Metaverso: realidade virtual deve transformar o mundo dos negócios… e a sua vida!

Metaverso: a realidade virtual

Você já deve ter ouvido falar muito no Metaverso nos últimos meses – e não é para menos, pois a realidade paralela amplamente difundida pelo fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, promete elevar o nível de interação social e experiências que temos atualmente no ambiente digital. A novidade que mais parece ter saído dos filmes de ficção científica rapidamente ganhou o mundo em outubro de 2021 e cada vez mais está presente na pauta das organizações. Neste artigo especial vamos conhecer um pouco mais sobre o tema e quais são suas implicações em nosso cotidiano.

Mark Zuckerberg + metaverso
Mark Zuckerberg no lançamento do metaverso. FACEBOOK (REUTERS)

Durante o lançamento oficial da plataforma, Zuckerberg também anunciou a mudança de nome de seu conglomerado de mídia que reúne além do Facebook, os aplicativos Instagram e Whatsapp, para Meta. “Acredito que faremos uma transição e as pessoas deixarão de nos ver como uma empresa principalmente de mídia social para uma empresa do metaverso”, disse o empresário. Similar a jogos eletrônicos já conhecidos no mercado como The Sims, a plataforma permite que os usuários interajam no ambiente digital com o uso de avatares personalizados.

Dentro desse contexto, o Metaverso trata-se de uma nova camada da realidade que conecta mundo real e virtual, a partir de um ambiente totalmente imersivo constituído através de tecnologias como realidade virtual e aumentada, e hologramas. A imersão nesse universo possibilita que as pessoas possam interagir umas com as outras, trabalhar, estudar e ter uma vida social por meio desses avatares – o objetivo é que não sejam apenas observadores do virtual, mas se tornem parte dele. 

Já vimos esses elementos diversas vezes nos cinemas em filmes como Matrix, mas agora a ficção está cada vez mais próxima da realidade. No entanto, para entrar nesse novo ambiente não é preciso escolher entre a pílula azul ou vermelha – para se conectar o usuário deverá utilizar apenas óculos de realidade virtual. O desafio das empresas agora é tornar o Metaverso mais realista, ampliando a experiência para o seu público, promovendo engajamento e novas experiências imersivas – e realistas.

Metaverso deve impulsionar novos negócios

Para especialistas em inovação esse conceito de interação virtual deverá abrir novas oportunidades de negócio em diversos segmentos da economia, o que inclui marketing, vendas, educação, imóveis, artes, dentre outros. Construída em blockchain, já existe uma economia do Metaverso com produtos e serviços. No caso do markerting digital, por exemplo, com a plataforma uma campanha publicitária pode ser realizada tanto no mundo real, quanto no virtual, oferecendo uma experiência transmídia. E isso é só o começo de outras tantas oportunidades que poderão surgir. 

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Realidade Virtual pareceu tão real.

Para o diretor de tecnologia da Nexus VR, Felipe Coimbra, a grande mudança que o Facebook pode trazer é a transformação do Metaverso não como entretenimento, mas como serviço. Segundo Coimbra, áreas como educação e e-commerce podem ser beneficiadas com a nova realidade.  No caso das lojas virtuais, por exemplo, ao migrarem para a realidade paralela, estas poderão ampliar a experiência multicanal do cliente.

Outro setor que deve ser impactado pela novidade é o imobiliário. Ainda que possa parecer estranha, a ideia de comprar imóveis que só existem no ambiente digital, em dezembro passado a empresa de Nova York Republic Realm anunciou um acordo de US$ 4,3 milhões para comprar terrenos digitais no The Sandbox – um dos sites de “mundo virtual” onde é possível interagir com outras pessoas, jogar ou ir a shows. Dois meses antes, Barbados havia anunciado um plano para abrir uma embaixada em outro portal do Metaverso, o Decentraland. A Bloomberg Intelligence estima que esse mercado deve chegar a US$ 800 bilhões em 2024, impulsionado pelos games e por eventos realizados nessa nova camada de realidade.

Com relação ao mundo das artes, além de shows musicais, artistas virtuais também comercializam suas obras de arte registradas em Non-Fungible Tokens (NFTs), que em tradução livre para o português seria algo como “tokens não fungíveis”. Empresas de artigos esportivos, como é o caso da Nike, também estão apostando nesse conceito. A gigante de produtos para prática de esportes comprou recentemente uma startup especializada em NFTs colecionáveis e de moda. 

Metaverso deve provocar surgimento de novas profissões

Além das transformações que falamos acima, o Metaverso deve provocar significativas mudanças também no mercado de trabalho. Nesse contexto, novas profissões devem surgir até 2030, com foco em atender as demandas dessa nova realidade – confira abaixo cinco delas listadas pelo portal .cult:

Cientista de Pesquisa

Responsável por construir algo semelhante à teoria de tudo (visível e acionado digitalmente), esse profissional deverá ser capaz de construir e escalar protótipos usando tecnologia de visão computacional, computação gráfica e programação. Essa arquitetura será a base sobre a qual todos os outros elementos da realidade estendida serão construídos

Planejador do Metaverso

Com foco na identificação de oportunidades de mercado, esse profissional deverá construir cases de negócios, influenciar roteiros de engenharia, desenvolver métricas-chave, dentre outras atividades. Além de perfil empreendedor, este planejador deverá ter acumulado anos de experiência em gerenciamento, conhecimento de marketing e modelos de negócio.

Regulador de Ecossistemas

Este profissional deverá atuar em sintonia com as camadas reguladoras deste novo mundo virtual. Ele terá a função de coordenar parcerias comerciais e governamentais, com o objetivo de garantir as entregas em larga escala. Se optar por essa profissão, você deve ter experiência em relações institucionais e governamentais.

Construtor de mundos

Outra função de destaque na plataforma, o construtor de mundos precisará de uma visão de futuro para construir algo que ainda não existe. Para ocupar uma vaga desse tipo, o profissional deverá ter experiência em designer gráfico 3D (games) e realidade virtual. 

Desenvolvedor de avatares 

A exemplo do cargo anterior, o desenvolvedor também deverá ter experiência 3D, isso porque cada pessoa será representada por meio de avatares no Metaverso. Esse profissional também precisará ter noções de psicologia para poder criar os avatares de seus clientes com base em seus anseios. 

União Europeia já estuda marco regulatório do Metaverso

Enquanto alguns estudiosos da web acreditam que o Metaverso poderá ser o futuro da internet, tornando-a mais imersiva, descentralizada e aberta, outros pensam que a plataforma coloca em risco a privacidade de seus usuários. Nesse cenário, a União Europeia (UE) já está analisando o Metaverso e as ações necessárias para sua regulação.

Para a vice-presidente executiva da Comissão Europeia, Margrethe Vestager as autoridades precisam compreender melhor a plataforma antes de decidir sobre seu controle regulatório. “O Metaverso já está aqui. É claro que estamos analisando qual seria o papel do regulador e da nossa legislatura”, disse Vestager. 

Nesse contexto é certo que ainda teremos muita discussão pela frente, e que o Metaverso depende de outros fatores para deslanchar, como é o caso do amadurecimento de novas tecnologias, o que inclui o 5G. Outro desafio para a popularização da plataforma, especialmente no Brasil, é o preço alto dos dispositivos de realidade virtual.

E de onde vem o termo metaverso?

O termo se popularizou em 2021 nas empresas do Vale do Silício e mais recentemente com Zuckerberg (como vimos acima), porém sua origem está no livro de ficção científica “Snow Crash”, publicado em 1992 e de autoria do escritor Neal Stephenson. Em sua obra Stephenson narra a história de um entregador de pizza que no mundo virtual (chamado de Metaverso) assume a figura de um samurai.

SNOW CRASH | a origem do metaverso

Cerca de 20 anos depois, em 2011, o escritor Ernest Cline também abordou o tema em seu livro futurista ‘Jogador Número 1’. Na história os personagens de um mundo distópico passam grande parte de suas vidas em um simulador de realidade, o qual permite que escolham que pessoa podem ser. O romance foi levado aos cinemas pelo diretor Steven Spielberg em 2018.


E então: gostou do tema? Quer saber mais sobre o Metaverso e as principais tendências do mercado da tecnologia, startups e novos investimentos? Para ficar atualizado sobre as notícias e novidades sobre estes e outros temas relacionados também a empreendedorismo e inovação, siga a VENTIUR nas redes sociais. 

A VENTIUR é uma das principais aceleradoras de startups do Brasil e está sediada no polo tecnológico da Unisinos, o Tecnosinos, em São Leopoldo/RS.

Startups impulsionaram surgimento de novas profissões

novas profissões que surgem pelas startups

Como já falamos em outras ocasiões aqui mesmo no blog da VENTIUR, a transformação digital tem provocado mudanças significativas em diversos setores de nossa sociedade, inclusive no surgimento de novas profissões. Quando falamos em mercado de trabalho, por exemplo, o surgimento das startups impulsionou justamente a criação destas novas profissões, como desenvolvedor de aplicativos, agile coach, ux writer, customer success, cientista de dados, dentre outras como veremos nesse texto. 

