Celeiro Agro Hub é lançado para impulsionar a inovação no agronegócio

Na última segunda-feira (31), o Celeiro Agro Hub foi lançado com o propósito de impulsionar a inovação no agronegócio. O evento online foi transmitido no canal da PUCRS no Youtube e pode ser assistido clicando aqui. A inauguração contou com a presença do Secretário de Inovação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, Luis Lamb, além da equipe que integra o Hub. O Celeiro já conta com mais de 40 startups que integram duas modalidades: Connected Accelerated. Durante o evento, duas startups apresentaram seus negócios, a Ovinopro e a AcertoFácil. Liderado pelo Parque Científico e Tecnológico da PUCRS (Tecnopuc), pela VENTIUR Aceleradora e pela Anlab, o Hub conta com parceiros como DB ServerWisidea Ventures, GF Design de Conexões e Marcha.

O objetivo é conectar produtores, empresas, cooperativas, startups, pesquisadores e investidores no setor do agronegócio gerando oportunidades e conexões para diferentes atores da área e apoiando o crescimento do agronegócio no Brasil. O coordenador do Hub, Luis Humberto Villwock,  explica que o celeiro não nasce em um andar dentro do Tecnopuc, mas sim globalmente. “Queremos ter empresas globais, não só do Brasil. E vamos ver isso com certeza. Estamos perfeitamente conectados com o que há de mais moderno e inovação. Trabalhamos com a ligação e contato com a academia, negócio e governo, mas agregamos nesse processo a sociedade e o meio ambiente. Portanto, nasce no DNA do Celeiro a quíntupla hélice de inovação, com grandes parceiros e talentos”, sintetiza ele.

Bruno Dornelles, Sócio Diretor da AnLab, comenta que o Hub é uma aposta benéfica para o setor do agronegócio e ao ecossistema de inovação ligado à área. “As expectativas são as maiores possíveis para o lançamento e início das operações. Esperamos ter diversos mantenedores nesse projeto.Para o futuro, queremos estar presente em vários locais, em pontos no interior do Estado e também fora”, comenta Dornelles.

Para Guilherme Kudiess, Diretor de Operações da VENTIUR Aceleradora, o evento de abertura marca o início de um planejamento que já vem sendo feito desde de março de 2020. “Existe uma expectativa bem grande de iniciar, efetivamente, essas conexões entre todos os agentes e fazer o Agro brasileiro ser ainda mais pujante. Mas principalmente, viabilizar para o produtor rural uma forma de entender e aderir novas tecnologias apropriadas para sua realidade.”, conclui o diretor.

Digifarmz atua na redução de custos e perdas na produção de soja

Startup está entre as selecionadas para novo ciclo de aceleração da VENTIUR 

Levar eficiência no processo de produção de soja, reduzindo custos e perdas causados por doenças na lavoura. Esse é o objetivo da DigiFarmz, startup que já tem mais de 400 clientes no Brasil e Paraguai, e está entre as cinco selecionadas para turma 11 da VENTIUR, cujo ciclo de aceleração iniciou em dezembro passado e se estende até julho deste ano. Durante o processo de aceleração, os empreendedores terão acompanhamento da aceleradora e de seus mentores.

 

Sobre a Digifarmz

O CEO da DigiFarmz, Alexandre Chequim, comentou que a plataforma analisa diversas variáveis do processo de plantio da soja, como forma de auxiliar produtores, agrônomos e consultores no manejo fitossanitário das doenças relacionadas a essa cultura, em especial a ferrugem. Através de algorítimos matemáticos, a solução reúne dados de pesquisa, clima, solo, genética de cultivares, datas de semeadura, local e dezenas de outros parâmetros, com o objetivo de apresentar recomendações eficazes à tomada de decisão do produtor. “A partir da geração e análise dessas informações, entregamos recomendações personalizadas conforme as especificações de cada propriedade”, observa.

Conforme Chequim, a solução também indica quais fungicidas devem ser utilizados nesse processo, bem como a melhor data de pulverização das áreas de plantio. Também são emitidos alertas e notificações ao produtor. Todos esses dados impactam diretamente no aumento da produtividade das lavouras em que são utilizadas a plataforma. “Temos situações onde o produtor colhe de 13 a 18 sacas de soja a mais por hectare com o uso de nossa solução, gerando um aumento de lucratividade de R$ 1.1 milhão. São 147 vezes a mais do que o produtor pagou de licença para DigiFarmz”, enfatiza Chequim. 

 

Porque escolher essa solução

O CEO detalha quais são os diferenciais da empresa com relação a outros players do mercado. Comenta que a empresa entrega parâmetros e recomendações em tempo real aos seus clientes, baseados em pesquisas e crowdsourcing, os quais servem como base para a tomada de decisões técnicas. No total são 24 parâmetros bióticos e abióticos, sendo que a empresa projeta expansão para chegar a 38. Além disso, a empresa dispõe de algoritmos proprietários, modelados e validados a partir de 12 anos de pesquisa. Por fim, ele ressalta que a startup é hardwareless, ou seja, não depende de conectividade no campo. Porém, a solução permite que haja integração com os demais sistemas pré existentes na propriedade. 

A soja e seus derivados ocupam um importante lugar na cadeia produtiva nacional. Dados da Emater-RS indicam que a safra 2020/21 de soja, apenas no Rio Grande do Sul, terceiro maior produtor do grão no país, deve registrar crescimento de 69%, chegando a 18,95 milhões de toneladas. No País o número de hectares plantados com soja chega a 38 milhões

 

E como surgiu a DigiFarmz?

O CEO comentou que a empresa surgiu de um ‘desconforto’ que ele e os dois sócios compartilhavam que era criar uma solução para atender a necessidade de se produzir mais alimentos no mundo e de maneira mais sustentável, com menos impacto ambiental e uso reduzido de energia. “Imaginando que hoje pelo potencial produtivo que temos da genética, ainda temos uma produção média em diversas culturas agrícolas, muito abaixo do potencial”, observa. 

A partir da análise desse setor, Chequim e os sócios Bruno Weiblen e Ricardo Balardin, criaram a empresa em 2016. Chequim e Balardin são formados em Agronomia, enquanto que Weiblen é oriundo do marketing, mas todos possuem ampla experiência na área de negócios. “Todos nós já tínhamos alguma bagagem. Eu sou empreendedor desde que nasci. Comecei como vendedor ambulante, tive nove empresas, estudei agronomia e fiz pós graduação na área de negócios e marketing”, revela.

