Raks Tecnologia Agrícola: soluções e inovações para o campo

A Raks, nossa parceira e investida desde 2019, é uma das startups aceleradas pela VENTIUR. A startup está evoluindo rapidamente e se destacando cada dia mais no mercado de tecnologia do agronegócio. Por isso, decidimos compartilhar com vocês um pouquinho da sua história. A startup atua mais especificamente na irrigação agrícola, e iniciou seus trabalhos em 2017, através de seus fundadores, Fabiane Kuhn, Guilherme de Oliveira, Vinicius Muller Silveira e Marco César Sauer. 

A Fabiane, CEO e Cofundadora da Raks, nos contou um pouquinho de como a startup surgiu e se desenvolveu. Tudo começou com a crise hídrica que ocorreu no Estado de São Paulo, em 2014, onde as pessoas mal tinham água para beber. Nessa época, Fabiane e seu sócio Guilherme, ainda estavam no ensino médio, cursando técnico em eletrônica e, para finalizar o curso, precisavam desenvolver um trabalho de conclusão. A crise hídrica foi escolhida como tema do projeto, e assim eles descobriram que 70% da água mundial é destinada a agricultura, sendo 50% desse total desperdiçado nos processos de irrigação.

Essas informações motivaram os fundadores a pensarem soluções para esse problema. Entre os anos de 2015 e 2016 o projeto circulou por feiras de ciências nacionais e internacionais,  crescendo e sendo aprimorado ao longo do tempo. Assim, a Raks como startup surgiu no ano de 2017. O grande objetivo da Raks é auxiliar os agricultores a produzirem mais alimentos com menos gastos com água e energia elétrica. Todo esse propósito está alinhado no produto da Raks.

A startup desenvolveu um sistema para otimizar o processo de irrigação, criando um sensor próprio de umidade do solo que utiliza a tecnologia TDR de medição e consegue captar pequenas alterações de umidade com mais precisão. Os sensores permanecem fixos em campo, alimentados com energia solar e todas as informações são transmitidas via conexão sem fio e sem internet. Além de saber como está a umidade do solo, o produtor tem acesso a informações como temperatura do ar, estágio de plantio e condições climáticas. Através do sistema, o produtor consegue identificar quanta água cada planta precisa e quanta água cada solo consegue reter. Baseado nessas informações, o produtor sabe o momento exato de ativar a irrigação.

Preocupados em dar mais protagonismo aos produtores, a Raks facilita todo o processo, dando a eles acesso aos dados, gráficos e tabelas de uma maneira fácil e intuitiva. Além de ajudar economicamente os produtores, a startup se preocupa em impactar de forma positiva o meio ambiente. O sistema não só colabora para a otimização da lavoura, mas também diminui consideravelmente o desperdício de água. 

A Raks ao longo de sua trajetória recebeu diversos prêmios, como os títulos de Vencedores do Agronegócio (FEDERASUL), prêmio O Futuro da Terra e prêmio GSEA Brasil – Global Student Entrepreneur Awards. Esses prêmios, além de valorizarem o trabalho da equipe, valida a importância desse sistema para a economia agrícola.

Atualmente, a Raks atua no Rio Grande do Sul, em diferentes cultivos, como pomares de nogueiras, tabaco e hortifruti, mas já está expandindo para lavouras de grãos e tem seu primeiro sensor instalado em uma propriedade com 12 pivôs de irrigação em Luis Eduardo Magalhães no Oeste Baiano. Além disso, a startup, foi selecionada para apresentar o World Agri-Tech South America Summit, um evento internacional do agronegócio que conta com grandes empresas do setor e ocorrerá de forma online entre os dias 29 e 30 de julho. Para saber mais sobre o evento acesse: https://worldagritechsaopaulo.com/

  E para conhecer mais sobre a Raks e acompanhar o crescimento dessa startup cheia de propósito, acesse o site: http://raks.com.br/ e siga @raksagro no Instagram

Gestão de Pessoas

Em meados dos anos 90 se falava em gestão de grupos através da liderança para construir uma equipe, hoje falamos de profissionais focados, auto gestores e com objetivos alinhados aos de uma organização. A comunicação clara e o direcionamento do time que a recebe, ajuda e constrói uma organização. Neste momento de home office equipes redistribuídas cada um em sua casa, trabalhando remotamente, atendendo a demanda e as necessidade dos seus clientes e parceiros, fica uma pergunta: como ser produtivo? Como gerar resultado se eu não estou vendo a minha equipe trabalhar? Será que essas dúvidas cabem no momento em que estamos vivendo?

Talvez para alguns modelos de negócio não,  mas acredito que para outros é o temor de muitos empresários. Então eu tenho um segredo para te contar, existem maneiras de engajar a sua equipe quando nós olhamos para os processos e compreendemos que eles são feitos por pessoas e valorizando isso deixamos esses processos mais humanizados, o retorno dos recursos humanos é imediato.

Algumas empresas têm um grupo de trabalho e esse pode não ser produtivo, pois cada indivíduo executa uma tarefa e tem um objetivo para atingir que não necessariamente é o mesmo que os demais integrantes desse grupo.

Outras empresas gostam de valorizar o trabalho em equipe onde cada um tem a sua função, o seu papel, a sua especialidade e trabalham juntos mas não necessariamente tem um objetivo em comum.

Para que você tenha resultados atingidos, engajamento das pessoas que trabalham contigo e valorização do seu capital humano, você precisa desenvolver na sua empresa a mentalidade de trabalho, isso mesmo time, quando falamos em time logo lembramos do esporte, e essa é realmente a analogia que eu quero que você faça. No time de futebol, por exemplo, nós temos os jogadores cada um na sua posição, com a sua habilidade, mas todos com o mesmo objetivo, ganhar o jogo e quando nós conseguimos ter na nossa empresa um time onde cada indivíduo possui a sua capacidade técnica, a sua competência comportamental, possui um objetivo alinhado com o da empresa e constrói junto com os demais, o objetivo comum que é gerar resultado acontece.

Este modelo de trabalho cabe muito bem num ecossistema inovador como as Startups, onde elas nascem com esse perfil de trabalho em time, construção coletiva do negócio compartilhando conhecimentos e resultados.

Conheça e potencialize os diferenciais de cada membro do seu time, mantenha a comunicação clara e objetiva, os convide a construir junto cada projeto, traga para todos os medos e as dúvidas, time que constrói junto, vence junto!

 

Como se constrói um time? Contratando pessoas com propósito bem definido, alinhando expectativas e interesses, criando um ambiente para desenvolvimento pessoal e de construção da solução através de brainstorm.

 

Três qualidades essenciais para times vitoriosos:

1. Confiança e respeito

Esses dois são os princípios definidores de qualquer ótimo relacionamento, construa uma cultura de confiança e respeito ouvindo um ao outro, valorizando as opiniões, pois são contribuições para se chegar ao resultado. 

2. Diversidade

Diversidade gera sucesso, de que adianta se todos pensarem iguais? Cada um possui seu talento e times com pessoas e capacidades complementares tendem a ser vencedores. 

3. Comunicação

A comunicação é o fator mais importante na criação de uma atmosfera e cultura positiva de trabalho. Comunicação é mais do que simplesmente conversar com alguém, é ter certeza de que o outro está compreendendo a informação enviada. Dentro das organizações é fundamental que todas as partes sintam que estão sendo ouvidas e contribuindo com o resultado.

Contrate, desenvolva times vencedores, mas jamais esqueça que uma equipe perfeita só é perfeita por causa dos laços que os unem e não apenas das qualidades de cada indivíduo.

