Linhas de apoio Finep para startups é tema do 11° bootcamp do Programa BRDE Labs

O décimo primeiro bootcamp da etapa de aceleração do Programa BRDE Labs foi realizado na última quinta-feira, 29. O evento trouxe o Analista de Fomento – Região Sul na Financiadora de Estudos e Projetos – Finep, Bruno Rodrigues Camargo, para falar sobre as linhas de apoio da instituição para as startups.

Um dos principais financiadores, apoiadores e indutores da inovação no Brasil, a Finep é uma empresa pública brasileira que tem como missão promover o desenvolvimento econômico e social do Brasil por meio do fomento público à Ciência, Tecnologia e Inovação em empresas, universidades, institutos tecnológicos e outras instituições públicas ou privadas.

Durante o bootcamp, Rodrigues falou sobre as diversas oportunidades que a Finep oferece para as startups. Destaca-se os programas Finep Startup, Centelha, Finep Tecnova, Finep Inovacred e Mulheres Inovadoras. Um dos objetivos do Finep Startup, por exemplo, é apoiar as empresas nascentes de base tecnológica, que possuam papel fundamental na introdução de novas tecnologias e modelos de negócios no mercado. “Além disso, disponibilizamos recursos financeiros para que as startups com alto potencial de crescimento possam enfrentar os desafios iniciais e contribuir para a criação de empregos e geração de renda”, explica.

Ao final, foi realizado um bate papo para que todos pudessem esclarecer dúvidas e discutir assuntos importantes com relação aos programas apresentados.

Participaram do evento representantes do BRDE, da VENTIUR, das três das universidades que integram a Aliança para Inovação – UFRGS, PUCRS e Unisinos e empreendedores das 12 startups selecionadas para a etapa de aceleração do Programa BRDE Labs: 2Metric, Agência Besouro, BioIn, DigiFarmz, Elysios, Essent Agro, Faba, Insumo Fácil, Palma Sistemas, Polvo Spot, Optim e Talos.

Desafio das marcas no pós-pandemia é tema do nono bootcamp do Programa BRDE Labs

Para se posicionar no corretamente no mercado, uma empresa precisa ter um posicionamento estratégico claro, com capacidade de condução de relacionamento, gestão e resultado. Estes são elementos fundamentais para uma instituição ter potencial para transformar um negócio. Considerado um dos maiores experts em branding do país, o CEO do GAD, Luciano Deos, foi o palestrante do oitavo bootcamp da etapa de aceleração do Programa BRDE Labs. O bate-papo online, realizado na última quinta-feira, 15, teve como temática ‘O Desafio das Marcas no pós-pandemia’.

Deos compartilhou um pouco sobre sua experiência profissional e trajetória à frente da GAD, empresa onde ajudou a construir relevância e reconhecimento ao longo de mais de 20 anos. Foram inúmeros trabalhos desenvolvidos em grandes empresas como, por exemplo, Claro, A+, Via Varejo e Catho. Para ele, as marcas só fazem sentido a partir dos negócios. “As pessoas investem em uma marca porque acreditam nela. O papel da marca é potencializar a estratégica de negócio. Direcionar a esperança que queremos entregar aos nossos clientes”.

De acordo com Deos, a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) reforçou a importância de as empresas tomarem consciência no impacto que começam a ter com as pessoas. “Não se trata mais sobre a empresa. Mas sim, sobre marcas, negócios e pessoas. Neste sentido, ajudamos os empreendedores a transformar seu sonho em negócio, adequados à nova economia”.

Para ele, os conceitos de marca valem igualmente para empresas grandes ou pequenas e para as startups. “A capacidade de implementar pode ser diferente, mas o conceito vale. Quando olhamos a marca, precisamos ver mais que logotipo, cor e elementos gráficos. É preciso que tenha significado e conte com três premissas importantes: consistência, coerência e consciência”, explica Deos.

Os sete pilares na construção de marca

Cultura e estratégia são conceitos fundamentais para o sucesso de uma marca. Deos entende que há outros cinco temas que definem o motivo que a organização existe e o papel dela no mundo: pessoas, relacionamento, reputação, resultado e experiência.

