Conselho Consultivo para Startups

Boas práticas para implantar um Conselho Consultivo “Advisory Board” desde cedo

Geralmente os founders de uma startup começam a pesquisar e buscar entender o que é e como funciona o Conselho de Administração, quando estão prestes a virar S.A., geralmente num fechamento de rodada Seed ou Serie A com um fundo de investimento. Mas a boa prática de governança é começar desde cedo a formação de um Conselho Consultivo para que pessoas com muita experiência de negócio ou conhecimento de mercado, atuem como verdadeiros mentores e possam aconselhar os fundadores a tomarem as melhores decisões, dar suporte e orientar a gestão da startup. 

Para muitos empreendedores, abrir todas as métricas, seus dilemas e dificuldades do negócio para outras pessoas, mesmo que conhecidas, muitas vezes gera receio e faz com que um Conselho seja postergado por muitas vezes. Mas como bom empreendedor sabe, não se deve ter medo de se demonstrar frágil para pessoas que podem ajudar no crescimento do negócio. O CEO precisa sempre lidar com diferentes feedbacks e situações, como críticas sobre falhas de gestão, tomada de decisão erradas, parecer frágil ou incapaz para liderar o seu negócio. E pode usar deste momento e a ajuda de bons mentores para ajustar o rumo e melhorar seu negócio a cada sprint entre reuniões. 

Instituir um Conselho Consultivo é um grande passo para uma startup em fase de validação e início de tração, pois além de fazer o CEO organizar constantemente seu fluxo financeiro, rever estratégia e medir a performance do negócio ajuda a construir uma governança que terá uma transição muito mais suave quando a startup se deparar com crescimento acelerado. Esses momentos de apresentar o que está sendo e será feito para outras pessoas ajuda a ampliar a visão do empreendedor que fica geralmente imerso na operação em um dia corrido atrás do outro.

 

Diferença entre Conselho Consultivo e de Administração

O Conselho Consultivo “Advisory board” e Conselho de Administração “Board of Directors” são semelhantes, possuem por vezes mesmos rituais, mesmas práticas, mas a principal mudança está no tomador de decisão. Mas por estas semelhanças geralmente o Conselho Consultivo é um caminho de preparação para o Conselho de Administração.

O Conselho Consultivo não tem necessidade de ser tão formal quanto ao de Administração. Sua principal função é a de aconselhamento, portanto os membros participantes (além dos sócios ou CEO) não serão responsabilizados pelas decisões tomadas. Estes opinam, essa opinião pode ter uma grande carga de influência, mas quem decide sempre são os founders. Conselho Consultivo é mais adotado em startups que estão em fase Seed ou Pré-seed, onde os investidores ainda não converteram seu direito em participação societária (geralmente firmado através de um SAFE ou Mútuo Conversível). 

O Conselho de Administração segue a lei das Sociedades Anônimas. Onde o conselheiro é equiparado a um administrador legal e tem também responsabilidade pela tomada de decisão. A função deste conselheiro, além de supervisionar a condução da operação e andamento da startup, ajudam seus diretores a guiar e manter a estratégia.

 

Quando começar um Conselho Consultivo e seus Benefícios

Muitas startups tem apenas um founder ou mais de um, porém com competências semelhantes. Neste caso é muito interessante trazer conselheiros externos para somar complementaridade de perfis e skills a reuniões estratégicas da startup, estes poderão ajudar no desenvolvimento pessoal e profissional dos empreendedores.

Se a startup também não tem processos de revisão da estratégia ou não há disciplina pelos founders em rever e controlar as finanças, pensar na estrutura de pessoas na operação, mensurar tudo o que puder gerar entendimento e consequente melhoria sobre os processos, neste caso também é interessante se ter um conselho para prestar contas. Dessa forma o sentimento de cobrança e apresentação de resultados gera maior comprometimento dos empreendedores. Também se a tomada de decisões, tanto as estratégicas quanto as do dia a dia, são feitas de forma intuitiva no feeling do empreendedor, sem o apoio de análises ou reflexões mais profundas sobre os custos e consequências de cada decisão.

Se a startup está passando por um momento de expansão, de crescimento, terá muitas decisões a tomar e o apoio de mentores com experiência farão toda a diferença para reduzir as dores do crescimento acelerado. Se a empresa estiver passando por uma crise (financeira, ou entre founders, ou sobre visão de futuro…). O conselho sinaliza uma boa governança para os sócios, funcionários, fornecedores, instituições financeiras e órgãos governamentais. Promove a sustentabilidade da empresa e a geração de valor no longo prazo.

 

A primeira reunião 

O primeiro encontro do comitê tem como objetivo a apresentação entre conselheiros e estes conhecerem melhor a empresa e os founders. Também alinhar as regras, combinados e frequência de reuniões. O Cronograma da primeira reunião pode seguir a seguinte sugestão de pauta:

  1. Apresentação dos conselheiros e founders
  2. Orientação e alinhamento das regras do conselho (é positivo se este estiver em sinergia ao acordo de sócios) e remuneração dos conselheiros (se for aplicado)
  3. Apresentação institucional da empresa
    – Histórico da empresa e situação atual
    – Indicadores financeiros e operacionais
    – Planejamento estratégico
    – Próximos passos e questões estratégicas
  4. Atividades a serem realizadas até a próxima reunião
  5. Alinhamentos, dúvidas, colaboração, feecback e comentário dos investidores 
  6. Definição do calendário de reuniões
  7. Fechamento

Após a reunião elaborar uma ata de constituição do conselho, considerando os alinhamentos e combinados da reunião e encaminhar aos participantes. Pontos interessantes a constar no documento são: missão do conselho, escopo de atuação e objetivos; composição, competências, mandato, empenho, remuneração e destituição; O que é bem combinado e registrado no início não gera margem para desentendimentos futuros.

 

Se preparando para as demais reuniões

Prepare a pauta da reunião de preferência com uma semana de antecedência e envie aos conselheiros com materiais que possam ser observados antes da reunião. Geralmente a data mais adequada para reuniões de Conselho são na segunda ou terceira semana do mês. Desta forma o empreendedor pode organizar os dados financeiros do mês anterior na primeira semana e já enviar o material prévio para apreciação do Conselho. 

Outro ponto importante é a Sensibilização do board; a maioria das convocações podem ser por email, relembrando data, enviando pauta e materiais, mas quando tiver alguma decisão estratégica e julgar importante a preparação do conselheiro em estudar determinado tema com antecedência e buscar informações para proporcionar mais assertividade em suas colocações que serão feitas na reunião, entre em contato individualmente com cada conselheiro para repassar a importância da decisão a deliberada e que a opinião dele é de muita valia para a tomada de decisão do empreendedor.

Se possível e for estratégico, estabeleça também um cronograma de temas e assuntos para serem abordados nas próximas reuniões do semestre. Alinhados com o planejamento estratégico da empresa.

Sobre o tempo de duração da reunião; Se você pudesse escolher entre: 1. compartilhar um relatório com resultados e dados específicos e 2. orientação para resolver problemas importantes da empresa. Qual escolheria? Muito provavelmente escolheria a segunda opção. Mas geralmente empreendedores tomam a maior parte do tempo do Conselho com a parte informativa. O melhor uso do tempo não deve ser passando slide por slide e contando em detalhes o que foi feito desde a última reunião e sim utilizar o tempo para se aproveitar da experiência e conhecimento dos conselheiros para tomar decisões com maior assertividade. O ideal para uma reunião de Comitê Consultivo é entre uma hora e uma hora e meia. E ⅓ do tempo destinado para atualizações é bem adequado.

 

Condução da Reunião

O CEO deve conduzir a reunião, realizar a apresentação dos acontecimentos e dados relevantes, pedir orientação, engajar os conselheiros. Não deve se intimidar pelos investidores e sim saber a hora de intervir sempre que perceber que as discussões estão sendo motivadas por preferências pessoais, questões ideológicas, disputa de ego entre os participantes, ou até mesmo desviando do assunto, o CEO deve trazer a discussão ao foco novamente. É preciso ter pulso firme! Por isso, todo e qualquer tipo de atitude dos conselheiros semelhantes aos comentados deve ser advertida.

Além do CEO, os demais founders podem participar. Em conselhos consultivos geralmente não há tantas pessoas da empresa envolvidas na reunião. Já em reuniões de Conselho de Administração é muito positivo se ter o CFO (caso não seja founder), e sempre que houverem temas específicos, também é interessante trazer exposição aos líderes de áreas (marketing, vendas, pessoas, etc).

Sobre a agenda geral da reunião, pode seguir algo como o sugerido:

  1. Revisão de pendências da última reunião
  2. Big Picture e Highlights
  3. Análise dos indicadores operacionais e financeiros
  4. Update Vendas, Marketing / growth, Churn
  5. Evolução de produtos/lançamentos e roadmap de implementações
  6. Qualidade da experiência do cliente (NPS, pesquisas, etc)
  7. Time / principais posições a serem contratadas
  8. Necessidades de desenvolvimento da empresa (eventualmente do empreendedor também)
  9. Avaliação da estratégia futura da empresa, parcerias, expansão geográfica…
  10. Próximos passos e perspectiva de evolução 

A intervenção pelos conselheiros pode ser durante ou ao final da apresentação pelo CEO, é positivo que nas primeiras reuniões seja combinado a dinâmica. O ideal é que para cada tópico, ou para um conjunto de tópicos haja uma pausa, dando tempo para o board se posicionar sem interromper o CEO.

 

Durante a Reunião

É comum a reunião se  estender. A capacidade de condução respeitando o horário acordado é uma virtude do CEO. Sobre interromper ou não para cumprir agenda depende muito da dinâmica de discussões do grupo. A dispersão e perda de foco das reuniões é muito comum, como já comentado anteriormente, cabe ao CEO bom senso para se posicionar e intervir. Mas uma boa estratégia para não deixar de tratar das demandas mais importantes é definir as pautas elencadas por ordem de prioridade, assim, mesmo com o planejamento e esforços pela objetividade, algo pode acabar rendendo mais discussão do que o esperado. Ao tomar esta atitude, você garante que o imprescindível não será postergado.

Sobre tempo total da Reunião de Conselho, não é bom realizá-la com tempo muito limitado, mas também reuniões muito longas tendem a ser pouco produtivas. Para reuniões de Conselho Consultivo é adequado entre 1h – 1h30. Já para Conselho de Administração geralmente boas reuniões duram de 2h a 3h; e neste caso é importante planejar a dinâmica e um ou dois breaks para não tornar tão maçante e pesada a reunião. Em reuniões muito extensas o nível de dispersão e impaciência aumenta consideravelmente, o que tende a influenciar negativamente as tomadas de decisões.

Por fim, o CEO tem papel também de garantir a democracia entre conselheiros. Tanto nas discussões quanto nas decisões propriamente ditas deve ser dada a palavra a todos aqueles que desejem expor sua opinião e argumentos. Lembrando que as decisões sempre são tomadas pelos fundadores; portanto independente de maioria ou não, a favor ou contra determinada decisão, os conselheiros não podem determinar ou deliberar sobre qualquer assunto.

 

Como escolher conselheiros

Geralmente buscamos estar com pessoas mais próximas e semelhantes a nós, porém, como já comentado anteriormente, ter membros com perfis diversos e complementares geralmente rende os melhores conselhos. Ter um Board harmonioso é muito bem visto externamente. O ambiente de startups tem sido fortemente criticado pela falta de diversidade. Um conselho diverso, da maneira mais ampla possível, não apenas sexo, mas também formação, cultura, origem; é um bom passo para a construção de uma cultura também diversa e que mais pessoas serão impactadas. Um conselheiro com diversidade, skin in the game, com tempo para se dedicar, experiência que agrega no negócio e experiência em startup tech é o melhor dos mundos.

Outro ponto a observar é perfil comportamental do conselheiro. Você quer alguém que motive, colabore e traga o time para cima? ou alguém que critica, reclama e não dá solução? Muitas vezes não conseguimos identificar comportamento antes do relacionamento, por isso sugerimos um “Board fit test”. Já no começo da relação, comentar com o possível conselheiro que ele participará de algumas reuniões para os founders entenderem se há alinhamento de pensamentos, valores e cultura. Se não for assim e no começo da relação o conselheiro ter a expectativa de permanecer nesse conselho por anos, é muito difícil encerrar a relação depois e o que menos você quer é, por exemplo, um pavão vaidoso no conselho; o que acontece bastante.

