Plataforma oferece mesada digital e educação financeira para jovens

Facilitar o acesso ao sistema bancário para crianças e adolescentes – este é o objetivo da plataforma Yours Bank, startup selecionada no começo de maio para receber o aporte financeiro e aceleração da VENTIUR em parceria com os seus veículos de investimento Hélice e Fundo20. A intenção da empresa, que está em processo de expansão, é chegar ao patamar de 100 mil usuários da plataforma ainda esse ano.

O CEO e um dos fundadores da Yours Bank, Felipe Diesel, comentou que a solução não se trata apenas de um banco digital. Explica que o aplicativo, além de oferecer o primeiro cartão de crédito pré-pago para crianças e adolescentes poderem efetuar compras em lojas físicas ou na internet tanto no Brasil, quanto no exterior, contribui também para o processo de liberdade e autonomia dos mais jovens, tudo isso em uma plataforma de educação financeira. 

Dentro desse contexto, a solução também disponibiliza uma série de conteúdos abordando os principais conceitos desse tema, o que inclui dicas de investimentos e informações sobre mercado de financeiro e bolsa de valores. “Contamos com um aplicativo para pais e filhos, em que os filhos podem utilizar dinheiro enquanto aprendem. Ao criar objetivos, simular investimentos e utilizar o seu próprio cartão para fazer compras, o filho aprende de maneira real como funciona o sistema financeiro”, enfatizou o CEO.

Segundo o empreendedor, a plataforma oferece aos pais a oportunidade de acelerar o amadurecimento de seus filhos, criando neles responsabilidades de uma forma rápida e prática. “Os jovens, mesmo estando desbancarizados, já consomem produtos em diversas plataformas físicas ou virtuais, seja com dinheiro ou utilizando o cartão de familiares. Com a nossa solução estamos oferecendo a eles uma forma de acesso a esses serviços, sempre com a supervisão e consentimento dos pais que, inclusive, podem estipular limites de compras”, observou o CEO. 

Diesel detalhou também algumas vantagens da utilização da plataforma. Para os pais, o app oferece funcionalidades como o pagamento da mesada totalmente de forma digital, bem a possibilidade de efetuar transferências financeiras entre contas e o acesso ao extrato de gastos do seu filho. Em caso de necessidade, o responsável ainda poderá efetuar o bloqueio do cartão via aplicativo. Por sua vez, para os filhos, a solução permite que além de receber a mesada, eles possam aprender a administrar o seu dinheiro, criando metas e economizando valores. Ainda é possível simular investimentos, tudo de forma prática e funcional.

 

Pais têm papel fundamental na educação financeira dos filhos

O CEO comentou também que a educação financeira é algo de extrema importância na vida dos mais jovens, em especial quando o Brasil detém a desconfortável marca de sete em cada 10 pessoas endividadas, de acordo com pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). “A maioria deles (endividados) acima da sua capacidade de pagamento. A família tem dificuldades e a escola não consegue ensinar educação financeira para essa meninada. E esse é o nosso propósito”, ressaltou Diesel.  

Segundo o mesmo estudo, o número de famílias endividadas no País alcançou o recorde histórico em abril deste ano, se igualando ao mesmo nível de agosto de 2020. Tanto as famílias de maior renda quanto as de menor poder aquisitivo ampliaram as dívidas feitas por meio do cartão de crédito, segundo levantamento. Essa modalidade de pagamento atingiu o recorde histórico de 80,9% do total de famílias brasileiras.

A pandemia da Covid 19 que atingiu todo o mundo em 2020, levou a grande maioria da população brasileira a perceber que sua renda é insuficiente para cobrir seu custo de vida. No entanto, as adversidades impostas pela crise sanitária, também inspiraram o brasileiro a pensar mais no futuro, buscando a educação financeira e formas de programar sua aposentadoria, segundo pesquisa do Instituto Locomotiva e da Xpeed

 

E como surgiu a Yours Bank?

A empresa surgiu em 2020, na cidade de Santa Rosa, na região Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul. Na oportunidade, Diesel e o sócio, Willian Santos, ambos com passagem por empresas dos setores financeiros e de serviços, apostou na criação de um plataforma voltada à educação financeira de crianças e adolescentes. A versão beta do aplicativo foi apresentada aos primeiros usuários em novembro, com a proposta de oferecer aos pais a possibilidade de disponibilizarem aos filhos um cartão pré-pago, onde por meio deste poderiam receber sua mesada e efetuarem compras.

A iniciativa fez tanto sucesso que pouco mais de dois meses após seu lançamento, no final de janeiro deste ano, a empresa já havia conseguindo duplicar o número de usuários da plataforma, em especial aqueles da faixa etária entre 12 e 15 anos. A Yours Bank seguiu registrando crescimento nos meses seguintes, e em março, foi uma das startups selecionadas pela VENTIUR para a etapa de Warmup – que é uma etapa de pré-aceleração – do processo de seleção do #GoHard. No mês seguinte, a empresa foi selecionada para fazer parte do portfólio de startups da Aceleradora.

E os aportes financeiros que a empresa irá receber durante o processo de aceleração já têm destino certo. O CEO revelou que os recursos permitirão que a startup consiga implementar seu plano de expansão em 2021, o que inclui a consolidação da plataforma, e a ampliação de sua base de usuários, que hoje está na faixa de sete mil. Deste montante, cerca de 20% são clientes ativos. 

“Vamos fazer o reposicionamento de marca com foco ainda no público jovem, fortalecendo nossas ações de marketing e vendas para atração de novos clientes”, revelou o empreendedor. E então, ficou interessado na solução da empresa? Quer saber mais sobre a Yoursbank? Então acesse o site, fale com um dos especialistas, ou siga a empresa nas redes sociais pelo @yoursbank

 

Processo de aceleração irá contribuir para alavancar negócio

O CEO destacou que o processo de aceleração da VENTIUR servirá para que a empresa possa alavancar seu crescimento no mercado. Durante o período de aceleração, a Yoursbank terá uma agenda intensa de atividades, a qual inclui uma série de bootcamps, reuniões de acompanhamento e eventos de capacitação com foco no desenvolvimento dos empreendedores e seu time. 

Tais atividades envolvem palestras para transferência de conhecimento e workshops com exercícios práticos, onde devem ser trabalhados diversos temas, como liderança, marketing, vendas, direito, captação de recursos, dentre outros. Nessa fase a equipe da Yoursbank terá também o acompanhamento da aceleradora e de seus mentores, e também do gestor de aceleração. 

A VENTIUR é uma das principais aceleradoras de startups do Brasil e está sediada no polo tecnológico da Unisinos, o Tecnosinos, em São Leopoldo/RS. Quem tiver interesse em obter mais informações sobre os programas de aceleração e investimento em startups da VENTIUR, pode entrar em contato pelo email [email protected].

 

Conselho Consultivo para Startups

Boas práticas para implantar um Conselho Consultivo “Advisory Board” desde cedo

Geralmente os founders de uma startup começam a pesquisar e buscar entender o que é e como funciona o Conselho de Administração, quando estão prestes a virar S.A., geralmente num fechamento de rodada Seed ou Serie A com um fundo de investimento. Mas a boa prática de governança é começar desde cedo a formação de um Conselho Consultivo para que pessoas com muita experiência de negócio ou conhecimento de mercado, atuem como verdadeiros mentores e possam aconselhar os fundadores a tomarem as melhores decisões, dar suporte e orientar a gestão da startup. 

