Grupo VENTIUR PradoTech irá acelerar startups em Gravataí

pradotech

Em parceria com o parque tecnológico PradoTech e a Prefeitura Municipal de Gravataí, na região metropolitana de Porto Alegre/RS, a VENTIUR irá acelerar startups de base tecnológica. Os aportes financeiros serão realizados em startups das áreas de TI, Comunicação e Convergência Digital, Inteligência Artificial e IoT, Novos Materiais, Nano e Biotecnologia e Robótica, em tecnologias aplicadas para Indústria 4.0, Logística 4.0, Govtechs e Deeptechs, dentre outras.

O lançamento oficial do projeto VENTIUR PradoTech, que possui um orçamento de R$ 20 milhões, ocorreu na última segunda, 25, na sede do parque, em Gravataí. Na oportunidade foram apresentados detalhes do novo veículo de investimento da Aceleradora, que atuará como um braço do PradoTech e selecionará startups em fase de validação e tração. 

Lançamento do Grupo de Investimentos Ventiur Pradotech
Sandro Cortezia, CEO da Ventiur, no evento de lançamento. Foto: Douglas Rosa

Os aportes financeiros para os novos negócios variam entre R$200 mil e R$ 1 milhão – e o primeiro processo seletivo já está previsto para iniciar no segundo semestre deste ano. Critérios como Produto Mínimo Viável (MVP) estruturado e diferenciais competitivos de mercado das startups participantes deverão ser avaliados durante o processo seletivo. A meta é ajudar os negócios inovadores a se desenvolverem e ampliarem sua base de clientes, gerando um retorno de até dez vezes do valor do investimento.

O processo de aceleração potencializa a atitude empreendedora, estimulando a capacidade de execução, experimentação e co-criação. Além do retorno projetado, os investidores poderão participar diretamente da seleção, além de oferecer mentoria e conhecimento de mercado às startups, o chamado smartmoney. O grupo de investimento está em fase de formação, e apto a receber investidores individuais e corporativos.

“Este é mais um importante passo na consolidação do ecossistema do Pradotech. Com a parceria estratégica da VENTIUR, conjugamos e viabilizamos a oportunidade de investir em startups diferenciadas”, afirma Carlos Gerdau Johanpeter, presidente do Instituto Prado e fomentador ativo do Projeto. 

PradoTech foi lançado em dezembro de 2021

O PradoTech foi lançado em dezembro passado e espera atrair 120 empresas âncoras e startups, e está localizado no Prado Bairro-Cidade – condomínio fechado que está sendo construído às margens da Freeway, em Gravataí. O parque tecnológico terá 30 mil metros quadrados, que além das empresas âncoras e startups incubadas, contará com coworking, salas de reuniões, arena de inovação e espaços para eventos de conexão com empresas.

PradoTech
Parque Tecnológico em Gravataí descentraliza investimentos e atrai startups.

Também haverá infraestrutura integrada com cafeteria, recepção, segurança e outros espaços compartilhados, e abrigará ainda a secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia de Gravataí. A expectativa é de que o parque possa gerar cinco mil empregos. A partir do conceito da quádrupla hélice para sua implantação — governo, empreendedor, academia e sociedade — o PradoTech irá conectar a nova economia e os negócios tradicionais. 

A iniciativa tem como objetivo estimular a inovação e contribuir para o crescimento regional. “Ter um mecanismo de investimento próprio é fundamental para alavancar startups de alta qualidade tecnológica: elas crescem pois podem se expandir, escalar; mas também crescem pelo aprendizado que uma jornada de investimento oportuniza”, explicou a CEO do PradoTech, Susana Kakuta.

Metodologia de aceleração #Gohard será utilizada

A metodologia de propulsão de negócios inovadores da VENTIUR, chamada de #GoHard, é fruto de quase dez anos de experiência na aceleração de novos negócios, e será utilizada no processo de aceleração das startups selecionadas para comporem o PradoTech. Seu objetivo é fortalecer processos internos das novas empresas, com foco no desenvolvimento de estratégias eficazes de vendas e crescimento exponencial desses novos empreendimentos.

O processo de aceleração de startups da VENTIUR contribui para que as empresas possam alavancar seu crescimento no mercado. Em alguns casos, é justamente durante essa etapa que os empreendedores aprimoram seu produto, e consolidam seu modelo de negócio, sempre com o apoio da Aceleradora e de seus mentores. 

Essa etapa serve ainda para testar os modelos de negócios apresentados a partir da análise da equipe de mentores. Durante o processo de aceleração, as startups recebem ainda o acompanhamento do gestor de aceleração, agregando conhecimento e experiência de mercado. 

Investimentos em negócios inovadores desde 2013

A VENTIUR é uma das principais aceleradoras de startups do Brasil e está sediada no polo tecnológico da Unisinos, o Tecnosinos, em São Leopoldo/RS. Nascemos para apoiar empreendedores diferenciados e com brilho nos olhos, auxiliando-os a transformar seus sonhos em negócios de crescimento exponencial. 

Mobilizamos uma rede de conexões qualificada investidores e empreendedores por meio de nossos veículos de investimento ativos – VENTIUR AgTech (soluções para o agronegócio); VENTIUR Hélice (iniciativas inovadoras da serra gaúcha; e VENTIUR Fundo 20 (tecnologia global no Vale dos Sinos). Durante a edição 2022 do Gramado Summit, foi lançado um novo de investimento da VENTIUR, o Comunitá – parceria com as cooperativas de crédito Sicredi Pioneira e Sicredi Caminho das Águas, que tem como objetivo identificar e acelerar startups que possam contribuir com o crescimento das cooperativas.

Desde 2013, por meio de nossa rede de parceiros e investidores, já aportamos recursos financeiros e smartmoney em mais de 70 negócios inovadores, avaliados em mais de R$ 400 milhões.  A Aceleradora contabiliza até agora um total de quatro exits – expressão que se refere ao ponto de saída de uma startup. Se você também tem um negócio inovador e gostaria de impulsioná-lo, nós da VENTIUR podemos te ajudar. 

Oferecemos diferentes níveis de serviço, sendo que alguns destes têm focos de atuação e condições de investimento específicos. Para mais informações sobre nossos programas de aceleração e investimento em startups, entre em contato com nossa equipe. 

Healthtech SYN democratiza acesso a cirurgias particulares

SYN democratiza acesso a cirurgias particulares

O crescimento da tecnologia tem contribuído cada vez mais para o desenvolvimento de soluções inovadoras em diversos segmentos da sociedade. Um dos setores mais impactados pelas novas tecnologias é o da saúde, o que contribuiu para o surgimento das chamadas healthtechs (startups que atuam com tecnologias para saúde, do inglês).

Nesse contexto, uma das empresas que tem se destacado é a  SYN Saúde – startup que começou a ser acelerada pela VENTIUR em fevereiro deste ano, e que tem como objetivo democratizar o acesso a cirurgias particulares, à saúde, facilitando a conexão entre pacientes, médicos e hospitais.

A CEO e sócio fundadora, Ana Lemos, comentou que a solução da SYN tem como objetivo facilitar o acesso a cirurgias particulares para aquelas pessoas que não possuem plano de saúde – e que também não podem esperar para realizar o procedimento na rede pública (SUS). “Temos um time de suporte e orientação ao paciente e o que mais ouvimos é que uma das maiores dificuldades na contratação de uma cirurgia particular é a burocracia e a falta de previsibilidade dos gastos”, revelou a empreendedora. 

SYN: facilitando o acesso a cirurgias particulares
Sistema simples e rápido, para facilitar o acesso a cirurgias particulares.

E é justamente esse processo que pode ser complexo e demorado (situação acentuada pelo fato de que o paciente precisa realizar o procedimento) a startup se propõe a facilitar o acesso a cirurgias particulares.

Por meio da plataforma SYN é possível simular o financiamento dos valores já cotados para a cirurgia e ter acesso a todas as informações que envolvem esse processo, o que inclui prazos e valores de parcela. Ao final da simulação, o paciente recebe um orçamento único, o que garante maior previsibilidade e economia, podendo, inclusive, já encaminhar a contratação do procedimento cirúrgico com um dos operadores financeiros parceiros da plataforma.

E os números da SYN impressionam: em pouco mais de um ano a startup já viabilizou 2,5 milhões de cirurgias apenas no Maranhão, tendo em sua base 240 médicos cadastrados de diversas especialidades. Dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), indicam que mais de 70% da população brasileira não tem plano de saúde. Nesse contexto, a fila de espera por cirurgias via SUS ultrapassa a marca de 1,4 milhão.

Como surgiu a SYN Saúde?

A SYN surgiu em 2018, na cidade de São Luís, capital do Maranhão. Na oportunidade Ana Lemos, que é administradora de empresas, juntamente com o médico neurocirurgião, Dener Zandonadi, cursavam um MBA em Gestão Empresarial e resolveram desenvolver como Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), um modelo de negócio para uma empresa da área da saúde. Eles se conheceram durante o curso e fizeram os primeiros esboços do modelo de negócio da SYN. “Percebemos a relevância do projeto, e por isso nos inscrevemos em um programa de aceleração do estado do Maranhão”, revelou a empreendedora.

