Negócios inovadores: conheça mais sobre o mercado das ‘techs’

negócios inovadores conheçam as techs

O crescimento da tecnologia tem contribuído cada vez mais para o desenvolvimento de negócios inovadores em diversos segmentos da sociedade. Essas aplicações têm facilitado a nossa vida, em especial nestes tempos de pandemia da Covid 19. Todas essas mudanças têm impulsionado a criação de startups inovadoras que utilizam a tecnologia, as chamadas techs. Essas empresas atuam em nichos específicos, como finanças, saúde, educação, energia, alimentação, agronegócio, sustentabilidade, dentre outros. 

O crescimento dessas startups tecnológicas se deu, principalmente em função das segmentação de mercado. Esses negócios surgiram com o objetivo de facilitar o acesso das pessoas a produtos e serviços, e ganharam ainda mais força durante a pandemia. Com as medidas restritivas de circulação para tentar conter a disseminação do vírus, a mudança nos padrões de comportamento – e de consumo – abriu novas oportunidades para os empreendedores. 

Dentro desse contexto, as novas tecnologias se tornaram aliadas dos empreendedores, que desenvolveram novas soluções para atenderem seus clientes. Além de atrair empreendedores, a pandemia também levou empresários ‘tradicionais’ a migrarem para o setor tecnologia, adotando o sufixo tech. Um destes setores, o financeiro, consolidou o Brasil com um dos grandes ecossistemas de fintechs, segundo relatório da consultoria Findexable.em parceria com a finteh alemã Mambu. O país alcançou a primeira posição da América Latina. 

São tantas techs, que por isso preparamos abaixo uma lista com os principais segmentos que adotaram esse sufixo. Porém ainda existem outros em franca expansão, como também falaremos um pouco mais sobre essas áreas ainda neste artigo. 

Fintechs

Um dos primeiros segmentos a despontar no País, as fintechs são aquelas negócios inovadores de tecnologia que atuam no setor financeiro. Com foco principal em agilizar a resolução dos problemas do cliente, entre as principais empresas do setor, destaque para os chamados ‘unicórnios’ (startups avaliadas em mais de US$ 1 bilhão), como Nubank e Conta Azul. Ainda sobre este segmento, com o advento do open banking, as fintechs devem ter novas oportunidades de crescimento, em especial nas áreas de desenvolvimento de soluções e vendas. Em um ano, o número de fintechs no Brasil saltou de 61 para 108. 

Agtechs

Com foco em soluções para o agronegócio, as agtechs estão cada vez mais presentes no País. Com o uso de tecnologia de ponta, essas empresas levam inovação aos diversos setores do agro, o que inclui gado leiteiro, pecuária de corte e grãos. No ano passado, em meio a pandemia, empresas do setor tiveram valorização de até 56%, e levaram a transformação digital ao campo. Dados do Radar Agtech Brasil indicam que Porto Alegre é a sexta cidade brasileira com mais agtechs  – no Brasil existem atualmente 1,6 mil deste segmento. 

Healthtechs

As chamadas healthtechs (tecnologia para saúde, do inglês) são aquelas startups que desenvolvem soluções tecnológicas para o setor da saúde. Este é um dos segmentos que mais cresce em todo o mundo, e também registrou alta durante a pandemia de Covid 19. Em função das medidas restritivas de circulação, áreas como a telemedicina ganharam força, facilitando o acesso da população aos serviços médicos por meio do uso de tecnologias digitais. E a tendência é de que os serviços médicos online se mantenham em alta mesmo após o término do confinamento. Estimativa da Associação Nacional dos Hospitais Privados aponta que esse número deve chegar ao patamar de 15% ao ano. 

Energytechs 

Essas startups trabalham no segmento de energia – um dos setores mais estratégicos e carentes de infraestrutura tecnológica do País. Empresas desse setor trabalham tanto na geração, quanto no controle e na gestão de energias comuns e renováveis. Atualmente o Brasil tem mais de 150 startups do setor de energia, as quais buscam solucionar o problema da crise energética. Estes negócios inovadores atuam nas áreas de energia renovável, gestão energética, eficiência energética, internet das coisas (IoT), mercado de energia e baterias, e estão concentradas nas regiões Sul e Sudeste do País.

Edtechs

Também conhecidas como edutechs, essas empresas desenvolvem soluções inovadoras para a área de educação. Por meio de plataformas virtuais de ensino, aplicativos para dispositivos móveis, objetos de aprendizagem, cursos online, dentre outras ferramentas, estas startups também ganharam destaque durante a pandemia. Isso deve, em especial, à migração das aulas presenciais para ambiente virtual – um dos principais entraves para a educação em tempos de Covid foi justamente a comunicação. Para facilitar o processo de ensino, estas plataformas reúnem realidade virtual, inteligência artificial e gamificação. Atualmente existem no País 566 edtechs ativas – número 26% superior ao registrado em 2019.

Foodtech

A junção da palavra inglesa food (alimento) com a tecnologia, deu origem ao termo foodtech. Ainda que seja mais consolidada em outros países do que no Brasil, a categoria atrai cada vez mais empreendedores e investidores atentos a este tipo de negócio. Capaz de reinventar a forma como criamos, compramos, cozinhamos e pensamos a comida, o setor atende as demandas de vários públicos, permitindo que por meio de um app possa receber em sua casa alimentos e bebidas. Um dos exemplos mais emblemáticos desse setor é o do Ifood – unicórnio brasileiro que praticamente abriu caminho para as demais plataformas do segmento. 

Imobtech ou Proptech

Este segmento também já é um velho conhecido do consumidor e realiza a conexão entre corretores, imobiliárias e pessoas que estão procurando alugar ou vender imóveis. As chamadas imobtechs ou proptechs têm como objetivo desburocratizar e agilizar os processos de locação, compra e venda de imóveis. De acordo com a Terracotta Ventures, somente em 2020, houve crescimento de 23% no número de startups do setor. Um dos nomes mais conhecidos nesse segmento é o unicórnio brasileiro Quinto Andar. 

ESGtechs

Esse segmento é relativamente novo, mas tem chamado a atenção dos investidores ao redor do mundo, em especial por sua conduta pautada pelo social, ambiental e de governança. As ESGTechs são negócios inovadores da área de tecnologia que cultivam as boas práticas de Environmental, Social and Governance (ESG), da sigla em inglês. Sua proposta tem atraído a atenção dos investidores, como é o caso da Trashin – startup acelerada pela VENTIUR e que atua na gestão e logística reversa de resíduos em empresas e condomínios. Em maio a startup gaúcha captou, em apenas quatro horas, a R$ 1 milhão via CapTable – tempo recorde para a modalidade de equity crowdfunding no Brasil.


Negócios inovadores: Techs de outros segmentos também registram crescimento

Como já falamos a transformação digital impulsionou o surgimento de negócios inovadores, em especial de startups, em diversos setores da economia. Além dos nichos de atuação que falamos acima, empresas de outros segmentos também têm ganhado destaque nos últimos anos utilizando o ‘sobrenome’ tech. Dados da Associação Brasileira de Startups indicam que entre 2015 e 2019, o número de startups no Brasil saltou de 4,151 para 12.727. Isso resultou em um aumento de 207%. Muitas destas organizações também entregam propostas inovadoras para o seu público, revolucionando atividades tidas como tradicionais. 

Entre elas estão: salestechs (soluções vendas), logtechs (logística), touristechs (turismo), mobilitytechs (mobilidade), indtech (soluções industriais), HRtechs (recursos humanos), fashiontechs (moda e beleza), lawtechs (ligadas ao direito), insurtechs (seguradoras tecnológicas) pettechs (mercado pet), regtechs (regulamentação e compliance), govtechs (soluções governamentais), construtechs (construção civil), e sportechs (esporte).

Mais recentemente acompanhamos o surgimento de um novo unicórnio brasileiro, a chamada “idtech” Unico. Trata-se de uma empresa que trabalha com identificação pessoal, e é pioneira em autenticar e proteger identidades no ambiente digital. Se você também tem um negócio inovador e gostaria de impulsioná-lo, nós da VENTIUR podemos te ajudar.

Para mais informações sobre nossos programas de aceleração e investimento em negócios inovadores, como as startups, entre em contato com nossa equipe. Para ficar atualizado sobre as notícias e tendências sobre empreendedorismo e inovação, siga a Ventiur no Linkedin.