Criss Pelegrin

Fundraising : 22 erros e acertos ao buscar investimento

Se você ainda não empreendeu e está pensando nisso, saiba que você não vai sair em uma capa de revista, não vai ter sucesso, nem ganhar muito dinheiro. Se isto que acabou de ler te desmotivou, então você não serve para empreendedor mesmo e boa sorte na procura de um emprego. Já, se você leu e sentiu uma enorme vontade de me desmentir queimando em seu coração, então existe alguma chance de você se dar bem como empreendedor. Se você quer saber da dureza que é empreender, com cases reais e dicas preciosas, recomendo ler The Hard Thing About Hard Things do Ben Horowitz‎. 

 

Empreender não é nada fácil, primeiro você tem que convencer alguém de que sua ideia realmente tem sentido. Parabéns, você achou um sócio! Vocês investem seu dinheiro e muito tempo, aquela ideia começar a tomar forma. Pega uma grana emprestada de um tio, ou mesmo de mais um outro alguém que também acreditou na sua ideia. Muito trabalho e tempo e então você já começou a ter talvez os primeiros clientes, errou muitas vezes e está começando a acertar algumas vezes. Preciso de dinheiro para crescimento, o que fazer? 

 

Antes de começar

Saiba que 90% das startups falham e a maioria não é por falta de recurso, mas sim porque fazem algo que o mercado não precisa. E o seu produto? é algo necessário ou só uma conveniência? Se ficou na dúvida, vai consertar o modelo de negócio e depois volta pro texto. O segundo motivo então das startups falharem é a falta de dinheiro, seguido ainda por não ter o time certo, concorrência forte, custo elevado de operação, ou mesmo o produto/serviço ser ruim mesmo.

Essas 22 dicas são um compilado de alguns anos de experiência em Venture Capital e de situações, erros e acertos rotineiros no dia a dia de VCs. Os primeiros pontos destacados podem parecer óbvios, mas vão se aprofundando e demonstrando fatos que acontecem com muita frequência no processo de fundraising (captação de investimento) e podem ser cruciais para você, founder, faturar uma rodada seed ou pré-seed. 

 

#1 – Entenda quais tipos de investimento existem

Bootstrap, 3F’s (Love Capital), Investimento Anjo, Seed, Venture Capital, Equity Crowdfunding, Subvenção Econômica, Corporate Venture… Se pelo menos 20% dessas palavras você não sabe o que significa, segue aqui que vou te explicar

 

#2 – Entenda o Estágio do Seu Negócio

Seu entendimento sobre a maturidade da startup é algo essencial, e quando falo em maturidade não é o que está na cabeça do empreendedor e sim o que já é real, o que está rodando. Entendendo em qual degrau da escalada de investimento sua startup está, você será mais assertivo na abordagem do investidor certo para o momento de sua startup. 

 

#3 – Quanto $ você PRECISA

Não é quanto você quer, é necessário justificar muito bem como o valor que está captando será utilizado, se não fizer sentido na sua cabeça, na do investidor menos ainda, pois é o dinheiro dele que está em jogo. Geralmente startups early-stage tem como meta alcançar o break-even talvez pelo 8ª mês após ter captado o investimento e calculam o cash-burn com uma margem de pelo menos 30% porque com certeza o negócio não vai seguir a risca o planejamento. 

 

#4 – Apresentação

Tenha sempre seu elevator-pitch afiado, você nunca sabe quando aparecerá uma oportunidade. Prepare seu deck que não pode faltar (pé na porta, problema, solução, mercado, diferenciais, modelo de negócio e receita, estágio, equipe, números e métricas e por fim a proposta). Deck para enviar por email não é o mesmo para apresentação falada. O de envio, é necessário usar mais texto. O Pitch para apresentação falada, menos texto, informações complementares a fala e layout clean. Capriche no design que ganha pontos e treine a oratória. Sem encheção de linguiça, não passe de 20 slides, faça cada página ser significativa. Recomendo dar uma olhada nesse template de pitch deck.

 

#5 – Quem aparece é visto

Parece óbvio, mas quem circula por eventos, participa de feiras, pitch days vai se tornando conhecido e reconhecido. Se você é especialista ou bate muito forte em algo específico, você começa a virar referência no tema, é lembrado por isso e vão vir bater na sua porta.

 

#6 – Envolvimento do investidor

Entenda se você quer um investidor que vai se envolver muito ou pouco no seu negócio.

Investidor High-touch é tático e estratégico, interfere no operacional, é mais uma cabeça pensante e remando para o mesmo lado dos founders; as vezes pode ser um pé no saco, por isso escolha bem. 

Investidor Low-touch são aqueles que liberam o capital e confiam que o empreendedor vai fazer seu trabalho, mas em contrapartida tem um contrato mais fechado com muitas penalidades se o empreendedor sair da linha.

 

#7 – Tese do investidor

Pesquise qual é o perfil de empresa que o investidor em questão tem apetite para investir.

Não faz sentido você perder o seu tempo, e pior, o tempo do investidor, se a tese de investimento dele não tiver fit com o seu negócio.

Exemplos de tese: Invisto em ScaleUps do varejo com modelo B2B.

Se você for uma startup early-stage ta fora, do agro tá fora, B2C tá fora. Então estude muito bem o investidor antes de chamá-lo para conversar.

 

#8 – Use números

Se tem uma coisa que Investidor gosta são números que façam sentido. Mostre o que você já alcançou; clientes, receita, cac, churn, taxa de conversão, NPS; meça tudo. Isso demonstra credibilidade e que você entende do seu negócio e monitora ele pois as decisões baseadas em dados são mais assertivas. Uma frase bem conhecida neste meio é “seu PPT é bonitinho, quero ver agora seu excel” João Kepler.

 

#9 – A Proposta 

NUNCA peça um range de valor de investimento. “Precisamos de 600 a 800 mil de investimento e estamos dispostos a negociar de 15 a 20% de equity” O investidor só vai ver 600 por 20%. E a credibilidade do empreendedor vai abaixo pois essa faixa mostra que ele não sabe o que quer. Tem que ser decidido! Não faz sentido pro investidor oferecer menos dinheiro, pois se o empreendedor justifica bem o valor que precisa captar, não vai fechar a conta. Então o campo que o investidor vai negociar é o equity.

 

#10 – Cuidado com o Captable

NÃO abra mão de uma grande fatia do seu captable para um investidor. Isso é extremamente prejudicial para a sociedade e para as próximas rodadas. Founder sempre precisa ser majoritário. Caso o investidor leve uma grande fatia do bolo, os founders se desmotivam porque estão trabalhando para os outros ganharem mais do que eles. 

#11 – Estude sobre Valuation

Bruxaria, misticismo…? Valuation não tem fórmula mágica, no final das contas é quanto você está disposto a ceder e quanto o investidor está disposto a pagar. Tente mensurar o valor do seu negócio. Para aprofundar no tema daria um livro, mas resumidamente: na valoração de seu negócio considere: Números (financeiro, métricas, pessoas engajadas, clientes…); Time da startup (background, know-how do mercado); O poder de execução do time e o quanto estão frente a outras pessoas que quiserem fazer a mesma coisa; Tamanho da oportunidade, diferenciais e parceiros estratégicos; Patentes, propriedade intelectual, o que já foi desenvolvido; Horas já investidas no negócio…

 

#12 – Sou F*da

Mostre que você é o melhor ou vai fazer melhor mesmo se outro alguém tiver a mesma ideia. Faça isso sem perder humildade pois a atenção de investidor não dura 5 minutos se o empreendedor demonstrar arrogância.

 

#13 – Prepare-se juridicamente

Botar a casa em ordem é fundamental, contrate um advogado que entenda de startup e de negociação de investimento. É necessário que ele revise o arranjo societário, rede contratual com clientes, fornecedores, funcionários, PJs. Quanto maior for a organização da empresa, mais credibilidade e confiança vai gerar ao investidor. 