Ainda falando de startups, estas empresas vêm registrando crescimento exponencial nos últimos anos, cenário que deve se manter durante essa década, segundo projeção da Associação Brasileira de Startups (ABStartups). E para atender os novos desafios gerados pela transformação digital, (também falaremos mais sobre tema logo abaixo), cada vez mais o mercado procura profissionais especializados. Muitas dessas novas profissões são complementares e estão cada vez mais presentes nas empresas.

E isso é só o começo, pois a popularização de novas tecnologias como é o caso do 5G e o advento do Metaverso, devem impactar ainda mais o mercado de trabalho. No caso do Metaverso, em especial, a realidade paralela criada pelo mesmo fundador do Facebook, deve impulsionar o surgimento de novas carreiras no ambiente digital.

Novas profissões advém junto a novas tecnologias
Tecnologias novas abrem espaço para novas profissões.

Novas profissões, novos cargos e carreiras

Esse mercado digital concentra altos salários, mas para ter uma oportunidade é necessário que o profissional tenha, especialmente, competências técnicas específicas. Para detalhar um pouco mais sobre as oportunidades geradas pelas startups, formando novas profissões, listamos abaixo oito carreiras que surgiram a partir dos chamados negócios inovadores.

Desenvolvedor de Aplicativos

Impulsionada pela popularização dos dispositivos móveis, essa profissão está em alta e cada vez mais se faz necessária em nossa sociedade hiperconectada – levantamento da consultoria Newzoo aponta que apenas o Brasil tem cerca de 109 milhões de usuários de smartphones atualmente, o que representa mais  da metade de sua população. Trabalhando com conceitos chave da área de tecnologia, este profissional atua na construção de soluções para celulares e tablets.

Agile Coach

Este profissional tem a capacidade de orientar os times técnicos com o objetivo de aumentar sua produtividade e desempenho. Tomando como base nos conceitos das metodologias ágeis para a Gestão de Projetos, o Agile Coach trabalha com ciclos rápidos para o desenvolvimento de novos produtos e/ou serviços para a organização em que atua . Com foco no resultado, sua missão é eficientizar processos, bem como reduzir os custos e o tempo envolvidos em cada etapa do processo que envolve o negócio. 

UX Writer

Fundamental para a criação e o fortalecimento tanto da voz, quanto do relacionamento da marca junto ao seu público, o UX Writer  realiza o desenho conversacional. Esta funcionalidade tem como objetivo qualificar a experiência do usuário durante seu processo de compra em uma determinada plataforma digital. Relacionada à arquitetura da informação e ao design, o UX Writer deve ‘conduzir’ o cliente de maneira intuitiva. O conteúdo produzido, o qual pode ser feito por um jornalista ou publicitário, deverá provocar o engajamento do público. 

Product Designer

Designer de produto, este profissional é o responsável pela criação de produtos físicos ou digitais. Ele participa ativamente de todas as etapas que envolvem o desenvolvimento dessa solução desde a fase de entendimento, passando pela ideação, definição, prototipação e validação. Semelhante às etapas do Design Thinking, a ‘jornada’ do Product Designer não envolve diretamente o uso de ferramentas digitais, mas ele tem a função de gerenciar todas as etapas até a entrega daquele produto. Para atingir esse resultado, ele utiliza abordagens técnicas e metodológicas. 

Customer Success (CS)

Com foco em garantir o ‘sucesso do cliente’ como o nome mesmo já diz em tradução literal do inglês, o Customer Success é um dos profissionais que mais têm sido valorizado atualmente no mercado. Sua missão não diz respeito apenas à jornada de compra, mas está relacionada diretamente à relação da empresa com o seu cliente. Para desempenhar essa função, o profissional de CS coloca em prática estratégias que garantam questões importantes para relacionamento com o cliente, o que inclui engajamento e feedback. 

Especialista em Inteligência Artificial (IA)

A demanda por profissionais deste tipo tem crescido nos últimos anos, em especial por sua relevância para o mercado. Dependemos da IA todos os dias, seja quando solicitamos uma corrida por meio dos apps de mobilidade ou ainda quando recebemos a recomendação de uma música/filme via plataformas de streaming – para falarmos apenas de algumas das diversas aplicações. Dentro desse contexto, o profissional de IA precisa entender todos os tipos de tecnologia e como estas podem ser utilizadas nas rotinas das empresas para a obtenção de melhores resultados.

Arquiteto Cloud

Este é um dos cargos mais recentes desta lista. O papel do Arquiteto Cloud, como o nome sugere, é oferecer – e monitorar – a infraestrutura de clouding computing (computação em nuvem), para que seus clientes possam armazenar dados sem a necessidade de um servidor físico. Ele será responsável por desenvolver o planejamento e gerenciar a infraestrutura de rede, conforme as especificidades da organização em que atua. Para ocupar uma posição desse tipo, o profissional deve ter amplo conhecimento técnico em áreas como arquitetura de aplicações e banco de dados. 

Cientista de dados (Data Scientist)

Também chamado de ‘Inteligência do Negócio’, esse profissional tem em sua rotina diária a missão de gerenciar as demandas de Big Data, o que inclui coleta e gerenciamento de dados não-estruturados. O cientista de dados precisa transformar essas informações em relatórios que auxiliem a tomada de decisões por parte dos gestores de uma organização. Para desempenhar essa função, esse profissional precisa desenvolver algumas habilidades específicas, o que inclui comunicação, estatística, conhecimento em linguagens de programação de análise de dados como R, Python e SQL, Machine Learning, engenharia de software, dentre outras.

Mercado exige competências técnicas, mas também emocionais

As incertezas acentuadas pela crise sanitária e econômica causada pela pandemia da Covid 19 refletem diretamente em questões como emprego e renda no País. Apesar de ter registrado leve queda no começo do segundo semestre de 2021, o desemprego no Brasil ainda é o quarta maior entre as principais economias do mundo, segundo levantamento da agência de classificação de risco Austin Rating para o portal G1. Dentro desse contexto, cada vez mais os profissionais precisam estar atentos (e preparados) para as novas oportunidades que estão surgindo como vimos acima. 

No entanto, para se tornar relevante em um mercado cada vez mais competitivo, não basta ter apenas competências técnicas desejadas para aquela determinada função com as que falamos – é preciso também outras habilidades, em especial de como lidar com as pessoas e com as adversidades que possam surgir. Em seu livro “6 Competências para surfar na Transformação Digital”, o italiano Andrea Iorio, descreve os profissionais devem dominar as cinco competências básicas no mundo corporativo digital: flexibilidade cognitiva, atitude maker, comportamento humano, pensamento crítico, altruísmo digital e foco no resultado. 

Com passagem por empresas como Tinder e LÓréal, tais capacidades devem ser aprendidas pelos profissionais que desejam atuar em organizações que estão aderindo ao processo de transformação. “A transformação digital é uma mudança de comportamento. Não falamos de ferramentas e tecnologia, mas sim de pessoas”, disse Iorio em seu livro. Relatório da consultoria McKinsey & Company, aponta que apenas 16% das empresas têm sucesso no processo de transformação digital a longo prazo.


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Startups aceleradas pela VENTIUR se destacam em ranking do Sebrae

Startups aceleradas pela VENTIUR se destacam em ranking do Sebrae

Duas startups aceleradas pela VENTIUR estão entre as selecionadas pelo ranking organizado pelo Sebrae RS que elegeu as 15 startups gaúchas para ficar de olho em 2022. A Stargrid e a Yoursbank se destacaram em 2021 em seus segmentos (falaremos melhor de cada uma delas abaixo), entregando soluções inovadoras e contribuindo para o fortalecimento do ecossistema de inovação gaúcho.

O ranking do Sebrae indica empresas que possuem modelos de negócios inovadores, com a resolução de problemas reais. A relação foi feita a partir de uma análise do mercado, considerando empresas já consolidadas e também as que estão em expansão.

Essas organizações entregam soluções para problemas reais da sociedade em diversos segmentos, que inclui saúde, educação, varejo, serviços, agronegócio, dentre outros. 

As 15 startups selecionadas estão revolucionando essas áreas, tornando-os cada vez mais rápidos e acessíveis a todos – fator que foi impulsionado ainda mais com a pandemia da Covid e suas medidas restritivas. Atualmente, o Rio Grande do Sul é o terceiro estado com maior densidade de startups do Brasil. De acordo com o levantamento da Associação Brasileira de Startups (ABStartups), o estado conta atualmente com cerca de 1 mil startups.

A entidade também projeta um cenário positivo para as empresas do setor em nível nacional para os próximos anos. Além da expectativa do surgimento de outros negócios inovadores, a expectativa é de que o Brasil possa alcançar o número de 100 unicórnios (startups avaliadas em mais de US$ 1 bilhão) até 2026.

Solução da Stargrid facilita planejamento de escalas de trabalho

O CEO da StarGrid, Guilherme Bunse, comentou que a empresa recebe com muita alegria o reconhecimento do Sebrae RS. Lembrou que este é o segundo ano consecutivo que a StarGrid aparece na lista das 15 startups para ficar de olho – a empresa já havia recebido a distinção em 2020. “É muito importante para nós estar nessa lista do Sebrae novamente. Saber que que estamos fazendo a diferença na vide de tantas pessoas e organizações nos deixa muito felizes”, salientou o CEO.