1 – Cultura: é a razão pela qual a empresa existe. Deve narrar a história e trazer o olhar para o presente, através de clareza do motivo pelo qual a organização existe e o papel dela no mundo.

2 – Estratégia: Seu papel é traduzir e potencializar a estratégia e a cultura do negócio.

3 – Pessoas: São todos os colaboradores, parceiros e clientes. É preciso ter capacidade de entender e atender a todas as pessoas. É um grande desafio, potencializado pela tensão que existe nas redes sociais, criticidade e velocidade de resposta necessária.

4 – Relacionamento: É a capacidade de fazer com que as pessoas participem da agenda da empresa. Começa com o engajamento do público interno (colaboradores) e passa por um bom atendimento aos clientes.

5 – Reputação: É preciso entender claramente como se posicionar diante de temas políticos e sociais. Empresas que assumem determinadas causas e se posicionam levam vantagem. As empresas precisam atuar enquanto agentes de transformação da sociedade.

6 – Resultado: As empresas precisam medir o seu valor, seja de crescimento, em termos de valuation, ou de premiações. Marca precisa trazer resultado.

7 – Experiência: A construção de valor de uma marca se dá na experiência. Paga-se mais onde há uma experiencia de valor maior com as marcas. É importante ter a visão de que a experiência, consumo e valor são sinônimos de marca.

Troca de experiências

No final do bootcamp foi realizado um bate-papo para que todos pudessem esclarecer dúvidas, discutir assuntos importantes com relação aos desafios para a construção de uma marca. O bate-papo contou com a presença das 12 startups selecionadas para a etapa de aceleração do Programa BRDE Labs: 2Metric, Agência Besouro, BioIn, DigiFarmz, Elysios, Essent Agro, Faba, Insumo Fácil, Palma Sistemas, Polvo Spot, Optim e Talos, bem como representantes do BRDE, da VENTIUR, das três das universidades que integram a Aliança para Inovação (UFRGS, PUCRS e Unisinos).

Assista ao vídeo no YouTube:

Trucker do AgrO – Plataforma de logística do agronegócio

A Trucker do AgrO, startup parceira e acelerada pela VENTIUR desde março deste ano, atende o setor de logística do agronegócio, oferecendo uma plataforma que permite a otimização do tempo de cooperativas, revendas e sementeiras na cotação e contratação de transportadoras, todo processo logístico. 

Durval Carneiro, fundador da Trucker do AgrO, contou para gente como a ideia da startup surgiu em 2017 após uma viagem de negócios para Goiás. Durval teve contato com as dificuldades de um cliente que precisava de suporte logístico para cuidar da entrega de em média 700 caminhões de semente. Na volta para o Paraná, refletiu sobre a necessidade de seu cliente de Goiás e como esse problema deveria afetar também outros produtores e empresas que dependem de contratação de fretes para escoar seus grãos e insumos. 

“Muitas vezes, a logística no agro é realizada de forma arcaica, e sem um padrão, se usa grupos de whatsapp, ligação, e-mail, skype para fazer cotações e depois as famosas planilhas de excel para alimentar informações e assim surgiu a ideia de desenvolver uma plataforma que atendesse especificamente as necessidades logísticas do Agro, que é tão específica. Contatei cooperativas parceiras para validar a solução e entender melhor as dificuldades dessas cooperativas, revendas e sementeiros, aprimorando a versão inicial da plataforma e até hoje todas as funcionalidades são desenvolvidas segundo as demandas de nossos clientes”, comenta Durval.

Diferente do que já existe no mercado, o aplicativo da Trucker do AgrO é pensado inteiramente para o agronegócio, atuando hoje dentro do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás e está chegando no Mato Grosso. A startup vai entregar em breve a localização da sua carga em tempo real, além de facilitar todo o processo de contratação de forma ágil e automatizada. 