Celeiro Agro Hub é lançado para impulsionar a inovação no agronegócio

Na última segunda-feira (31), o Celeiro Agro Hub foi lançado com o propósito de impulsionar a inovação no agronegócio. O evento online foi transmitido no canal da PUCRS no Youtube e pode ser assistido clicando aqui. A inauguração contou com a presença do Secretário de Inovação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, Luis Lamb, além da equipe que integra o Hub. O Celeiro já conta com mais de 40 startups que integram duas modalidades: Connected Accelerated. Durante o evento, duas startups apresentaram seus negócios, a Ovinopro e a AcertoFácil. Liderado pelo Parque Científico e Tecnológico da PUCRS (Tecnopuc), pela VENTIUR Aceleradora e pela Anlab, o Hub conta com parceiros como DB ServerWisidea Ventures, GF Design de Conexões e Marcha.

O objetivo é conectar produtores, empresas, cooperativas, startups, pesquisadores e investidores no setor do agronegócio gerando oportunidades e conexões para diferentes atores da área e apoiando o crescimento do agronegócio no Brasil. O coordenador do Hub, Luis Humberto Villwock,  explica que o celeiro não nasce em um andar dentro do Tecnopuc, mas sim globalmente. “Queremos ter empresas globais, não só do Brasil. E vamos ver isso com certeza. Estamos perfeitamente conectados com o que há de mais moderno e inovação. Trabalhamos com a ligação e contato com a academia, negócio e governo, mas agregamos nesse processo a sociedade e o meio ambiente. Portanto, nasce no DNA do Celeiro a quíntupla hélice de inovação, com grandes parceiros e talentos”, sintetiza ele.

Bruno Dornelles, Sócio Diretor da AnLab, comenta que o Hub é uma aposta benéfica para o setor do agronegócio e ao ecossistema de inovação ligado à área. “As expectativas são as maiores possíveis para o lançamento e início das operações. Esperamos ter diversos mantenedores nesse projeto.Para o futuro, queremos estar presente em vários locais, em pontos no interior do Estado e também fora”, comenta Dornelles.

Para Guilherme Kudiess, Diretor de Operações da VENTIUR Aceleradora, o evento de abertura marca o início de um planejamento que já vem sendo feito desde de março de 2020. “Existe uma expectativa bem grande de iniciar, efetivamente, essas conexões entre todos os agentes e fazer o Agro brasileiro ser ainda mais pujante. Mas principalmente, viabilizar para o produtor rural uma forma de entender e aderir novas tecnologias apropriadas para sua realidade.”, conclui o diretor.

Prema vence Sebrae LIKE A BOSS no Gramado Summit 2021

A startup oferece praticidade e transparência à revisão automotiva

Revisões automotivas com agilidade e transparência – esse é o objetivo da Prema Car, www.premacar.com.br, startup que alia tecnologia e praticidade para oferecer aos proprietários de veículos um novo formato de economizar, contando com um serviço de qualidade e manter em dia as manutenções preventivas e preditivas, com base nas recomendações do manual do proprietário. A solução oferece ao cliente uma economia que pode chegar a 40% em relação aos valores praticados pelas concessionárias.

 

Prema na Gramado Summit

A startup Premacar foi a vencedora do Desafio Sebrae Like a Boss, promovido pelo Sebrae RS e que aconteceu durante a programação do Gramado Summit 2021. A empresa se destacou entre outras 23 startups, que apresentaram seus modelos de negócios e agora representará o Rio Grande do Sul na etapa nacional. Foram realizadas três etapas do desafio, uma em cada dia, com apresentações de pitches. “Esse prêmio endossa o que a gente já acredita, que estamos focados em resolver o problema de credibilidade do ramo automotivo. Estamos criando uma solução para um problema real e isso é muito bacana. Somos muito gratos por tudo”, destaca Peterson Kolling, CEO e fundador da Prema.

 

Como funciona a solução da Prema?

Peterson explica que na prática a solução funciona da seguinte maneira: o proprietário entra no site da empresa e solicita uma cotação gratuita. Ele deve informar os dados do veículo, o que inclui placa e quilometragem, além de seus dados cadastrais, como e-mail e telefone. A partir daí a equipe da Prema Car realiza um levantamento, com base no manual do veículo fornecido pela montadora, e elabora um orçamento indicando quais serviços e reposição de peças são recomendados para serem executados durante a manutenção, conforme a quilometragem do carro. Posteriormente, uma mensagem via WhatsApp será enviada ao proprietário, indicando quando seu orçamento estará disponível para consulta, o que acontece no prazo máximo de um dia útil. 

O CEO destaca que ao receber a cotação, o cliente já pode contratar o serviço diretamente no site, de forma rápida e segura, e também agendar o serviço no horário que o cliente quiser. Segundo Kolling, também nesse primeiro orçamento são disponibilizadas informações completas sobre os valores das futuras revisões, tudo de forma online. Após agendada a revisão, o cliente pode escolher se ele quer levar seu carro ao auto center conveniado ou se quer que o carro seja buscado na casa dele. Se o cliente optar pelo “Leva-e-Traz” deve informar o local onde o veículo deve ser buscado, que a equipe da Prema Car se encarrega de garantir a retirada e a posterior entrega depois da conclusão do serviço. 

Outro diferencial indicado por Kolling é o fato de que todo o serviço realizado no veículo do cliente nas instalações do auto center parceiro, o que inclui substituição de peças e troca de fluídos, é filmado e disponibilizado posteriormente ao cliente. “Oferecemos uma nova experiência ao usuário, com base na transparência, evitando que ele contrate serviços que não são necessários para seu veículo”, enfatiza. O cliente ainda recebe um relatório completo da manutenção, contendo gráficos que permitem a ele acompanhar a saúde dos itens de segurança de seu veículo. 

“Depois de fazer as revisões de segurança com a Prema Car, o cliente irá receber um certificado online que irá agregar ao valor de seu carro no momento da revenda”, justifica. Conforme o CEO, esses dados poderão ser compartilhados, inclusive, com o novo proprietário do veículo, gerando confiabilidade e procedência à transação comercial. 

 

Empresa projeta expansão para 2021

Os aportes financeiros que a empresa irá receber durante o processo de aceleração da VENTIUR, já têm destino certo. Os recursos permitirão que a Prema Car consiga implementar seu plano de expansão para este ano. “Para 2021 queremos tracionar o negócio, investindo em pessoas e fortalecendo os nossos times de marketing e vendas”, revelou Kolling. 

Além disso, a empresa também quer expandir sua área de atuação, que hoje, em função da rede de prestadores de serviço, está concentrada principalmente na região de Porto Alegre. “Estamos analisando novos mercados não apenas no Rio Grande do Sul, mas também em estados como Santa Catarina, Paraná e São Paulo”, pontuou. Para isso, a empresa quer ampliar sua rede de oficinas parceiras, assim como já faz com a Escola do Mecânico – instituição de Campinas/SP, que trabalha na formação técnica de profissionais para o mercado de reposição automotiva. “A intenção é que a Prema Car venda a revisão do veículo e um profissional capacitado por esta instituição desempenhe o serviço, argumenta o CEO. 

Kolling revela que o objetivo é se tornar referência para o segmento automotivo no País, oferecendo, inclusive, treinamento para a redes de parceiros. “Queremos gerar credibilidade e transparência em um ramo que tradicionalmente gera insegurança aos proprietários de veículo”, observou. Atualmente a equipe da Prema Car é formada por 15 pessoas. Sua sede física permanece em Porto Alegre, mas a empresa está vinculada ao Feevale Techpark, em Campo Bom/RS. 

 

Família de tradição no ramo automotivo

A empresa surgiu em 2019, em Porto Alegre/RS. Cerca de um ano antes, Kolling, assumiu uma das antigas unidades de negócio da família, que tem tradição no segmento automotivo desde a década de 1950. Ele lembra que nos anos 1950 o avô abriu uma oficina de mecânica, que com o passar dos anos se transformou em uma importante rede de venda de pneus, com filiais em várias regiões. A década era 1980 e a empresa de sua família se destacou por 25 anos como sendo a maior revenda de pneus de uma fabricante americana no Brasil.

Com o fechamento do negócio em 2015, o CEO conta que não tinha intenção de continuar atuando no mesmo modelo de negócios que o da sua família, onde as margens com venda de pneus estavam sendo cada vez menores. Ele queria algo novo. “Pensei em inovar, deixar de lado a atividade da família e atender necessidade do cliente. Por isso a ideia de criar um negócio com foco verdadeiramente no consumidor”, destaca. Dessa maneira Kolling passou a desenvolver uma solução que pudesse garantir que o serviço de manutenção automotiva fosse mais transparente. 

