Manifestação da VENTIUR sobre a denúncia de fraude na ABStartups

Recebemos com surpresa e indignação a denúncia do Guto Ferreira (ex-presidente da ABDI) a respeito de uma alegada irregularidade em prestação de contas da ABStartups (Associação Brasileira de Startups).

Embora não tenhamos qualquer envolvimento formal com a ABStartups, entendemos que, para a manutenção da credibilidade do ecossistema empreendedor, é fundamental que sejam apurados os fatos e, uma vez comprovadas as irregularidades, punidos exemplarmente os responsáveis.  

Essa fraude, se confirmada, é muito grave e nos envergonha como cidadãos brasileiros, que lutam por um Brasil sem corrupção e no qual os recursos públicos sejam utilizados de forma correta. A nota emitida pela nova diretoria da ABStartups parece demonstrar o compromisso de que os fatos serão apurados, e é importante que isso seja feito celeremente e com total transparência. Neste sentido, o grupo de aceleradoras da ANPROTEC, que nos representa institucionalmente, está acompanhando de perto e empenhando os esforços necessários para que isso seja feito.

Por outro lado, não podemos concordar com a crítica generalizada ao ecossistema, que não compactua com as atitudes relatadas. Reiteramos nossa confiança nos empreendedores e demais atores que trabalham com garra, atitude, ética e muito comprometimento para transformar ideias em negócios que cresçam em meio a tantas adversidades.

Continuamos acreditando que são os empreendedores que transformarão o mundo em um lugar melhor para vivermos, e compartilhamos desse propósito!

 

Sandro Cortezia

Fundador e CEO da VENTIUR Aceleradora

VENTIUR inicia aceleração da Turma 11 com foco em Inteligência Artificial

 

Grande parte das startups é apoiada pelo Programa MCTI IA², que selecionou a VENTIUR em parceria com a UNSINOS, FEEVALE, UCS,UPF e UNIJUI

 

A VENTIUR dará início agora em dezembro ao processo de aceleração de sua turma 11. Quatro, das cinco startups aceleradas foram selecionadas no âmbito do programa IA² MCTI – Inovação Aberta e Inteligência Artificial do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) em conjunto com a Softex. A iniciativa tem como objetivo fomentar a aceleração tecnológica de soluções de impacto através da incorporação de Inteligência Artificial em quatro áreas prioritárias: agronegócios, saúde, indústria e cidades inteligentes.

 

A VENTIUR foi uma das 13 aceleradoras selecionadas na chamada pública promovida pelo programa do MCTI para escolher startups que estejam relacionadas aos segmentos e temas propostos. Participaram do programa um total de 600 startups – destas, 100 foram selecionadas para serem apresentadas às aceleradoras, mas apenas 30 startups passam para a fase de aceleração. A VENTIUR selecionou quatro startups – Hortify, Stac, Pix Force e Stargrid, as quais receberão aporte financeiro e farão parte da turma 11 da VENTIUR. O processo de aceleração inicia em dezembro e se estende até julho de 2021. Além destas quatro empresas, também participa desse ciclo da turma 11 a staturp Digifarmz

 

O COO da VENTIUR, Guilherme Kudiess, comenta que durante esse período de aceleração, as startups terão uma agenda intensa de atividades, a qual inclui uma série de bootcamps, aproximação com parceiros, mentores, reuniões de acompanhamento e eventos de capacitação com foco no desenvolvimento dos empreendedores e seus times. Tais atividades envolvem palestras para transferência de conhecimento e workshops com exercícios práticos envolvendo diversas temáticas como liderança, aspectos jurídicos, customer success, governança para startups, contabilidade, vendas, marketing digital, gestão, finanças, recursos humanos, canais de aquisição de clientes, desenvolvimento de produto, captação de recursos, dentre outros. “Eles terão acesso a diversos temas que irão contribuir para o crescimento das aceleradas”, observa o COO.

 

As novas empresas serão preparadas durante sete meses até o Demoday, que acontece em julho de 2021. O evento marca o encerramento do ciclo de aceleração, oportunidade em que os empreendedores poderão apresentar os resultados do trabalho  para dezenas de fundos de investimentos convidados, além de parceiros e outros grupos de investidores da aceleradora. A fim de gerar oportunidades de conexão, parcerias e troca de experiências.

 

Além da explanação dos cases, será um momento também para que as statups compartilhem os aprendizados e os desafios vividos durante o ciclo de aceleração. ‘Finalizada essa etapa, as empresas passam a realizar encontros menos frequentes, porém de nível estratégico, em conjunto com investidores do grupo. Além disso serão aproximadas a fundos parceiros da VENTIUR para avaliação de novas rodadas de investimento’, detalha. Os três grupos de investidores da aceleradora participaram desse processo: Fundo 20, Hélice e VENTIUR AgTech. “As startups estão em um período de crescimento, com produtos já lançados e se preparando para tração.Por isso precisam estruturar seu negócio e time , além do aporte financeiro. O processo de aceleração da VENTIUR inclui o smart money destes grupos de investidores e mentores que agregam com experiências de mercado, conexões, o fomento de novos negócios e estruturar melhores práticas de gestão”, enfatiza o COO. 