Sobre o conselheiro também ser um investidor da startup, deve se ter atenção, pois este pode olhar e aconselhar de acordo com suas próprias intenções (para o ganho dele). Se estiver apertado de dinheiro, por exemplo, pode tentar aconselhar pela venda da empresa em uma situação em que não fosse a melhor opção. No caso do conselheiro ser também um parceiro comercial da startup, o CEO deve se atentar também para este não favorecer seu lado nas considerações.

Conselheiros externos sem qualquer vínculo com a startup podem ser uma boa opção. Possivelmente o conselheiro externo vai olhar para o bem da empresa sem qualquer intenção desvirtuosa. Mas é necessário sempre entender as intenções desta pessoa, se ele está disponibilizando seu precioso tempo a fim de aprender com a startup, se aproximar e entender mercado, entender a tecnologia usada pela startup para replicar em seu negócio… A transparência entre as partes é sempre muito importante e não gera desentendimentos futuros. 

Ao formar o grupo de conselheiros, é fortemente recomendável que pelo menos um tenha experiência no ramo de atuação da startup, algum talvez com background financeiro. É muito positivo quando se tem um conselheiro com conhecimento sobre governança ou outro com expertise em um desafio grande enfrentado pela empresa (expansão, crises, conflitos, por exemplo) no momento de sua atuação. Lembre sempre de buscar perfis complementares e de acordo com as necessidades da startup.

 

Remuneração do Conselho

Um assunto que gera bastante discussão é se deve ou não remunerar participantes do Conselho Consultivo. Em conselhos de Administração, como existe responsabilidade aos conselheiros pelas decisões tomadas, estando assim comprometidos em suas indicações, geralmente estes recebem uma contrapartida financeira. Já no conselho consultivo, quando estes são os próprios investidores, estão engajados por também valorizarem seu ativo ajudando a startup a crescer. Muitos conselheiros, até mesmo externos, acabam mentorando e acompanhando a startup apenas por aprendizado ou status. Alguns executivos, simplesmente por não haver possibilidade de crescimento dentro da empresa que estão, acabam procurando um “board” pra participar.

Quando for o caso de remunerar o conselheiro, o empreendedor pode pensar em remuneração baseada em valor fixo por reunião, por mês ou ano e/ou então na participação nos resultados da empresa. Existem prós e contras em cada um destes modelos. Prós em pagar um valor financeiro é criar um sentimento de obrigação na entrega, afinal ele está recebendo pelo serviço assim como outro funcionário, contras é que em determinada situação pode se correr o risco de vínculo empregatício. Participação de resultados é positivo pois o conselheiro vai pensar na empresa alcançar a maior margem, mas assim pode tomar decisões pensando só no financeiro e não no todo para o bem da empresa. Não há modelo ideal, é preciso entender os interesses de cada conselheiro.

Mas um erro muito comum é de o empreendedor ceder equity pelos serviços de aconselhamento. Participação societária sempre deve ser adquirida, pode este conselheiro ao final de um período ter o direito de receber um valor financeiro e resolver converter em participação. Neste caso é uma compra e não doação (direito de ganhar participação).

 

Formalização

Tudo no papel! Geralmente por falta de disposição e a “correria” do dia a dia é muito mais fácil deixar acordado “na confiança”. Tudo vai bem enquanto o negócio vai mal, mas quando o dinheiro aparece, muito provavelmente alguém vai querer separar o seu e o diz que me disse aparece. Pode parecer burocrático, mas é importante formalizar periodicidade, pauta, convocação e dinâmica das reuniões, regimento interno ou manual do conselho consultivo. A proteção do empreendedor pode incluir contratos de confidencialidade e até de não-concorrência, para conselheiros remunerados. 

A proteção do conselheiro pode incluir carta-compromisso e a vigência pode considerar todo o período em que o conselheiro fizer parte do conselho consultivo, mais 24 meses após sua saída. A fim de minimizar estes riscos, é melhor que a relação seja informal e com caráter exclusivamente consultivo, porém com documentos que regulamentem a relação e registrem cada reunião.

 

Dicas Finais

O Conselho Consultivo é um órgão vivo. Suas definições, formatos, composições, objetivos, deverão ser sempre revisitadas. É recomendável que todo o conselho seja revisto pelo menos a cada dois anos, com a possibilidade de haver renovação do quadro. Também interessante analisar as contribuições de cada conselheiro no final de cada exercício, tomando uma decisão consciente com relação à renovação ou não do mandato. É responsabilidade de todos os conselheiros e founders criar um ambiente confortável, leve e respeitoso. Principalmente o CEO aos conduzir a reunião deve ter em mente que quanto mais natural e leve for a reunião, mais à vontade todos ficarão e mais eficaz e eficiente ela será. Portanto, além de se preocupar com o ambiente físico ou virtual, garanta alguma descontração (comedida), determine o tempo de discussão para cada assunto e evite que haja fuga da pauta retomando a liderança de forma sutil.

Um Conselho Consultivo para startups deve ter no mínimo dois e não mais do que cinco conselheiros. Quando partir para um Conselho de Administração, poderão ser adicionados mais conselheiros conforme necessidade ou oportunidade. Apenas um conselheiro a startup pode ficar muito refém de apenas uma opinião. Muitos conselheiros podem gerar muita discussão e nada de consenso, então um conselho equilibrado em número de participantes também é muito importante.

Ata, por favor! Anote as principais decisões, alinhar e repassar a todos o que foi tratado em reunião é fundamental. Pode ser uma simples memória de reunião. Não importa tanto o meio, o importante é que alguém seja responsável por tomar nota e compartilhar o que foi tratado em cada encontro.

E o principal responsável por fazer tudo isto funcionar em harmonia, promovendo uma boa reunião, produtiva, alinhando interesse de todos os envolvidos. Assim deve ser um CEO, Centrado, Equilibrista, mas principalmente Orquestrador.

 

Guilherme Kudiess, Diretor de Operações da VENTIUR Aceleradora

 

Digifarmz atua na redução de custos e perdas na produção de soja

Startup está entre as selecionadas para novo ciclo de aceleração da VENTIUR 

Levar eficiência no processo de produção de soja, reduzindo custos e perdas causados por doenças na lavoura. Esse é o objetivo da DigiFarmz, startup que já tem mais de 400 clientes no Brasil e Paraguai, e está entre as cinco selecionadas para turma 11 da VENTIUR, cujo ciclo de aceleração iniciou em dezembro passado e se estende até julho deste ano. Durante o processo de aceleração, os empreendedores terão acompanhamento da aceleradora e de seus mentores.

 

Sobre a Digifarmz

O CEO da DigiFarmz, Alexandre Chequim, comentou que a plataforma analisa diversas variáveis do processo de plantio da soja, como forma de auxiliar produtores, agrônomos e consultores no manejo fitossanitário das doenças relacionadas a essa cultura, em especial a ferrugem. Através de algorítimos matemáticos, a solução reúne dados de pesquisa, clima, solo, genética de cultivares, datas de semeadura, local e dezenas de outros parâmetros, com o objetivo de apresentar recomendações eficazes à tomada de decisão do produtor. “A partir da geração e análise dessas informações, entregamos recomendações personalizadas conforme as especificações de cada propriedade”, observa.

Conforme Chequim, a solução também indica quais fungicidas devem ser utilizados nesse processo, bem como a melhor data de pulverização das áreas de plantio. Também são emitidos alertas e notificações ao produtor. Todos esses dados impactam diretamente no aumento da produtividade das lavouras em que são utilizadas a plataforma. “Temos situações onde o produtor colhe de 13 a 18 sacas de soja a mais por hectare com o uso de nossa solução, gerando um aumento de lucratividade de R$ 1.1 milhão. São 147 vezes a mais do que o produtor pagou de licença para DigiFarmz”, enfatiza Chequim. 

 

Porque escolher essa solução

O CEO detalha quais são os diferenciais da empresa com relação a outros players do mercado. Comenta que a empresa entrega parâmetros e recomendações em tempo real aos seus clientes, baseados em pesquisas e crowdsourcing, os quais servem como base para a tomada de decisões técnicas. No total são 24 parâmetros bióticos e abióticos, sendo que a empresa projeta expansão para chegar a 38. Além disso, a empresa dispõe de algoritmos proprietários, modelados e validados a partir de 12 anos de pesquisa. Por fim, ele ressalta que a startup é hardwareless, ou seja, não depende de conectividade no campo. Porém, a solução permite que haja integração com os demais sistemas pré existentes na propriedade. 

A soja e seus derivados ocupam um importante lugar na cadeia produtiva nacional. Dados da Emater-RS indicam que a safra 2020/21 de soja, apenas no Rio Grande do Sul, terceiro maior produtor do grão no país, deve registrar crescimento de 69%, chegando a 18,95 milhões de toneladas. No País o número de hectares plantados com soja chega a 38 milhões

 

E como surgiu a DigiFarmz?

O CEO comentou que a empresa surgiu de um ‘desconforto’ que ele e os dois sócios compartilhavam que era criar uma solução para atender a necessidade de se produzir mais alimentos no mundo e de maneira mais sustentável, com menos impacto ambiental e uso reduzido de energia. “Imaginando que hoje pelo potencial produtivo que temos da genética, ainda temos uma produção média em diversas culturas agrícolas, muito abaixo do potencial”, observa. 

A partir da análise desse setor, Chequim e os sócios Bruno Weiblen e Ricardo Balardin, criaram a empresa em 2016. Chequim e Balardin são formados em Agronomia, enquanto que Weiblen é oriundo do marketing, mas todos possuem ampla experiência na área de negócios. “Todos nós já tínhamos alguma bagagem. Eu sou empreendedor desde que nasci. Comecei como vendedor ambulante, tive nove empresas, estudei agronomia e fiz pós graduação na área de negócios e marketing”, revela.

Porém foi quando trabalhou na área de tecnologia que Chequim teve a ideia de criar uma solução com foco no agronegócio – segmento que somente no ano passado registrou crescimento no PIB de 6,75%, conforme dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Ele se juntou aos dois sócios e deu início à empresa, que no ano seguinte já começou a rodar seu primeiro modelo de solução em cloud computing. Em 2017 a DigiFarmz teve seu Produto Mínimo Viável – MVP

“No começo tínhamos duas empresas que utilizaram nossa solução e alguns poucos produtores. Vimos que fazia muito e seguimos aprimorando a plataforma”, recorda Chequim. O avanço mesmo veio no ano seguinte, com a preparação para a safra de soja 2018/2019, onde a DigiFarmz buscou investidores que aportaram recursos financeiros no negócio e oportunizaram o crescimento. O ano de 2019 foi de ‘profissionalização’ da empresa, onde os times de marketing e vendas foram estruturados, como forma de prospectar novos negócios. 

 

Os principais desafios para a expansão

Entre os principais desafios apontados por Chequim está a adesão, por parte de produtores e técnicos, das soluções digitais. “Na verdade, o acesso ao produtor é um desafio para qualquer startup do agro, pois essas pessoas (produtores) estão no interior e nem sempre tem acesso frequente ao digital”, pontuou.

Segundo o CEO, o objetivo da DigiFarmz é se consolidar como plataforma de entregas práticas, fornecendo informações sobre produtos que sejam mais assertivos para a lavoura. A intenção da empresa, com o uso da inteligência artificial, é levar a esse público informações orientadas a dados. “A partir dessa entrega de informações, poderemos ser mais relevantes, e gerar um impacto ainda maior em todos os sentidos”, ressaltou. 

A ferrugem da soja é a maior preocupação dos sojicultores brasileiros, demandando mais de 80% dos recursos em fungicidas. Nos últimos 20 anos, desde que foi identificada no sul do Paraná, já resultou em prejuízos na cultura da soja na ordem de R$ 150 bilhões.

 

Startup projeta novos negócios para 2021

A Digifarmz já atua no Brasil e no Paraguai, e está em processo de internacionalização. Apenas em solo brasileiro, já está presente em propriedades rurais de pequeno, médio e grande porte, de 10 estados. Para atingir a meta de expansão, a plataforma, que nasceu com foco no controle de doenças, está ampliando seu campo de atuação, passando a atuar também em fitosanidade e nutrição das plantas. 