Ao final do programa, que teve duração de sete meses, a empresa fez uma pivotagem – termo derivado do inglês que significa uma mudança no modelo de negócio da startup. ‘Nossa ideia era criar algo que causasse impacto na área da saúde, que fosse um divisor de águas mesmo, mas nosso primeiro modelo tinha algumas barreiras de entrada”, lembrou a CEO. Com isso, em janeiro de 2020, ao final da incubação, teve início o processo de validação do negócio, realizado no Maranhão mesmo. 

Ana ressaltou que ela e o sócio conheciam o mercado de saúde e sabiam da dificuldade que as pessoas que não possuem plano de saúde enfrentam quando precisam contratar uma cirurgia de maneira particular. A pandemia atrasou um pouco os planos da SYN, mas ainda naquele ano eles começaram a rodar o primeiro modelo de estrutura, em setembro de 2020. 

“Criamos um formulário eletrônico e logo no início já conseguimos cinco médicos parceiros e viabilizamos 30 cirurgias”, observou a empreendedora. Meses mais tarde, em janeiro de 2021, a empresa deu início à estruturação da plataforma que entrou no ar em abril. E foi durante sua primeira rodada de captação que os empreendedores conheceram a VENTIUR (falaremos um pouco mais sobre isso abaixo). 

Segundo Ana, os recursos financeiros aportados pela Aceleradora serão utilizados para investimentos em tecnologia e ampliação do time, com foco em expansão. “Queremos ampliar nossa operação neste momento para seis estados em específicos: São Paulo, Ceará, Recife, João Pessoa e Rio Grande do Sul”, finalizou a CEO. 

Aceleração fastrack e aporte financeiro

O diretor de operações da VENTIUR, Guilherme Kudiess, comentou que a SYN participou do modelo chamado fastrack – processo que ocorre quando uma startup está praticamente pronta para captar investimento. Essa modalidade tem uma duração menor, entre 15 e 20 dias, e é indicado para as startups que já tem suas hipóteses validadas e seus processos mais definidos. 

Kudiess detalhou que nesse período que compreende o fastrack são feitas reuniões entre a equipe da VENTIUR, rede de investidores e os empreendedores para que o negócio seja conhecido de maneira detalhada. Ao final do processo, se for aprovado o investimento (como ocorreu com a SYN), este segue para as etapas seguintes, as quais consistem em negociação e elaboração de contrato. “Nesses casos a startup está mais madura e temos uma certeza maior de que vamos investir nela”, destacou o diretor.  Lembrou que a equipe da Aceleradora conheceu os empreendedores em um evento do programa Capital Empreendedor, do Sebrae, em dezembro de 2021, em São Paulo, o qual tem como objetivo auxiliar startups a captarem recursos. 

A iniciativa proporciona que os empreendedores tenham contato direto com os fundos de investimento, permitindo ainda maior visibilidade e troca de conhecimento entre os empreendedores. “Conhecemos os empreendedores, apresentamos aos nossos investidores, ela (a startup) já entrou em nosso portfólio e começamos o processo de aceleração em fevereiro”, detalhou o diretor de operações. O aporte na SYN foi de R$ 300 mil. 

Para capacitar a startup a VENTIUR está aplicando sua metodologia de aceleração de novos negócios, o qual potencializa a atitude empreendedora, e estimula a capacidade de execução, experimentação e co-criação. Durante o período de aceleração, os empreendedores da SYN têm uma agenda intensa de atividades, a qual inclui bootcamps, reuniões de acompanhamento e eventos de capacitação com foco no desenvolvimento do time. Além do aporte financeiro a startup recebe da Aceleradora o chamado smartmoney, o qual permite a modelagem e ampliação do seu negócio. 

Healthtechs ganharam força durante a pandemia

As chamadas healthtechs são aquelas startups que desenvolvem soluções tecnológicas para o setor da saúde. Este é um dos segmentos que mais cresce em todo o mundo, e também registrou alta durante a pandemia de Covid 19. Em função das medidas restritivas de circulação, áreas como a telemedicina ganharam força, facilitando o acesso da população aos serviços médicos por meio do uso de tecnologias digitais.

O número de empresas do setor saltou 542 em 2020 para 1.158 em 2021, segundo levantamento da plataforma Sling Hub, que mapeia dados de startups na América Latina, captando um total de 8,3 milhão de dólares em pouco mais de um ano. “As rodadas de investimento cada vez maiores mostram que em breve teremos algum unicórnio brasileiro neste segmento”, destacou João Ventura, CEO da Sling Hub. 

O bom desempenho das startups desse segmento está relacionado à sua capacidade de cruzar dados na identificação da melhor forma de atender as necessidades do cliente. E a tendência é de que os serviços médicos online se mantenham em alta mesmo após o término do confinamento. Estimativa da Associação Nacional dos Hospitais Privados aponta que esse número deve chegar ao patamar de 15% ao ano. 

Pede que Nutre vence disputa no Gramado Summit e receberá investimento da VENTIUR

A startup Pede que Nutre foi a grande destaque do último Gramado Summit. Conectar pessoas que desejam consumir refeições saudáveis por meio de tele entrega a restaurantes que possuem este tipo de prato – esse é o objetivo da empresa, vencedora da Batalha de Startups liderada pela VENTIUR durante a quinta edição do Gramado Summit ocorrida entre os dias 06 e 08 de abril na serra gaúcha.

Como prêmio pela conquista, a startup receberá o aporte inicial de R$ 200 mil, podendo chegar a R$ 1 milhão em co-investimento, além de receber o chamado smartmoney da VENTIUR para alavancar o seu negócio.

Júlia Lorenzon, Luís Gustavo Ferreira e Rafaela Reinehr: equipe comemora o prêmio.

Na Batalha de Startups, a Pede que Nutre disputou o prêmio com pelo menos outras 20 startups de diversos segmentos econômicos, as quais foram avaliadas pela Aceleradora e por sua rede de investidores. Ao longo dos três dias da Gramado Summit aconteceu a fase presencial da batalha (as demais haviam sido feitas de maneira online), quando as selecionadas participaram de uma peneira com avaliação dos jurados da VENTIUR. Critérios como inovação, mercado, equipe e modelo de negócio, foram analisados durante a seleção.

As startups precisavam apresentar um modelo de negócio que resolvesse problemas reais e relevantes em seu segmento de atuação, e deveriam possuir também um produto escalável. A Pede que Nutre chegou à etapa final junto com outras duas startups que se destacaram entre as demais concorrentes, e acabou levando o prêmio. O CTO da empresa, Guga Ferreira, que é mestre em computação aplicada e doutorando em design estratégico, destacou a importância do reconhecimento do ecossistema de inovação para a empresa.

“Essa premiação é extremamente gratificante e emocionante. Fomos de corpo e alma para a Batalha das Startups. Esse prêmio significa que estamos no caminho certo, conseguimos validar nosso modelo de negócio e dar um passo ao encontro do nosso propósito e motivação”, destacou Ferreira. 

Sobre o processo de aceleração da VENTIUR, a CEO da empresa, Rafaela Reinehr, que possui formação em Administração e Pós Graduação em Gestão de Projetos, comentou que os aportes financeiros permitirão que sejam implementadas novas ações visando a expansão da Pede que Nutre, o que inclui a consolidação de sua plataforma. 

“Vamos tracionar o marketing e o nosso conteúdo educacional para captação de restaurantes, nutricionistas e também o cliente final, bem como consolidar o nosso atendimento. Nosso objetivo é lançar o mais breve possível nossa plataforma e entregar a melhor experiência para nossos usuários”, enfatizou a CEO. 

Plataforma Pede que Nutre surgiu em 2021

Sobre o surgimento, a CNO, Júlia Lorenzon, comentou que a empresa foi constituída em setembro de 2021, em Porto Alegre/RS, mas a ideia vinha sendo maturada meses antes, desde abril daquele ano. Na oportunidade ela, juntamente com os sócios Guga e Rafaela, pensaram em criar uma plataforma que facilitasse a vida de quem precisa adquirir refeições por meio de delivery, mas que não quisesse abrir mão de uma alimentação saudável.

Conforme Júlia, que é nutricionista e doutora em Cardiologia, por meio da plataforma, a empresa oferece pratos avaliados pelo time de nutricionistas – curadoria que é realizada a partir de alguns critérios, que partem desde o modo de preparo do prato, até a avaliação nutricional. 

Nesse processo, o consumidor pode, inclusive, utilizar filtros para encontrar produtos que mais se encaixem nas suas necessidades. “Entendemos que diversas pessoas que entram nos aplicativos de delivery acabam caindo em tentação e não mantêm o foco na busca de um alimento saudável e nutritivo”, lembrou a CNO. E é justamente para atender esse público que surgiu a empresa.

Atualmente o Brasil ocupa a 7ª posição no mercado de alimentos e bebidas saudáveis no mundo com consumidores buscando aliar praticidade com a boa alimentação. Segundo o Euromonitor internacional, o setor cresceu 33% entre 2015 e 2020. E a expectativa é que até 2025 cresça outros 27%. 

Esse mesmo levantamento aponta que a indústria de bebidas e comidas saudáveis atingiu um tamanho de mercado de R$ 100,2 bilhões em 2020, em plena pandemia. Pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva em parceria com a FIESP indica que oito em cada 10 brasileiros se esforçam para manter uma alimentação saudável e 71% dos pesquisados dizem que preferem produtos mais saudáveis, mesmo que tenham que pagar caro por eles.