 

Quem tiver interesse em obter mais informações sobre estes e outros programas de aceleração e investimento da VENTIUR, pode entrar em contato pelo e-mail queroinvestir@ventiur.net. A VENTIUR é uma das principais aceleradoras do país e investe em  startups de todo Brasil. Está sediada no Tecnosinos, em São Leopoldo

Quem são as startups selecionadas para a turma 11 da VENTIUR

As cinco startups selecionadas para o ciclo de aceleração da turma 11 da VENTIUR atuam nos segmentos de energia, saúde, serviços e agronegócio, e estão localizadas em diferentes regiões do País, o que inclui Sul e Sudeste. Abaixo uma breve descrição de cada uma delas.

 

Pix Grid

A Pix Grid é uma spin-off, focada no mercado de Energia, da Pix Force, que desenvolve soluções utilizando tecnologias de visão computacional, inteligência artificial e machine learning. Suas soluções abrangem desde a inspeção de linhas de transmissão por imagens satélite, análise de infra-estrutura através de drones e monitoramento de redes urbanas para identificação de anomalias e podas de árvores.   

 

Stargrid

Entrega soluções para facilitar e agilizar o planejamento de escalas de trabalho.. Por meio de uma plataforma, os colaboradores podem escolher seus dias de folgas preferenciais, uma inteligência artificial cruza informações de todos, levando em conta o banco de horas e legislação, e monta escalas que entregam o máximo de satisfação aos colaboradores e gestores. Os gestores podem conferir notificações e aprovar alterações em tempo real, desta forma cooperando para a qualidade de vida do colaborador e aumentando o resultado da empresa.

 

Stac

Com foco no agronegócio, a Stac entrega um sistema de monitoramento e gestão de aviários para produtores, cooperativas e agroindústrias. Com sensores, dispositivos e balanças, conectados a uma plataforma para tomada de decisão, a STAC ajuda o produtor a aumentar a produtividade, seja no ganho de peso das aves, quanto reduzir a mortalidade no aviário. A STAC recebeu a premiação de 1º e 2º Lugar do Inova Avi, promovido pela EMBRAPA. Maior concurso de inovação para o mercado avícola no Brasil. 

 

Hortify

Especializada em hortifruticultura, a plataforma Hortify reúne de maneira intuitiva dados de produção, mão de obra, estoque e financeiro, integrado com algoritmos inteligentes que auxiliam na tomada de decisão. Somado a isso, atendendo a exigências do governo brasileiro, a solução introduz um processo inteligente de rastreabilidade alimentar, agregando valor e transparência ao alimento. Atualmente possui 60 clientes espalhados pelo Brasil.

 

Digifarmz

Trazer eficiência ao processo de produção de soja, reduzindo custos e perdas causados por doenças – esse é o objetivo da Digifarmz, uma plataforma que combina dados de pesquisas, informações climatológicas, genética de cultivares, datas de semeadura, local e dezenas de outros parâmetros, para apresentar recomendações inteligentes que auxiliam produtores, agrônomos e consultores no manejo fitossanitário das doenças da soja. A plataforma indica quais fungicidas utilizar, qual melhor data de pulverização, emite alertas e notificações, tudo para apoiar a tomada de decisão do produtor. A startup já tem mais de 400 clientes no Brasil e Paraguai e está em plena expansão.

 

Prema

Assim como o uber quebrou paradigmas da mobilidade urbana, a Prema está transformando o mercado de revisões automotivas. Por meio de uma plataforma e serviço agregado, traz transparência e economia para o proprietário de um veículo; que além de adquirir a revisão online; pode acompanhar a revisão do seu veículo por meio de filmagens, visualizar o desgaste dos itens de segurança, como pneus, freios, fluídos… tendo todas as evidências da realização da manutenção programada conforme recomendações da montadora. A prema também pode buscar e deixar seu veículo onde estiver, evitando aquela perda de tempo e deslocamento até a concessionária. E no âmbito do programa do MCTI, a plataforma agrega rastreabilidade do processo de manutenção preventiva utilizando Inteligência Artificial para gerar transparência dos serviços realizados.

 

Programa do MCTI fomenta inovação e pesquisa de novas soluções

A iniciativa do MCTI tem como objetivo apoiar projetos de pesquisa e desenvolvimento orientados ao desenvolvimento de soluções em inteligência artificial no valor de até R$ 500 mil. Esses projetos são apoiados por Aceleradoras de Startups, em parceria com ICTs (Institutos de Ciência e Tecnologia),  empresas tradicionais e grupos de pesquisa que atuam na execução de projetos de P&D com foco na solução de problemas  através de IA. Iniciativas como esta aumentam a competitividade e internacionalização de tecnologias brasileiras por meio da inovação e eficiência do setor produtivo brasileiro.

Randon Ventures investe com a VENTIUR Aceleradora

A Randon Ventures, uma iniciativa das Empresas Randon para investimento em startups, ampliou a parceria com a aceleradora VENTIUR, passando a atuar como Investidor Corporativo no Grupo de Investidores Hélice. O grupo já conta com 6 startups no portfólio, e deve investir em até 20 novos negócios que agreguem inovação para as cadeias de valor de empresas da Serra Gaúcha nos próximos dois anos.