“Além da questão da progressão de doenças, o potencial produtivo está entre os nossos objetivos. Para este ano passamos a atuar também nas culturas de milho, cereais de inverno e algodão”, argumentou Chequim. Essa ampliação de escopo deve permitir à empresa sua consolidação enquanto plataforma eficiente para produtores e técnicos. Atualmente, 70% dos clientes da DigiFarmz são produtores, enquanto que os outros 30% são consultores técnicos. “Quando o cliente teste nossa solução, conseguimos fidelizá-lo, pois ele enxerga as vantagens que irá gerar para o seu negócio”, finalizou.  Atualmente a empresa está sediada em Porto Alegre/RS. Para saber mais sobre a DigiFarmz acesse o site ou nas redes sociais pelo @digifarmz

 

Além da DigiFarmz, outras três startups serão aceleradas pelas VENTIUR por meio de recursos do programa do MCTI no ciclo da turma 11. Interessados em saber mais sobre este e outros programas de aceleração e investimento da VENTIUR, podem entrar em contato pelo email queroinvestir@ventiur.net.

Venture capital: entenda como funciona o capital de risco na prática

Investir em startups pode não ser uma tarefa fácil. Quando o investidor pensa em financiar uma empresa tão jovem, ainda não há informações suficientes para saber se a startup em que está investindo terá sucesso. Por isso, o venture capital é considerado de alto risco. 

Entre as suas atividades estão buscar, encontrar, analisar, investir e ajudar as startups nas quais investe a crescer. Mas o que é esse tipo de investimento? É sobre isso que iremos falar agora.

O que é venture capital

Venture capital, também chamado de capital de risco, é um tipo de investimento em empresas de pequeno e médio porte que contam com grande potencial de crescimento. No entanto, são negócios novos e ainda possuem um baixo faturamento.

O venture capital tem como objetivo, além do investimento financeiro, a participação do investidor na gestão da empresa, contribuindo no desenvolvimento e também influenciando diretamente no andamento e na administração do negócio. Isso contribui na criação de valor para a futura venda de participação acionária na empresa.

Ou seja, é uma operação onde é fornecido um aporte ao negócio, em troca de um percentual dessa empresa.

Hoje, esse tipo de aporte é mais comum em startups com modelo de negócio escalável. Assim, ocorrem rodadas de investimentos — denominadas Seed, Series A, Series B, Series C, e assim por diante — de acordo com a maturidade da empresa, em valor crescente. 

A modalidade se diferencia de investidores anjo, que investem no estágio inicial, e de investimentos de private equity, que buscam empresas maiores e com maior faturamento, por exemplo.

No entanto, o venture capital é uma das principais formas de financiamento para startups em fase inicial, aquelas que estão em fase de crescimento e que já utilizaram outras fontes de financiamento. Como dissemos antes, os fundos de venture capital investem uma determinada quantia em startups em troca de uma porcentagem delas.

O objetivo geralmente é comprar empresas por um preço baixo, depois de aumentar seu valor e vendê-las a um preço muito mais alto.

 

Como funciona o venture capital

O aporte de capital pode acontecer de várias formas, como por meio da aquisição de ações ou de direitos de participação. Mas trata-se de algo um pouco além de um simples financiamento, uma vez que o investidor detém uma parte do negócio e também começa a participar da gestão.

É possível também que o venture capital ocorra através de  fundos de investimentos feitos exclusivamente para esse objetivo. Mas você pode estar se perguntando, quem oferece todos esses fundos? Os investidores, sejam eles privados ou institucionais, são os responsáveis ​​por isso. Eles injetam recursos para a empresa de venture capital, visando obter uma alta rentabilidade, entre outros tipos de benefícios que uma startup pode gerar.

No país, esses fundos são regulamentados pela Comissão de Valores Mobiliários – CVM, e constituídos como Fundos de Investimento em Participações (FIP) ou Fundos Mútuos de Investimento em Empresas Emergentes (FMIEE). 

Assim, eles investem em startups que consolidaram seu modelo de receita e, a partir do aporte, viram sócios da empresa.

Este modelo de negócio consiste em fazer um investimento com limite de capital em várias startups para diversificar qualquer risco existente, fazendo de tudo isso uma forma de alcançar o sucesso, oferecendo uma rentabilidade interessante através de suas vendas.

Os fundos podem ter diferentes tamanhos ou abordagens, dependendo do estágio em que estão investindo. 

Mercado de venture capital no Brasil

No Brasil, o mercado de venture capital se mostra em expansão. Para se ter uma ideia, mais da metade dos investimentos em venture capital da América latina acontecem no país, com cerca de 56%.

Outro dado interessante, é que o cenário nacional contou com a movimentação de mais de US$ 2,7 bilhões em venture capital em 2019, principalmente de investimentos em novos negócios. O valor investido nas startups  ao longo daquele ano foi 80% superior ao US$ 1,5 bilhão de 2018. Já em relação a 2017, o crescimento foi de 198%. 

Ou seja, no país, o mercado de venture capital passa por uma rápida evolução, o que se consolidou em 2020. Só em outubro, esse mercado movimentou US$ 221 milhões, com 49 aportes feitos em startups. O valor é mais que o triplo do registrado no mesmo período em 2019. 

Nos dez primeiros meses de 2020, as startups brasileiras obtiveram ao todo US$ 2,49 bilhões, entre 338 rodadas de investimento, o que representa 3% a mais do que o acumulado em igual período de 2019.

As fintechs, voltadas a soluções financeiras, foram as startups que mais atraíram investimentos. Nelas, foi aportado mais de US$ 1 bilhão em 70 rodadas. Na sequência, vêm as startups focadas em varejo, com US$ 274 mil  em 32 aportes.

 

Diferença entre private equity e venture capital

Diferentes tipos de capital de risco podem ser distinguidos dependendo do estágio de desenvolvimento em que a empresa financiada se encontra. Embora seja comum que todas estas modalidades se enquadrem no conceito genérico de venture capital, há uma distinção entre venture capital e private equity.

Quando falamos sobre o venture capital, nos referimos a um modelo de investimento que consiste no aporte de recursos a uma empresa que se encontra nos estágios iniciais de seu desenvolvimento, onde ainda há muitas incertezas quanto ao andamento futuro do negócio. 

No caso, o venture capital pode fazer aportes sobre negócios antes deles nascerem, ou ainda sobre empresas já constituídas.

Já o private equity refere-se ao investimento em empresas consolidadas ou em fase de crescimento, nas quais já exista um histórico de negócios e onde o risco é menor. Nesse caso, é dividido em:

 

  • Capital de expansão, onde as empresas em fase de crescimento são financiadas com objetivos como o lançamento de um novo produto ou o crescimento numa nova área geográfica.
  • Compra alavancada (Leverage Buyout), em que uma parte da compra é financiada por recursos externos aportados por uma entidade financeira distinta do capital de risco e outra pelo dinheiro aportado por investidores. Os recursos externos são segurados com base nos ativos da empresa e na previsão de seus fluxos de caixa.
  • Substituição, quando a entidade investidora entra na sociedade para substituir um anterior acionista que pretende se desligar
  • Reorientação (Turnaround), onde se financia a mudança de orientação de uma empresa que se encontra em dificuldades.

Como investir em venture capital

Investir em venture capital é uma operação que pode ser realizada por companhias de participações, por gestores e, como vimos antes, através de Fundos de Investimento em Participações (FIPs), que são fundos estruturados para este objetivo. Também é possível investir por investidores individuais que disponham de capital e know how em investimentos.

Vale ressaltar que os Fundos de Investimentos em Participações funcionam de maneira semelhante a um condomínio. Porém, nesse condomínio, o investidor não consegue um resgate de suas cotas a qualquer momento, a não ser vendendo sua participação para outro investidor por meio da bolsa de valores ou para o próprio fundo. Dessa forma, o investimento nos FIPs é permitido apenas para investidores institucionais e investidores qualificados, ou seja, aqueles que possuem mais de R$ 1 milhão em investimentos.

Para investir em venture capital, é essencial que o investidor tenha uma visão ampla, sendo capaz de compreender as características do setor junto às variações macroeconômicas. Ele também precisa estimar o crescimento, entender as necessidades do mercado consumidor e, ainda, saber reconhecer empresas de alto potencial, que atualmente no Brasil, são negócios voltados a área da tecnologia e inovação.

A participação do investidor na administração do negócio pode variar muito segundo o perfil da organização alvo, sendo o segmento de atuação, o tamanho da empresa e o seu estágio de desenvolvimento aspectos de fundamental importância.

Aqueles investidores que se interessam por esse segmento, devem saber que os Fundos de Investimento em Participações podem ser regulamentados ou não. Quando são regimentados, é a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) responsável tanto pela regulamentação e também pela fiscalização desses fundos, bem como dos seus administradores. Sendo assim, a parte legal do investimento também é de suma importância para seu sucesso.

Pensando em investir no mercado da inovação? Fale com a gente, estamos te esperando!

12 livros de startups para você virar um especialista no assunto

 

Seja você um iniciante no mundo dos negócios, ou um empreendedor com uma longa jornada, os livros sobre startups funcionam como um recurso para adquirir conhecimento e motivação.

Se você se sente um pouco perdido no assunto, ou tem alguma curiosidade sobre a trajetória de grandes nomes do mundo da inovação, os livros sobre startups podem servir como uma fonte de ideias, conselhos, estratégias e inspiração para todo tipo de empreendedor.

São tantas opções para uma leitura de qualidade, que podem deixar o leitor indeciso na hora da escolha. E é por isso que estamos aqui! Este texto inclui alguns dos melhores livros sobre startups para ajudá-lo a entender este ecossistema.  Neles, é possível encontrar estratégias, ferramentas de faturamento e dicas para colocar seus projetos no caminho do sucesso. 

São obras que envolvem conceitos sobre liderança, inovação e empreendedorismo, e que serão de grande ajuda para você. Boa leitura!

Por que ler livros de startups?

Nas rotinas de todo mundo, ter tempo para ler, às vezes, é um luxo. Por diversos motivos, arranjar um momento para a literatura, mesmo mais específica, como o caso dos livros sobre startups, é um período em que estaremos abrindo mão de outras tarefas. No entanto, vale o sacrifício. Aqui, a palavra de ordem é “aprendizado”.

Os conceitos encontrados nesse tipo de leitura permanecem, e se constroem numa obra sobre a outra. E quando o empreendedor precisar, tais conhecimentos estarão lá, em alguma parte da memória, e voltarão à tona na hora certa.

Mesmo que alguns títulos sejam muito longos, e outros que poderiam ser resumidos apenas em um artigo, o livro ainda é a melhor maneira de aprofundar um tópico. O ritmo acelerado de mudança é uma constante no mundo da inovação. Isso faz das startups um desafio. Em um negócio consolidado, há um ou mais especialistas para cada função. Mas quando falamos de startup, as funções mudam porque as equipes se reinventam continuamente. Ou fazem isso ou fracassam.

 

Livros sobre startups para ler o quanto antes

A Startup Enxuta

Eric Ries, 288 páginas

Diferente da ideia romântica do empreendedor que começa um negócio em sua garagem e então chega num sucesso global, uma startup é uma instituição humana projetada para criar um novo produto ou serviço em condições de extrema incerteza. E é por isso que uma startup não pode ser administrada com os mesmos métodos e padrões que as empresas consolidadas utilizam. 

O livro “A Startup Enxuta” é um conjunto de práticas destinadas a ajudar os empreendedores a aumentar as chances de criar uma startup de sucesso. Não é uma fórmula matemática infalível, mas uma filosofia empresarial inovadora que ajuda os empreendedores a escapar das armadilhas do pensamento empresarial tradicional.

 

Startup: Manual do Empreendedor

Bob Dorf e Steve Blank, 572 páginas 

“O Manual do Empreendedor” é um livro essencial em termos de inovação e, acima de tudo, empreendedorismo. Ele descreve, em detalhes, o chamado processo de Desenvolvimento do Cliente que é um método para encaminhar uma startup, desde a sua concepção inicial até que se torne uma empresa madura e de sucesso.

A leitura deste manual, talvez o melhor publicado até agora e que se tornou referência obrigatória entre empresários de todo o mundo, não deve ser feito de uma só vez. Deve ser considerado como um suporte a que recorrer em qualquer momento de hesitação, para que acompanhe o empreendedor ao longo do processo de desenvolvimento, consolidação e expansão do seu negócio.