Ainda sobre o Gramado Summit: VENTIUR e Sicredi lançam novo programa de aceleração, o Comunitá

A VENTIUR participou ativamente do evento com outras iniciativas, além da Batalha de Startups. Uma destas iniciativas foi o anúncio de novos parceiros nessa jornada de aceleração de startups, as cooperativas de crédito Sicredi Pioneira e Sicredi Caminho das Águas. 

Na oportunidade foi lançado o programa Comunitá, o qual tem como objetivo identificar e acelerar startups que possam contribuir com o crescimento das cooperativas, oferecendo aportes financeiros em troca de participações minoritárias. O novo veículo de investimento da VENTIUR vai operar em modelo de Corporate Venture Capital (CVC) – modalidade de inovação aberta tem crescido consideravelmente nos últimos anos, e tem possibilitado a criação de novos modelos de negócio e que, principalmente, possam contribuir para o crescimento das cooperativas. Já falamos dessa modalidade em outros textos aqui no blog.

Dentro desse contexto, a parceria terá foco em empresas de base tecnológica, especialmente de setores como open finance, cibersegurança, omnichannel humanizado, ESG, novos meios de pagamento, moedas digitais, comportamento de consumo, dentre outras. Mais do que simples aporte de recursos financeiros, o CVC Comunitá busca alavancar os negócios investidos pela conexão com sua rede de associados.

Os empreendedores que tiverem interessem em inscrever sua startup podem acessar o site do programa – podem participar da seleção startups de todo o País. Critérios como Produto Mínimo Viável (MVP) estruturado e diferenciais competitivos de mercado serão avaliados durante o processo seletivo. A rodada inicial de seleção começou ainda no Gramado Summit, com a escolha de cinco a 10 empresas. 

Com sede em Nova Petrópolis (RS), a Sicredi Pioneira atua na região da Serra Gaúcha e Vale do Sinos, enquanto que atuação da Sicredi Caminho das Águas compreende 34 municípios dos Vales do Sinos e Paranhana, e Litoral Norte. A sede da cooperativa está localizada em Rolante.

Investimentos em negócios inovadores desde 2013

A VENTIUR é uma das principais aceleradoras de startups do Brasil e está sediada no polo tecnológico da Unisinos, o Tecnosinos, em São Leopoldo/RS. Nascemos para apoiar empreendedores diferenciados e com brilho nos olhos, auxiliando-os a transformar seus sonhos em negócios de crescimento exponencial. Nosso processo de aceleração potencializa a atitude empreendedora, estimulando a capacidade de execução, experimentação e co-criação. 

Desde 2013 por meio de nossa rede de parceiros e investidores já aportamos recursos financeiros e smartmoney em mais de 70 negócios inovadores, avaliados em mais de R$ 400 milhões. Se você também tem um negócio inovador e gostaria de impulsioná-lo, nós da VENTIUR podemos te ajudar. Para mais informações sobre nossos programas de aceleração e investimento em startups, entre em contato com nossa equipe.

O que leva uma startup a receber investimentos? Nós respondemos!

Os fatores que podem levar uma startup a receber investimentos – ou não – são muitos e podem estar ligados a diferentes parâmetros. Sabemos que inovar é uma atividade de risco, como descreve o professor de Harvard, Tom Eisenmann, em seu livro Why Startups Fail. Segundo o acadêmico, nove entre dez startups encerram suas atividades. No entanto esse risco é compartilhado também pelos investidores a medida que estes aportam seus recursos nesses novos negócios.

Por isso, se você tem uma startup, queremos lhe ajudar nesse processo, dando-lhe dicas para que você possa deixar seu negócio mais atrativo para receber aportes financeiros.

Impulsionado pela transformação digital, acompanhamos nos últimos anos o crescimento de startups. Essas empresas entregam soluções inovadoras para diversos segmentos da sociedade, com o objetivo de facilitar o nosso cotidiano. Em apenas quatro anos (2015 a 2019), o número de startups no Brasil saltou de 4,151 para 12.727 – aumento de 207% de acordo com dados da Associação Brasileira de Startups (ABStartups). E mesmo que outros segmentos da economia brasileira estejam ainda encontrando dificuldades, essa expansão deve continuar pelos próximos anos. 

“O setor de startups fica à parte da bolsa de valores e do risco fiscal e político, porque há um excesso de capital no mundo para se investir em tecnologia, principalmente nos Estados Unidos, onde o mercado de startups está saturado. Ainda não vemos este excesso no Brasil, o que atrai este capital”, destacou o CEO da Sling Hub que mapeia dados de startups na América Latina, João Ventura.

Não é regra, mas na maioria dos casos para que se tornem mais atrativas para os investidores, as startups precisam ter uma algumas questões estruturadas, como seu Produto Mínimo Viável (MVP) e seus diferenciais competitivos de mercado. Questões como essas são levadas em contas durante as rodadas de investimento como veremos ainda nesse texto. 

E como posso receber investimentos em minha startup?

Uma das grandes dificuldades vivenciadas pelos empreendedores é justamente na hora de atrair recursos para sua startup. Muitos não sabem como se preparar para este momento ou sequer onde buscar referências para receber investimentos – falaremos um pouco mais abaixo sobre esse tema relacionados a captação de recursos, em específico.

Dentro desse contexto, o diretor de operações da VENTIUR, Guilherme Kudiess, destacou alguns pontos que contribuem para que uma empresa receba ou não o tão esperado aporte financeiro para deslanchar seu negócio. No caso da VENTIUR, em especial, ele comentou que a Aceleradora antes de qualquer coisa olha para o empreendedor e a forma como ele conduz o seu negócio. Fatores como dedicação e resiliência (desde o momento em que preenche o formulário de inscrição) estão entre os que mais são considerados pela equipe da Aceleradora durante o processo de seleção de novas empresas para seu portfólio.

Guilherme Kudiess explica alguns detalhes sobre como receber investimentos
Guilherme Kudiess.

Conforme Kudiess outro ponto relevante analisado pela equipe da VENTIUR se refere à equipe de uma startup. “Gostamos de empresas que tenham no mínimo dois sócios ou mais, e que pelo menos um deles tenha dedicação fulltime para o negócio”, observou o diretor.  O estágio em se que encontra a empresa, com o seu MVP já consolidado, também é outro importante, assim como seu potencial de crescimento. Sobre este último item, em especial, Kudiess destacou que a VENTIUR também procura startups que tem potencial de alta escalabilidade de seu produto, entregando soluções reais para o seu mercado de atuação. 

Ainda sobre o mercado, a preferência é por empreendimentos que atuem em segmentos que não estejam saturados, pois permite que a empresa tenha uma maior inserção de seu produto/serviço. Diferenciais como estes são potencializados pela aceleração da VENTIUR, os quais permitem ainda a modelagem e ampliação do negócio. O vídeo completo com estas e outras orientações do nosso diretor Guilherme Kudiess para as startups que querem ser aceleradas pela VENTIUR você encontra clicando aqui

Empreendedores não sabem como atrair recursos

Como já falamos em outro texto aqui no blog, muitos empreendedores não sabem como atrair as atenções para receber investimentos em sua startup. Estudo do Sebrae em parceria com a Finep apontou que 58% das startups desconhecem quais são as formas de captação de recursos: investidor-anjo, capital semente, venture capital, investimento coletivo (crowdfunding), subvenções e editais de fomento.

O mais preocupante apontada por essa mesma pesquisa é que 55% desses empreendimentos necessitavam de crédito durante a crise sanitária e econômica desencadeada pela pandemia de Covid 19 para o desenvolvimento de produto, serviço ou processo novo, e acabaram não sabendo como captar tais recursos. Fatores como estes, aliado a falta de planejamento, podem contribuir para o fechamento dessas empresas.

Estudo ‘Sobrevivência das Empresas no Brasil’, organizado pelo Sebrae, aponta que quase metade das micro e pequenas empresas brasileiras morre antes de completar dois anos. Inclusive uma parceria inovadora entre a VENTIUR e o Sebrae-SP está auxiliando startups paulistas a atraírem recursos financeiros para os seus empreendimentos por meio de Venture Capital (VC). 

O chamado programa Delta Capital deve capacitar de forma gratuita, por um período de dois anos, ao menos mil empresas para receber investimentos dos principais fundos de investimento brasileiros. Nesse cenário, investidores iniciais são estratégicos para a consolidação de seu negócio, pois eles serão sua base de apoio. Abaixo vamos te passar algumas dicas e também falar sobre os tipos de investimento que sua startup poderá ter acesso.

Dicas rápidas para te ajudar a captar investimentos

Sabemos que apenas uma boa ideia (sozinha) não é o suficiente para captar recursos para o seu empreendimento. Por isso a escolha correta dos parceiros é tão importante para que sua empresa alcance o crescimento. Dentro desse contexto, existem tipos diferentes de aportes destinados a startups: Investidores-anjo, Venture Capitals (VCs), Private Equity, Corporate Venture Capital (CVC) e Crowdfunding (investimento coletivo). 

Além do que já falamos acima, queremos lhe passar mais quatro dicas rápidas para que você possa deixar sua empresa mais atrativa para receber aportes financeiros:

  1. Tenha um bom plano de negócio;
  2. Conheça seu mercado de atuação;
  3. Conte sua história inspiradora;
  4. Prepare um pitch ‘matador’;

Existem ainda outras formas de captar recursos para sua startup, como é o caso dos programas de fomento à inovação disponíveis atualmente. Essas iniciativas de financiamento de negócios estão sob responsabilidade dos órgãos governamentais, como é o caso da Finep e do  Sebrae

Quer impulsionar seu negócio? Nós podemos te ajudar!