O Grupo de investidores Hélice, uma iniciativa da Aceleradora VENTIUR, Instituto Hélice e  TecnoUCS, iniciou sua atuação no segundo semestre de 2019, quando selecionou e investiu na primeira turma de startups. Essas startups participaram do processo de aceleração em2020 e já começam a se destacar no mercado. Outras duas startups com soluções baseadas em inteligência artificial foram investidas em Novembro de 2020 e serão aceleradas no âmbito do Programa MCTI IA2, em uma parceria da VENTIUR, UCS e outras Universidades gaúchas. 

Formado para fomentar a inovação e o investimento em novos negócios de base tecnológica na Serra Gaúcha, o Grupo de Investidores VENTIUR Hélice conta, em Novembro de 2020, com 30 investidores, metade deles da região da serra. O restante dos investidores são de outras regiões do país e até mesmo do exterior. A participação da RANDON Ventures se soma à Metadados, que já atuava como investidor corporativo, e deve reforçar a atuação de investidores da região no grupo. “Nosso objetivo é que 70% dos investidores do Grupo Hélice sejam da Serra Gaúcha, para fortalecer as conexões com as empresas da região”, explica Sandro Cortezia, CEO da VENTIUR. 

“Essa parceria é mais um passo na jornada de inovação trilhada pelas Empresas Randon. Com esse investimento, consolidamos as ações da Randon Ventures no fortalecimento e na aproximação com o ecossistema local de startups”, destaca o gerente de Negócios e Estratégias Digitais das Empresas Randon e head officer da Randon Ventures, Mateus de Abreu.

O investimento em venture capital tem crescido significativamente em todo o mundo. No Brasil foram investidos U$3 bilhões em startups no ano de 2019, e a expectativa é de superar este patamar em 2020, apesar da pandemia. A baixa na taxa de juros tem estimulado a procura por outros investimentos com maior retorno. O investimento em startups, além da possibilidade de ganho financeiro, permite a atuação ativa dos investidores e um grande aprendizado em novas tecnologias e  modelos de negócio, além de um networking qualificado. 

A aceleradora VENTIUR, em atuação desde 2013 e uma das mais conceituadas do Brasil, é responsável pelos processos de seleção e aceleração das startups, e administra o grupo de investidores. Já investiu e acelerou mais de 50 startups e, apenas em 2020 confirmou dois “exits” (quando é vendida a participação acionária nas startups e o lucro da operação distribuído para os investidores), com ganhos de 500% e 830% em um prazo médio de 2,5 anos.

O Grupo VENTIUR Hélice ainda dispõe de algumas cotas abertas para novos investidores individuais ou corporativos. Interessados podem procurar o Instituto Hélice ou entrar em contato diretamente com a VENTIUR pelo site ou pelo e-mail queroinvestir@ventiur.net. Uma nova turma de seleção e aceleração de startups será lançada no início de 2021. 

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Comunicação e Relacionamento com a Mídia é tema do 14º bootcamp do Programa BRDE Labs

Realizado na última quinta-feira, 19, o 14º bootcamp do Programa BRDE Labs teve como tema a Comunicação e o Relacionamento com a Mídia. Para o bate-papo online, as aceleradas e demais parceiros do programa contaram com a presença da jornalista na Rádio Gaúcha, GZH, Zero Hora, RBS TV e 102.3 FM, Giane Guerra.

Giane tem ampla experiência noticiando fatos ligados ao universo de negócios, economia e finanças pessoais. Inicialmente, ela compartilhou sua trajetória pessoal, formação acadêmica e experiência profissional, que culminaram em ser uma das principais repórteres do estado, tanto pelo alcance de suas matérias, quanto pela importância do assunto tratado. “Quando criei meu blog, queria replicar as informações que noticiava e logo percebi que cada meio de comunicação possui o seu tipo de conteúdo e abordagem. Foi uma lição valiosa não apenas para jornalistas, mas para empreendedores que buscam se comunicar com o mercado de forma efetiva”.

Outro aprendizado importante compartilhado por Giane foi relativo à centralidade do público para o seu trabalho. Conforme a jornalista: “Minha relação com o meu público é o meu maior patrimônio”. A partir desta percepção, ela disse que negócios que buscam se comunicar com a mídia devem ter em mente o interesse do público (e não da própria empresa) quando buscam algum veículo ou jornalista. “Negócios precisam entender que, para ter um bom relacionamento com a mídia, é necessário lembrar que a matéria é feita visando o público e não a fonte”, explica.

A importância no foco no público ficou evidenciado quando Giane afirmou que a audiência está informada e é a principal fonte de pautas, reforçando a necessidade de se olhar para o público e compreender que é dele que saem os insights necessários para uma comunicação efetiva, algo que vale para o jornalismo e para empresas diversas. Da mesma forma, a jornalista reforçou que é preciso simplificar as mensagens e se colocar na posição da audiência, como forma de garantir que o que é dito seja compreendido efetivamente.

Giane também compartilhou uma série de matérias suas publicadas nos veículos de comunicação onde trabalho. Ela fez uma análise de cada assunto abordado, comentando os recursos de escrita e imagem que estão por trás de cada matéria, o que dá resultado e o que evitar na hora de se comunicar com o mercado.