 

Running Lean

Ash Maurya, 207 páginas

O livro “Running Lean” envolve a construção de produtos de sucesso. A obra é baseada em experimentos de aprendizado no desenvolvimento de produtos, baseando-se em três metodologias: Lean Startup, Desenvolvimento de Consumidores e Bootstrapping.

Pode parecer que a obra está focada apenas naqueles empreendedores que desejam iniciar uma startup. Mas é muito provável que seus leitores sejam quaisquer pessoas, uma vez que o título ensina aspectos muito importantes para quem está pensando em abrir um negócio.

 

A Estratégia do Oceano Azul

Chan Kim e Renée Mauborgne, 288 páginas 

Um verdadeiro sucesso, o livro A Estratégia do Oceano Azul utiliza a metáfora de águas calmas e límpidas, cujas características apresentam grandes vantagens e possibilidades para os marinheiros, ao contrário de um mar turbulento ‘vermelho’, simbolizando o perigo de sobrevivência.

No entanto, os autores não direcionaram seu trabalho para os fãs de esportes náuticos. A obra é voltada à gerentes de empresas. Um dos eixos do trabalho é o da inovação como pilar fundamental da gestão empresarial. O oceano azul simboliza a possibilidade de navegar em novos mercados de negócios, quase sozinho, de descobrir outras oportunidades, em vez de continuar a “navegar” por águas repletas de competição destrutiva, tubarões e superfícies amplamente exploradas.

 

O Gestor Eficaz

Peter F. Drucker, 228 páginas

O Gestor Eficaz argumenta que a base da gestão eficaz nas organizações é a autogestão. O livro ressalta que a eficácia é uma habilidade que pode ser aprendida. Pois ela é a soma de um conjunto de práticas que ajudam a desenvolver e alcançar aspectos realmente importantes. Outra questão interessante que a obra aborda é o tempo: um recurso limitado e insubstituível.

Para o autor, o trabalho do gestor afeta a capacidade da empresa de obter resultados por meio do desenvolvimento de uma série de atividades corretas. A eficácia, portanto, depende da capacidade de fazer bem as coisas certas.

 

Receita Previsível 

Aaron Ross e Marylou Tyler, 240 páginas

A partir de cases reais, o livro Receita Previsível mostra como colocar em prática o processo de vendas externas, o que levou empresas como a Salesforce.com a aumentar sua renda em mais de 300%.

Todo negócio precisa vender, é o que gera lucros e mantém a organização funcionando. No entanto, a maioria deles permanece refém do acaso, sobrevivendo com base em resultados insuficientes e imprevisíveis. Assim, a obra é recomendada para vendedores, CEOs e startups que buscam expandir seus negócios, atrair clientes em potencial e ter renda previsível.

 

Sprint – O Método Usado no Google Para Testar e Aplicar Novas Ideias em Apenas Cinco Dias

Jake Knapp, John Zeratsky, Braden Kowitz, 320 páginas

Empreendedores e gestores enfrentam dilemas importantes todos os dias: O que priorizar? Por onde começar? Quantas reuniões são necessárias para encontrar a solução mais adequada?

Este é um livro para qualquer pessoa com uma oportunidade, ideia ou problema que precise de uma resposta rápida.. A obra é um método único de 5 dias para resolver problemas difíceis de negócios e colocar um projeto viável em execução rapidamente. É muito útil para todos os tipos de equipes, desde pequenas startups a grandes empresas multinacionais, de equipes de professores a empresas sem fins lucrativos.

 

Tração

Gabriel Weinberg e  Justin Mares, 256 páginas

Geralmente, os conselhos dados às startups tendem a conter generalidades repletas de palavras-chave e isso torna mais fácil nos perdermos em um oceano sem fim de dicas. Em “Tração”, os autores compartilham suas experiências práticas sobre como realmente desenvolver um negócio. 

Para fazer crescer uma startup, mais importante do que o produto em si é saber como chegar aos clientes. A distribuição é tudo e este é o assunto abordado no livro. A obra envolve vários canais de aquisição de clientes e ajuda a escolher os melhores para o seu negócio.

 

10 Mil Startups

Felipe Matos, 200 páginas

O livro é um guia prático para elaboração e desenvolvimento de uma startup. Ela abrange desde a fase inicial, momentos de crescimento acelerado, até a captação de investimentos em capital de risco.

Assim, o autor traz cases de diversas startups brasileiras, e aborda tópicos como equipes, aceleração e atração de investimentos. O título conta com ferramentas e dicas para as empresas de inovação em cada etapa de sua jornada.

 

O Dilema da Inovação

Clayton M. Christensen, 320 páginas

O professor de Harvard Clayton M. Christensen descreve o grande paradoxo do mercado: grandes empresas que, apesar de irem bem, acabam falindo. O motivo? Adaptação às novas tecnologias. 

A partir de exemplos de êxito e fracasso de grandes negócios, o livro aborda princípios para capitalizar o fenômeno da inovação. Tais diretrizes têm como objetivo determinar quando é certo não ouvir os clientes, quando investir em produtos com baixo desempenho, quando buscar outros mercados, etc.

 

De Zero A Um 

Peter Thiel, 216 páginas

Referência entre os investidores em startups, o livro “De Zero a Um” é um exercício prático que nos aproxima de novas ideias sobre como criar um futuro empresarial. A obra representa uma nova forma de pensar o negócio por trás da lógica do start-up.

Para Peter Thiel, o autor, é fundamental que uma startup nasça pequena e se dirija a um pequeno grupo de pessoas para que, depois de conseguir se diferenciar e ganhar o monopólio em seu pequeno setor, tenha como foco o dimensionamento. São valiosas lições de Thiel, uma figura respeitada do Vale do Silício, que fazem desse livro totalmente aconselhável para compreender melhor o ecossistema das startups.

 

Elon Musk

Ashlee Vance, 320 páginas

A biografia de Elon Musk é uma obra interessante para aqueles interessados ​​em tecnologia, engenharia e formas alternativas de energia, ao mesmo tempo que é indispensável para empreendedores.

O trabalho traz o histórico de cada uma de suas invenções que acabaram se tornando as grandes empresas como as conhecemos hoje. O livro traz um olhar sobre um homem que é uma combinação de Thomas Edison, Henry Ford, Howard Hughes e Steve Jobs. Elon Musk é o empresário por trás da Tesla Motors, SpaceX e SolarCity. A obra relata a história de um profissional que revolucionou a indústria americana e quebrou todos os limites da inovação.

 

Vá além dos livros de startups e comece a investir com VENTIUR

A VENTIUR tem como objetivo apoiar e assessorar projetos de startups. É a primeira aceleradora de startups do Rio Grande do Sul, iniciando suas operações em 2013, e desde 2014, é uma das aceleradoras qualificadas pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC) no Programa Startup Brasil.

De lá pra cá, já captou e avaliou mais de 2.000 startups, pré-acelerou 166 projetos na etapa de Warmup e acelerou mais de 50 startups. Entre os casos de sucesso está a venda da startup Devorando para o iFood.

A VENTIUR atua com startups de diversos segmentos como o Agronegócio, Sistema Financeiro, Saúde, Varejo,  Indústria, entre outras. São modelos de negócios que se baseiam em tecnologias de ponta como Inteligência Artificial, IOT, Big Data, Blockchain e Visão Computacional, entre outras.

Por isso, quando você decide investir com a VENTIUR, estará realizando um negócio assertivo. O criterioso processo de seleção e avaliação que a aceleradora realiza com as startups, que envolve uma curadoria, acompanhamento e análise da capacidade de entrega, permite um investimento de baixo risco sobre negócios que propõem soluções reais ao mercado.

O trabalho da VENTIUR é assim, uma atuação que conecta startups e organizações, entendendo os atuais cenários de médias e grandes empresas e permitindo que o investidor possa fazer parte da capacidade empreendedora de cada negócio.

Quer saber mais sobre como investir em uma startup? Fale com a gente, estamos te esperando!

Startup unicórnio: o que é isso que toda startup quer ser?

Startup Unicórnio, o que será isso? Será que há relação com aquele animal semelhante a um cavalo, que segundo a mitologia contava com um cifre e era muito raro de ser encontrado? Bem, no mundo dos negócios, quando falamos de uma startup unicórnio, nos referimos a uma outra mitologia, ainda rara, mas que é a do sucesso.

A verdade é que o ecossistema das startups não para de crescer, evoluir e criar novos conceitos. Se você ainda não ouviu falar dos “unicórnios”, continue lendo e descubra mais sobre esse conceito de negócio moderno e lucrativo. Conheça sua definição, origens, características e como investir em uma startup. Boa leitura!

O que é startup unicórnio?

Uma startup unicórnio é aquela empresa que alcançou uma avaliação de mercado maior do que US$ 1 bilhão mesmo antes de abrir o seu capital na bolsa de valores, ou seja, o IPO (Initial Public Offering).. E sua principal característica é a inovação no segmento em que atua.

Esse tipo de empresa baseia-se em um novo modelo de negócios, com significativa participação de mercado, o que permite que a startup unicórnio se torne uma grande potência internacional, sem que sua estrutura esteja ainda totalmente consolidada.

De acordo com a empresa de pesquisas americana CB Insights, há 531 unicórnios no mundo atualmente. Desses, 147 surgiram entre janeiro de 2020 e fevereiro de 2021. Durante esse período, três novos unicórnios nasceram em território brasileiro.

Origem do nome unicórnio para startups

Em novembro de 2013, Aileen Lee, fundadora da Cowboy Ventures, foi a primeira pessoa a usar o termo. Ela se referia a uma empresa de tecnologia que atinge o valor de um bilhão de dólares em algumas etapas do seu processo de captação. 

De acordo com Aileen, esses “unicórnios” costumavam ser um mito ou uma fantasia. No entanto hoje, essa mitologia já faz parte do cenário econômico mundial.

Unicórnios brasileiros

A realidade desse modelo de negócio no Brasil vem crescendo. Segundo a Associação Brasileira de Startups (ABStartups), no país existem 13.182 startups, divididas entre 77 comunidades. Um aumento percentual de 31% se comparado a 2018, quando eram 10 mil empresas. Desse montante, até  Jan/2021 dezesseis startups brasileiras se tornaram bilionárias, veja quais são:

99

A 99 é um aplicativo de mobilidade criado em São Paulo em 2012. Tornou um unicórnio em janeiro de 2018, quando foi comprada por US$ 1 bilhão pelo grupo chinês Didi Chuxing. O pagamento total foi de US$ 600 milhões, pois a empresa chinesa já contava com participações na startup antes de comprá-la.

PagSeguro

Do grupo UOL, a PagSeguro é uma empresa de meios de pagamento. Se transformou em um unicórnio em janeiro de 2018, quando abriu seu capital na bolsa de valores de Nova York. Para se ter uma ideia do tamanho do negócio, no fim do primeiro dia de mercado, a PagSeguro estava avaliada em US$ 9,2 bilhões. Atualmente vale US$ 15,44 bilhões.

Nubank

Considerada um “decacórnio”, que é uma startup que vale mais de US$ 10 bilhões, funciona na prática como um banco, mas é uma instituição virtual de pagamentos.A Nubank passou da marca de US$ 1 bilhão em março de 2018, depois de receber investimentos de fundos da China e da Rússia. Transformou-se no primeiro decacórnio brasileiro em julho de 2019.

Stone

Também atua no ramo das maquininhas de cartão e abriu espaço em um setor controlado pelas empresas a Rede e Cielo. Em 2018, quando abriu seu capital na bolsa de valores de Nova York, tornou-se um unicórnio.

Arco Educação

A Arco oferece um sistema educacional presente em 1.400 escolas pelo Brasil, trazendo diversos elementos de ensino a distância, como videoaulas e livros digitais.Começou a expandir em 2014, com a chegada do fundo americano General Atlantic, que detém um quinto da empresa. Na bolsa eletrônica Nasdaq, a Arco captou R$780 milhões, vendendo 25% de suas ações.

iFood

O iFood, aplicativo de delivery, recebeu um aporte de US$ 500 milhões dos fundos Naspers e Innova Capital. A startup tornou-se um unicórnio e a Movile, sua dona, foi no mesmo embalo tornou-se outro. Uma curiosidade é que a Movile, também investe em startups como Sympla e a Playkids.

Loggi

A Loggi é uma empresa de entregas que contou com um aporte de US$ 150 milhões do grupo japonês Softbank. O montante fez com que a startup chegasse ao nível bilionário em junho de 2019.