Para muitos empreendedores, abrir todas as métricas, seus dilemas e dificuldades do negócio para outras pessoas, mesmo que conhecidas, muitas vezes gera receio e faz com que um Conselho seja postergado por muitas vezes. Mas como bom empreendedor sabe, não se deve ter medo de se demonstrar frágil para pessoas que podem ajudar no crescimento do negócio. O CEO precisa sempre lidar com diferentes feedbacks e situações, como críticas sobre falhas de gestão, tomada de decisão erradas, parecer frágil ou incapaz para liderar o seu negócio. E pode usar deste momento e a ajuda de bons mentores para ajustar o rumo e melhorar seu negócio a cada sprint entre reuniões. 

Instituir um Conselho Consultivo é um grande passo para uma startup em fase de validação e início de tração, pois além de fazer o CEO organizar constantemente seu fluxo financeiro, rever estratégia e medir a performance do negócio ajuda a construir uma governança que terá uma transição muito mais suave quando a startup se deparar com crescimento acelerado. Esses momentos de apresentar o que está sendo e será feito para outras pessoas ajuda a ampliar a visão do empreendedor que fica geralmente imerso na operação em um dia corrido atrás do outro.

 

Diferença entre Conselho Consultivo e de Administração

O Conselho Consultivo “Advisory board” e Conselho de Administração “Board of Directors” são semelhantes, possuem por vezes mesmos rituais, mesmas práticas, mas a principal mudança está no tomador de decisão. Mas por estas semelhanças geralmente o Conselho Consultivo é um caminho de preparação para o Conselho de Administração.

O Conselho Consultivo não tem necessidade de ser tão formal quanto ao de Administração. Sua principal função é a de aconselhamento, portanto os membros participantes (além dos sócios ou CEO) não serão responsabilizados pelas decisões tomadas. Estes opinam, essa opinião pode ter uma grande carga de influência, mas quem decide sempre são os founders. Conselho Consultivo é mais adotado em startups que estão em fase Seed ou Pré-seed, onde os investidores ainda não converteram seu direito em participação societária (geralmente firmado através de um SAFE ou Mútuo Conversível). 

O Conselho de Administração segue a lei das Sociedades Anônimas. Onde o conselheiro é equiparado a um administrador legal e tem também responsabilidade pela tomada de decisão. A função deste conselheiro, além de supervisionar a condução da operação e andamento da startup, ajudam seus diretores a guiar e manter a estratégia.

 

Quando começar um Conselho Consultivo e seus Benefícios

Muitas startups tem apenas um founder ou mais de um, porém com competências semelhantes. Neste caso é muito interessante trazer conselheiros externos para somar complementaridade de perfis e skills a reuniões estratégicas da startup, estes poderão ajudar no desenvolvimento pessoal e profissional dos empreendedores.

Se a startup também não tem processos de revisão da estratégia ou não há disciplina pelos founders em rever e controlar as finanças, pensar na estrutura de pessoas na operação, mensurar tudo o que puder gerar entendimento e consequente melhoria sobre os processos, neste caso também é interessante se ter um conselho para prestar contas. Dessa forma o sentimento de cobrança e apresentação de resultados gera maior comprometimento dos empreendedores. Também se a tomada de decisões, tanto as estratégicas quanto as do dia a dia, são feitas de forma intuitiva no feeling do empreendedor, sem o apoio de análises ou reflexões mais profundas sobre os custos e consequências de cada decisão.

Se a startup está passando por um momento de expansão, de crescimento, terá muitas decisões a tomar e o apoio de mentores com experiência farão toda a diferença para reduzir as dores do crescimento acelerado. Se a empresa estiver passando por uma crise (financeira, ou entre founders, ou sobre visão de futuro…). O conselho sinaliza uma boa governança para os sócios, funcionários, fornecedores, instituições financeiras e órgãos governamentais. Promove a sustentabilidade da empresa e a geração de valor no longo prazo.

 

A primeira reunião 

O primeiro encontro do comitê tem como objetivo a apresentação entre conselheiros e estes conhecerem melhor a empresa e os founders. Também alinhar as regras, combinados e frequência de reuniões. O Cronograma da primeira reunião pode seguir a seguinte sugestão de pauta:

  1. Apresentação dos conselheiros e founders
  2. Orientação e alinhamento das regras do conselho (é positivo se este estiver em sinergia ao acordo de sócios) e remuneração dos conselheiros (se for aplicado)
  3. Apresentação institucional da empresa
    – Histórico da empresa e situação atual
    – Indicadores financeiros e operacionais
    – Planejamento estratégico
    – Próximos passos e questões estratégicas
  4. Atividades a serem realizadas até a próxima reunião
  5. Alinhamentos, dúvidas, colaboração, feecback e comentário dos investidores 
  6. Definição do calendário de reuniões
  7. Fechamento

Após a reunião elaborar uma ata de constituição do conselho, considerando os alinhamentos e combinados da reunião e encaminhar aos participantes. Pontos interessantes a constar no documento são: missão do conselho, escopo de atuação e objetivos; composição, competências, mandato, empenho, remuneração e destituição; O que é bem combinado e registrado no início não gera margem para desentendimentos futuros.

 

Se preparando para as demais reuniões

Prepare a pauta da reunião de preferência com uma semana de antecedência e envie aos conselheiros com materiais que possam ser observados antes da reunião. Geralmente a data mais adequada para reuniões de Conselho são na segunda ou terceira semana do mês. Desta forma o empreendedor pode organizar os dados financeiros do mês anterior na primeira semana e já enviar o material prévio para apreciação do Conselho. 

Outro ponto importante é a Sensibilização do board; a maioria das convocações podem ser por email, relembrando data, enviando pauta e materiais, mas quando tiver alguma decisão estratégica e julgar importante a preparação do conselheiro em estudar determinado tema com antecedência e buscar informações para proporcionar mais assertividade em suas colocações que serão feitas na reunião, entre em contato individualmente com cada conselheiro para repassar a importância da decisão a deliberada e que a opinião dele é de muita valia para a tomada de decisão do empreendedor.

Se possível e for estratégico, estabeleça também um cronograma de temas e assuntos para serem abordados nas próximas reuniões do semestre. Alinhados com o planejamento estratégico da empresa.

Sobre o tempo de duração da reunião; Se você pudesse escolher entre: 1. compartilhar um relatório com resultados e dados específicos e 2. orientação para resolver problemas importantes da empresa. Qual escolheria? Muito provavelmente escolheria a segunda opção. Mas geralmente empreendedores tomam a maior parte do tempo do Conselho com a parte informativa. O melhor uso do tempo não deve ser passando slide por slide e contando em detalhes o que foi feito desde a última reunião e sim utilizar o tempo para se aproveitar da experiência e conhecimento dos conselheiros para tomar decisões com maior assertividade. O ideal para uma reunião de Comitê Consultivo é entre uma hora e uma hora e meia. E ⅓ do tempo destinado para atualizações é bem adequado.

 

Condução da Reunião

O CEO deve conduzir a reunião, realizar a apresentação dos acontecimentos e dados relevantes, pedir orientação, engajar os conselheiros. Não deve se intimidar pelos investidores e sim saber a hora de intervir sempre que perceber que as discussões estão sendo motivadas por preferências pessoais, questões ideológicas, disputa de ego entre os participantes, ou até mesmo desviando do assunto, o CEO deve trazer a discussão ao foco novamente. É preciso ter pulso firme! Por isso, todo e qualquer tipo de atitude dos conselheiros semelhantes aos comentados deve ser advertida.

Além do CEO, os demais founders podem participar. Em conselhos consultivos geralmente não há tantas pessoas da empresa envolvidas na reunião. Já em reuniões de Conselho de Administração é muito positivo se ter o CFO (caso não seja founder), e sempre que houverem temas específicos, também é interessante trazer exposição aos líderes de áreas (marketing, vendas, pessoas, etc).