O bootcamp contou com a presença das startups aceleradas no Programa BRDE Labs – 2Metric, Agência Besouro, BioIn, DigiFarmz, Elysios, Essent Agro, Faba, Insumo Fácil, Palma Sistemas, Polvo Spot, Optim e Talos – com representantes do BRDE, da VENTIUR e das três das universidades que integram a Aliança para Inovação, UFRGS, PUCRS e Unisinos.

Assista ao bootcamp:

Criativando projeta ampliação dos negócios com rede de franquias

Criativando projeta ampliação dos negócios com rede de franquias

 

‘Somos o Uber das impressoras’, diz CSO da Criativando

‘O Uber das impressoras’ – essa foi a expressão que o Jonatham Tebaldi, sócio fundador e CSO da Criativando utilizou para resumir o estágio atual da empresa, a qual foi acelerada pela VENTIUR em 2017. A plataforma, que conecta arquitetos, decoradores e engenheiros a profissionais de design por meio de papéis de parede customizados, está em processo de expansão e adotou o sistema de franquias para alavancar seu crescimento de maneira exponencial.

A Criativando é a primeira fabricante de papel de parede em formato digital do Brasil e uma das poucas do mundo nesse segmento. A proposta de trabalhar no sistema de franquias está no radar da empresa desde sua criação, porém foi a pandemia do novo coronavírus que permitiu a consolidação definitiva do chamado ‘Módulo Home Office Criativando’, lembra Tebaldi. Logo no começo da disseminação da Covid-19, em março deste ano, com a adoção de medidas de isolamento social, surgiu o desafio de dar continuidade ao trabalho. Os primeiros 15 dias foram os mais difíceis para a empresa, pois era preciso definir as estratégias que iriam nortear as ações para os próximos meses.  “Olhamos para a empresa e percebemos que já tínhamos o modelo definido, pois independente da condição da loja parceira, aberta ou fechada, bastava apenas que o cliente estivesse conectado em nossa plataforma para que pudesse desenvolver seus produtos’, ressalta. 

A partir daí o modelo foi apresentado ao mercado com novos argumentos de venda e adaptados à condição atual da pandemia como: ‘Loja fechada? Venda Papéis de Parede da sua casa! Personalize, crie, revenda…tudo isso em sua casa!’ Todo esse movimento, o qual apresentou uma alternativa às restrições impostas pela quarentena, atraiu rapidamente centenas de interessados – cerca de 800 apenas em um dia e de maneira orgânica – e impulsionou o crescimento do negócio em 30% nos três meses seguintes. Era o começo da pandemia e as empresas precisavam criar rapidamente estratégias eficazes para enfrentar o cenário negativo que já estava batendo a sua porta. De maneira simples e usual, a plataforma conecta a loja do cliente a milhares de profissionais do País por meio de geolocalização. Além disso, a empresa também oferece treinamento gratuito aos clientes e parceiros, como forma de tornar a experiência ainda mais satisfatória para o usuário.

Estruturando o modelo de franquias

Porém com o aumento da demanda, houve também o acúmulo de trabalho e para garantir a qualidade no serviço, incluindo os prazos de entrega, a Criativando precisou encontrar novas alternativas – momento em que surgiu o modelo de franquias. Com o auxílio do Sebrae RS foi estruturado o plano de franquias – e em dois meses, no dia 2 de agosto foi lançada a franqueadora da Criativando. Logo no primeiro mês foram vendidas 11 franquias e no mês seguinte outras seis em diversas regiões do País, em especial no Sudeste. Destas, 13 já estão em processo de implantação.

‘Continuamos sendo um fabricante de papel de parede de alto padrão. Temos 13 fábricas no país e não temos nenhuma impressora, assim como a Uber que não tem carros, mas trabalha com parceiros’, salienta. Nesse modelo, todos os pedidos e transações são feitos por meio da plataforma – quando o pedido é finalizado, a franquia produz o material e providencia a entrega para o cliente. A grande vantagem, na opinião de Tebaldi, é que os custos de logística, como o frete e a carga tributária, foram eliminados – um dos pontos que mais impacta na composição do preço final do produto para o cliente.

Ele comemora os primeiros resultados dos franqueados, que rapidamente têm garantido o retorno de seus investimentos. Detalha que alguns franqueados faturaram, já no primeiro mês de atividade, o valor que era esperado para o sexto mês. 

Tebaldi comenta que o modelo de franquias, além de permitir escalar o negócio da Criativando, está profundamente ligado a um dos propósitos essenciais da empresa – contribuir para a geração de empregos. “Hoje cada franquia gera seis empregos diretos e, pelo menos, outros seis indiretos, o que contribui para o crescimento econômico do país”, observa. Hoje a empresa é a única fabricante de papel parede no formato digital do mundo com um modelo de franquias.

 

Internacionalização e reforço no time

Com a consolidação do modelo de franquias, que deve ser ampliado ainda mais este mês, a Criativando está se preparando para novos desafios e tem como foco a internacionalização de seu negócio. Hoje a empresa já exporta para diversos países como Bolívia e Itália, mas a intenção é expandir ainda mais, inclusive com franquias no exterior. ‘Porque vou exportar o produto se posso ter uma impressora naquela país e começar a produzir de maneira mais barata e eficaz’, argumenta. E esse movimento gera resultados financeiros para toda a cadeia, incluindo parceiros e franqueados. 