Gympass

 A Gympass oferece um plano de assinatura em academias, e hoje atua em 14 países. Tudo começou uma semana depois da Loggi, com mais um aporte do SoftBank e do General Atlantic, um fundo americano. O valor investido foi de US$ 300 milhões, transformando o negócio em um unicórnio em junho de 2019.

QuintoAndar

O QuintoAndar atua atendendo o setor de aluguéis de imóveis, prometendo um serviço sem burocracia, fiador ou caução. Presente em 25 cidades brasileiras e fecha 4,5 mil contratos por mês. Em setembro de 2019, a empresa recebeu US$ 250 milhões do SoftBank e do fundo americano Dragoneer.

Ebanx

A Ebanx permite que empresas estrangeiras como Spotify, Airbnb e Aliexpress vendam produtos e serviços no Brasil, cobrando em moeda local. Criada em 2012, tornou-se um unicórnio em outubro de 2019, quando recebeu um aporte do fundo de private equity FTV, do Vale do Silício.

Wildlife

 A startup produz jogos eletrônicos gratuitos para smartphones. Em dezembro de 2019 ganhou o selo de unicórnio após o aporte de U$$ 1,3 bilhão do fundo americano Benchmark Capital. Hoje a Wildlife tem escritórios em quatro países, e seus jogos estão entre os mais baixados para os sistemas Android e IOS.

Loft

No ramo de compra e venda de imóveis, a Loft tornou-se um unicórnio com apenas 16 meses de operação. Graças a um investimento feito por fundos estrangeiros.

VTEX

Oferece uma plataforma de e-commerce onde qualquer empresa pode construir sua loja virtual. O negócio contou com uma expansão de 43% nos últimos 5 anos e um faturamento de R$180 milhões. Em setembro de 2020, recebeu um aporte de US$ 225 milhões, atingindo o valor de mercado de US$ 1,7 bilhão.

C6 Bank

O C6 Bank é uma fintech que oferece conta digital sem a cobrança de taxas, com abertura via aplicativo. Em dezembro de 2020, o negócio tornou-se unicórnio com valor de mercado avaliado em US$ 2,1 bilhões.

Creditas

Startup de serviços financeiros, fornece crédito com garantia imobiliária e automotiva e taxas reduzidas. Em dezembro de 2020, recebeu aporte de US$ 255 milhões na rodada liderada pelo LGT Lightstone e acompanhada pelo Softbank e Kaszek Ventures, sendo avaliada em US$ 1,75 bilhão.

MadeiraMadeira

E-commerce de móveis e decoração, já recebeu investimento da Monashees, Kaszek Ventures, E.bricks Ventures e FlybridgeCapital Partners. Em janeiro de 2021, a startup anunciou um aporte de US$ 190 milhões liderado por SoftBank e Dynamo, o que deixou a empresa avaliada em mais de US$ 1 bilhão.

 

Startups brasileiras que podem virar unicórnios 

Ainda no cenário nacional, há algumas startups para ficar de olho. Aspirantes a tornarem-se unicórnio, a lista envolve negócios  como as fintechs, empresas de e-commerce, área da saúde, marketing  e transporte. Confira a relação:

Buser

Oferece serviços de compras de passagens de ônibus para viagens intermunicipais. O aporte de R$ 300 milhões, liderado pelo Softbank, pode transformar a startup em um unicórnio.

Cargo X

A startup promove viagens mais eficientes conectando empresas e caminhoneiros. A transportadora, que tem entre seus investidores a Goldman Sachs e Valor, planeja um crescimento de 20% no ano investindo em marketplace e serviços financeiros.

Conta Azul

Realizando serviços de gestão financeira na nuvem para empresas de pequeno e médio porte, a startup recebe investimentos desde sua fundação, em 2008,  do Ribbit Capital, Monashees, Valar Ventures e Tiger Global Management.

Dr. Consulta

Realiza atendimentos médicos e exames a preços populares. Entre seus acionistas estão  Jorge Paulo Lemann e Nizan Guanaes. Possui um grande mercado, pois apenas 25% da população conta com planos de saúde.

Neon

Fintech brasileira que oferece abertura e movimentação de contas-correntes digitais, emissão de cartões de créditos e investimento em plataforma digital. Contou com R$ 400 milhões do fundo General Atlantics e do Banco Votorantim. Seu ritmo acelerado de crescimento é um indicativo de que logo poderá atingir a cifra dos bilhões. 

Olist

Atuando com e-commerce e marketplace, tem como plano passar de 7 mil para 100 mil lojistas nos próximos dois anos. SoftBank, Redpoint eventures e Valor Capital Group já investiram no negócio.

Resultados Digitais

Propõe soluções em marketing digital para pequenas e médias empresas atraírem e fidelizarem clientes. Teve aporte de R$ 200 milhões do fundo norte-americano Riverwood Capital, e atrai atenção de muitos investidores pelo potencial de mercado..

Como investir em uma startup?

Investir em uma startup é como qualquer outro tipo de investimento. Ou seja, é preciso analisar quanto investir, qual o retorno esperado e qual o risco que isso implica. Assim, a possibilidade de fazer parte do próximo ‘hype’ tecnológico não deve ser um palpite.

No entanto, não há como saber se a startup escolhida virará de fato um  unicórnio. Mas por razões óbvias, o investimento pode ser muito mais lucrativo quando o negócio ainda não está na casa dos bilhões. 

Por isso a Ventiur analisa os grandes talentos desse ecossistema de inovação e reúne aqueles mais promissores. Assim, um investidor que decide entrar para esse universo, contará com uma participação em cada um desses negócios, que dispõem de amplo suporte na gestão através da aceleradora.

A Ventiur tem como objetivo apoiar empreendedores diferenciados,  auxiliando-os a transformar suas ideias em negócios de crescimento exponencial. A aceleradora mobiliza uma qualificada rede de investidores, que aporta recursos financeiros e smart money, apoiando empreendedores com mentorias e conexões de negócios.

Por isso, ao decidir investir com a Ventiur, você conta com autonomia para valorizar seu investimento, além de riscos reduzidos a partir de um processo de governança, controles administrativos e suporte legal. 

Isso somado a um grande potencial de rentabilidade, uma vez que as startups passam por um minucioso processo de seleção, capacitação e acompanhamento constante até o desinvestimento.

Quer saber sobre oportunidades de investimento em startups? Fale com a gente, estamos te esperando!

Startup: o que é e como investir neste tipo de empresa

O termo Startup se tornou, no últimos anos, uma das palavras com maior relevância no mundo do empreendedorismo moderno. Mais que isso, inseriu-se como parte fundamental do vocabulário e, por que não, do dia a dia de quem pelo menos aspira entrar para o mundo da inovação.

Famosa por sua abordagem inovadora e tecnológica, a startup está ganhando espaço entre os modelos de negócios. É algo que virou muito comum, e possivelmente, nos ciclos sociais mais próximos de você haverá alguém que criou ou já atuou nesse tipo de empresa.

Mas você sabe o que é uma startup? Qual o seu conceito e características que definem essas empresas iniciantes? Já ouviu falar de seu funcionamento, ou conhece aquelas que são mais famosas? Sabe como é possível investir neste tipo de negócio?

Bem, se essas perguntas deixaram você curioso, este conteúdo foi pensado para sanar a sua curiosidade. Descubra, neste artigo, tudo sobre essas “jovens empresas” que abrem caminho, transformam e escrevem história no mundo da inovação.

O que é uma startup

Vamos começar entendendo o que é essa uma startup. O termo, hoje muito utilizado no mundo dos negócios, refere-se a novas empresas que possuem uma forte relação de trabalho com a tecnologia. São negócios com ideias inovadoras, que se destacam no mercado apoiadas nas novas tecnologias.

Assim, podemos dizer que uma startup é uma empresa recém-criada que comercializa produtos ou serviços normalmente com o uso intensivo de tecnologia de informação (TI), apresentando um modelo de negócio escalável que permite um crescimento rápido e sustentado ao longo do tempo. 

Pode até parecer muita coisa para um pequeno e novo negócio. No entanto, esta forte relação com a tecnologia permite dimensionar seus negócios de forma ágil, e com uma menor necessidade de capital do que as empresas tradicionais.

É possível entender sua relevância se pensarmos que se tratam de  empresas emergentes que desenvolvem ideias inovadoras, relacionadas com o mundo digital e tecnológico. Geralmente são compostas por 3 ou 4 sócios que desenvolvem a sua ideia de negócio com um investimento de capital mínimo, desde que valorizem numa primeira fase a sua formação tecnológica. 

Conceito de startup

“Uma startup é uma organização formada para buscar um modelo de negócios escalável, repetitivo e lucrativo.”

Em qualquer conceito, há diversas interpretações. No entanto, a definição acima é de Steve Blank. Bem, é possível que você esteja se perguntando quem é ele e porque optar logo por o seu conceito. Mas fique tranquilo que você já vai compreender.

Steve Blank é um empreendedor do Vale do Silício. Ele ficou famoso por ter participado da fundação de 8 Startups, sendo a última delas a E.piphany. Um fato no mínimo curioso sobre o empresário, é que ele “perdeu” uma quantia equivalente a US$35 milhões de dois investidores, mas devolveu cerca de US$ 1 bilhão para cada um deles pouco tempo depois.

Depois dessas aventuras pelo mundo empresarial, Steve Blank largou a vida de empresário e passou a lecionar empreendedorismo na Universidade da Califórnia, Berkeley, Universidade Stanford, Universidade de Columbia, Universidade de Nova York e Universidade da Califórnia em São Francisco. 

Além desse vasto currículo acadêmico, Steve foi listado como um dos 10 maiores influenciadores do Vale do Silício. Com suas experiências, ele criou a ideia Customer Development, um método para minimizar o desperdício durante a criação de produtos e serviços, aumentando a frequência de contato com clientes reais.

Dito isso, é possível entender o porquê de minuciosamente escolhermos a sua definição. Certo? Mas, além do conceito do professor Blank, também podemos entender da seguinte forma:

Uma startup é uma pequena empresa recém-criada, com alto potencial inovador e tecnológico, onde seu modelo é escalável e seu crescimento pode ser exponencial.

Em outras palavras, a diferença entre uma startup e os modelos mais tradicionais de negócios, é que a primeira busca um modelo de negócios atraente, enquanto as empresas já possuem esse modelo de negócios e se concentram em executá-lo com excelência. Esse detalhe faz toda diferença entre as necessidades das duas organizações.

Como funciona uma startup

A operação e a organização de uma startup, como se pode imaginar, é um pouco diferenciada das estruturas comerciais tradicionais. Para você entender um pouco mais sobre como funciona este modelo de negócios, reunimos algumas características de uma startup. 

  • Novas e emergentes – Uma startup é uma empresa jovem que está na fase inicial de seus processos de  desenvolvimento de produto, vendas e recrutamento.
  • Inovação – Surgir no mercado oferecendo um produto ou serviço inovador é provavelmente a principal característica de uma startup.
  • Soluções – Se o negócio não resolve um problema ou não atende alguma demanda em falta no mercado, não pode ser considerada uma startup.
  • Crescimento – Controverso, mas verdadeiro. O objetivo principal de uma startup é deixar de ser uma startup.
  • Modelo sustentável – Uma startup é formada por pessoas que buscam um modelo de negócios sustentável e lucrativo.
  • Escalável – A escalabilidade é uma das características fundamentais nessas empresas iniciantes. Sua capacidade de crescimento e lucros deve ultrapassar em muito sua estrutura de custos.
  • Dinamismo – Startups são dinâmicas e focam na experimentação por meio de testes contínuos e processos de aprendizagem. Para elas, suas ações e execuções contam tanto quanto suas ideias.
  • Desconhecida – Uma startup é uma empresa que ainda não alcançou o sucesso. Por exemplo, a Airbnb começou como uma startup, mas deixou de sê-lo quando se tornou uma empresa de sucesso mundial.
  • Independente – Uma startup é uma empresa independente. Se há vínculo com uma empresa maior, não é uma startup.

Maiores startups do Brasil

Segundo a Startup Base da Abstartups (atualizado em Fev/2020), o Brasil conta com 13.415 startups, distribuídas em 78 comunidades. Em 2020, este modelo de negócio no país captou R$ 18,1 bilhões, 17% maior quando comparado com o volume do ano anterior. 