Fundada em 2018, em Porto Alegre, a StarGrid desenvolveu uma plataforma de gestão automática de escalas laborais com uso de Inteligência Artificial (IA) focada no segmento hospitalar. A ferramenta possibilita a automação das escalas, facilitando trocas diárias, folgas e faltas, e permite o dimensionamento baseado na demanda verificada. Essa dinâmica auxilia no redimensionamento da força de trabalho entre os setores e equipes.

Antes da solução criada pela StarGrid, as escalas de trabalho eram feitas de forma manual e com diferentes padrões de escolha, entre áreas e turnos, gerando conflitos internos e eventuais descontentamentos.

Atualmente, a construção tradicional de uma escala laboral consome cerca de 15 dias de trabalho até finalização completa – com a plataforma StarGrid o processo é reduzido para 42 minutos, em média. Entre os benefícios obtidos pelas empresas que utilizam a plataforma da StarGrid estão o grau de satisfação dos colaboradores com os dias de folgas, que chega ao índice de 70%.

Antes da adoção da ferramenta, não passava de 20%. A empresa começou, ainda em 2018, atendendo o Hospital Moinhos de Vento e o Hospital Santa Casa, ambos de Porto Alegre. Nos meses seguintes, a startup trouxe outras empresas para sua base de clientes, não somente do Rio Grande do Sul, mas também de outras regiões do país.

Um dos exemplos dessa projeção em nível nacional foi a parceria com o Hospital Sírio Libanês, de São Paulo – uma das principais redes de saúde do país com mais de 120 mil pacientes atendidos anualmente. A StarGrid possui atualmente mais de 35 mil usuários que utilizam a solução em suas rotinas de trabalho em diferentes regiões do Brasil. No começo do ano, a startup foi selecionada pelo programa IA² MCTI – Inovação Aberta e Inteligência Artificial do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) em conjunto com a Softex, para receberem aceleração da VENTIUR.

Yoursbank trabalha com educação financeira para jovens

Por sua vez, o CEO da Yours Bank, Felipe Diesel, mencionou que participar do ambiente de inovação gaúcho é muito importante para a empresa, principalmente, pelas oportunidades e pelo networking que são possibilitados. Quanto à presença no ranking do Sebrae, ele observou que é um ótimo reconhecimento do mercado, mas também um grande desafio para a empresa.

“Empreender já é bastante complexo e ainda mais em um segmento tão inovador como o nosso, é mais desafiador ainda. Olhando para dentro percebemos que este (o reconhecimento do ranking do Sebrae) é apenas o primeiro passo de muitas outras ações e que ainda temos muito a fazer”, enfatizou o CEO. A startup cresce em todo o Brasil, tendo em sua base mais de 100 mil usuários em todos os estados – números que registram um aumento diário.

Mais do que um banco digital, o aplicativo Yoursbank oferece além do primeiro cartão de crédito pré-pago para crianças e adolescentes poderem efetuar compras em lojas físicas ou na internet tanto no Brasil, contribui também para o processo de liberdade e autonomia.

Todas essas soluções estão conectadas à uma plataforma de educação financeira, a qual disponibiliza uma série de conteúdos abordando os principais conceitos desse tema, o que inclui dicas de investimentos e informações sobre mercado de financeiro e bolsa de valores. A plataforma também oferece aos pais a oportunidade de acelerar o amadurecimento de seus filhos, criando neles responsabilidades de uma forma rápida e prática. A educação financeira é algo de extrema importância na vida dos mais jovens, em especial quando o Brasil detém a desconfortável marca de sete em cada 10 pessoas endividadas.

A Yoursbank surgiu em 2020, na cidade de Santa Rosa, na região noroeste do RS. A versão beta do aplicativo foi apresentada aos primeiros usuários em novembro, com a proposta de oferecer aos pais a possibilidade de disponibilizarem aos filhos um cartão pré-pago, onde por meio deste poderiam receber sua mesada e efetuarem compras.

A iniciativa fez tanto sucesso que pouco mais de dois meses após seu lançamento, no final de janeiro de 2021, a empresa já havia conseguindo duplicar o número de usuários da plataforma, em especial aqueles da faixa etária entre 12 e 15 anos. A startup seguiu registrando crescimento e, em março, foi uma das startups selecionadas pela VENTIUR para receber aceleração.

Aceleração da VENTIUR contribui para alavancar negócios

Tanto o CEO da StarGrid quanto o da Yoursbank, concordam que o processo de aceleração da VENTIUR contribui para que suas empresas possam alavancar seu crescimento no mercado. Durante o período de aceleração, os empreendedores têm uma agenda intensa de atividades, a qual inclui bootcamps, reuniões de acompanhamento e eventos de capacitação com foco no desenvolvimento dos empreendedores e seu time. 

Além do aporte financeiro, as startups recebem da Aceleradora o chamado smartmoney, o qual permite a modelagem e ampliação do seu negócio. 

Quer saber mais sobre os programas de aceleração e investimentos em startups aceleradas pela VENTIUR? Então entre em contato com nossa equipe. A VENTIUR é uma das principais aceleradoras de startups do Brasil e está sediada no polo tecnológico da Unisinos, o Tecnosinos, em São Leopoldo/RS.

Nosso processo de aceleração potencializa a atitude empreendedora, estimulando a capacidade de execução, experimentação e co-criação.

6 passos para você empreender de forma inteligente em 2022

6 passos para você empreender em 2022

O sonho de empreender move seis em cada 10 brasileiros. Seja pela necessidade de aumentar a renda familiar ou até mesmo pela falta de vagas de emprego no mercado (cenário acentuado pela pandemia da covid 19), uma pesquisa realizada pelo Instituto Endeavor apontou que 61% da população do país sonha em abrir sua própria empresa, deixando para trás o trabalho de carteira assinada.

Apesar de tantos desafios enfrentados pelos empreendedores brasileiros (cenário econômico e alta tributação), o número de novos negócios abertos em 2020 confirmam ainda mais essa tendência de empreendedorismo do brasileiro. Um total de 3,3 milhões de novas empresas foram abertas no ano passado – aumento de 8,7% em comparação com 2019 e o melhor resultado da última década. Levantamento do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) indica que são os pequenos negócios que mais contratam – para cada posto de trabalho gerado por uma média ou grande empresa, as micro e pequenas criaram três novas vagas, o que demonstra sua relevância para a economia brasileira.

No entanto, empreender não é fácil. E o estudo Sobrevivência das Empresas no Brasil, do Sebrae, aponta esse cenário. Conforme a pesquisa, quase metade das micro e pequenas empresas brasileiras morre antes de completar dois anos. Ao analisar a sobrevivência por segmento de atuação, o documento mostrou que a maior taxa de mortalidade é verificada no comércio, onde 30,2% fecham as portas em até cinco anos. Para que você não faça parte dessa triste estatística, preparamos algumas dicas para que seu sonho de empreender não se torne um pesadelo.

1. Antes de tudo, tenha uma boa ideia

Mesmo que inicial, a fase de ideação é muito importante, pois serve como ponto de partida para os novos negócios, ainda que estes possam sofrer alterações ao longo da jornada. Nessa fase de definição do empreendimento vale também uma análise detalhada das potenciais oportunidades de inserção no mercado para aquele determinado produto ou serviço. Em resumo: qual a relevância de seu produto e/ou serviço para o seu cliente? Ao empreender, essa é a primeira pergunta a ser respondida.

2. Elabore seu plano de negócio

Uma das bases estruturais mais importantes para o começo de qualquer novo empreendimento, esta etapa consiste em um relatório eficiente de quais são os primeiros objetivos a serem alcançados. Este documento deve conter descrição de produtos e serviços, perfis de clientes e capacidade de investimento. Fatores como estes mitigam riscos e reduzem a imprevisibilidade que envolve o empreendimento. Muitos investidores utilizam este critério (plano de negócio) para definirem se irão aportar ou não seus recursos em determinadas empresas.

3. Valide seu produto

Mesmo após conseguirem estruturar a ideia inicial e chegarem ao plano de negócio, muitos empreendedores acabam encontrando dificuldade em validar sua solução no mercado. Fundamental para a continuidade de qualquer empreendimento, essa fase permite ainda que o empreendedor possa moldar seu produto, preparando de maneira adequada para os novos desafios. Dentro desse contexto, é imprescindível que seja pensado no desenvolvimento e na formatação de produtos ou serviços para o seu projeto.

4. Agora é você é o chefe

O começo de qualquer empreendimento não é fácil, por isso a transição do emprego atual para o seu negócio próprio deve ser bastante planejada. Essa readequação inclui um planejamento pessoal eficaz, que lhe permita lidar com eventuais retornos financeiros reduzidos nos primeiros meses da operação – ou até mesmo a falta destes recursos na fase inicial da nova empresa. Para que o novo projeto alcance o sucesso é preciso que o empreendedor se dedique por completo, por isso um bom planejamento é muito importante.

5. Tenha parceiros em sua jornada

Ainda que o empreendedor esteja começando um negócio em voo solo, sendo responsável por toda a gestão, é fundamental que ele encontre parceiros para lhe auxiliar nas rotinas do cotidiano. Atividades como o relacionamento com fornecedores, colaboradores e clientes devem ser divididas com a equipe. Ou seja: a jornada empreendedora não é – e nem deve – ser solitária. Um time qualificado pode fazer toda a diferença em sua trajetória, contribuindo para o crescimento exponencial de sua empresa.