Como forma de garantir mais visibilidade para o seu negócio e cada vez mais se consolidar no concorrido mercado da decoração, a empresa está montando um chamado ‘cinturão’. O objetivo desse conjunto de ações é garantir seu diferencial competitivo frente aos seus concorrentes. Para isso têm buscado parcerias importantes que permitem a produção de conteúdos exclusivos e que agregam valor à sua rede de clientes. Dentre as ações recentes estão o licenciamento de grandes marcas como o canal de TV por assinatura Discovery Channel, o museu de arte National Galery, de Londres, a série de animação ‘Diário de Mika’, dentre outras.

E a inovação não fica restrita somente aos mais de mil modelos de papéis de parede e os conteúdos interativos por meio de realidade aumentada. A Criativando também já está trabalhando com um modelo de cashback para compra de produtos e serviços dentro da plataforma, tornando a relação com seus clientes e parceiros ainda mais estreita. Tebaldi revela também a intenção de diversificar o portfólio de produtos na plataforma por meio de marketplace. “Estamos colocando novos produtos na plataforma da Criativando, pois queremos ser um ERP completo”, adianta. 

Para atingir esses objetivos, o time foi reforçado, com a adição de novos membros, o que inclui arquitetos, decoradores, e também um novo CEO, Ricardo Penzi, que é ex-diretor de Desenvolvimento de Negócios do Brasil da Hyperloop Transportation Technologies. Tebaldi observa que com o novo CEO, pôde se dedicar inteiramente ao trabalho de prospecção de novos negócios, incluindo a expansão do modelo de franquias. 

 

‘Me tornei o mártir do empreendedorismo’ 

Tebaldi brinca ao relembrar sua participação no programa Shark Tank Brasil em 2019. Ele destaca que muitas pessoas ainda procuram a empresa em função do programa. “O SharkTank nos deu muita autoridade, nos catapultou e tornou a empresa conhecida no País. Até hoje colhemos os frutos da minha participação no programa”, enfatiza. Ainda sobre o programa, ele dá um conselho aos novos empreendedores. ‘Se tiver oportunidade, vá, mas vá preparado, porque não é fácil estar ali (no programa)’, lembra o CSO. 

 

E como surgiu a empresa?

Ao falar do início da empresa, Tebaldi relembra o ano de 2015. Na época ele tinha uma gráfica na cidade de Nova Bássano, interior do Rio Grande do Sul, e viu seu pequeno negócio praticamente ser ‘engolido’ pela crise que atingiu o País naquela ocasião. Ao se deparar com esse cenário, a empresa precisou se reinventar para conquistar o diferencial competitivo no mercado. Aumentou seu portfólio e incorporou novos produtos, dentre eles o papel de parede customizado. Tendo como foco principal arquitetos, designers engenheiros e profissionais do segmento de decoração, Tebaldi partiu para a prospecção junto a esse público – e esse movimento apresentou seus primeiros resultados. 

Os novos clientes aprovaram a ideia de poder customizar seus trabalhos. E com as demandas aumentando, a empresa passou a concentrar esforços em seu novo segmento, o qual era bastante promissor e permitiria uma maior lucratividade. “Pensamos em criar uma plataforma democrática, onde o próprio cliente poderia elaborar o seu material a partir dos modelos existentes”, comenta. Nessa época a empresa se inscreveu em um programa de startups do Sebrae, o StartUp RS foi selecionada e durante o ano de 2016 trabalhou a validação de seu modelo de negócio.

 

Acelerando o negócio

No ano seguinte a Criativando acabou sendo finalista do programa Startup RS. E durante essa seleção, recebeu convite da VENTIUR, com sede no Tecnosinos, em São Leopoldo/RS, para participar de um warm up organizado pela aceleradora. O objetivo dessa seleção era avaliar novos investimentos em empresas. Dessa maneira, em 2017, a Criativando recebeu seu primeiro aporte financeiro por parte da aceleradora. 

Nos últimos três anos os desafios só aumentaram – a empresa testou novos modelos de negócio…alguns deram certo outros nem tanto, relembra Tebaldi, mas a motivação é a mesma. “Continuamos fazendo a mesma coisa, mas buscando sempre nos reinventar’, finaliza. Para saber mais sobre a empresa acesse o site www.criativando.com.br ou o Instagram @criativandocor.

13º Bootcamp do BRDE Labs aborda a Governança Corporativa para Startups

O 13º bootcamp da etapa de aceleração do Programa BRDE Labs foi realizado na última quinta-feira, 12. O bate-papo online teve como temática Governança Corporativa para Startups, com o palestrante Marcelo Hoffmann,  formado em direito,  partner da ABSeed Ventures, Sócio do Baptista Luz Advogados e Mentor Endeavor.

Hoffmann iniciou o bootcamp explicando que, quando se fala de governanças em startups, existe uma noção adequada de proposta de valor e das dores que os negócios resolvem. Ele recuperou um dado de uma pesquisa realizada no IBGC, numa base de 250 startups: quando perguntadas sobre a importância do tema na jornada, de um modo geral, as startups deram a nota 9, mas quando questionadas sobre o nível de conhecimento, a nota média atribuída foi 6. “Isso sinalizou de forma clara uma grande zona e oportunidade de aprendizado. A partir daí, o IBGC tomou uma série de ações rumo a esse ecossistema para criar uma troca entre um ambiente absolutamente inovador e trazer um pouco das experiências pregressas de um instituto que cuida da governança há muito tempo”, salientou Marcelo.