Ainda, a ferramenta possui um formato de cotação inteligente onde a nota só é dirigida para transportadoras que atendam aquela região que você precisa retirar seu produto e que possuam apólice vigente que cubram o valor da nota e o produto que será transportado. A plataforma possui um dashboard completo com todas as informações das empresas e cargas do contratante, proporcionando maior governança corporativa, que é extremamente essencial no setor de logística, visando a redução de custos e criando informações assertivas para casos de auditoria. 

Além disso, a Trucker do AgrO inova na gestão dos motoristas, criando seu próprio sistema de pontuação, onde os mesmos podem ser premiados pelo seu desempenho, tanto em dinheiro como em melhorias para o caminhão, como, por exemplo, tanque cheio, frigobar e lona nova. Desta forma, há uma melhora significativa no comprometimento e engajamento dos motoristas.

Recentemente a Trucker do AgrO comemorou seus quase 4 milhões de toneladas cotadas pela plataforma, contando atualmente com um total de 214 transportadoras e 130 contratantes cadastrados.

 Pensando em projetos para o futuro, além da expansão para atuar em todos os estados onde o agronegócio se faz presente e também analisa a entrada de outros países da América Latina, que sofrem com as mesmas dificuldades do Brasil. Além disso, um novo projeto está sendo testado junto a uma das maiores cooperativas da América Latina, que se refere ao carregamento de sementes com lona branca. A testagem visa comprovar que o material absorve uma menor quantidade de calor que os demais, tendo sensores de temperatura e umidade junto a carga conseguem monitorar a diferença de temperatura absorvida. Fazendo com que seja mantida uma melhor qualidade do produto no trajeto transportado, visto que a semente é um ser vivo e possui germinação e vigor, e o calor acaba prejudicando as propriedades do produto.

VENTIUR e Feevale Techpark abrem processo de seleção para Startups

A VENTIUR anunciou a abertura do processo de seleção de Startups para o seu quinto ciclo de aceleração, desta vez em parceria com o Feevale Techpark, Parque Tecnológico da Universidade Feevale, de Novo Hamburgo/RS.
O objetivo desse trabalho em conjunto é unir competências e estimular o fortalecimento do ecossistema de empreendedorismo inovador da região do Vale dos Sinos, permitindo que startups tenham chances reais de construírem empresas escaláveis e de grande impacto. As startups classificadas passarão por um processo de pré-aceleração (Warm-up) e, se selecionadas, receberão um investimento de até R$ 200 mil, sendo aceleradas pela VENTIUR. Pela parceria, os empreendedores selecionados terão suas startups vinculadas ao Feevale Techpark, que disponibilizará não apenas sua estrutura física, mas toda sua rede de mentores e parceiros de negócios.

A VENTIUR é uma das principais aceleradoras do país, qualificada pelo MCTI (Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação) no Programa Startup Brasil. Já passaram pelo processo de seleção da VENTIUR, nos últimos anos, mais de 1.000 startups. Cerca de 10% passaram pela etapa de Warm-up e 16 startups foram investidas e aceleradas. Destas, 40% receberam novas rodadas de investimento que somam mais de R$ 8 milhões investidos com recursos próprios e de terceiros. A VENTIUR teve também o primeiro desinvestimento de startup do Estado do Rio Grande do Sul, com a venda da Devorando para o iFood no início de 2016.

As inscrições estão abertas até 15 de junho através da plataforma da Startse, e os empreendedores podem cadastrar suas Startups através do site www.ventiur.net/cadastre-se . A pré-aceleração ocorre entre julho e agosto, quando serão definidas as startups que receberão o investimento e passarão pelo processo de aceleração.

Para quem pensa em investir em Startups, essa é uma grande oportunidade para começar. Neste ciclo de aceleração foi criado o Grupo de Investidores Parceiros no Feevale Techpark, um grupo destinado exclusivamente para investimentos nestas Startups. O modelo de investimento em grupo é bastante indicado para quem está começando em investimentos de risco. Além de diluir o risco, potencializa o número de oportunidades geradas para o grupo. Para quem deseja obter mais informações sobre investimento, o grupo ainda possui algumas cotas em aberto. Mais informações podem ser obtidas com a Ventiur ou no Feevale Techpark.