Se sua startup tiver no seu MEI, transformar para LTDA, se for uma LTDA o contrato mais indicado é Mútuo conversível e se SA o equivalente ao mútuo é debênture conversível. Peça sempre orientação do advogado para entender cada detalhe do contrato, pois um leve descuido pode comprometer o negócio lá na frente na hora da conversão ou devolução do mútuo.

 

#14 – Onde encontrar investidores

PF (Investidores Anjo) estão em Eventos, Webinars, Pitch Days; Alguns se reúnem em Associações (Anjos do Brasil, GV Angels…); Muitos se intitulam como investidor anjo ou investidor de startups no LinkedIn; É possível encontrar em Plataformas do Ecossistema de inovação (Comunidade StartSe, ABStartups, 100openstartups…); Mas o mais interessante é se conseguir encontrar em sua rede pessoal de relacionamento.

PJ (Fundos, Aceleradoras…); São mais fáceis de encontrar, a maioria tem site e você pode fazer uma simples busca no Google; Mas o melhor meio de atrair atenção desses investidores, sem dúvida é a Indicação de alguém qualificado da rede deles.

 

#15 – Como abordar 

Estude o investidor. Em redes sociais, veja os contatos em comum, tente entender os hábitos e temas de interesse, estude o perfil de investimentos, tese e startups investidas.

Encontre alguém que tem uma relação qualificada (não uma simples conexão em comum no linkedin) para vai fazer uma introdução sua, pra quebrar a barreira do “só mais um interessado no meu dinheiro”. Quando fizer o contato, melhor através de e-mail ou cold call, Linkedin ok, face ou insta definitivamente não. Não seja stalker. NÃO SEJA CHATO! E tente deixar algo que fale/mexa/instigue o investidor para ele vir atrás de você; 

 

#16 – Pipeline de Investidores

A maioria dos investidores não vão nem te responder, não pense que vai acertar de primeira. Você pode tratar o processo de fundraising semelhante a um processo comercial e funil de vendas. É interessante criar um pipeline da jornada dos investidores (evoluções, sinalizações, negociação…) para você ter o controle dos contatos feitos e não deixar esfriar possíveis interessados.

 

#17 – E se não tiver interessados?

Envie follow-up para investidores potenciais. Peça permissão para mandar um report Bi ou Trimestral para o investidor em questão com Highlights, Números Alcançados, Aprendizados, Próximos Passos. Um email sucinto com bullet points com menos de 30 linhas. Too long =  don’t read.

Se seu negócio tem fit com a tese desse investidor e você realmente acredita que ele faz total sentido para seu negócio e vice-versa, segue aquecendo o lead que, se você for realmente bom, com o tempo ele vem. 

 

#18 – NDA pra falar do negócio é pra empreendedor Juvenil

É exaustivo o número de empreendedores que vem com o papo “Eu tenho um grande negócio, mas só te conto se você assinar um termo de sigilo” BULLSHIT. Se você receber uma resposta, qualquer que seja, depois de ter largado essa frase, significa que o investidor que está prospectando é um cara muito bondoso. O que os investidores veem com essa atitude é: se o empreendedor não quer compartilhar sua ideia/negócio pois tem medo de alguém conseguir executar melhor ou mais rápido que ele, esse não é um empreendedor para investir. 

No caso de compartilhamento de informações sensíveis, como a base de dados de clientes, em reuniões de aprofundamento, aí sim faz sentido assinatura de um NDA.

 

 #19 – Investimento não é pra Cash-out

Venture Capital é para aporte na empresa. Em etapas mais iniciais da empresa todo dinheiro deve ser utilizado para o crescimento e não para comprar a participação de outro sócio, nem para pagamento de dívidas da sociedade. Investimentos para limpar o captable acontecem geralmente a partir de série B.

 

#20 – Programe-se

Você precisará de tempo para peneirar e qualificar os melhores investidores. Comece a fazer contatos antes de precisar do investimento. Para captar uma rodada seed por exemplo, comece o relacionamento com possíveis investidores entre 6 a 12 meses antes de acabar o dinheiro. Se for uma Série A, de 12 a 18 meses; pois todo processo de aquecimento, negociação e due-diligence leva muito tempo. 

 

#21 – Não pareça um desesperado

Se você chegou até aqui, precisa de dinheiro agora e leu a dica anterior. F*deu. Mas calma. A pior coisa que você pode fazer é parecer um desesperado precisando dinheiro na frente de um investidor, se o cara for má fé ou se não for investidor muito experiente vai te espremer achando que está fazendo um bom negócio. Esses são os conhecidos “tubarões” que veem sua situação de vulnerabilidade e vem para estraçalhar. Mas como já dito anteriormente, investidor que quer 51% o teu negócio não sabe o que está fazendo.

 

#22 – É RUNWAY, NÃO RUNAWAY

RunAway é fugir e nenhum investidor quer empreendedor medroso. Runway significa pista de decolagem; é o tempo de cash-burn que a startup tem para decolar ou pelo menos atingir seu break-even. O que acontece quando o avião chega no final da pista e não decola? 💩

Se a startup estiver nos últimos meses de vida, investidor só coloca grana se vê uma oportunidade muito clara de crescimento. A maioria das vezes a resposta é “já elvis”.

Faço questão de reforçar a diferença dos termos pois 50% dos empreendedores falam errado. Quer outra? 

 

#22.2 – ESCALAR NÃO É ESCALONAR

Escalonar é estabelecer uma ordem de execução de tarefas e/ou processos. Escalar é crescer de forma a distanciar as curvas, seja das receitas versus despesas, ou de crescimento versus tempo, de preferência exponencialmente.

 

#23 – Crescer ou Morrer

Se você não está crescendo, você está morrendo. Se seu negócio está a tempos andando de lado, provavelmente não é de investimento que você precisa. Reveja sua proposta de valor e pense seriamente em pivotar. Investimento é principalmente para acelerar o crescimento, mas não se acelera o que está estático.

 

#24 – Investidor ñ= sócio

O investidor está ao seu lado para pensar contigo e ajudar no crescimento do negócio, mas se ele assinou um mútuo conversível ele está blindado ao risco. Tenha em mente que você sempre será quem mais se importa com seu negócio. Entenda que se o investidor tomar decisões pela sociedade e interferir na gestão ele será co-responsável por qualquer coisa que discorrer dos atos deles e assim perderá a proteção que o mútuo lhe confere. Investidor não é seu sócio (por enquanto).

 

#25 – Co-investimento

É super interessante avaliar a possibilidade de co-investimento. Trazendo mais pessoas para colaborar no negócio, incorre em mais smart-money e representa menor risco. Mas cuidado com conflitos de interesse e condições diferentes de negociação.

 

#26 – Pulando Rounds

Anjo, Seed, Serie A, B, C… pular etapas ou seguir o flow? Pular um round pode ajudar ou prejudicar? Bootstrapping por algum tempo pode ser muito bom. Quanto mais tempo a empresa consegue sobreviver sem diluição, melhor; pois o cap table se mantém limpo e facilita rounds mais robustos de investimento mais para frente. Mas analise o quanto esse salto (patamar de investimento) vai desacelerar o negócio, se não for bem calculado pode comprometer o negócio.

 

#27 – Afinal o que é mais importante?

No final o que o investidor busca são:

1º – Bons founders, resilientes, que conhecem o mercado, apaixonados pelo problema, dinâmicos, líderes, organizados, honestos, dispostos a escutar e com perfis complementares.

2º – Um problema real e relevante;

3º – Um mercado grande para navegar;

Esses pontos é o que todo investidor busca. 

Agora se você tem um MVP (Minimum Viable Product) ou um PMF (Product Market Fit) é que vai determinar o tamanho do cheque.

