Saiba como atrair investimentos para sua startup

Já sabe como atrair investimentos para a sua startup

Você tem uma startup, mas não sabe como atrair investimentos para o seu negócio? Saiba que você não está sozinho. Pesquisa do Sebrae em parceria com a Finep apontou que 58% das startups não sabem quais são as formas de captação de recursos, como investidor-anjo, capital semente, venture capital, investimento coletivo (crowdfunding), subvenções e editais de fomento. 

No entanto, o mesmo estudo indica que 55% desses empreendimentos necessitavam de crédito durante a crise sanitária e econômica desencadeada pela pandemia de Covid 19 para o desenvolvimento de produto, serviço ou processo novo, e acabaram não sabendo como captar tais recursos. A falta de novos investimentos para impulsionar o crescimento, aliado a falta de planejamento, são fatores que podem contribuir para o fechamento dessas empresas. 

Não é regra, mas na maioria dos casos para que se tornem mais atrativas para os investidores, as startups precisam ter uma algumas questões estruturadas, como seu Produto Mínimo Viável (MVP) e seus diferenciais competitivos de mercado. Questões como essas são levadas em contas durante as rodadas de investimento. 

Nesse artigo vamos falar um pouco mais sobre o tema e também lhe passar algumas dicas para que você possa deixar sua empresa mais atrativa para receber aportes financeiros – apenas uma boa ideia (sozinha) não é o suficiente para captar recursos para o seu empreendimento.

Tenha um bom plano de negócio

Uma das bases estruturais mais importantes para qualquer novo empreendimento, esta etapa consiste em um relatório eficiente de quais são os primeiros objetivos a serem alcançados pelo novo negócio. Este relatório deve conter todas as informações que a empresa possui para alcançar seus objetivos e diferenciais. Potenciais investidores podem ser mais facilmente atraídos por dados bem estruturados. O empreendedor deve transmitir confiabilidade e estar preparado para responder eventuais dúvidas. É fundamental mostrar que o capital investido poderá dar resultado. Aliado ao MVP, o Plano de Negócio deve conter descrição de produtos e serviços, perfis de clientes e capacidade de investimento – fatores que mitigam riscos e reduzem a imprevisibilidade.  

Conheça seu mercado de atuação

Conhecer seu mercado de atuação é outro fator importante para o sucesso de um novo negócio. As medidas restritivas causadas pela pandemia influenciaram em diversos setores da sociedade, especialmente no comportamento de consumo. Diante desse cenário o empreendedor precisa estudar seu mercado, para oferecer ao seu cliente produtos e soluções inovadoras/disruptivas que facilitem o seu cotidiano. Mesmo com o fim da pandemia, 70% da população brasileira ainda pretende continuar comprando em sites e aplicativos da internet, segundo dados da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC). Mapear concorrentes e eventuais barreiras de entrada também são importantes para os novos empreendimentos.

Conte sua história inspiradora

Somos movidos por histórias inspiradoras, independentemente de quais são elas. Diante disso, o empreendedor precisa ter em mente que não é apenas o negócio em si que irá atrair investimento – é preciso ter uma boa história e, claro, uma ótima equipe. Isso porque investidores não estão interessados somente na atividade da sua startup, mas também na trajetória da empresa e de seu time. Profissionais competentes, motivados e, principalmente, engajados com sua prática certamente se destacarão frente aos demais. Esses fatores combinados a outros, como é o caso do pitch (falaremos mais sobre isso abaixo) podem determinar o seu desempenho em uma rodada de atração de investimento. 

Prepare um pitch ‘matador’

Essa é uma das etapas mais importantes no processo de atração de investimentos. É fundamental que o empreendedor tenha o chamado ‘pitch matador’, pois é esta performance que irá envolver os potenciais investidores e convencê-los a aportar recursos em sua empresa. Esse momento requer muita preparação, pois será necessário reunir todas as informações referentes ao seu negócio. O pitch deve se resumir a uma breve apresentação de seu empreendimento, podendo durar entre três e cinco minutos. Essa apresentação deve conter apenas as informações essenciais e diferenciadas de sua empresa, elencando pontos como oportunidade de negócio, mercado de atuação, diferenciais e qual seu objetivo ao captar investimentos.

Procura-se investidores! 

Concluídas as etapas anteriores, está na hora de procurar investidores – e principalmente qual tipo de investidor está mais aderente ao seu segmento de atuação. Os investidores iniciais são estratégicos para a consolidação de seu negócio, pois eles serão sua base de apoio. Por isso a escolha correta dos parceiros é tão importante para que sua empresa alcance o crescimento. No entanto, existem diferenças entre os tipos de aportes financeiros que uma startup pode receber, conforme veremos a seguir: 

Investidores-anjo – investem seu próprio capital em startups em estágio inicial, atuando de maneira ativa para agregar valor estratégico para esses negócios.

Venture Capitals (VCs) – investem em startups que já aprovaram seu modelo de receita e optam por negócios em estágios mais avançados.

Private Equity – essa modalidade diz respeito aos fundos que investem diretamente nas empresas, considerando métricas financeiras, como o EBITDA. 

Corporate Venture Capital (CVC) – esse modelo pode ocorrer por meio da aquisição de participação minoritária, onde o controle permanece com os empreendedores.

Crowdfunding (investimento coletivo) – consiste na troca de participação societária por aporte de recursos, onde o capital mínimo acaba sendo menor que os valores tradicionais, e permite que mais pessoas possam investir. 

Editais de fomento – outra alternativa para captar recursos para o seu negócio são os programas de fomento a novos negócios de responsabilidade dos órgãos governamentais, como Finep e Sebrae. O empreendedor que deseja pleitear uma vaga nestes programas deve estar atento aos editais de seleção de cada iniciativa.

Investimentos em startup atinge recorde histórico em 2021

Apenas no primeiro semestre do ano, US$ 5,2 bilhões foram investidos em startups do País, conforme o relatório Inside Venture Capital, da plataforma Distrito. Este é um recorde histórico, pois superou em 45% os aportes financeiros feitos em startups durante todo o ano de 2020. 

Mesmo com tantas incertezas causadas pela pandemia, os negócios inovadores brasileiros estão na preferência dos investidores. Essa tendência pode ser explicada por fatores como a volatilidade do mercado e a queda da taxa de juros – este último ponto, em especial, fez com que investidores buscassem ativos mais rentáveis, ainda que estes sejam mais arriscados que os tradicionais.

A Associação Brasileira de Startups (ABStartups) projeta um cenário positivo para as empresas do setor para os próximos anos. A expectativa da entidade é de que o Brasil possa alcançar o número de 100 unicórnios (startups avaliadas em mais de US$ 1 bilhão) até 2026. 

Apoiamos empreendedores diferenciados e com brilho nos olhos!

Criada em 2013 a VENTIUR é uma das principais aceleradoras de startups do Brasil e está sediada no polo tecnológico da Unisinos, o Tecnosinos, em São Leopoldo/RS. Nosso processo de aceleração potencializa a atitude empreendedora, estimulando a capacidade de execução, experimentação e co-criação. 

Até o momento investimos em mais de 70 negócios inovadores, avaliados em mais de R$ 300 milhões, e avaliamos mais de três mil startups de diversas regiões brasileiras. A Aceleradora contabiliza até agora um total de quatro exits. Se você também tem um negócio inovador e gostaria de impulsioná-lo, nós da VENTIUR podemos te ajudar. Para mais informações sobre nossos programas de aceleração e investimento em startups, entre em contato com nossa equipe. Para ficar atualizado sobre as notícias e tendências sobre empreendedorismo e inovação, siga a @ventiur nas redes sociais.

Investimento em startup deve se manter em alta para 2022

investimento em 2022

O investimento em startup deve se manter em alta para 2022. Mesmo com as incertezas causadas pela pandemia da Covid 19, os negócios inovadores brasileiros estão na preferência dos investidores. Apenas no primeiro semestre do ano, US$ 5,2 bilhões foram investidos em startups do País, conforme o relatório Inside Venture Capital, organizado pela plataforma de inovação aberta Distrito

O índice trata-se ainda de um recorde histórico, pois superou em 45% os aportes financeiros feitos em startups durante todo o ano de 2020. As startups que receberam os maiores investimentos são fintechs (finanças), proptechs (imobiliário) e retailtechs (varejo). No caso das fintechs, seu bom desempenho consolidou o Brasil com um dos grandes ecossistemas do setor no mundo, conforme relatório recente da consultoria Findexable – em um ano o número de startups do setor financeiro no Brasil saltou de 61 para 108.

Nessa lista destaque para os chamados ‘unicórnios’ – startups avaliadas em mais de US$ 1 bilhão (algo em torno de R$ 5,3 bilhões na cotação atual). Hoje o Brasil tem 20 unicórnios, sendo que entre os mais conhecidos estão IFood, Nubank, 99 Pop, Loggi, Gympass e PagSeguro. Mesmo com a crise sanitária e econômica desencadeada pela pandemia, a Associação Brasileira de Startups (ABStartups) projeta um cenário positivo para as empresas do setor para os próximos anos. A expectativa da entidade é de que o Brasil possa alcançar o número de 100 unicórnios até 2026. 