LIVRO DO MÊS: A Estratégia do Oceano Azul

Por: George Gallas

Como criar novos mercados e tornar a concorrência irrelevante!

  Está difícil se tornar referência em seu mercado? Há muita competição entre concorrentes? As possibilidades para o seu negócio parecem poucas? Se a resposta para essas perguntas forem sim, você precisa ler A Estratégia do Oceano Azul.

  Para entender sobre o oceano azul, primeiro é necessário entender o que é um oceano vermelho. Oceano vermelho é o lugar onde a grande maioria das empresas se encontra. Disputa seu espaço em meio a tubarões, onde o apetite de todos os predadores muitas vezes supera a disponibilidade de prezas, assim muitos players disputam fatias pequenas no mercado. Nesse oceano, os concorrentes são utilizados como referência para o desenvolvimento de novos produtos, serviços e campanhas. As ações são muito limitadas e imitadas com facilidade por todos os competidores.

   Por outro lado, um oceano azul é um mar de possibilidades. Nesse cenário a oferta de peixes frescos é grande e os tubarões não estão presentes para atrapalhar o seu trabalho. São espaços no mercado que as empresas não estão olhando e que oferecem muitas vantagens para quem sabe como ocupar esse espaço. Esse é o objetivo de qualquer empresa que queira se posicionar como líder em um mercado novo e garantir seu crescimento para os próximos anos.

   O livro Estratégia do Oceano Azul foi escrito por W. Chan Kim e Reneé Mauborgne e é baseado em 150 movimentos estratégicos realizados em mais de 30 setores da economia. O objetivo do livro é derrubar o pensamento tradicional sobre estratégia, revelando um caminho novo e ousado para ganhar o futuro. É considerado um guia para a criação de espaços de mercado inexplorados e para tornar a concorrência irrelevante.

   Sem muitos spoilers, uma das formas descritas no livro para desenvolver uma estratégia do oceano azul é olhar para o seu mercado e mapear todas as suas características padrões. Seja na forma de monetização, comunicação aos clientes, ciclo de vendas, consumo dos produtos e ações de marketing. A partir desse momento, é desenvolvido um quadro (conforme imagem abaixo) para pensar nas possibilidade de mudar a regra do mercado. Coloque dentro dos campos “Eliminar, Reduzir, Elevar e Criar” ações que você acredita que sejam necessárias para elaborar estratégias, que criem um novo oceano azul.

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   Com esse mapa visual em mãos, são criados objetivos de execução a curto prazo para testar se as possibilidades são ou não válidas. O exercício recorrente é uma das maneiras de estimular a criatividade da equipe e criar novas maneiras de diferenciar sua empresa dos outros tubarões. E aí, vai continuar dividindo seu peixe com os seus concorrentes?

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Quais os benefícios para as startups a aproximação com grandes empresas?

Por: Carolina Elma Cassel

  Destacou-se no artigo Como criar o espírito de startup em sua corporação?, que muitas grandes empresas já foram precursoras, startups quando esse conceito ainda nem existia. Entretanto, ao longo da caminhada, com o crescimento da corporação, a inovação acaba perdendo espaço para outras preocupações.

  Criar o espírito de startup ou aproximar-se de empresas nascentes é a escolha dessas organizações para recuperar sua essência e disseminar a cultura da inovação. Mas quais os benefícios para as startups a aproximação com grandes empresas? Existem inúmeros, elencados a seguir aqueles que fazem mais sentido no início da criação de uma ideia!

Conhecer as reais dores dos clientes

  Você atende ou pretende atender corporações? Ou clientes dessas empresas? Realmente sabe o que eles necessitam? E de que maneira necessitam? Inverter a lógica de mercado ainda utilizada atualmente pode gerar vantagem competitiva às startups! Em vez de entregar uma solução já pronta ao consumidor, sem saber o que ele realmente sente, busca-se compreender junto com o usuário quais suas dores e necessidades. Então, identifica-se como solucioná-las e posteriormente desenvolve-se os produtos ou serviços, adequados ao seu cliente final. Uma simples inversão de processos pode resultar em um diferencial perante o mercado, já que você será surpreendido por ideias que não teria caso trabalhasse isolado em seu escritório!