 

No começo eram 22, mas agora viraram 27. Pode ficar com o troco e faça bom uso!

 

Guilherme Kudiess

Diretor de Operações da VENTIUR Aceleradora

 

VUCA – A nova realidade do mundo dos negócios

Autora: Leandra Giacomelli

O mundo VUCA traz possibilidades incríveis para quem se permite observar e tentar entender melhor essa realidade desafiadora. Você e sua empresa estão preparados?

Com o surgimento do COVID-19, o termo VUCA voltou a ganhar espaço no mundo para auxiliar no entendimento do momento que estamos passando onde a incerteza, a imprevisibilidade e a transformação estão presentes em nosso dia a dia.

Nos últimos três meses, o mundo inteiro, está sendo desafiado e marcado pela volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade. Isso comprova que estamos todos inseridos no Mundo VUCA.

As organizações estão sentindo o impacto destas mudanças ocasionadas principalmente pela conectividade e os avanços tecnológicos. A realidade que estamos vivendo hoje seja no ambiente político, social, ecológico ou financeiro nos mostra que devemos mudar a forma de gerir nossas empresas para potencializar as chances de sucesso nas organizações. Para fazer isso, o conceito VUCA pode nos ajudar a definir onde estamos e onde queremos chegar.

O conceito VUCA vem do inglês (volatility, uncertainty, complexity and ambiguity). Em português temos VICA – Volatilidade, Incerteza, Complexidade e Ambiguidade. Esta sigla surgiu no mundo militar no final dos anos 90, pela visão de oficiais em operação. Os acontecimentos neste cenário são caóticos e imprevisíveis. VUCA é hoje um dos termos mais utilizados para descrever a nossa realidade.

Em um momento de grandes incertezas e riscos, como estamos vivendo na gestão das empresas, este conceito nos ajuda a entender como administrar melhor os negócios, melhorando nossa forma de conduzir e avaliar as melhores estratégias para nos levar ao sucesso. Nesse mundo VUCA, mais importante do que o que a gente faz, é a rapidez com que nos adaptamos à mudança. Observe o quadro abaixo:

Fonte: https://professorannibal.com.br/2018/03/13/identificando-e-desenvolvendo-oportunidades-em-um-mundo-vuca/

Os termos da sigla VUCA apresentam uma visão importante sobre o mundo contemporâneo

 

Volatidade: As mudanças estão cada vez mais rápidas. Tudo é volátil, o mundo é inconstante e nada é permanente. A duração dos acontecimentos muitas vezes é incerta, o conhecimento sobre as situações pode estar presente, mas o importante é que nossa ação seja rápida. Para isso, nossa estratégia precisa deixar de resistir às mudanças e, ao invés disso, seguir com elas.

Incerteza: É a falta de previsibilidade sobre o resultado futuro, assim, é absolutamente importante a análise dos dados do presente. Temos ainda, a quantidade de fatores a serem analisados que é virtualmente impossível de ser medida, pela sua relação não linear dentro do sistema e a evolução de sua interação à medida que o tempo passa.

Complexidade: Na cultura VUCA a complexidade se refere à conectividade e interdependência. Interações não lineares e resultados não previsíveis dificultam nossa capacidade de agir diretamente nos sistemas através de modelos tradicionais de controle de riscos. Em ambientes complexos, nós não sabemos diretamente o resultado de nossas ações.

Ambiguidade: A ambiguidade ocorre quando é muito difícil encontrar relação de causa e efeito ao analisar um acontecimento. Evidências são insuficientes para estabelecer o significado de um evento. Resultados podem ser interpretados de diversas formas e ter conhecimento da situação pode ser totalmente irrelevante. Podemos citar como exemplo o lançamento de um novo produto num mercado emergente ou criar um modelo completamente novo de negócio.

A pergunta que cada empresa precisa fazer não é mais se o seu negócio sofrerá uma ruptura, mas sim quanto tempo será necessário para se reinventar.

Um ponto chave na gestão de projeto VUCA está em permanecer monitorando todo o processo de mudança. É preciso fazer estudos do impacto destas variáveis em grandes projetos, antecipando possíveis riscos (oportunidades ou ameaças), e fazer mudanças rápidas no projeto. Um planejamento para 5 ou 10 anos não é mais viável se não sabemos o que poderá acontecer nos próximos dias.

Para obter sucesso na utilização do conceito VUCA, precisamos nos sobressair aos modelos organizacionais centralizadores. É necessário apostar na interdependência que pressupõe transparência e colaboração. Quanto mais hierarquizada for uma organização, maiores são as dificuldades de comunicação e o compartilhamento de informações, comprometendo a velocidade de execução dos planos táticos e estratégicos. As equipes precisam ser conectadas através de uma consciência de compartilhamento e a execução tem de ser incentivada.

A capacidade de criar direção, alinhamento e compromisso entre todos os integrantes da empresa para atingir um objetivo maior, é o que vai fazer a diferença nesse ambiente de transformação. É preciso ter uma equipe nota 10, saber lidar com ela e liderá-la.

As tecnologias exponenciais como a inteligência artificial, a robótica, a impressão 3D e o sensoriamento aliadas à internet das coisas estão mudando a natureza dos negócios. Praticamente desapareceram as fronteiras geográficas, setoriais e de negócios. Fica cada vez mais difícil entender as causas e os “quem, o quê, onde, como e porquê” que estão por trás das mudanças.

Este período de transição não é nada simples. Sair de um modelo atual para um novo requer novos recursos, processos, competências e principalmente abandonar modelos tradicionais que estão obsoletos. Uma saída comum nas empresas é investir em inovação. Precisam aproveitar o seu negócio atual enquanto exploram novos negócios e se reinventam.

As estruturas e processos que orientam o crescimento das empresas são as mesmas que matam as oportunidades emergentes. A resistência e o apego aos negócios atuais acabam confundindo a mente dos gestores sobre as mudanças que estão ocorrendo. Um exemplo disso foi o que aconteceu com a Kodak que superestimou o tempo de vida útil de seu negócio. Mesmo sendo a primeira empresa a fazer um protótipo da câmera digital em 1975, a empresa não acreditou que o seu negócio de filmes seria destruído pela digitalização e descartou a possibilidade de testar o mercado de câmeras digitais. A Kodak ficou tão presa ao sucesso do momento que não enxergou a possibilidade de mudança.

Qualquer setor hoje pode sentir a ruptura causada por um novo player tecnológico que pode surgir sem avisar vindo do vale do silício, ou de Israel ou de outro local onde o capital de risco, o empreendedorismo e a tecnologia estejam andando de mãos dadas. Alguns setores já sentem um impacto maior como o de mídia com a entrada de novos players como a Netflix, Instagram, Spotify, o do varejo como o Ebay, Amazon, Alibaba e o de turismo como o Airbnb, Booking, Trip Advisor. Até as indústrias mais tradicionais como saúde, energia e bancos já sentem a revolução tecnológica. As Fintechs que são uma evolução das startups financeiras, são também fruto da 4ª Revolução Industrial que marca nossa vida atualmente. No setor produtivo, fábricas inteligentes já começam a produzir itens customizados em larga escala, sem a necessidade de estoques. No mercado financeiro, essa revolução também vem mudando conceitos antigos e transformando o setor. Um exemplo disso é o Nubank que desenvolveu produtos financeiros totalmente digitais, menos burocráticos, mais transparentes e baratos e que desafiam o mercado dominado pelos grandes bancos.

Para competir com os novos negócios, os tradicionais precisam criar estratégias de ataque que aumentem suas forças – reconhecimento de marca, relacionamento com os consumidores, produtos e serviços de nicho para criar vantagens competitivas. Esta atitude não é simplesmente de incorporar a tecnologia dentro do negócio atual. Precisam entender o impacto da exponencialidade nos hábitos de consumo e antecipar as mudanças criando novas oportunidades.