Sobre a agenda geral da reunião, pode seguir algo como o sugerido:

  1. Revisão de pendências da última reunião
  2. Big Picture e Highlights
  3. Análise dos indicadores operacionais e financeiros
  4. Update Vendas, Marketing / growth, Churn
  5. Evolução de produtos/lançamentos e roadmap de implementações
  6. Qualidade da experiência do cliente (NPS, pesquisas, etc)
  7. Time / principais posições a serem contratadas
  8. Necessidades de desenvolvimento da empresa (eventualmente do empreendedor também)
  9. Avaliação da estratégia futura da empresa, parcerias, expansão geográfica…
  10. Próximos passos e perspectiva de evolução 

A intervenção pelos conselheiros pode ser durante ou ao final da apresentação pelo CEO, é positivo que nas primeiras reuniões seja combinado a dinâmica. O ideal é que para cada tópico, ou para um conjunto de tópicos haja uma pausa, dando tempo para o board se posicionar sem interromper o CEO.

 

Durante a Reunião

É comum a reunião se  estender. A capacidade de condução respeitando o horário acordado é uma virtude do CEO. Sobre interromper ou não para cumprir agenda depende muito da dinâmica de discussões do grupo. A dispersão e perda de foco das reuniões é muito comum, como já comentado anteriormente, cabe ao CEO bom senso para se posicionar e intervir. Mas uma boa estratégia para não deixar de tratar das demandas mais importantes é definir as pautas elencadas por ordem de prioridade, assim, mesmo com o planejamento e esforços pela objetividade, algo pode acabar rendendo mais discussão do que o esperado. Ao tomar esta atitude, você garante que o imprescindível não será postergado.

Sobre tempo total da Reunião de Conselho, não é bom realizá-la com tempo muito limitado, mas também reuniões muito longas tendem a ser pouco produtivas. Para reuniões de Conselho Consultivo é adequado entre 1h – 1h30. Já para Conselho de Administração geralmente boas reuniões duram de 2h a 3h; e neste caso é importante planejar a dinâmica e um ou dois breaks para não tornar tão maçante e pesada a reunião. Em reuniões muito extensas o nível de dispersão e impaciência aumenta consideravelmente, o que tende a influenciar negativamente as tomadas de decisões.

Por fim, o CEO tem papel também de garantir a democracia entre conselheiros. Tanto nas discussões quanto nas decisões propriamente ditas deve ser dada a palavra a todos aqueles que desejem expor sua opinião e argumentos. Lembrando que as decisões sempre são tomadas pelos fundadores; portanto independente de maioria ou não, a favor ou contra determinada decisão, os conselheiros não podem determinar ou deliberar sobre qualquer assunto.

 

Como escolher conselheiros

Geralmente buscamos estar com pessoas mais próximas e semelhantes a nós, porém, como já comentado anteriormente, ter membros com perfis diversos e complementares geralmente rende os melhores conselhos. Ter um Board harmonioso é muito bem visto externamente. O ambiente de startups tem sido fortemente criticado pela falta de diversidade. Um conselho diverso, da maneira mais ampla possível, não apenas sexo, mas também formação, cultura, origem; é um bom passo para a construção de uma cultura também diversa e que mais pessoas serão impactadas. Um conselheiro com diversidade, skin in the game, com tempo para se dedicar, experiência que agrega no negócio e experiência em startup tech é o melhor dos mundos.

Outro ponto a observar é perfil comportamental do conselheiro. Você quer alguém que motive, colabore e traga o time para cima? ou alguém que critica, reclama e não dá solução? Muitas vezes não conseguimos identificar comportamento antes do relacionamento, por isso sugerimos um “Board fit test”. Já no começo da relação, comentar com o possível conselheiro que ele participará de algumas reuniões para os founders entenderem se há alinhamento de pensamentos, valores e cultura. Se não for assim e no começo da relação o conselheiro ter a expectativa de permanecer nesse conselho por anos, é muito difícil encerrar a relação depois e o que menos você quer é, por exemplo, um pavão vaidoso no conselho; o que acontece bastante.

Sobre o conselheiro também ser um investidor da startup, deve se ter atenção, pois este pode olhar e aconselhar de acordo com suas próprias intenções (para o ganho dele). Se estiver apertado de dinheiro, por exemplo, pode tentar aconselhar pela venda da empresa em uma situação em que não fosse a melhor opção. No caso do conselheiro ser também um parceiro comercial da startup, o CEO deve se atentar também para este não favorecer seu lado nas considerações.

Conselheiros externos sem qualquer vínculo com a startup podem ser uma boa opção. Possivelmente o conselheiro externo vai olhar para o bem da empresa sem qualquer intenção desvirtuosa. Mas é necessário sempre entender as intenções desta pessoa, se ele está disponibilizando seu precioso tempo a fim de aprender com a startup, se aproximar e entender mercado, entender a tecnologia usada pela startup para replicar em seu negócio… A transparência entre as partes é sempre muito importante e não gera desentendimentos futuros. 

Ao formar o grupo de conselheiros, é fortemente recomendável que pelo menos um tenha experiência no ramo de atuação da startup, algum talvez com background financeiro. É muito positivo quando se tem um conselheiro com conhecimento sobre governança ou outro com expertise em um desafio grande enfrentado pela empresa (expansão, crises, conflitos, por exemplo) no momento de sua atuação. Lembre sempre de buscar perfis complementares e de acordo com as necessidades da startup.

 

Remuneração do Conselho

Um assunto que gera bastante discussão é se deve ou não remunerar participantes do Conselho Consultivo. Em conselhos de Administração, como existe responsabilidade aos conselheiros pelas decisões tomadas, estando assim comprometidos em suas indicações, geralmente estes recebem uma contrapartida financeira. Já no conselho consultivo, quando estes são os próprios investidores, estão engajados por também valorizarem seu ativo ajudando a startup a crescer. Muitos conselheiros, até mesmo externos, acabam mentorando e acompanhando a startup apenas por aprendizado ou status. Alguns executivos, simplesmente por não haver possibilidade de crescimento dentro da empresa que estão, acabam procurando um “board” pra participar.

Quando for o caso de remunerar o conselheiro, o empreendedor pode pensar em remuneração baseada em valor fixo por reunião, por mês ou ano e/ou então na participação nos resultados da empresa. Existem prós e contras em cada um destes modelos. Prós em pagar um valor financeiro é criar um sentimento de obrigação na entrega, afinal ele está recebendo pelo serviço assim como outro funcionário, contras é que em determinada situação pode se correr o risco de vínculo empregatício. Participação de resultados é positivo pois o conselheiro vai pensar na empresa alcançar a maior margem, mas assim pode tomar decisões pensando só no financeiro e não no todo para o bem da empresa. Não há modelo ideal, é preciso entender os interesses de cada conselheiro.

Mas um erro muito comum é de o empreendedor ceder equity pelos serviços de aconselhamento. Participação societária sempre deve ser adquirida, pode este conselheiro ao final de um período ter o direito de receber um valor financeiro e resolver converter em participação. Neste caso é uma compra e não doação (direito de ganhar participação).

 

Formalização

Tudo no papel! Geralmente por falta de disposição e a “correria” do dia a dia é muito mais fácil deixar acordado “na confiança”. Tudo vai bem enquanto o negócio vai mal, mas quando o dinheiro aparece, muito provavelmente alguém vai querer separar o seu e o diz que me disse aparece. Pode parecer burocrático, mas é importante formalizar periodicidade, pauta, convocação e dinâmica das reuniões, regimento interno ou manual do conselho consultivo. A proteção do empreendedor pode incluir contratos de confidencialidade e até de não-concorrência, para conselheiros remunerados. 

