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AgTech BioIn desenvolve solução para controle biológico de pragas na lavoura

A BioIn, startup do segmento de AgTech, tem se destacado nos últimos anos ao disponibilizar soluções eficientes para o agronegócio. A empresa, que é acelerada pela VENTIUR desde 2018, criou um sistema inovador – e sustentável – para monitoramento e controle biológico de pragas na lavoura.

A iniciativa consiste na produção, em escala comercial, de uma microvespa capaz de combater lagartas prejudiciais à horticultura – segmento do agronegócio que tem se expandindo tanto em área cultivada, como em relevância no Produto Interno Bruto (PIB) do país.

A sócia fundadora da BioIn, Camila Vargas, comentou que a empresa atende principalmente agricultores de pequeno porte, com áreas de plantio de até cinco hectares, incluindo frutas e hortaliças. Eles produzem, essencialmente, produtos orgânicos como tomate e alface, sem o uso de defensivos agrícolas em suas plantações. A iniciativa auxilia o produtor rural a alcançar melhores resultados no monitoramento e controle de pragas agrícolas.

Sobre a solução da BioIn, em específico, Camila explica que a empresa comercializa uma cartela contendo 45 mil ovos de mariposa “parasitados”, para aplicação em uma área referente a 1 hectare de terra. Dessa maneira, o agricultor pode produzir ele mesmo as vespas do tipo Trichogramma pretiosum em sua propriedade. Quando liberados na lavoura, os insetos voam em busca de outros ovos do hospedeiro – a vespa põe seus ovos dentro dos ovos das mariposas que originam a praga, impedindo o ciclo da lagarta.

Ela observa que nesse contexto o controle de pragas agrícolas é realizado de forma eficiente e sustentável, preservando os recursos naturais e contribuindo para a saúde do agricultor e do consumidor. Essa iniciativa garante a eficiência da produção e melhores resultados. Inclusive, sobre essa questão, Camila aponta que a empresa não vende apenas o produto, mas acompanha o agricultor durante todo o processo, esclarecendo eventuais dúvidas e auxiliando no manejo adequado de sua plantação.

“Não queremos apenas vender o produto de forma isolada. Acompanhamos, mesmo que maneira remota todo o processo junto ao agricultor, para que ele possa entender o que é o controle biológico e como deve ser feita a aplicação correta de nossa solução em sua propriedade”, enfatizou. Camila argumentou que esse tipo de acompanhamento é um dos principais diferenciais da empresa, e que garante a fidelização dos clientes. “Facilitamos todo o processo para o produtor e assim temos a recorrência de nossos clientes”, ressaltou.

BioIn planeja expansão para outros estados

A produção atual ainda é relativamente pequena, restrita ao Rio Grande do Sul, mas a empresa tem no seu planejamento a expansão para o restante do país. Nesse cenário, a BioIn já está trabalhando para levar suas soluções a outros estados, o que inclui Santa Catarina e Paraná – regiões onde esse tipo de produto ainda é pouco encontrado e que registra grande demanda.

Nessas localidades, o foco é trabalhar em áreas de plantio de até 500 hectares, incluindo outras culturas como soja, milho e arroz. “Queremos ampliar a captação para grandes produtores. Para nós, é importante essa expansão como empresa para chegarmos a outros mercados”, observou a fundadora.

Ela destacou que cada vez mais os agricultores estão aderindo ao uso de ferramentas biológicas, optando pela adoção de tecnologias que não agridam o meio ambiente em detrimento de ferramentas tradicionais não sustentáveis. Camila revelou também que a BioIn está desenvolvemos outros dois produtos biológicos para o controle de percevejo e para a mosca das frutas. “Queremos atuar de maneira mais forte no mercado de grãos e frutas”, ressaltou.

A soja e seus derivados ocupam um importante lugar na cadeia produtiva nacional. Dados da Emater-RS indicam que a safra 2020/2021, apenas no Rio Grande do Sul, terceiro maior produtor do grão do Brasil, deve registrar crescimento de 69%, chegando a 18,95 milhões de toneladas. No Brasil, o número de hectares plantados com soja chega a 38 milhões.