Não espere outra empresa substituir seu modelo de negócio, seja protagonista!

 

Com isso, ou você encontrará mercados inexplorados (o que será maravilhoso!) ou estará alerta e poderá prever possíveis impactos rapidamente.

Em 2015, em uma entrevista o presidente do conselho da Cisco Systems – líder mundial em TI e redes – John Chambers – mencionou que num horizonte de 10 anos, 40% dos consumidores de qualquer empresa desaparecerão. Provavelmente a pandemia tenha agilizado o processo. Os hábitos de consumo estão mudando com a entrada de novos players digitais que criam modelos de negócio que trazem mais conveniência, mais simplicidade e barateiam os serviços ou produtos existentes. As empresas que não estão conseguindo se adaptar rápido estão desaparecendo.

Para melhorar o processo de tomada de decisões em um ambiente VUCA precisamos descobrir como mudar nossos padrões de pensamento, como identificar nossos pontos cegos, como desafiar nossas premissas e estudar diversas possibilidades para tomar a melhor decisão, como estimular a intuição e insights para conseguir soluções sem conceitos tradicionais e como conseguir envolver toda a equipe independente da multidisciplinariedade e diversidade que exista.

Para auxiliar na tarefa de encontrar respostas aos “como”, acima citados, é necessário construir habilidades que toquem diretamente em cada tema, diminuindo seus riscos e modificando a forma que conduzimos os projetos. Assim, foi criado um antídoto, também com o acrônimo VUCA: Vision (Visão); Understanding (Entendimento); Clarity (Clareza) e Agility (Agilidade) como nos mostra o quadro abaixo:

Figura 2 – Competências VUCA

Fonte:https://jorgeaudy.com/2019/01/27/de-tempos-liquidos-de-bauman-ao-mundo-vuca-de-bennis-e-nanus/mundo-vuca/

Vamos entender melhor cada uma destas competências

 

– Visão(estratégica) – A volatilidade é atenuada através da criação de uma visão compartilhada e alinhamento sobre o mundo. Um ponto importante nas empresas de hoje, onde é preciso uma visão clara de para onde a empresa está seguindo. Envolve os seguintes elementos: foco, crença e alinhamento de visão. Foco para dar direção à organização, refletir sobre o propósito da empresa e idealizar um futuro promissor. Identificar oportunidades pensando globalmente. Acreditar em fatos e evidências assim como em si mesmo e na equipe. Desenvolver as habilidades de comunicação, criação e conexão. Garantir o compartilhamento dos valores organizacionais alinhando todos os colaboradores em torno do propósito da empresa.

– Capacidade de entendimento (pensamento crítico) – Em um ambiente de incertezas é fundamental a capacidade de análise e entendimento. Temos de desenvolver a curiosidade para nos perguntarmos por que as coisas são como são, desafiando o status quo na sua organização. Ter um espírito de aprendiz. A empatia para entender o pensamento diferente do outro explorando novas ideias, mantendo a mente aberta para refletir e buscar análises críticas e construtivas. Entenda seu contexto de negócio, não se compare com outros e não caia em fórmulas prontas para obter sucesso. Pratique a adaptabilidade e compartilhe informações. Permita que soluções cheguem de diversas áreas, incentive atitudes favoráveis para que os resultados apareçam.

– Clareza e amplitude – O líder precisa ter clareza para lidar com a complexidade. O desenvolvimento da intuição, simplicidade e pensamento sistêmico são vitais. A intuição faz uso da sabedoria apoiada no instinto e na experiência do líder. A simplicidade ajuda a ser menos dramático e amenizar a complexidade de algumas situações. O líder deve ser flexível e resiliente. O pensamento sistêmico faz com que seja observado o todo e o modo como as partes interagem compreendendo melhor sistemas complexos e dinâmicos.

– Agilidade – A agilidade é um elemento chave e abrange a capacidade de inovação, determinação e de empowerment. Um líder determinado se adapta com maior facilidade as circunstâncias e toma decisões ágeis e com confiança. Identificam o conhecimento que precisam desenvolver e adquirem o Know-how necessário. Inspiram e empoderam os colaboradores fomentando a inovação e a busca por fazer cada vez melhor. As empresas precisam se mover de uma cultura de controle e planos fixos para um contexto ágil e de redes. Grandes projetos precisam ser desmembrados em menores para que os times possam responder rapidamente às mudanças de ambiente.

Para vencer no ambiente VUCA todos devem ter uma mente aberta e um elevado índice de inteligência emocional. Os especialistas do modelo tradicional não existem no ambiente VUCA. Há uma grande utilização de ferramentas criativas e avançadas de solução de problemas complexos como Agile, Scrum, Big Data, User Experience e Design Thinking. A equipe é automotivada e se inspira no líder. O ambiente é dinâmico, informal e flexível com grande diversidade, heterogeneidade e múltiplas perspectivas.

A informação é fluída e disponível a todos. Os erros não são punidos e o trabalho é feito de qualquer lugar em qualquer hora e os resultados compartilhados.

O maior ativo do século é o tempo e ele não pode ser desperdiçado com improdutividade. Para isso é vital eliminar o excesso de burocracia nas relações entre os setores e profissionais da empresa, diminuindo assim o tempo de resposta e ação entre os procedimentos.

O novo modelo de gestão demanda compromisso da alta direção em investimento e ações que fortaleçam a transição para que o novo formato de trabalho seja consolidado. Nenhum esforço trará retorno se os profissionais não conseguirem responder assertivamente aos estímulos e metas estabelecidas. Para isso o desenvolvimento constante da equipe em nível de excelência é necessário.

A realidade da vida pós-COVID19, segundo especialistas, ainda não tem uma definição a não ser a de que a crise global a qual estamos passando nos mostra ainda mais a importância de continuarmos buscando a informação

Empresas prontas para enfrentar a realidade VUCA sabem que não possuem as respostas para todos os desafios, mas estão dispostas e abertas a aprender.

Para estar preparado é importante fazer parte de um ecossistema de inovação. Este ambiente dinâmico e de criação permite estar conectado com as aceleradoras, startups, universidades, empresas e governo, com propósitos alinhados, que potencializam o conhecimento e soluções.

A VENTIUR está preparada para aproximar você ou sua empresa desse ecossistema de inovação, oxigenando seu cérebro para enfrentar os desafios da realidade VUCA.

“Em um período de rápidas mudanças e crescente complexidade, os vencedores serão aquelas organizações que podem manter seus ritmos de aprendizagem maior do que a taxa das mudanças e maior do que a sua concorrência” Tom Hood

 

 

Ecossistemas de Inovação: O que são, quais seus benefícios e como criá-los?

ecossistema de inovação

O que são ecossistemas de inovação?

 

            Ecossistemas de inovação são ambientes que promovem articulações entre diferentes atores que enxergam a inovação como força motriz para o desenvolvimento social e econômico.

            Observando analogamente, da mesma forma que ambientes colaborativos dentro de organizações (com equipes de múltiplas habilidades e capacidade de cooperação entre si) estimulam melhores resultados, obtêm-se também melhores resultados da interação de diferentes empresas entre si, respaldadas por todos os atores que compõe a sua rede.

            A palavra ecossistema dentro da biologia significa um conjunto de comunidades que colaboram entre si para a sobrevivência e desenvolvimento de todas. O mesmo ocorre quando empresas de tecnologia e sociedade se unem para fortalecer um ao outro. Embora possa ocorrer de maneira natural, é comum que essa sinergia seja inicialmente promovida por um ou mais agentes que trabalham com esse propósito até atingir-se o ponto em que o ecossistema irá se auto-gerenciar horizontalmente, da forma que vemos em grandes expoentes como Estados Unidos e Israel.