6. Está na hora de buscar investidores

Vencidas as etapas anteriores, agora é preciso buscar o capital para sua empresa. Caso não tenha tais recursos, será necessário encontrar alternativas, como empréstimos bancários, por exemplo. No entanto, é possível ainda encontrar parceiros de investimento ou ainda captar recursos por meio do chamado crowfunding – modalidade de financiamento coletivo que busca investimentos em cotas baixas para que determinada ação seja possível. No caso das startups, ainda é possível captar recursos por meio de rodadas de investimentos (falaremos mais sobre essa questão logo abaixo).

Abra sua empresa sem sair de casa

A formalização da empresa é uma das etapas mais importantes, em especial devido à complexa legislação tributária brasileira, pois esta varia conforme o segmento econômico escolhido. A burocracia que envolve estes trâmites acaba por muitas vezes afastando o empreendedor. No entanto, em função da pandemia, muitos processos que eram realizados apenas presencialmente, migraram para o ambiente digital. E tais facilidades também incluem a abertura de novos negócios.

Nesse contexto, ao empreender, muitos processos agora podem ser feitos de maneira remota, sem a necessidade de comparecimento a um dos órgãos fiscalizadores. Isso inclui a escolha do CNAE, que é a Classificação Nacional de Atividades Econômicas, cuja consulta pode ser feita no site da Receita. A partir daí você deve providenciar o contrato social/estatuto, o registro junto aos órgãos competentes e a obtenção do alvará de funcionamento junto à prefeitura.

No entanto, para realizar esse processo 100% online, inicialmente é preciso descobrir se seu estado permite a abertura de uma empresa no ambiente virtual. Atualmente somente os seguintes estados contam com essa possibilidade: Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco e Ceará. Porém, cabe salientar ainda que não são todas as juntas comerciais destes estados que oferecem o serviço remoto para abertura de empresas, sendo necessário consultar diretamente junto ao setor responsável essa possibilidade.

Outras dicas da VENTIUR para empreender

Os itens listados acima são apenas um roteiro básico para o começo de boa parte das empresas, mas não são os únicos que devem ser observados. Ao começar um novo negócio, o empreendedor deve levar em conta ainda alguns fatores de risco, dentre eles o mercado no qual irá atuar, bem como seus clientes em potencial. Identificar quem são seus concorrentes também é indicado.

Ao ignorar questões como estas, a chance de uma empresa fracassar logo em seus primeiros anos de vida é alta. Se você tem um negócio inovador, outra alternativa é inscrevê-lo para participar de processos seletivos para aceleração de novos negócios. Porém, neste tipo de seleção, critérios como diferenciais competitivos e entrega de soluções reais para o mercado serão analisados pela equipe da aceleradora.

A VENTIUR é parceira do empreendedorismo. Nascemos para apoiar empreendedores diferenciados e com brilho nos olhos, auxiliando-os a transformar seus sonhos em negócios de crescimento exponencial. Para saber mais sobre os programas de aceleração e investimento em startups da VENTIUR, entre em contato com nossa equipe.

Fintechs atraem maior número de investimentos entre as startups brasileiras em 2022

fintechs atraem investimentos para 2022

Mesmo com a crise sanitária e econômica desencadeada pela pandemia do Covid 19, a Associação Brasileira de Startups (ABStartups) projeta um cenário positivo para as fintechs. Dados de segmento indicam que entre 2015 e 2019, o número de startups no Brasil pulou de 4.151 para 12.727 – um aumento considerável de 207%.

A boa performance desses negócios inovadores têm atraído a atenção dos investidores. Neste contexto, o maior número de aportes financeiros tem sido feito nas chamadas fintechs – startups de tecnologia que atuam no setor financeiro. Com foco principal em agilizar a resolução dos problemas do cliente, empresas desse segmento atraíram somente em novembro US$ 311 milhões, conforme levantamento da plataforma de inovação aberta Distrito.

O valor total investido em startups brasileiras entre janeiro e novembro deste ano atingiu US$ 8,85 bilhões. Apenas no mês passado os aportes financeiros chegaram a US$ 809,9 milhões – maior valor do segundo semestre investido somente em fintechs. De acordo com o mesmo relatório, foram realizadas 55 rodadas de investimento em novembro, totalizando 677 até o momento em 2021. O volume investido é quase três vezes maior que o registrado no ano passado, que totalizou US$ 3,65 bilhões.

O bom desempenho do setor consolidou o Brasil com um dos grandes ecossistemas do setor no mundo, conforme relatório recente da consultoria Findexable. Entre as principais empresas de segmento de finanças, destaque para os chamados ‘unicórnios’ (startups avaliadas em mais de US$ 1 bilhão), como Nubank e Conta Azul.  O diretor geral da Mambu no Brasil – companhia alemão que atua gestão na nuvem para bancos – Sergio Constantini, atribui o bom desempenho dessas startups à sua capacidade de atenderem necessidades muito variadas de clientes do setor financeiro.

Além disso, ele observa que essas empresas estão revolucionando esses serviços, tornando-os cada vez mais rápidos e acessíveis a todos – fator que foi impulsionado ainda mais com a pandemia da Covid-19 e suas medidas restritivas. Além das fintechs, as retailtechs (varejo), foodtechs (alimentação) e healthtechs (saúde), aparecem nas primeiras posições do levantamento realizado em novembro.

Open banking abre oportunidade para fintechs

Ainda sobre este segmento, com o advento do open banking (a fase mais recente começou no final de outubro), as fintechs devem ter novas oportunidades de crescimento, em especial nas áreas de desenvolvimento de soluções e vendas. Mais inovador que o sistema de pagamentos instantâneos, o já conhecido Pix, esse modelo permite que os clientes possam compartilhar seus dados cadastrais entre diferentes financeiras autorizadas pelo Banco Central.

Toda essa inovação no setor financeiro pode ser uma ótima oportunidade de crescimento para as fintechs. De acordo com a consultoria KPMG, três segmentos de tecnologia, o primeiro deles se refere a soluções de front-end – nesse segmento as fintechs poderão desenvolver experiências diferenciadas e facilitadas de navegação para que os clientes acessem os serviços e soluções dos bancos. Outra tendência de negócios pode ser a segmentação de produtos. Neste caso, empresas que desenvolvam produtos e serviços focados em entender as necessidades do cliente, deverão ter sucesso.

Por fim, serviços de infraestrutura também poderão gerar ótimas oportunidades, conforme estudo da KPMG. Neste cenário, as fintechs poderão auxiliar as empresas a escalarem seus produtos e eficientizar a gestão de seus dados e produtos, prestando serviços de infraestrutura e back-end de todo o sistema. Atualmente, a VENTIUR possui quatro fintechs em seu portfólio: Acerto Fácil, Easy Crédito, Supercash e Yoursbank. Esses negócios surgiram com o objetivo de facilitar o acesso das pessoas a produtos e serviços.

Mercado também está de olho nas startups ESG para 2022

Apesar de ainda ser minoria nesse mercado, um dos segmentos que mais tem atraído a atenção dos investidores de startups é o de Environmental, Social and Governance (ESG). Essas empresas de base tecnológica cultivam boas práticas de sustentabilidade e têm sua conduta pautada pelo social, ambiental e governança, sem perder seus diferenciais competitivos de mercado.

Relatório Inside ESG Tech Report, da plataforma Distrito, indica que startups com soluções para essas temáticas receberam US$ 991 milhões em investimentos desde 2011. O levantamento também mostra que no Brasil já são 740 startups com soluções em ESG. Essas empresas não são necessariamente, startups ESG, mas adotam esse modelo. No caso, elas estão distribuídas da seguinte forma, conforme suas práticas: 267 social, 257 ambiental e 216 governança.

Uma dessas empresas é a Trashin – startup acelerada pela VENTIUR desde 2019 que atua na gestão e logística reversa de resíduos em empresas e condomínios. A Trashin opera em sete estados brasileiros com a destinação correta do lixo coletado em condomínios e empresas dos mais diferentes segmentos. Atualmente mais de 80% dos resíduos coletados são aproveitados, sendo que o número de pessoas atendidas e impactadas, direta e indiretamente pela empresa, chegam a 250 mil.

Aporte em startups é alternativa a investimentos tradicionais

O aumento dos investimentos em startups pode estar relacionado a diversos fatores, dentre eles a volatilidade do mercado e a queda da taxa de juros. Esse último ponto fez com que investidores buscassem ativos mais arriscados, porém mais rentáveis, como é o caso dos aportes financeiros em negócios inovadores. 

Com o fim dos altos juros em aplicações como títulos do Tesouro Direito, a tendência é que esse investidor procure alternativas para as carteiras tradicionais de investimento. Somente dessa maneira é que poderão ter uma rentabilidade real positiva, com ganhos acima da inflação.

Além disso, especialistas do setor apontam que a mudança do comportamento de consumo, em especial durante a pandemia, contribuiu para esse quadro. Impulsionado por esse cenário, houve aumento de 68% no índice de vendas online no primeiro semestre do ano com relação ao mesmo período do ano passado, segundo estimativa da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm). Mesmo com o término do confinamento, a tendência de comprar online do brasileiro deve se manter.

Se você também tem um negócio inovador e gostaria de impulsioná-lo, nós da VENTIUR podemos te ajudar. Para mais informações sobre nossos programas de aceleração e investimento em startups, entre em contato com nossa equipe.