Porém foi quando trabalhou na área de tecnologia que Chequim teve a ideia de criar uma solução com foco no agronegócio – segmento que somente no ano passado registrou crescimento no PIB de 6,75%, conforme dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Ele se juntou aos dois sócios e deu início à empresa, que no ano seguinte já começou a rodar seu primeiro modelo de solução em cloud computing. Em 2017 a DigiFarmz teve seu Produto Mínimo Viável – MVP

“No começo tínhamos duas empresas que utilizaram nossa solução e alguns poucos produtores. Vimos que fazia muito e seguimos aprimorando a plataforma”, recorda Chequim. O avanço mesmo veio no ano seguinte, com a preparação para a safra de soja 2018/2019, onde a DigiFarmz buscou investidores que aportaram recursos financeiros no negócio e oportunizaram o crescimento. O ano de 2019 foi de ‘profissionalização’ da empresa, onde os times de marketing e vendas foram estruturados, como forma de prospectar novos negócios. 

 

Os principais desafios para a expansão

Entre os principais desafios apontados por Chequim está a adesão, por parte de produtores e técnicos, das soluções digitais. “Na verdade, o acesso ao produtor é um desafio para qualquer startup do agro, pois essas pessoas (produtores) estão no interior e nem sempre tem acesso frequente ao digital”, pontuou.

Segundo o CEO, o objetivo da DigiFarmz é se consolidar como plataforma de entregas práticas, fornecendo informações sobre produtos que sejam mais assertivos para a lavoura. A intenção da empresa, com o uso da inteligência artificial, é levar a esse público informações orientadas a dados. “A partir dessa entrega de informações, poderemos ser mais relevantes, e gerar um impacto ainda maior em todos os sentidos”, ressaltou. 

A ferrugem da soja é a maior preocupação dos sojicultores brasileiros, demandando mais de 80% dos recursos em fungicidas. Nos últimos 20 anos, desde que foi identificada no sul do Paraná, já resultou em prejuízos na cultura da soja na ordem de R$ 150 bilhões.

 

Startup projeta novos negócios para 2021

A Digifarmz já atua no Brasil e no Paraguai, e está em processo de internacionalização. Apenas em solo brasileiro, já está presente em propriedades rurais de pequeno, médio e grande porte, de 10 estados. Para atingir a meta de expansão, a plataforma, que nasceu com foco no controle de doenças, está ampliando seu campo de atuação, passando a atuar também em fitosanidade e nutrição das plantas. 

“Além da questão da progressão de doenças, o potencial produtivo está entre os nossos objetivos. Para este ano passamos a atuar também nas culturas de milho, cereais de inverno e algodão”, argumentou Chequim. Essa ampliação de escopo deve permitir à empresa sua consolidação enquanto plataforma eficiente para produtores e técnicos. Atualmente, 70% dos clientes da DigiFarmz são produtores, enquanto que os outros 30% são consultores técnicos. “Quando o cliente teste nossa solução, conseguimos fidelizá-lo, pois ele enxerga as vantagens que irá gerar para o seu negócio”, finalizou.  Atualmente a empresa está sediada em Porto Alegre/RS. Para saber mais sobre a DigiFarmz acesse o site ou nas redes sociais pelo @digifarmz

 

Além da DigiFarmz, outras três startups serão aceleradas pelas VENTIUR por meio de recursos do programa do MCTI no ciclo da turma 11. Interessados em saber mais sobre este e outros programas de aceleração e investimento da VENTIUR, podem entrar em contato pelo email queroinvestir@ventiur.net.

VENTIUR seleciona 20 AgTechs para o Warmup: Conheça as aprovadas!

A VENTIUR acaba de anunciar as 20 startups com soluções para o agronegócio aprovadas para a etapa de Warmup (seleção aprofundada de startups) do processo GoHard (Aceleração da VENTIUR), que envolve além de Investimento, mentorias, estruturação de processos, conexão com parceiros, clientes e outros investidores. 

O processo que teve início em 10 de Fevereiro está em sua terceira fase e segue até o Pitch Day que ocorrerá em 13 de Maio. Durante o processo de seleção inicial foram realizadas 87 avaliações de formulários e 46 entrevistas em vídeo chamadas com empreendedores de todo o Brasil. As 20 selecionadas foram escolhidas baseadas em vários critérios, dentre os quais relacionados na “Tese de Investimento” do Grupo de Investidores VENTIUR AgTech. A Tese e outras informações sobre o processo GoHard13 podem ser conferidas em https://ventiur.net/selecao/gohard13-agtech/ .

O primeiro encontro entre investidores e startups ocorre na segunda semana de abril e segue até a primeira semana de maio. Durante esse período os empreendedores realizarão uma série de atividades e se conectarão com os investidores parceiros. 

Para George Gallas, Head de Aceleração da VENTIUR, o Warmup é uma etapa fundamental do processo de avaliação e seleção de startups. Assim como está acontecendo em paralelo com o #GoHard12, o WarmupAgTech irá aproximar empreendedores e investidores para gerar novas oportunidades de negócios e investimentos.

“Tudo começa com a seleção de bons empreendedores, sem esta etapa bem feita, todo o trabalho de aceleração e gestão de portfólio vai por água abaixo” afirma Guilherme Kudiess, Head Agtech da VENTIUR Aceleradora, ao sinalizar a importância do processo de warmup.

Ernani Costa Neto, líder do Comitê de Investimento do Grupo VENTIUR AgTech, complementa: “A partir de uma análise criteriosa, buscamos as startups mais promissoras capazes de resolver os principais problemas do campo em grande escala, com potencial de transformar o futuro do agronegócio”.

A VENTIUR agradece a todos os parceiros que auxiliaram na divulgação do processo de seleção, em especial aos Sebraes Estaduais, Reginp, Hubs de Inovação no Agro, Universidades Parceiras, Investidores e Startups Aceleradas!

Abaixo segue a lista dos aprovados para o Warmup #GoHard13 

A3Pecuaria

Acerto Fácil

Agrare

Agross

BLUE Tecnologias

Creditares

Demetra Agroscience

Digital Farms

Farmin

FazendaCheia

FitoApp

Green Next

Insumo Fácil

Local Farmers

Mush

Osalim

OvinoPro

RedSoft

SIOSI

SOS AGRO

STAC oferece ferramentas para gestão eficiente de aviários

 

Startup está entre as selecionadas para novo ciclo de aceleração da VENTIUR 

 

Tornar eficiente a gestão de aviários por meio do uso de ferramentas de monitoramento, esse é o objetivo da Stac – startup do Paraná que está entre as cinco empresas selecionadas para a turma 11 da VENTIUR, cujo ciclo de aceleração iniciou em dezembro e se estende até julho de 2021. Durante o processo de aceleração, a Stac terá o acompanhamento da aceleradora e de seus mentores.