Se você também tem um negócio inovador e gostaria de impulsioná-lo, nós da VENTIUR podemos te ajudar. Apoiamos empreendedores diferenciados e com brilho os olhos desde 2013. Para mais informações sobre nossos programas de aceleração e investimento em startups, entre em contato com nossa equipe.

Oferecemos diferentes níveis de serviço, sendo que alguns destes têm focos de atuação e condições de investimento específicos. O suporte qualificado da VENTIUR poderá fazer toda a diferença entre o sucesso e o fracasso de uma startup. Além do investimento financeiro, os empreendedores recebem da Aceleradora mentoria com foco em resultados práticos, que é o chamado smartmoney. Atualmente a Aceleradora está atuando com quatro veículos de investimento: GIPs (Grupos de Investidores) parceiros do Instituto Hélice, AgTech, Fundo20 e Biopark.

Nestes mais de nove anos de atuação já investimos em mais de 70 negócios inovadores, somando aportes na casa dos R$ 25 milhões. Ainda contabilizamos um total de quatro exits – expressão que se refere ao ponto de saída de uma startup Para ficar atualizado sobre as notícias e tendências sobre empreendedorismo e inovação, siga a Ventiur nas redes sociais.

VENTIUR irá liderar batalha de startups no Gramado Summit

Concede: startup venceu Batalha de Startups na edição 2021 do Gramado Summit

Pelo quinto ano consecutivo a VENTIUR promove a tradicional Batalha de Startups durante o Gramado Summit que acontece em abril na serra gaúcha. A vencedora da competição ganhará um aporte de até R$ 200 mil da Aceleradora com possibilidade de chegar a R$ 1 milhão por meio de co-investimento. 

Critérios como inovação, mercado, equipe e modelo de negócio, dentre outros aspectos do negócio, serão analisados pelos jurados da VENTIUR durante a seleção que acontece até o dia 28 de março. Nesse período, serão escolhidas até 20 startups para a fase presencial do concurso que acontece durante o Gramado Summit. A listagem com as startups classificadas será divulgada nas redes sociais e por meio de e-mail marketing no dia 1º de abril. E a grande vencedora será anunciada no dia 08 de abril, no último dia do evento. 

Durante o processo de aceleração, além dos aportes financeiros, a startup escolhida receberá também o acompanhamento dos mentores da VENTIUR, devendo participar de bootcamps, reuniões de acompanhamento e eventos de capacitação com foco no desenvolvimento do time. Nestas oportunidades serão oferecidas ferramentas importantes para que os empreendedores possam criar a cultura de inovação em seus negócios. Para capacitar essas startup a VENTIUR estará aplicando sua metodologia de aceleração de novos negócios (#GoHard), ao qual potencializa a atitude empreendedora, e estimula a capacidade de execução, experimentação e co-criação. 

Ainda falando de startups, estas empresas vêm registrando crescimento exponencial nos últimos anos, cenário que deve se manter durante essa década, segundo projeção da Associação Brasileira de Startups (ABStartups). Seu DNA inovador tem atraído um número cada vez maior de investidores, sendo que os setores que mais têm recebido investimentos são Tecnologia da Informação (TI), serviços financeiros, comunicação, saúde e varejo.

Gramado Summit deverá contar com mais de 200 expositores

O Gramado Summit acontece entre os dias 06 e 08 de abril, no Serra Park, em Gramado/RS. O evento contará com a presença de mais de 200 expositores, em especial startups e aceleradoras, de diversas regiões do País. Considerado o maior evento de brainstorming da América Latina, o Gramado Summit reunirá mais de 140 palestrantes de áreas como empreendedorismo, marketing e comunicação. 

Gramado Summit 2021
Foto: Divulgação / Gramado Summit

Palestras e debates ocorrerão de forma simultânea em três palcos, além da Plenária Principal, que debaterá temáticas importantes desses setores. Entre os nomes confirmados até o momento, destaque para a diretora de arketing do TikTok, Kim Farrell, a head global de Diversidade e Inclusão da Nubank, Helena Bertho, dentre outros nomes ligados à inovação e tecnologia. Eles deverão abordar conteúdos relacionados à comunicação, live commerce, consumidor do futuro e Metaverso. 

Para o CEO do Gramado Summit, Marcus Rossi, o evento é uma oportunidade única para que as pessoas possam ser conectar e desenvolverem suas habilidades. Os organizadores projetam receber mais de 4 mil visitantes durante os três dias de evento, que também contará com uma feira para geração de negócios, o que deverá movimentar a economia local. A programação completa você confere aqui. Além de comandar a Batalha de Startups, a VENTIUR também é uma das patrocinadoras do Gramado Summit. 

Em 2021, Concede venceu a Batalha de Startups

Este será o quinto ano da Batalha de Startups – em 2021 a vencedora foi a Concede, empresa que tem objetivo desburocratizar o processo de financiamento habitacional. A solução é destinada a construtoras, imobiliárias e corretores, para que estes, por sua vez, ofereçam o serviço aos seus clientes. 

Na Batalha de Startups do ano passado a empresa disputou o prêmio com pelo menos outras 30 startups de diversos segmentos econômicos, as quais foram avaliadas pela Aceleradora e por seus investidores. Por meio de um aplicativo integrado, a plataforma reúne todos os processos que envolvem o financiamento de um imóvel em um mesmo local. 

Cocede Crédito Imobiliário: vencedora da Batalha de Startups em 2021

A Concede é a primeira plataforma digital multibanco que integra todas as partes envolvidas no financiamento. Esse diferencial permite que todos os envolvidos tenham acesso ao status atualizado de todas as etapas que envolvem o negócio.

Mais de 70 startups já receberam investimento da VENTIUR

Criada em 2013, a VENTIUR é uma das principais aceleradoras de startups do Brasil e está sediada no polo tecnológico da Unisinos, o Tecnosinos, em São Leopoldo/RS. Nestes nove anos de atuação investimos em mais de 70 negócios inovadores, avaliados em mais de R$ 300 milhões.

Também analisamos e avaliamos mais de três mil startups de diversas regiões brasileiras. A Aceleradora contabiliza até agora um total de quatro exits – expressão que se refere ao ponto de saída de uma startup. Isso acontece quando o empreendimento é adquirido por outra empresa/organização de maior porte.

Ainda falando em números, já captamos e investimos R$ 25 milhões, e contamos com mais de 200 investidores e 80 mentores. Se você também tem um negócio inovador e gostaria de impulsioná-lo, nós da VENTIUR podemos te ajudar. Para mais informações sobre nossos programas de aceleração e investimento em startups, entre em contato com nossa equipe. Para ficar atualizado sobre as notícias e tendências sobre empreendedorismo e inovação, siga nossas redes sociais.

Você sabe como investir em uma startup? Nós podemos te ajudar!

Você sabe como investir em uma startup?

Se perguntar hoje, você saberia como investir em uma startup? Saiba que, apesar de todas as incertezas causadas pela pandemia da Covid-19, estes negócios inovadores estão entre os investimentos preferidos pelos brasileiros. Essa tendência pode ser explicada por fatores como a volatilidade do mercado e a queda da taxa de juros, o que levou investidores a buscarem ativos mais rentáveis, ainda que estes mais arriscados que os tradicionais para aportarem suas reservas financeiras. Mas afinal: você sabe quais são as vantagens de investir em uma startup? E, especialmente, como investir em uma startup? Vamos detalhar um pouco mais sobre essa tendência de mercado nesse artigo e quais suas vantagens.

Como já falamos aqui mesmo no blog, os investidores iniciais são estratégicos para a consolidação de um novo negócio, pois eles são a base de apoio do empreendedor. Além do aporte financeiro, eles entregam à startup o chamado smart money, que são seus conhecimentos especializados em gestão de negócios. Essa expertise é fundamental para capacitar os empreendedores em áreas como administração, marketing, finanças, dentre outras relacionadas à inteligência estratégica de um negócio. 

Em muitos casos, o ‘dinheiro inteligente’ é fundamental para consolidar o modelo de negócio dessa nova organização, pois o investidor agrega mentoria e experiência de mercado, além de networking qualificado. No entanto, quem for investir em uma startup precisa ter em mente que a principal característica desse modelo é a rentabilidade de futuro, a médio/longo prazo – essa é a principal diferença com relação aos investimentos tradicionais como é o caso da renda fixa. 

Especialistas do setor estimam que os primeiros resultados em investimentos de risco como como é o caso do aporte em startups possa surgir somente após um período entre seis e oito ano depois dos aportes iniciais. Abaixo vamos falar um pouco mais sobre as formas de investimento existentes no mercado para este segmento.

E quais são as formas de investir em uma startup?

Como falamos acima os aportes em negócios inovadores estão em alta. No entanto para que você possa investir em startups, é preciso conhecer primeiramente cada um dos modelos disponíveis no mercado, e verificar qual está mais aderente ao seu perfil de investidor. Inclusive nós da VENTIUR podemos te auxiliar nessa questão. Isso porque existem diferenças entre os tipos de aportes financeiros que você poderá fazer como veremos a seguir: 

Corporate Venture Capital (CVC)

Esse modelo pode ocorrer por meio da aquisição de participação minoritária, onde o controle permanece com os empreendedores (falaremos um pouco mais desse modelo ainda nesse texto).