Número de AgTechs registra aumento na pandemia

Número de Agtechs registra aumento na pandemia

Diferentemente de outros setores da economia brasileira, que foram severamente afetados pela crise econômica e sanitária desencadeada pela pandemia da Covid-19, o agronegócio brasileiro, incluindo aí as AgTechs, está resistindo ao impacto e permanece em franca expansão.

O setor deve ser também um dos principais responsáveis pela retomada dos negócios no cenário pós pandemia, sempre buscando a tecnologia como aliado para superar as dificuldades impostas pelo volátil cenário econômico.

O Produto Interno Bruto (PIB) do Agronegócio registrou crescimento de 4,33% no segundo trimestre de 2021, conforme dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da USP, e deve encerrar o ano com saldo bastante positivo. O bom desempenho do setor também tem contribuído cada vez mais para o desenvolvimento de soluções inovadoras para este segmento. Com foco em soluções para o agronegócio, as chamadas AgTechs estão cada vez mais presentes no País.

Utilizando tecnologia de ponta, a qual inclui sensores de monitoramento da lavoura e até drones para o plantio, essas empresas levam inovação aos diversos setores do agro, dentre eles gado leiteiro, pecuária de corte e produção de grãos. Essas inovações permitem aumento de produtividade, agilizando tarefas e digitalizando processos que envolvem a gestão do campo. Esse ecossistema também contribui para a melhoria da empregabilidade no país, já que hoje detém mais de 4,5 mil postos de trabalho.

No ano passado, em meio a pandemia, empresas do setor tiveram valorização de até 56%, e consolidaram ainda mais a transformação digital ao campo. Os dados são do Radar Agtech Brasil 2020/2021, elaborado por meio de uma parceria entre Embrapa, SP Ventures e Homo Ludens Research and Consulting, com apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A perspectiva é que esse ano número se mantenha em alta para 2022.

AgTechs e a inovação com foco na solução de problemas

Além da inovação, as AgTechs carregam em seu DNA o foco na resolução de problemas reais do setor, fornecendo respostas rápidas e eficazes para determinadas demandas do mercado. Além disso, diferentemente de empresas tradicionais do agronegócio, essas startups possuem características como a capacidade de lidar com eventuais riscos do negócio, procurando adaptar-se às adversidades e aos novos cenários.

Atualmente existem quase 1,6 mil startups deste segmento no país – número 40% maior em relação ao período pré-pandemia, de acordo também com o Radar Agtech Brasil. Essas empresas atuam em segmentos como controle ambiental, biotecnologia e sementes, automação de máquinas agrícolas, alternativas energéticas, monitoramento de interesse agropecuário, softwares e aplicativos para o agronegócio, e aproveitamento de resíduos da produção.

O relatório Distrito Mining Report – Agtech 2021, da plataforma de inovação aberta Distrito, indica que o crescimento das AgTechs pode estar relacionado à necessidade de implementar a inovação no campo. Para Ricardo Maciel, da empresa de fusões e aquisições da Mazars, a aplicação de conceitos para uma agricultura 4.0, desencadeou o aprimoramento dos controles, da produção e da gestão, inclusive com o uso de recursos tecnológicos como inteligência artificial e machine learning.

O CEO da Leigado, Giandro Masson, startup paranaense acelerada pela VENTIUR e que atua na melhoria de processos do setor leiteiro, observa que a pandemia acelerou a transformação digital no campo. “Com a pandemia muitos agricultores abriram os olhos para a necessidade de utilizar a tecnologia em suas propriedades. Eles eram céticos mesmo, mas agora perceberam que é preciso acompanhar as novas tendências tecnológicas para que tenham sucesso em seus negócios’, destaca Masson.

Agricultura de precisão atraiu maior número de investimentos

Segundo o levantamento da Distrito, os investimentos nessas empresas chegam a quase R$ 887 milhões, desde 2009, no país. Porém, o maior número de aportes ocorreu apenas nos últimos três anos. Essas startups atuam tanto dentro quanto fora da fazenda, abrangendo cada vez mais todos os estágios da cadeia, o que inclui venda de produtos, marketplaces, plataformas de negociação de produtos agrícolas, biotecnologias e agricultura de precisão.

Sobre este último setor em especial, ele concentra pouco mais da metade dos recursos alocados em AgTechs no Brasil. Caracterizadas pelo uso de tecnologia para coleta e gestão de dados agropecuários, esse segmento auxilia o produtor na tomada de decisões mais assertivas na gestão de seu negócio.

Nesse contexto temos startups que, por exemplo, utilizam algoritmos matemáticos para analisar diversas variáveis do processo de plantio de grãos, como forma de auxiliar produtores, agrônomos e consultores no manejo fitossanitário e controle de doenças da lavoura. Também podemos citar outras empresas que oferecem softwares para a gestão do rebanho,  os quais realizam toda a trajetória de vida do animal, desde seu nascimento até o abate. A análise correta dessas variáveis impacta diretamente na produtividade do negócio.

Outro segmento que têm se destacado nesse cenário é o de marketplaces, os quais entregam soluções inovadoras no processo de compra e venda de insumos do agro. Essas plataformas fornecem importantes dados para que o gestor do negócio possa ampliar seus resultados financeiros, garantindo a recompra e a fidelização de seus clientes.

VENTIUR possui programa dedicado a aceleração de AgTechs

A VENTIUR possui um programa exclusivo para investimento em AgTechs, o qual fornece conexões, investimento, desenvolvimento e mentorias. A iniciativa tem como objetivo investir e acelerar startups com soluções de base tecnológica que têm foco na resolução de problemas reais do agronegócio.

Essa medida contribui para a transformação digital no campo, gerando inovação no setor. O Grupo de Investidores VENTIUR AgTech é formado por um grupo de empresas e investidores ligados ao agronegócio, com o objetivo de agregar o chamado smart Money às startups aceleradas. O grupo conta ainda com a parceria de universidades, incubadoras e centros de inovação que atuam como como unidades de apoio ao programa, auxiliando no planejamento, mobilizando ações, oferecendo infraestrutura e suporte para validação do produto e testes de campo.

Atualmente a VENTIUR possui 15 startups do agronegócio em seu portfólio: DigiFarmz, Prediza, Trucker do Agro, Leigado, AgroInteli, OvinoPro, Acerto Fácil, BioIn, Racks, Stac, Hortify, Mush, Green Next, OSalin e Creditares. Essas empresas entregam soluções inovadoras para toda a cadeia produtiva, melhorando processos e eficientizando resultados. Mais informações sobre o programa VENTIUR AgTech no link.

Além desta iniciativa, a VENTIUR, juntamente com o Tecnopuc e a Anlab, lidera o Celeiro Agro Hub. O projeto tem como objetivo conectar produtores, fornecedores, cooperativas, startups, pesquisadores e investidores no setor do agronegócio, gerando oportunidades e conexões para diferentes atores da área e apoiando o crescimento do agronegócio brasileiro.

Se quiser conhecer mais sobre nossos programas de aceleração e investimento em startups, entre em contato com nossa equipe. A VENTIUR é uma das principais aceleradoras de startups do Brasil e está sediada no polo tecnológico da Unisinos, o Tecnosinos, em São Leopoldo/RS.

VENTIUR seleciona cinco novas startups para o seu portfólio

Ventiur seleciona cinco novas startups

A VENTIUR, em parceria com os seus veículos de investimento Hélice e Fundo20, selecionou cinco novas startups para o seu ciclo de aceleração de negócios, o ‘#GoHard 14’. A soma total dos aportes financeiros que essas empresas deverão receber durante o processo de aceleração chega a R$ 4 milhões.

A metodologia de propulsão de negócios inovadores da VENTIUR, chamada de #GoHard, é fruto de oito anos de experiência na aceleração de novos negócios. Seu objetivo é fortalecer processos internos das empresas, com foco no desenvolvimento de estratégias eficazes de vendas e crescimento exponencial desses novos empreendimentos. Para essa turma 14 do #GoHard foram selecionadas as seguintes startups: NeoPTO, Cartera, Husky, Growdev e Solar Social.  Elas atuam em segmentos como deeptech, fintech, logtech, edtech e socialtech.

Antes de escolher as novas startups, a VENTIUR avaliou um total de 232 empresas de diversas regiões do País. Elas haviam se inscrito no processo seletivo que encerrou em setembro. Durante o período de quase dois meses, critérios como diferenciais competitivos e entrega de soluções reais para o mercado, foram analisados.

Os gestores de aceleração da VENTIUR também realizaram entrevistas com os empreendedores, com o objetivo de conhecer de maneira mais detalhada os negócios e o perfil dos empreendedores.

WarmUp e Pichday

Concluída essa fase de seleção, 19 startups passaram para a etapa seguinte, chamada de WarmUp. Esse período de ‘aquecimento’ teve como objetivo aproximar empreendedores e investidores. A etapa serviu também para testar os modelos de negócios apresentados a partir da análise da equipe de mentores da VENTIUR.

Nessa etapa os investidores puderam avaliar com profundidade os negócios, bem como o perfil dos empreendedores selecionados. As startups também se beneficiaram com uma pré-aceleração, tendo a oportunidade de conhecer os potenciais investidores para o seu negócio. Esse processo proporcionou ainda novas oportunidades de negócios e investimentos para os empreendedores.