A proteção do conselheiro pode incluir carta-compromisso e a vigência pode considerar todo o período em que o conselheiro fizer parte do conselho consultivo, mais 24 meses após sua saída. A fim de minimizar estes riscos, é melhor que a relação seja informal e com caráter exclusivamente consultivo, porém com documentos que regulamentem a relação e registrem cada reunião.

 

Dicas Finais

O Conselho Consultivo é um órgão vivo. Suas definições, formatos, composições, objetivos, deverão ser sempre revisitadas. É recomendável que todo o conselho seja revisto pelo menos a cada dois anos, com a possibilidade de haver renovação do quadro. Também interessante analisar as contribuições de cada conselheiro no final de cada exercício, tomando uma decisão consciente com relação à renovação ou não do mandato. É responsabilidade de todos os conselheiros e founders criar um ambiente confortável, leve e respeitoso. Principalmente o CEO aos conduzir a reunião deve ter em mente que quanto mais natural e leve for a reunião, mais à vontade todos ficarão e mais eficaz e eficiente ela será. Portanto, além de se preocupar com o ambiente físico ou virtual, garanta alguma descontração (comedida), determine o tempo de discussão para cada assunto e evite que haja fuga da pauta retomando a liderança de forma sutil.

Um Conselho Consultivo para startups deve ter no mínimo dois e não mais do que cinco conselheiros. Quando partir para um Conselho de Administração, poderão ser adicionados mais conselheiros conforme necessidade ou oportunidade. Apenas um conselheiro a startup pode ficar muito refém de apenas uma opinião. Muitos conselheiros podem gerar muita discussão e nada de consenso, então um conselho equilibrado em número de participantes também é muito importante.

Ata, por favor! Anote as principais decisões, alinhar e repassar a todos o que foi tratado em reunião é fundamental. Pode ser uma simples memória de reunião. Não importa tanto o meio, o importante é que alguém seja responsável por tomar nota e compartilhar o que foi tratado em cada encontro.

E o principal responsável por fazer tudo isto funcionar em harmonia, promovendo uma boa reunião, produtiva, alinhando interesse de todos os envolvidos. Assim deve ser um CEO, Centrado, Equilibrista, mas principalmente Orquestrador.

 

Guilherme Kudiess, Diretor de Operações da VENTIUR Aceleradora

 

Celeiro Agro Hub é lançado para impulsionar a inovação no agronegócio

Na última segunda-feira (31), o Celeiro Agro Hub foi lançado com o propósito de impulsionar a inovação no agronegócio. O evento online foi transmitido no canal da PUCRS no Youtube e pode ser assistido clicando aqui. A inauguração contou com a presença do Secretário de Inovação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, Luis Lamb, além da equipe que integra o Hub. O Celeiro já conta com mais de 40 startups que integram duas modalidades: Connected Accelerated. Durante o evento, duas startups apresentaram seus negócios, a Ovinopro e a AcertoFácil. Liderado pelo Parque Científico e Tecnológico da PUCRS (Tecnopuc), pela VENTIUR Aceleradora e pela Anlab, o Hub conta com parceiros como DB ServerWisidea Ventures, GF Design de Conexões e Marcha.

O objetivo é conectar produtores, empresas, cooperativas, startups, pesquisadores e investidores no setor do agronegócio gerando oportunidades e conexões para diferentes atores da área e apoiando o crescimento do agronegócio no Brasil. O coordenador do Hub, Luis Humberto Villwock,  explica que o celeiro não nasce em um andar dentro do Tecnopuc, mas sim globalmente. “Queremos ter empresas globais, não só do Brasil. E vamos ver isso com certeza. Estamos perfeitamente conectados com o que há de mais moderno e inovação. Trabalhamos com a ligação e contato com a academia, negócio e governo, mas agregamos nesse processo a sociedade e o meio ambiente. Portanto, nasce no DNA do Celeiro a quíntupla hélice de inovação, com grandes parceiros e talentos”, sintetiza ele.

Bruno Dornelles, Sócio Diretor da AnLab, comenta que o Hub é uma aposta benéfica para o setor do agronegócio e ao ecossistema de inovação ligado à área. “As expectativas são as maiores possíveis para o lançamento e início das operações. Esperamos ter diversos mantenedores nesse projeto.Para o futuro, queremos estar presente em vários locais, em pontos no interior do Estado e também fora”, comenta Dornelles.

Para Guilherme Kudiess, Diretor de Operações da VENTIUR Aceleradora, o evento de abertura marca o início de um planejamento que já vem sendo feito desde de março de 2020. “Existe uma expectativa bem grande de iniciar, efetivamente, essas conexões entre todos os agentes e fazer o Agro brasileiro ser ainda mais pujante. Mas principalmente, viabilizar para o produtor rural uma forma de entender e aderir novas tecnologias apropriadas para sua realidade.”, conclui o diretor.

Concede Crédito Imobiliário Vence a Batalha de Startups

Crédito imobiliário prático, ágil e transparente para todos os envolvidos na cadeia de compra e venda imobiliária – esse é o objetivo da Concede, www.concedecredito.com.br, startup que utiliza sua tecnologia para unir em uma única plataforma todos os processos de financiamento do início ao fim e em tempo real.

A quarta edição do Gramado Summit promoveu uma imersão de conteúdos e possibilidades de conexões entre os participantes. A VENTIUR liderou a Batalha de Startups, competição entre as startups expositoras em busca da solução mais disruptiva, tendo como prêmio um investimento de R$ 200 mil reais, podendo chegar a R$ 1 milhão de reais com co-investimento. Ao longo dessa batalha, mais de 30 startups foram avaliadas pela VENTIUR e seus investidores em critérios como inovação, mercado, equipe e modelo de negócios.

A grande final da Batalha de Startups, realizada no palco principal, encerrou o evento com chave de ouro e sucedeu a fala do nosso governador Eduardo Leite, sendo anunciada por ele para a realização do fechamento da Gramado Summit. A vencedora desta disputada batalha foi a Concede, que mostrou entregar extremo valor para seus usuários em um processo bem estruturado em um mercado em expansão. A Concede foi desenvolvida em novembro de 2020, considerando um mercado que movimenta R$140 bilhões por ano no Brasil, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) e tem como objetivo auxiliar no processo de financiamento imobiliário e nos processos burocráticos de quem deseja adquirir um imóvel.

Afonso Vinicius, CEO da Concede, explica que a plataforma foi desenvolvida a partir dos problemas que enxergava durante o financiamento de um imóvel. “Criamos o aplicativo prestando atenção nas dores do mercado. Ter conquistado o prêmio no Gramado Summit só mostra que o produto faz muito sentido. Não tem solução como a nossa”, comenta o CEO.

Prema vence Sebrae LIKE A BOSS no Gramado Summit 2021

A startup oferece praticidade e transparência à revisão automotiva

Revisões automotivas com agilidade e transparência – esse é o objetivo da Prema Car, www.premacar.com.br, startup que alia tecnologia e praticidade para oferecer aos proprietários de veículos um novo formato de economizar, contando com um serviço de qualidade e manter em dia as manutenções preventivas e preditivas, com base nas recomendações do manual do proprietário. A solução oferece ao cliente uma economia que pode chegar a 40% em relação aos valores praticados pelas concessionárias.