            Em suma, ecossistemas de inovação são polos que reúnem infraestrutura à capital humano e financeiro para favorecer ambientes de pesquisa e desenvolvimento que buscam solucionar dores latentes de mercado, criando novos produtos, serviços e projetos que atendam à tais necessidades.

 

Quem é responsável pelos ecossistemas de inovação?

 

            Um ecossistema de inovação é formado pela colaboração de diversos agentes como aceleradoras, startups, fundos de venture capital, parques tecnológicos, grandes empresas de tecnologia, associações, governo e universidades que trabalham com o mesmo propósito.

            Analisando as grandes inovações das últimas décadas, nos mais diversos setores, evidencia-se que as startups são agentes fundamentais dentro desse ecossistema.

            Conforme Brad Feld detalha no seu livro Startup Communities: Building an Entrepreneurial Ecosystem in Your City (em português, Comunidades de Startups: Construindo um Ecossistema Empreendedor na sua Cidade), para o sucesso de um ecossistema de inovação é importante que o mesmo seja liderado por empreendedores. O autor cunhou seu estudo como a Teoria de Boulder (Boulder Thesis).

            Todavia, segundo o autor, haverá pouco resultado dos empreendedores (leaders) sem a colaboração dos feeders (fomentadores), que dentro desse sistema são todas as outras instituições citadas anteriormentes que precisam apoiar essa liderança empreendedora para que haja desenvolvimento de todo o ecossistema.

 

Quais os benefícios de um ecossistema de inovação?

 

            Empresas que cooperam entre si crescem mais rapidamente e adquirem vantagens competitivas frente àquelas que precisam passar por toda curva de aprendizado sozinhas. A palavra chave do sucesso é colaboração.

            Podemos citar diversos exemplos de dores comuns, porém a captação de talentos, que é um desafio de todas as empresas que precisam escalar seus negócios, se destaca. Um ecossistema de inovação sólido atrai talentos que buscam impulsionar suas carreiras em ambientes que estão em constante desenvolvimento.

            Aqui entra uma conexão importante entre universidades com parques tecnológicos que podem trabalhar juntos em programas de estágio e início de carreira para que os melhores acadêmicos saiam dessas instituições de ensino encaminhados para dentro desse ecossistema.

            Todavia, mesmo colaboradores maduros valorizam o aprendizado, reconhecimento de seus pares e até o status de trabalhar dentro de grandes empresas de base tecnológica ou de startups com inovações disruptivas.

 

Modelos de Ecossistema de Inovação

 

            Para um compreendimento mais completo sobre o tópico, podemos somar a Teoria de Boulder a outro modelo de ecossistema de inovação chamado de Rainforest e aos 9 Pontos de Isenberg.

            Em um artigo publicado pela Harvard Business Review, o autor propõe alguns comportamentos importantes para o desenvolvimento de um ecossistema de inovação. Esses comportamentos foram chamados de 9 Pontos de Isenberg e incluem posturas como:

  • Parar de emular o Vale do Silício;
  • Focar em mudanças culturais locais;
  • Apoiar o crescimento orgânico;
  • Basear a construção do ecossistema nas potencialidades da região;
  • Engajar o setor privado a participar colaborativamente;
  • Reformar marcos legais, burocráticos e regulatórios.

            O estudo na íntegra pode ser acessado aqui: How to Start an Entrepreneurial Revolution.

             Trazendo à pauta outra referência muito importante no conceito de ecossistemas de inovação, temos a abordagem Rainforest, de Victor Hwang. O estudo publicado em 2012 faz uma analogia dos ambientes de inovação com flores tropicais: ecossistemas vivos, não-uniformes, altamente colaborativos, flexíveis, em constante transformação e evolução, sem controle absoluto. Dentro dessa ecologia, todos os agentes citados anteriormente co-existem, fertilizando e nutrindo-se do mesmo ambiente.  Na visão do autor, esse contexto é premissa para a inovação.

            Dentre diferentes tópicos que o livro aborda, observa-se que para o sucesso de um ecossistema é importante que grandes ideias sejam distribuídas em pequenas etapas – o processo de execução é que faz a diferença – e que esse ambiente seja rico em pessoas com i) talento; ii) novas ideias, iii) capital (aceleradoras e fundos).

            Outra análise importante que o autor discorre é sobre a importância de espaços físicos, tendo em vista que a proximidade das pessoas gera colisões e essas colisões geram inovações. Levando essa abordagem em consideração, as próprias premissas de ecossistema de inovação estão sendo re-discutidas em tempos de isolamento social e já podemos visualizar sinais de novos modelos de ambientes muito mais descentralizados.

            Para uma leitura mais detalhada, o livro pode ser adquirido aqui: The Rainforest Blueprint: How to Design Your Own Silicon Valley.

 

Conclusão

 

            Ecossistemas de inovação são ambientes que promovem articulações entre diferentes atores que enxergam a inovação como força motriz para o desenvolvimento social e econômico.

 

            Assim como florestas, diferem entre si quanto sua fauna e flora, ecossistemas de inovação também devem. Embora haja muita similaridade entre elas, cada ambiente possui suas premissas locais que precisam ser entendidas e usadas a favor do seu desenvolvimento.

 

“No fim do dia, tudo é sobre pessoas. Ecossistemas que atraem pessoas com talento, que colaboram entre si e se sentem orgulhosas de fazer parte desse ambiente, resolverão quaisquer problemas a que se aventurarem.” – Leonardo Mezzomo

 

 

Quer fazer de um ecossistema de inovação, se conectar com startups e outros investidores?!

Entre em contato conosco!

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O que é uma aceleradora de Startups e como ela pode te ajudar

O que uma Aceleradora de startups oferece?

De uma forma simples de explicar, uma aceleradora de startups serve para ajudar empreendedores a atingirem sucesso em suas startups.

Para atingir tal objetivo, as aceleradoras oferecem benefícios que dificilmente os empreendedores conseguiriam sozinhos ou com investidores anjo individualmente. Além do investimento financeiro, que no Brasil gira em torno de R$ 200.000,00, muitas oferecem uma rede de mentores e conselheiros, contatos para abrir portas em empresas. Além disso oferecem descontos e isenções de parceiros como softwares de apoio, computação em nuvem e consultores especializados em áreas fundamentais.

Como parte do programa de aceleração, a maioria das aceleradoras trabalha com reuniões de mentoria periódicas entre gestor de aceleração e startup, realizam eventos presenciais ou online onde são trazidos especialistas para compartilhar conhecimento com os empreendedores. Além disso, o empreendedor também tem acesso a uma rede de outros empreendedores de startups que vivem desafios similares aos seus em seu dia a dia.

Em um segundo momento, quando a startup já amadureceu alguns passos, uma aceleradora de startups também costuma apoiar os empreendedores na captação de novas rodadas de investimento. Por isso realizar um demoday para conectar com novos possíveis investidores é um hábito comum das aceleradoras. Também  estruturar processos e a instalar uma governança adequada são boa práticas realizadas.

Como funciona a seleção de startups para investimento?

Diferente de Fundos de VC que costumam receber startups para avaliação a qualquer momento, as aceleradoras costumam trabalhar por batchs. Ou seja, durante um período específico (30 a 45 dias em geral) a aceleradora recebe inscrições e faz a avaliação dos formulários. Posteriormente cada aceleradora possui um processo diferente, mas em geral ocorre uma conversa com um avaliador da aceleradora, seguido por algum contato com os sócios da aceleradora e conclui o processo com um demoday final onde os empreendedores apresentam seus pitchs e são avaliados.