Ao final dessa fase, 10 startups foram escolhidas para participarem do ‘Pichday’ – momento que reúne startups e investidores. Os empreendedores puderam apresentar suas ideias em formato de pitch para toda a rede de investidores da VENTIUR. Estes mesmos investidores selecionaram cinco startups para receberem os aportes financeiros.

Novas startups têm agenda cheia

A partir de agora os empreendedores terão uma agenda cheia com foco na qualificação de suas startups e de seus times. Durante o processo de aceleração, que deve iniciar em janeiro, as empresas terão o acompanhamento da VENTIUR e de seus mentores, e também do gestor de aceleração, agregando conhecimento e experiência de mercado. Esse processo contribui para que as empresas possam alavancar seu crescimento no mercado.

Em alguns casos, é durante essa etapa que os empreendedores aprimoram seu produto, e consolidam seu modelo de negócio. Além do investimento, os empreendedores recebem mentoria com foco em resultados práticos, que é o chamado smartmoney. Cabe aos mentores da VENTIUR, a partir do compartilhamento de suas experiências, orientar os empreendedores e indicar as melhores alternativas e oportunidades de crescimento. Essas mentorias tem como foco o desenvolvimento dos empreendedores e de seus times, sempre com a utilização de metodologias práticas e eficazes. As atividades previstas na fase de aceleração incluem palestras para transferência de conhecimento e workshops com exercícios práticos.

Nesses momentos serão abordadas diversas temáticas como liderança, inovação, aspectos jurídicos, customer success, governança para startups, contabilidade, vendas, marketing digital, gestão, finanças, recursos humanos, canais de aquisição de clientes, desenvolvimento de produto, captação de recursos, dentre outros relevantes para a qualificação dos novos empreendimentos. As novas startups serão preparadas durante o primeiro semestre de 2022 até o chamado Demoday – evento que marca o encerramento do ciclo de aceleração.

O Demoday também é uma oportunidade para que os empreendedores possam apresentar os resultados do trabalho desenvolvido até o momento junto com a VENTIIUR. Esse evento proporciona uma troca de experiências e networking. Além da explanação dos cases, o Demoday é um momento para que as startups compartilhem os aprendizados e os desafios vividos durante o ciclo de aceleração. Também participam das apresentações outros fundos de investimentos, com o objetivo de conhecer melhor as startups que passaram pelo processo de aceleração. Ao final dessa etapa, as empresas serão apresentadas ao mercado e poderão participar, inclusive, de novas rodadas de investimento.

VENTIUR já investiu em mais de 70 negócios inovadores

O #Gohard 14 é o terceiro processo de atração de novos negócios liderado pela VENTIUR apenas este ano – nas edições anteriores 13 startups foram selecionadas. O total investido nestas empresas foi superior a R$ 6 milhões. E esses empreendimentos pertencem aos segmentos de tecnologia, serviços, saúde, agronegócio, dentre outros, e já estão em processo de aceleração.

Criada em 2013, a VENTIUR é uma das principais aceleradoras de startups do Brasil e está sediada no polo tecnológico da Unisinos, o Tecnosinos, em São Leopoldo/RS. Nascemos para apoiar empreendedores diferenciados e com brilho nos olhos, auxiliando-os a transformar seus sonhos em negócios de crescimento exponencial, contribuindo para que as empresas possam alavancar seu crescimento no mercado.

Nosso processo de aceleração potencializa a atitude empreendedora, estimulando a capacidade de execução, experimentação e co-criação. Até o momento investimos em mais de 70 negócios inovadores, avaliados em mais de R$ 300 milhões, e avaliamos mais de três mil startups de diversas regiões brasileiras. A Aceleradora contabiliza até agora um total de quatro exits – expressão que se refere ao ponto de saída de uma startup. Isso acontece quando o empreendimento é adquirido por outra empresa/organização de maior porte. O exit mais recente ocorreu em junho, quando a Suiteshare, foi adquirida pela VTEX – plataforma global de comércio digital que reúne funcionalidades nativas de marketplace e gerenciamento de pedidos.

Se você também tem um negócio inovador e gostaria de impulsioná-lo, nós da VENTIUR podemos te ajudar. Para mais informações sobre nossos programas de aceleração e investimento em startups, entre em contato com nossa equipe.

Aceleradora de Startups: conheça a importância para negócios inovadores

a importancia da aceleradora de startups

Antes mesmo de saber a importância de uma Aceleradora de startups, você deve estar se perguntando: o que é uma startup?

Ser o dono do seu próprio negócio – esse é o sonho de seis em cada 10 brasileiros. Seja pela necessidade de aumentar a renda familiar ou até mesmo pela falta de vagas de emprego no mercado (fenômeno acentuado pela pandemia da covid 19), pesquisa realizada pelo Instituto Endeavor apontou que 61% da população do País, sonha em abrir sua própria empresa, deixando para trás o trabalho de carteira assinada.

Um dos segmentos que mais têm atraído empreendedores é o de startups – empresas que desenvolvem soluções inovadoras para diversos segmentos da sociedade. Dados da Associação Brasileira de Startups (ABStartups) indicam que entre 2015 e 2019, o número de organizações desse segmento no Brasil pulou de 4.151 para 12.727, um aumento de 207%. Muitos destes negócios, em especial os da área de tecnologia, surgiram com o objetivo de facilitar o acesso das pessoas a produtos e serviços, e ganharam ainda mais força durante estes tempos de pandemia.

No entanto, o sonho pode ser tornar um verdadeiro pesadelo caso o empreendedor não tenha um bom planejamento e, no caso das startups, o suporte de uma Aceleradora de Negócios – organizações dedicadas a impulsionarem o crescimento de novos negócios. As Aceleradoras de startups integram o ecossistema de inovação, que agregam em seu entorno empreendedores, investidores, pesquisadores, empresários, mentores de negócio e fundos de investimento.

De acordo com o estudo Sobrevivência das Empresas no Brasil, organizado pelo Sebrae, quase metade das micro e pequenas empresas brasileiras morre antes de completar dois anos. Esses dados demonstram que empreender não é fácil e que definitivamente não é para todo mundo.

E qual é o papel da Aceleradora de startups?

As aceleradoras oferecem diferentes níveis de serviço, sendo que algumas destas têm focos de atuação e condições de investimento específicos. O suporte qualificado de uma Aceleradora poderá fazer toda a diferença entre o sucesso e o fracasso de uma startup, a qual busca um modelo de negócio repetível e escalável.

Além do investimento, os empreendedores recebem da Aceleradora mentoria com foco em resultados práticos, que é o chamado smartmoney. Esta iniciativa permite a modelagem e ampliação do negócio, como veremos ainda neste artigo. Com foco em resultados práticos, as Aceleradoras dispõem de uma equipe de mentores qualificados, os quais transmitem conhecimento valiosos nas mais diferentes áreas de mercado.

Além disso, o suporte da Aceleradora permite que os empreendedores possam ter acesso a networking qualificado, proporcionando a interação com outras startups e investidores – o que poderá gerar novas oportunidades de negócio. Dentro desse contexto, listamos abaixo três dos principais diferenciais que as Aceleradoras possuem e que poderão influenciar no desempenho de uma startup.

Mentorias

As Aceleradoras possuem grupos de mentores especializados em diversas áreas do conhecimento, o que inclui Finanças, Negócios, Direitos, Legislação, Tecnologia, Recursos Humanos, Gestão, dentre outros. Cabe a estes profissionais, a partir do compartilhamento de suas experiências, orientar os empreendedores e indicar as melhores alternativas e oportunidades de crescimento para as suas empresas. Essas mentorias tem como foco o desenvolvimento dos empreendedores e de seus times, sempre com a utilização de metodologias práticas e eficazes.

Workshops e bootcamps

Durante o período de aceleração, as startups participam de diversas atividades para transferência de conhecimento, o que inclui palestras, workshops, bootcamps e exercícios práticos. Nesses momentos são abordadas diversas temáticas como liderança, aspectos jurídicos, customer success, governança para startups, contabilidade, vendas, marketing digital, gestão, finanças, recursos humanos, canais de aquisição de clientes, desenvolvimento de produto, captação de recursos, dentre outros relevantes para o crescimento dos novos negócios.

Oportunidade de investimentos

Aceleradoras também podem investir em uma startup, sendo que nesse modelo a organização recebe uma parte daquela empresa na qual está realizando o aporte financeiro. Essa pode ser uma alternativa ser vantajosa para os empreendedores que necessitam obter investimento rápido para suas necessidades mais urgentes. Apesar das tantas incertezas que rondam o mercado financeiro brasileiro, os investimentos em startups devem se manter em alta para 2022.

Processo de aceleração de startups contribui para alavancagem dos negócios

O processo de aceleração de novos negócios contribui para que as empresas possam alavancar seu crescimento no mercado. Em alguns casos, é durante essa etapa que os empreendedores aprimoram seu produto, e consolidam seu modelo de negócio, sempre com o apoio da Aceleradora e de seus mentores.

Essa etapa serve ainda para testar os modelos de negócios apresentados a partir da análise da equipe de mentores. Durante o processo de aceleração, as startups recebem o acompanhamento dos mentores, e também do gestor de aceleração, agregando conhecimento e experiência de mercado. As novas empresas serão preparadas durante alguns meses, período que pode variar conforme a metodologia de cada Aceleradora, até o chamado Demoday – evento que marca o encerramento do ciclo de aceleração.