Conforme o presidente da ABStartups, Felipe Matos, uma startup leva de cinco a 10 anos entre os primeiros investimentos até se tornar um negócio de destaque. Nesse cenário, com o aumento crescente de investimento, a expectativa é que esse número cresça cada vez mais nos próximos anos.

Investidor brasileiro está em busca de investimento alternativo para 2022

O aumento do investimento em startup pode estar relacionado a diversos fatores, dentre eles a volatilidade do mercado e a queda da taxa de juros. Esse último ponto fez com que investidores buscassem ativos mais arriscados, porém mais rentáveis, como é o caso dos aportes financeiros em negócios inovadores.  

Com o fim dos altos juros em aplicações como títulos do Tesouro Direito, a tendência é que esse investidor procure alternativas para as carteiras tradicionais de investimento. Somente dessa maneira é que poderão ter uma rentabilidade real positiva, com ganhos acima da inflação. Além disso, especialistas do setor apontam ainda que a mudança do comportamento de consumo, em especial durante a pandemia, contribuiu para esse quadro. 

Impulsionado por esse cenário, houve aumento de 68% no índice de vendas online no primeiro semestre do ano com relação ao mesmo período do ano passado, segundo estimativa da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm). E o cenário deve se manter positivo mesmo após o fim da pandemia. Levantamento da Ebit/Nielsen aponta que 95% da população brasileira pretende continuar comprando em sites e aplicativos da internet mesmo com o término do confinamento causado pelo vírus. 

ESG acelerada pela VENTIUR recebeu aporte milionário

Uma das empresas que recebeu aporte milionário este ano é a Trashin – startup acelerada pela VENTIUR desde 2019 e que atua na gestão e logística reversa de resíduos em empresas e condomínios. A empresa recebeu um novo aporte financeiro por meio do chamado equity crowdfunding ou investimento coletivo em troca de participação na empresa em maio. 

Em apenas quatro horas foram aportados R$ 1 milhão via CapTable – tempo recorde para a modalidade de investimento coletivo no Brasil. A Trashin opera em sete estados brasileiros com a destinação correta do lixo coletado em condomínios e empresas dos mais diferentes segmentos. Atualmente mais de 80% dos resíduos coletados são aproveitados, sendo que o número de pessoas atendidas e impactadas, direta e indiretamente pela empresa, chegam a 250 mil.

A empresa faz parte de um dos segmentos que mais tem atraído a atenção dos investidores, o Environmental, Social and Governance (ESG). Essas empresas da área de tecnologia cultivam boas práticas de sustentabilidade e têm sua conduta pautada pelo social, ambiental e governança.

VENTIUR contabiliza quatro exits em oito anos

Em oito anos de atuação, a VENTIUR contabiliza até o momento um total de quatro exits – expressão que se refere ao ponto de saída de uma startup. Isso acontece quando o empreendimento é adquirido por outra empresa/organização de maior porte. O exit mais recente ocorreu em junho último, quando a Suiteshare, foi adquirida pela VTEX – plataforma global de comércio digital que reúne funcionalidades nativas de marketplace e gerenciamento de pedidos. 

A startup funciona como uma extensão digital das contas do whatsapp, o que ajuda as empresas a conectar clientes com diferentes pontos de contato de serviço. Já o primeiro exit da Aceleradora, ocorreu em 2017 quando, a plataforma Devorando foi vendida para a plataforma Ifood. Após a venda para a gigante do food tech, os empreendedores criaram outra empresa que também atua na gestão de empresas do setor de gastronomia, a Saipos.  

A empresa realiza desde o controle de produção até a emissão de notas fiscais – tudo de maneira prática e rápida. O setor de delivery de comida já é utilizado por 54% dos empresários do setor, segundo levantamento do Sebrae em parceria com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). 

Aceleradora já investiu em mais de 70 startups

A VENTIUR já investiu em mais de 70 negócios inovadores, avaliados em mais de R$ 300 milhões. Além dos negócios que receberam aporte, outros três mil foram avaliados pela equipe da Aceleradora. E esse número segue crescendo, pois a VENTIUR, em parceria com os seus veículos de investimento Hélice e Fundo20, inicia este mês seu novo ciclo de aceleração, o ‘#GoHard’

A intenção nesse novo ciclo é selecionar 10 startups, as quais devem receber aportes financeiros que variam entre R$ 200 mil e R$ 1 milhão, conforme nível de maturidade e atratividade. Em 30 de setembro serão pré-selecionadas algumas startups e a estimativa da VENTIUR é de que entre 30 e 40 negócios inovadores sigam para a etapa seguinte, que é o WarmUp.

Dados da ABStartups indicam que entre 2015 e 2019, o número de startups no Brasil pulou de 4.151 para 12.727 – aumento de 207%. Muitos destes negócios, em especial os da área de tecnologia, surgiram com o objetivo de facilitar o acesso das pessoas a produtos e serviços, e ganharam ainda mais força durante a pandemia da Covid 19. Com as medidas restritivas de distanciamento social, muitos processos que eram realizados apenas presencialmente, migraram para o ambiente digital, e propiciaram o surgimento de novas soluções. 

Criada em 2013 a VENTIUR é uma das principais aceleradoras de startups do Brasil e está sediada no polo tecnológico da Unisinos, o Tecnosinos, em São Leopoldo/RS. Nascemos para apoiar empreendedores diferenciados e com brilho nos olhos, auxiliando-os a transformar seus sonhos em negócios de crescimento exponencial. Nosso processo de aceleração potencializa a atitude empreendedora, estimulando a capacidade de execução, experimentação e co-criação. 

Se tiver interesse em obter mais informações sobre os programas de aceleração e investimento em startups da VENTIUR, pode entrar em contato pelo email [email protected].

#GoHard da VENTIUR seleciona 17 startups para o WarmUp

A VENTIUR, em parceria com os seus veículos de investimento Hélice e Fundo20, acaba de selecionar 17 startups para a segunda etapa do seu novo ciclo de aceleração de negócios inovadores, o ‘#GoHard’.

Ao final do chamado WarmUp, previsto para a segunda  quinzena de novembro, a intenção da Aceleradora é selecionar 10 startups, as quais devem receber aportes financeiros que variam entre R$ 200 mil e R$ 1 milhão, conforme seu nível de maturidade e atratividade. 

Nesse processo de seleção, que se encerrou na primeira semana de outubro,  participaram empreendedores de diversas regiões do País. Para participarem, eles precisavam cumprir algumas exigências, o que inclui terem estruturado seu Produto Mínimo Viável (MVP), além de demonstrarem seus diferenciais competitivos frente aos seus concorrentes de mercado. 

Durante a seleção a equipe da VENTIUR avaliou um total de 232 startups, sendo que 17 negócios foram selecionados para a fase seguinte, o WarmUp. Este é o terceiro processo de atração de novos negócios liderado pela VENTIUR este ano – nas edições anteriores 13 startups foram selecionadas. O total investido nestas empresas foi superior a R$ 6 milhões. Esses empreendimentos pertencem aos segmentos de tecnologia, serviços, saúde, agronegócio, dentre outros, e já estão em processo de aceleração. 

E que venha o WarmUp!

Concluída essa primeira fase de seleção de novos negócios, começa em outubro o chamado WarmUp – etapa fundamental do processo de avaliação das startups pré-selecionadas. Essa fase de ‘aquecimento’ tem como objetivo aproximar empreendedores e investidores, e pode também proporcionar novas oportunidades de negócios e investimentos para os empreendedores. Essa etapa serve ainda para testar os modelos de negócios apresentados a partir da análise da equipe de mentores da VENTIUR. 

Nesse momento os investidores poderão avaliar com profundidade os negócios e o perfil dos empreendedores selecionados na etapa anterior. É nesse período também que a startup se beneficia com uma pré-aceleração e tem a oportunidade de conhecer de perto os investidores que poderão aportar recursos para o seu negócio. Concluída esta etapa, que deve se encerrar no dia 09/11, serão anunciadas aquelas startups que seguirão para o pich day. Nessa ocasião, serão apresentadas as finalistas ao grupo de 130 investidores envolvidos nessa fase.

A metodologia de propulsão de negócios inovadores da VENTIUR, chamada de #GoHard, é fruto de oito anos de experiência na aceleração de novos negócios. Seu objetivo é fortalecer processos internos das empresas, com foco no desenvolvimento de estratégias eficazes de vendas e crescimento exponencial.

E o que espera os novos empreendedores?

Após o Pitch Day, começa o período de aceleração, onde as startups terão uma agenda intensa de atividades, as quais incluem bootcamps, reuniões de acompanhamento e eventos de capacitação. Essas iniciativas têm como foco o desenvolvimento dos empreendedores e de seus times.  