Ele lembra que no primeiro ano, a empresa participou de um programa de incubação no TECNOPUC. Nessa época, o CEO, que é da área de administração de empresas, se juntou aos outros três sócios e passou a buscar os recursos necessários para desenvolver a solução. Ainda em 2019, a startup participou de dois programas para novos negócios do Sebrae e no ano passado, já com o negócio em andamento, do programa IA² MCTI – Inovação Aberta e Inteligência Artificial do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) em conjunto com a Softex. “Através do programa MCTIC estamos desenvolvendo uma IA, inteligência artificial, para criar uma rastreabilidade da manutenção e histórico dos veículos”, finalizou o CEO. Para saber mais sobre a Prema acesse o site ou nas redes sociais pelo @premacar no Instagram e @premacarr no Facebook.

 

Seleção no programa do MCTI

A empresa está entre as startups selecionadas pelo programa do MCTI para receberem aceleração da VENTIUR. A iniciativa do MCTI tem como objetivo apoiar projetos de pesquisa e desenvolvimento orientados ao desenvolvimento de soluções em inteligência artificial em quatro áreas prioritárias: agronegócios, saúde, indústria e cidades inteligentes. A empresa é uma das startups do ciclo de aceleração da turma 11 da VENTIUR que teve início em dezembro último.

Durante esse período, a Prema Car terá o acompanhamento da aceleradora e de seus mentores, e também do gestor de aceleração da VENTIUR por um período de sete meses até julho próximo, quando acontece o Demoday. Uma agenda intensa de atividades está prevista, a qual inclui bootcamps, reuniões de acompanhamento e eventos de capacitação com foco no desenvolvimento dos empreendedores e seus times.

VENTIUR escolhe startups finalistas para o Pitchday#12

A VENTIUR, em parceria com os seus veículos de investimento Hélice e Fundo20, selecionou as finalistas para o Pitchday que definirá as startups que farão parte do portfólio VENTIUR a partir de Maio de 2021. 

O pitchday do Hélice será na terça-feira, dia 20 de abril às 16h, enquanto o Pitchday do Fundo20 será na quinta-feira, dia 22 de abril também às 16h. 

A expectativa é de que cada veículo de investimento faça cerca de 5 aportes no valor de até R$ 200.000,00 cada. As startups podem ser compartilhadas entre ambos os veículos de investimento.

Para George Gallas, Head de Aceleração e Portfólio da VENTIUR, a qualidade das startups envolvidas neste processos superou as expectativas, principalmente no potencial dos empreendedores envolvidos nos projetos. 

Segundo Fernanda Dauber, responsável pelo relacionamento com investidores da VENTIUR, “Essa é uma excelente oportunidade para os investidores que desejam realizar co-investimento, aumentando a sua participação nas Startups. A VENTIUR já fez uma seleção na qual tivemos 245 inscritos, então estamos trazendo para a final startups que possuem grande potencial e já passaram por uma série de análises tanto da equipe de seleção quanto dos investidores que participaram das entrevistas com os empreendedores.” 

O evento é restrito aos investidores dos veículos de investimento, mas investidores da VENTIUR de outros veículos que queiram participar podem solicitar seu convite diretamente com a Fernanda.

 

Segue abaixo a lista de Startups aprovadas para o Pitchday do Hélice:

123 Projetei

5Hub

B2BHotel

BioSens

DriveOn

Lydia

PickMe

Otoos

SomosGad

Tributei

UMentor

YoursBank

 

Para o Pitchday do Fundo20, foram aprovadas as seguintes startups:

123 Projetei

B2BHotel

BioSens

DriveOn

Lydia

PickMe

PliQ

SomosGad

Tributei

UMentor

YoursBank

Manfing utiliza Inteligência Artificial para mapear comportamento de consumo

 

Plataforma criada pela Manfing auxilia empresas a fidelizarem clientes e aumentarem seus lucros

 

Fidelizar clientes e aumentar a lucratividade das empresas por meio da análise do comportamento de consumo. Esse é o objetivo da Manfing, startup paranaense acelerada pela VENTIUR desde 2019 e que utiliza o conceito de Inteligência Artificial para desenvolver sua solução, tendo como foco empresas dos segmentos de varejo, agronegócio e indústria. 

O CTO da empresa, Leandro Volanick, comentou que a plataforma fornece importantes dados para que o gestor do negócio possa ampliar seus resultados financeiros, garantindo a recompra e a fidelização de seus clientes. A partir das informações coletadas sobre o perfil de consumo de cada cliente, a Manfing gera relatórios detalhados indicando qual melhor data para venda de determinado produto, valor e quantidade do item, com base em machine learning. Para isso a plataforma se baseia em dados históricos de compra, big data e outras fontes para tornar a indicação do produto aquilo que o cliente realmente precisa, melhorando o ticket médio da venda e o retorno do consumidor à carteira ativa de negócios. 

 “Temos empresas que aumentaram em até 17% o valor de seu ticket médio de vendas a partir dos dados coletados pela Manfing”, ressaltou Volanick. Ele ressalta que a solução permite que o lojista possa saber a data mais provável de compra de seu cliente e qual produto ele vai escolher antes mesmo dele visitar a loja física ou online, o que permite maior agilidade. A coleta dessas informações influencia a decisão de consumo de seus clientes, e faz com que as empresas possam mapear o ciclo de compra desde o começo, bem como o potencial de venda e as necessidades de cada consumidor em particular.

O CTO observa que esse resultado depende de diversos dados e variáveis, que se bem aproveitados podem gerar informações relevantes e qualificadas para que as empresas tenham condições de oferecer o produto certo na hora mais apropriada a cada cliente. Em situações que a loja não dispõe de tal mercadoria naquele momento, o vendedor poderá oferecer algo similar, baseado no perfil daquele consumidor, aumentando as chances de conversão em venda. Esses entregáveis fazem com que a plataforma seja a única no mercado a oferecer esse tipo de solução. 

Outro ponto de destaque da solução é o fato de que esta não precisa fazer integração com outros sistemas de gestão de vendas, como um CRM ou ERP, pois a ferramenta roda totalmente na WEB, podendo ser acessada do computador ou celular de maneira rápida e intuitiva. Atualmente a startup possui clientes de grande porte em diversas regiões do País.

 

Solução segmenta padrões por tipo de produto

Conforme o CTO a empresa atende clientes B2B, em especial os que possuem loja física e com mais de 10 filiais, dos segmentos de varejo, agronegócio e indústria. No caso do varejo, a empresa em especial, com redes de comercializam produtos como móveis, eletrodomésticos, calçados e roupas. Já no agronegócio, a solução atua no mapeamento de venda de insumos agrícolas e fertilizantes, indicando o mix de produtos adequado às necessidades de cada produtor, o que permite a identificação de fatores que possam estar afetando a produtividade da propriedade rural. Com relação à indústria, dentre outros dados, a solução permite que possa ser projetado o faturamento para fins de orçamento, além de indicar quais itens devem ser produzidos com base na demanda histórica

Ele ressalta que a ferramenta elabora relatórios que determinam os padrões de consumo por tipo de produto. “O sistema gera leads qualificados para o vendedor, que já pode acionar o cliente diretamente através do celular”, argumenta. Para isso, a plataforma possui integração com envio de SMS e WhatsApp, permitindo que o vendedor envie ao cliente o produto na data recomendada pela solução, com o uso de materiais personalizáveis e acompanhamento de conversas. Volanick salienta também que os bancos de dados da empresa estão em conformidade com a nova lei geral de proteção  de dados, o que garante segurança e transparência em todo o processo.

 

E como surgiu a empresa?

A empresa surgiu em 2019 na cidade de Toledo, no oeste do Paraná. Naquela ocasião, Volanick, que é desenvolvedor de softwares, com foco em Python, PHP e MongoDB, se uniu a dois sócios para criação de uma assistente pessoal digital nos mesmos moldes do Google Assistente e da Alexa, da Amazon. O empreendedor, que possui experiência em machine learning, extração de dados, correlações e inteligência artificial, juntamente com Sidnei Carlos Terribele, atual COO, e Bruno Potrich, CMO, deu início a um sistema de previsão de vendas para o setor varejista.

Terribele é responsável pela parte de processos, produtos e negócios da empresa, enquanto que Potrich cuida do marketing, SEO e mídias sociais. A experiência do trio nas áreas de tecnologia, marketing e negócios, resultou na criação de uma ferramenta com foco no aumento das vendas, a partir do conceito de inteligência artificial. Ainda em 2019 a empresa conheceu a VENTIUR e se inscreveu para participar do chamado warm up, que é uma etapa de pré-aceleração. 

Ao final desse ciclo, a empresa foi selecionada e recebeu aporte financeiro para tracionar seu negócio e prospectar novos clientes. “A VENTIUR nos ajudou muito naquele momento a validar nosso negócio junto ao setor do varejo”, lembra o CTO. A Manfing está incubada no Biopark, em Toledo, desde abril de 2019, e sua equipe atual é formada por sete pessoas. 