Como critérios de seleção, cada aceleradora possui os seus, mas tendem a seguir uma linha em comum:

  1. A equipe de empreendedores: São competentes? Tem atitude? São complementares? Possuem uma visão de longo prazo? Conseguirão executar o projeto ao qual estão se propondo?
  2. O mercado: É grande o suficiente? Está em crescimento? Existe espaço para crescer ou já foi tomado por concorrentes? É um mercado aderente a novas tecnologias ou difícil de vender?
  3. Produto: Possui diferenciais competitivos em relação aos concorrentes? Possui barreiras tecnológicas ou é fácil de copiar? Tem potencial de escala? Utiliza alguma tecnologia disruptiva?
  4. Cap Table: O cap table ainda está saudável? Há espaço para novas rodadas de investimento no futuro?

Benefícios para as startups

Empreender é uma jornada solitária, e com o apoio de uma aceleradora de startups essa jornada pode ser compartilhada. A partir do momento em que um empreendedor recebe investimento, há muitos parceiros torcendo e apoiando para o sucesso da startup. Por isso e pelos benefícios citados acima que recomenda-se que empreendedores procurem uma aceleradora quando possuírem um mvp rodando, que é o timing ideal para receber investimento.

Você pode conhecer todas as aceleradoras de startups do Brasil através do link: http://dealflowbr.com/mapa-de-investidores-de-startups-do-brasil/

Benefícios para investidores

Investir em startups é um assunto estimulante, e ao mesmo tempo confuso para muitos investidores. Por isso uma aceleradora pode ajudar muito. Além de diminuir o risco pois a aceleradora já possui um processo de seleção claro e um topo de funil com muitas oportunidades, a aceleradora também costuma receber as melhores oportunidades do mercado.

Em relação ao contato com as startups, os investidores possuem acesso aos empreendedores tanto na parte de seleção quanto de aceleração, apoiando com seu conhecimento e aprendendo com eles sobre novas formas de encarar os negócios na nova economia. Ou seja, é uma forma de atualização constante sobre tendências e conhecimento vindo de empreendedores que estão focados diariamente em negócios inovadores.

Outro benefício para quem investe em startups é a rede que se forma de investidores. A VENTIUR, por exemplo, já possui mais de 120 investidores conectados que participam dos eventos da aceleradora e trocam experiências entre si.

Se você tem interesse em saber mais sobre investimento através de uma aceleradora de startups, acesse o link: https://ventiur.net/investidor/

Dúvidas

E aí, o que achou? Ficou com alguma dúvida? Encaminha um e-mail para george.gallas@ventiur.net e vamos conversar!

#GoHard

VENTIUR, BRDE e Aliança para a Inovação realizam live sobre Comunicação e Tecnologia

No dia 20 de maio a VENTIUR, o BRDE e a Aliança para a Inovação, entidade que une as Universidades Puc – RS, UFRGS e Unisinos, realizaram uma live sobre comunicação e tecnologia com especialistas. O encontro foi mediado por Fabio Bernardi da Morya Comunicação e teve a participação de Marco Stefanini, CEO global da Stefanini e sócio da VENTIUR, Ricardo Meira da Tableu Software e Rodrigo Koetz, diretor de inovação da Teevo. 

 

“O empreendedorismo é a mãe de todas as inovações”.

 

Foi a frase que deu abertura para a fala de Marco Stefanini, que apontou para vários fatos que identificam o comportamento dos mercados nesse período de crise.

 

Duas críticas aos modelos atuais das startups citados por Marco envolvem quem pensa apenas em crescimento sem ganhar dinheiro. Segundo Marco, esse é um modelo que até é incentivado por vários investidores, mas na fase atual e provavelmente pós covid-19 tendem a diminuir. Além disso, também citou que uma das fraquezas das startups que crescem é não pensar em operação. Acreditam que só com bons produtos e ideias criativas se darão bem no mercado, o que é uma falácia. Pensar em operação é fundamental.

 

“No mundo tradicional, muitos setores têm ou tinham dinheiro e têm clientes, mas falta mindset digital, empreendedorismo e um pensamento customer centric.”

 

Segundo Marco. O público de empresas tradicionais precisa aprender a trabalhar de maneira mais eficiente, e a pandemia está desenvolvendo coragem e acelerando a digitalização das empresas. 

 

Ricardo Meira comentou muito sobre a anormalidade e citou que muitas pessoas estão fazendo coisas que nunca foram treinadas a fazer.

 

“A anormalidade é a dificuldade em que as pessoas têm de se reajustar e se adaptar. “


Meira também citou a questão de digitalização das empresas. Segundo ele, as empresas que estão adiantadas em relação a digitalização crescem 7x mais rápido, com 23x mais clientes e clientes 9x mais leais.

 

“Empresas biônicas possuem um traço particular que é a resiliência, que vai ser a maior fonte de vantagem competitiva para o futuro. Resiliência é se adaptar, ajustar e prosseguir independente do cenário atual.”

 

Como oportunidades de negócios, Ricardo citou as 3 fases em que os empresários estão preocupados: Estabilizar seus negócios para não quebrar, reabrir de maneira correta e posteriormente crescer. Quem tiver soluções que ajudem nesses 3 cenários poderá crescer mesmo em meio a pandemia. 

 

“A grande mudança que estamos vendo é a velocidade, porque a incerteza é a constante.”

 

Essa foi a frase inicial de Rodrigo Koetz, que defendeu em sua fala que a mudança e a incerteza sempre ocorreram, porém nunca de forma tão rápida. 

 

Para Rodrigo, vivemos a ilusão dos unicórnios, que parou pelo menos temporariamente pois agora o foco é a preservação de caixa. As startups devem olhar menos para unicórnios e mais para camelos. Devem fazer as coisas certas pelo maior tempo possível e com o máximo de eficiência. 

 

“Muito se fala que feito é melhor que perfeito, porém agora temos que ter um entendimento de que devemos fazer bem feito, para fazer uma vez e tirar isso da frente”.

 

Sobre questões de revolução, todos concordaram que não estamos vivendo uma mudança de era, mas sim uma aceleração de comportamentos que já estavam ocorrendo há mais tempo. 

 

Algumas das mudanças citadas com a questão do covid-19 foram a desvalorização das metrópoles, o consumo está e será mais repensado e seguro, pois a fragilidade das finanças mostraram a importância de atenção nessa área. Ficou evidente que o brasileiro não tem grau de poupança alta, saúde e qualidade de vida. As pessoas estão redescobrindo as suas casas, que têm um novo papel, além da proximidade e convívio familiar. 

 

Para as empresas, a comunicação precisa transmitir propósito e garantir reputação. As pessoas querem se engajar com empresas que tenham propósito que vai estar alinhado com o que elas acreditam. Mas também não adianta apenas falar, tem que manter a palavra e entregar o que promete. 

 

A próxima live será no dia 26 de maio as 18h com o tema Novas demandas nos negócios pós covid-19. O encontro reunirá especialistas em áreas como agronegócio, varejo e logística que vão contar como os seus mercados estão sendo impactados e as tendências para os próximos meses. 

VENTIUR realiza War Room sobre Marketing Digital e SEO

Encontro foi conduzido pelo mentor e investidor da VENTIUR Anderson Diehl na tarde da quinta-feira dia 30/04.  

Durante mais de uma hora Anderson Diehl compartilhou conhecimento e tirou dúvidas de mais de 30 empreendedores e parceiros da VENTIUR.