As atividades previstas na fase de aceleração incluem palestras para transferência de conhecimento e workshops com exercícios práticos. Nesses momentos serão abordadas diversas temáticas como liderança, aspectos jurídicos, customer success, governança para startups, contabilidade, vendas, marketing digital, gestão, finanças, recursos humanos, canais de aquisição de clientes, desenvolvimento de produto, captação de recursos, dentre outros relevantes para o crescimento dos novos negócios. 

Durante o processo de aceleração, as startups terão o acompanhamento da VENTIUR e de seus mentores, e também do gestor de aceleração, agregando conhecimento e experiência de mercado. As novas empresas serão preparadas durante alguns meses até o chamado Demoday – evento que marca o encerramento do ciclo de aceleração. Este momento também é uma oportunidade para que os empreendedores possam apresentar os resultados do trabalho desenvolvido e também proporciona a troca de experiências e networking.

Além da explanação dos cases, o Demoday é um momento para que as statups compartilhem os aprendizados e os desafios vividos durante o ciclo de aceleração. Ao final dessa etapa, as empresas serão apresentadas para novas rodadas de 

investimento. Além do aporte financeiro, as novas empresas recebem nesse período o chamado smartmoney, o qual permite a modelagem e ampliação do negócio.

Processo de aceleração contribui para alavancagem dos negócios

O processo de aceleração da VENTIUR contribui para que as empresas possam alavancar seu crescimento no mercado. Em alguns casos, é durante essa etapa que os empreendedores aprimoram seu produto, e consolidam seu modelo de negócio, sempre com o apoio da Aceleradora e de seus mentores. 

“A parte mais importante de ter participado desse processo da VENTIUR, além do investimento financeiro, foi o que chamamos de smartmoney, com as mentorias e o networking. Tudo isso permitiu dar maior maturidade ao trabalho da Allexo”, lembra Alexandre Winck, CEO da Allexo, startup que foi acelerada em 2018 em parceria com o Feevale TeckPark.

Já a CEO da healthtech Audo Milena Rosado, comenta que a aceleração da VENTIUR foi um divisor de águas na trajetória da empresa. “Aprendemos que antes de qualquer coisa é necessário ter um bom produto, consistente. Eles nos ensinaram como faríamos um bom processo de validação e desenvolvimento de produto”, destacou a CEO – startup que têm se destacado nos últimos anos ao disponibilizar no mercado ferramentas importantes para a área de telemedicina.

Em 8 anos, investimos em mais de 70 negócios inovadores

Criada em 2013, a VENTIUR é uma das principais aceleradoras de startups do Brasil e está sediada no polo tecnológico da Unisinos, o Tecnosinos, em São Leopoldo/RS. Nascemos para apoiar empreendedores diferenciados e com brilho nos olhos, auxiliando-os a transformar seus sonhos em negócios de crescimento exponencial. Nosso processo de aceleração potencializa a atitude empreendedora, estimulando a capacidade de execução, experimentação e co-criação. 

Até o momento investimos em mais de 70 negócios inovadores, avaliados em mais de R$ 300 milhões, e avaliamos mais de três mil startups de diversas regiões brasileiras. A Aceleradora contabiliza até agora um total de quatro exits – expressão que se refere ao ponto de saída de uma startup. Isso acontece quando o empreendimento é adquirido por outra empresa/organização de maior porte. 

O exit mais recente ocorreu em junho último, quando a Suiteshare, foi adquirida pela VTEX – plataforma global de comércio digital que reúne funcionalidades nativas de marketplace e gerenciamento de pedidos. A startup funciona como uma extensão digital das contas do whatsapp, o que ajuda as empresas a conectar clientes com diferentes pontos de contato de serviço. 

Se tiver interesse em obter mais informações sobre os programas de aceleração e investimento em startups da VENTIUR, pode entrar em contato pelo email [email protected].

O que é Corporate Venture Capital e como impacta o setor de investimentos

corporate venture capital

Como forma de identificar novas oportunidades empreendedoras, empresas tradicionais têm aportado recursos financeiros em negócios inovadores. Conhecida como Corporate Venture Capital (CVC), essa modalidade de inovação aberta tem crescido consideravelmente nos últimos anos, e têm possibilitado a criação de novos modelos de negócio. 

O estudo Corporate Venture Capital Report 2021, da plataforma de inovação aberta Distrito, indica que apenas entre janeiro e julho de 2021, o volume de aportes de fundos de CVC no País alcançou a cifra de US$ 622 milhões – número três vezes maior que o valor investido em todo o ano passado. Esse número acompanha uma tendência global de investimentos de capital de risco corporativos, o qual já soma US$ 80 bilhões em 2021.

Além de diversificar seus investimentos e aumentar sua fonte de renda, ela permite que as organizações já estabelecidas possam ter acesso às tendências de inovação presentes no mercado. Nessa modalidade de investimento, a empresa pode optar por realizar um aporte diretamente na startup, ou investir em fundos de investimentos que tenham esse objetivo. 

Relatório Inside Venture Capital, também organizado pela Distrito, aponta que organizações investidas por Venture Capital chegaram à uma avaliação acima de US$ 10 bilhões em sua estreia na Bolsa de Valores no primeiro semestre do ano, superando todo o ano de 2020. Em média, o investimento por empresa também cresceu, passando de R$ 58 milhões para R$ 139,8 milhões, considerando a modalidade de Venture Capital.

E como o Corporate Venture Capital funciona na prática? 

O engajamento por meio de CVC pode se dar através da aquisição de participação minoritária, onde o controle permanece com os empreendedores, ou ainda por meio da aquisição de controle parcial/total da organização. Cabe salientar que existem Corporate Venture Capitals especializados em investimento para startups de estágio inicial e aqueles destinados a empresas mais avançadas.

Nesse contexto, o investidor, além do aporte financeiro, entrega à startup o chamado smart money, que são seus conhecimentos especializados em gestão, os quais incluem administração, marketing, finanças, dentre outros temas relacionados à inteligência estratégica de um negócio. Em muitos casos, o ‘dinheiro inteligente’ é fundamental para consolidar o modelo de negócio dessa nova organização, pois o investidor agrega mentoria e experiência de mercado.

Além disso, o investidor que optar por esse tipo de investimento precisa ter em mente que a principal característica desse modelo é a rentabilidade de futuro, a médio/longo prazo. Especialistas do setor estimam que os resultados podem surgir somente após um período entre seis e oito ano depois dos primeiros investimentos.

Ainda sobre as particularidades desse investimento em capital de risco, é que este é passível de falhas no processo. Diante dessa situação, é preciso mitigar o risco e definir estratégias para contornar eventuais problemas durante a trajetória. Porém, é preciso ter clareza que apenas algumas das apostas poderão trazer resultados relevantes – e são justamente essas que irão compensar o desempenho não tão satisfatório das demais. 

Investimento pode estar atrelado à estratégia das empresas

Além de focar nos objetivos financeiros, o CVC, pode estar estrelado aos objetivos estratégicos da organização investidora, tendo em vista que ao estreitar o relacionamento com iniciativas inovadoras, esta se coloca em posição de vantagem no mercado. Quando está alinhado estrategicamente, esse investimento poderá impactar de forma direta ou indireta na performance da empresa, aumentando suas vendas e lucros. A combinação desses resultados gera maior retorno aos investidores. 

Ainda falando de estratégia, quando realiza um aporte financeiro deste tipo, a empresa busca identificar sinergia com o seu novo investimento. Essa conexão permite que a organização estabelecida busque na startup, alternativas para eficientizar seu processo e, dessa maneira, ampliar seu volume de negócios e/ou ramo de atuação. 

Um exemplo disso é a aquisição da Suiteshare, startup acelerada pela VENTIUR, pela plataforma global de comércio digital VTEX, em junho deste ano. A VTEX revelou que com a aquisição da Suiteshare, a empresa projeta proporcionar uma plataforma que permitirá que seus clientes alcancem e vendam para os usuários do whatsapp em todo o mundo.

E quais as diferenças entre corporate venture capital e outros investimentos de risco? 

Como já falamos aqui, o aumento dos investimentos em capital de risco tem se tornado uma tendência no País. Porém, existem diferenças entre os tipos de investimentos com relação ao CVC, como veremos abaixo: 

Investidores-anjo – investem seu próprio capital em startups em estágio inicial, atuando de maneira ativa para agregar valor estratégico para esses negócios. Seu foco principal é nos empreendedores e quais as chances daquela startup ter sucesso.

Venture Capitals (VCs) – investem em startups que já aprovaram seu modelo de receita. Também com foco nos fundadores, de forma geral, os VCs analisam de maneira mais criteriosa o desempenho daquela empresa e optam por negócios em estágios mais avançados.

Private Equity – essa modalidade diz respeito aos fundos que investem diretamente nas empresas. Nesse modelo, além da de receita, são consideradas principais métricas financeiras, incluindo o EBITDA, que são os lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização, fluxo de caixa, e a taxa de retorno que aquele negócio pode alcançar. 