O CEO da Stac, Mahuan Abdala, comenta que a empresa tem como foco a melhoria na performance dos aviários. De maneira prática e intuitiva, a ferramenta criada pela startup paranaense utiliza a informação para atingir o desempenho desejado com sensores modulares, sem a necessidade de modificações na estrutura do aviário. Isso porque os equipamentos podem ser fixados de maneira independente da estrutura ou tecnologias que o produtor já possua em seus espaços.

Conforme Abdala, esse gerenciamento dos dados através do uso de Internet das Coisas (IoT), permite que o produtor entenda como cada aviário se comporta, possibilitando o manejo necessário de maneira individual para cada período do dia. A informação gerada pelo painel e sensores é coletada pela tecnologia IoT da Stac e enviada para a plataforma na nuvem. Dessa maneira o avicultor pode acompanhar os dados de ambiência e do desenvolvimento do lote de cada aviário remotamente e em tempo real, tendo a garantia de que seu aviário está com a melhor ambiência para que seu lote tenha um bom rendimento. 

Caso haja algum problema, ele receberá alarmes em seu celular. “Através do aplicativo no celular, o produtor consegue monitorar dados de ambiência e do desenvolvimento do frango”, explica o CEO. Conforme ele, a coleta de dados permite a unificação das informações, e auxilia o produtor na tomada de decisão.

 “Nossa solução auxilia o produtor no manejo, no planejamento estratégico e na tomada de decisão de seu negócio. Se ele (o produtor) tem dois aviários em uma mesma propriedade com a mesma linhagem de pintainho, mesma ração e mesmo manejo, os resultados são diferentes, com o conhecimento do comportamento de cada aviário durante o dia é possível realizar o manejo ideal para cada um obtendo melhores resultados a cada lote”, comenta.

Abdala ressalta que o controle e o monitoramento das aves também contribuem para o aumento da lucratividade dos negócios. “Um dos produtores que utiliza nossa solução teve redução de 50% na mortalidade das aves”, observa. Somente no Paraná, mercado onde a empresa atua, foram produzidas pelo setor avícola 984,7 milhões de aves, de janeiro a junho de 2020 – elevação de 7,1% com relação ao total de abates registrado no mesmo período do ano anterior. Desta produção, 33,6% foi destinado ao mercado externo. Entre os países que mais importaram a carne de frango do Paraná estão: China, África do Sul, e Emirados Árabes Unidos.

 

 

Das aulas de empreendedorismo na faculdade à empresa de sucesso

O CEO revela que a ideia para a criação da empresa surgiu em 2016, durante as aulas de empreendedorismo do segundo ano do curso de graduação em Ciência da Computação da Universidade Estadual do Oeste do Paraná, a Unioeste, localizada no Parque Tecnológico de Itaipu (PTI), em Foz do Iguaçu.

Naquela ocasião, ele, junto com os colegas Cleber Medeiros e Lucas Hübner (seus atuais sócios na Stac), receberam do professor o desafio de pensar soluções tecnológicas para as organizações. “Fomos instigados a resolver um problema real existente nas empresas. Ao olharmos para o mercado, percebemos que a avicultura, que é uma área de extrema importância para nossa região, também era muito carente de tecnologia” recorda Abdala.

Diante desse cenário, os estudantes resolveram criar algo voltado para atender necessidades específicas do segmento. O CEO teve passagem pela indústria avícola e já conhecia as dificuldades enfrentadas pelos produtores, principalmente no que se refere a tecnologia para a análise de dados nos aviários. Segundo ele, diferente de outros segmentos do agronegócio, como a agricultura, que dispõem de tecnologias avançadas, para os avicultores faltam ferramentas para a gestão técnica de suas propriedades. 

E foi através de uma pesquisa minuciosa junto a esse mercado que surgiu a empresa. Ainda em 2016, a startup participou de um edital de aceleração para novas empresas do Parque Tecnológico de Itaipu (PTI). “Estávamos com muita vontade de fazer acontecer, pois já vivenciamos o ecossistema de inovação”, lembra.

Junto com os sócios, Abdala atuou como voluntário de uma startup incubada no Parque Tecnológico. Durante três meses eles desenvolveram o produto e iniciaram seu MVP – Produto Mínimo Viável. Ao final do processo, a Stac ficou entre as 3 melhores e o ano seguinte (2017) iniciou seu processo de incubação no PTI. Com a solução pronta, os três sócios apresentaram a solução para o mercado e buscaram sua validação junto aos clientes. 

 

Reconhecimento no mercado avícola nacional

O diferencial da empresa é reconhecido não só pelos produtores que utilizam diariamente sua solução, mas também por entidades ligadas ao segmento. A Stac ficou na primeira e segunda posições do programa “InovaAVI: chocando ideias”, realizado em outubro de 2020 pela Embrapa, e que selecionou as melhores soluções para avicultura no sul do País.

A solução vencedora foi a Stac Robot – projeto desenvolvido em parceria com o Laboratório de Internet das Coisas (LabIoT) da Unioeste, o qual consiste no desenvolvimento de um robô autônomo que tem como objetivo auxiliar o produtor no manejo diário de seus aviários. 

O segundo ficou lugar com a AveStac PROsolução que visa a auxiliar o produtor na tomada de decisão e no manejo de seus aviários a partir da utilização de dispositivos de Internet das Coisas – IoT. A ferramenta realiza o monitoramento em tempo real das informações relacionadas ao ambiente e a produtividade.

Empresa projeta expansão para 2021

Os recursos que serão repassados a empresa por meio do programa IA² MCTI – Inovação Aberta e Inteligência Artificial do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) em conjunto com a Softex, no âmbito do Programa Prioritário, já têm destino certo. A empresa quer ampliar seu ramo de atuação e por isso irá concentrar os aportes financeiros na estruturação dos times de marketing e vendas, como forma de atrair novos clientes a partir do próximo ano.

“Atualmente estamos atuando no Estado do Paraná mas queremos atuar em outros mercados também. Já temos clientes procurando nossa solução no Nordeste e também no Rio Grande do Sul”, finaliza Abdala. Para saber mais sobre a Stac acesse o site https://agrostac.com.br/home ou nas redes sociais pelo @stacavicultura. 