 

Quais são os planos da empresa para 2021?

O CTO revelou que para este ano a empresa tem em seu planejamento a consolidação da plataforma. “Queremos ser referência para o varejo no País, fazendo com que as empresas enxerguem seu cliente como único”, observou. Segundo ele, as empresas do varejo possuem um alto grau de dificuldade em conhecer melhor o comportamento de seus clientes. Enfatiza que muitas vezes essas organizações desconhecem que quando assertivas na indicação do produto, isso pode impactar em até 60% a decisão de compra. “Queremos que as empresas prestem um atendimento consultivo aos seus clientes, deixando de lado a propaganda massificada que temos atualmente”, pontuou. 

Em 2020, mesmo em um ano impactado severamente pela pandemia da Covid-19, as maiores empresas do varejo brasileiro superaram as expectativas e aumentaram sua participação de mercado. De acordo com dados da sexta edição do ranking “300 Maiores Empresas do Varejo Brasileiro”, desenvolvido pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC), a expansão das maiores empresas do setor foi de 9,9% em 2019, praticamente o dobro da alta de 5% do varejo como um todo.

Quem tiver interesse em obter mais informações sobre os programas de aceleração e investimento em startups da VENTIUR, pode entrar em contato pelo email

queroinvestir@ventiur.net. A VENTIUR é uma das principais aceleradoras de startups do Brasil e está sediada no Tecnosinos, em São Leopoldo/RS.

StarGrid utiliza IA para planejamento de escalas de trabalho

 

 

Plataforma criada pela startup conecta colaboradores e gestores do segmento hospitalar

 

Gestores de empresas já contam com um importante aliado na tarefa de realizar o planejamento das escalas de trabalho de suas equipes. A StarGrid desenvolveu uma plataforma de gestão automática de escalas laborais com uso de Inteligência Artificial focada no segmento hospitalar. A empresa é uma das cinco startups que formam a turma 11 da Aceleradora VENTIUR.

O CEO da StarGrid, Guilherme Bunse, comentou que a empresa possui atualmente mais de 35 mil usuários que utilizam a solução em suas rotinas de trabalho em diferentes regiões do País. Ele destaca que a ferramenta possibilita a automação das escalas, facilitando trocas diárias, folgas e faltas, e permite o dimensionamento baseado na demanda verificada. Essa dinâmica auxilia no redimensionamento da força de trabalho entre os setores e equipes. Antes da solução criada pela StarGrid, as escalas de trabalho eram feitas de forma manual e com diferentes padrões de escolha, entre áreas e turnos, gerando conflitos internos e eventuais descontentamentos. 

Na prática a solução funciona da seguinte maneira: na primeira etapa, o colaborador escolhe suas folgas preferenciais e lança na plataforma. Em seguida o gestor da área configura as regras de cada setor, e depois os ajusta. Quando ocorre a aprovação, o grid é gerado automaticamente. Finalizadas essas três etapas, o colaborador recebe sua escala de trabalho diretamente no celular, permitindo trocas caso seja necessário. Conforme Bunse, esse processo gera diversos benefícios, tanto para a empresa, quanto para o colaborador. 

Dentre os benefícios apontados pelo CEO estão o grau de satisfação dos colaboradores com os dias de folgas, que chega ao índice de 70% – antes da adoção da ferramenta não passava de 20%. Conforme Bunse, para a empresa, a solução da StarGrid impacta em indicadores de desempenho, reduzindo turnover, absenteísmo, banco de horas, horas extras, dentre outros fatores. Tais índices geram resultados financeiros para a organização, o que inclui a redução dos custos com folha de pagamento, horas extras e passivos judiciais.

E como surgiu a empresa?

Bunse, que é Bacharel em Ciências Jurídicas e atuou como diretor comercial de uma gestora de fundos de investimentos por oito anos, recorda o surgimento da StarGrid. Ele disse que a empresa surgiu há cerca de três anos, a partir de uma análise do segmento de saúde e de uma das suas principais ‘dores’ que é o gerenciamento das escalas de trabalho em clínicas e hospitais. Uma pessoa próxima ao empreendedor expôs a dificuldade que estava enfrentando na instituição em que trabalha com as escalas informais de trabalho.

A partir desse relato, ele começou a mapear e identificou que este era um problema recorrente em outras instituições de saúde e não somente naquela em específico. Com a demanda identificada, Bunse, juntamente com um dos sócios, que é da área de Inteligência Artificial, começou a captar recursos para criação do modelo de negócio da StarGrid e a validação junto à área de saúde. 

Inicialmente a empresa começou atendendo o Hospital Moinhos de Vento e o Hospital Santa Casa, ambos de Porto Alegre. Nos meses seguintes, a startup trouxe outras empresas para sua base de clientes, não somente do Rio Grande do Sul, mas também de outras regiões do País. Um dos exemplos dessa projeção em nível nacional foi a parceria com o Hospital Sírio Libanês, de São Paulo, que é uma das principais redes de saúde do País com mais de 120 mil pacientes atendidos anualmente. 

A StarGrid está entre as cinco startups gaúchas que mais se destacaram em seus segmentos – agronegócio, alimentos, educação, finanças, indústria, saúde e varejo, conforme levantamento feito pelo Sebrae em parceria com o Instituto Caldeira. A relação foi feita a partir de uma análise do mercado, considerando que as empresas já estão consolidadas e também as que estão em expansão e entregam soluções para problemas reais das organizações. 

Atualmente a equipe da StarGrid é formada por 16 colaboradores. Além do CEO, Bunse, a empresa conta com outros quatro sócios em funções distintas: Tiago Fiorenza – CTO, Werner Trielof – CFO, Henri Fiorenza – CAO, e Elisa Martel – CPO. A empresa está sediada no Parque Tecnológico da PUC, em Porto Alegre.

 

Planos de expansão para 2021

A empresa ampliou seu faturamento em 2020 e a expectativa é melhorar essa taxa de crescimento ainda mais para este ano. E os aportes financeiros que a empresa irá receber durante o processo de aceleração da VENTIUR, já têm destino certo. O CEO comentou que os recursos permitirão que seja implementado o plano de expansão para este ano. Revelou que a intenção é investir em marketing e vendas, com foco na consolidação de produtos que tenham funcionalidades mais qualificadas e na escalabilidade de seu produto. 

“Chegamos ao momento de tracionar o negócio. Para isso estamos mapeando como a estrutura que temos poderá ser ainda mais eficiente”, revelou o CEO. Para alcançar essa eficiência, a empresa está aprimorando seus indicadores internos e já está focando em outros segmentos da economia além do setor da saúde. Para 2021 a empresa segue prospectando novos negócios em seu segmento original, principalmente por se tratar de um nicho de atuação com grande potencial no País. 

“Mantemos nosso foco na saúde, mas precisamos nos experimentar em outras áreas para podermos ter escalabilidade no negócio”, argumenta. Dentro desse contexto, o CEO comentou que a StarGrid já começa a testar sua solução na área de facilities, além da indústria e do varejo, pois segundo ele, a gestão das escalas de trabalho é um problema do mercado como um todo e não só da área da saúde. “Já estamos conversando nesse primeiro momento com gestores de segmentos que possuem jornadas de trabalho semelhantes às da área da saúde, como redes de supermercados e postos de combustíveis”, pontuou. 

A StarGrid também está entre as 15 startups gaúchas para ficar de olho em 2021,   conforme relatório do Sebrae. O ranking indica empresas que possuem modelos de negócios inovadores, com a resolução de problemas reais. 

Seleção no programa do MCTI

A empresa está entre as startups selecionadas pelo programa IA² MCTI – Inovação Aberta e Inteligência Artificial do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) em conjunto com a Softex, para receberem aceleração da VENTIUR. A iniciativa do MCTI tem como objetivo apoiar projetos de pesquisa e desenvolvimento orientados ao desenvolvimento de soluções em inteligência artificial em quatro áreas prioritárias: agronegócios, saúde, indústria e cidades inteligentes. 

O ciclo de aceleração da turma 11 da VENTIUR iniciou em dezembro último. E durante esse processo, a Stargrid terá o acompanhamento da aceleradora e de seus mentores, e também do gestor de aceleração da VENTIUR por um período de sete meses até julho, quando acontece o Demoday. Para saber mais sobre a Stargrid acesse o site ou nas redes sociais pelo @stargridapp.

Startup unicórnio: o que é isso que toda startup quer ser?

Startup Unicórnio, o que será isso? Será que há relação com aquele animal semelhante a um cavalo, que segundo a mitologia contava com um cifre e era muito raro de ser encontrado? Bem, no mundo dos negócios, quando falamos de uma startup unicórnio, nos referimos a uma outra mitologia, ainda rara, mas que é a do sucesso.