 

Prema na Gramado Summit

A startup Premacar foi a vencedora do Desafio Sebrae Like a Boss, promovido pelo Sebrae RS e que aconteceu durante a programação do Gramado Summit 2021. A empresa se destacou entre outras 23 startups, que apresentaram seus modelos de negócios e agora representará o Rio Grande do Sul na etapa nacional. Foram realizadas três etapas do desafio, uma em cada dia, com apresentações de pitches. “Esse prêmio endossa o que a gente já acredita, que estamos focados em resolver o problema de credibilidade do ramo automotivo. Estamos criando uma solução para um problema real e isso é muito bacana. Somos muito gratos por tudo”, destaca Peterson Kolling, CEO e fundador da Prema.

 

Como funciona a solução da Prema?

Peterson explica que na prática a solução funciona da seguinte maneira: o proprietário entra no site da empresa e solicita uma cotação gratuita. Ele deve informar os dados do veículo, o que inclui placa e quilometragem, além de seus dados cadastrais, como e-mail e telefone. A partir daí a equipe da Prema Car realiza um levantamento, com base no manual do veículo fornecido pela montadora, e elabora um orçamento indicando quais serviços e reposição de peças são recomendados para serem executados durante a manutenção, conforme a quilometragem do carro. Posteriormente, uma mensagem via WhatsApp será enviada ao proprietário, indicando quando seu orçamento estará disponível para consulta, o que acontece no prazo máximo de um dia útil. 

O CEO destaca que ao receber a cotação, o cliente já pode contratar o serviço diretamente no site, de forma rápida e segura, e também agendar o serviço no horário que o cliente quiser. Segundo Kolling, também nesse primeiro orçamento são disponibilizadas informações completas sobre os valores das futuras revisões, tudo de forma online. Após agendada a revisão, o cliente pode escolher se ele quer levar seu carro ao auto center conveniado ou se quer que o carro seja buscado na casa dele. Se o cliente optar pelo “Leva-e-Traz” deve informar o local onde o veículo deve ser buscado, que a equipe da Prema Car se encarrega de garantir a retirada e a posterior entrega depois da conclusão do serviço. 

Outro diferencial indicado por Kolling é o fato de que todo o serviço realizado no veículo do cliente nas instalações do auto center parceiro, o que inclui substituição de peças e troca de fluídos, é filmado e disponibilizado posteriormente ao cliente. “Oferecemos uma nova experiência ao usuário, com base na transparência, evitando que ele contrate serviços que não são necessários para seu veículo”, enfatiza. O cliente ainda recebe um relatório completo da manutenção, contendo gráficos que permitem a ele acompanhar a saúde dos itens de segurança de seu veículo. 

“Depois de fazer as revisões de segurança com a Prema Car, o cliente irá receber um certificado online que irá agregar ao valor de seu carro no momento da revenda”, justifica. Conforme o CEO, esses dados poderão ser compartilhados, inclusive, com o novo proprietário do veículo, gerando confiabilidade e procedência à transação comercial. 

 

Empresa projeta expansão para 2021

Os aportes financeiros que a empresa irá receber durante o processo de aceleração da VENTIUR, já têm destino certo. Os recursos permitirão que a Prema Car consiga implementar seu plano de expansão para este ano. “Para 2021 queremos tracionar o negócio, investindo em pessoas e fortalecendo os nossos times de marketing e vendas”, revelou Kolling. 

Além disso, a empresa também quer expandir sua área de atuação, que hoje, em função da rede de prestadores de serviço, está concentrada principalmente na região de Porto Alegre. “Estamos analisando novos mercados não apenas no Rio Grande do Sul, mas também em estados como Santa Catarina, Paraná e São Paulo”, pontuou. Para isso, a empresa quer ampliar sua rede de oficinas parceiras, assim como já faz com a Escola do Mecânico – instituição de Campinas/SP, que trabalha na formação técnica de profissionais para o mercado de reposição automotiva. “A intenção é que a Prema Car venda a revisão do veículo e um profissional capacitado por esta instituição desempenhe o serviço, argumenta o CEO. 

Kolling revela que o objetivo é se tornar referência para o segmento automotivo no País, oferecendo, inclusive, treinamento para a redes de parceiros. “Queremos gerar credibilidade e transparência em um ramo que tradicionalmente gera insegurança aos proprietários de veículo”, observou. Atualmente a equipe da Prema Car é formada por 15 pessoas. Sua sede física permanece em Porto Alegre, mas a empresa está vinculada ao Feevale Techpark, em Campo Bom/RS. 

 

Família de tradição no ramo automotivo

A empresa surgiu em 2019, em Porto Alegre/RS. Cerca de um ano antes, Kolling, assumiu uma das antigas unidades de negócio da família, que tem tradição no segmento automotivo desde a década de 1950. Ele lembra que nos anos 1950 o avô abriu uma oficina de mecânica, que com o passar dos anos se transformou em uma importante rede de venda de pneus, com filiais em várias regiões. A década era 1980 e a empresa de sua família se destacou por 25 anos como sendo a maior revenda de pneus de uma fabricante americana no Brasil.

Com o fechamento do negócio em 2015, o CEO conta que não tinha intenção de continuar atuando no mesmo modelo de negócios que o da sua família, onde as margens com venda de pneus estavam sendo cada vez menores. Ele queria algo novo. “Pensei em inovar, deixar de lado a atividade da família e atender necessidade do cliente. Por isso a ideia de criar um negócio com foco verdadeiramente no consumidor”, destaca. Dessa maneira Kolling passou a desenvolver uma solução que pudesse garantir que o serviço de manutenção automotiva fosse mais transparente. 

Ele lembra que no primeiro ano, a empresa participou de um programa de incubação no TECNOPUC. Nessa época, o CEO, que é da área de administração de empresas, se juntou aos outros três sócios e passou a buscar os recursos necessários para desenvolver a solução. Ainda em 2019, a startup participou de dois programas para novos negócios do Sebrae e no ano passado, já com o negócio em andamento, do programa IA² MCTI – Inovação Aberta e Inteligência Artificial do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) em conjunto com a Softex. “Através do programa MCTIC estamos desenvolvendo uma IA, inteligência artificial, para criar uma rastreabilidade da manutenção e histórico dos veículos”, finalizou o CEO. Para saber mais sobre a Prema acesse o site ou nas redes sociais pelo @premacar no Instagram e @premacarr no Facebook.

 

Seleção no programa do MCTI

A empresa está entre as startups selecionadas pelo programa do MCTI para receberem aceleração da VENTIUR. A iniciativa do MCTI tem como objetivo apoiar projetos de pesquisa e desenvolvimento orientados ao desenvolvimento de soluções em inteligência artificial em quatro áreas prioritárias: agronegócios, saúde, indústria e cidades inteligentes. A empresa é uma das startups do ciclo de aceleração da turma 11 da VENTIUR que teve início em dezembro último.

Durante esse período, a Prema Car terá o acompanhamento da aceleradora e de seus mentores, e também do gestor de aceleração da VENTIUR por um período de sete meses até julho próximo, quando acontece o Demoday. Uma agenda intensa de atividades está prevista, a qual inclui bootcamps, reuniões de acompanhamento e eventos de capacitação com foco no desenvolvimento dos empreendedores e seus times.

VENTIUR escolhe startups finalistas para o Pitchday#12

A VENTIUR, em parceria com os seus veículos de investimento Hélice e Fundo20, selecionou as finalistas para o Pitchday que definirá as startups que farão parte do portfólio VENTIUR a partir de Maio de 2021. 

O pitchday do Hélice será na terça-feira, dia 20 de abril às 16h, enquanto o Pitchday do Fundo20 será na quinta-feira, dia 22 de abril também às 16h. 

