Digifarmz atua na redução de custos e perdas na produção de soja

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Startup está entre as selecionadas para novo ciclo de aceleração da VENTIUR 

Levar eficiência no processo de produção de soja, reduzindo custos e perdas causados por doenças na lavoura. Esse é o objetivo da DigiFarmz, startup que já tem mais de 400 clientes no Brasil e Paraguai, e está entre as cinco selecionadas para turma 11 da VENTIUR, cujo ciclo de aceleração iniciou em dezembro passado e se estende até julho deste ano. Durante o processo de aceleração, os empreendedores terão acompanhamento da aceleradora e de seus mentores.

 

Sobre a Digifarmz

O CEO da DigiFarmz, Alexandre Chequim, comentou que a plataforma analisa diversas variáveis do processo de plantio da soja, como forma de auxiliar produtores, agrônomos e consultores no manejo fitossanitário das doenças relacionadas a essa cultura, em especial a ferrugem. Através de algorítimos matemáticos, a solução reúne dados de pesquisa, clima, solo, genética de cultivares, datas de semeadura, local e dezenas de outros parâmetros, com o objetivo de apresentar recomendações eficazes à tomada de decisão do produtor. “A partir da geração e análise dessas informações, entregamos recomendações personalizadas conforme as especificações de cada propriedade”, observa.

Conforme Chequim, a solução também indica quais fungicidas devem ser utilizados nesse processo, bem como a melhor data de pulverização das áreas de plantio. Também são emitidos alertas e notificações ao produtor. Todos esses dados impactam diretamente no aumento da produtividade das lavouras em que são utilizadas a plataforma. “Temos situações onde o produtor colhe de 13 a 18 sacas de soja a mais por hectare com o uso de nossa solução, gerando um aumento de lucratividade de R$ 1.1 milhão. São 147 vezes a mais do que o produtor pagou de licença para DigiFarmz”, enfatiza Chequim. 

 

Porque escolher essa solução

O CEO detalha quais são os diferenciais da empresa com relação a outros players do mercado. Comenta que a empresa entrega parâmetros e recomendações em tempo real aos seus clientes, baseados em pesquisas e crowdsourcing, os quais servem como base para a tomada de decisões técnicas. No total são 24 parâmetros bióticos e abióticos, sendo que a empresa projeta expansão para chegar a 38. Além disso, a empresa dispõe de algoritmos proprietários, modelados e validados a partir de 12 anos de pesquisa. Por fim, ele ressalta que a startup é hardwareless, ou seja, não depende de conectividade no campo. Porém, a solução permite que haja integração com os demais sistemas pré existentes na propriedade. 

A soja e seus derivados ocupam um importante lugar na cadeia produtiva nacional. Dados da Emater-RS indicam que a safra 2020/21 de soja, apenas no Rio Grande do Sul, terceiro maior produtor do grão no país, deve registrar crescimento de 69%, chegando a 18,95 milhões de toneladas. No País o número de hectares plantados com soja chega a 38 milhões

 

E como surgiu a DigiFarmz?

O CEO comentou que a empresa surgiu de um ‘desconforto’ que ele e os dois sócios compartilhavam que era criar uma solução para atender a necessidade de se produzir mais alimentos no mundo e de maneira mais sustentável, com menos impacto ambiental e uso reduzido de energia. “Imaginando que hoje pelo potencial produtivo que temos da genética, ainda temos uma produção média em diversas culturas agrícolas, muito abaixo do potencial”, observa. 

A partir da análise desse setor, Chequim e os sócios Bruno Weiblen e Ricardo Balardin, criaram a empresa em 2016. Chequim e Balardin são formados em Agronomia, enquanto que Weiblen é oriundo do marketing, mas todos possuem ampla experiência na área de negócios. “Todos nós já tínhamos alguma bagagem. Eu sou empreendedor desde que nasci. Comecei como vendedor ambulante, tive nove empresas, estudei agronomia e fiz pós graduação na área de negócios e marketing”, revela.

Porém foi quando trabalhou na área de tecnologia que Chequim teve a ideia de criar uma solução com foco no agronegócio – segmento que somente no ano passado registrou crescimento no PIB de 6,75%, conforme dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Ele se juntou aos dois sócios e deu início à empresa, que no ano seguinte já começou a rodar seu primeiro modelo de solução em cloud computing. Em 2017 a DigiFarmz teve seu Produto Mínimo Viável – MVP

“No começo tínhamos duas empresas que utilizaram nossa solução e alguns poucos produtores. Vimos que fazia muito e seguimos aprimorando a plataforma”, recorda Chequim. O avanço mesmo veio no ano seguinte, com a preparação para a safra de soja 2018/2019, onde a DigiFarmz buscou investidores que aportaram recursos financeiros no negócio e oportunizaram o crescimento. O ano de 2019 foi de ‘profissionalização’ da empresa, onde os times de marketing e vendas foram estruturados, como forma de prospectar novos negócios. 

 

Os principais desafios para a expansão

Entre os principais desafios apontados por Chequim está a adesão, por parte de produtores e técnicos, das soluções digitais. “Na verdade, o acesso ao produtor é um desafio para qualquer startup do agro, pois essas pessoas (produtores) estão no interior e nem sempre tem acesso frequente ao digital”, pontuou.

Segundo o CEO, o objetivo da DigiFarmz é se consolidar como plataforma de entregas práticas, fornecendo informações sobre produtos que sejam mais assertivos para a lavoura. A intenção da empresa, com o uso da inteligência artificial, é levar a esse público informações orientadas a dados. “A partir dessa entrega de informações, poderemos ser mais relevantes, e gerar um impacto ainda maior em todos os sentidos”, ressaltou. 

A ferrugem da soja é a maior preocupação dos sojicultores brasileiros, demandando mais de 80% dos recursos em fungicidas. Nos últimos 20 anos, desde que foi identificada no sul do Paraná, já resultou em prejuízos na cultura da soja na ordem de R$ 150 bilhões.

 

Startup projeta novos negócios para 2021

A Digifarmz já atua no Brasil e no Paraguai, e está em processo de internacionalização. Apenas em solo brasileiro, já está presente em propriedades rurais de pequeno, médio e grande porte, de 10 estados. Para atingir a meta de expansão, a plataforma, que nasceu com foco no controle de doenças, está ampliando seu campo de atuação, passando a atuar também em fitosanidade e nutrição das plantas. 

“Além da questão da progressão de doenças, o potencial produtivo está entre os nossos objetivos. Para este ano passamos a atuar também nas culturas de milho, cereais de inverno e algodão”, argumentou Chequim. Essa ampliação de escopo deve permitir à empresa sua consolidação enquanto plataforma eficiente para produtores e técnicos. Atualmente, 70% dos clientes da DigiFarmz são produtores, enquanto que os outros 30% são consultores técnicos. “Quando o cliente teste nossa solução, conseguimos fidelizá-lo, pois ele enxerga as vantagens que irá gerar para o seu negócio”, finalizou.  Atualmente a empresa está sediada em Porto Alegre/RS. Para saber mais sobre a DigiFarmz acesse o site ou nas redes sociais pelo @digifarmz

 

Além da DigiFarmz, outras três startups serão aceleradas pelas VENTIUR por meio de recursos do programa do MCTI no ciclo da turma 11. Interessados em saber mais sobre este e outros programas de aceleração e investimento da VENTIUR, podem entrar em contato pelo email queroinvestir@ventiur.net.

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