Venture Capitals (VCs)

Investem em startups que já aprovaram seu modelo de receita e optam por negócios em estágios mais avançados.

Private Equity

Essa modalidade diz respeito aos fundos que investem diretamente nas empresas, considerando métricas financeiras, como o EBITDA (sigla em inglês para Earnings before interest, taxes, depreciation and amortization) – indicador que mede a geração de recursos brutos de uma empresa, sem contar o desconto de eventuais impostos e lucros de investimentos.

Crowdfunding (investimento coletivo)

Consiste na troca de participação societária por aporte de recursos, onde o capital mínimo acaba sendo menor que os valores tradicionais, e permite que mais pessoas possam investir. Inclusive a Raks, startup acelerada pela VENTIUR, está em nova rodada de captação por meio deste tipo de investimento.  

Investidores-anjo 

Investem seu próprio capital em startups em estágio inicial, atuando de maneira ativa para agregar valor estratégico para esses negócios.

CVC aposta na inovação corporativa para incentivar a investir em startups

O Corporate Venture Capital pode ser feito ainda por meio da aquisição de controle parcial/total da organização. Cabe salientar que existem CVCs especializados em investimento para startups de estágio inicial e aqueles destinados a empresas mais avançadas.

Outra particularidade deste modelo de investimento em capital de risco, é que este é passível de falhas no processo. Nesse contexto é preciso mitigar o risco e definir estratégias para contornar eventuais problemas durante a trajetória. Porém, é preciso ter clareza que apenas algumas das apostas poderão trazer resultados relevantes – e são justamente essas que irão compensar o desempenho não tão satisfatório das demais que estão sendo investidas.

Como investir em uma startup?
Relação entre investidores e startups são mais próximas, estabelecendo conexões que geram impacto financeiro e intelectual nos negócios.

Ainda quando falamos de estratégia para as empresas, quando estas realizam um aporte financeiro deste tipo, buscam identificar sinergia com o seu novo investimento. Essa conexão permite que a organização estabelecida busque na startup alternativas para eficientizar seu processo e, dessa maneira, ampliar seu volume de negócios e/ou ramo de atuação.

Projeções da Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (ABVCAP), indicam que a indústria de CVC deve crescer ainda mais no País nos próximos anos. “Isso acontecerá porque as iniciativas de CVC irão equilibrar o desejo de grandes empresas por resultados imediatos e estratégias de longo prazo”, comentou Rosario Cannata, coordenador do Comitê de CVC da ABVCAP.

Startups devem seguir na preferência dos investidores 

Em 2021 os investimentos em startups atingiram recorde histórico – US$ 9,4 bilhões foram investidos em startups do País, segundo relatório Inside Venture Capital, da plataforma Distrito. Esse montante é mais do que o total recebido nos cinco anos anteriores somados. O levantamento indica que grande parte desse montante se deve ao aumento do interesse de grandes gestoras globais de capital de risco pela América Latina, em especial pelo Brasil. 

Por aqui o setor de fintechs foi o que recebeu o maior volume de investimentos de Venture Capital (VC) no ano passado – US$ 3,7 bilhões foram aplicados em startups de serviços financeiros. Nesse contexto, ocorreram os chamados mega rounds  (investimentos acima de US$ 100 milhões em startups), tendo o Nubank recebido a cifra de US$ 1,15 bilhão em aportes financeiros.

No ano passado se destacaram os chamados ‘unicórnios’ – startups avaliadas em mais de US$ 1 bilhão. Hoje o Brasil tem 20 unicórnios, sendo que entre os mais conhecidos estão, além do próprio Nubank, IFood, 99 Pop, Loggi, Gympass e PagSeguro. E as projeções para os próximos anos seguem bastante otimistas. 

Expectativa da Associação Brasileira de Startups (ABStartups) é que o Brasil possa alcançar o número de 100 unicórnios (startups avaliadas em mais de US$ 1 bilhão) até 2026. Em todo o mundo, o volume de aportes financeiros em startups em 2021 chegou a US$ 621 bilhões – aumento de de 111% em relação ao ano anterior. 

VENTIUR já investiu em mais de 70 startups!

A VENTIUR é uma das principais aceleradoras de startups do Brasil e está sediada no polo tecnológico da Unisinos, o Tecnosinos, em São Leopoldo/RS – nosso processo de aceleração potencializa a atitude empreendedora, estimulando a capacidade de execução, experimentação e co-criação. Carregamos a inovação em nosso DNA e buscamos mais do que bons negócios, ótimos empreendedores dispostos a impactar o mercado. 

Desde 2013 já investimos em mais de 70 negócios inovadores, avaliados em mais de R$ 300 milhões, e avaliamos mais de 3,5 mil startups de diversas regiões brasileiras – também contabilizamos um total de quatro exits até o momento (processo que ocorre quando uma startup é vendida a outra empresa). Atualmente estamos com processo de seleção em curso, o #GoHard15, onde iremos selecionar novas startups para receberem aportes financeiros.

Ainda falando em números, já captamos e investimos R$ 25 milhões, e contamos com mais de 200 investidores e 80 mentores. Para obter mais informações sobre os programas de aceleração e investimento em startups da VENTIUR, pode entrar em contato com nossa equipe. Para ficar atualizado sobre as notícias e tendências sobre empreendedorismo e inovação, siga a Ventiur nas redes sociais.

Aumento de ataques cibernéticos coloca organizações em alerta

ataques cibernéticos desafiam cibersegurança de grandes incorporações

Ataques cibernéticos ligam alerta: qual seria o impacto para seu negócio se o website de sua empresa ficasse indisponível para o público, em especial no horário comercial? Quantos produtos ou serviços deixariam ser comercializados nesse período devido à indisponibilidade de seu sistema e quais as consequências para a saúde financeira de sua empresa? Você já se fez essa pergunta? Caso sua resposta seja positiva, já parou para pensar em como está a segurança cibernética de sua organização? 

Essa questão tem tirado o sono de muitos gestores de TI ao redor do mundo como veremos nesse texto. Levantamento da empresa americana Neustar, especializada em cibersegurança, os ataques de cibercriminosos geram um prejuízo estimado de US$ 100 mil por hora e podem atingir 40% das organizações em escala global. Em 2021, além de vazamento de dados de usuários, apagões de redes sociais como WhatsApp, Facebook e Instagram, diversos tipos de golpes via aplicativos de mensagem instantânea, órgãos públicos também foram alvo deste tipo de ataque. E em 2022 esses ataques seguem ocorrendo em igual velocidade.

No Brasil, prefeituras dos estados de Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso, dentre outros, tiveram seus sistemas invadidos por criminosos virtuais, além de dos Tribunais de Justiça no Rio Grande do Sul e do Amazonas – nem o Sistema Único de Saúde (SUS), escapou. Essa é uma realidade que têm atingido de maneira cada vez mais frequente organizações de todos os portes, em especial pelo processo de transformação digital que foi potencializado pela pandemia da Covid 19 (falaremos mais sobre esse tema em especial abaixo).

Um dos ataques cibernéticos mais comuns (e mais impactantes) é o chamado Ataque de Negação de Serviço, o DDoS (Distributed Denial of Service), da sigla em inglês. Esse tipo de ataque cibernético afeta as atividades das empresas, congestionando seus servidores com solicitações que limitam/impedem a conexão de seus usuários recorrentes. O Brasil ocupou em 2020 a incômoda quarta posição no ranking dos países que mais foram impactos por esse tipo de ataque cibernético. 

Ataques podem afetar confiança na marca

Além das perdas financeiras, de acordo com a mesma pesquisa, outra preocupação das empresas se refere ao prejuízo à imagem de sua marca – situação que afeta diretamente o relacionamento com o cliente. Isso porque em um mercado extremamente competitivo, onde as marcas disputam a atenção do público, a confiança é um ativo crucial tanto para marcas corporativas, quanto pessoais, como define o estrategista de marcas Arthur Bender em seu livro ‘Personal Branding’

Ao ter seu website atacado, a capacidade técnica e administrativa daquela organização passa a ser questionada, podendo afetar o desempenho dos negócios. No entanto, não apenas a área de vendas é impactada por este tipo de crime, mas também setores como atendimento ao cliente e o jurídico. Foram descritos pelos profissionais de TI ouvidos durante a pesquisa, casos de furtos de dados, propriedade intelectual e até somas em dinheiro em meio aos ataques. 

Essas ações ocorreram durante os DDoS, e expõem a verdadeira natureza de 42% dos casos conhecidos como ‘cortina de fumaça’, onde o foco real não é derrubar o site, mas sim o roubo de dados valiosos. O relatório também aponta que ao contar com serviços de mitigação gerenciados, a equipe de segurança de TI daquela empresa consegue concentrar em outras atividades no momento em que está ocorrendo o ataque. No entanto, para garantir a proteção contra este tipo de ação, apenas manter mecanismos como programas de antivírus não são suficientes para impedir ataques cibernéticos. 