Além da Stac, outras três startups serão aceleradas pelas VENTIUR por meio de recursos do programa do MCTI no ciclo da turma 11. Interessados em saber mais sobre este e outros programas de aceleração e investimento da VENTIUR, podem entrar em contato pelo email queroinvestir@ventiur.net.

Hortify, tecnologia para gestão e rastreabilidade de alimento

Startup está entre as selecionadas para o novo ciclo de aceleração da VENTIUR

Especializada em hortifruticultura, a plataforma Hortify reúne de maneira intuitiva dados de produção, mão de obra, estoque e financeiro, integrado com algoritmos inteligentes que auxiliam na tomada de decisão. Somado a isso, atendendo a exigências do governo brasileiro, a solução introduz um processo inteligente de rastreabilidade alimentar, agregando valor e transparência ao alimento. 

A Hortify é uma das cinco startups que formam a turma 11 da VENTIUR. O CEO e um dos fundadores da Hortify, Vinícius Sossella, comentou que a empresa está presente em mais de 100 propriedades rurais das regiões Sul, Sudeste e Nordeste do País. Explica que a plataforma da empresa realiza toda a gestão da produção de frutas, verduras e hortaliças, passando por gestão financeira, mão de obra, gestão de produtos e central de compras. 

Através da geração de relatórios e gráficos, o aplicativo da empresa fornece todos os dados para que o produtor possa realizar a gestão de sua propriedade. “Basicamente o agricultor desconhece os números de sua propriedade. Faltam dados que permitam a ele a tomada de decisões mais assertivas para a manutenção do negócio e a adoção de estratégias para o aumento da lucratividade”, observa Sossella. E é justamente o aumento dos ganhos na lavoura que estão entre os principais benefícios da solução. 

O CEO salienta que nessas culturas, a mão de obra, por exemplo, é um dos fatores que mais impacta nos custos do produto, chegando até a 50% em alguns dos casos. Dentro desse contexto, uma das funcionalidades da ferramenta é justamente contribuir para o aumento do desempenho da força de trabalho no campo, melhorando a qualidade das entregas funcionais e eliminando o retrabalho. “Já verificamos o aumento do desempenho da mão de obra em até 20%”, comemora Sossella. Dentro desse contexto, a solução permite que o produtor visualize a lucratividade em determinados ciclos de plantio. 

Atualmente mais de 60 produtores já utilizam a solução da Hortify, além de uma cooperativa de agricultura familiar que reúne outros 40 produtores e um instituto. Esses clientes possuem planos mensais para utilizarem a plataforma que, dependendo da contratação, inclui até mesmo consultoria com especialistas no segmento. O aplicativo possui três versões, as quais abrangem: produtores e agricultores, distribuidores e cooperativas e profissionais agrícolas, e pode ser utilizado tanto online, quanto off-line, facilitando ainda mais o seu acesso.

Empresa surgiu da paixão pela tecnologia e pelo agronegócio

“Unimos nossas duas paixões: agronegócio e tecnologia”, brinca Sossella ao lembrar do começo da empresa, que surgiu há três anos, em 2017, na região de Holambra, interior de São Paulo, e carrega consigo empreendedores com 30 anos de experiência de mercado de estufas agrícolas e desenvolvedores experientes no setor de tecnologia. Naquela oportunidade Sossella e os dois sócios, Nelson Scariot Jr e Jucenir. Zanatta, que são todos da cidade de Tapejara (RS), identificaram uma oportunidade de negócio no setor de hortifruticultura

Por estarem ligados ao agronegócio (suas famílias atuam no segmento) perceberam que os operadores do nicho de hortifrutigranjeiros desempenham suas atividades de maneira manual, gerando uma carga excessiva de trabalho. Diferente do manejo de outras culturas, como é o caso de cultivos extensivos de lavouras de grãos, não havia disponível no mercado uma solução específica para a produção de hortaliças – setor em que os produtos podem são mais sensíveis aos tipos de contaminações microbiológicas e químicas, durante e após o processo de produção. 

Separados geograficamente (Vinícius e Nelson em Tapejara e Zanatta em SP), passaram a trabalhar no desenvolvimento da solução para logo em seguida validar a ferramenta com produtores. “No início ainda não tínhamos muito claro o que iríamos fazer. Éramos apenas um marketplace e gestão de estufas, mas ouvindo os produtores, surgiu a necessidade da rastreabilidade de alimentos”, recorda o CEO. Em seguida o time ganhou uma nova sócia – Janaina T Zanatta, que possui experiência em administração financeira e Recursos Humanos.

 

Encontro com a VENTIUR

“Por este momento a VENTIUR aparece na nossa história” relata Sossella. Apesar da tecnologia desenvolvida e sendo testada por centenas de produtores, os sócios ainda tinham certo receio em cobrar pela solução pois ainda não estava completa. Participaram do warmup da VENTIUR no início de 2020 em Piracicaba no AgTech Garage e nestes dias Guilherme Kudiess, Sócio da Aceleradora, ressaltou a importância do usuário pagar pela solução. “Se efetivamente a solução resolve uma dor grande, alguém vai pagar por isso” afirma Kudiess. Assim a Hortify foi a campo e gerou suas primeiras vendas.

Mas não foi aí onde Hortify e VENTIUR se uniram. Neste momento o Grupo de Investidores da VENTIUR optaram por não investir na startup. Tempos se passaram até a Hortify ser selecionada no programa IA² MCTI – Inovação Aberta e Inteligência Artificial do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) em conjunto com a Softex. Neste momento, entendendo o amadurecimento da Hortify e já com clientes pagantes, a VENTIUR decidiu por acelerar a Hortify. “Foi uma disputa bastante acirrada no MCTI”, destaca o CEO ao lembrar do processo de seleção.

A iniciativa do MCTI tem como objetivo apoiar projetos de pesquisa e desenvolvimento orientados ao desenvolvimento de soluções em inteligência artificial em quatro áreas prioritárias: agronegócios, saúde, indústria e cidades inteligentes. 

Startup planeja expansão para 2021

Os aportes financeiros que a startup irá receber durante o processo de aceleração da VENTIUR, permitirão que a Hortify consiga implementar seu plano de expansão para 2021. O CEO detalha que a intenção é investir em marketing e vendas, com a adição de novas pessoas para o time. 

Dessa maneira, a startup pretende trabalhar sua capilaridade dentro do segmento do agronegócio, ampliando sua base de clientes e a consequente geração de novos negócios. Sossella destaca que a empresa também aposta no uso de soluções de machine learning, com foco na obtenção de melhores resultados para os produtores. “Queremos auxiliar o produtor ainda mais em sua tomada de decisão, contribuindo para a melhoria em seu negócio”, observa.