Tecnologia e internet foi a categoria com maior destaque, sendo que 75% do total de negócios realizados são relativos a essa área. Mas também tiveram espaço as edutechs, agrotechs, health techs, fintechs, dentre outros setores.

Entre as maiores startups brasileiras, que conseguiram valorização de mercado superior a $1B apenas com aportes de Venture Capital e Private Equity, temos as seguintes startups: 99, Nubank, Movile, Gympass, Loggi, Quinto Andar, Ebanx, Wildlife, Loft, VTEX, Madeira Madeira e Creditas.

Vale destacar que muitas empresas nasceram como Startups e se tornaram gigantes, com ações listadas em bolsa. No cenário mundial temos a Apple, Google, Microsoft, Amazon, Facebook, Tesla e centenas de outras empresas. No cenário nacional temos Enjoei, Méliuz e Mosaico como cases de empresas que lançaram suas ações recentemente. 

Livros de startups

Algo que pode auxiliar na compreensão dessas novas empresas é a literatura. Por isso, sugerimos alguns livros de startups que retratam diversos aspectos desse ecossistema. São obras que trazem conhecimentos importantes, e que fazem parte do dia a dia de quem vive trabalhando com inovação.

  • The Lean Startup — Eric Ries – Trata da metodologia de gestão que permite a um negócio como uma startup ter mais chances de sucesso
  • 10 Mil Startups — Felipe Matos – explica como criar uma startup no Brasil, desde a fase de validação até o estágio de escala em alto nível. 
  • Zero to One — Peter Thiel – Instiga a pensar para inovar, descobrir valores ainda não percebidos pela maioria das pessoas e empreender.
  • The Startup Owner’s Manual — Steve Blank e Bob Dorf – Praticamente um guia, que traz maneiras de empreender e inovar em uma startup com base em cases de sucesso.
  • Sprint — Jake Knapp – Traz o método utilizado pelo Google para testar e aplicar novas ideias em apenas cinco dias.

Como investir em uma startup?

Para investir em uma startup é interessante saber que muitas delas são inicialmente apoiadas por incubadoras e aceleradoras como a VENTIUR. Assim, elas recebem assessoria, treinamento e financiamento necessários para fazer acontecer o seu negócio. 

A VENTIUR conta com startups em seu portfólio que apresentam soluções para vários segmentos do mercado, tais como o Agronegócio, Sistema Financeiro, Saúde, Varejo,  Indústria, entre outras. São modelos de negócios que se baseiam em tecnologias de ponta como Inteligência Artificial, IOT, Big Data, Blockchain e Visão Computacional, entre outras.

No entanto, os  Ciclos de Aceleração de startups acontecem com o apoio de grupos de investidores privados, que podem ser pessoa física ou jurídica. Entre estes ciclos, há aqueles que também  permitem a participação de empresas, numa modalidade de investidor corporativo (Corporate Venture) ou como patrocinador. 

Nessa modalidade, destaca-se a possibilidade de colocar parte de sua equipe de técnicos e gestores numa conexão direta com as startups. Isso permite, em alguns programas, até propor desafios próprios da empresa, buscando no ecossistema das startups aquelas tenham a capacidade apresentar as soluções.

Como aceleradora, a VENTIUR implementa programas específicos para a empresa, elaborados dentro de  estratégias de inovação e adequados às necessidades do cliente corporativo. Isso proporciona que uma equipe especializada, sob a supervisão da Aceleradora, construa e execute o método de trabalho proposto.

Essa atuação visa uma conexão com as corporações, entendendo os atuais cenários de  médias e grandes empresas, e aproximando-as das startups aceleradas.

Quer saber mais sobre como investir em uma startup? Fale com a gente, estamos te esperando!

Equity crowdfunding: o que é e como participar do investimento coletivo

O equity crowdfunding surgiu como uma possibilidade de financiamento coletivo que prioriza o investimento de pequenas quantias de capital em empresas e projetos que estão em ascensão no mercado.  

Ele é caracterizado pelo investimento financeiro em troca de participação societária (equity) em uma empresa, principalmente startups.

Isso significa que ele possibilita — para o investidor — rendimentos futuros em empresas, startups ou projetos que contam com potenciais chances de crescimento. 

Mas por que ele pode  ser uma oportunidade tão vantajosa para os investidores? Neste artigo, você vai entender mais sobre o que é equity crowdfunding, como ele funciona na prática e como participar do investimento coletivo.

 

O que é equity crowdfunding

 

O equity crowdfunding funciona como um financiamento coletivo, possibilitando que startups e demais negócios consigam se desenvolver com o investimento de um grupo de pessoas, sem recorrer aos empréstimos tradicionais. Em troca da injeção de capital no negócio, os investidores recebem uma participação societária e têm a perspectiva de altos lucros no futuro do empreendimento, caso o negócio cresça e seja bem-sucedido. 

Por ser destinado a pessoas físicas como potenciais investidores, o equity crowdfunding é ideal para quem tem uma renda extra e deseja apostar em ideias, startups ou empresas que são novas e podem oferecer retorno financeiro com o seu desenvolvimento e maturidade em sua área de atuação. 

E para conquistar o direito de sociedade através da iniciativa, o investidor pode participar das rodadas com um investimento individual que varia de R$ 1 mil a R$ 10 mil por investidor, podendo chegar a valores maiores para investidores qualificados. 

A cada rodada, a startup recebe um aporte normalmente entre 200 mil e R$ 3 milhões.  

Este valor é utilizado no empreendimento para expandir a atuação do negócio, sua equipe, a capacitação dos colaboradores, a captação e manutenção de clientes e os gastos de uma startup ou projeto em desenvolvimento.   

O equity crowdfunding garante benefícios para além das empresas amparadas pelo investimento coletivo. A modalidade também oferece retornos vantajosos para a sociedade e a área de atuação onde a startup está inserida. 

Isso é possível pelo investimento em um negócio real, que gera empregos e desenvolve soluções para a sociedade.

 

Como funciona o equity crowdfunding na prática

Provavelmente você já tenha ouvido falar do crowdfunding. Na modalidade tradicional (muitas vezes batizada de vaquinhas) trata de um pré-financiamento de projetos que estão em fase de ideia ou início de desenvolvimento. 

No crowdfunding, você entrega uma quantia do seu dinheiro — geralmente pré-estabelecida — e recebe a oportunidade de garantir uma recompensa quando o projeto estiver finalizado. Aqui, podemos estar falando de:

  • Brindes e mimos pequenos, geralmente personalizados do projeto. 
  • CDs, filmes ou livros antecipados de um artista que fez crowdfunding para produzir sua arte. 
  • Ingressos para exposições, shows, peças de teatro ou musicais feitos com pré-financiamento. 
  • Prêmios ou sorteios de produtos em arrecadações no estilo crowdfunding. 

Muitas vezes, o crowdfunding tradicional pode ser utilizado como uma estratégia de pré-venda a fim de testar o interesse e demanda do produto antes de seu lançamento. 

Já o equity crowdfunding é visto como uma forma de investimento. Ele entrega muito mais do que uma experiência para o colaborador do negócio. Oferece participação e sociedade na empresa a partir do valor aplicado. 

Por ser uma aplicação séria, cujo objetivo é aumentar o patrimônio e rendimentos da pessoa física, o investimento é regulamentado por órgãos fiscalizadores. No caso brasileiro, pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários). 

A partir da regulamentação, as plataformas autorizadas podem oferecer essa modalidade de investimento 100% online. O interessado consegue todas as informações da empresa, proposta comercial, oportunidades em sua área de atuação, projeções financeiras, documentos jurídicos e muito mais.   

O investimento por equity crowdfunding é feito em rodadas, através das plataformas autorizadas. A cada rodada, é estabelecido uma quantia limitada de aplicações disponíveis. 

Quando pelo menos ⅔ dos investimentos totais são confirmados pelos interessados, a rodada é viabilizada, finalizando a rodada quando as cotas atingem, no mínimo, 66%.  

Os valores são estabelecidos de acordo com a necessidade total de capital e recurso que cada startup necessita para o seu crescimento e implementação da sua próxima fase de desenvolvimento. Os retornos para os investidores podem ser exponenciais e dependem da sustentabilidade da startup no mercado.  

Para realizar um processo de equity crowdfunding, o investidor precisa ficar de olho em alguns pontos especiais nas plataformas autorizadas:

  • Conferir as informações sobre a empresa.
  • Observar os riscos e as projeções financeiras do projeto. 
  • O valor total que o empreendimento está captando e para onde eles destinarão o capital. 
  • A participação percentual que o empreendimento está oferecendo aos investidores. 
  • As condições dos contratos. 
  • O prazo de encerramento da oferta. 

Os passos acima evitam que o investidor seja ludibriado com oportunidades falsas ou que não sejam tão interessantes para o seu momento financeiro. 

 

Regulamentação da CVM para o equity crowdfunding

Já pensou como era o caminho de alguém que gostaria de investir em uma startup antes do surgimento das aceleradoras e das plataformas autorizadas? 

O interessado era responsável por pesquisar startups do seu interesse, estudar os produtos desenvolvidos, o mercado e as projeções financeiras. Ele também seria incumbido de participar de reuniões com a empresa e negociações com advogados para participar do processo de due diligence.

Por ser um trabalho exaustivo e repleto de contratempos durante o estabelecimento dos termos de investimento, apenas investidores profissionais se empolgavam com essa forma de aplicação. 

O equity crowdfunding vem para facilitar esse processo. 

Em poucas horas — às vezes, até minutos — uma pessoa pode investir em startups qualificadas, selecionadas de acordo com os seus objetivos. O investimento é feito de casa, pelo computador ou celular, ampliando o público que procura essa modalidade de investimento. 

Para que tudo ocorra conforme as regras, em 2017, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) estabeleceu as diretrizes para o equity crowdfunding na Instrução Normativa ICVM 588. 

Projetos, startups e empresas que desejam participar de campanhas de financiamento coletivo precisam estar de acordo com as instruções da CVM. Uma das principais regras é que apenas empreendimentos com faturamentos de até R$ 10 milhões são enquadrados no equity crowdfunding. 

Os investidores podem investir, anualmente, R$ 10 mil ou até 10% de sua renda bruta nessa modalidade, a não ser que se enquadrem como investidores qualificados.

Junto da parte de capital, são realizados detalhamentos minuciosos dos empreendimentos candidatos a fim de buscar garantias para os investidores.  

A regulamentação da CVM garante segurança e contrato firmado com detalhamento das condições para o investidor, garantindo a transparência do acordo. Recentemente a ICVM 588 foi alvo de consulta pública e em breve devem ser anunciadas novidades como a possibilidade da negociação secundária entre investidores das plataformas.

 

Equity crowdfunding no Brasil

A primeira plataforma de equity crowdfunding surgiu na Inglaterra, em 2009, mas só três anos depois que elas foram regulamentadas no país. 

No Brasil, o equity crowdfunding surgiu em 2014, com o desenvolvimento de sua primeira plataforma de investimento, mas ganhou força em 2017, quando foi aprovada a regulamentação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). 

Atualmente, o equity crowdfunding é visto como uma boa opção pelo retorno financeiro que pode garantir aos investidores. Segundo a Folha de São Paulo, isso é potencializado pela mínima histórica da taxa Selic, que está rendendo 2% ao ano. 

As plataformas que arrecadam aportes para as startups, mas que garantem benefícios para os investidores, são uma ótima contrapartida para os investimentos tradicionais que não rendem tanto quanto antes. 

Por isso, ainda de acordo com a reportagem da Folha, em 2019, o investimento médio em equity crowdfunding foi de R$ 8.786,26 por pessoa — um valor baixo comparado as rendas que uma startup pode garantir a longo prazo.  

 

Como investir em equity crowdfunding pela VENTIUR

A VENTIUR, como aceleradora de startups, conta com um portfólio de mais de 50 startups aceleradas, garantindo diversificação ao portfólio dos investidores. 

O investimento através da VENTIUR assegura uma redução do risco do investimento, com um processo de governança estruturado, controles administrativos e suporte jurídico nos contratos. Isso é representado pelos mais de 170 investidores que fazem parte da empresa. 

A VENTIUR é parceira de várias plataformas de equity crowdfunding e algumas startups do portfólio já captaram na modalidade, como é o caso da Easycrédito, Tra$hin, O Amor é Simples e Leigado. No momento, está aberta a captação da Criativando.