Algumas das dicas que Anderson sugeriu para startups que estão iniciando seu blog são:

  1. Criar conteúdos de 2.000 palavras. Quanto maior a concorrência, maior o número de palavras necessário.
  2. Manter consistência de publicações – Começar com dois artigos por semana por exemplo.
  3. Palavras chave no início do parágrafo.
  4. Métrica de sucesso deve ser a permanência do usuário: Pelo menos 3 minutos e meio na página.
  5. Utilize 30% do investimento total em produção de conteúdo de inbound com SEO, e o restante em mídia paga para gerar resultados de curto prazo.
  6. Tráfego orgânico demora de seis meses a um ano para gerar resultados, mas é necessário para escalar.
  7. Utilize vídeos e áudios nos posts para reter o usuário por mais tempo. Inclusive o áudio é uma boa alternativa para atender usuários que estão dirigindo ou em deslocamento.
  8. Utilize links internos para reter o usuário dentro do site.
  9. Em textos longos, aproveite para ranquear duas ou mais palavras chave.
  10. Avalie sempre o ROI das campanhas.
  11. Utilize ferramentas como: Semrush, Ubersuggest, Hotjar, Google Ads Planner e Search Console.
  12. Cuidado com redirecionamentos e quebras por SSL. Esses problemas penalizam muito no ranqueamento de SEO.

A VENTIUR seguirá realizando War Rooms sendo os próximos realizados nos dias 07/05 sobre questões jurídicas e no dia 14/05 sobre investimento neste cenário de pandemia. Ambos os encontros às 17h.

#GoHard

 

Modelo mental Startup na Pandemia

O Coronavírus é o protagonista de um momento histórico da humanidade. Quando a pandemia passar – e é certo que vai passar – nós sempre nos recordaremos dela. Provavelmente as futuras gerações perguntarão como foi passar pela quarentena. Mas enquanto ela não passa, o isolamento social é a melhor forma de combate à propagação do vírus. Os debates sobre a extensão e a intensidade do isolamento são acalorados. Os critérios de restrição ou afrouxamento não são unânimes, nem mesmos os critérios da Organização Mundial da Saúde são isentos de críticas e acabam por comportar variações entre países. No Brasil, de estado para estado, municipio para municipio, temos muitas variações. Diante de tantas incertezas, o STF recentemente acabou por reafirmar que o entre os elementos do federalismo está a composição por unidades distintas, a União, os Estados e os Municípios, as quais possuem relativa autonomia entre si para fixar os critérios de funcionamento de diversos setores econômicos observando as peculiaridades regionais e o especial interesse local. Decorre daí, portanto, que a União tem poder para apresentar aquelas atividades que entende essenciais para desenvolvimento da nação, cabendo aos Estados e aos Municípios, conforme as peculiaridades regionais, restringir ainda mais tais atividades dentro de sua autonomia federativa.

 

Diante de tudo isso vale à pena chamar a atenção para a edição do Decreto nº  10.329, de 28 de abril de 2020, no qual define entre os serviços essenciais às atividades de desenvolvimento de produtos e serviços, incluindo aqueles realizados por meio de startups. Sem afastar a importância dos limites das competências estaduais e municipais decorrentes do federalismo brasileiro reafirmados pelo STF, inegavelmente o recente Decreto trata-se de manifestação clara da importância e da essencialidade dos serviços das startups para o desenvolvimento do país neste momento tão difícil para todos.

 

Acima de tudo, o destaque do decreto diz respeito ao modelo mental das startups. Entre as diversas tentativas de conceituar o que seria uma startup é possível identificar a vinculação à inovação, porém não se limita à isso e, dentro deste contexto, podemos identificar startup como sendo um grupo de pessoas à procura de um modelo de negócio, baseado em tecnologia, repetível e escalável, trabalhando em condições de extrema incerteza. E, neste ponto, nós encontramos a nota diferencial: o enfrentamento de condições de extrema incerteza. A startup deve ser capaz de se adaptar aos cenários de extrema incerteza que decorrem de um empreendimento que não possui uma “mapa do caminho” previamente estabelecido. Os modelos de negócio reconhecidamente validados por reiteradas experiências, baseiam-se em métodos e práticas anteriores e, portanto, o empreendedor assume riscos mitigados se comparados com empreendimentos nos quais não há experiência prévia que lhes dê suporte. As startups reconhecem a importância pedagógica do erro e sua força corretiva para aprimorar (pivotar) suas propostas. A incerteza sobre o caminho a ser percorrido é da essência do modelo mental das startups.

 

As startups enfrentam com naturalidade da falta de segurança, bem como a ausência de um mapa do caminho, e, neste momento de pandemia, é exatamente isso que a humanidade precisa. Precisamos entender que não temos todas as respostas sobre o futuro e, por isso, é essencial a disposição para enfrentarmos a pandemia e a crise econômica que vem junto com o vírus sem dispor de mapa do caminho. Em outras palavras, precisamos empreender diante de um cenário de extrema incerteza e ninguém melhor que as startups sabem fazer isso. Assim, independente de qualquer nível de governo, o modelo mental das startup de empreender esforços diante de cenários de extrema incerteza é uma atividade essencial que todas os setores da sociedade devem praticar sem restrições.

 

Alexandre Schmitt da Silva Mello
Advogado, Doutorando em Direito pela UFRGS e
Diretor Jurídico da VENTIUR Aceleradora.

 

VENTIUR e Sale N Scale realizam War Room sobre Vendas B2B

Sale N Scale

A VENTIUR, em parceria com Luis Vilela da Sale N Scale consultoria de vendas, realizou na tarde da quinta-feira dia 23/04 uma War Room sobre Vendas B2B em época de crise.

O objetivo da War Room é reunir os empreendedores do portfólio da VENTIUR para receberem uma overview sobre as tendências que a pandemia está trazendo, principalmente as mudanças na área de vendas, além de compartilharem suas realidades e receberem orientações para superarem esse momento.

A conversa foi muito importante pois nesse momento muitos empreendedores tendem a se sentir sozinhos e sem saber como agir, porém ao enfrentar a realidade junto com outros empreendedores, é possível chegar a soluções viáveis para conseguir enxergar novas possibilidades.

Alguns dos principais aprendizados obtidos durante a conversa foram:

1.  Agora é hora de dar atenção a quem já é cliente, mostrar o valor da empresa. Neste momento talvez seja melhor reter os clientes da base do que prospectar novos.
2. Questionar o quanto de valor está sendo gerado para o cliente. Produzir uma relação de confiança tanto com quem já é cliente como prospectos. Temos um produto que é essencial para o cliente, ou pode ser facilmente cancelado? É importante saber a resposta.
3. Personalizar sempre a comunicação e ser o mais objetivo possível. Ninguém para mais pra ler emails longos ou que percebem que foi enviado para vários leads simultaneamente. Não use e-mails frios totalmente automatizados.
4. É um momento de gerar conteúdo que interesse para os clientes e divulgar, gerar relacionamento.
5. Os canais que mais estão dando retorno, convertendo, no momento é o whats e o Linkedin, pois como as pessoas estão trabalhando em home office, ninguém atende os telefones no escritório.
6. É recomendada a troca de contatos de clientes e leads entre as startups para geração de novas vendas. Aproveite para fortalecer o relacionamento entre empresas do mesmo segmento com produtos complementares.
7.  Entenda se é possível algum pivot para mercados que não estão tão afetados pelo Covid ou até mesmo mercados que estejam surgindo em meio dele. Os principais citados foram saúde, agronegócio e mudança nos modelos de trabalho como home office.
8. Utilize, quando possível, a câmera da web cam nas conferências. Isso trás mais engajamento e facilita na hora de converter um lead ou reter um cliente.
9. Faça testes em novos mercados criando um novo playbook curto de vendas. Faça testes de duas semanas para ver se consegue novas conversões.
10. Faça pesquisa entre sua base de clientes para estimar quem irá superar a crise e quem não irá. Essa informação é importante para saber se o seu fluxo de caixa será altamente impactado ou se sua startup conseguirá reagir bem ao momento.

A próxima War Room será no dia 30/04 às 17h com Anderson Diehl, que irá abordar o tema Marketing Digital.