Startups devem seguir atraindo novos investidores em 2022 para o corporate venture capital

Apesar das tantas incertezas que rondam o mercado financeiro brasileiro, os investimentos em startups devem se manter em alta para 2022. A tendência é reforçada pelo retrospecto atingido pelo setor no primeiro semestre do ano, quando US$ 5,2 bilhões foram investidos em startups do País brasileiras. 

O índice trata-se ainda de um recorde histórico, pois superou em 45% os aportes financeiros feitos em startups durante todo o ano de 2020. As startups que receberam os maiores investimentos são fintechs (finanças), proptechs (imobiliário) e retailtechs (varejo). 

Se considerarmos startups de todos os segmentos, entre 2015 e 2019, o número de negócios inovadores no País pulou de 4.151 para 12.727 – aumento de 207%. Ainda falando de empreendedorismo, o número de novos negócios abertos em 2020, em plena crise sanitária desencadeada pela pandemia da Covid 19, confirmam o DNA empreendedor do brasileiro. Um total de 3,3 milhões de novas empresas foram abertas no ano passado – aumento de 8,7% em comparação com o ano anterior e o melhor resultado dos últimos 10 anos.

E porque investir com a VENTIUR?

A VENTIUR é uma das principais aceleradoras de startups do Brasil e está sediada no polo tecnológico da Unisinos, o Tecnosinos, em São Leopoldo/RS – nosso processo de aceleração potencializa a atitude empreendedora, estimulando a capacidade de execução, experimentação e co-criação. A Aceleradora aposta em startups multimercado, com foco em empreendedores diferenciados, alta capacidade de execução e resiliência, e com brilho nos olhos.

Em oito anos de atuação, a VENTIUR contabiliza até o momento um total de quatro exits – expressão que se refere ao ponto de saída de uma startup. Isso acontece quando o empreendimento é adquirido por outra empresa/organização de maior porte. Além disso, a Aceleradora já investiu em mais de 70 negócios inovadores, avaliados em mais de R$ 300 milhões.

Quer conhecer mais sobre os programas de investimento e aceleração de novos negócios da VENTIUR? Então entre em contato pelo email [email protected]. Para ficar por dentro das notícias relacionadas ao ecossistema siga a VENTIUR nas redes sociais pelo @ventiur

Saipos entre scale-ups selecionadas pela Endeavor RS 2021

Startup acelerada pela VENTIUR estará participando pela segunda vez do programa

Pelo segundo ano consecutivo a Saipos, startup acelerada pela VENTIUR, está entre as selecionadas pelo programa Scale-Up Endeavor RS 2021. A empresa atua na gestão de empresas do setor de gastronomia, e seu sistema já é utilizado por mais de 4 mil restaurantes em todo o País.

O CEO da Saipos, Bruno Tusset, falou da importância de participar do programa para o atual cenário da empresa. “Fazer parte da Scale-Up pela segunda vez é algo que não conseguimos descrever. Um grande privilégio que trará ainda mais impactos positivos para nós. A Endeavor é uma referência no mundo dos negócios e é uma honra fazer parte desse grupo”, observou Tusset.

Ele lembrou que a primeira participação no programa da Endeavor foi importante para a Saipos crescer como organização – entender papéis e a importância de cada um dentro do processo. “O principal ponto que nos fez seguir mantendo relacionamento com a Endeavor é buscar a entrada em uma segunda rodada de conexões com outros empreendedores. Conseguimos trocar experiências e como alguns problemas que parecem tão grandes podem ser solucionados de forma simples” finalizou Tusset.

Programa conecta empreendedores a empresas de grande porte

O programa de aceleração da Endeavor tem duração de cinco meses e proporciona a conexão das scale-ups com líderes de empresas referência em alto desempenho no País. O Scale-Up proporciona um encontro entre empreendedores que estão em estágios semelhantes.  Durante o programa também são realizadas mentorias com lideranças das empresas que mais se destacam no País – oportunidade para troca de experiências e networking. 

Os mentores do programa acompanham os empreendedores, desenvolvendo diagnósticos sobre os maiores desafios de crescimento e em como focar na resolução e superação dos problemas encontrados. As nove scale-ups do Rio Grande do Sul empregam mais de 750 pessoas e faturaram mais de R$ 50 milhões em 2020. Entre 2019 e 2020, a média de crescimento foi de 250%.

E como surgiu a Saipos?

A Saipos surgiu em 2017, logo após Tusset, ao lado dos seus três sócios, Anderson Onzi, Kenner Grings e Eric Alves da Rocha, venderem a plataforma de comida delivery que possuíam, a Devorando para o Ifood. Na ocasião, eles resolveram tirar do papel uma ideia que já nutriam desde a Devorando, que era o desenvolvimento de uma solução com foco na gestão de restaurantes.

Tusset lembra que durante o tempo que mantiveram a antiga plataforma, a equipe recebeu diversas solicitações para desenvolvimento de um sistema para gestão de restaurantes. Ressaltou que este novo sistema precisaria ser ágil e, principalmente, simples de ser utilizado. Dentro desse contexto, surgiu a Saipos, com a proposta de entregar ferramentas que facilitem o cotidiano dos empresários do ramo de alimentação. 

A Saipos atua desde o controle de produção, passando pelo monitoramento da logística, do estoque e chegando à parte financeira, que inclui a emissão de notas fiscais – tudo de maneira prática e rápida. A empresa atende diversos segmentos, os quais incluem operações de lojas físicas ao delivery, passando também por redes de franquias. Além disso, o software é o que mais processa pedidos integrados aos principais apps de delivery do mercado. 

Entre as vantagens que o empreendedor terá em utilizar a plataforma da Saipos, estão questões como a possibilidade de conferir as vendas do restaurante de maneira remota. A ferramenta também contribui para a agilidade dos serviços, pois realiza a integração com outros serviços de delivery. Outro ponto importante é o controle financeiro, o qual inclui o gerenciamento de despesas (contas a pagar) e receitas (vendas).

Setor de delivery de comida registrou crescimento na pandemia

Capaz de reinventar a forma como criamos, compramos, cozinhamos e pensamos a comida, o setor de delivery de comida atende as demandas de vários públicos, permitindo que por meio de um app o cliente possa receber em sua casa alimentos e bebidas. Pesquisa realizada pelo Sebrae em parceria com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) indicam que, antes da pandemia da Covid 19, pelo menos 54% dos empresários brasileiros já utilizam o delivery em seus negócios. 

Com as medidas sanitárias impostas pela doença, esse percentual registrou elevação de 12%, chegando ao patamar de 66%. O levantamento aponta também o aumento da adesão aos aplicativos de entrega, tendo em vista que 25% dos negócios já estavam operando nas plataformas digitais – agora, cerca de 72% já atuam nessa modalidade. 

E mesmo com o fim das restrições de isolamento social, o cenário não deve retornar à condição anterior para o setor de serviços de alimentação, pois as empresas de gastronomia já entenderam que podem explorar novos clientes no ambiente digital. Pelo contrário, a tendência é que os números do setor de delivery continuem em ascensão nos próximos anos, em especial pela comodidade e segurança que os aplicativos de comida oferecem atualmente.Quer ficar atualizado sobre as notícias relacionadas ao ecossistema de inovação? Então segue a @ventiur nas redes sociais. A VENTIUR é uma das principais aceleradoras de startups do Brasil e está sediada no polo tecnológico da Unisinos, o Tecnosinos, em São Leopoldo/RS.

Startup acelerada pela VENTIUR recebe novo aporte milionário

Startup acelerada pela VENTIUR recebe novo aporte milionário

A Manfing, startup paranaense acelerada pela VENTIUR desde 2019, recebeu um novo aporte milionário. A empresa, que utiliza o conceito de Inteligência Artificial para desenvolver sua solução, tem como foco organizações dos segmentos de varejo, agronegócio e indústria. Este é o segundo investimento que a startup recebe em pouco mais de dois anos – o primeiro foi feito justamente pela VENTIUR.

Esse novo aporte milionário foi de R$ 1 milhão,  feito pela Meta Ventures – consultoria e prestadora de serviços de transformação digital. E segundo o CTO da Manfing, Leandro Volanick, com os novos recursos a empresa quer se tornar referência no segmento de Inteligência Artificial (IA) no País. Ele revelou que a intenção é preparar também o processo de internacionalização da startup, o qual deve começar ainda este ano. 

Para atingir esses objetivos, com esse novo aporte milionário a empresa tem em seu planejamento a consolidação da plataforma e a ampliação da equipe, com a contratação de novos profissionais. “Grande parte do investimento, será para contratação de novos talentos. Hoje temos uma equipe de 12 pessoas e queremos chegar a 40 até o final de 2021”, revelou Volanick.

A plataforma da Manfing fornece informações relevantes para que o gestor possa ampliar seus resultados financeiros, garantindo a recompra e a fidelização de seus clientes. Com base nos doados coletados sobre o perfil de consumo de cada cliente, a Manfing gera relatórios detalhados indicando qual melhor data para venda de determinado produto, valor e quantidade do item, com base em machine learning. 