A verdade é que o ecossistema das startups não para de crescer, evoluir e criar novos conceitos. Se você ainda não ouviu falar dos “unicórnios”, continue lendo e descubra mais sobre esse conceito de negócio moderno e lucrativo. Conheça sua definição, origens, características e como investir em uma startup. Boa leitura!

O que é startup unicórnio?

Uma startup unicórnio é aquela empresa que alcançou uma avaliação de mercado maior do que US$ 1 bilhão mesmo antes de abrir o seu capital na bolsa de valores, ou seja, o IPO (Initial Public Offering).. E sua principal característica é a inovação no segmento em que atua.

Esse tipo de empresa baseia-se em um novo modelo de negócios, com significativa participação de mercado, o que permite que a startup unicórnio se torne uma grande potência internacional, sem que sua estrutura esteja ainda totalmente consolidada.

De acordo com a empresa de pesquisas americana CB Insights, há 531 unicórnios no mundo atualmente. Desses, 147 surgiram entre janeiro de 2020 e fevereiro de 2021. Durante esse período, três novos unicórnios nasceram em território brasileiro.

Origem do nome unicórnio para startups

Em novembro de 2013, Aileen Lee, fundadora da Cowboy Ventures, foi a primeira pessoa a usar o termo. Ela se referia a uma empresa de tecnologia que atinge o valor de um bilhão de dólares em algumas etapas do seu processo de captação. 

De acordo com Aileen, esses “unicórnios” costumavam ser um mito ou uma fantasia. No entanto hoje, essa mitologia já faz parte do cenário econômico mundial.

Unicórnios brasileiros

A realidade desse modelo de negócio no Brasil vem crescendo. Segundo a Associação Brasileira de Startups (ABStartups), no país existem 13.182 startups, divididas entre 77 comunidades. Um aumento percentual de 31% se comparado a 2018, quando eram 10 mil empresas. Desse montante, até  Jan/2021 dezesseis startups brasileiras se tornaram bilionárias, veja quais são:

99

A 99 é um aplicativo de mobilidade criado em São Paulo em 2012. Tornou um unicórnio em janeiro de 2018, quando foi comprada por US$ 1 bilhão pelo grupo chinês Didi Chuxing. O pagamento total foi de US$ 600 milhões, pois a empresa chinesa já contava com participações na startup antes de comprá-la.

PagSeguro

Do grupo UOL, a PagSeguro é uma empresa de meios de pagamento. Se transformou em um unicórnio em janeiro de 2018, quando abriu seu capital na bolsa de valores de Nova York. Para se ter uma ideia do tamanho do negócio, no fim do primeiro dia de mercado, a PagSeguro estava avaliada em US$ 9,2 bilhões. Atualmente vale US$ 15,44 bilhões.

Nubank

Considerada um “decacórnio”, que é uma startup que vale mais de US$ 10 bilhões, funciona na prática como um banco, mas é uma instituição virtual de pagamentos.A Nubank passou da marca de US$ 1 bilhão em março de 2018, depois de receber investimentos de fundos da China e da Rússia. Transformou-se no primeiro decacórnio brasileiro em julho de 2019.

Stone

Também atua no ramo das maquininhas de cartão e abriu espaço em um setor controlado pelas empresas a Rede e Cielo. Em 2018, quando abriu seu capital na bolsa de valores de Nova York, tornou-se um unicórnio.

Arco Educação

A Arco oferece um sistema educacional presente em 1.400 escolas pelo Brasil, trazendo diversos elementos de ensino a distância, como videoaulas e livros digitais.Começou a expandir em 2014, com a chegada do fundo americano General Atlantic, que detém um quinto da empresa. Na bolsa eletrônica Nasdaq, a Arco captou R$780 milhões, vendendo 25% de suas ações.

iFood

O iFood, aplicativo de delivery, recebeu um aporte de US$ 500 milhões dos fundos Naspers e Innova Capital. A startup tornou-se um unicórnio e a Movile, sua dona, foi no mesmo embalo tornou-se outro. Uma curiosidade é que a Movile, também investe em startups como Sympla e a Playkids.

Loggi

A Loggi é uma empresa de entregas que contou com um aporte de US$ 150 milhões do grupo japonês Softbank. O montante fez com que a startup chegasse ao nível bilionário em junho de 2019.

Gympass

 A Gympass oferece um plano de assinatura em academias, e hoje atua em 14 países. Tudo começou uma semana depois da Loggi, com mais um aporte do SoftBank e do General Atlantic, um fundo americano. O valor investido foi de US$ 300 milhões, transformando o negócio em um unicórnio em junho de 2019.

QuintoAndar

O QuintoAndar atua atendendo o setor de aluguéis de imóveis, prometendo um serviço sem burocracia, fiador ou caução. Presente em 25 cidades brasileiras e fecha 4,5 mil contratos por mês. Em setembro de 2019, a empresa recebeu US$ 250 milhões do SoftBank e do fundo americano Dragoneer.

Ebanx

A Ebanx permite que empresas estrangeiras como Spotify, Airbnb e Aliexpress vendam produtos e serviços no Brasil, cobrando em moeda local. Criada em 2012, tornou-se um unicórnio em outubro de 2019, quando recebeu um aporte do fundo de private equity FTV, do Vale do Silício.

Wildlife

 A startup produz jogos eletrônicos gratuitos para smartphones. Em dezembro de 2019 ganhou o selo de unicórnio após o aporte de U$$ 1,3 bilhão do fundo americano Benchmark Capital. Hoje a Wildlife tem escritórios em quatro países, e seus jogos estão entre os mais baixados para os sistemas Android e IOS.

Loft

No ramo de compra e venda de imóveis, a Loft tornou-se um unicórnio com apenas 16 meses de operação. Graças a um investimento feito por fundos estrangeiros.

VTEX

Oferece uma plataforma de e-commerce onde qualquer empresa pode construir sua loja virtual. O negócio contou com uma expansão de 43% nos últimos 5 anos e um faturamento de R$180 milhões. Em setembro de 2020, recebeu um aporte de US$ 225 milhões, atingindo o valor de mercado de US$ 1,7 bilhão.

C6 Bank

O C6 Bank é uma fintech que oferece conta digital sem a cobrança de taxas, com abertura via aplicativo. Em dezembro de 2020, o negócio tornou-se unicórnio com valor de mercado avaliado em US$ 2,1 bilhões.

Creditas

Startup de serviços financeiros, fornece crédito com garantia imobiliária e automotiva e taxas reduzidas. Em dezembro de 2020, recebeu aporte de US$ 255 milhões na rodada liderada pelo LGT Lightstone e acompanhada pelo Softbank e Kaszek Ventures, sendo avaliada em US$ 1,75 bilhão.

MadeiraMadeira

E-commerce de móveis e decoração, já recebeu investimento da Monashees, Kaszek Ventures, E.bricks Ventures e FlybridgeCapital Partners. Em janeiro de 2021, a startup anunciou um aporte de US$ 190 milhões liderado por SoftBank e Dynamo, o que deixou a empresa avaliada em mais de US$ 1 bilhão.

 

Startups brasileiras que podem virar unicórnios 

Ainda no cenário nacional, há algumas startups para ficar de olho. Aspirantes a tornarem-se unicórnio, a lista envolve negócios  como as fintechs, empresas de e-commerce, área da saúde, marketing  e transporte. Confira a relação:

Buser

Oferece serviços de compras de passagens de ônibus para viagens intermunicipais. O aporte de R$ 300 milhões, liderado pelo Softbank, pode transformar a startup em um unicórnio.

Cargo X

A startup promove viagens mais eficientes conectando empresas e caminhoneiros. A transportadora, que tem entre seus investidores a Goldman Sachs e Valor, planeja um crescimento de 20% no ano investindo em marketplace e serviços financeiros.

Conta Azul

Realizando serviços de gestão financeira na nuvem para empresas de pequeno e médio porte, a startup recebe investimentos desde sua fundação, em 2008,  do Ribbit Capital, Monashees, Valar Ventures e Tiger Global Management.

Dr. Consulta

Realiza atendimentos médicos e exames a preços populares. Entre seus acionistas estão  Jorge Paulo Lemann e Nizan Guanaes. Possui um grande mercado, pois apenas 25% da população conta com planos de saúde.

Neon

Fintech brasileira que oferece abertura e movimentação de contas-correntes digitais, emissão de cartões de créditos e investimento em plataforma digital. Contou com R$ 400 milhões do fundo General Atlantics e do Banco Votorantim. Seu ritmo acelerado de crescimento é um indicativo de que logo poderá atingir a cifra dos bilhões. 