O agronegócio é o único segmento econômico que apresentou crescimento no País durante a pandemia do Covid 19. A agropecuária apresentou crescimento de 0,6% no primeiro trimestre de 2020 em comparação ao quarto trimestre de 2019, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mesmo com a pandemia, o PIB do setor agropecuário brasileiro deve ter alta de 2,5% em 2020. O setor deve ser também um dos principais responsáveis pela retomada dos negócios no cenário pós pandemia.

Sossella ressalta que a rastreabilidade dos alimentos é uma exigência do Governo, a qual os produtores precisam se adequar. Até o começo de agosto de 2021 todos os vegetais frescos destinados ao consumo humano deverão estar aptos a serem rastreados ao longo de toda a cadeia produtiva. A adoção da rastreabilidade, onde o manejo da produção pode ser registrado, contribui assim com a qualidade dos alimentos e pode assegurar as condições sanitárias dos alimentos. A rastreabilidade consiste, por meio do uso de um QRCode, na identificação do processo de produção de um alimento. 

Esse mecanismo garante a qualidade dos produtos. A ferramenta permite que o produto implemente a rastreabilidade de forma simples e funcional, possibilitando que ele registre suas atividades no caderno de campo e gere o QRCode para aplicação no alimento produzido. Para saber mais sobre a Hortify acesse o site https://hortify.app/ ou nas redes sociais pelo @hortify.

Leigado leva gestão inteligente do agronegócio para o setor leiteiro

Trazer eficiência a gestão e aumentar a lucratividade da propriedade rural, em especial no setor leiteiro. Esse é o objetivo da solução criada pela Leigado – agtech acelerada pela VENTIUR, e que já atua em 23 estados brasileiros e em seis países na América Latina e na Europa.

O CEO da Leigado, Giandro Masson, comenta que atualmente cerca de 530 propriedades rurais no Brasil, e também em países como Paraguai, México, Costa Rica, Bolivia e Portugal, já utilizam o software de gestão desenvolvido pela empresa, que abrange toda a cadeia produtiva do leite, desde o pecuarista até o laticínio. A agtech, criada no Paraná há cinco anos, está de olho no mercado estrangeiro e prepara seu plano de expansão. 

Para executar essas ações de crescimento, a empresa captou uma nova rodada de investimento através da plataforma de financiamento coletivo (crowdfunding), Captable. “Realizamos a captação de R$ 700 mil por 10% do capital da empresa, pois queremos buscar novos mercados. Já estamos em contato com produtores rurais de outros países como Colômbia e Canadá que desejam utilizar nossa plataforma em suas propriedades”, revela Masson. E para atrair novos aportes financeiros, a agtech apresenta números que indicam a relevância para clientes e investidores. 

O CEO ressalta que a empresa mais que dobrou o seu faturamento desde o início de 2020, gerando valor e lucratividade para seus clientes através da inteligência de dados. “Temos clientes que já conseguiram aumentar em até 27% a produtividade de seus animais, apenas utilizando nosso sistema de gestão. Alguns [clientes] acreditam tanto no sistema, que até viraram investidores”, enfatiza Masson. 

 

Crescimento na pandemia 

Diferente de outros setores da economia brasileira, que foram severamente afetados pela pandemia da Covid-19 em 2020, o agronegócio brasileiro está resistindo ao impacto da crise sanitária e deve encerrar o ano em expansão. O setor deve ser também um dos principais responsáveis pela retomada dos negócios no cenário pós pandemia. 

O CEO da Leigado também confirma a situação favorável para o segmento do leite, em especial, e enfatiza que a Covid 19 impulsionou, de certa forma, a transformação digital no campo. “Com a pandemia muitos agricultores abriram os olhos para a necessidade de utilizar a tecnologia em suas propriedades. Eles eram céticos mesmo, mas agora perceberam que é preciso acompanhar as novas tendências tecnológicas para que tenham sucesso em seus negócios”, observa.

 

O sistema Leigado 

Masson explica que o sistema entrega a solução completa para a cadeia produtiva, desde o cadastro dos animais até a obtenção de relatórios, atuando no gerenciamento zootécnico e financeiro das propriedades leiteiras. “Somos a única plataforma no País que entrega a solução completa ao produtor, incluindo controle dos animais, de estoque, financeiro e nutricional”, ressalta.  Através da plataforma, que pode ser acessada tanto no celular, via aplicativo, quanto no computador, o pecuarista pode gerenciar rebanho, reprodução, produção, sanidade, estoque, finanças, nutrição e qualificação de produtores. 

Ao utilizar a ferramenta, o produtor recebe notificações diárias de todos os manejos que devem ser realizados em sua propriedade. No total são 12 tipos de notificações e mais de 35 relatórios que preparam o produtor para os próximos manejos e indicam a real situação da propriedade. Esse mapeamento permite que o pecuarista alcance a classificação de qualidade para entrega do produto, o que gera aumento nos lucros. Além disso, a coleta desses dados, serve como base para que os estabelecimentos coletores de leite possam realizar a rastreabilidade do produto. 

Para se ter uma ideia da funcionalidade da plataforma, ela permite, por exemplo, que o pecuarista tenha controle sobre o histórico e a genealogia dos animais, realize a separação por lote e pastagem, acompanhe o crescimento através da curva de pesagem e o ganho médio diário. “Oferecemos ao produtor a informação adequada para sua tomada de decisão, pois a produção leiteira é bem complexa e requer inúmeros cuidados. Qualquer descuido pode gerar um grande prejuízo”, salienta. Em algumas situações o prejuízo do produtor pode chegar a R$ 600,00 por animal quando não é feito o manejo adequado, “Isso daria para pagar várias mensalidades do nosso sistema”, brinca. 

Além do produtor, a solução contempla ainda outros atores da cadeia produtiva, o que inclui cooperativas, laticínios e consultores. Para cada um destes eixos a Leigado desenvolveu acesso à plataforma. No caso dos laticínios, por exemplo, a ferramenta auxilia os produtores a produzirem mais e com maior qualidade com base no Plano de Qualificação de Fornecedores de Leite – PQFL. Dados como volume de produção, projeções de entrega e preços podem ser consultados em tempo real. Mais de 10 mil propriedades e 130 mil animais já foram gerenciados com o sistema Leigado.

 

E como surgiu a empresa

A Leigado surgiu no final de 2015 na pequena cidade de Dois Vizinhos, interior do Paraná. A ideia de montar a empresa partiu do próprio Masson, que percebeu a dificuldade de familiares, ligados à produção leiteira, em realizar a gestão de suas propriedades. Segundo ele, faltavam dados que permitissem a tomada de decisões assertivas para a manutenção do negócio e estratégias para o aumento da lucratividade.