Muitas vezes é preciso o emprego de recursos que possibilitem o reestabelecimento rápido do sistema. Migrar o sistema para nuvem está entre uma das alternativas mais seguras, pois esses provedores possuem práticas mais rigorosas de segurança. Também existem outras opções disponíveis no mercado, e o importante é que as empresas procurem a que mais se encaixa nas suas necessidades – e a de seus usuários/clientes.

E porque esses ataques cibernéticos estão crescendo?

Especialistas do setor de tecnologia acreditam que o aumento de ataques desse tipo pode estar relacionado diretamente à pandemia. A disseminação da doença afetou diretamente a forma como interagimos enquanto sociedade, o que inclui a adoção do home office por muitas empresas como forma de frear a disseminação do vírus entre suas equipes.

System Hacked: ataques cibernéticos derrubam sistemas de grandes empresas ao redor do mundo

E é justamente a implementação do trabalho remoto durante a pandemia que pode ter contribuído para o aumento dos ataques cibernéticos. Com relação a esse ponto, o aumento no volume de pessoas que passou a acessar os servidores de suas empresas de forma remota pode aumentar a vulnerabilidade do sistema. 

“O trabalho remoto aumentou a superfície de ataques e hackers possuem mais oportunidades para explorar dispositivos e redes vulneráveis de funcionários. Isso aumenta consideravelmente a chance de vazamento de dados sensíveis”, observa o CEO da empresa Unxpose, Josemando Sobral, em seu artigo “O que deve ser destacado no futuro da cibersegurança no Brasil?”,

publicado no relatório Inside Cyber Tech, da Distrito.

Investimentos em cibersegurança devem crescer em 2022

Dentro desse contexto a cibersegurança é uma das principais tendências da tecnologia para 2022, principalmente pelos episódios que descrevemos acima. Além de proteger suas estruturas, essas instituições devem zelar pelo sigilo dos dados dos seus usuários, como prevê a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Casos recentes de vazamento de dados envolvendo o sistema de pagamentos instantâneos, o já popular Pix, do Banco Central, causaram preocupação à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

Inclusive a ANPD pediu explicações ao Banco Central, pois até o momento três vazamentos foram confirmados em um período de seis meses. Temendo ofensivas como estas, cerca de 83% das organizações empresariais brasileiras deve aumentar o investimento na área de segurança cibernética em 2022. O objetivo é frear a avalanche de ataques de hackers registrados durante a pandemia de covid 19 – o aumento chegou a 330% no período. O investimento projetado entre as companhias brasileiras é mais elevado em comparação com outras organizações ao redor do mundo. 


E então, gostou do tema? Quer saber mais sobre o mercado de tecnologia, startups e novos investimentos? Para ficar atualizado sobre as notícias e tendências sobre empreendedorismo e inovação siga a @ventiur nas redes sociais. 

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Metaverso: realidade virtual deve transformar o mundo dos negócios… e a sua vida!

Metaverso: a realidade virtual

Você já deve ter ouvido falar muito no Metaverso nos últimos meses – e não é para menos, pois a realidade paralela amplamente difundida pelo fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, promete elevar o nível de interação social e experiências que temos atualmente no ambiente digital. A novidade que mais parece ter saído dos filmes de ficção científica rapidamente ganhou o mundo em outubro de 2021 e cada vez mais está presente na pauta das organizações. Neste artigo especial vamos conhecer um pouco mais sobre o tema e quais são suas implicações em nosso cotidiano.

Mark Zuckerberg + metaverso
Mark Zuckerberg no lançamento do metaverso. FACEBOOK (REUTERS)

Durante o lançamento oficial da plataforma, Zuckerberg também anunciou a mudança de nome de seu conglomerado de mídia que reúne além do Facebook, os aplicativos Instagram e Whatsapp, para Meta. “Acredito que faremos uma transição e as pessoas deixarão de nos ver como uma empresa principalmente de mídia social para uma empresa do metaverso”, disse o empresário. Similar a jogos eletrônicos já conhecidos no mercado como The Sims, a plataforma permite que os usuários interajam no ambiente digital com o uso de avatares personalizados.

Dentro desse contexto, o Metaverso trata-se de uma nova camada da realidade que conecta mundo real e virtual, a partir de um ambiente totalmente imersivo constituído através de tecnologias como realidade virtual e aumentada, e hologramas. A imersão nesse universo possibilita que as pessoas possam interagir umas com as outras, trabalhar, estudar e ter uma vida social por meio desses avatares – o objetivo é que não sejam apenas observadores do virtual, mas se tornem parte dele. 

Já vimos esses elementos diversas vezes nos cinemas em filmes como Matrix, mas agora a ficção está cada vez mais próxima da realidade. No entanto, para entrar nesse novo ambiente não é preciso escolher entre a pílula azul ou vermelha – para se conectar o usuário deverá utilizar apenas óculos de realidade virtual. O desafio das empresas agora é tornar o Metaverso mais realista, ampliando a experiência para o seu público, promovendo engajamento e novas experiências imersivas – e realistas.

Metaverso deve impulsionar novos negócios

Para especialistas em inovação esse conceito de interação virtual deverá abrir novas oportunidades de negócio em diversos segmentos da economia, o que inclui marketing, vendas, educação, imóveis, artes, dentre outros. Construída em blockchain, já existe uma economia do Metaverso com produtos e serviços. No caso do markerting digital, por exemplo, com a plataforma uma campanha publicitária pode ser realizada tanto no mundo real, quanto no virtual, oferecendo uma experiência transmídia. E isso é só o começo de outras tantas oportunidades que poderão surgir. 

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Realidade Virtual pareceu tão real.

Para o diretor de tecnologia da Nexus VR, Felipe Coimbra, a grande mudança que o Facebook pode trazer é a transformação do Metaverso não como entretenimento, mas como serviço. Segundo Coimbra, áreas como educação e e-commerce podem ser beneficiadas com a nova realidade.  No caso das lojas virtuais, por exemplo, ao migrarem para a realidade paralela, estas poderão ampliar a experiência multicanal do cliente.

Outro setor que deve ser impactado pela novidade é o imobiliário. Ainda que possa parecer estranha, a ideia de comprar imóveis que só existem no ambiente digital, em dezembro passado a empresa de Nova York Republic Realm anunciou um acordo de US$ 4,3 milhões para comprar terrenos digitais no The Sandbox – um dos sites de “mundo virtual” onde é possível interagir com outras pessoas, jogar ou ir a shows. Dois meses antes, Barbados havia anunciado um plano para abrir uma embaixada em outro portal do Metaverso, o Decentraland. A Bloomberg Intelligence estima que esse mercado deve chegar a US$ 800 bilhões em 2024, impulsionado pelos games e por eventos realizados nessa nova camada de realidade.

Com relação ao mundo das artes, além de shows musicais, artistas virtuais também comercializam suas obras de arte registradas em Non-Fungible Tokens (NFTs), que em tradução livre para o português seria algo como “tokens não fungíveis”. Empresas de artigos esportivos, como é o caso da Nike, também estão apostando nesse conceito. A gigante de produtos para prática de esportes comprou recentemente uma startup especializada em NFTs colecionáveis e de moda. 

Metaverso deve provocar surgimento de novas profissões

Além das transformações que falamos acima, o Metaverso deve provocar significativas mudanças também no mercado de trabalho. Nesse contexto, novas profissões devem surgir até 2030, com foco em atender as demandas dessa nova realidade – confira abaixo cinco delas listadas pelo portal .cult:

Cientista de Pesquisa

Responsável por construir algo semelhante à teoria de tudo (visível e acionado digitalmente), esse profissional deverá ser capaz de construir e escalar protótipos usando tecnologia de visão computacional, computação gráfica e programação. Essa arquitetura será a base sobre a qual todos os outros elementos da realidade estendida serão construídos

Planejador do Metaverso

Com foco na identificação de oportunidades de mercado, esse profissional deverá construir cases de negócios, influenciar roteiros de engenharia, desenvolver métricas-chave, dentre outras atividades. Além de perfil empreendedor, este planejador deverá ter acumulado anos de experiência em gerenciamento, conhecimento de marketing e modelos de negócio.

Regulador de Ecossistemas

Este profissional deverá atuar em sintonia com as camadas reguladoras deste novo mundo virtual. Ele terá a função de coordenar parcerias comerciais e governamentais, com o objetivo de garantir as entregas em larga escala. Se optar por essa profissão, você deve ter experiência em relações institucionais e governamentais.

Construtor de mundos

Outra função de destaque na plataforma, o construtor de mundos precisará de uma visão de futuro para construir algo que ainda não existe. Para ocupar uma vaga desse tipo, o profissional deverá ter experiência em designer gráfico 3D (games) e realidade virtual. 

Desenvolvedor de avatares 

A exemplo do cargo anterior, o desenvolvedor também deverá ter experiência 3D, isso porque cada pessoa será representada por meio de avatares no Metaverso. Esse profissional também precisará ter noções de psicologia para poder criar os avatares de seus clientes com base em seus anseios. 

União Europeia já estuda marco regulatório do Metaverso

Enquanto alguns estudiosos da web acreditam que o Metaverso poderá ser o futuro da internet, tornando-a mais imersiva, descentralizada e aberta, outros pensam que a plataforma coloca em risco a privacidade de seus usuários. Nesse cenário, a União Europeia (UE) já está analisando o Metaverso e as ações necessárias para sua regulação.