E aguardo, pois nos próximos meses compartilharemos novidades bem bacanas sobre o assunto. 

 

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Dois pontos de vista sobre startups, um único objetivo

Se tem algo que empreendedores sabem muito bem, é o desafio de criar e desenvolver os seus negócios, sejam pequenas empresas ou startups baseadas em tecnologias inovadoras. Neste cenário complexo, com diversos fatores que podem impulsionar positivamente o negócio ou condená-los ao fracasso, algo que todo empreendedor deve buscar constantemente é o conhecimento.

Neste artigo abordamos dois pontos de vista que podem ajudar na hora de tomar algumas decisões sobre o seu negócio. Enquanto ambos argumentos não são regras absolutas de sucesso, ainda assim permitem entender a complexidade do universo das startups, alguns mitos para se tomar cuidado e fatores que podem ser decisivos no momento estabelecer as bases da sua empresa e buscar suporte.

Vamos começar pelos:

 

Cinco (perigosos) mitos do mundo das startups

 

Diego A. B. Marconatto

Gaspar A. Peixoto

Emidio G. Teixeira

 

O empreendedorismo é repleto de slogans irreais que não apenas atrapalham, mas são verdadeiras armadilhas para quem quer criar uma startup vencedora. Empreendedores capazes e bem intencionados podem ver suas chances de sucesso fortemente diminuídas ou mesmo eliminadas ao perseguir essas miragens. Muitos desses mitos são modas, outros são slogans de vendas de livros e cursos. Todos, no final das contas, são meias-verdades. E poucas coisas são mais perigosas do que meia-verdades.

 

Nesse texto, mostraremos como falácias, que até há pouco tempo eram consideradas verdades absolutas no meio empreendedor, foram completamente ressignificadas pela ciência. O que você pensa(va) sobre cada uma delas?

 

Mito 1: A inovação colaborativa é sempre o melhor tipo de inovação

Não é de hoje que inovação aberta/colaborativa é um termo da moda. Não há evento de empreendedorismo ou encontro de startups que não martele a necessidade de trabalhar em espaços abertos e colaborativos, ampliar as redes de contato (o famoso ‘fazer networking’), derrubar paredes e assim por diante. No entanto, é preciso compreender que os modelos de inovação “aberta” e “fechada” podem gerar efeitos distintos nos negócios, tanto em termos de geração de valor quanto em performance. A inovação aberta, por exemplo, pode permitir que a empresa integre novos conhecimentos para gerar produtos e serviços de maior valor agregado. Por outro lado, quando os parceiros têm objetivos divergentes, a inovação aberta pode restringir a flexibilidade do negócio. O equilíbrio entre os benefícios da descoberta e os custos da divergência determina a melhor abordagem a ser adotada para geração de valor¹. Em relação à performance, existe um grande volume de evidências. Rosenbusch e seus colegas², por exemplo, em estudo envolvendo mais de 20 mil PMEs ao redor do mundo, observaram que, usualmente, são os projetos internos de inovação os que tendem a gerar impactos positivo na performance das PMEs. Essas pesquisas demonstram que, ao contrário do que tanto se imaginava, a inovação colaborativa nem sempre é a melhor opção. Cada negócio ou projeto possui aspectos peculiares que precisam ser considerados quando da definição do modelo de inovação a ser adotado por ele.

 

Mito 2: O cliente é o rei.

Quem nunca ouviu frases do tipo “o cliente sempre tem razão” ou “o cliente é quem manda”? Ao realizar um estudo com 660 PMEs austríacas sobre a relação entre a responsividade aos clientes e o seu impacto no crescimento nos negócios, Eggers e outros pesquisadores3 obtiveram resultados que contradizem esses ditados: as empresas que se orientam mais para as necessidades específicas de cada um dos seus clientes obtêm um crescimento menor ou mesmo negativo em comparação a empresas focadas em mercados. Portanto, é perigoso focar no que o cliente, individualmente, pede a você, ao invés de focar no que o seu mercado precisa. Além disso, atender cegamente à necessidade do cliente, sem considerar se essa demanda representa ou não uma oportunidade de mercado, pode levar a um foco míope que sufoca o crescimento do negócio.

 

Mito 3: Capacidade tecnológica-inovativa é a chave para o sucesso do negócio.

Esse é um equívoco comum entre os criadores de startups. Definitivamente, a performance e o crescimento do negócio não dependem, em primeiro lugar, das habilidades tecnológicas do time da empresa. Em um estudo recente, Teixeira e seus colegas4 verificaram que o crescimento das startups brasileiras de serviço está mais relacionado, na verdade, à capacidade do empreendedor em ler e explorar os sinais do mercado e operacionalizar um modelo de negócio altamente repetível e escalável para entrega e captura de valor. Dessa forma, concentrar-se excessivamente nas habilidades tecnológicas da firma pode custar um alto preço à performance do negócio. Não são raras as startups que investem a maior parte de seu tempo e outros recursos para desenvolver produtos altamente tecnológicos que acabam sem aderência alguma ao mercado. Sobretudo, os negócios que crescem acima da média estão alicerçados, em 1o lugar, sobre estratégias proativas de mercado5.

 

Mito 4: Startups são geralmente negócios de alto crescimento.

Esse é outro importante mito a ser desfeito. Startups são organizações humanas – empresas, grupos de pessoas, projetos etc. – em busca de um modelo de negócio escalável. Entretanto, apesar do alto crescimento ser parte da essência destes negócios, apenas uma pequena fração6 – entre 0,2% e 2% – consegue alcançar esse padrão de escalabilidade. Por outro lado, as startups costumam ter uma taxa de sobrevivência superior a outros negócios. Rannikko e colegas6 afirmam que até 72% das startups sobrevivem após 7 anos de operação. Essa maior longevidade pode ser explicada, pelo menos em parte, pela maior proporção média de capital humano – em termos de experiência e educação – dos empreendedores7. Portanto, essa evidência ajuda a desmontar outro grande mito de que o empreendedor de sucesso em startups é geralmente “jovem e inexperiente”8.

 

Mito 5: O alto crescimento é um fenômeno linear e estável

A busca pelo alto crescimento é, compreensivelmente, uma meta de todos criadores de startups e investidores. A principal atração deriva do potencial retorno do investimento. Há um senso comum de que empresas de alto crescimento são negócios cuja performance atingem níveis de crescimento contínuos e lineares. No entanto, Satterthwaite e Hamilton9 demonstraram que embora existam alguns exemplos raros de empresas que podem realizar e sustentar níveis de alto crescimento por um longo período, elas são muito mais a exceção do que a regra. Sendo assim, o crescimento rápido tende a ser errático no tempo (imprevisível, esporádico e, frequentemente de duração limitada10). Por isso, é crucial ter em mente que o alto crescimento não é uma ‘característica’ das empresas, mas sim um estado que algumas empresas experimentam temporariamente11.

 

Agora vamos ouvir um segundo ponto de vista sobre estes mitos analisando:

 

Como evitar que estes cinco mitos se tornem problemas reais

 

Rovian Dill Zuquetto

Guilherme Kudiess

Leandra Giacomelli

Sandro Cortezia

 

Não há dúvidas de que o caminho de qualquer empreendedor não é uma linha reta e sequer passa perto de fórmulas mágicas. No universo das startups não é diferente, tanto que unicórnios de repente se transformam em camelos, gazelas, zebras, entre outros animais, na tentativa de justificar, ou melhor, na busca pela compreensão de que este universo, ou fenômeno, é muito mais complexo do que inicialmente se entendia.

Um mito não é ficção completa, mas também não pode ser considerado a mais pura realidade, então se mitos são meias-verdades, a parte com que temos que tomar cuidado é aquela que não é verdade, enquanto aprendemos com o que é real.

O primeiro ponto para deixarmos claro antes de adentrarmos nos mitos, é que startups são parcerias, um grupo de pessoas ou mesmo organizações temporárias projetadas para buscar modelos de negócios repetíveis e escaláveis. Na fase de startup é que estas pequenas organizações trazem novas ideias para o mercado e se transformam em empresas economicamente sustentáveis12.

Já as pequenas e médias empresas tradicionais nem sempre buscam um modelo de negócio repetível e escalável, e em muitos casos não trazem novas ideias e soluções para o mercado. Esta diferença é vital no momento de falarmos dos mitos, comuns nesse ambiente de negócios, como veremos a seguir.

 

Mito 1: A inovação colaborativa é sempre o melhor tipo de inovação

Quando empresas tradicionais novas se relacionam com grandes empresas, podem obter acordos desfavoráveis devido ao tamanho pequeno e a falta de novidade2. No entanto, este não é um cenário que pode ser analisado do ponto de vista das startups, pois embora elas sejam pequenas, geralmente são muito mais inovadoras que os grandes parceiros com quem vão se relacionar. Esta capacidade de inovação é o que possibilita as startups evitarem que os termos da colaboração sejam desfavoráveis para elas e possibilitar que a colaboração seja quase sempre a melhor alternativa

Não há dúvidas de que divergências entre os objetivos dos parceiros de inovação aberta podem prejudicar a geração e captura de valor, e podemos afirmar que startups que não conseguem definir os limites da cooperação durante projetos de inovação aberta podem acabar sendo engolidas por grandes empresas. Este inclusive é um dos alertas que a VENTIUR, como aceleradoras de startups, faz a seus empreendedores. Eles devem tomar cuidado para não se tornarem reféns dos clientes e acabarem se transformando em uma software house que desenvolve soluções específicas para um cliente ao invés de focarem na sua solução para um mercado mais abrangente.

A inovação colaborativa pode não ser sempre o melhor tipo de inovação, mas precisamos estudar melhor este fenômeno quando falamos de startups, que são empresas altamente inovadoras, com disponibilidade limitada de recursos e que precisam destas parcerias para alcançar seu grande potencial de ganhos de escala.

 

Mito 2: O cliente é o rei.

Estamos de pleno acordo com esta afirmação, e entendemos que startups que sacrificam seu modelo de negócio para atender demandas específicas dos clientes podem acabar em apuros. Então se você é uma startup é importante avaliar se o que o cliente está pedindo não vai muito além da sua oferta.

Pivotar significa mudar de direção com um dos pés no chão13, e é um dos caminhos que as startups podem tomar. Esta mudança de direção pode ser realizada em diferentes momentos, mas geralmente ocorre quando a startup identifica que o seu produto não tem alinhamento (fit) com o mercado, seja por fazer uma validação com mentores, investidores ou clientes. A VENTIUR tem auxiliado empreendedores e startups a perceberem quando as demandas dos clientes são necessidades do mercado ou específicas, permitindo melhorar o produto, pivotar ou esclarecer os termos da cooperação com os clientes.

E se você é uma empresa que gostaria de se relacionar com startups, é importante ter em mente que a startup não está ali para resolver todos os seus problemas, mas para resolver um problema específico várias vezes melhor do que as alternativas disponíveis no mercado.

 

Mito 3: Capacidade tecnológica-inovativa é a chave para o sucesso do negócio.

Concordamos que este mito, se é que existe, é perigoso.

Capacidade tecnológica-inovativa é muito importante, mas não é tudo. Não são raras as startups que desenvolvem soluções tecnológicas maravilhosas, mas que tem dificuldade de vender sua solução. O simples é sempre melhor do que o complexo.

Isso não é demérito algum para os empreendedores. Na verdade, as melhores startups, não são compostas de uma pessoa com alta capacidade técnica, mas de uma equipe com competências e capacidades complementares em diferentes áreas, como tecnologia, gestão, comercial, marketing etc.

Existe uma expressão comum no mundo das startups que explica a importância das pessoas no desenvolvimento e crescimento de um negócio: “aposte no jóquei e não no cavalo”. Pois independente da solução ser mais ou menos tecnológica, se os empreendedores reconhecem um problema real e relevante e tem um bom time para resolver esse problema, o sucesso é muito provável independente da forma de resolução.

As startups que obtém sucesso têm claro o seu Product Market Fit, ou seja, o alinhamento do seu produto ao mercado. Estas startups são aquelas que conseguem desenvolver uma estratégia proativa focada no mercado e entregar valor para os seus clientes. Isso demonstra que os empreendedores têm papel fundamental no sucesso do negócio e por esta razão que a VENTIUR tem grande foco no capital humano e vem constantemente desenvolvendo novas e melhores ferramentas para avaliar e capacitar os recursos humanos das startups, processo fundamental durante a aceleração de negócios inovadores.