Solução da Manfing auxilia gestores na tomada de decisão

Para entregar dados qualificados, a plataforma se baseia em informações históricas de compra, big data e outras fontes para tornar a indicação do produto aquilo que o cliente realmente necessita, melhorando o ticket médio da venda e o retorno do consumidor à carteira ativa de negócios. A solução permite que o lojista possa saber a data mais provável de compra de seu cliente e qual produto ele vai escolher antes mesmo dele visitar a loja física ou online, o que permite maior agilidade. 

A coleta dessas informações influencia a decisão de consumo de seus clientes, e faz com que as empresas possam mapear o ciclo de compra desde o início, bem como o potencial de venda e as necessidades de cada consumidor em especifico. Conforme o CTO as empresas, em especial do varejo, possuem um alto grau de dificuldade em conhecer melhor o comportamento de seus clientes – situação que impacta diretamente na performance do negócio.

Volanik observa que esse resultado depende de diversos dados e variáveis, que se bem aproveitados podem gerar informações relevantes e qualificadas para que as empresas tenham condições de oferecer o produto certo no momento mais adequado para cada cliente. A indicação assertiva do produto por parte da empresa pode impactar em até 60% a decisão de compra.

Foco no B2B e na segmentação por tipo de produto

Atualmente a empresa atende clientes B2B, em especial os que possuem loja física e com mais de 10 filiais, dos segmentos de varejo, agronegócio e indústria. No caso do varejo, a empresa em especial, trabalha com redes que comercializam produtos como móveis, eletrodomésticos, calçados e roupas. 

Já no agronegócio, a Manfing atua no mapeamento de venda de insumos agrícolas e fertilizantes, indicando o mix de produtos adequado às necessidades de cada produtor, o que permite a identificação de fatores que possam estar afetando a produtividade da propriedade rural. Com relação à indústria, dentre outros dados, a solução permite que possa ser projetado o faturamento para fins de orçamento, além de indicar quais itens devem ser produzidos com base na demanda histórica. Ele ressalta que a ferramenta elabora relatórios que determinam os padrões de consumo por tipo de produto, gerando leads qualificados para o vendedor. 

Em 2020, mesmo em um ano impactado severamente pela pandemia da Covid 19, as maiores empresas do varejo brasileiro superaram as expectativas e aumentaram sua participação de mercado. Dados da sexta edição do ranking “300 Maiores Empresas do Varejo Brasileiro”, desenvolvido pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC), indicam que a expansão das maiores empresas do setor foi de 9,9% em 2019, praticamente o dobro da alta de 5% do varejo como um todo.

Empresa surgiu em 2019 no Paraná

A empresa surgiu em 2019 na cidade de Toledo, no oeste do Paraná. Naquela ocasião, Volanick, desenvolvedor de softwares, com foco em Python, PHP e MongoDB, se uniu a dois sócios para criação de uma assistente pessoal digital nos mesmo moldes do Google Assistente e da Alexa, da Amazon. 

O empreendedor, que possui experiência em machine learning, extração de dados, correlações e inteligência artificial, juntamente com Sidnei Carlos Terribele, atual COO, e Bruno Potrich, CMO, deu início a um sistema de previsão de vendas para o setor varejista. Sidnei Carlos Terribele é responsável pela parte de processos, produto e negócios da empresa, enquanto que Potrich cuida do marketing, SEO e também mídias sociais.

A experiência do trio nas áreas de tecnologia, marketing e negócios, resultou na criação de uma ferramenta com foco no aumento das vendas, a partir do conceito de inteligência artificial.

Ainda em 2019 a empresa conheceu a VENTIUR e se inscreveu para participar do chamado warm up, que é uma etapa de pré-aceleração. Essa fase de ‘aquecimento’, tem como objetivo aproximar empreendedores e investidores, e pode também proporcionar novas oportunidades de negócios e investimentos para os empreendedores. Ao final desse ciclo, a empresa foi selecionada e recebeu um aporte milionário para tracionar seu negócio e prospectar novos clientes. “A VENTIUR nos ajudou muito naquele momento a validar nosso negócio junto ao setor do varejo”, lembra o CTO. Se tiver interesse em obter mais informações sobre os programas de aceleração e investimento em startups da VENTIUR, pode entrar em contato pelo email [email protected] A VENTIUR é uma das principais aceleradoras de startups do Brasil e está sediada no polo tecnológico da Unisinos, o Tecnosinos, em São Leopoldo/RS.

OvinoPro desenvolve software para gestão de rebanho de ovinos

gestão de rebanho de ovinos

Aumentar a produtividade, melhorar a gestão do rebanho de ovinos e reduzir eventuais perdas dos produtores rurais. Esse é o objetivo da OvinoPro, startup selecionada para receber aporte financeiro da VENTIUR por meio do Grupo de Investidores AgTech – iniciativa que contempla startups que apresentaram soluções inovadoras para o agronegócio. 

O diretor da empresa, Adriano Freitas, comentou que a solução oferece um software para a gestão do rebanho ovino,  o qual realiza toda a trajetória de vida do animal, desde seu nascimento até o abate. Através de um aplicativo para dispositivos móveis, o produtor tem acesso na tela de seu celular a todas as informações referentes aos seus animais, o que inclui escore corporal, cronograma de vacinas, reprodução, parição e cadastro animal.

A plataforma também disponibiliza relatórios de eficiência e ganho de peso, descarte e verminose, índices reprodutivos, histórico do ovino e uma visão geral do rebanho. O pecuarista ainda recebe, via plataforma, alertas de manejo dos ovinos. Como a plataforma é bastante intuitiva, para obter esses dados, o usuário deve apenas alimentar o sistema com as devidas informações. “Nosso aplicativo vem ajudando diversos ovinocultores a tomar as melhores decisões para aumentar produtividade de cordeiros”, destacou o diretor.

Ele observou que na maioria das propriedades, a gestão dos rebanhos ainda é feita de forma manual. “Ele (o produtor), faz tudo na caneta, anotando em papel os dados dos animais, para depois colocá-los na planilha, ficando mais suscetível ao erro”, argumentou. Mesmo que alguns pecuaristas utilizem planilhas eletrônicas, a maioria  não consegue interpretar as informações coletadas afetando sua gestão. “Como a OvinoPro, o produtor entrega as informações e o software faz a análise e a inteligência dos dados”, pontuou.

Produtores comemoram resultados positivos na gestão de rebanho de ovinos

Os produtores que utilizam o software de gestão de rebanho de ovinos OvinoPro, comemoram os resultados positivos gerados pela solução. O zootecnista Pedro Silva de Oliveira, destacou que no aplicativo a informação fica disponível de forma rápida e organizada, o que resulta em uma grande vantagem no momento em que ele precisa apresentar os dados de sua propriedade rural para os investidores. 

“Cuidar da produção com caderno de campo é difícil, consome muito tempo que não temos. Além disso, o controle individual é muito demorado. O aplicativo otimiza bem isso, economizando tempo, trazendo rapidez, e é muito fácil de usar”, destacou Oliveira. O administrador Carlos Oscar Guimarães, também ressaltou a funcionalidade do app na tomada de decisão. “ Estou mais seguro para fazer o acompanhamento do meu plantel e assim evoluir na atividade”, observou.

Pandemia impulsionou crescimento da empresa de gestão de rebanhos de ovinos

O diretor comentou que diferente de outros setores da economia brasileira, que foram severamente afetados pela crise econômica e sanitária desencadeada pela pandemia da Covid-19 em 2020, o agronegócio brasileiro está resistindo ao impacto e tem registrado franca expansão. O setor deve ser também um dos principais responsáveis pela retomada dos negócios no cenário pós pandemia. 

Segundo Freitas, essa situação também é bastante favorável para o segmento da ovinocultura. Dentro desse contexto, ele avalia que a pandemia e suas medidas restritivas de distanciamento social, impulsionaram a transformação digital no campo. Comentou que a necessidade de se restringir a circulação nos centros urbanos,  levou às pessoas a deixarem as cidades e procurarem refúgio no campo. Para Freitas, esse movimento fez com que os produtores rurais enxergassem a necessidade de dispensar um cuidado ainda maior com os seus rebanhos.

Dados do Radar Agtech Brasil indicam que Porto Alegre é a sexta cidade brasileira com mais agtechs (startups no setor do agronegócio) – no Brasil existem atualmente 1,6 mil agtechs. Em 2020, em meio à pandemia, empresas da área tiveram valorização de até 56% enquanto desenvolviam novas alternativas para o campo. 

Empresa planeja expansão para outras regiões do País

Os recursos financeiros que a empresa irá receber durante o processo de aceleração permitirão que a startup consiga implementar seu plano de expansão este ano, o que inclui a consolidação da plataforma e a expansão para outras regiões do País. Atualmente a startup está presente em 15 estados brasileiros, além de Paraguai e Chile, e conta com mais de três mil usuários da plataforma de gestão de rebanhos de ovinos. 