Bioin foi acelerada pela VENTIUR em 2018

A Bioin foi fundada em 2017, em Porto Alegre. Naquela oportunidade, Camila, que era aluna de Pós Graduação do curso de Fitotecnia da UFRGS, disse que sentiu a necessidade de conectar a pesquisa acadêmica ao seu usuário final, nesse caso o agricultor. “Percebi que muitos produtos desenvolvidos ficavam apenas no âmbito acadêmico e senti a necessidade de fazer essa ponte”, lembrou ela.

A partir daí, Camila participou de alguns eventos de inovação e percebeu que era possível realizar essa conexão por meio do empreendedorismo. Em seguida, ela convidou outras colegas de universidade a participarem do projeto, o que resultou na criação de uma equipe multidisciplinar. “A motivação entre todos nós (os sócios) era entregar uma solução adequada ao produtor”, destacou.

Ao analisarem esse mercado, os pesquisadores verificaram que apesar de haver demanda para produtos biológicos no Rio Grande do Sul, estes eram escassos. A equipe deu início ao trabalho e no ano seguinte a startup foi acelerada no ano seguinte pela VENTIUR, com o apoio do Grupo de Investidores Feevale Techpark.

Aceleração da VENTIUR contribui para efetivação do negócio

Além do aporte financeiro, a empresa recebeu o chamado smartmoney da Aceleradora, o qual contribuiu para a modelagem e ampliação do seu negócio. A equipe da startup recebeu mentoria e capacitação em diversas áreas da gestão, como forma de aprimorar o seu negócio. Sobre esse período de aceleração, em especial, Camila comentou que este processo foi muito importante para a empresa.

“A VENTIUR foi essencial para nós, especialmente no início do negócio, quando precisávamos registrar nosso primeiro produto biológico. Além disso, eles nos ajudaram em toda a estruturação do negócio, o que permitiu que pudéssemos crescer nos anos seguintes”, lembrou a fundadora. A relevância da startup também é reconhecida pelo ecossistema de inovação.

Em 2021, a BioIn foi a startup vencedora na categoria Startup de Agronegócios, do prêmio O Futuro da Terra 2021 – parceria do Jornal do Comércio com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs). A biofábrica da BioIn está incubada no Centro de Biotecnologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em Porto Alegre/RS.

AgTechs levam inovação ao agronegócio

Além da inovação, as AgTechs têm como foco a resolução de problemas reais do setor, fornecendo respostas rápidas e eficazes para determinadas demandas do mercado. O desenvolvimento de novas tecnologias, aliado a transformação digital no campo, têm contribuído significativamente para a melhoria da produção em segmentos como agricultura e pecuária.

Além disso, diferente de empresas tradicionais do agro, essas startups possuem características distintas como a capacidade de lidar com eventuais riscos do negócio. Atualmente, existem quase 1,6 mil startups deste segmento no país.

A VENTIUR possui um programa exclusivo para investimento em AgTechs, o Grupo de Investidores VENTIUR AgTech. Além desta iniciativa, a VENTIUR, juntamente com o Tecnopuc e Anlab, lidera o Celeiro Agro Hub. Atualmente, a Aceleradora possui 15 startups do agronegócio em seu portfólio como já falamos em outro texto aqui mesmo no blog.

A VENTIUR é uma das principais aceleradoras de startups do Brasil e está localizada no polo tecnológico da Unisinos, o Tecnosinos, em São Leopoldo/RS. Se você tem interesse em obter mais informações sobre os programas de aceleração e investimento em startups da VENTIUR, pode entrar em contato pelo email contato@ventiur.net.

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Aclamadas pela comunidade científica, as Deep Techs estão sob o mesmo guarda-chuva de empresas criadas a partir de disrupções em áreas como biotecnologia, engenharia e arquitetura de dados, genética, matemática, ciência da computação, robótica, química, física e tecnologias mais sofisticadas e profundas. São startups que propõem inovações significativas para enfrentar grandes problemas que afetam o mundo.

 

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