O palestrante destacou que a conexão com empresas de estágio inicial é um desafio. “A sensação é a de que governança é uma coisa para empresas de capital aberto, com conselho. E na verdade a governança tem uma proposta de valor mais ampla do que simplesmente ser uma ferramenta para grandes empresas. A partir do mapeamento desse ambiente de negócios, ficou claro que ela tem uma função que é mitigar o risco de mortalidade. Todos nós sabemos que as empresas têm um primeiro ciclo muito desafiador, relacionado a sua sobrevivência. Nós lemos em redes sociais o tempo todo notícias sobre grandes aportes, mas nunca encontramos as histórias de quem parou de prosperar no meio do caminho. De um modo geral, posso afirmar para vocês que elas tiveram algum problema de governança corporativa que foi negligenciado”, apontou.

Depois desse ciclo inicial, de acordo com Hoffmann, fica mais aparente que estar estruturado de maneira séria, na medida certa, sem pesar a empresa com burocracia desnecessária, permite um acesso a capital qualificado de forma mais fácil. “A empresa é financiada basicamente pelos próprios sócios ou pelo capital de terceiros, certo? Então estamos dizendo que temos investidores melhores, volume maior de capital e custo de transição melhor de uma forma bastante relacionada ao nosso status de organização. Isso porque os investidores e instituições financeiras são avessos ao risco. A demanda por capital e investimento é grande, e o investidor tem a possibilidade de escolha, e ele direciona para a empresa mais organizada”, conta o palestrante. Ele ainda explica que o complexo de tudo é entender que é uma jornada. “E as escolhas que fazemos no início da jornada determinam os caminhos que seguiremos”, esclarece Hoffmann. Segundo ele, “governança é uma ciência prática. Não é um evento isolado, é uma jornada”.

No final do bootcamp foi realizado um bate-papo para que todos pudessem esclarecer dúvidas, discutir assuntos relacionados à governança corporativa. O bate-papo contou com a presença das 12 startups selecionadas para a etapa de aceleração do Programa BRDE Labs: 2Metric, Agência Besouro, BioIn, DigiFarmz, Elysios, Essent Agro, Faba, Insumo Fácil, Palma Sistemas, Polvo Spot, Optim e Talos, bem como representantes do BRDE, da VENTIUR, das três das universidades que integram a Aliança para Inovação (UFRGS, PUCRS e Unisinos).

 

Blockchain: Impacto e Potenciais Aplicações é tema do 12º bootcamp do Programa BRDE La

Um tema que deve ganhar espaço ao longo dos próximos anos é o uso de blockchain. Os impactos e potenciais aplicações da tecnologia, cuja aplicação foi usada como base para o bitcoin, a primeira criptomoeda criada no mundo, foi assunto do 12º bootcamp da etapa de aceleração do Programa BRDE Labs. O bate-papo online, realizado na última quinta-feira, 5, foi conduzido pelo CEO da SOU.cloud e sócio da TEEVO AS, Fabio Junges.

Junges detalhou o funcionamento da tecnologia, que garante a segurança e a integridade das transações. Com ela é possível efetuar uma transação segura entre dois desconhecidos, sem intermediários. “A inovação e o desenvolvimento tecnológico acontece por quem está querendo experimentar ou desbravar o novo. Estamos em um momento interessante, no início dessa onda, de desenvolvimento. Há muito espaço para inovação e as startups incorporarem blockchain em seus projetos”.

É possível utilizar blockchain em diversos cenários, como por exemplo: aumentar a liquidez para um determinado ativo; muitos intermediários nas operações da empresa; necessidade/desejo de rastreamento da cadeia de valor; desejo de transparência e simetria de informações; burocracia em excesso, muitas etapas ou partes envolvidas; melhorar o relacionamento com clientes; adequação à Lei Geral de Proteção de Dados; reduzir os custos de transação. Na hora de analisar o uso da tecnologia em uma startup, Junges explica que é preciso entender a real necessidade para cada caso. “Será que é para a minha empresa? Um projeto de blockchain não pode querer começar em grande escala. É preciso que vá devagar, num embrião, que vai crescendo em relevância e vira o modus operandi”.

Junges falou que ainda há um longo caminho até que o uso de blockchain seja difundido no Brasil. Ele entende que é preciso avançar em muitos aspectos, como a criação de um mercado de ações e participação acionária, numa lógica para startups, elaboração de uma legislação correspondente, formas de captação e mecanismo de distribuição de renda e rendimento para as empresas. O mercado imobiliário é um exemplo de possíveis aplicações. “Ao invés de comprar um apartamento da planta, você pode comprar um token, que representa uma fração do imóvel na planta, democratizando o investimento. Qualquer pessoa passa a fazer parte do mercado”, explica.

Mas, ainda é preciso avançar. Junges ressalta que há um ponto chave para o desenvolvimento deste mercado. “Emitir é fácil. Mas, é preciso garantir que o token representa o ativo real. Ter garantia de que não estou emitindo tokens sem lastro. Precisamos pensar esse mecanismo de controle para dar garantias para o investidor. Quando pensamos em blockchain, enxergamos uma oportunidade”.