Troca de experiências

  Enquanto a startup oferece a empresa o espírito jovem e inovador, as organizações podem apresentar a sua caminhada, elas também já foram pequenas e conhecem os atalhos e armadilhas da trajetória para se chegar ao topo. Contar com a mentoria de diretores, que são experts no assunto, além do suporte de outras áreas da empresa, pode acelerar o processo de inserção no mercado e crescimento. Você será incentivado a pensar sempre além – pensar grande!

Criar um case

  A aproximação de um player com destaque pode servir para apresentar sua ideia ao mercado. Você aceita indicações de amigos? Certamente as empresas também! Dispor de um portfólio com clientes que sejam grandes empresas dá credibilidade a startup, sem contar que o empreendimento já estará sendo visto pelos stakeholders da corporação.

Tenha acesso à investimento

  Caso a startup se aproxime de uma grande empresa, tendo essa sinergia com o seu negócio ou que ela vá solucionar as dores da mesma, há a possibilidade de conseguir investimento com a própria empresa. Em países em que ainda é complexo conseguir investimento para empresas nascentes, como no Brasil, essa pode ser uma boa estratégia! Esse assunto será abordado aqui no blog mais adiante.

  A aproximação pode agregar valor para o negócio de ambas as partes, basta cada um compartilhar o que tem de melhor e selecionar aquilo que lhe serve e será colocado em prática! Tem interesse no assunto? Entre em contato e/ou fique ligado nas novidades divulgadas pela Ventiur, que realiza programas de aceleração corporativa, aproximando startups e grandes empresas!

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Encerramento e premiação da SAP Innomarathon

Por: Carolina Elma Cassel

  No dia 31 de agosto, aconteceu a avaliação das startups participantes da competição SAP Innomarathon, o desafio social promovido pela SAP Labs Latin America e pelo TECNOSINOS. Os competidores tiveram sete minutos para apresentar o seu pitch, já os avaliadores dispunham de três minutos para esclarecer dúvidas, especialmente, sobre o impacto social, progresso, IoT & big data e modelo de negócio, principais quesitos de avaliação. O processo de escolha foi criterioso e demorado, já que startups de alto nível participaram da semi-final, e somente quatro projetos foram selecionados para a final da competição, que aconteceu no dia seguinte.

  Na final da competição o tempo de apresentação foi estendido para dez minutos e o de questionamentos para o mesmo tempo, totalizando vinte minutos. Funcionários da SAP Labs Latin America foram convidados para o evento e escolheram a startup vencedora. O vencedor, que foi anunciado durante o maior evento da SAP para o público universitário, o SAP Techniversity, recebeu um cheque de vinte mil reais e seis meses de incubação, o segundo, terceiro e quarto colocado receberam três meses de incubação na UNITEC, a incubadora tecnológica do TECNOSINOS.

  Durante todo o processo as startups receberam o apoio de negócios da Ventiur, por meio da metodologia WARMUP. Saiba mais sobre a evolução do desafio aqui e sobre o workshop jurídico do qual os empreendedores participaram aqui.

Startups premiadas:

1º lugar: EJR Robótica Educacional

2º lugar: Aldiwa

3º lugar: Doador Online – Banco de Sangue Virtual

4º lugar: Alientronics

Galeria de imagens do evento:

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Pela criação de um futuro customizável e de novas tecnologias

Por: Luiz Henrique Rauber Rodrigues

  Como identificação de uma pedra angular, o mundo data o 2005 e o evento Maker Faire (e a revista Make Magazine), que estimulou com que vários nerds da cultura do “Do It Yourself – DIY/ Faça você mesmo”, saíssem de seus quartos e garagens e fossem lá expor o que produziam e aprender mais. Sobre a cultura DIY, e também este evento, se leva a pensar não é nada novo um movimento para reunir estes nerds, afinal o Apple I foi mostrado para a imprensa pela primeira vez em 1975 por Steve Wozniak e Steve Jobs numa feira de computadores caseiros, a Homebrew Computer Clube, mas hoje é diferente, não é só o nerd que está sendo emponderado a vir à luz.