A partir do enfrentamento dessa dificuldade, o CEO lembra que começou a desenvolver o sistema. Graduado em Sistemas de Informação e com pós-graduação em Design Centrado no Usuário, Masson deu início à fase de testes da ferramenta. E no seguinte finalizou o primeiro Produto Mínimo Viável (MVP). A solução foi colocada em 15 propriedades rurais daquela região mesmo, inicialmente em fase de testes, e ganhou rapidamente vários adeptos. “O modelo deu certo, em especial, pela sua funcionalidade, e foi aprovado pelos clientes”, recorda o CEO. 

Ainda em 2016, a Leigado recebeu seu primeiro investimento anjo, o que permitiu a empresa contratar um desenvolvedor para estruturar novas soluções. A partir da então, foi montado um novo plano para prospecção de novos clientes, com a ampliação de investimentos em estratégias de marketing e vendas. 

 

Aplicativo facilita coleta de dados

Os aportes financeiros permitiram a expansão da empresa, que em 2018 lançou seu aplicativo. Masson destaca que o aplicativo, o qual está integrado com a solução web, é funcional e intuitivo, podendo ser utilizado por qualquer pessoa, o que permite a inclusão de todos os colaboradores da propriedade na coleta dos dados. No ano passado a Leigado ampliou ainda mais seu número de clientes e as regiões de atuação. Foi também em 2020 que a empresa recebeu a aceleração e o aporte financeiro da VENTIUR. 

Por último, Masson fala do propósito da empresa, que busca transformar a pecuária de leite através da tecnologia e tornar o Brasil o maior produtor mundial de leite – atualmente o País está na terceira posição do ranking mundial dessa indústria que é bilionária. “Nossa filosofia é garantir a lucratividade, preparar a sucessão familiar e transformar o Brasil no maior produtor de leite do planeta”, finaliza. O leite está entre os seis primeiros produtos mais importantes da agropecuária brasileira, com produção em torno de 33,6 bilhões de litros anuais.

 

Produtores comemoram resultados com uso da plataforma

Os produtores de leite que utilizam o software da Leigado comemoram os resultados positivos gerados pela solução. O pecuarista Marcelo Gonçalves Rahal, da Fazenda Santo Antônio, de Piracaia, interior de São Paulo, é um dos clientes que utiliza a ferramenta na gestão de seu negócio. 

Entre os benefícios do aplicativo, ele cita o “ambiente agradável e de fácil manuseio”. Salienta que o software é um importante aliado nas rotinas diárias da propriedade, como o manejo do rebanho e o controle nutricional do animal. “Estou bem satisfeito com o app. No meu entendimento ele é bem completo e permite registrar todas as informações dos animais, o que nos ajuda a aumentar os resultados da atividade leitera”, observa o pecuarista. 

Além do planejamento, a ferramenta dispõe de um módulo de gestão financeira. Essa funcionalidade permite que o produtor visualize de forma clara e precisa, seus gastos, e indica formas de redução custos. Também é possível emitir notas fiscais eletrônicas pelo aplicativo. Fatores como esse contribuem também para a melhoria na a qualidade de vida do animal e do leite.

 

Para saber mais sobre a empresa acesse o site https://www.leigado.com.br ou nas redes sociais pelo instagram @Leigado

Leigado: Software e app para gestão de propriedades leiteiras

A Leigado (software de gestão para propriedades de gado leiteiro), startup investida e acelerada pela VENTIUR desde março deste ano, está se destacando cada dia mais no mercado de pecuária leiteira. Por isso, decidimos compartilhar com vocês um pouco da trajetória da startup. 

A Leigado é uma ferramenta completa de gerenciamento zootécnica e financeira para gestão do gado leiteiro. A ideia surgiu no ano de 2015, quando Giandro Masson, fundador e  CEO da Leigado, observou as dificuldades de gestão das propriedades leiteiras da região onde mora, no interior do Paraná. Tendo próximo contato com produtores de leite, Giandro sempre questionava o funcionamento da produção, como a quantidade de litros de leite que cada animal produz e o seu custo. Entretanto, nunca obtinha uma resposta com precisão. A conclusão foi que a maior parte desses produtores não sabiam com exatidão os números que a sua produção estava gerando. 

Ao buscar softwares que pudessem ajudar os produtores, Giandro notou que estes programas não eram específicos para gado leiteiro, além de serem muito complexos para utilização diária pelo produtor. Assim, Giandro, que é graduado em Sistemas de Informação pela UNISEP e pós-graduado em Design Centrado no Usuário (UX), decidiu desenvolver um software de fácil utilização pelo produtor e que atendesse a necessidade deste.

Após o desenvolvimento do sistema, fez-se a parte de testes e validação com os produtores. Assim surgiu o  MVP da Leigado. Em 2016, conquistaram o primeiro cliente, que até hoje seguem em crescimento com a startup. Outra demanda que surgiu com os testes do MVP foi o desenvolvimento de um aplicativo, para tornar ainda mais fácil o uso da plataforma.

Hoje, a Leigado atende produtores, médicos veterinários, zootecnistas, agrônomos, cooperativas de leite e laticínios com o objetivo de otimizar o tempo de gestão das propriedades, aumentando a lucratividade e promovendo a sucessão familiar no campo. A plataforma tem todas as informações dos animais (nome, peso, filiação, identificação, média de produção, quais inseminações foram feitas e muitos outros). O sistema analisa os dados e os transforma em notificações, que são encaminhadas ao produtor, com informações quanto ao dia correto de medicação, parto dos animais, entre outros. 

Além disso, o sistema tem um módulo de gestão financeira que permite o produtor visualizar e maneira clara as entradas e saídas, gasto elevados e onde ele pode reduzir custos. Há também a parte de estoque onde se pode ter uma visão ampla de todo o material disponível na propriedade. É possível fazer a emissão da nota fiscal eletrônica pelo aplicativo e também o controle nutricional do animal. Todos esses recursos que a plataforma oferece visam aumentar o controle e lucratividade do produtor, bem como melhorar a qualidade de vida do animal e do leite. 

Atualmente, a Leigado atende mais de seis países, contando com mais de 10 mil propriedades, gerenciando mais de 150 mil animais. Para o futuro, a Leigado tem previsto a integração com os equipamentos das propriedades para automatizar o lançamento dos dados e otimizar o tempo dos produtores. Outro projeto em mente é pôr em prática o “Leigado Qualifique”, visando atender a demanda do PQFL, considerando a exigência do governo irá entrar em vigor no ano de 2021, quanto a qualidade do leite fornecido aos laticínios.