A expectativa é de que cada veículo de investimento faça cerca de 5 aportes no valor de até R$ 200.000,00 cada. As startups podem ser compartilhadas entre ambos os veículos de investimento.

Para George Gallas, Head de Aceleração e Portfólio da VENTIUR, a qualidade das startups envolvidas neste processos superou as expectativas, principalmente no potencial dos empreendedores envolvidos nos projetos. 

Segundo Fernanda Dauber, responsável pelo relacionamento com investidores da VENTIUR, “Essa é uma excelente oportunidade para os investidores que desejam realizar co-investimento, aumentando a sua participação nas Startups. A VENTIUR já fez uma seleção na qual tivemos 245 inscritos, então estamos trazendo para a final startups que possuem grande potencial e já passaram por uma série de análises tanto da equipe de seleção quanto dos investidores que participaram das entrevistas com os empreendedores.” 

O evento é restrito aos investidores dos veículos de investimento, mas investidores da VENTIUR de outros veículos que queiram participar podem solicitar seu convite diretamente com a Fernanda.

 

Segue abaixo a lista de Startups aprovadas para o Pitchday do Hélice:

123 Projetei

5Hub

B2BHotel

BioSens

DriveOn

Lydia

PickMe

Otoos

SomosGad

Tributei

UMentor

YoursBank

 

Para o Pitchday do Fundo20, foram aprovadas as seguintes startups:

123 Projetei

B2BHotel

BioSens

DriveOn

Lydia

PickMe

PliQ

SomosGad

Tributei

UMentor

YoursBank

Digifarmz atua na redução de custos e perdas na produção de soja

Startup está entre as selecionadas para novo ciclo de aceleração da VENTIUR 

Levar eficiência no processo de produção de soja, reduzindo custos e perdas causados por doenças na lavoura. Esse é o objetivo da DigiFarmz, startup que já tem mais de 400 clientes no Brasil e Paraguai, e está entre as cinco selecionadas para turma 11 da VENTIUR, cujo ciclo de aceleração iniciou em dezembro passado e se estende até julho deste ano. Durante o processo de aceleração, os empreendedores terão acompanhamento da aceleradora e de seus mentores.

 

Sobre a Digifarmz

O CEO da DigiFarmz, Alexandre Chequim, comentou que a plataforma analisa diversas variáveis do processo de plantio da soja, como forma de auxiliar produtores, agrônomos e consultores no manejo fitossanitário das doenças relacionadas a essa cultura, em especial a ferrugem. Através de algorítimos matemáticos, a solução reúne dados de pesquisa, clima, solo, genética de cultivares, datas de semeadura, local e dezenas de outros parâmetros, com o objetivo de apresentar recomendações eficazes à tomada de decisão do produtor. “A partir da geração e análise dessas informações, entregamos recomendações personalizadas conforme as especificações de cada propriedade”, observa.

Conforme Chequim, a solução também indica quais fungicidas devem ser utilizados nesse processo, bem como a melhor data de pulverização das áreas de plantio. Também são emitidos alertas e notificações ao produtor. Todos esses dados impactam diretamente no aumento da produtividade das lavouras em que são utilizadas a plataforma. “Temos situações onde o produtor colhe de 13 a 18 sacas de soja a mais por hectare com o uso de nossa solução, gerando um aumento de lucratividade de R$ 1.1 milhão. São 147 vezes a mais do que o produtor pagou de licença para DigiFarmz”, enfatiza Chequim. 

 

Porque escolher essa solução

O CEO detalha quais são os diferenciais da empresa com relação a outros players do mercado. Comenta que a empresa entrega parâmetros e recomendações em tempo real aos seus clientes, baseados em pesquisas e crowdsourcing, os quais servem como base para a tomada de decisões técnicas. No total são 24 parâmetros bióticos e abióticos, sendo que a empresa projeta expansão para chegar a 38. Além disso, a empresa dispõe de algoritmos proprietários, modelados e validados a partir de 12 anos de pesquisa. Por fim, ele ressalta que a startup é hardwareless, ou seja, não depende de conectividade no campo. Porém, a solução permite que haja integração com os demais sistemas pré existentes na propriedade. 

A soja e seus derivados ocupam um importante lugar na cadeia produtiva nacional. Dados da Emater-RS indicam que a safra 2020/21 de soja, apenas no Rio Grande do Sul, terceiro maior produtor do grão no país, deve registrar crescimento de 69%, chegando a 18,95 milhões de toneladas. No País o número de hectares plantados com soja chega a 38 milhões

 

E como surgiu a DigiFarmz?

O CEO comentou que a empresa surgiu de um ‘desconforto’ que ele e os dois sócios compartilhavam que era criar uma solução para atender a necessidade de se produzir mais alimentos no mundo e de maneira mais sustentável, com menos impacto ambiental e uso reduzido de energia. “Imaginando que hoje pelo potencial produtivo que temos da genética, ainda temos uma produção média em diversas culturas agrícolas, muito abaixo do potencial”, observa. 

A partir da análise desse setor, Chequim e os sócios Bruno Weiblen e Ricardo Balardin, criaram a empresa em 2016. Chequim e Balardin são formados em Agronomia, enquanto que Weiblen é oriundo do marketing, mas todos possuem ampla experiência na área de negócios. “Todos nós já tínhamos alguma bagagem. Eu sou empreendedor desde que nasci. Comecei como vendedor ambulante, tive nove empresas, estudei agronomia e fiz pós graduação na área de negócios e marketing”, revela.

Porém foi quando trabalhou na área de tecnologia que Chequim teve a ideia de criar uma solução com foco no agronegócio – segmento que somente no ano passado registrou crescimento no PIB de 6,75%, conforme dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Ele se juntou aos dois sócios e deu início à empresa, que no ano seguinte já começou a rodar seu primeiro modelo de solução em cloud computing. Em 2017 a DigiFarmz teve seu Produto Mínimo Viável – MVP

“No começo tínhamos duas empresas que utilizaram nossa solução e alguns poucos produtores. Vimos que fazia muito e seguimos aprimorando a plataforma”, recorda Chequim. O avanço mesmo veio no ano seguinte, com a preparação para a safra de soja 2018/2019, onde a DigiFarmz buscou investidores que aportaram recursos financeiros no negócio e oportunizaram o crescimento. O ano de 2019 foi de ‘profissionalização’ da empresa, onde os times de marketing e vendas foram estruturados, como forma de prospectar novos negócios. 

 

Os principais desafios para a expansão

Entre os principais desafios apontados por Chequim está a adesão, por parte de produtores e técnicos, das soluções digitais. “Na verdade, o acesso ao produtor é um desafio para qualquer startup do agro, pois essas pessoas (produtores) estão no interior e nem sempre tem acesso frequente ao digital”, pontuou.

Segundo o CEO, o objetivo da DigiFarmz é se consolidar como plataforma de entregas práticas, fornecendo informações sobre produtos que sejam mais assertivos para a lavoura. A intenção da empresa, com o uso da inteligência artificial, é levar a esse público informações orientadas a dados. “A partir dessa entrega de informações, poderemos ser mais relevantes, e gerar um impacto ainda maior em todos os sentidos”, ressaltou. 

A ferrugem da soja é a maior preocupação dos sojicultores brasileiros, demandando mais de 80% dos recursos em fungicidas. Nos últimos 20 anos, desde que foi identificada no sul do Paraná, já resultou em prejuízos na cultura da soja na ordem de R$ 150 bilhões.