Este momento também é uma oportunidade para que os empreendedores possam apresentar os resultados do trabalho desenvolvido e também proporciona a troca de experiências e networking. Além da explanação dos cases, o Demoday é um momento para que as statups compartilhem os aprendizados e os desafios vividos durante o ciclo de aceleração. Ao final dessa etapa, as empresas serão apresentadas para novas rodadas de investimento, o que pode significar ainda outras oportunidades de inserção no mercado.

VENTIUR – Aceleradora de startups: negócios inovadores desde 2013

Criada em 2013, a VENTIUR é uma das principais aceleradoras de startups do Brasil e está sediada no polo tecnológico da Unisinos, o Tecnosinos, em São Leopoldo/RS. Nascemos para apoiar empreendedores diferenciados e com brilho nos olhos, auxiliando-os a transformar seus sonhos em negócios de crescimento exponencial. Nosso processo de aceleração potencializa a atitude empreendedora, estimulando a capacidade de execução, experimentação e co-criação.

A VENTIUR já investiu em mais de 70 negócios inovadores, avaliados em mais de R$ 300 milhões. Além dos negócios que receberam aporte, outros três mil foram avaliados pela equipe da Aceleradora. Esse número segue crescendo, pois a VENTIUR iniciou em setembro seu novo ciclo de aceleração, o ‘#GoHard’. O programa conta com 17 startups, em parceria com os seus veículos de investimento Hélice e Fundo20.

Se você também tem um negócio inovador e gostaria de impulsioná-lo, nós da VENTIUR podemos te ajudar. Para mais informações sobre nossos programas de aceleração e investimento em startups, entre em contato com nossa equipe.

O que é Corporate Venture Capital e como impacta o setor de investimentos

corporate venture capital

Como forma de identificar novas oportunidades empreendedoras, empresas tradicionais têm aportado recursos financeiros em negócios inovadores. Conhecida como Corporate Venture Capital (CVC), essa modalidade de inovação aberta tem crescido consideravelmente nos últimos anos, e têm possibilitado a criação de novos modelos de negócio. 

O estudo Corporate Venture Capital Report 2021, da plataforma de inovação aberta Distrito, indica que apenas entre janeiro e julho de 2021, o volume de aportes de fundos de CVC no País alcançou a cifra de US$ 622 milhões – número três vezes maior que o valor investido em todo o ano passado. Esse número acompanha uma tendência global de investimentos de capital de risco corporativos, o qual já soma US$ 80 bilhões em 2021.

Além de diversificar seus investimentos e aumentar sua fonte de renda, ela permite que as organizações já estabelecidas possam ter acesso às tendências de inovação presentes no mercado. Nessa modalidade de investimento, a empresa pode optar por realizar um aporte diretamente na startup, ou investir em fundos de investimentos que tenham esse objetivo. 

Relatório Inside Venture Capital, também organizado pela Distrito, aponta que organizações investidas por Venture Capital chegaram à uma avaliação acima de US$ 10 bilhões em sua estreia na Bolsa de Valores no primeiro semestre do ano, superando todo o ano de 2020. Em média, o investimento por empresa também cresceu, passando de R$ 58 milhões para R$ 139,8 milhões, considerando a modalidade de Venture Capital.

E como o Corporate Venture Capital funciona na prática? 

O engajamento por meio de CVC pode se dar através da aquisição de participação minoritária, onde o controle permanece com os empreendedores, ou ainda por meio da aquisição de controle parcial/total da organização. Cabe salientar que existem Corporate Venture Capitals especializados em investimento para startups de estágio inicial e aqueles destinados a empresas mais avançadas.

Nesse contexto, o investidor, além do aporte financeiro, entrega à startup o chamado smart money, que são seus conhecimentos especializados em gestão, os quais incluem administração, marketing, finanças, dentre outros temas relacionados à inteligência estratégica de um negócio. Em muitos casos, o ‘dinheiro inteligente’ é fundamental para consolidar o modelo de negócio dessa nova organização, pois o investidor agrega mentoria e experiência de mercado.

Além disso, o investidor que optar por esse tipo de investimento precisa ter em mente que a principal característica desse modelo é a rentabilidade de futuro, a médio/longo prazo. Especialistas do setor estimam que os resultados podem surgir somente após um período entre seis e oito ano depois dos primeiros investimentos.

Ainda sobre as particularidades desse investimento em capital de risco, é que este é passível de falhas no processo. Diante dessa situação, é preciso mitigar o risco e definir estratégias para contornar eventuais problemas durante a trajetória. Porém, é preciso ter clareza que apenas algumas das apostas poderão trazer resultados relevantes – e são justamente essas que irão compensar o desempenho não tão satisfatório das demais. 

Investimento pode estar atrelado à estratégia das empresas

Além de focar nos objetivos financeiros, o CVC, pode estar estrelado aos objetivos estratégicos da organização investidora, tendo em vista que ao estreitar o relacionamento com iniciativas inovadoras, esta se coloca em posição de vantagem no mercado. Quando está alinhado estrategicamente, esse investimento poderá impactar de forma direta ou indireta na performance da empresa, aumentando suas vendas e lucros. A combinação desses resultados gera maior retorno aos investidores. 

Ainda falando de estratégia, quando realiza um aporte financeiro deste tipo, a empresa busca identificar sinergia com o seu novo investimento. Essa conexão permite que a organização estabelecida busque na startup, alternativas para eficientizar seu processo e, dessa maneira, ampliar seu volume de negócios e/ou ramo de atuação. 

Um exemplo disso é a aquisição da Suiteshare, startup acelerada pela VENTIUR, pela plataforma global de comércio digital VTEX, em junho deste ano. A VTEX revelou que com a aquisição da Suiteshare, a empresa projeta proporcionar uma plataforma que permitirá que seus clientes alcancem e vendam para os usuários do whatsapp em todo o mundo.

E quais as diferenças entre corporate venture capital e outros investimentos de risco? 

Como já falamos aqui, o aumento dos investimentos em capital de risco tem se tornado uma tendência no País. Porém, existem diferenças entre os tipos de investimentos com relação ao CVC, como veremos abaixo: 

Investidores-anjo – investem seu próprio capital em startups em estágio inicial, atuando de maneira ativa para agregar valor estratégico para esses negócios. Seu foco principal é nos empreendedores e quais as chances daquela startup ter sucesso.

Venture Capitals (VCs) – investem em startups que já aprovaram seu modelo de receita. Também com foco nos fundadores, de forma geral, os VCs analisam de maneira mais criteriosa o desempenho daquela empresa e optam por negócios em estágios mais avançados.

Private Equity – essa modalidade diz respeito aos fundos que investem diretamente nas empresas. Nesse modelo, além da de receita, são consideradas principais métricas financeiras, incluindo o EBITDA, que são os lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização, fluxo de caixa, e a taxa de retorno que aquele negócio pode alcançar. 

Startups devem seguir atraindo novos investidores em 2022 para o corporate venture capital

Apesar das tantas incertezas que rondam o mercado financeiro brasileiro, os investimentos em startups devem se manter em alta para 2022. A tendência é reforçada pelo retrospecto atingido pelo setor no primeiro semestre do ano, quando US$ 5,2 bilhões foram investidos em startups do País brasileiras. 

O índice trata-se ainda de um recorde histórico, pois superou em 45% os aportes financeiros feitos em startups durante todo o ano de 2020. As startups que receberam os maiores investimentos são fintechs (finanças), proptechs (imobiliário) e retailtechs (varejo). 

Se considerarmos startups de todos os segmentos, entre 2015 e 2019, o número de negócios inovadores no País pulou de 4.151 para 12.727 – aumento de 207%. Ainda falando de empreendedorismo, o número de novos negócios abertos em 2020, em plena crise sanitária desencadeada pela pandemia da Covid 19, confirmam o DNA empreendedor do brasileiro. Um total de 3,3 milhões de novas empresas foram abertas no ano passado – aumento de 8,7% em comparação com o ano anterior e o melhor resultado dos últimos 10 anos.

E porque investir com a VENTIUR?

A VENTIUR é uma das principais aceleradoras de startups do Brasil e está sediada no polo tecnológico da Unisinos, o Tecnosinos, em São Leopoldo/RS – nosso processo de aceleração potencializa a atitude empreendedora, estimulando a capacidade de execução, experimentação e co-criação. A Aceleradora aposta em startups multimercado, com foco em empreendedores diferenciados, alta capacidade de execução e resiliência, e com brilho nos olhos.

Em oito anos de atuação, a VENTIUR contabiliza até o momento um total de quatro exits – expressão que se refere ao ponto de saída de uma startup. Isso acontece quando o empreendimento é adquirido por outra empresa/organização de maior porte. Além disso, a Aceleradora já investiu em mais de 70 negócios inovadores, avaliados em mais de R$ 300 milhões.