“Queremos explorar ainda mais o potencial da ovinocultura no Brasil e seus segmentos, em especial o da carne, ajudando os criadores a produzirem mais e com qualidade”, observou. Estimativa da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), indica que o consumo global de carne ovina deve crescer em média de 1,5% ao ano até 2023, o que se traduz em potenciais oportunidades para os produtores brasileiros.

Dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), indicam que o rebanho nacional de ovinos está na faixa de 18 milhões. A maior parte destes está concentrada nos estados do Nordeste, em especial na Bahia, e no Sul, principalmente no Rio Grande do Sul. De olho nesse mercado promissor, a OvinoPro planeja estruturar sua equipe de marketing e vendas, com a adição de novos profissionais. A intenção é atrair novos clientes para a plataforma de gestão de rebanho de ovinos.

E como surgiu a OvinoPro?

A OvinoPro surgiu em 2019, em Porto Alegre/RS. Naquela ocasião, Freitas, cuja família possui uma propriedade rural no interior do estado, teve um prejuízo com o rebanho de gado. Ao perceber que precisavam reverter esse quadro, eles contrataram uma consultoria técnica, pois tinham a intenção de diversificar a produção animal, incorporando a criação de ovinos em sua propriedade.

No entanto Freitas percebeu que não havia soluções disponíveis no mercado que pudessem atender as demandas do setor. Dessa maneira, ele identificou a oportunidade de oferecer um sistema de gestão completo para essa área. Com isso, o diretor, que é da área de tecnologia, desenvolveu a primeira versão da plataforma e passou a validá-la junto a produtores do setor. “Devido à resistência de muitos deles (os produtores) com a tecnologia, apresentei a versão inicial do app em um caderno mesmo, durante conversas na Expointer. Ouvi algumas sugestões de funcionalidades para incorporar na plataforma e passamos a trabalhar nos aprimoramentos”, recordou ele. 

Freitas ampliou a equipe, chamando outros dois sócios para se juntarem ao negócio – Eduardo Thiesen e  Silas Greca, oriundos das áreas de tecnologia e zootecnia, respectivamente. “A partir dos feedbacks, dos usuários, montamos nosso roadmap de produto e em cinco meses tínhamos o primeiro modelo do aplicativo, que já incluía novas etapas da jornada do usuário”, disse. 

Em maio, a OvinoPro foi uma das selecionadas para integrar o Celeiro Agro Hub – iniciativa que envolve o Parque Científico e Tecnológico da PUCRS (Tecnopuc), VENTIUR e a Anlab. O projeto tem como objetivo conectar produtores, fornecedores, cooperativas, startups, pesquisadores e investidores no setor do agronegócio, gerando oportunidades e conexões para diferentes atores da área e apoiando o crescimento do agronegócio no País. Já a  aceleração da VENTIUR também teve início no primeiro semestre do ano. Para saber mais sobre a empresa acesse o site ou siga a OvinoPro nas redes sociais pelo @ovinoproapp

Aceleração da VENTIUR deve consolidar modelo de negócio

Durante o período de aceleração da VENTIUR, a OvinoPro terá uma intensa agenda de atividades, a qual inclui uma série de bootcamps, reuniões de acompanhamento e eventos de capacitação com foco no desenvolvimento dos empreendedores e seu time. Tais atividades envolvem palestras para transferência de conhecimento e workshops com exercícios práticos.

Nestas oportunidades, serão trabalhadas temáticas como liderança, aspectos jurídicos, customer success, governança para startups, contabilidade, vendas, marketing digital, gestão, finanças, recursos humanos, canais de aquisição de clientes, desenvolvimento de produto, captação de recursos, dentre outros. Esse processo será acompanhado pela aceleradora e seus mentores, e também do gestor de aceleração, agregando conhecimento e experiência de mercado.

A VENTIUR é uma das principais aceleradoras de startups do Brasil e está sediada no polo tecnológico da Unisinos, o Tecnosinos, em São Leopoldo/RS. Quem tiver interesse em obter mais informações sobre os programas de aceleração e investimento em startups da VENTIUR, pode entrar em contato pelo email [email protected].

Negócios inovadores: conheça mais sobre o mercado das ‘techs’

negócios inovadores conheçam as techs

O crescimento da tecnologia tem contribuído cada vez mais para o desenvolvimento de negócios inovadores em diversos segmentos da sociedade. Essas aplicações têm facilitado a nossa vida, em especial nestes tempos de pandemia da Covid 19. Todas essas mudanças têm impulsionado a criação de startups inovadoras que utilizam a tecnologia, as chamadas techs. Essas empresas atuam em nichos específicos, como finanças, saúde, educação, energia, alimentação, agronegócio, sustentabilidade, dentre outros. 

O crescimento dessas startups tecnológicas se deu, principalmente em função das segmentação de mercado. Esses negócios surgiram com o objetivo de facilitar o acesso das pessoas a produtos e serviços, e ganharam ainda mais força durante a pandemia. Com as medidas restritivas de circulação para tentar conter a disseminação do vírus, a mudança nos padrões de comportamento – e de consumo – abriu novas oportunidades para os empreendedores. 

Dentro desse contexto, as novas tecnologias se tornaram aliadas dos empreendedores, que desenvolveram novas soluções para atenderem seus clientes. Além de atrair empreendedores, a pandemia também levou empresários ‘tradicionais’ a migrarem para o setor tecnologia, adotando o sufixo tech. Um destes setores, o financeiro, consolidou o Brasil com um dos grandes ecossistemas de fintechs, segundo relatório da consultoria Findexable.em parceria com a finteh alemã Mambu. O país alcançou a primeira posição da América Latina. 

São tantas techs, que por isso preparamos abaixo uma lista com os principais segmentos que adotaram esse sufixo. Porém ainda existem outros em franca expansão, como também falaremos um pouco mais sobre essas áreas ainda neste artigo. 

Fintechs

Um dos primeiros segmentos a despontar no País, as fintechs são aquelas negócios inovadores de tecnologia que atuam no setor financeiro. Com foco principal em agilizar a resolução dos problemas do cliente, entre as principais empresas do setor, destaque para os chamados ‘unicórnios’ (startups avaliadas em mais de US$ 1 bilhão), como Nubank e Conta Azul. Ainda sobre este segmento, com o advento do open banking, as fintechs devem ter novas oportunidades de crescimento, em especial nas áreas de desenvolvimento de soluções e vendas. Em um ano, o número de fintechs no Brasil saltou de 61 para 108. 

Agtechs

Com foco em soluções para o agronegócio, as agtechs estão cada vez mais presentes no País. Com o uso de tecnologia de ponta, essas empresas levam inovação aos diversos setores do agro, o que inclui gado leiteiro, pecuária de corte e grãos. No ano passado, em meio a pandemia, empresas do setor tiveram valorização de até 56%, e levaram a transformação digital ao campo. Dados do Radar Agtech Brasil indicam que Porto Alegre é a sexta cidade brasileira com mais agtechs  – no Brasil existem atualmente 1,6 mil deste segmento. 

Healthtechs

As chamadas healthtechs (tecnologia para saúde, do inglês) são aquelas startups que desenvolvem soluções tecnológicas para o setor da saúde. Este é um dos segmentos que mais cresce em todo o mundo, e também registrou alta durante a pandemia de Covid 19. Em função das medidas restritivas de circulação, áreas como a telemedicina ganharam força, facilitando o acesso da população aos serviços médicos por meio do uso de tecnologias digitais. E a tendência é de que os serviços médicos online se mantenham em alta mesmo após o término do confinamento. Estimativa da Associação Nacional dos Hospitais Privados aponta que esse número deve chegar ao patamar de 15% ao ano. 

Energytechs 

Essas startups trabalham no segmento de energia – um dos setores mais estratégicos e carentes de infraestrutura tecnológica do País. Empresas desse setor trabalham tanto na geração, quanto no controle e na gestão de energias comuns e renováveis. Atualmente o Brasil tem mais de 150 startups do setor de energia, as quais buscam solucionar o problema da crise energética. Estes negócios inovadores atuam nas áreas de energia renovável, gestão energética, eficiência energética, internet das coisas (IoT), mercado de energia e baterias, e estão concentradas nas regiões Sul e Sudeste do País.

Edtechs

Também conhecidas como edutechs, essas empresas desenvolvem soluções inovadoras para a área de educação. Por meio de plataformas virtuais de ensino, aplicativos para dispositivos móveis, objetos de aprendizagem, cursos online, dentre outras ferramentas, estas startups também ganharam destaque durante a pandemia. Isso deve, em especial, à migração das aulas presenciais para ambiente virtual – um dos principais entraves para a educação em tempos de Covid foi justamente a comunicação. Para facilitar o processo de ensino, estas plataformas reúnem realidade virtual, inteligência artificial e gamificação. Atualmente existem no País 566 edtechs ativas – número 26% superior ao registrado em 2019.