No final do bootcamp foi realizado um bate-papo para que todos pudessem esclarecer dúvidas, discutir assuntos relacionados às diversas aplicações de blockchain. O bate-papo contou com a presença das 12 startups selecionadas para a etapa de aceleração do Programa BRDE Labs: 2Metric, Agência Besouro, BioIn, DigiFarmz, Elysios, Essent Agro, Faba, Insumo Fácil, Palma Sistemas, Polvo Spot, Optim e Talos, bem como representantes do BRDE, da VENTIUR, das três das universidades que integram a Aliança para Inovação (UFRGS, PUCRS e Unisinos).

Linhas de apoio Finep para startups é tema do 11° bootcamp do Programa BRDE Labs

O décimo primeiro bootcamp da etapa de aceleração do Programa BRDE Labs foi realizado na última quinta-feira, 29. O evento trouxe o Analista de Fomento – Região Sul na Financiadora de Estudos e Projetos – Finep, Bruno Rodrigues Camargo, para falar sobre as linhas de apoio da instituição para as startups.

Um dos principais financiadores, apoiadores e indutores da inovação no Brasil, a Finep é uma empresa pública brasileira que tem como missão promover o desenvolvimento econômico e social do Brasil por meio do fomento público à Ciência, Tecnologia e Inovação em empresas, universidades, institutos tecnológicos e outras instituições públicas ou privadas.

Durante o bootcamp, Rodrigues falou sobre as diversas oportunidades que a Finep oferece para as startups. Destaca-se os programas Finep Startup, Centelha, Finep Tecnova, Finep Inovacred e Mulheres Inovadoras. Um dos objetivos do Finep Startup, por exemplo, é apoiar as empresas nascentes de base tecnológica, que possuam papel fundamental na introdução de novas tecnologias e modelos de negócios no mercado. “Além disso, disponibilizamos recursos financeiros para que as startups com alto potencial de crescimento possam enfrentar os desafios iniciais e contribuir para a criação de empregos e geração de renda”, explica.

Ao final, foi realizado um bate papo para que todos pudessem esclarecer dúvidas e discutir assuntos importantes com relação aos programas apresentados.

Participaram do evento representantes do BRDE, da VENTIUR, das três das universidades que integram a Aliança para Inovação – UFRGS, PUCRS e Unisinos e empreendedores das 12 startups selecionadas para a etapa de aceleração do Programa BRDE Labs: 2Metric, Agência Besouro, BioIn, DigiFarmz, Elysios, Essent Agro, Faba, Insumo Fácil, Palma Sistemas, Polvo Spot, Optim e Talos.

Desafio das marcas no pós-pandemia é tema do nono bootcamp do Programa BRDE Labs

Para se posicionar no corretamente no mercado, uma empresa precisa ter um posicionamento estratégico claro, com capacidade de condução de relacionamento, gestão e resultado. Estes são elementos fundamentais para uma instituição ter potencial para transformar um negócio. Considerado um dos maiores experts em branding do país, o CEO do GAD, Luciano Deos, foi o palestrante do oitavo bootcamp da etapa de aceleração do Programa BRDE Labs. O bate-papo online, realizado na última quinta-feira, 15, teve como temática ‘O Desafio das Marcas no pós-pandemia’.

Deos compartilhou um pouco sobre sua experiência profissional e trajetória à frente da GAD, empresa onde ajudou a construir relevância e reconhecimento ao longo de mais de 20 anos. Foram inúmeros trabalhos desenvolvidos em grandes empresas como, por exemplo, Claro, A+, Via Varejo e Catho. Para ele, as marcas só fazem sentido a partir dos negócios. “As pessoas investem em uma marca porque acreditam nela. O papel da marca é potencializar a estratégica de negócio. Direcionar a esperança que queremos entregar aos nossos clientes”.

De acordo com Deos, a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) reforçou a importância de as empresas tomarem consciência no impacto que começam a ter com as pessoas. “Não se trata mais sobre a empresa. Mas sim, sobre marcas, negócios e pessoas. Neste sentido, ajudamos os empreendedores a transformar seu sonho em negócio, adequados à nova economia”.

Para ele, os conceitos de marca valem igualmente para empresas grandes ou pequenas e para as startups. “A capacidade de implementar pode ser diferente, mas o conceito vale. Quando olhamos a marca, precisamos ver mais que logotipo, cor e elementos gráficos. É preciso que tenha significado e conte com três premissas importantes: consistência, coerência e consciência”, explica Deos.

Os sete pilares na construção de marca

Cultura e estratégia são conceitos fundamentais para o sucesso de uma marca. Deos entende que há outros cinco temas que definem o motivo que a organização existe e o papel dela no mundo: pessoas, relacionamento, reputação, resultado e experiência.

1 – Cultura: é a razão pela qual a empresa existe. Deve narrar a história e trazer o olhar para o presente, através de clareza do motivo pelo qual a organização existe e o papel dela no mundo.

2 – Estratégia: Seu papel é traduzir e potencializar a estratégia e a cultura do negócio.