Quer conhecer mais sobre os programas de investimento e aceleração de novos negócios da VENTIUR? Então entre em contato pelo email [email protected]. Para ficar por dentro das notícias relacionadas ao ecossistema siga a VENTIUR nas redes sociais pelo @ventiur

Negócios inovadores: conheça mais sobre o mercado das ‘techs’

negócios inovadores conheçam as techs

O crescimento da tecnologia tem contribuído cada vez mais para o desenvolvimento de negócios inovadores em diversos segmentos da sociedade. Essas aplicações têm facilitado a nossa vida, em especial nestes tempos de pandemia da Covid 19. Todas essas mudanças têm impulsionado a criação de startups inovadoras que utilizam a tecnologia, as chamadas techs. Essas empresas atuam em nichos específicos, como finanças, saúde, educação, energia, alimentação, agronegócio, sustentabilidade, dentre outros. 

O crescimento dessas startups tecnológicas se deu, principalmente em função das segmentação de mercado. Esses negócios surgiram com o objetivo de facilitar o acesso das pessoas a produtos e serviços, e ganharam ainda mais força durante a pandemia. Com as medidas restritivas de circulação para tentar conter a disseminação do vírus, a mudança nos padrões de comportamento – e de consumo – abriu novas oportunidades para os empreendedores. 

Dentro desse contexto, as novas tecnologias se tornaram aliadas dos empreendedores, que desenvolveram novas soluções para atenderem seus clientes. Além de atrair empreendedores, a pandemia também levou empresários ‘tradicionais’ a migrarem para o setor tecnologia, adotando o sufixo tech. Um destes setores, o financeiro, consolidou o Brasil com um dos grandes ecossistemas de fintechs, segundo relatório da consultoria Findexable.em parceria com a finteh alemã Mambu. O país alcançou a primeira posição da América Latina. 

São tantas techs, que por isso preparamos abaixo uma lista com os principais segmentos que adotaram esse sufixo. Porém ainda existem outros em franca expansão, como também falaremos um pouco mais sobre essas áreas ainda neste artigo. 

Fintechs

Um dos primeiros segmentos a despontar no País, as fintechs são aquelas negócios inovadores de tecnologia que atuam no setor financeiro. Com foco principal em agilizar a resolução dos problemas do cliente, entre as principais empresas do setor, destaque para os chamados ‘unicórnios’ (startups avaliadas em mais de US$ 1 bilhão), como Nubank e Conta Azul. Ainda sobre este segmento, com o advento do open banking, as fintechs devem ter novas oportunidades de crescimento, em especial nas áreas de desenvolvimento de soluções e vendas. Em um ano, o número de fintechs no Brasil saltou de 61 para 108. 

Agtechs

Com foco em soluções para o agronegócio, as agtechs estão cada vez mais presentes no País. Com o uso de tecnologia de ponta, essas empresas levam inovação aos diversos setores do agro, o que inclui gado leiteiro, pecuária de corte e grãos. No ano passado, em meio a pandemia, empresas do setor tiveram valorização de até 56%, e levaram a transformação digital ao campo. Dados do Radar Agtech Brasil indicam que Porto Alegre é a sexta cidade brasileira com mais agtechs  – no Brasil existem atualmente 1,6 mil deste segmento. 

Healthtechs

As chamadas healthtechs (tecnologia para saúde, do inglês) são aquelas startups que desenvolvem soluções tecnológicas para o setor da saúde. Este é um dos segmentos que mais cresce em todo o mundo, e também registrou alta durante a pandemia de Covid 19. Em função das medidas restritivas de circulação, áreas como a telemedicina ganharam força, facilitando o acesso da população aos serviços médicos por meio do uso de tecnologias digitais. E a tendência é de que os serviços médicos online se mantenham em alta mesmo após o término do confinamento. Estimativa da Associação Nacional dos Hospitais Privados aponta que esse número deve chegar ao patamar de 15% ao ano. 

Energytechs 

Essas startups trabalham no segmento de energia – um dos setores mais estratégicos e carentes de infraestrutura tecnológica do País. Empresas desse setor trabalham tanto na geração, quanto no controle e na gestão de energias comuns e renováveis. Atualmente o Brasil tem mais de 150 startups do setor de energia, as quais buscam solucionar o problema da crise energética. Estes negócios inovadores atuam nas áreas de energia renovável, gestão energética, eficiência energética, internet das coisas (IoT), mercado de energia e baterias, e estão concentradas nas regiões Sul e Sudeste do País.

Edtechs

Também conhecidas como edutechs, essas empresas desenvolvem soluções inovadoras para a área de educação. Por meio de plataformas virtuais de ensino, aplicativos para dispositivos móveis, objetos de aprendizagem, cursos online, dentre outras ferramentas, estas startups também ganharam destaque durante a pandemia. Isso deve, em especial, à migração das aulas presenciais para ambiente virtual – um dos principais entraves para a educação em tempos de Covid foi justamente a comunicação. Para facilitar o processo de ensino, estas plataformas reúnem realidade virtual, inteligência artificial e gamificação. Atualmente existem no País 566 edtechs ativas – número 26% superior ao registrado em 2019.

Foodtech

A junção da palavra inglesa food (alimento) com a tecnologia, deu origem ao termo foodtech. Ainda que seja mais consolidada em outros países do que no Brasil, a categoria atrai cada vez mais empreendedores e investidores atentos a este tipo de negócio. Capaz de reinventar a forma como criamos, compramos, cozinhamos e pensamos a comida, o setor atende as demandas de vários públicos, permitindo que por meio de um app possa receber em sua casa alimentos e bebidas. Um dos exemplos mais emblemáticos desse setor é o do Ifood – unicórnio brasileiro que praticamente abriu caminho para as demais plataformas do segmento. 

Imobtech ou Proptech

Este segmento também já é um velho conhecido do consumidor e realiza a conexão entre corretores, imobiliárias e pessoas que estão procurando alugar ou vender imóveis. As chamadas imobtechs ou proptechs têm como objetivo desburocratizar e agilizar os processos de locação, compra e venda de imóveis. De acordo com a Terracotta Ventures, somente em 2020, houve crescimento de 23% no número de startups do setor. Um dos nomes mais conhecidos nesse segmento é o unicórnio brasileiro Quinto Andar. 

ESGtechs

Esse segmento é relativamente novo, mas tem chamado a atenção dos investidores ao redor do mundo, em especial por sua conduta pautada pelo social, ambiental e de governança. As ESGTechs são negócios inovadores da área de tecnologia que cultivam as boas práticas de Environmental, Social and Governance (ESG), da sigla em inglês. Sua proposta tem atraído a atenção dos investidores, como é o caso da Trashin – startup acelerada pela VENTIUR e que atua na gestão e logística reversa de resíduos em empresas e condomínios. Em maio a startup gaúcha captou, em apenas quatro horas, a R$ 1 milhão via CapTable – tempo recorde para a modalidade de equity crowdfunding no Brasil.


Negócios inovadores: Techs de outros segmentos também registram crescimento

Como já falamos a transformação digital impulsionou o surgimento de negócios inovadores, em especial de startups, em diversos setores da economia. Além dos nichos de atuação que falamos acima, empresas de outros segmentos também têm ganhado destaque nos últimos anos utilizando o ‘sobrenome’ tech. Dados da Associação Brasileira de Startups indicam que entre 2015 e 2019, o número de startups no Brasil saltou de 4,151 para 12.727. Isso resultou em um aumento de 207%. Muitas destas organizações também entregam propostas inovadoras para o seu público, revolucionando atividades tidas como tradicionais. 

Entre elas estão: salestechs (soluções vendas), logtechs (logística), touristechs (turismo), mobilitytechs (mobilidade), indtech (soluções industriais), HRtechs (recursos humanos), fashiontechs (moda e beleza), lawtechs (ligadas ao direito), insurtechs (seguradoras tecnológicas) pettechs (mercado pet), regtechs (regulamentação e compliance), govtechs (soluções governamentais), construtechs (construção civil), e sportechs (esporte).

Mais recentemente acompanhamos o surgimento de um novo unicórnio brasileiro, a chamada “idtech” Unico. Trata-se de uma empresa que trabalha com identificação pessoal, e é pioneira em autenticar e proteger identidades no ambiente digital. Se você também tem um negócio inovador e gostaria de impulsioná-lo, nós da VENTIUR podemos te ajudar.

Para mais informações sobre nossos programas de aceleração e investimento em negócios inovadores, como as startups, entre em contato com nossa equipe. Para ficar atualizado sobre as notícias e tendências sobre empreendedorismo e inovação, siga a Ventiur no Linkedin.

Aclamadas pela comunidade científica, as Deep Techs estão sob o mesmo guarda-chuva de empresas criadas a partir de disrupções em áreas como biotecnologia, engenharia e arquitetura de dados, genética, matemática, ciência da computação, robótica, química, física e tecnologias mais sofisticadas e profundas. São startups que propõem inovações significativas para enfrentar grandes problemas que afetam o mundo.

 

Por mais que tentar chegar a uma definição possa parecer um exercício bastante ousado, quando falamos de uma área de tamanho conhecimento e aplicação, negócios que se enquadram dentro deste conceito, tratamos de soluções com alto valor agregado, que irão impactar positivamente não só um grupo determinado específico de pessoas, mas que podem mudar o mundo.

 

Para fomentar ainda mais o setor e auxiliar nesse crescimento, o Delta Capital abriu inscrições para selecionar Deep Techs. A chamada inicia dia 22/11 e vai até 10/12, não perca tempo e inscreva-se aqui!

 

 Em breve conheceremos as iniciativas selecionadas.