Foodtech

A junção da palavra inglesa food (alimento) com a tecnologia, deu origem ao termo foodtech. Ainda que seja mais consolidada em outros países do que no Brasil, a categoria atrai cada vez mais empreendedores e investidores atentos a este tipo de negócio. Capaz de reinventar a forma como criamos, compramos, cozinhamos e pensamos a comida, o setor atende as demandas de vários públicos, permitindo que por meio de um app possa receber em sua casa alimentos e bebidas. Um dos exemplos mais emblemáticos desse setor é o do Ifood – unicórnio brasileiro que praticamente abriu caminho para as demais plataformas do segmento. 

Imobtech ou Proptech

Este segmento também já é um velho conhecido do consumidor e realiza a conexão entre corretores, imobiliárias e pessoas que estão procurando alugar ou vender imóveis. As chamadas imobtechs ou proptechs têm como objetivo desburocratizar e agilizar os processos de locação, compra e venda de imóveis. De acordo com a Terracotta Ventures, somente em 2020, houve crescimento de 23% no número de startups do setor. Um dos nomes mais conhecidos nesse segmento é o unicórnio brasileiro Quinto Andar. 

ESGtechs

Esse segmento é relativamente novo, mas tem chamado a atenção dos investidores ao redor do mundo, em especial por sua conduta pautada pelo social, ambiental e de governança. As ESGTechs são negócios inovadores da área de tecnologia que cultivam as boas práticas de Environmental, Social and Governance (ESG), da sigla em inglês. Sua proposta tem atraído a atenção dos investidores, como é o caso da Trashin – startup acelerada pela VENTIUR e que atua na gestão e logística reversa de resíduos em empresas e condomínios. Em maio a startup gaúcha captou, em apenas quatro horas, a R$ 1 milhão via CapTable – tempo recorde para a modalidade de equity crowdfunding no Brasil.


Negócios inovadores: Techs de outros segmentos também registram crescimento

Como já falamos a transformação digital impulsionou o surgimento de negócios inovadores, em especial de startups, em diversos setores da economia. Além dos nichos de atuação que falamos acima, empresas de outros segmentos também têm ganhado destaque nos últimos anos utilizando o ‘sobrenome’ tech. Dados da Associação Brasileira de Startups indicam que entre 2015 e 2019, o número de startups no Brasil saltou de 4,151 para 12.727. Isso resultou em um aumento de 207%. Muitas destas organizações também entregam propostas inovadoras para o seu público, revolucionando atividades tidas como tradicionais. 

Entre elas estão: salestechs (soluções vendas), logtechs (logística), touristechs (turismo), mobilitytechs (mobilidade), indtech (soluções industriais), HRtechs (recursos humanos), fashiontechs (moda e beleza), lawtechs (ligadas ao direito), insurtechs (seguradoras tecnológicas) pettechs (mercado pet), regtechs (regulamentação e compliance), govtechs (soluções governamentais), construtechs (construção civil), e sportechs (esporte).

Mais recentemente acompanhamos o surgimento de um novo unicórnio brasileiro, a chamada “idtech” Unico. Trata-se de uma empresa que trabalha com identificação pessoal, e é pioneira em autenticar e proteger identidades no ambiente digital. Se você também tem um negócio inovador e gostaria de impulsioná-lo, nós da VENTIUR podemos te ajudar.

Para mais informações sobre nossos programas de aceleração e investimento em negócios inovadores, como as startups, entre em contato com nossa equipe. Para ficar atualizado sobre as notícias e tendências sobre empreendedorismo e inovação, siga a Ventiur no Linkedin.

Startup AUDO facilita trabalho de radiologistas

startup audo

A Audo, startup do segmento de healthtech, têm se destacado nos últimos anos ao disponibilizar no mercado ferramentas importantes para a área de telemedicina. Com foco em Telerradiologia (transmissão eletrônica de imagens), a empresa, a qual é acelerada pela VENTIUR desde 2018, criou um sistema inovador de comunicação e arquivamento de imagens, o qual tem como objetivo proporcionar maior autonomia e agilidade ao trabalho do radiologista. 

Diferente de soluções similares disponíveis no mercado, a ferramenta da Audo conta com tecnologia baseada em Computação Gráfica (CG) e Inteligência Artificial (IA). Tendo como público alvo o radiologista, a plataforma unifica o trabalho deste profissional, dispensando a logística habitual que envolve o transporte físico de imagens e laudos de exames entre consultórios médicos, clínicas e hospitais. Dentro desse contexto, os radiologistas credenciados podem emitir laudos diretamente para essas instituições por meio da plataforma. 

 “Logo que o paciente realiza o exame, já ficam disponíveis para ele as imagens, instantaneamente. A Audo também pensou nos pacientes e na nova forma de lidar com a saúde. Dando mais produtividade ao médico, evitamos eventuais erros, e a IA ajuda a termos resultados com uma segunda opinião por meio do acesso ao portal exames. Afinal, todos nós somos pacientes”, comentou a CEO Milena Rosado. A ferramenta dispõe ainda de um visualizador de imagens médicas online – recurso exclusivo da Aldo tanto no País, quanto no exterior. 

Foco em agilidade e na experiência do usuário

Esse diferencial prioriza a experiência do usuário, tornando a tecnologia mais acessível. “Nossa tecnologia centraliza várias clínicas em uma só fila de trabalho e permite que sejam baixadas imagens até cinco vezes mais rápido”, destacou a CEO. O sistema ainda permite integração com diversos softwares de uso médico e conta com atributos como acesso mobile e imagens hospedadas na Amazon Web Services (AWS).

Na prática, os desenvolvedores da Audo criaram um software no qual toda a visualização e marcação de imagens é realizada em um navegador, dentro de um sistema integrado para elaboração e submissão de laudos. “Entregamos aos radiologistas uma ferramenta especializada que oferece ao profissional a possibilidade de montar seu próprio serviço de Telerradiologia, sem precisar do intermédio de empresas terceirizadas”, salientou Milena. 

Segundo ela, a proposta da Audo é trazer a Inteligência Artificial (IA) como um assistente dos profissionais de radiologia, que garante uma segunda opinião e pode aumentar a produtividade. “Diferente dos outros fabricantes, estamos preocupados com o armazenamento pelo tempo determinado pelo Conselho Federal de Medicina. Dispomos de especialista em UX e UI Design para acompanhar a rotina de vários radiologistas, e a partir daí, aprimorarmos nossa plataforma”, comentou Milena. 

Portfólio de serviços da startup AUDO está em fase de ampliação

De olho em um mercado que cada vez cresce mais em todo o mundo, a healthtech já desenvolve dois novos softwares médicos com base no sistema PACS – Sistema de Comunicação e Arquivamento de Imagens, da sigla em inglês. O primeiro tem como foco a criação de uma rede interligada de radiologistas, e o segundo, por sua vez, utiliza IA para auxiliar radiologistas a identificar e rastrear eventuais anomalias em exames de mamografia. 

Segundo a empresa, ambos devem ser lançados ainda este ano e contam com apoio de instituições como a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII) e o Banco do Nordeste. A equipe de desenvolvedores tem, ainda, um projeto de IA voltado para o diagnóstico de nódulos no pulmão, o qual ainda está em fase de elaboração.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), indicam que os gastos no setor de saúde já representam 10% do PIB do mundo. No Brasil, as despesas representaram 9,2% do PIB do país somando R$ 608,3 bilhões em 2017, segundo dados mais recentes publicados pelo IBGE. 

Mesmo com o fim da pandemia, telemedicina deve se manter em alta

Mesmo após o fim da pandemia de Covid 19, a demanda por atendimentos via telemedicina deve se manter em alta. Segundo estimativa da Associação Nacional dos Hospitais Privados esse número deve chegar ao patamar de 15% ao ano. A modalidade ganhou força em 2020 por conta das medidas restritivas de circulação de pessoas, facilitando o acesso da população aos serviços médicos por meio do uso de tecnologias digitais. 

Dados da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSáude) indicam que a telemedicina atingiu 2,6 milhões dos atendimentos a beneficiários de planos de saúde entre fevereiro de 2020 e janeiro deste ano. Entre os atendimentos online, 60% foram de casos de urgência e 40% para casos eletivos. Um dos fatores que também contribui para esse cenário é a autorização da telemedicina, a qual foi autorizada por meio da aprovação do Projeto de Lei (PL) 696/2020, pelo Senado em março deste ano e sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro no mês seguinte. A nova legislação permite o uso da tecnologia para atendimento médico sem necessidade de proximidade física com o paciente. 

O projeto prevê ainda a ampliação do serviço de telemedicina após o fim da pandemia, com a regulamentação dessa modalidade de atendimento pelo Conselho Federal de Medicina. O objetivo da proposta é desafogar hospitais e centros de saúde com o atendimento de pacientes a distância, por meio de recursos tecnológicos, como as videoconferências.