Olist

Atuando com e-commerce e marketplace, tem como plano passar de 7 mil para 100 mil lojistas nos próximos dois anos. SoftBank, Redpoint eventures e Valor Capital Group já investiram no negócio.

Resultados Digitais

Propõe soluções em marketing digital para pequenas e médias empresas atraírem e fidelizarem clientes. Teve aporte de R$ 200 milhões do fundo norte-americano Riverwood Capital, e atrai atenção de muitos investidores pelo potencial de mercado..

Como investir em uma startup?

Investir em uma startup é como qualquer outro tipo de investimento. Ou seja, é preciso analisar quanto investir, qual o retorno esperado e qual o risco que isso implica. Assim, a possibilidade de fazer parte do próximo ‘hype’ tecnológico não deve ser um palpite.

No entanto, não há como saber se a startup escolhida virará de fato um  unicórnio. Mas por razões óbvias, o investimento pode ser muito mais lucrativo quando o negócio ainda não está na casa dos bilhões. 

Por isso a Ventiur analisa os grandes talentos desse ecossistema de inovação e reúne aqueles mais promissores. Assim, um investidor que decide entrar para esse universo, contará com uma participação em cada um desses negócios, que dispõem de amplo suporte na gestão através da aceleradora.

A Ventiur tem como objetivo apoiar empreendedores diferenciados,  auxiliando-os a transformar suas ideias em negócios de crescimento exponencial. A aceleradora mobiliza uma qualificada rede de investidores, que aporta recursos financeiros e smart money, apoiando empreendedores com mentorias e conexões de negócios.

Por isso, ao decidir investir com a Ventiur, você conta com autonomia para valorizar seu investimento, além de riscos reduzidos a partir de um processo de governança, controles administrativos e suporte legal. 

Isso somado a um grande potencial de rentabilidade, uma vez que as startups passam por um minucioso processo de seleção, capacitação e acompanhamento constante até o desinvestimento.

Quer saber sobre oportunidades de investimento em startups? Fale com a gente, estamos te esperando!

Hortify, tecnologia para gestão e rastreabilidade de alimento

Startup está entre as selecionadas para o novo ciclo de aceleração da VENTIUR

Especializada em hortifruticultura, a plataforma Hortify reúne de maneira intuitiva dados de produção, mão de obra, estoque e financeiro, integrado com algoritmos inteligentes que auxiliam na tomada de decisão. Somado a isso, atendendo a exigências do governo brasileiro, a solução introduz um processo inteligente de rastreabilidade alimentar, agregando valor e transparência ao alimento. 

A Hortify é uma das cinco startups que formam a turma 11 da VENTIUR. O CEO e um dos fundadores da Hortify, Vinícius Sossella, comentou que a empresa está presente em mais de 100 propriedades rurais das regiões Sul, Sudeste e Nordeste do País. Explica que a plataforma da empresa realiza toda a gestão da produção de frutas, verduras e hortaliças, passando por gestão financeira, mão de obra, gestão de produtos e central de compras. 

Através da geração de relatórios e gráficos, o aplicativo da empresa fornece todos os dados para que o produtor possa realizar a gestão de sua propriedade. “Basicamente o agricultor desconhece os números de sua propriedade. Faltam dados que permitam a ele a tomada de decisões mais assertivas para a manutenção do negócio e a adoção de estratégias para o aumento da lucratividade”, observa Sossella. E é justamente o aumento dos ganhos na lavoura que estão entre os principais benefícios da solução. 

O CEO salienta que nessas culturas, a mão de obra, por exemplo, é um dos fatores que mais impacta nos custos do produto, chegando até a 50% em alguns dos casos. Dentro desse contexto, uma das funcionalidades da ferramenta é justamente contribuir para o aumento do desempenho da força de trabalho no campo, melhorando a qualidade das entregas funcionais e eliminando o retrabalho. “Já verificamos o aumento do desempenho da mão de obra em até 20%”, comemora Sossella. Dentro desse contexto, a solução permite que o produtor visualize a lucratividade em determinados ciclos de plantio. 

Atualmente mais de 60 produtores já utilizam a solução da Hortify, além de uma cooperativa de agricultura familiar que reúne outros 40 produtores e um instituto. Esses clientes possuem planos mensais para utilizarem a plataforma que, dependendo da contratação, inclui até mesmo consultoria com especialistas no segmento. O aplicativo possui três versões, as quais abrangem: produtores e agricultores, distribuidores e cooperativas e profissionais agrícolas, e pode ser utilizado tanto online, quanto off-line, facilitando ainda mais o seu acesso.

Empresa surgiu da paixão pela tecnologia e pelo agronegócio

“Unimos nossas duas paixões: agronegócio e tecnologia”, brinca Sossella ao lembrar do começo da empresa, que surgiu há três anos, em 2017, na região de Holambra, interior de São Paulo, e carrega consigo empreendedores com 30 anos de experiência de mercado de estufas agrícolas e desenvolvedores experientes no setor de tecnologia. Naquela oportunidade Sossella e os dois sócios, Nelson Scariot Jr e Jucenir. Zanatta, que são todos da cidade de Tapejara (RS), identificaram uma oportunidade de negócio no setor de hortifruticultura

Por estarem ligados ao agronegócio (suas famílias atuam no segmento) perceberam que os operadores do nicho de hortifrutigranjeiros desempenham suas atividades de maneira manual, gerando uma carga excessiva de trabalho. Diferente do manejo de outras culturas, como é o caso de cultivos extensivos de lavouras de grãos, não havia disponível no mercado uma solução específica para a produção de hortaliças – setor em que os produtos podem são mais sensíveis aos tipos de contaminações microbiológicas e químicas, durante e após o processo de produção. 

Separados geograficamente (Vinícius e Nelson em Tapejara e Zanatta em SP), passaram a trabalhar no desenvolvimento da solução para logo em seguida validar a ferramenta com produtores. “No início ainda não tínhamos muito claro o que iríamos fazer. Éramos apenas um marketplace e gestão de estufas, mas ouvindo os produtores, surgiu a necessidade da rastreabilidade de alimentos”, recorda o CEO. Em seguida o time ganhou uma nova sócia – Janaina T Zanatta, que possui experiência em administração financeira e Recursos Humanos.

 

Encontro com a VENTIUR

“Por este momento a VENTIUR aparece na nossa história” relata Sossella. Apesar da tecnologia desenvolvida e sendo testada por centenas de produtores, os sócios ainda tinham certo receio em cobrar pela solução pois ainda não estava completa. Participaram do warmup da VENTIUR no início de 2020 em Piracicaba no AgTech Garage e nestes dias Guilherme Kudiess, Sócio da Aceleradora, ressaltou a importância do usuário pagar pela solução. “Se efetivamente a solução resolve uma dor grande, alguém vai pagar por isso” afirma Kudiess. Assim a Hortify foi a campo e gerou suas primeiras vendas.

Mas não foi aí onde Hortify e VENTIUR se uniram. Neste momento o Grupo de Investidores da VENTIUR optaram por não investir na startup. Tempos se passaram até a Hortify ser selecionada no programa IA² MCTI – Inovação Aberta e Inteligência Artificial do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) em conjunto com a Softex. Neste momento, entendendo o amadurecimento da Hortify e já com clientes pagantes, a VENTIUR decidiu por acelerar a Hortify. “Foi uma disputa bastante acirrada no MCTI”, destaca o CEO ao lembrar do processo de seleção.

A iniciativa do MCTI tem como objetivo apoiar projetos de pesquisa e desenvolvimento orientados ao desenvolvimento de soluções em inteligência artificial em quatro áreas prioritárias: agronegócios, saúde, indústria e cidades inteligentes. 

Startup planeja expansão para 2021

Os aportes financeiros que a startup irá receber durante o processo de aceleração da VENTIUR, permitirão que a Hortify consiga implementar seu plano de expansão para 2021. O CEO detalha que a intenção é investir em marketing e vendas, com a adição de novas pessoas para o time. 

Dessa maneira, a startup pretende trabalhar sua capilaridade dentro do segmento do agronegócio, ampliando sua base de clientes e a consequente geração de novos negócios. Sossella destaca que a empresa também aposta no uso de soluções de machine learning, com foco na obtenção de melhores resultados para os produtores. “Queremos auxiliar o produtor ainda mais em sua tomada de decisão, contribuindo para a melhoria em seu negócio”, observa.