Para a vice-presidente executiva da Comissão Europeia, Margrethe Vestager as autoridades precisam compreender melhor a plataforma antes de decidir sobre seu controle regulatório. “O Metaverso já está aqui. É claro que estamos analisando qual seria o papel do regulador e da nossa legislatura”, disse Vestager. 

Nesse contexto é certo que ainda teremos muita discussão pela frente, e que o Metaverso depende de outros fatores para deslanchar, como é o caso do amadurecimento de novas tecnologias, o que inclui o 5G. Outro desafio para a popularização da plataforma, especialmente no Brasil, é o preço alto dos dispositivos de realidade virtual.

E de onde vem o termo metaverso?

O termo se popularizou em 2021 nas empresas do Vale do Silício e mais recentemente com Zuckerberg (como vimos acima), porém sua origem está no livro de ficção científica “Snow Crash”, publicado em 1992 e de autoria do escritor Neal Stephenson. Em sua obra Stephenson narra a história de um entregador de pizza que no mundo virtual (chamado de Metaverso) assume a figura de um samurai.

SNOW CRASH | a origem do metaverso

Cerca de 20 anos depois, em 2011, o escritor Ernest Cline também abordou o tema em seu livro futurista ‘Jogador Número 1’. Na história os personagens de um mundo distópico passam grande parte de suas vidas em um simulador de realidade, o qual permite que escolham que pessoa podem ser. O romance foi levado aos cinemas pelo diretor Steven Spielberg em 2018.


E então: gostou do tema? Quer saber mais sobre o Metaverso e as principais tendências do mercado da tecnologia, startups e novos investimentos? Para ficar atualizado sobre as notícias e novidades sobre estes e outros temas relacionados também a empreendedorismo e inovação, siga a VENTIUR nas redes sociais. 

A VENTIUR é uma das principais aceleradoras de startups do Brasil e está sediada no polo tecnológico da Unisinos, o Tecnosinos, em São Leopoldo/RS.

Startups impulsionaram surgimento de novas profissões

novas profissões que surgem pelas startups

Como já falamos em outras ocasiões aqui mesmo no blog da VENTIUR, a transformação digital tem provocado mudanças significativas em diversos setores de nossa sociedade, inclusive no surgimento de novas profissões. Quando falamos em mercado de trabalho, por exemplo, o surgimento das startups impulsionou justamente a criação destas novas profissões, como desenvolvedor de aplicativos, agile coach, ux writer, customer success, cientista de dados, dentre outras como veremos nesse texto. 

Ainda falando de startups, estas empresas vêm registrando crescimento exponencial nos últimos anos, cenário que deve se manter durante essa década, segundo projeção da Associação Brasileira de Startups (ABStartups). E para atender os novos desafios gerados pela transformação digital, (também falaremos mais sobre tema logo abaixo), cada vez mais o mercado procura profissionais especializados. Muitas dessas novas profissões são complementares e estão cada vez mais presentes nas empresas.

E isso é só o começo, pois a popularização de novas tecnologias como é o caso do 5G e o advento do Metaverso, devem impactar ainda mais o mercado de trabalho. No caso do Metaverso, em especial, a realidade paralela criada pelo mesmo fundador do Facebook, deve impulsionar o surgimento de novas carreiras no ambiente digital.

Novas profissões advém junto a novas tecnologias
Tecnologias novas abrem espaço para novas profissões.

Novas profissões, novos cargos e carreiras

Esse mercado digital concentra altos salários, mas para ter uma oportunidade é necessário que o profissional tenha, especialmente, competências técnicas específicas. Para detalhar um pouco mais sobre as oportunidades geradas pelas startups, formando novas profissões, listamos abaixo oito carreiras que surgiram a partir dos chamados negócios inovadores.

Desenvolvedor de Aplicativos

Impulsionada pela popularização dos dispositivos móveis, essa profissão está em alta e cada vez mais se faz necessária em nossa sociedade hiperconectada – levantamento da consultoria Newzoo aponta que apenas o Brasil tem cerca de 109 milhões de usuários de smartphones atualmente, o que representa mais  da metade de sua população. Trabalhando com conceitos chave da área de tecnologia, este profissional atua na construção de soluções para celulares e tablets.

Agile Coach

Este profissional tem a capacidade de orientar os times técnicos com o objetivo de aumentar sua produtividade e desempenho. Tomando como base nos conceitos das metodologias ágeis para a Gestão de Projetos, o Agile Coach trabalha com ciclos rápidos para o desenvolvimento de novos produtos e/ou serviços para a organização em que atua . Com foco no resultado, sua missão é eficientizar processos, bem como reduzir os custos e o tempo envolvidos em cada etapa do processo que envolve o negócio. 

UX Writer

Fundamental para a criação e o fortalecimento tanto da voz, quanto do relacionamento da marca junto ao seu público, o UX Writer  realiza o desenho conversacional. Esta funcionalidade tem como objetivo qualificar a experiência do usuário durante seu processo de compra em uma determinada plataforma digital. Relacionada à arquitetura da informação e ao design, o UX Writer deve ‘conduzir’ o cliente de maneira intuitiva. O conteúdo produzido, o qual pode ser feito por um jornalista ou publicitário, deverá provocar o engajamento do público. 

Product Designer

Designer de produto, este profissional é o responsável pela criação de produtos físicos ou digitais. Ele participa ativamente de todas as etapas que envolvem o desenvolvimento dessa solução desde a fase de entendimento, passando pela ideação, definição, prototipação e validação. Semelhante às etapas do Design Thinking, a ‘jornada’ do Product Designer não envolve diretamente o uso de ferramentas digitais, mas ele tem a função de gerenciar todas as etapas até a entrega daquele produto. Para atingir esse resultado, ele utiliza abordagens técnicas e metodológicas. 

Customer Success (CS)

Com foco em garantir o ‘sucesso do cliente’ como o nome mesmo já diz em tradução literal do inglês, o Customer Success é um dos profissionais que mais têm sido valorizado atualmente no mercado. Sua missão não diz respeito apenas à jornada de compra, mas está relacionada diretamente à relação da empresa com o seu cliente. Para desempenhar essa função, o profissional de CS coloca em prática estratégias que garantam questões importantes para relacionamento com o cliente, o que inclui engajamento e feedback. 

Especialista em Inteligência Artificial (IA)

A demanda por profissionais deste tipo tem crescido nos últimos anos, em especial por sua relevância para o mercado. Dependemos da IA todos os dias, seja quando solicitamos uma corrida por meio dos apps de mobilidade ou ainda quando recebemos a recomendação de uma música/filme via plataformas de streaming – para falarmos apenas de algumas das diversas aplicações. Dentro desse contexto, o profissional de IA precisa entender todos os tipos de tecnologia e como estas podem ser utilizadas nas rotinas das empresas para a obtenção de melhores resultados.

Arquiteto Cloud

Este é um dos cargos mais recentes desta lista. O papel do Arquiteto Cloud, como o nome sugere, é oferecer – e monitorar – a infraestrutura de clouding computing (computação em nuvem), para que seus clientes possam armazenar dados sem a necessidade de um servidor físico. Ele será responsável por desenvolver o planejamento e gerenciar a infraestrutura de rede, conforme as especificidades da organização em que atua. Para ocupar uma posição desse tipo, o profissional deve ter amplo conhecimento técnico em áreas como arquitetura de aplicações e banco de dados. 

Cientista de dados (Data Scientist)

Também chamado de ‘Inteligência do Negócio’, esse profissional tem em sua rotina diária a missão de gerenciar as demandas de Big Data, o que inclui coleta e gerenciamento de dados não-estruturados. O cientista de dados precisa transformar essas informações em relatórios que auxiliem a tomada de decisões por parte dos gestores de uma organização. Para desempenhar essa função, esse profissional precisa desenvolver algumas habilidades específicas, o que inclui comunicação, estatística, conhecimento em linguagens de programação de análise de dados como R, Python e SQL, Machine Learning, engenharia de software, dentre outras.

Mercado exige competências técnicas, mas também emocionais

As incertezas acentuadas pela crise sanitária e econômica causada pela pandemia da Covid 19 refletem diretamente em questões como emprego e renda no País. Apesar de ter registrado leve queda no começo do segundo semestre de 2021, o desemprego no Brasil ainda é o quarta maior entre as principais economias do mundo, segundo levantamento da agência de classificação de risco Austin Rating para o portal G1. Dentro desse contexto, cada vez mais os profissionais precisam estar atentos (e preparados) para as novas oportunidades que estão surgindo como vimos acima. 

No entanto, para se tornar relevante em um mercado cada vez mais competitivo, não basta ter apenas competências técnicas desejadas para aquela determinada função com as que falamos – é preciso também outras habilidades, em especial de como lidar com as pessoas e com as adversidades que possam surgir. Em seu livro “6 Competências para surfar na Transformação Digital”, o italiano Andrea Iorio, descreve os profissionais devem dominar as cinco competências básicas no mundo corporativo digital: flexibilidade cognitiva, atitude maker, comportamento humano, pensamento crítico, altruísmo digital e foco no resultado. 

Com passagem por empresas como Tinder e LÓréal, tais capacidades devem ser aprendidas pelos profissionais que desejam atuar em organizações que estão aderindo ao processo de transformação. “A transformação digital é uma mudança de comportamento. Não falamos de ferramentas e tecnologia, mas sim de pessoas”, disse Iorio em seu livro. Relatório da consultoria McKinsey & Company, aponta que apenas 16% das empresas têm sucesso no processo de transformação digital a longo prazo.