 

Mito 4: Startups são geralmente negócios de alto crescimento.

Este é um dos mitos mais complexos no mundo das startups e acho que podemos usar a crise de COVID-19 para nos ajudar a entender este problema.

O crescimento exponencial não é algo natural para as pessoas. Se olharmos rapidamente a fórmula , ou uma versão simplificada , do crescimento exponencial, provavelmente vamos continuar sem entender muito. Poderíamos mostrar alguns números e tabelas, mas talvez a forma mais fácil de entender seja contando uma história, então, vamos lá.

 

Vitórias-régias e crescimento exponencial

Um supervisor de um parque aquático devia tomar conta de um lago onde viviam diversas espécies de plantas a animais aquáticos. A sua única função era evitar que as vitórias régias cobrissem todo o lago, dizimando todas as demais formas de vida animal e vegetal.

No primeiro dia havia poucas e pequenas plantas, e o supervisor comentou com seu superior:

– Estas plantas nunca vão cobrir o lago todo, veja o tamanho deste lago para estas pequenas plantinhas.

Neste momento seu superior alertou que as plantas dobravam de tamanho a cada 24 horas e que era preciso estar atento, pois em 30 dias elas cobririam o lago todo.

O supervisor do lago ficou intrigado, mas conforme os dias passavam, percebia pouca mudança nas plantas. No final do dia 29, um sábado, ele percebeu que as plantas já tomavam metade do lago, mas como já estava de saída preferiu deixar para lidar com o problema na segunda-feira, já que no domingo não trabalhava.

Chegando de volta ao trabalho na segunda-feira, qual foi sua surpresa quando percebeu que o lago estava completamente coberto de vitórias-régias e toda a vida no lago, como peixes, tartarugas e algumas plantas sufocaram e morreram.

Se as plantas dobram de tamanho a cada 24 horas, isso significa que quando elas atingiram um tamanho que cobria metade do lago, eram necessárias apenas mais 24 horas para elas preencherem a superfície do lago todo.

Moral da história: temos dificuldade para entender o crescimento exponencial e, as vezes, empreendedores de startups também tem.

 

De acordo com nossa argumentação no mito 3 os empreendedores têm papel fundamental no crescimento de suas startups e aqueles que não conseguem ou tem dificuldade em compreender como explorar o crescimento exponencial de suas startups, acabam elaborando e implementando estratégias conservadoras.

Para fazer caixa realizam serviços que não estão relacionados a solução da startup, poupam dinheiro, seguram desenvolvimentos e lançamentos com medo de ficar sem dinheiro, mas assim comprometem seu potencial de crescimento exponencial.

A orientação empreendedora dos empreendedores de pequenas e médias empresas, que envolve sua capacidade de inovar, aceitar riscos e agir de forma proativa14, tem efeito positivo no crescimento dos seus negócios15. Qual o impacto desta orientação empreendedora em empreendedores de startups? Talvez este seja um fenômeno que temos que estudar mais a fundo.

 

Mito 5: O alto crescimento é um fenômeno linear e estável

Não há dúvidas de que nem todas as empresas vão conseguir alcançar um crescimento exponencial e contínuo, contudo acreditamos que as exceções envolvem uma série de fatores que, se arranjados de maneira adequada podem criar estas exceções.

Empreendedores competentes, com capacidade de: a) ler o mercado e desenvolver soluções inovadoras, através de modelos de negócios repetíveis e escaláveis; b) utilizar ao máximo sua capacidade de rede; c) buscar a complementaridade de recursos através de um modelo de inovação aberta e colaborativa; possuem maiores chances de criarem startups com crescimento exponencial e contínuo.

A complexidade deste fenômeno pode ser exemplificado pela diversidade de fatores que podem influenciar o sucesso de uma startup, incluindo: experiência da equipe no setor de atuação; experiência prévia dos fundadores; formação acadêmica; competência tecnológica, de P&D e de gestão dos fundadores; experiência em liderança; idade dos empreendedores; motivação; suporte por parte do ecossistema, governo, venture capital; tamanho e idade da organização; inovação do produto; localização; dinâmica do ambiente; políticas de ciência e tecnologia; rede de suporte e parcerias16.

Para permitir que estes fatores possam ser desenvolvidos em conjunto e assegurar o crescimento exponencial das startups é que a VENTIUR atua em diferentes níveis, começando com os empreendedores, expandindo para nossa rede local, e ampliando nossa atuação junto ao ecossistema empreendedor e de inovação regional e nacional.

 

Moral da história

A diversidade de atores em um ecossistema empreendedor e de inovação não é apenas importante para networking, contatos e oportunidades, mas para que, assim como neste artigo, fomentarmos um ambiente diverso, com opiniões diferentes e que permitam o crescimento dos negócios e o compartilhamento de propósitos e resultados.

Não há dúvidas de que o universo das startups ainda está por ser completamente desvendado, que muitos mitos vão surgir e ser derrubados, mas todos eles nos ajudam a compreender cada vez mais e melhor este fenômeno e assim desenvolvermos estudos e práticas que permitam nosso crescimento pessoal, de nossos negócios e o desenvolvimento econômico do país.

Estamos abertos a receber você em nosso ecossistema. Entre em contato.

 

Referências:

  1. Almirall, E., & Casadesus-Masanell, R. (2010). Open versus closed innovation: A model of discovery and divergence. Academy of Management Review, 35(1), 27-47.
  2. Rosenbusch, N., Brinckmann, J., & Bausch, A. (2011). Is innovation always beneficial? A meta-analysis of the relationship between innovation and performance in SMEs. Journal of Business Venturing, 26(4), 441–457.
  3. Eggers, F., Kraus, S., Hughes, M., Laraway, S., & Snycerski, S. (2013). Implications of customer and entrepreneurial orientations for SME growth. Management Decision, 51(3), 524–546.
  4. Teixeira, E. G., Moura, G. L., Lopes, L. F. D., Marconatto, D. A. B., & Fischmann, A. A. (2020). The Influence of Dynamic Capabilities on Startup Growth. RAUSP Management Journal, ahead of print.
  5. Parker, S. C., Storey, D. J., & van Witteloostuijn, A. (2010). What happens to gazelles? The importance of dynamic management strategy. Small Business Economics, 35(2), 203–226.
  6. Rannikko, H., Tornikoski, E. T., Isaksson, A., & Löfsten, H. (2019). Survival and Growth Patterns among New Technology-Based Firms: Empirical Study of Cohort 2006 in Sweden. Journal of Small Business Management, 57(2), 640–657.
  7. Coleman, S., Cotei, C., & Farhat, J. (2013). A Resource-Based View of New Firm Survival: New Perspectives on the Role of Industry and Exit Route. Journal of Developmental Entrepreneurship, 18(1), 1–25.
  8. Azoulay, P., Jones, B. F., Kim, J. D., & Miranda, J. (2018). Research: The Average Age of a Successful Startup Founder Is 45. Harvard Business Review.
  9. Satterthwaite, S., & Hamilton, R. T. (2017). High-Growth Firms in New Zealand: Superstars or Shooting Stars? International Small Business Journal, 35(3), 244-261.
  10. Coad, A. (2009). The Growth of Firms. Cheltenham: Edward Elgar.
  11. Brown, R., & Mawson, S. (2013). Trigger Points and High-growth Firms. Journal of Small Business and Enterprise Development 20(2), 279–295.
  12. Spender, J. C., Corvello, V., Grimaldi, M. & Rippa, P. Startups and open innovation: a review of the literature. European Journal of Innovation Management 20, 4–30 (2017).
  13. Ries, E. The Lean Startup. Crown Business: New York, 2011.
  14. Lumpkin, G. T. & Dess, G. G. Clarifying the Entrepreneurial Orientation Construct and Linking It to Performance. Academy of Management Review 21, 135–172 (1996).
  15. Soininen, J., Martikainen, M., Puumalainen, K. & Kyläheiko, K. Entrepreneurial orientation: Growth and profitability of finnish small- and medium-sized enterprises. International Journal of Production Economics. 140, 614–621 (2012).
  16. Santisteban, J. & Mauricio, D. Systematic literature review of critical success factors of Information Technology startups. Academy of Entrepreneurship Journal. 23, 1–23 (2017).

LGPD é tema do segundo bootcamp do Programa BRDE Labs

O segundo bootcamp da  etapa de aceleração do Programa BRDE Labs foi realizado na última quinta-feira, 27. O bate-papo online teve como temática o debate em torno da Lei Geral de Proteção de Dados – LGPD (13.709/2018), em virtude da relevância no âmbito empresarial e da sua iminente entrada em vigor.

Palestrante do bootcamp, o advogado e Data Protection Officer (DPO) na Costa & Wieck Advogados Associados,  George Wieck, destacou que, em razão da LGPD ser uma legislação nova, sem precedentes judiciais, ainda existem muitos questionamentos sobre o tema. “Há dúvidas quanto à sua aplicabilidade na prática, que serão melhor definidos ao longo do vigor da lei”. Ele ressaltou, ainda, que a lei deve entrar em vigor a partir sanção ou do veto presidencial dos demais dispositivos da Medida Provisória 959/2020.

 Ao longo da apresentação, Wieck abordou diversos tópicos pertinentes à LGPD: principais aspectos, impactos e mudanças oriundas da nova legislação. Explicou às definições dos agentes de tratamentos e dados pessoais, bem como dos requisitos necessários à realização do tratamento de dados pelas empresas previstos na lei. “É preciso estar atento à diversas questões, como a adoção e criação do Comitê de Proteção de Dados, atualização da política de privacidade, mapeamento e classificação de dados e revisão e alterações contratuais”, explica Wieck.

No final do bootcamp, foi realizada uma rodada de perguntas, com o intuito de sanar as principais dúvidas dos empreendedores com relação à legislação e sua aplicação em seus negócios.

Participaram do evento representantes do BRDE, da VENTIUR, das três das universidades que integram a Aliança para Inovação – UFRGS, PUCRS e Unisinos e empreendedores das 12 startups selecionadas para a etapa de aceleração do Programa BRDE Labs: 2Metric, Agência Besouro, BioIn, DigiFarmz, Elysios, Essent Agro, Faba, Insumo Fácil, Palma Sistemas, Polvo Spot, Optim e Talos.

Programa BRDE Labs realiza primeiro bootcamp com startups

O processo de aceleração do Programa BRDE Labs ganhou uma nova etapa na quinta-feira, 20 de agosto, com a realização do primeiro Bootcamp, etapa de aceleração do programa, que é conduzido pela Ventiur. Lançado pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) com o propósito de criar soluções inovadoras para a retomada da economia após a pandemia de Covid-19, conta com o apoio dos parques tecnológicos das três universidades que integram a Aliança para Inovação – UFRGS, PUCRS e Unisinos.

A primeira trilha de conteúdo teve como temática Cultura, Liderança, Pessoas e Atitude Empreendedora e contou como palestrante o diretor de Produto e Inovação da Metadados, Gustavo Casarotto. No bate-papo, o empreendedor compartilhou um pouco sobre sua experiência à frente da empresa, a importância das equipes e a organização dos times para gerar inovação nas empresas. Além disso, destacou a importância do processo e da disciplina na hora de experimentar coisas novas. “Fui implementando e ajustando cada pergunta: performance, alinhamento e meta, sempre buscando métodos adequados”.

O fundador e diretor executivo da VENTIUR, Sandro Cortezia, destacou a importância da troca de experiências entre as startups durante a etapa de aceleração. “Nós buscamos conduzir um programa focado no desenvolvimento dos empreendedores. A parceria com a Aliança para Inovação é uma oportunidade para integrar essas múltiplas competências”.

De acordo com o gerente de Planejamento do BRDE no RS e coordenador do LABS, Alexander Leitzke, o processo de aceleração também é um importante aprendizado para a área técnica do BRDE. “Nessa etapa, nossos colegas estão conhecendo melhor o ecossistema de inovação e o trabalho das startups para que possam aproximar os empresários e seus projetos inovadores dos clientes do banco”.

Participaram do bootcamp empreendedores das 12 startups selecionadas para a etapa de aceleração do Programa BRDE Labs: 2Metric, Agência Besouro, BioIn, DigiFarmz, Elysios, Essent Agro, Faba, Insumo Fácil, Palma Sistemas, Polvo Spot, Optim e Talos.