 

Startup projeta novos negócios para 2021

A Digifarmz já atua no Brasil e no Paraguai, e está em processo de internacionalização. Apenas em solo brasileiro, já está presente em propriedades rurais de pequeno, médio e grande porte, de 10 estados. Para atingir a meta de expansão, a plataforma, que nasceu com foco no controle de doenças, está ampliando seu campo de atuação, passando a atuar também em fitosanidade e nutrição das plantas. 

“Além da questão da progressão de doenças, o potencial produtivo está entre os nossos objetivos. Para este ano passamos a atuar também nas culturas de milho, cereais de inverno e algodão”, argumentou Chequim. Essa ampliação de escopo deve permitir à empresa sua consolidação enquanto plataforma eficiente para produtores e técnicos. Atualmente, 70% dos clientes da DigiFarmz são produtores, enquanto que os outros 30% são consultores técnicos. “Quando o cliente teste nossa solução, conseguimos fidelizá-lo, pois ele enxerga as vantagens que irá gerar para o seu negócio”, finalizou.  Atualmente a empresa está sediada em Porto Alegre/RS. Para saber mais sobre a DigiFarmz acesse o site ou nas redes sociais pelo @digifarmz

 

Além da DigiFarmz, outras três startups serão aceleradas pelas VENTIUR por meio de recursos do programa do MCTI no ciclo da turma 11. Interessados em saber mais sobre este e outros programas de aceleração e investimento da VENTIUR, podem entrar em contato pelo email [email protected].

VENTIUR seleciona 20 AgTechs para o Warmup: Conheça as aprovadas!

A VENTIUR acaba de anunciar as 20 startups com soluções para o agronegócio aprovadas para a etapa de Warmup (seleção aprofundada de startups) do processo GoHard (Aceleração da VENTIUR), que envolve além de Investimento, mentorias, estruturação de processos, conexão com parceiros, clientes e outros investidores. 

O processo que teve início em 10 de Fevereiro está em sua terceira fase e segue até o Pitch Day que ocorrerá em 13 de Maio. Durante o processo de seleção inicial foram realizadas 87 avaliações de formulários e 46 entrevistas em vídeo chamadas com empreendedores de todo o Brasil. As 20 selecionadas foram escolhidas baseadas em vários critérios, dentre os quais relacionados na “Tese de Investimento” do Grupo de Investidores VENTIUR AgTech. A Tese e outras informações sobre o processo GoHard13 podem ser conferidas em https://ventiur.net/selecao/gohard13-agtech/ .

O primeiro encontro entre investidores e startups ocorre na segunda semana de abril e segue até a primeira semana de maio. Durante esse período os empreendedores realizarão uma série de atividades e se conectarão com os investidores parceiros. 

Para George Gallas, Head de Aceleração da VENTIUR, o Warmup é uma etapa fundamental do processo de avaliação e seleção de startups. Assim como está acontecendo em paralelo com o #GoHard12, o WarmupAgTech irá aproximar empreendedores e investidores para gerar novas oportunidades de negócios e investimentos.

“Tudo começa com a seleção de bons empreendedores, sem esta etapa bem feita, todo o trabalho de aceleração e gestão de portfólio vai por água abaixo” afirma Guilherme Kudiess, Head Agtech da VENTIUR Aceleradora, ao sinalizar a importância do processo de warmup.

Ernani Costa Neto, líder do Comitê de Investimento do Grupo VENTIUR AgTech, complementa: “A partir de uma análise criteriosa, buscamos as startups mais promissoras capazes de resolver os principais problemas do campo em grande escala, com potencial de transformar o futuro do agronegócio”.

A VENTIUR agradece a todos os parceiros que auxiliaram na divulgação do processo de seleção, em especial aos Sebraes Estaduais, Reginp, Hubs de Inovação no Agro, Universidades Parceiras, Investidores e Startups Aceleradas!

Abaixo segue a lista dos aprovados para o Warmup #GoHard13 

A3Pecuaria

Acerto Fácil

Agrare

Agross

BLUE Tecnologias

Creditares

Demetra Agroscience

Digital Farms

Farmin

FazendaCheia

FitoApp

Green Next

Insumo Fácil

Local Farmers

Mush

Osalim

OvinoPro

RedSoft

SIOSI

SOS AGRO

Venture capital: entenda como funciona o capital de risco na prática

Investir em startups pode não ser uma tarefa fácil. Quando o investidor pensa em financiar uma empresa tão jovem, ainda não há informações suficientes para saber se a startup em que está investindo terá sucesso. Por isso, o venture capital é considerado de alto risco. 

Entre as suas atividades estão buscar, encontrar, analisar, investir e ajudar as startups nas quais investe a crescer. Mas o que é esse tipo de investimento? É sobre isso que iremos falar agora.

O que é venture capital

Venture capital, também chamado de capital de risco, é um tipo de investimento em empresas de pequeno e médio porte que contam com grande potencial de crescimento. No entanto, são negócios novos e ainda possuem um baixo faturamento.

O venture capital tem como objetivo, além do investimento financeiro, a participação do investidor na gestão da empresa, contribuindo no desenvolvimento e também influenciando diretamente no andamento e na administração do negócio. Isso contribui na criação de valor para a futura venda de participação acionária na empresa.

Ou seja, é uma operação onde é fornecido um aporte ao negócio, em troca de um percentual dessa empresa.

Hoje, esse tipo de aporte é mais comum em startups com modelo de negócio escalável. Assim, ocorrem rodadas de investimentos — denominadas Seed, Series A, Series B, Series C, e assim por diante — de acordo com a maturidade da empresa, em valor crescente. 

A modalidade se diferencia de investidores anjo, que investem no estágio inicial, e de investimentos de private equity, que buscam empresas maiores e com maior faturamento, por exemplo.

No entanto, o venture capital é uma das principais formas de financiamento para startups em fase inicial, aquelas que estão em fase de crescimento e que já utilizaram outras fontes de financiamento. Como dissemos antes, os fundos de venture capital investem uma determinada quantia em startups em troca de uma porcentagem delas.

O objetivo geralmente é comprar empresas por um preço baixo, depois de aumentar seu valor e vendê-las a um preço muito mais alto.

 

Como funciona o venture capital

O aporte de capital pode acontecer de várias formas, como por meio da aquisição de ações ou de direitos de participação. Mas trata-se de algo um pouco além de um simples financiamento, uma vez que o investidor detém uma parte do negócio e também começa a participar da gestão.

É possível também que o venture capital ocorra através de  fundos de investimentos feitos exclusivamente para esse objetivo. Mas você pode estar se perguntando, quem oferece todos esses fundos? Os investidores, sejam eles privados ou institucionais, são os responsáveis ​​por isso. Eles injetam recursos para a empresa de venture capital, visando obter uma alta rentabilidade, entre outros tipos de benefícios que uma startup pode gerar.

No país, esses fundos são regulamentados pela Comissão de Valores Mobiliários – CVM, e constituídos como Fundos de Investimento em Participações (FIP) ou Fundos Mútuos de Investimento em Empresas Emergentes (FMIEE). 

Assim, eles investem em startups que consolidaram seu modelo de receita e, a partir do aporte, viram sócios da empresa.

Este modelo de negócio consiste em fazer um investimento com limite de capital em várias startups para diversificar qualquer risco existente, fazendo de tudo isso uma forma de alcançar o sucesso, oferecendo uma rentabilidade interessante através de suas vendas.

Os fundos podem ter diferentes tamanhos ou abordagens, dependendo do estágio em que estão investindo. 

Mercado de venture capital no Brasil

No Brasil, o mercado de venture capital se mostra em expansão. Para se ter uma ideia, mais da metade dos investimentos em venture capital da América latina acontecem no país, com cerca de 56%.