Raks Tecnologia Agrícola: soluções e inovações para o campo

A Raks, nossa parceira e investida desde 2019, é uma das startups aceleradas pela VENTIUR. A startup está evoluindo rapidamente e se destacando cada dia mais no mercado de tecnologia do agronegócio. Por isso, decidimos compartilhar com vocês um pouquinho da sua história. A startup atua mais especificamente na irrigação agrícola, e iniciou seus trabalhos em 2017, através de seus fundadores, Fabiane Kuhn, Guilherme de Oliveira, Vinicius Muller Silveira e Marco César Sauer. 

A Fabiane, CEO e Cofundadora da Raks, nos contou um pouquinho de como a startup surgiu e se desenvolveu. Tudo começou com a crise hídrica que ocorreu no Estado de São Paulo, em 2014, onde as pessoas mal tinham água para beber. Nessa época, Fabiane e seu sócio Guilherme, ainda estavam no ensino médio, cursando técnico em eletrônica e, para finalizar o curso, precisavam desenvolver um trabalho de conclusão. A crise hídrica foi escolhida como tema do projeto, e assim eles descobriram que 70% da água mundial é destinada a agricultura, sendo 50% desse total desperdiçado nos processos de irrigação.

Essas informações motivaram os fundadores a pensarem soluções para esse problema. Entre os anos de 2015 e 2016 o projeto circulou por feiras de ciências nacionais e internacionais,  crescendo e sendo aprimorado ao longo do tempo. Assim, a Raks como startup surgiu no ano de 2017. O grande objetivo da Raks é auxiliar os agricultores a produzirem mais alimentos com menos gastos com água e energia elétrica. Todo esse propósito está alinhado no produto da Raks.

A startup desenvolveu um sistema para otimizar o processo de irrigação, criando um sensor próprio de umidade do solo que utiliza a tecnologia TDR de medição e consegue captar pequenas alterações de umidade com mais precisão. Os sensores permanecem fixos em campo, alimentados com energia solar e todas as informações são transmitidas via conexão sem fio e sem internet. Além de saber como está a umidade do solo, o produtor tem acesso a informações como temperatura do ar, estágio de plantio e condições climáticas. Através do sistema, o produtor consegue identificar quanta água cada planta precisa e quanta água cada solo consegue reter. Baseado nessas informações, o produtor sabe o momento exato de ativar a irrigação.

Preocupados em dar mais protagonismo aos produtores, a Raks facilita todo o processo, dando a eles acesso aos dados, gráficos e tabelas de uma maneira fácil e intuitiva. Além de ajudar economicamente os produtores, a startup se preocupa em impactar de forma positiva o meio ambiente. O sistema não só colabora para a otimização da lavoura, mas também diminui consideravelmente o desperdício de água. 

A Raks ao longo de sua trajetória recebeu diversos prêmios, como os títulos de Vencedores do Agronegócio (FEDERASUL), prêmio O Futuro da Terra e prêmio GSEA Brasil – Global Student Entrepreneur Awards. Esses prêmios, além de valorizarem o trabalho da equipe, valida a importância desse sistema para a economia agrícola.

Atualmente, a Raks atua no Rio Grande do Sul, em diferentes cultivos, como pomares de nogueiras, tabaco e hortifruti, mas já está expandindo para lavouras de grãos e tem seu primeiro sensor instalado em uma propriedade com 12 pivôs de irrigação em Luis Eduardo Magalhães no Oeste Baiano. Além disso, a startup, foi selecionada para apresentar o World Agri-Tech South America Summit, um evento internacional do agronegócio que conta com grandes empresas do setor e ocorrerá de forma online entre os dias 29 e 30 de julho. Para saber mais sobre o evento acesse: https://worldagritechsaopaulo.com/

  E para conhecer mais sobre a Raks e acompanhar o crescimento dessa startup cheia de propósito, acesse o site: http://raks.com.br/ e siga @raksagro no Instagram

Impactos do Coronavírus no Agro e como as AgTechs estão se adaptando

O Coronavírus é uma realidade que está impactando diretamente muitos mercados, e como o agro está reagindo? Muitos países estão fechando suas fronteiras, impactando diretamente nas exportações. Muitas feiras e eventos agrícolas anunciaram seu cancelamento. O dólar já ultrapassou os R$ 5 e há centenas de implicações decorrentes desse aumento. Também motoristas estão ficando em casa e recusando-se a transportar cargas gerando incertezas de mercado. É assustador os possíveis impactos da situação de mercado no agronegócio.

Em meio a pandemia, a VENTIUR selecionou as AgTechs finalistas que receberão até R$ 800 mil em investimento. A seleção corresponde à 10ª turma, focada em startups do Agronegócio, e teve o seu demoday em 29/02. A reunião com os investidores ocorreu na sequência em início de março, gerando a lista das startups aprovadas. O Processo de seleção, que teve início em novembro/19, teve mais de 60 inscritos e percorreu 3 estados (RS, PR e SP). Os encontros locais foram importantes para conhecer de perto e melhor avaliar as AgTechs que, em grande maioria, estão espalhadas pelo interior do Brasil. Neste link você confere mais detalhes do processo de seleção.

As startups da turma 10 selecionadas para receber investimentos foram:

Leigado – Plataforma Web-Mobile para gestão de propriedades de gado leiteiro;

Raks – Sensor de umidade + sistema de apoio a decisão para o acionamento da irrigação;

Trucker do Agro – Contratação de frete agrícola integrado com cooperativas e transportadoras;

E ainda, no páreo, algumas startups que demonstraram alta capacidade de entrega, empreendedores comprometidos e modelos escaláveis, seguem em análise por parte dos investidores:

Agextec – Estação meteorológica de baixo custo e sistema de gestão de informações coletadas;

Agritrade – Marketplace de toda a cadeia da cana de açúcar;

Gravitwave – Sistema de gestão de produtores de suínos e aves;

Stac – Sistema de apoio a decisão no manejo de aviários;

A Aceleração das 3 startups já selecionadas se inicia em momento perfeito para rever estratégias de como se adaptar para superar a crise. De prontidão a VENTIUR lançou seu primeiro bootcamp online e que foi disponibilizado a toda comunidade para compartilhar conhecimentos no tema emergencial ESTRATÉGIAS EM TEMPOS DE CRISE. A gravação da conferência pode ser assistida no canal do Facebook da VENTIUR Aceleradora ou neste link.