  Este empoderamento que vem desde 2005 é fruto de um dos grandes movimentos recentes e certamente disruptivo, levando em conta uma evolução histórica e por vezes centralizada, o denominado “maker movemmnet / movimento maker”. Este movimento traz uma mentalidade para que qualquer pessoa possa criar, prototipar, produzir, vender e distribuir qualquer coisa que ela fizer.

  O movimento cultural maker dá uma dinamicidade de “dar o poder” da construção para qualquer pessoa. Isso tem até sido considerado uma nova revolução industrial, pois esta mudando toda uma lógica de produção e venda, de conhecimento e informação, pois o que era centralizado em indústrias, pode ser feito em casa. A abrangência cultural esta atingindo a todas pessoas que tenham interesse nesta cadeia mercantil. Para uma exemplificação simples em 2 tipos de pessoas, consideraremos os nerds e os desingers:

  Um nerd de tecnologia, criou um microcontrolador porque ele queria ou precisava, o arduino (mas poderia ser citado outros muitos);
  Este arduino foi divulgado como hardware livre o que possibilitou que, com baixo custo, outros nerds o copiassem e o utilizando, prototiparam uma impressora 3D;
  Esta impressora num conceito RepRap, foi otimizada por outros nerds e ficou com uma qualidade similar a que é vendida pela indústria, custando bem menos;
  Sabendo disso, um designer que dependia de criar escala e da indústria para produzir seus produtos, comprou uma destas impressoras, e agora a usa para produzir em casa chaveiros que como em pequena escala, são até personalizados;
  Já um outro grupo de nerds que gostam de produção em madeira e não em plástico, otimizaram processos parecidos e desenvolveram uma CNC;
  Agora um outro designer cria e produz cadeiras, quadros, letras e afins em casa, e não mais numa grande madereira que ficava com parte de seu lucro;
  E de nerd pra nerd, de um conceito parecido a CNC, outros nerds queriam mais profissionalismo em suas placas eletrônicas caseiras. Com isso, produziram uma fresadora que é quase auto-replicante como a RepRap. Esta fresadora é utilizada agora até na Universidade para prototipar placas eletrônicas em casa, sem a necessidade de pedir, até para outros países, que façam isso.

  E a cultura maker é totalmente descentralizadora. Outro exemplo dentro deste movimento, e destacado recentemente pela Maker Faire, é de alguém que produziu, sem tecnologia eletrônica, um tipo de horta vertical que facilitou o cultivo de hortaliças e tá mudando o cenário municipal.

  As criações, estimuladas por necessidades ou apenas por curiosidade, tem proliferado esta revolução em todas as dimensões. Ao mercado consumidor a atenção maior está no impacto industrial no presente, mas tem tido até mais impacto no espectro educacional, e por isso, o impacto industrial será futuramente maior, e a indústria precisa aprender sobre esta cultura. Antigamente a criança que desmontava seus brinquedos era até punida por seus pais e afins, mas hoje, é estimulada a fazer isso por eles, e aprende ainda mais a desmontar em sua escola ou em cursos extras. Estas crianças estão aprendendo eletrônica, robótica, programação (…), a cultura de que elas podem criar e fazer. Na educação é preconizado para que a atenção seja muita maior no “processo” do que no “produto”. Esta mudança de foco fará com que estes futuros consumidores, não tenham desejo em comprar um chaveiro pronto, talvez se personalizado… mas sim muito em uma impressora 3D.

Novas ideias para artigos? Criticas e opiniões, envie um e-mail para carolina@ventiur.net.     

 

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 LUIZ HENRIQUE RAUBER RORIGUES | Consultor e professor

Empreendedor, professor, palestrante, pesquisador e afins; Professor no Senac Santa Cruz do Su; Mentor Startupies Weekend; Mestre em Nanociências; Especialista em Gerenciamento de Projetos; Bacharel em Ciência da Computação. Palestrou Campus Party/Latinoware/ Fisl. Interesse principal em software e hardware livre, hackerspaces, startups, DIY, TI Verde, biohacking.