Startup AUDO foi acelerada pela VENTIUR em 2018

A Audo foi fundada em 2017, no Ceará, por Milena Rosado juntamente com os sócios Leonardo Pires e Yvens Serpa. Os três uniram mais de 10 anos de experiência nas áreas de saúde e tecnologia para criar uma ferramenta que pudesse solucionar gargalos da área de diagnóstico com tecnologia e inovação. No ano seguinte, a empresa foi uma das 50 selecionadas a receberem recursos financeiros do programa Startup Brasil – iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). 

Ainda naquele ano a startup foi acelerada no ano seguinte pela VENTIUR, com o apoio do Grupo de Investidores Feevale Techpark. “A VENTIUR foi um divisor de águas pra Audo. Aprendemos que antes de qualquer coisa é necessário ter um bom produto, consistente. Eles nos ensinaram como faríamos um bom processo de validação e desenvolvimento de produto. O processo de aceleração foi muito importante para a Audo, pois tivemos muito suporte tanto na parte de desenvolvimento de produto e no comercial. A experiência de mercado do nosso mentor nos ajudou mudar nosso mindset e entender as necessidades no nosso mercado”, destacou a CEO. Além do aporte financeiro, que permitiu ampliar sua atuação, a empresa recebeu o chamado smartmoney da Aceleradora, o qual contribuiu para a modelagem e ampliação do seu negócio.

A VENTIUR é uma das principais aceleradoras de startups do Brasil e está sediada no polo tecnológico da Unisinos, o Tecnosinos, em São Leopoldo/RS – seu processo de aceleração potencializa a atitude empreendedora, estimulando a capacidade de execução, experimentação e co-criação. Se tiver interesse em obter mais informações sobre os programas de aceleração e investimento em startups da VENTIUR, pode entrar em contato pelo email [email protected]. Se quiser ficar por dentro das notícias relacionadas ao ecossistema siga a VENTIUR nas redes sociais pelo @ventiur.

Open banking consolida transformação digital

open banking

Em vigor desde o dia 13 de agosto, a segunda e mais importante etapa do chamado open banking – ou sistema financeiro aberto, em livre tradução do inglês – deve contribuir ainda mais para a transformação digital no País. Mais inovador que o sistema de pagamentos instantâneos, o já conhecido Pix, esse modelo permite que os clientes possam compartilhar seus dados cadastrais entre diferentes financeiras autorizadas pelo Banco Central.

A possibilidade de compartilhamento de dados até então não existia, ficando as informações restritas ao banco ou fintech de origem do cliente. No entanto, a nova medida permite que todo o histórico financeiro de um consumidor, seja ele pessoa física ou jurídica, construído ao longo de anos, esteja disponível a todas as instituições financeiras.

Dentro desse contexto, ao permitir que outros bancos acessem seus dados cadastrais, o que inclui nome completo, CPF/CNPJ, telefone, endereço e informações de transações relativas aos produtos e serviços de suas contas, o cliente poderá ter acesso a ofertas mais atrativas de crédito. A iniciativa irá acirrar ainda mais a concorrência entre as instituições financeiras, e deve contribuir, consequentemente, para a redução de custos bancários, segundo estimativa da FecomércioSP.

Empresas poderão ter acesso a crédito mais barato com o open banking

Na prática o open banking irá possibilitará que o empreendedor tenha maior controle sobre as finanças de seu negócio, tendo em vista que ele poderá conhecer novas soluções de crédito, investimentos e outros produtos, ele terá mais assertividade na hora da decisão. Ao comparar as opções e condições disponíveis no mercado, ele poderá melhorar o fluxo de recursos, e manter um relacionamento diversificado com instituições que oferecerem as condições mais adequadas ao seu empreendimento.

Além disso, a expectativa é de que o empreendedor tenha menos burocracia e taxas de juros menores para a antecipação de recebíveis, levando em conta que o mercado passa a dispor de mais ofertas de crédito. Esse é um dos pontos mais relevantes para os empreendedores que precisam de recursos imediatos para o fluxo de caixa. Com o open banking, o empresário poderá evitar a contratação de outras modalidades de crédito ou, até mesmo, utilizar o cheque especial – modalidade de empréstimo bancário mais cara do mercado, com juros de 124,9% ao ano.

Na fase 1, a qual teve início em fevereiro deste ano, quando ocorreu a abertura dos dados das instituições participantes, seus canais de atendimento e os produtos e serviços que oferecem, o que inclui contas de depósito à vista, poupança, pagamento e operações de crédito. No entanto, essa etapa ainda não envolvia o compartilhamento de dados de clientes, o que está ocorrendo a partir de agora.

Menos burocracia e mais agilidade para os negócios

Ainda sobre a redução de burocracia, com o open banking a etapa de análise do tempo de abertura de conta para liberação de determinados produtos e serviços, deve ser eliminada – o que passa a contar mesmo é o histórico financeiro do cliente, o qual estará disponível para as demais instituições autorizadas. Com o compartilhamento de dados, as instituições poderão realizar uma análise mais criteriosa, o que deve contribuir para a diminuição do spread bancário – diferença entre o custo que o banco paga para captar recursos e o quanto ele cobra nas operações de crédito feitas pelas empresas.

A medida, que tem regulação do Banco Central, trabalha por meio de APIs (interfaces de programação de aplicações), as quais fazem a conexão entre as instituições participantes e permitem a troca de informações entre elas de uma maneira padronizada. Cabe salientar que é obrigatória a participação dos grandes e médios bancos brasileiros classificados no segmento S1 – porte igual ou superior a 10% do Produto Interno Bruto, ou que exerçam atividade internacional, e do segmento S2 (porte inferior a 10% e igual ou superior a 1% do PIB. Para as demais instituições, a participação é facultativa. 

Escopo do open banking prevê ainda outras duas fases

A próxima  fase, a terceira de um total de 4, passa a vigorar em 30 de agosto, com o início dos pagamentos e propostas de crédito. A partir desta data, por meio de um aplicativo único, os clientes poderão realizar transações de pagamento e encaminhamento de proposta de operação de crédito em diferentes instituições. Nesta etapa o cliente poderá realizar uma transação de pagamento em sua conta sem a necessidade de acessar o ambiente da instituição financeira – home banking ou aplicativo. Essa fase ainda prevê o envio e contratação de propostas de crédito de outras instituições.

A etapa seguinte (4), marcada para 15 de dezembro, envolve informações relativas a seguros, previdência, investimentos e câmbio. Depois dessa data, dados sobre estes outros serviços financeiros passam a compor a estrutura do open banking. Dessa forma, os clientes que autorizarem podem compartilhar informações desses produtos/serviços, o que inclui ainda conta-salário e previdência complementar. Também está previsto um cronograma para o próximo, quando outras funcionalidades deverão ser liberadas gradualmente. 

Estas, por sua vez, incluem compartilhamento de serviços financeiros, como transferências, pagamentos por boleto, previdência, investimentos e câmbio. A conclusão deve ocorrer apenas no final de setembro de 2022 com o compartilhamento de serviços de débito em conta. Por último cabe ressaltar que não será cobrado nenhum valor do cliente pelo compartilhamento dos dados, e ao cliente é permitido cancelar a autorização quando desejar. 

Open banking: oportunidades para fintechs 

Essa inovação no setor financeiro pode ser uma ótima oportunidade de crescimento para as fintechs – startups ou empresas que desenvolvem produtos financeiros totalmente digitais. Segundo a consultoria KPMG, três segmentos de tecnologia, em especial, podem ser aproveitados por estas empresas. 

O primeiro deles se refere à soluções de front-end – nesse ramos as fintechs poderão desenvolver experiências diferenciadas e facilitadas de navegação para que os clientes acessem os serviços e soluções dos bancos. Outra tendência de negócios pode ser a segmentação de produtos. Nesse caso, empresas que desenvolvam produtos e serviços focados em entender as necessidades do cliente, deverão ter sucesso. Por fim, serviços de infraestrutura também poderão gerar ótimas oportunidades, conforme estudo da KPMG. Nesse contexto, as fintechs poderão auxiliar as empresas a escalarem seus produtos e eficientizar a gestão de seus dados e produtos, prestando serviços de infraestrutura e back-end de todo o sistema.


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Aclamadas pela comunidade científica, as Deep Techs estão sob o mesmo guarda-chuva de empresas criadas a partir de disrupções em áreas como biotecnologia, engenharia e arquitetura de dados, genética, matemática, ciência da computação, robótica, química, física e tecnologias mais sofisticadas e profundas. São startups que propõem inovações significativas para enfrentar grandes problemas que afetam o mundo.

 

Por mais que tentar chegar a uma definição possa parecer um exercício bastante ousado, quando falamos de uma área de tamanho conhecimento e aplicação, negócios que se enquadram dentro deste conceito, tratamos de soluções com alto valor agregado, que irão impactar positivamente não só um grupo determinado específico de pessoas, mas que podem mudar o mundo.

 

Para fomentar ainda mais o setor e auxiliar nesse crescimento, o Delta Capital abriu inscrições para selecionar Deep Techs. A chamada inicia dia 22/11 e vai até 10/12, não perca tempo e inscreva-se aqui!

 

 Em breve conheceremos as iniciativas selecionadas.