Outro dado interessante, é que o cenário nacional contou com a movimentação de mais de US$ 2,7 bilhões em venture capital em 2019, principalmente de investimentos em novos negócios. O valor investido nas startups  ao longo daquele ano foi 80% superior ao US$ 1,5 bilhão de 2018. Já em relação a 2017, o crescimento foi de 198%. 

Ou seja, no país, o mercado de venture capital passa por uma rápida evolução, o que se consolidou em 2020. Só em outubro, esse mercado movimentou US$ 221 milhões, com 49 aportes feitos em startups. O valor é mais que o triplo do registrado no mesmo período em 2019. 

Nos dez primeiros meses de 2020, as startups brasileiras obtiveram ao todo US$ 2,49 bilhões, entre 338 rodadas de investimento, o que representa 3% a mais do que o acumulado em igual período de 2019.

As fintechs, voltadas a soluções financeiras, foram as startups que mais atraíram investimentos. Nelas, foi aportado mais de US$ 1 bilhão em 70 rodadas. Na sequência, vêm as startups focadas em varejo, com US$ 274 mil  em 32 aportes.

 

Diferença entre private equity e venture capital

Diferentes tipos de capital de risco podem ser distinguidos dependendo do estágio de desenvolvimento em que a empresa financiada se encontra. Embora seja comum que todas estas modalidades se enquadrem no conceito genérico de venture capital, há uma distinção entre venture capital e private equity.

Quando falamos sobre o venture capital, nos referimos a um modelo de investimento que consiste no aporte de recursos a uma empresa que se encontra nos estágios iniciais de seu desenvolvimento, onde ainda há muitas incertezas quanto ao andamento futuro do negócio. 

No caso, o venture capital pode fazer aportes sobre negócios antes deles nascerem, ou ainda sobre empresas já constituídas.

Já o private equity refere-se ao investimento em empresas consolidadas ou em fase de crescimento, nas quais já exista um histórico de negócios e onde o risco é menor. Nesse caso, é dividido em:

 

  • Capital de expansão, onde as empresas em fase de crescimento são financiadas com objetivos como o lançamento de um novo produto ou o crescimento numa nova área geográfica.
  • Compra alavancada (Leverage Buyout), em que uma parte da compra é financiada por recursos externos aportados por uma entidade financeira distinta do capital de risco e outra pelo dinheiro aportado por investidores. Os recursos externos são segurados com base nos ativos da empresa e na previsão de seus fluxos de caixa.
  • Substituição, quando a entidade investidora entra na sociedade para substituir um anterior acionista que pretende se desligar
  • Reorientação (Turnaround), onde se financia a mudança de orientação de uma empresa que se encontra em dificuldades.

Como investir em venture capital

Investir em venture capital é uma operação que pode ser realizada por companhias de participações, por gestores e, como vimos antes, através de Fundos de Investimento em Participações (FIPs), que são fundos estruturados para este objetivo. Também é possível investir por investidores individuais que disponham de capital e know how em investimentos.

Vale ressaltar que os Fundos de Investimentos em Participações funcionam de maneira semelhante a um condomínio. Porém, nesse condomínio, o investidor não consegue um resgate de suas cotas a qualquer momento, a não ser vendendo sua participação para outro investidor por meio da bolsa de valores ou para o próprio fundo. Dessa forma, o investimento nos FIPs é permitido apenas para investidores institucionais e investidores qualificados, ou seja, aqueles que possuem mais de R$ 1 milhão em investimentos.

Para investir em venture capital, é essencial que o investidor tenha uma visão ampla, sendo capaz de compreender as características do setor junto às variações macroeconômicas. Ele também precisa estimar o crescimento, entender as necessidades do mercado consumidor e, ainda, saber reconhecer empresas de alto potencial, que atualmente no Brasil, são negócios voltados a área da tecnologia e inovação.

A participação do investidor na administração do negócio pode variar muito segundo o perfil da organização alvo, sendo o segmento de atuação, o tamanho da empresa e o seu estágio de desenvolvimento aspectos de fundamental importância.

Aqueles investidores que se interessam por esse segmento, devem saber que os Fundos de Investimento em Participações podem ser regulamentados ou não. Quando são regimentados, é a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) responsável tanto pela regulamentação e também pela fiscalização desses fundos, bem como dos seus administradores. Sendo assim, a parte legal do investimento também é de suma importância para seu sucesso.

Pensando em investir no mercado da inovação? Fale com a gente, estamos te esperando!

VENTIUR seleciona startups para o Warmup: Conheça as aprovadas!

A VENTIUR acaba de anunciar as 37 startups aprovadas para a etapa de Warmup do processo de seleção do #GoHard. O processo que teve início em 20 de janeiro está em sua terceira fase e segue até o Pitch Day que ocorrerá entre os dias 20 e 22 de abril. Durante o processo de seleção inicial foram realizadas 245 avaliações de formulários e 73 entrevistas em vídeo chamadas com empreendedores de todo o Brasil. 

O primeiro encontro entre investidores e startups ocorre no dia 16 de março e segue até 09 de abril. Durante esse período os empreendedores realizarão uma série de atividades e se conectarão com os investidores parceiros. 

Para George Gallas, Head de Startups e Portfólio da VENTIUR, esse processo é o mais importante na análise das startups, porque permite à equipe e aos investidores conhecerem melhor os empreendedores e seus respectivos projetos durante um período de 3 semanas de muito trabalho e conexões. 

Esse processo é organizado junto a dois veículos de investimentos que são responsáveis pelos aportes no final do processo: GIP Hélice e Fundo20. 

Volter Trein, líder do comitê de investimentos do Fundo20, complementa: “Entendemos que, através deste evento e circuito de ações, podemos conhecer mais a fundo os empreendedores e soluções que ajudarão a transformar nossa economia nos próximos anos”.

A VENTIUR agradece a todos os parceiros que auxiliaram na divulgação do processo de seleção, em especial aos Sebraes estaduais, Gramado Summit e Softex.

Abaixo segue a lista dos aprovados para o Warmup #GoHard12:

123Projetei

5Hub

AhEntrega

Atendare

Autofinanciar

B2BHotel

Balcão Balcão

Bank2B

BillApp

BioSens

Clean House Experience

Clinia

Data Ocean

Datlética

DriveOn

Gaya Analytics

Ímpar

Laaport Tecnologia

LeadFinder

Lydia

NDVida

O Sucateiro

OiMenu

OncoTag

OniLearning

Otoos

Parcelinha Digital

PickMe

PliQ

RunPass

SomosGAD

Tributei

UMentor

UrbanPlan

YoursBank

Zinz

Ziro

Aclamadas pela comunidade científica, as Deep Techs estão sob o mesmo guarda-chuva de empresas criadas a partir de disrupções em áreas como biotecnologia, engenharia e arquitetura de dados, genética, matemática, ciência da computação, robótica, química, física e tecnologias mais sofisticadas e profundas. São startups que propõem inovações significativas para enfrentar grandes problemas que afetam o mundo.

 

Por mais que tentar chegar a uma definição possa parecer um exercício bastante ousado, quando falamos de uma área de tamanho conhecimento e aplicação, negócios que se enquadram dentro deste conceito, tratamos de soluções com alto valor agregado, que irão impactar positivamente não só um grupo determinado específico de pessoas, mas que podem mudar o mundo.

 

Para fomentar ainda mais o setor e auxiliar nesse crescimento, o Delta Capital abriu inscrições para selecionar Deep Techs. A chamada inicia dia 22/11 e vai até 10/12, não perca tempo e inscreva-se aqui!

 

 Em breve conheceremos as iniciativas selecionadas.