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LIVRO DO MÊS: ORGANIZAÇÕES EXPONENCIAIS

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LIVRO DO MÊS: Organizações exponenciais

Por: George Gallas

O que são organizações exponenciais? O que isso quer dizer? O publicitário Valter Longo defende que o cérebro humano tem a tendência a pensar de forma linear, enquanto o mercado muda de forma exponencial. Outra citação que modela nosso modo de pensar é “A mente humana superestima o que podemos fazer em um ano, mas subestima o que podemos fazer em dez”. Ou seja, sempre queremos causar uma revolução em um ano, mas não acreditamos que podemos estar tão à frente em dez.

O livro Organizações Exponenciais foi escrito por Salim Ismail, Michael S. Malone e Yuri Van Geest. Todos os autores possuem experiência na Singularity University, universidade que atua junto a NASA para estudar as tendências da tecnologia e o impacto que elas irão causar no planeta (ou até fora dele). A abordagem é muito importante para avaliarmos como as políticas empresariais que aprendemos no século XX não se encaixam mais na maneira como as novas empresas criam e gerenciam seus negócios.

A capa do livro já questiona “Por que elas são 10 vezes melhores, mais rápidas e mais baratas?” Sem muitos spoilers, é importante citar 5 fatores que já podem ser trabalhados em qualquer organização que visa se diferenciar através da inovação:

Tenha um Propósito Massivo Transformador: Defina o que move a empresa? Qual o objetivo por trás de toda a operação realizada diariamente? O Google quer “Organizar as Informações do Mundo” e o Ted valoriza as “Ideias que merecem ser espalhadas”. O que a sua empresa faria se tivesse 1 bilhão de dólares e todo o poder necessário?

Entenda sua comunidade e multidão. Sua empresa não existe apenas para sustentar os empresários e seus funcionários. Qual o impacto que a empresa causa nas demais partes envolvidas? Clientes, usuários, comunidade próxima e fornecedores? O que todos estão aprendendo? Como está a sua comunicação com eles?

Utilize dados para tomar decisões. Empreendedores tendem a ser orgulhosos e muitas vezes esse orgulho pode atrapalhar na hora de tomar decisões importantes. Usar dados de forma racional é fundamental para que as decisões sejam melhores e beneficiem a empresa. Coletar, mensurar e compartilhar dados é essencial para qualquer empresa que deseja inovar e crescer.

Valide suas ideias. Todos os projetos, independentemente do tamanho da empresa, precisam ser validados. Faça protótipos funcionais e coloque na mão dos clientes. Avalie o seu desempenho e registre o feedback dos consumidores. Como diria Peter Drucker, “Não há nada tão inútil quanto fazer com grande eficiência algo que não deveria ser feito”. Antes de lançar um produto com altos investimentos em desenvolvimento e marketing, valide para ter certeza se resolve os problemas dos clientes e se eles percebem valor no que está sendo oferecido.

Desenvolva a Inovação de quatro maneiras: Desenvolva startups periféricas, alocando funcionários estratégicos para criarem soluções novas para a empresa. Contrate pessoas externamente que tenham a missão de encontrar maneiras melhores de resolver os problemas que a empresa (ou o mercado) possui. Crie um ambiente de inovação onde sejam testados experimentos (muito importante para esse laboratório é dar a liberdade para que funcionários sejam criativos e não limitem o seu potencial em função de seu cargo na empresa). A última maneira de desenvolver a inovação é fazer parcerias estratégicas com aceleradoras e incubadoras, para estar próximo das startups que potencialmente podem afetar o seu mercado e a sua empresa.

Gostou das dicas? O livro apresenta muito mais. Tudo para que empresários, diretores e executivos possam transformar sua maneira de trabalhar a inovação e não ter medo de desafiar o novo. Transforme sua empresa tradicional em uma organização exponencial, ou mais cedo ou mais tarde alguém o fará no seu lugar!

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