O agronegócio é o único segmento econômico que apresentou crescimento no País durante a pandemia do Covid 19. A agropecuária apresentou crescimento de 0,6% no primeiro trimestre de 2020 em comparação ao quarto trimestre de 2019, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mesmo com a pandemia, o PIB do setor agropecuário brasileiro deve ter alta de 2,5% em 2020. O setor deve ser também um dos principais responsáveis pela retomada dos negócios no cenário pós pandemia.

Sossella ressalta que a rastreabilidade dos alimentos é uma exigência do Governo, a qual os produtores precisam se adequar. Até o começo de agosto de 2021 todos os vegetais frescos destinados ao consumo humano deverão estar aptos a serem rastreados ao longo de toda a cadeia produtiva. A adoção da rastreabilidade, onde o manejo da produção pode ser registrado, contribui assim com a qualidade dos alimentos e pode assegurar as condições sanitárias dos alimentos. A rastreabilidade consiste, por meio do uso de um QRCode, na identificação do processo de produção de um alimento. 

Esse mecanismo garante a qualidade dos produtos. A ferramenta permite que o produto implemente a rastreabilidade de forma simples e funcional, possibilitando que ele registre suas atividades no caderno de campo e gere o QRCode para aplicação no alimento produzido. Para saber mais sobre a Hortify acesse o site https://hortify.app/ ou nas redes sociais pelo @hortify.

Pix Mídia fortalece comunicação corporativa

 

Startup acelerada pela VENTIUR planeja sua expansão para 2021

 

Contribuir para a melhoria na comunicação interna das empresas e organizações. Esse é o objetivo da plataforma iMídiaTV – gerenciador de TV corporativa criado pela startup Pix Mídia e que já é utilizado em mais de quatro mil telas corporativas em empresas de todo o País.

E para 2021 a empresa planeja sua expansão. “Queremos ampliar ainda mais o número de telas de TV para o próximo ano”, ressalta o CEO, Renan Kreling. Ele revela que a Pix Mídia se prepara para receber um novo aporte de investimentos, o qual irá possibilitar o aumento das suas estratégias de marketing e vendas. A empresa está buscando, via fundos de captação, investimentos no valor de R$ 1 milhão. Até o momento três fundos já confirmaram o aporte.

Kreling ressalta que este será o segundo aporte financeiro que a empresa irá receber. “Fomos muito cautelosos desde o início, tanto que até hoje só fizemos apenas uma captação de R$ 100 mil. Nos preocupamos em desenvolver o produto, com foco no aprimoramento da solução e a validação no mercado antes de pegarmos novos investimentos”, enfatiza. A primeira captação ocorreu justamente por meio da VENTIUR em 2018, o que possibilitou à empresa estruturar seu negócio e prospectar novos clientes, consolidando seu modelo atual de negócio. 

Sobre o destino dos novos recursos, Kreling revela que a intenção da empresa é consolidar o time de desenvolvimento, como forma de melhorar o produto atual. A partir daí o foco será na estruturação do time de vendas e marketing, como forma de alcançar novos mercados. “Queremos chegar a mil clientes em 24 meses”, revela o CEO. Dentre as ações previstas para que a empresa alcance seus objetivos está o desenvolvimento de novas funcionalidades e uma nova solução dentro do seu segmento.

Nova ferramenta tem foco na comunicação e gestão de times remotos

A partir da escuta de mercado, a empresa entendeu que era necessário entregar novas soluções para um mercado que está em constante transformação. Em meio a esse trabalho, a Pix percebeu que precisava ampliar a solução a partir das novas demandas recebidas, dentre elas a necessidade de atender o também público das empresas que estão em home office. 

Segundo dados do IBGE, até setembro, o Brasil tinha mais de oito milhões de pessoas trabalhando de forma remota – apenas o setor privado representa 9,6% desses trabalhadores. Com isso, começou a ser desenvolvida no segundo semestre de 2020 uma ferramenta de comunicação e gerenciamento de times remotos. Esse software integra outras soluções de e-mail e agendas corporativas, proporcionando ao usuário que tenha o acesso mais rápido e prático às suas atividades rotineiras. O produto está em versão de testes desde dezembro passado e entrará em comercialização a partir de fevereiro de 2021.

Conforme o CEO, neste primeiro momento a solução estará rodando apenas em alguns poucos clientes que já fazem parte da base da carteira da Pix Mídia, como forma de buscar a validação do produto antes de apresentá-lo em definitivo ao mercado. No entanto, ele projeta que até o início do próximo ano a ferramenta já deve ser lançada em escala comercial. “Queremos entregar a solução ideal para o cliente e por isso estamos buscando primeiro sua validação”, enfatiza.

Após impacto inicial, empresa registra crescimento na pandemia

O CEO lembra que assim como em outras dezenas de milhares de empresas no País, a pandemia da Covid 19, impactou severamente o negócio da Pix Mídia – o setor de serviços foi o justamente o mais atingido. Dados do IBGE indicam que 47% das empresas desse segmento declaram perdas em virtude do coronavírus. E Kreling também confirma o retrospecto negativo no começo das medidas de isolamento social. “Quando estourou a pandemia tivemos perda de 30% de nossa receita recorrente”, comenta.

A queda vertiginosa no faturamento obrigou a empresa a adotar medidas de redução de gastos. A Pix passou por uma reestruturação, a qual inclui o desligamento de profissionais. “Tivemos que nos adaptar ao novo cenário, com redução de equipe”, recorda. No entanto, com a pandemia, vieram também novas oportunidades de negócio. Passado o choque inicial do novo cenário, a empresa teve um surpreendente crescimento de demanda e, entre março e novembro, faturou mais do que o dobro faturado durante todo o ano de 2019. “Nossa receita recorrente já superou o que havíamos previsto para 2020″, revela. 

O CEO atribui o bom desempenho a alguns fatores determinantes, dentre eles a necessidade que as organizações têm de manter a comunicação com seus times mesmo durante a pandemia – estando eles de maneira remota ou presencial. Cita que mesmo com a pandemia, a indústria, por exemplo, manteve suas equipes de produção atuantes, e era preciso estruturar formas de repassar as informações referentes à organização para esse público.

 Ele salienta que mesmo com outras ferramentas de comunicação, como e-mails, newsletter, intranet e mural de avisos, a TV corporativa é um canal eficaz no chamado “chão de fábrica”, onde o acesso à informação fica mais escasso – e até restrito em algumas situações. “Quem é que se comunica com esse público quando as demais equipes de RH e comunicação interna estão em home office? Daí ampliou-se a necessidade do RH manter uma comunicação remota com esse grupo, levando informações relevantes para a sua rotina de trabalho e a relação com a empresa por meio da tv corporativa”, observa.

Kreling aponta que outro fator que contribui para o crescimento nesse período, foi a consolidação da parceria com uma grande empresa de mídia Digital Out Of Home –  DOOH. Ele enfatiza que essa parceria já vinha sendo construída nos últimos anos, mas acabou sendo solidificada mesmo durante a pandemia. 

E como surgiu a empresa

A empresa foi fundada em 2013 por Renan Kreling juntamente com os sócios Karine Santos, Cássio Hoffmann, e Hugo Fabiano Ferreira Alves. Desde o começo de sua trajetória, o foco da empresa esteve em auxiliar as organizações a se comunicarem de maneira mais assertiva com seus colaboradores e clientes. 

Entre 2013 e 2017 o foco principal da empresa foi com trabalhos na área de publicidade digital indoor, sendo que naquele último ano, passou a seu formato atual, atuando com a mídia corporativa. A partir de 2018, a startup foi acelerada pela VENTIUR e desde então integra o Parque Tecnológico Feevale Techpark, da Universidade Feevale.

Atualmente a sede da empresa está localizada em Esteio, na região metropolitana de Porto Alegre/RS. No entanto, a Pix possui times remotos também em outras regiões do País, o que inclui Brasília e Minas Gerais. Entre seus principais clientes estão Unilever, Taurus, Vinícola Garibaldi, ADL Automotive, CenturyLink e Docile. 

 

Sistema iMídiaTV entrega conteúdos customizados às empresas 

Sobre o sistema o CEO explica que o iMídiaTV é um gerenciador de TV corporativa completo, o qual visa a facilitar o processo de comunicação. Por meio das telas fixadas nas empresas, a Pix entrega conteúdos customizados às necessidades de seus clientes. Esses displays exibem informações relevantes a respeito do cliente, além de notícias, previsão do tempo, indicadores financeiros, business intelligence e integrações com outras plataformas para automatização de conteúdos. 