E então, gostou do tema? Para ficar atualizado sobre as tendências do mercado da tecnologia, startups e novos investimentos, siga-nos nas redes sociais. A VENTIUR é uma das principais aceleradoras de startups do Brasil e está sediada no polo tecnológico da Unisinos, o Tecnosinos, em São Leopoldo/RS. Para mais informações sobre nossos programas de aceleração e investimento em startups, entre em contato com nossa equipe.

AgTech Raks desenvolve sistema inovador para controle de irrigação

raks tecnologia

Aumentar a eficiência e reduzir o custo da produção de alimentos – esse é o objetivo da Raks, startup acelerada pela VENTIUR desde 2020, e que desenvolve um sistema inteligente para manejo de irrigação na lavoura. Em seus quase cinco anos de trajetória a empresa têm se destacado, tanto em âmbito nacional, quanto internacional, por suas soluções com foco na eficiência e proteção ambiental. 

E a empresa planeja sua expansão para 2022. Recentemente a Raks abriu uma nova rodada para atração de investimentos por meio de financiamento coletivo – equity crowdfunding (falaremos mais desse processo ainda nesse texto). Os novos aportes financeiros têm como objetivo contribuir para o modelo de ampliação do negócio. Sobre a solução da empresa, a CEO e sócia e cofundadora, Fabiane Kuhn, comentou que esta consiste em um sistema voltado a otimizar o processo de irrigação, o qual reduz o desperdício de água e aumenta a produtividade da lavoura. 

Raks soluciona problemas de irrigação na agricultura

Esse controle é feito por meio de um sensor de umidade (criado pela própria Raks – e patenteado no INPI), que utiliza a tecnologia TDR de medição de umidade do solo. Ela explica que os sensores são fixados no campo e alimentados por meio de energia solar, permitindo que sejam captadas até mesmo pequenas alterações de umidade com maior precisão. Segundo Fabiane, esse dispositivo transmite os dados via conexão sem fio e sem a necessidade de internet para o portal da Raks, que une os dados de solo com aspectos de clima, planta e método de irrigação para fornecer ao produtor, por meio de relatórios e gráficos, os dados de quando e quanto irrigar uma determinada área de plantio. 

Ela detalha que a partir da coleta dessas informações, esse processo leva em consideração qual planta deverá ser irrigada naquele momento, eficientizando assim a gestão da lavoura e otimização o manejo da água. Além de fornecer dados referentes à umidade do solo, a ferramenta disponibiliza ainda outras informações relevantes relacionadas à lavoura, como a análise climática. Com base nessas informações, o produtor sabe o momento exato de ativar a irrigação. 

Além de contribuir para a redução dos custos operacionais, a startup também se preocupa com a preservação ambiental a medida que proporciona o uso racional da água. Dentro desse contexto, a solução da Raks tem ganhado cada vez mais espaço no agro, fator que é demonstrado pelo aumento de 90% no volume de vendas apenas no segundo semestre de 2021 em comparação à primeira metade do último ano.

Raks planeja expansão do negócio para 2022

A Raks está com uma rodada aberta para captação de novos investimentos por meio de equity crowdfunding – modelo que consiste na troca de participação societária por aporte de recursos. “Nesse formato, qualquer pessoa pode ser tornar sócia da empresa com cotas a partir de R$ 2 mil”, observou a CEO. Se tiver interesse em obter mais informações sobre esse processo, acesse o link da rodada. 

Os novos aportes financeiros permitirão que a Raks possa avançar em seu plano de expansão dos negócios, o que inclui a busca por novos mercados. Atualmente o Brasil ocupa a nona posição no ranking de países com mais áreas irrigadas – são 8,2 milhões de hectares irrigados, com previsão de aumento para 12,24 milhões até 2040. E é justamente de olho nesse mercado gigante que a empresa trabalha para ampliar sua atuação. 

“Queremos estruturar uma máquina de vendas para expandir nossa atuação e também aprimorar o nosso produto”, comentou a CEO. Ela revelou que atualmente a solução da empresa está presente em propriedades rurais de cincos estados brasileiros além do Rio Grande do Sul: Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Bahia e Pará. Nestas regiões a Raks atua, especialmente, em lavouras de soja, milho e nogueira pecã, mas a intenção é atuar também em outros estados e culturas, como é o caso do café e do mirtilo. 

“Nosso objetivo é aumentar a base de hectares que cobrimos atualmente, e passar a atender também produtores de maior porte”, revelou. Atualmente a empresa atende principalmente pequenos e médios agricultores, totalizando mais de dois mil hectares monitorados. 

Demanda crescente por alimentos impulsiona soluções inovadoras

Aumentar a produção de alimentos nas próximas décadas é um dos principais desafios do agronegócio em todo o mundo. Isso porque a população mundial deve chegar a 9,6 bilhões de pessoas em 2050, conforme dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO). Para alcançar esse índice, a produção atual deve aumentar em 70%. 

Dentro desse contexto, ferramentas como as desenvolvidas pela Raks devem contribuir ainda mais com a eficiência do setor. No caso dos sensores, em específico, estes aumentam o controle e a precisão da atividade agrícola como vimos acima. Com o barateamento dos custos desses dispositivos, a tendência é que essas funcionalidades cada vez mais deixem de ficar restritas apenas aos grandes produtores e cada vez mais sejam utilizadas pelos pequenos e médios agricultores.  

Ferramentas como estas aumentam o controle e a precisão da atividade agrícola – e é justamente iniciativas como estas que as AgTechs têm levado ao segmento. Utilizando tecnologia de ponta, as startups do agronegócio entregam soluções inovadoras também para setores como pecuária de corte e gado leiteiro. A VENTIUR possui um programa de investimento dedicado à aceleração dessas startups, o Grupo de Investidores VENTIUR AgTech.

E como surgiu a Raks?

A proposta inovadora da Raks surgiu em 2015, ainda quando Fabiane e um dos seus atuais sócios, Guilherme de Oliveira Ramos, estavam no Ensino Médio na cidade de Novo Hamburgo/RS, onde cursavam eletrônica. Naquela oportunidade os dois desenvolveram 

uma pesquisa científica com foco na resolução dos problemas causados pela crise hídrica que ocorreu no Brasil naquele ano.

Dados da ONU indicam que cerca de 70% de toda água disponível no mundo é destinada à agricultura., sendo que 50% desse total é desperdiçado no processo de irrigação, em especial devido à falta de tecnologia no manejo desses recursos. A partir desse cenário, nos dois anos seguintes os sócios participaram de mostras científicas no Brasil e no exterior, onde apresentaram sua pesquisa. Durante esse período, eles perceberam que mesmo seu trabalho sendo reconhecido, a solução não chegava ao produtor rural e dessa maneira, em 2017 resolveram estruturar a Raks.

Ainda naquele ano a empresa foi incubada no polo tecnológico da Unisinos, o Tecnosinos, em São Leopoldo/RS, após ser uma das vencedoras do Prêmio Roser – iniciativa da universidade que premia projetos de empreendimentos que proponham soluções inovadoras para os desafios atuais da sociedade. Além de Fabiane e Guilherme, a empresa tem como sócio ainda Vinicius Muller Silveira – todos são da área de tecnologia. O trio conta ainda com uma equipe de especialistas tanto da área de computação, quanto de agronomia.

A startup já reconhecida em nível mundial por meio de prêmios e parcerias como a seleção pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (APEX) para participar da maior feira de tecnologia do Oriente Médio, a GITEX Technology Week, que aconteceu em Dubai, nos Emirados Árabes, em 2021. Além disso, a Raks também foi selecionada como TOP 5 soluções para sensores de solo do mundo pelo StartUS Insights.


A Raks foi acelerada pela VENTIUR em 2020. Durante o período de aceleração a startup contou com uma intensa agenda de atividades, a qual inclui bootcamps, mentorias, reuniões de acompanhamento e eventos de capacitação com foco no desenvolvimento dos empreendedores e de seu time. Se quiser conhecer mais sobre os programas de aceleração e investimento em startups da VENTIUR, entre em contato com nossa equipe.

A VENTIUR é uma das principais Aceleradoras do País, tendo investido em mais de 70 startups ao longo de seus nove anos de atuação.

Aclamadas pela comunidade científica, as Deep Techs estão sob o mesmo guarda-chuva de empresas criadas a partir de disrupções em áreas como biotecnologia, engenharia e arquitetura de dados, genética, matemática, ciência da computação, robótica, química, física e tecnologias mais sofisticadas e profundas. São startups que propõem inovações significativas para enfrentar grandes problemas que afetam o mundo.

 

Por mais que tentar chegar a uma definição possa parecer um exercício bastante ousado, quando falamos de uma área de tamanho conhecimento e aplicação, negócios que se enquadram dentro deste conceito, tratamos de soluções com alto valor agregado, que irão impactar positivamente não só um grupo determinado específico de pessoas, mas que podem mudar o mundo.

 

Para fomentar ainda mais o setor e auxiliar nesse crescimento, o Delta Capital abriu inscrições para selecionar Deep Techs. A chamada inicia dia 22/11 e vai até 10/12, não perca tempo e inscreva-se aqui!

 

 Em breve conheceremos as iniciativas selecionadas.