modo geral, as startups deram a nota 9, mas quando questionadas sobre o nível de conhecimento, a nota média atribuída foi 6. “Isso sinalizou de forma clara uma grande zona e oportunidade de aprendizado. A partir daí, o IBGC tomou uma série de ações rumo a esse ecossistema para criar uma troca entre um ambiente absolutamente inovador e trazer um pouco das experiências pregressas de um instituto que cuida da governança há muito tempo”, salientou Marcelo.

O palestrante destacou que a conexão com empresas de estágio inicial é um desafio. “A sensação é a de que governança é uma coisa para empresas de capital aberto, com conselho. E na verdade a governança tem uma proposta de valor mais ampla do que simplesmente ser uma ferramenta para grandes empresas. A partir do mapeamento desse ambiente de negócios, ficou claro que ela tem uma função que é mitigar o risco de mortalidade. Todos nós sabemos que as empresas têm um primeiro ciclo muito desafiador, relacionado a sua sobrevivência. Nós lemos em redes sociais o tempo todo notícias sobre grandes aportes, mas nunca encontramos as histórias de quem parou de prosperar no meio do caminho. De um modo geral, posso afirmar para vocês que elas tiveram algum problema de governança corporativa que foi negligenciado”, apontou.

Depois desse ciclo inicial, de acordo com Hoffmann, fica mais aparente que estar estruturado de maneira séria, na medida certa, sem pesar a empresa com burocracia desnecessária, permite um acesso a capital qualificado de forma mais fácil. “A empresa é financiada basicamente pelos próprios sócios ou pelo capital de terceiros, certo? Então estamos dizendo que temos investidores melhores, volume maior de capital e custo de transição melhor de uma forma bastante relacionada ao nosso status de organização. Isso porque os investidores e instituições financeiras são avessos ao risco. A demanda por capital e investimento é grande, e o investidor tem a possibilidade de escolha, e ele direciona para a empresa mais organizada”, conta o palestrante. Ele ainda explica que o complexo de tudo é entender que é uma jornada. “E as escolhas que fazemos no início da jornada determinam os caminhos que seguiremos”, esclarece Hoffmann. Segundo ele, “governança é uma ciência prática. Não é um evento isolado, é uma jornada”.

No final do bootcamp foi realizado um bate-papo para que todos pudessem esclarecer dúvidas, discutir assuntos relacionados à governança corporativa. O bate-papo contou com a presença das 12 startups selecionadas para a etapa de aceleração do Programa BRDE Labs: 2Metric, Agência Besouro, BioIn, DigiFarmz, Elysios, Essent Agro, Faba, Insumo Fácil, Palma Sistemas, Polvo Spot, Optim e Talos, bem como representantes do BRDE, da VENTIUR, das três das universidades que integram a Aliança para Inovação (UFRGS, PUCRS e Unisinos).