Também são exibidos outros tipos de conteúdos, o que inclui entretenimento, esportes e variedades. São elaborados pelo marketing da empresa ainda conteúdos relacionados ao ambiente corporativo, o que inclui educação, boas práticas no trabalho, campanhas de conscientização, dentre outros

 

Reconhecimento do ecossistema de inovação

Em 2020 a empresa ficou em 12º lugar no Ranking 100 Open Startups e em 3º Lugar entre as Top 10 Startups HR Techs – plataforma internacional de maior impacto na conexão entre grandes empresas e startups. O ranking premia anualmente as startups que mais se destacaram no mercado corporativo e as empresas líderes mais engajadas no ecossistema de inovação. O Ranking 100 Open Startups tornou-se um dos grandes expoentes da imprensa nacional e é usado como referência por grandes empresas e investidores. A Pix ainda aparece na terceira colocação do ranking das startups mais atraentes do mercado em soluções para RH. 

Quer saber mais sobre a Pix? Então acesse o site ou siga a empresa nas redes sociais através do @pixmidia.

Pix Grid desenvolve ferramenta de controle para sistemas de energia

Startup é uma das selecionadas para o novo ciclo de aceleração da VENTIUR que iniciou em dezembro

 

Visão computacional e uso de drones – a conexão entre esses dois segmentos da área de tecnologia proporcionou a criação da Pix Grid, empresa que atua no monitoramento eletrônico de torres de transmissão de energia elétrica desde 2018 em várias regiões do País. Atualmente grande parte dessas inspeções ainda são feitas a olho humano.

A startup está entre as cinco selecionadas da turma 11 da VENTIUR, cujo ciclo de aceleração iniciou em dezembro. O CEO da empresa – e também um dos fundadores – Daniel Moura, comemora o ótimo desempenho que a empresa vem apresentando no setor energético do País. “É um setor muito estratégico (energia), mas que ainda depende de muita infraestrutura para garantir a qualidade de sua operação”, observa Moura. E foi a partir da análise das necessidades desse mercado, que surgiu a Pix Grid – uma spin off da empresa Pix Force, que já desenvolve soluções utilizando tecnologias de visão computacional, inteligência artificial e machine learning há cinco anos. 

O CEO revela que a Pix Grid é a primeira experiência nesse modelo de spinoff da Pix Force, que já desenvolvia a tecnologia para ser aplicada em vários setores desde 2015. “O mercado tem uma grande demanda reprimida nessa área, pois a tecnologia de visão computacional se aplica a tudo”, observa Moura. Ele explica que dentre os segmentos que utilizam a tecnologia, o energético foi o que registrou maior crescimento durante o período de “testagem” dos novos modelos de negócio da organização. 

Conforme Moura, a tecnologia das linhas de transmissão é muito antiga e precisa de manutenção constante, e por isso a Pix Grid oferece uma gestão eficiente desses sistemas, gerando redução de custos a cada operação. “Nossa solução tem como objetivo garantir que esse processo seja feito de forma mais rápida, fácil e, principalmente, segura”, destaca

A Pix Grid 

Os drones estão revolucionando diversos setores da indústria de energia. As informações mapeadas por estes dispositivos auxiliam na inspeção de anormalidades e danos ao longo da linha de transmissão de energia. Segundo Moura o monitoramento das redes de transmissão é feito pela Pix Grid com o apoio de um drone equipado com câmeras RGB e termal, onde é possível captar imagens da torre e automaticamente fazer a identificação de pontos críticos nas linhas de transmissão, conectores, isoladores, espaçadores, dentre outros componentes da torre. 

Entre os principais diferenciais da Pix Grid estão a geração rápida e automática de relatórios, bem como a identificação dos pontos de interesse de forma mais precisa e automática, além da redução dos custos e dos riscos no processo de manutenção. Este último item está relacionado ao fato de os voos serem autônomos, através da plataforma proprietária, o que garante mais eficiência e segurança ao processo. “A manutenção é a maior dificuldade nesse setor. Quando se economiza neste ponto, em específico, as empresas aumentam sua lucratividade”, enfatiza o CEO. 

Conforme Moura, grande parte dessas inspeções ainda são feitas a olho humano. Porém a Pix Grid trabalha com o sistema completamente automatizado, identificando pontos quentes e componentes danificados, o que gera velocidade no processo de inspeção. Essa capacidade que os drones têm de inspecionar áreas de difícil acesso, permite que as empresas gerenciem seus ativos de maneira mais eficaz, coletando informações através de imagens com custos muito inferiores do que as feitas por um helicóptero. Até o surgimento da tecnologia de drones, inspeções em linhas de transmissão eram executadas de forma manual por helicópteros ou escaladores industriais. 

Esse processo era feito de maneira individual a cada linha, representando risco às equipes técnicas, além de ser um processo mais lento e caro. Dessa maneira, a utilização de drones é uma alternativa muito mais segura, rápida e ecologicamente correta para este tipo de inspeção. Apesar dos drones já serem utilizados por algumas empresas,  é o uso da Inteligência Artificial com voos autônomos que irão gerar escalabilidade para mudar a forma com que as organizações interagem com ativos de transmissão de energia. Entre os principais clientes da Pix Grid estão as gigantes do setor energético como o Grupo CPFL Energia e a Eneva Energia. 

Planos de expansão para 2021 

Os recursos que serão repassados a empresa por meio do programa IA² MCTI – Inovação Aberta e Inteligência Artificial do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) em conjunto com a Softex, no âmbito do Programa Prioritário, já têm destino certo. A empresa quer ampliar seu ramo de atuação e por isso irá concentrar os aportes financeiros na estruturação do desenvolvimento de produto e também na ampliação de sua área comercial. 

 

“Com o investimento da VENTIUR, por meio do MCTI, vamos acelerar nosso processo, desenvolvendo e validando novos produtos para assim partirmos para uma atuação global”, revela Moura. Ele salienta que a empresa já é conhecida no mercado, mas precisa agora atrair novos clientes do segmento energético, aproveitando a experiência de mercado obtida nos últimos anos. “Em nível mundial conseguimos competir com qualquer empresa do segmento”, enfatiza. A empresa já participou de missões comerciais para os EUA e Emirados Árabes, sendo que neste último país esteve no estande da softex em Dubai no mês passado. 

 

Além do aporte financeiro, durante o processo de aceleração, a Pix Grid terá o acompanhamento da aceleradora e de seus mentores, e também do gestor de aceleração da VENTIIUR por um período de sete meses até julho 2021, quando acontece o Demoday. Nesse período a empresa participa de bootcamps, aproximação com parceiros, mentores, reuniões de acompanhamento e eventos de capacitação com foco no desenvolvimento dos empreendedores e seus times.

 

E como surgiu a empresa Pix Force

A Pix Force desenvolve soluções utilizando tecnologias de visão computacional, inteligência artificial e machine learning, fornecendo dados importantes para seus clientes por meio de aquisição e interpretação automática de imagens e vídeos. A história da empresa remonta ao ano de 2009, quando Moura, que é engenheiro por formação, se mudou para os Estados Unidos para cursar Mestrado pela Universidade da Flórida. 

Nessa época ele também começou a trabalhar em uma empresa americana da área de sustentabilidade e que estava criando uma subsidiária no Brasil. Nessa consultoria ambiental, Moura atuou por 10 anos, onde verificou oportunidade para análise de grandes áreas a partir da captação de dados por meio da utilização de satélites e drones. Juntamente com outros três colegas, ele deu início à empresa, que baseou sua operação na elaboração de produtos de inteligência artificial para análise de imagens. 

Inicialmente, como forma de divulgar a solução para o mercado, a Pix Force participou de eventos nesses segmentos, sendo que em 2017 a empresa começou a experimentar um crescimento exponencial, conseguindo dar tração ao negócio. A equipe também cresceu e hoje já chega a 50 pessoas. “Nos últimos dois anos de trajetória, fechamos projetos com grandes empresas da área de combustível e energia”, lembra. Entre os principais clientes estão Shell, ArcelorMittal, Fibria e CMPC. 

Além da matriz em Porto Alegre, a empresa possui sedes nos EUA e na Finlândia. “Estamos no timing certo. Não adianta ter somente uma ideia boa e produto bons, pois precisamos também do mercado”, finaliza o CEO. 

 

Reconhecimento do ecossistema de inovação

Por dois anos seguidos – 2018 e 2019 – a empresa ficou em primeiro lugar no Ranking 100 Open Startups para Visão Computacional. Já em 2020 a empresa ficou com o primeiro lugar em inteligência artificial. O ranking premia anualmente as startups que mais se destacaram no mercado corporativo e as empresas líderes mais engajadas no ecossistema de inovação. O Ranking 100 Open Startups tornou-se um dos grandes destaques da imprensa nacional e é usado como referência por grandes empresas e investidores. 

Quer saber mais sobre a Pix Force? Então acessa o site ou siga as redes sociais da empresa através do @pix_force.