3 – Pessoas: São todos os colaboradores, parceiros e clientes. É preciso ter capacidade de entender e atender a todas as pessoas. É um grande desafio, potencializado pela tensão que existe nas redes sociais, criticidade e velocidade de resposta necessária.

4 – Relacionamento: É a capacidade de fazer com que as pessoas participem da agenda da empresa. Começa com o engajamento do público interno (colaboradores) e passa por um bom atendimento aos clientes.

5 – Reputação: É preciso entender claramente como se posicionar diante de temas políticos e sociais. Empresas que assumem determinadas causas e se posicionam levam vantagem. As empresas precisam atuar enquanto agentes de transformação da sociedade.

6 – Resultado: As empresas precisam medir o seu valor, seja de crescimento, em termos de valuation, ou de premiações. Marca precisa trazer resultado.

7 – Experiência: A construção de valor de uma marca se dá na experiência. Paga-se mais onde há uma experiencia de valor maior com as marcas. É importante ter a visão de que a experiência, consumo e valor são sinônimos de marca.

Troca de experiências

No final do bootcamp foi realizado um bate-papo para que todos pudessem esclarecer dúvidas, discutir assuntos importantes com relação aos desafios para a construção de uma marca. O bate-papo contou com a presença das 12 startups selecionadas para a etapa de aceleração do Programa BRDE Labs: 2Metric, Agência Besouro, BioIn, DigiFarmz, Elysios, Essent Agro, Faba, Insumo Fácil, Palma Sistemas, Polvo Spot, Optim e Talos, bem como representantes do BRDE, da VENTIUR, das três das universidades que integram a Aliança para Inovação (UFRGS, PUCRS e Unisinos).

Assista ao vídeo no YouTube:

Trucker do AgrO – Plataforma de logística do agronegócio

A Trucker do AgrO, startup parceira e acelerada pela VENTIUR desde março deste ano, atende o setor de logística do agronegócio, oferecendo uma plataforma que permite a otimização do tempo de cooperativas, revendas e sementeiras na cotação e contratação de transportadoras, todo processo logístico. 

Durval Carneiro, fundador da Trucker do AgrO, contou para gente como a ideia da startup surgiu em 2017 após uma viagem de negócios para Goiás. Durval teve contato com as dificuldades de um cliente que precisava de suporte logístico para cuidar da entrega de em média 700 caminhões de semente. Na volta para o Paraná, refletiu sobre a necessidade de seu cliente de Goiás e como esse problema deveria afetar também outros produtores e empresas que dependem de contratação de fretes para escoar seus grãos e insumos. 

“Muitas vezes, a logística no agro é realizada de forma arcaica, e sem um padrão, se usa grupos de whatsapp, ligação, e-mail, skype para fazer cotações e depois as famosas planilhas de excel para alimentar informações e assim surgiu a ideia de desenvolver uma plataforma que atendesse especificamente as necessidades logísticas do Agro, que é tão específica. Contatei cooperativas parceiras para validar a solução e entender melhor as dificuldades dessas cooperativas, revendas e sementeiros, aprimorando a versão inicial da plataforma e até hoje todas as funcionalidades são desenvolvidas segundo as demandas de nossos clientes”, comenta Durval.

Diferente do que já existe no mercado, o aplicativo da Trucker do AgrO é pensado inteiramente para o agronegócio, atuando hoje dentro do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás e está chegando no Mato Grosso. A startup vai entregar em breve a localização da sua carga em tempo real, além de facilitar todo o processo de contratação de forma ágil e automatizada. 

Ainda, a ferramenta possui um formato de cotação inteligente onde a nota só é dirigida para transportadoras que atendam aquela região que você precisa retirar seu produto e que possuam apólice vigente que cubram o valor da nota e o produto que será transportado. A plataforma possui um dashboard completo com todas as informações das empresas e cargas do contratante, proporcionando maior governança corporativa, que é extremamente essencial no setor de logística, visando a redução de custos e criando informações assertivas para casos de auditoria. 

Além disso, a Trucker do AgrO inova na gestão dos motoristas, criando seu próprio sistema de pontuação, onde os mesmos podem ser premiados pelo seu desempenho, tanto em dinheiro como em melhorias para o caminhão, como, por exemplo, tanque cheio, frigobar e lona nova. Desta forma, há uma melhora significativa no comprometimento e engajamento dos motoristas.

Recentemente a Trucker do AgrO comemorou seus quase 4 milhões de toneladas cotadas pela plataforma, contando atualmente com um total de 214 transportadoras e 130 contratantes cadastrados.

 Pensando em projetos para o futuro, além da expansão para atuar em todos os estados onde o agronegócio se faz presente e também analisa a entrada de outros países da América Latina, que sofrem com as mesmas dificuldades do Brasil. Além disso, um novo projeto está sendo testado junto a uma das maiores cooperativas da América Latina, que se refere ao carregamento de sementes com lona branca. A testagem visa comprovar que o material absorve uma menor quantidade de calor que os demais, tendo sensores de temperatura e umidade junto a carga conseguem monitorar a diferença de temperatura absorvida. Fazendo com que seja mantida uma melhor qualidade do produto no trajeto transportado, visto que a semente é um ser vivo e possui germinação e vigor, e o calor acaba prejudicando as propriedades do produto.