Voltando ao cenário Agro, em conversa com Rodrigo Souto da startup Cerealiza, consultoria financeira para lavouras de grãos e que também participou do processo de seleção da VENTIUR, afirma: “Existem grandes incertezas críticas a administrar nesse momento. Primeira Incerteza: o preço do dólar. Ele impacta positivamente no preço de venda da commoditie, mas consequentemente na importação de insumos, tornando mais cara a produção agrícola. Segunda Incerteza: a demanda por alimentos. A princípio segue tranquila, mas há uma terceira incerteza que afeta a demanda: logística. O Brasileiro sabe ser muito produtivo e eficiente da porteira pra dentro, mas ainda há muito a amadurecer da porteira pra fora. Os problemas logísticos implicam desde fechamento de acessos, motoristas em casa, fluxo de retorno com os insumos imprescindíveis à produção nos portos nacionais e internacionais. A colheita está garantida, mas até quando o sistema agrícola se manterá a salvo é um grande ponto de interrogação.” 

A Trucker do Agro, startup mais recente investida pela VENTIUR, vem justamente neste momento crítico ajudar o agronegócio com a gestão e automação na contratação de fretes. “Lançamos nossa plataforma de logística Trucker do Agro em fevereiro no Show Rural em Cascavel, com projeções animadoras em um mercado carente de ferramentas. Nossos clientes são cooperativas, revendas, sementeiras, até mesmo o produtor e construímos nossa solução baseada nas dores deles. O que tem nos travado um pouco são as visitas a novos clientes para apresentar a solução, mas os que estão em operação usam diariamente o Trucker. A plataforma é 100% online, então mesmo home-office, basta o contratante baixar o app e de casa solicitar fretes e acompanhar todo processo. Do lado das transportadoras, da mesma forma, estes recebem a cotação e instantaneamente pelo app podem fazer suas ofertas de carga.” Comenta Durval Carneiro, CEO da Trucker do AgrO.

Outra startup também investida da VENTIUR é a Raks Tecnologia Agrícola que desenvolve sensores de umidade e um sistema de apoio a decisão no acionamento da irrigação e se encontra justamente em meio a uma estiagem no RS. “Estamos vivendo uma situação atípica e transformadora na história de todas as empresas e consumidores, porém, assim como a saúde, o Agro não para. Aproveitamos este tempo para produzir e aprimorar nosso produto. Além dos desafios que todos estamos vivendo com a pandemia, os produtores ainda enfrentam o desafio do clima, da falta de chuva, e é nesses momentos que percebemos ainda mais a importância dos sistemas de irrigação e do correto manejo da água. A Raks está lado a lado com os produtores para que consigam seguir produzindo e enfrentando esse e outros desafios; Esse é o nosso objetivo: um produto melhor para uma agricultura melhor.” afirma Fabiane Kuhn, CEO da Raks.

Produtores, empresas e startups estão tentando se manter firmes neste tempo de crise. As pessoas seguem trabalhando para manter a produção de alimentos. É incrível a compreensão que a cadeia produtiva de alimentos tem sobre a sua importância para este momento. A circulação de imagens em redes sociais tem sido constante. O principal objetivo é, segundo as recomendações das autoridades de saúde, conscientizar as pessoas a permanecerem em casa, que a produção de alimentos não vai parar. 

Esse é o Agro Brasileiro, e vai continuar trabalhando até o país sair dessa crise.

#GoAgro #GoHard #GoVENTIUR

VENTIUR AgTech realiza Pitch Day em Piracicaba

VENTIUR AgTech

Após 3 meses de seleção, ocorreu no sábado o pitch day do VENTIUR AgTech no Startup Garage em Piracicaba – SP.

A VENTIUR realizou o pitch day no dia 29 de fevereiro, momento tão esperado pelos empreendedores e investidores do VENTIUR AgTech. O evento celebra o encerramento das startups no processo de seleção que teve mais de 60 inscritos, 32 participantes do Warmup (processo de pré-aceleração) e 13 finalistas que apresentaram os seus pitches.

Durante o período de seleção foram realizadas avaliações de formulários e entrevistas online para conhecer os empreendedores, seguindo para o Warmup onde correram eventos presenciais nas cidades de Porto Alegre, em Cascavel durante o Show Rural Coopavel, e para finalizar um último encontro de dois dias em Piracicaba no AgTech Garage.

Segundo Guilherme Kudiess, COO da VENTIUR e responsável pelo VENTIUR AgTech, a cidade de Piracicaba foi escolhida para sediar a final pois o Vale do Piracicaba é conhecido como AgTech Valley. É o local onde se encontra a ESALQ, quinta melhor faculdade de Agronegócio do mundo, a ESALQTec, que tem como objetivo transformar as pesquisas da universidade em negócios reais, além de um grande parceiro do ecossistema que é a Pulse, Hub da Inovação da Raízen e que atrai boas startups para a região.

As startups finalistas do VENTIUR AgTech foram:

Agextec – Estação meteorológica de baixo custo e sistema de gestão de informações coletadas;
AgPay – Marketplace que auxilia o produtor a vender melhor sua safra de grãos;
Agritrade – Marketplace de toda a cadeia da cana de açúcar;
Cerealiza – Sistema de gestão financeira da Lavoura, Ajuda o produtor a precificar sua safra;
Culte – Fintech (emissão de boleto e carteira digital) e marketplace para o Pequeno e Médio produtor;
Dillon Bio – Produtos microbiológicos e fungicidas;
Gravitwave – Sistema de gestão de produtores de suínos e aves;
Hortify – App para gestão e marketplace para cadeia hortifruti;
Leigado – Plataforma Web-Mobile para gestão de propriedades de gado leiteiro;
QuiperFresh – Morango Azul prolonga a vida de frutas, verduras e legumes;
Raks – Sensor de umidade + sistema de apoio a decisão para o acionamento da irrigação;
Stac – Sistema de apoio a decisão no manejo de aviários;
Trucker do Agro – Contratação de frete agrícola integrado com cooperativas e transportadoras;

O próximo passo do processo é a seleção de cerca de 5 finalistas que receberão propostas de investimento da VENTIUR e convite para participar do processo de Aceleração #GoHard.

Investidores interessados em conhecer mais sobre o programa VENTIUR AgTech podem entrar em contato diretamente com Guilherme Kudiess através do telefone/whatsapp 51 98269-8262.

Para mais informações sobre o Programa AgTech VENTIUR, segue o link do programa

#GoHard